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O que aconteceu com Éden

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Sempre fui ateísta. Meus pais estritamente Luteranos fizeram que a Bíblia fosse meu projeto de leitura de verão quando eu tinha dez anos. Infelizmente para eles, eu era uma menina esperta, e rapidamente me afastei da religião quando dei de frente com as hipocrisias do Livro Sagrado. 

Meninas espertas, principalmente as de pele escura, não tinham muito a almejar no meio do século XX. 

Eu li todos os livros na seção permitida para pessoas de cor na biblioteca pública pelo menos uma dúzia de vezes. Quando isso não era mais suficiente para saciar minha sede de conhecimento, subornei com doces uma amigável colega branca para que retirasse livros em seu nome para mim. 

Você deve imaginar meu alívio quando acordei do meu coma e a lei Jim Crown tinha acabado. 

O acidente, felizmente, foi rápido. Raio. Não me lembro de sentir dor. Lembro de parar na rua para tirar uma pedra do meu sapato. Lembro de olhar para cima e ver luzes. Raios. Então, escuridão.

Quando minhas pálpebras se abriram momentos ou anos depois, o céu acima de mim era de um malva empoeirado, como se pétalas de rosas tivessem sido colocadas em uma banheira de leite. A luz suave era filtrada pelas folhas das árvores, mas não conseguia ver o sol. O ar estava parado. Tenso. Quieto.

Puxei um enorme e raquítica lufada de ar. Meus pulmões queimaram, gritando para que eu parasse de respirar aquele ar pervertido. Sufoquei por minutos agonizantes, arranhando minha própria garganta e arrancando o gramado em minha volta. Pontos pretos dançavam nos cantos da minha visão. 

Mãos fortes me levantaram. Fraca demais para lutar, tentei gritar, apenas para ter a boca e o nariz tapados. Minhas mãos voaram selvagemente até meu rosto, arranhando s dedos de quem me sequestrava. 

"Guarde sua respiração, irmã. Esse ar venenoso não é para você inalar." Sua voz era calmante e rítmica, como sinos de vento de madeira balançando na brisa suave. Sem ter outra opção, e percebendo que eu deveria estar na cama do hospital sonhando, obedeci. Deixei meu diafragma relaxar, e minhas mãos caíram moles no lado do corpo. Quando o ar saiu de meu corpo, a dor também se foi. "Muito bem," falou minha salvadora. "Agora irei te soltar. Pedirei para que não corra, pois existem criaturas muito piores do que eu nesse jardim." Como prometido, as mãos em volta de meu rosto afrouxaram. "Pode se levantar? Deixe-me ajudar." Gentilmente me pôs de pé e virou-se para mim. 

Tinha cerca de um metro e oitenta, com tranças cor de cobre caindo elegantemente como ondas atrás das costas. Seu rosto pálido e rosa era suave e redondo, a não ser por seus perfurantes olhos castanhos escuros e sobrancelhas anguladas. Um vestido simples branco de algodão abraçava suas curvas. Enroladas em cada bíceps estavam cobras verdes esmeralda, deslizando por seus braços sem nenhuma malícia aparente em relação à humana. 

Esfreguei os olhos. Belisquei o antebraço. Não, não estava sonhando. Isso era certo. Entretanto, isso também não era a realidade, não a que eu conhecia.

Abri a boca para falar, mas senti o gosto terrível do ar tóxico em minha língua. A mulher sorriu tristemente. "Sinto que não posso fazer nada para ajudá-la a falar, irmã. Apenas nós que moramos no jardim conseguimos tolerar esse ar, e acredite quando falo que você não gostaria de residir aqui," explicou.

Onde é aqui? Pensei, olhando para o outro lado. À minha esquerda havia um rio borbulhante fluindo com águas índigo. Além do rio havia um magnífico jardim, cheio de flores e arbustos de todos os tipos. Mesmo lindo, as folhas e pétalas estavam pausadas, não eram nada mais que sussurros das cores que um dia tinham sido. À minha direita estava a árvore onde eu acordara. Estiquei o braço e toquei o a casca da árvore. Estava morna, como se a árvore pulsasse com veias como as minhas. Espalmei a mão em seu tronco, aproveitando o calor.

