20/03/2018

Eles o mataram porque ele era gay

Essa é a história de quando eu tinha 14 anos. Os eventos que ocorreram abaixo mudaram minha vida para sempre. Eles me provaram que existem coisas por aí que não entendemos, e que provavelmente é melhor não entender.

Todos os detalhes extras foram mínimos, pois não quero o menor risco de alguém descobrir quem eu sou ou onde estou. Quero ficar sozinha para continuar a viver minha vida cotidiana normal.

Ele tinha 16 anos quando os expulsaram. Eu me lembrom tinha sido meu aniversário dois dias atrás. Foi o dia em que meus pais descobriram que meu irmão era gay.

Fazia dois anos que eu sabia, mas viver em um bairro altamente religioso em uma comunidade conservadora, nós nunca havíamos contado a ninguém. Eu não me importava com quem Jonathan escolheu amar, então fiquei quieta.

Então, como tende a ser, uma pequena coisa pode mudar tudo. Essa pequena coisa foi a nossa viagem pra fora da cidade, e uma bruxa velha do nosso bairro coincidentemente sendo uma testemunha ocular durante o primeiro beijo de Jonathan. Inferno, ela até tirou fotos, as quais chegaram até minha casa antes de nós.

Aquela noite de volta para casa foi um inferno para o Jon, papai o chicoteou até que estivesse caído sangrando no chão. Até o xerife veio para ver o que estava acontecendo, e quando descobriu, voltou aos seus negócios, deixando a família resolver o negócio da família.

Jon ficou trancado em seu quarto sem comida nos próximos dois dias. Então, quando voltei das minhas aulas no dia seguinte, ele se foi. Todo esse tempo e eu nunca o defendi, esse é um arrependimento que eu sei que levarei até o dia em que eu morrer.

Pode parecer loucura de ouvir, mas se passou um mês sem que eu soubesse onde ele estava, e eu nunca perguntei por medo do que poderia acontecer.

Um mês fingindo que tudo estava normal, que não havia uma cadeira vazia na sala de jantar, ou um quarto vazio ao lado do meu. Um mês gasto seguindo com a vida. Então, um dia, uma batida na porta, era o "conselheiro" do acampamento de verão para adolescentes problemáticos.

Mesmo naquela época, tão protegida e afastada de todas as coisas ruins na vida, eu sabia do que aquilo se tratava. Orações e espancamentos diários, exorcistas tentando expulsar seus demônios. No momento em que vi o homem, eu entendi onde Jon tinha estado todo esse tempo.

Infelizmente, esse não foi o maior choque que levei naquele dia. O conselheiro tinha vindo com uma notícia, notícia de que eles tinham falhado e meu irmão estava morto. Suicídio, ele disse. Eu pude ver o nojo e a raiva nos rostos de meus pais, não para o homem que trouxera a notícia, nem para o lugar para onde eles mandaram Jon, mas para o meu irmão.

Essa foi a última vez que os vi naquele dia antes de me trancar em meu quarto e passar dia e noite chorando.

Mais dois dias se passaram e eu digo que esses foram os dias mais dolorosos da minha vida. Meus pais pediram a um parente para levar o corpo de Jon para o enterro, porque eles não queriam que seus nomes fossem manchados na comunidade. Eu acho que foi o momento em que meu coração realmente se fechou para eles pra sempre, e mesmo depois da morte deles, eu só desejo cuspir em seus túmulos.

Após esses dois dias, naquela noite, com uma tempestade inesperada em nossa área, as janelas tremendo pelo vento selvagem, houve uma batida em nossa porta em uma hora bastante incomum. Minha mãe foi checar e eu fiquei em minha cama pensando que deveria ser alguém que ficou preso na tempestade.

Minha mãe, ainda acreditando ser uma boa samaritana, já estava indo em direção a porta com um cobertor para oferecer. Mas quando abriu a porta, soltou o grito mais estranho que eu ouvi até o momento, e então correu para seu quarto e fechou a porta.

