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Eu costumava trabalhar em uma linha de prevenção a suicídio

20 comentários
[Todos os nomes foram alterados por questões de confidencialidade.]

Você ficaria surpreso com a quantidade de chamadas não suicidas que recebemos.

Às vezes, pessoas solitárias ligavam porque estavam sofrendo bullying, estavam deprimidas ou em um relacionamento abusivo. Outras vezes recebíamos trotes, ou simplesmente gente enchendo o saco. Como operadores, mesmo em ligações bizarras nós não podemos ser francos e dizer que ninguém quer saber sobre seus... fetiches estranhos. Eu costumava trabalhar em uma linha de prevenção a suicídio, de uma empresa da qual eu não direi o nome por razões óbvias, mas ao longo dos anos de voluntariado, houve muitas chamadas que me afetaram profundamente ou me deixaram confuso e sem palavras.

Um dos meus incidentes mais desconcertantes foi com uma garota chamada Kelly.
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Eu era nova na operação quando uma garota chamada Kelly ligou. Seu caso era bastante diferente dos outros que eu estava acostumado a lidar (como trotes, chamadas reais de suicídio, chamadas bizarras, etc.) Ela tinha ligado pedindo conselhos sobre sua melhor amiga suicida.

Kelly: "O-Oi, meu nome é Kelly. Você poderia me ajudar?"

Eu: "Claro, estamos aqui para ajudar."

Kelly: "Eu acho que minha amiga quer se matar..."

Eu: "O que te faz pensar isso?"

Kelly: "Ela... ela me disse uma vez que não estava feliz em casa. De vez em quando ela também sofre bullying na escola. Mas às vezes... às vezes ela fala sobre suicídio. Eu apenas quero ajudá-la! Mas não sei o que fazer... Eu não quero que ela se mate, ela é minha melhor amiga."

Kelly falava apressadamente, sua voz mostrava claramente seu nervosismo.

EU: "Ok, Kelly, eu posso de chamar de Kelly, certo?"

Kelly: "Ah, claro."

Eu: "Ok, Kelly, não vamos tirar conclusões precipitadas por agora. Sua amiga tem agido estranhamente?"

Kelly: "Hum, mais ou menos, eu acho. Ela está me evitando. Evitando a todos, na verdade. Ela não responde ligações e mensagens de mim nem de ninguém, é como se ela não existisse fora da escola. Ela saiu do clube de arte, sendo que ela ama... ou amava, estou preocupada porque ela nunca fez nada assim antes."

Eu: "Você já tentou falar com ela sobre isso?"

Kelly: "Não... Eu fiquei com medo que ela se distanciasse mais, ou me odiasse."

Eu: "E por que ela te odiaria por se preocupar com ela?"

Kelly: "É, você está certa. Mas como eu abordaria o assunto?"

Eu: "Lembre-se, hipoteticamente sua amiga também pode estar com medo de ser odiada e evitada por você.

Kelly: "Então ela não se magoaria?"

Eu: "Sim, você poderia conversar com ela sobre isso. Mas isso é apenas hipoteticamente."

Kelly: "Ok, entendi. Acho que sei como falar com ela. Muito obrigada por ouvir. Eu acho que eu apenas precisava de alguém para ouvir minhas preocupações."

Eu: "Sem problemas, boa sorte com sua amiga."

Kelly: "Espera, posso saber seu nome para que eu talvez possa falar com você de novo?"

Eu: "Ah, nós geralmente não temos permissão de falar, mas chame pelo nome Robbie da próxima vez que ligar e eu tentarei estar com você novamente."

Kelly: "Ok, obrigado, senhora! Tenha um ótimo dia."
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Essa foi a primeira ligação de Kelly. Eu estava bastante orgulhosa de mim mesma por ser útil para alguém, mas minha conversa com Kelly logo foi esquecida enquanto eu seguia atendendo chamadas. Cerca de um mês passou normalmente, até a próxima ligação de Kelly.

Na hora eu não estava atendendo, estava em uma pequena pausa. Anne, uma das operadoras voluntárias veio até mim dizendo que havia uma chamada urgente, a pessoa se recusava a falar com qualquer um além de mim.

Uma pessoa chamada Kelly.
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Eu: "Kelly? Sou eu, Robbie, algo errado?"

Houve um som fraco e abafado que soava como um grito.

Kelly: "M-minha amiga! Ela está ameaçando pular! Eu... -SOLUÇOS- Eu não sei o que fazer!"

Fiquei surpresa por um momento. Levei um tempo para processar completamente o que estava acontecendo. Tentei não perder a cabeça. Não podia e não permitiria que Kelly perdesse sua melhor amiga.