"A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal," falou a mulher, respondendo a pergunta que estava presa em minha garganta. "Um presente para todos, mas escondido do mundo." Sorriu tristemente, observando as vermelhas maçãs maduras nos galhos. "Eu ofereceria a ti um fruto, mas se já não tivesse provado, não teria acordado em suas raízes, não é mesmo?" 

Árvore do Conhecimento? Olhei para a flora empoeirada, para o céu roseado. Se essa era a árvore do Conhecimento, então esse tinha que ser o Jardim do Éden, embora não era o paraíso tropical descrito em qualquer lugar que já tinha lido. O que aconteceu aqui? 

"Venha, irmã. Não temos muito tempo. Se sua alma continuar longe de seu corpo por muito tempo, temo que a conexão possa ser prejudicada para sempre," disse, esticando a mão em minha direção. Hesitei. Eu podia não ter acreditado na bíblia, mas uma coisa era comum na literatura: não confie em cobras. 

Como se lesse meus pensamentos, ofereceu a mão de novo. "Confie em mim. Que outra opção você tem?"

Com isso, escorreguei minha mão pegajosa na dela. Sorriu para mim. "Você é sábia, irmã. Obrigada por sua confiança. Nós nos vamos agora. Temos que ir para a Árvore da Vida, antes que seja tarde demais."

"Eu fui quem plantou estas Árvores," começou a mulher serpente. Seus pés descalços dançavam graciosamente pelas pedras lisas. "Cuidado com os peixes, eles mordiscam," avisou por cima do ombro. Observei cuidadosamente meus dedões enquanto atravessava o rio. 

"Meu marido era frio e cruel, e esse jardim era minha escapatória." Uma escapatória realmente era. Borboletas flutuavam preguiçosamente enquanto atravessávamos o jardim. A grama exuberante ficava confortável entre meus dedos. Tentei imaginar como as rosas costumavam se parecer, antes da cor ser varrida de suas pétalas. 

"A Árvore do Conhecimento foi a primeira. Sob a luz das estrelas eu regava a muda com minhas lágrimas. Eu cantava para ela meus segredos. Como eu amava e odiava, como eu adorava e temia meu marido. Dos meus sussurros de felicidade e tristezas a magnifica Árvore cresceu, e de seus galhos vieram os frutos."

De repente, a mulher serpente exitou em seu caminho. Se agachou e gesticulou para que eu fizesse o mesmo. "Fique parada, irmã. Talvez ele tenha sentido sua presença." Retirou uma faca dentada de uma tira em sua cintura. 

Minutos se passaram. Eu não aguentava o silêncio. "Quem?" Grunhi, estremecendo com o queimar de minha garganta. Minha companheira se virou e silvou de um jeito muito serpentino, então voltou para sua posição, os olhos de um lado para o outro, como um caçador em busca de sua presa. 

A resposta para minha pergunta veio com o vento; o primeiro desde que eu chegara. Carregava murmúrios de uma língua estrangeira, colando meus pés na terra e colocando terror em meu coração. Assisti apavorada quando o azul das violetas foi varrido com o vento, como um mosquito que bebe o sangue de sua vítima. 

Finalmente, o vento passou, a mulher serpente respondeu. "Esse, minha irmã, é Deus."

"Quando a Árvore do Conhecimento deu seu primeiro fruto, comi graciosamente e eu Soube. Fui capaz de ver o Mal em meu esposo, e em mim." Estávamos nos movimentando a passos rápidos agora, acompanhadas das cobras finas como fitas que estavam na grama. "O homem não é, como Deus pretendia, perfeito. Longe disso. Carregamos em nossos corações o potencial de uma grande luz e uma terrível escuridão, todos e cada um de nós," explicou. "Pecado," riu, "não é nada mais que uma distração, feita para culpar o homem pelos erros de Deus." Outro rio. Pulamos em pedras para ir ao próximo, apressadas para alcançar nosso destino. "Ele nos esculpiu a partir do barro, segurou-nos em Suas mãos cósmicas, e soltou em nós o ar da Vida. Fazendo tudo isso, Ele cometeu um erro fatal: Ele nos criou em de Sua imagem." 

"Deus, embora Ele faça você acreditar o contrário, não é o único de Seu tipo. Não, Ele é o mais velho de sete irmãos, e o mais arrogante de todos. Os outros seis criaram reinos calmos e pacíficos, para observar e apreciar sempre." Novamente os sussurros da brisa, mais fraco agora, ainda assim malevolente. "Deus, entretanto, queria reinar um reinado. Portanto, Ele encheu esse jardim com criaturas de todos os tipos. Quando nenhuma delas se curvava diante Dele, criou o homem. Se vangloriou diante de nós, dizendo ser o nosso Divino Criador. Não éramos mais do que crianças, e o que mais sabíamos?" 

"Deus designou Adão para me dominar. E ele dominou, com uma mão firme. Deus de séculos sofrendo, eu cultivei a árvore do Conhecimento, comi de seu fruto, e abandonei Adão, cuspindo em seu rosto covarde." Agora ela corria, e eu seguia junto, as solas de meus pés batendo contra a terra macia. "Fiz essa mesma jornada de atravessar o jardim todas aquelas vidas atrás, e cheguei e cheguei em uma clareira." 

"Arrasada e exausta, tentei acabar com minha vida. Meu sangue correu para a terra e a árvore da Vida brotou, e debaixo da mesma, fiz minha nova casa. Muitos anos fiquei deitada na clareira, me tornando amiga das cobras que viviam embaixo da terra. De noite, o vento uivava, mas eu estava segura em baixo da árvore." 

Abruptamente, a mulher cobra parou. "A Árvore é logo em frente, irmã. Está a vendo?" 

E eu vi. 

Fogo cercava a enorme Árvore, um salgueiro de verdes, azuis e outras cores vibrantes que nunca havia visto antes. "Serventes de Deus," disse sobre os querubins que portavam espadas flamejantes. "Temos que tomar cuidado agora. O tempo é essencial, mas não haverá uma alma a ser salva se não tivermos precaução. Vamos descansar um pouco aqui para que eu recupere minhas forças."

O céu malva empoeirado estava mudando para um brilhante e profundo tom de ametista. Estrelas brilhantes salpicavam o céu, alfinetadas no oceano roxo acima de mim. Galáxias apareciam em ondas de rosa e azul bebê. Se eu não estivesse correndo por um jardim desfalecido, entre minha vida e morte, poderia ter achado lindo. 

A mulher serpente e eu nos deitamos atrás de alguns arbustos de rosas. Uma minuscula cobra deslizou e deitou em sua barriga. Seus dedos longos acariciavam despretensiosamente a coluna do animal enquanto falava em um tom baixo.

"Eu comi os pêssegos que cresceram na Árvore, e passei diversas décadas felizes vigiando os arredores do jardim, livre de meu marido. Então eu a vi." 

"Ela dançava entre as flores, borboletas em seus cabelos negros e magia em seu sorriso. Fui me aproximar dela, para me juntar a sua dança." Ela sorriu suavemente. "Mas lá estava Adão, perverso como sempre. Gritando com a pobre garota para parar de ser tão boba. Sua esposa." 

Um coro de de grilos começou a cantar na distância, mas harmoniosamente que na terra. Uma sinfonia crescendo na noite.

"As serpentes e eu os seguimos, até o outro lado do jardim, até a árvore do Conhecimento. Encontrei-a lá, agachada debaixo da árvore, olhando sonhadoramente para os frutos."

"O resto, acho que você sabe, irmã. Furioso que eu dei o fruto do Conhecimento para Eva, fazendo-a ver Ele pelo que realmente era, Deus expulsou os dois do jardim, me deixando sozinha aqui. O jardim... não consegui cuidar-lo. Porque criar algo lindo, se afinal de contas não terei com quem compartilhar?" Lágrimas correram por suas lágrimas. Peguei sua mão, acariciando gentilmente com meu dedão, sem conseguir dizer que sentia muito. 