Eu: "Kelly, Kelly! Por favor tente se acalmar, respire fundo. Nós temos que manter a cabeça clara para ajudar sua amiga, ok?"

Kelly: "Sim -RESPIRAÇÕES-  Eu já liguei para a polícia, eles estão a caminho... Eu sinto muito, eu apenas preciso de alguém. Qualquer um. Eles me disseram para contê-la e evitar que ela pulasse... Mas, e-eu..."

Eu: "Está ótimo. Estou aqui por você, ok?"

Houve um momento de silêncio a mais gritos abafados.

Kely: "... Sinto muito, sinto muito! -SOLUÇOS"

Eu: "Kelly? Ainda está aí?"

Não houve resposta. O único som era o barulho alto do vento.

Kelly: "NÃO! BRI! POR FAVOR! NÃO VÁ!"

Eu: "Kelly?!"

Kelly: "ME DESCULPE! ME DESCULPE POR NÃO ESTAR LÁ! BRI! EU IMPLORO! Não... me deixe!"

Kelly estava gritando com todo o seu fôlego. Só conseguia ouvir seu choro e sua voz vacilante. Abri a boca pra dizer algo, qualquer coisa, mas nada saiu. Tudo o que eu podia fazer era sentar lá e ouvir, com os olhos cheios de lágrimas.

Desconhecido: "Senhora!"

A chamada caiu abruptamente. A última coisa que ouvi foi o que eu esperava que fosse um policial ou alguém que foi alertado sobre a situação. Caí em lágrimas assim que recuperei meus sentidos e o entorpecer palpitante do meu peito foi substituído por um forte sentimento de culpa e tristeza. Me senti tonta e mal, então tirei o dia de folga. Os outros operadores foram muito compreensíveis com minha saída mais antecipada.

Pelo resto do dia eu dei o meu melhor para me acalmar. Dizia a mim mesma que eu não poderia ter feito nada, que eu fiz o que pude.

O dia seguinte não foi melhor. Foi um milagre eu ter acordado de manhã. Meus olhos estavam inchados, meu travesseiro estava molhado pelas lágrimas e meu cabelo parecia um ninho de passarinho. A pequena esperança de que Kelly e sua amiga tinham conseguido sair dali com vida me deram forças para voltar a trabalhar naquela manhã exaustiva.

Passaram-se algumas semanas mas o incidente ainda permanecia fresco em minha mente. Eu consegui aceitar o que aconteceu e, embora me doa ter que pensar nisso, aquela experiência me fez trabalhar mais duro. As feridas daquele dia estavam começando a se fechar, e embora eu tinha aceitado completamente que nunca saberia se a amiga de Kelly ficou bem ou não, eu descobri de qualquer maneira.

Não, eu não fui investigar. Kelly nunca mencionou onde morava, então já estava fora de questão. Em vez disto, eu encontrei Kelly por acaso em um café.

Eu tinha acabado de pedir um latte com baunilha, quando uma garota jovem caminhou até mim.

Ela tinha longos cabelos ondulados e castanhos claros, puxado para um alto rabo de cavalo e grandes olhos escuros que faziam parecer como se estivesse em constante choque, também tinha sardas em seu rosto. Ela parecia ter uns quinze anos. Não a reconheci.

"Com licença, seu nome é, por acaso, Robbie?"

Eu assenti, "Sim, eu sou Robbie. Perdão, mas... eu conheço você?"

"Sou eu, Kelly." Ela disse.

"Oh, meu deus!", eu exclamei. "Como está sua amiga? E-ela..."

Ela balançou a cabeça, "Bri? Ah, ela está bem agora... Eu não me lembro muito bem o que aconteceu. O policial que me ajudou disse que eu desmaiei e que..." Ela parou por um segundo, como se estive lembrando de alguma coisa. Mas antes que eu pudesse perguntar algo, ela voltou ao normal rapidamente.

"De qualquer forma, graças a deus! Eu pensei reconhecer sua voz, mas estava com medo que fosse a pessoa errada ou fosse a Robbie errada. Está aqui com alguém?"

Balancei a cabeça, "Não, apenas bebendo algo. Tenho planos para hoje. E você?"

Ela assentiu e apontou para a parte de trás do café com uma pequena mesa para dois, "Na verdade estou aqui com a Bri, ela está muito melhor. Seus pais a estão levando para a terapia. Irei apresentá-la a você!"

Eu sorri, "Claro."

Ela me levou até a pequena mesa para dois e caminhou até uma das cadeiras vazias.

"Brianna, essa é a Robbie, a mulher que me ajudou. Robbie, essa é Brianna Rose, minha melhor amiga."

Permaneci ali, chocada. Ela estava falando com uma cadeira vazia. Uma cadeira vazia.