"Por ter comido da Árvore da Vida, corpo e alma, estou condenada a passar a eternidade em solidão. Eva morreu faz muito tempo. Só posso esperar que esteja dançando nos céus, se é que esse lugar existe. Talvez a alma de Eva dance em outros reinos, cuidado por um Deus melhor."

"Agora passo meus dias escondida. Uma cobra em seu ninho. As vezes eu jogo um fruto lá para baixo, para sua Terra. É por isso, minha irmã, que te encontrei debaixo da árvore do Conhecimento. Você deve ter encontrado um dos meus frutos." Sorriu vagamente. "Compartilho o Conhecimento do melhor jeito que posso. E guio almas perdidas desse lugar desencantado. Não vou deixar que Ele machuque mais nenhuma irmã minha."

Ficamos deitadas juntas por uma ou duas horas, até que a mulher serpente se sentou. "Vamos agora. Criarei uma abertura na guarda. Você correrá o mais rápido que puder até a Árvore. Assim que estiveres debaixo dos galhos, você estará a salvo dos anjos. Coma a fruta, e retornará para seu corpo." 

Os querubins não são bebês angelicais com asas como imaginamos na terra. Cada um tinha quatro rostos; um leão, uma coruja, um homem e uma águia. Seus rostos estremeciam e mudavam entre as quatro criaturas, e cada transformação parecia ser mais dolorosa do que a última. 

Assisti as terríveis criaturas por ente as folhas de um arbusto descolorido de mírtilos. Minha companheira ficou posicionada quase como uma cobra, esticada e pronta para o bote. Enrolou seus dedos no meu pulso. "Não tema," sussurrou. Seus olhos castanhos escuros estavam brilhando em luto. "Seja veloz, irmã. Não olhe para trás." Seu aperto ficou mais forte. "Independente do que acontecer comigo, não olhe para trás."

Fiquei vagamente ciente do gelado que percorria meus pés. Cobras. Elas avançavam em direção dos guardas, silenciosas na grama morta. 

"Agora." 

As solas de meu pé socavam forte contra a terra, pernas voando selvagemente atrás de mim enquanto eu corria em direção da árvore. As pequenas serpentes já tinham chego no cercado de querubins; um por um, começaram a correr loucamente, guinchando atormentados. Me foquei somente em frente, ignorando os chiados de minha irmã serpentina atrás de mim.

Meus músculos gritavam em protesto. Apertei a mandíbula com os dentes, sem me atrever a respirar o ar tóxico. Um flash de verde esmeralda chegou em minha visão periférica. Ela estava duelando com uma criatura meio coruja meio águia, unhas como garras eram usadas como arma.

O vento gelado acima quase me congelou na corrida. Me forcei a ri ainda mais rápido, bombeando meus braços e pernas com o pouco de força que me restava. Deus tinha nos encontrado, Ele sabia que eu havia escapado. Com um enorme e último pulo por cima do fogo, passei pela linha de guardas e caí debaixo do salgueiro com um baque surdo.

O vento cantante não podia me atingir debaixo dos galhos, nem passar pelo fogo, nem pelos gritos da minha salvadora. Com o rosto quente pelas lágrimas, estiquei a mão em direção de um dos pêssegos maduros. Dei uma última olhada por cima do ombro para a mulher serpente. 

Ela estava congelada no campo, um tornado esmeralda empoeirado a cercando. Gritei por ela, querendo correr de volta, para salvá-la, mas sabia que não podia. 

Seu olhar lacrimejado encontrou o meu. Sorriu suavemente, suas bochechas tremendo de dor. Minhas mãos vibravam enquanto levava a fruta até a boca. Obrigada, sibilei, então cravei os dentes na carne macia do doce fruto.

Eu tinha estado em coma por quase cinco semanas, presa a um respirador e minha vida estava por um fio. Os médicos haviam dito que eu jamais andaria de novo. Quando acordei, saúde perfeita, minha mãe chorou e levantou as mãos para o céu. "Bendito seja o Senhor!", falou. "Deus seja louvado!"

Não era só o meu corpo que estava em estado perfeito de saúde. Algo sobre a fruta... me fez mudar. Impressionei os médicos novamente quando fui atropelada por um Ford Mustang, e consegui me levantar e andar para fora do hospital como se nada tivesse ocorrido. Impressionei-os de novo dez anos depois quando eu e meu marido não conseguíamos ter filhos, apesar de ambos termos sistemas reprodutivos perfeitos. E mais uma vez com quarenta anos, mas não aparentava ter um ano a mais de vida do que vinte e cinco.

A fruta não só retornou minha alma para o meu corpo e salvou minha vida. Ela me imortalizou. Não envelheço desde que cheguei ao período fértil. De algum jeito revitalizou meu corpo destruído, e então me congelou, como uma estátua. Estou assistindo meu marido se encolher e morrer enquanto continuo com meu corpo perfeito. Terei que deixá-lo em breve. Mudar meu nome, ir para o outro lado do país. E de novo em dez anos. E de novo. E de novo...

A Bíblia, a qual estudei de novo muito mais atentamente, fala sobre o Arrebatamento. Quando Deus vir para a Terra e levar Seus crentes para o Paraíso. Estou certa que verei esse dia chegar. Não não estou certa de que será um dia glorioso como os Cristãos acreditam. 

Eu sempre fui ateísta. Agora, sei que Deus existe. Sei que é real. E sei que está bravo. E sei que Ele está esperando por mim. 

19 comentários :

  1. Muito boa e também te faz pensar. Só uma dúvida, está no caso, a mulher serpente, é a Lilith certo?

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    1. Sim, creio que seja Lilith, a "mulher cobra", "mulher serpente". Encantadora como um botão de rosa, porém envolta por um "animal peçonhento".
      Gostei de ver a Lilith como una heroína, me agradou, de certa forma.

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    2. Também gostei muito, certa vez li em algum lugar que a serpente do Edem e Lilith são as mesmas "pessoas" e a forma como a história retratou a Lilith e o próprio jardim foi muito interessante.

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  2. Tão Divina como a tradutora.
    Agradeço por um conto tão incrível. Pude sentir o medo, angústia e confusão dos personagens de forma clara e acentuada.
    Os erros de ortografia diminuiram de forma significativa! Parabéns!
    Eu leio algumas Creepypastas em voz alta para treinar minha leitura, essa foi uma delas. A majestade das palavras e da história em sim me cativaram muito.
    Obrigada Divina.

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  3. Tenta revidar a Creepy, tá cheio de erros como palavras repetidas exemplo: "de de"

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    1. Vejamos pelo lado positivo: esta legível, e, ao menos aos meus olhos, isso é o que importa.
      E seria "revisar". Realmente, deveria ter alguém no blog apenas com a função de revisar as traduções, tornaria a leitura bem mais agradável. É um ideia.

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  4. Respostas
    1. Lilith não foi uma heroína nessa história, ela enganou a menina e com a "fruta" que ela comeu ficou bem claro que ela perdeu a alma dela, embora tenha ganhado vida física prolongada (sim, um vampiro, lilith é invocada em rituais para "se tornar vampiro".

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    2. Aos meus olhos isso foi heroísmo, heehee.

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  5. primeira vez que comento, tô a um bom tempo aqui pensando em como expressar meu agradecimento por traduzirem essas creepys tão incríveis, não tenho palavras além de muito obrigado. Eu com certeza não estaria sentindo essa mistura de sentimentos que estou sentindo agora se não fosse por vocês do blog. Gratidão!!

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  6. Simplesmente maravilhosa. Amei. Divina você é o máximo.

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  7. Muito boa amei .
    Teremos a continuação de As estranhas cartas para meu filho ?

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  8. Caralho q fodaa 😍😍💕💕
    A mulher serpente é Lilith, né?

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