Brianna Rose...

Onde eu já ouvi isso?

DESCANSE EM PAZ, BRIANNA ROSE 17/09/12

A imagem de um memorial de uma garota que havia cometido suicídio passou pela minha mente. Eu passava por lá de vez em quando.

O que mais me horrorizou foi que Brianna Rose morreu dois meses antes da primeira ligação de Kelly.



Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

20 comentários :

  1. Maravilhosa, teremos uma nova série?

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  2. sensacional, bem escrita e sem enrolação e com plot twist

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  3. Caraça velho... Que creepy incrível!! 10/10

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  4. Essa creepy merece uma série. É muito boa. Vamos torcer para que o autor publique mais. Parabéns pela tradução, ficou ótima.

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  5. Não achei muito legal devido o contexto, mas em frente 6/10.

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  6. A sua é uma merda coloca a minha aí
    Havia no orfanato católico de garotos de São Petesburgo, uma lenda que se pendurou por várias gerações, uma entidade que trazia medo, a ponto de esquecerem seu nome, mas nunca pararam de falar a seu respeito.
    No orfanato, era de praxe que todo mês aparecesse um garoto novo, o número de meninos no orfanato, no entanto, nunca aumentava. Isso causava desconfiança em todos.
    -Todos os garotos que foram pegos por ele, tiveram sua carne alargada até formar uma atrocidade parecia com uma entrada de carne. –Disse Jimmy.
    -Ora Jimmy, essa história não tem como ser verdade, é algo que os irmãos da igreja inventaram para fazer com que os mais novos fossem dormir no horário do último sino, ao invés de ficarem andando por aí. – Disse Chuck, como se quisesse realmente acreditar naquilo.
    Com isso, o som do sino tocou e todos os garotos na área de lazer, sem exceção, correram apressados para o quarto.
    Neste momento, o padre George entrava no quarto, e fazia com que todos tirassem suas roupas e dormissem nus, enquanto ele próprio, passava as noites de vigília, atendendo para que os garotos não fizessem coisas impróprias, com os outros e consigo mesmo.
    Vez por outra algum garoto sumia sem aviso, durante a noite, sua roupa de cama continuava intacta. Quando questionados, alguns padres diziam que foram adotados, simplesmente, outros no entanto, ficariam nervosos com a indagação, e responderiam rudemente.
    Jimmy estava nervoso naquela noite, alguma coisa no olhar do padre Greg, o outro padre que comandava o orfanato, o preocupara, a maneira que ele dizia. “Seja um bom menino” o assustava, como se aquela fosse uma revelação sobre o seu futuro.
    Quando abria os olhos durante a noite, Jimmy tinha o hábito de ver um falo enorme do tamanho de um taco de beisenbol ou maior balançado sobre a sua face, neste momento, ele fechava os olhos e fazia todas as orações que sabia, até finalmente adormecer, nunca havia tocado nele ou feito algum mal, até parecia simpatizar com o garoto. Até aquela noite.
    Ânsia e medo passavam na cabeça de Jimmy , como poderia saber o que acontecia no quarto? Todos os outros estavam profundamente adormecidos, se prendiam ao silêncio da noite fria. Dependendo da situação, Jimmy poderia abrir seus olhos, ele não tinha medo da “coisa” que o vigiava à noite; ela nunca lhe fez mal. Mas ali estava ele, em uma posição pouco confortável, sem roupas, com seu traseiro em dor. Abriu os olhos, todos os garotos do quarto estavam fora das camas.
    - Chuck?- Perguntou Jimmy olhando para o seu colega, assustado- O que diabos está acontecendo aqui?-
    Formando uma roda em volta de Jimmy, os 23 garotos o atacaram e abusaram fisicamente.
    Durante três horas, Jimmy foi estuprado.
    Após ser jogado contra a parede, Jimmy, mentalmente destruído (e fisicamente também) via seus amigos pulando um contra o outro, rasgando sua carne com unhas e dentes. Chuck jazia no chão, com seus olhos arrancados e língua cortada.
    Após a última criança terminar seu pequeno sacrifício, John, o mais tímido menino do orfanato começa a bater a sua frágil cabeça na parede de pedra por alguns minutos, até que caiu com sua cabeça deformada.
    Se levantando fracamente, Jimmy sai do quarto com seu corpo pesado, se arrastando pelo corredor frio e escuro do orfanato .
    Das sombras nefastas uma voz que faria até mesmo o mais destemido dos homens se mijar de medo, desdenha do pequeno Jimmy.
    “Em tudo que é negro e torto, já enfiei meu cajado. O buraco na face da sua cobra já já vai ser perfurado.”

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  7. O FINAL FOI CLICHE NAO CURTI MT N...

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