Eu pude ouvir meu pai acordar de seu sono perguntando sobre o que estava acontecendo enquanto minha mãe soluçava. Enquanto aquilo acontecia, eu ouvia passos no corredor e um cheiro de carne podre invadiu minhas narinas.

Neste ponto eu já estava todo coberta em minha cama, com a porta ligeiramente entreaberta. Felizmente, o estranho apenas passou em frente, e tudo o que vi foi um flash momentâneo de um sapato manchado de lama.

Então eu ouvi a porta do quarto dos meus pais abrir em um único golpe. Essa foi a primeira e única vez que ouvi meu pai gritar, e eu me lembro distintamente de que não soava humano.

Foi quando o estranho falou, pela primeira vez desde que havia entrado na casa, "Deus tomou sua alma, mas ele me deixou ficar com o corpo." Ele disse em uma voz rouca e alegre. Era a voz do meu irmão.

Ouvi muitos sons de batidas depois daquilo pelo que pareciam horas. Seus gritos foram diminuindo entre os primeiros dez a vinte minutos.

Depois disso, o estranho começou a caminhas de volta para a porta da frente, e no corredor parou em frente a minha porta. Segurei minha respiração rezando para que ele não entrasse no meu quarto. O cheiro de carne podre mais forte que nunca.

Depois de mais alguns minutos de pé na minha porta, ele se arrastou e saiu. Eu passei os próximos três dias escondida debaixo da cama. Foi quando o xerife veio para checar a casa porque ninguém tinha visto meus pais ou a mim nos últimos dias.

Ele encontrou meus pais primeiro, e depois de correr para fora para vomitar e aguardar reforços, ele me encontrou quando entrou novamente.

Até hoje eu não sei o que aconteceu com meus pais naquela noite, mas sei pelos documentos que o xerife renunciou o cargo e se matou uma semana depois. Nem consigo imaginar os horrores que ele viu.

Eles me levaram diretamente para fora da casa e para o hospital por devido a desidratação. Eu fui interrogada pelos policiais na primeira vez e pelo FBI na segunda, após isso não tive outro visitante. Após uma semana eu fui liberada e levada para uma agência de adoção onde eu fiquei por alguns meses até me mudar para uma nova família que queria uma nova filha no meio deles.

Até hoje não sei o que era a coisa que entrou na minha casa. Tenho certeza que era o corpo do meu irmão porque ele de fato havia sumido de sua sepultura, mas também sei que não era realmente meu irmão. Eu também estou certo de que não era alguma força do mal que entrou aquele dia, porque se fosse eu não estaria viva hoje.

O que eu acho é, era algo entre a força da retribuição para reivindicar sua justiça pela morte de um inocente. Cumprindo seu dever.

Pessoalmente, tudo o que posso dizer afinal é que espero nunca mais ver a coisa de novo, e eu rezo todos os dias para meu irmão tenha encontrado seu lugar no céu, e um dia, eu espero estar com ele também.




Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!


15 comentários:

  1. poxa ele morreu virgem será, que triste

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  2. Ele morreu dps de perder o bv, até eu voltava pra me vingar

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  3. Interessante, mas tenho uma pequena crítica: tenho certeza que vocês precisam de um ou dois revisores. Sei que sempre tentam fazer tudo correto, mas até pela falta de tempo é difícil, e às vezes atrapalha bastante o entendimento.

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  4. Cuspir? Eu faria é minhas necessidades nos túmulos dia sim, dia não. Se não estivessem enterrados até abriria os caixões e mijava nos defuntos mesmo

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  5. Otimo o seu irmao n te mato pq vc respeitava o relacionamento entre homem mas vc deveria ter dito obrigado a ele

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  6. Legal que esse site tem gente de cabeça aberta desse jeito, a creepy foi legal

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  7. No começo quem conta a creepy é uma mulher, e depois começa a usar palavras no gênero masculino, estranho...

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  8. Bem interessante, mas a história precisa de uma revisão.

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  9. Achei legal mas precisa de revisão. E decidir se x narradorx é menino ou menina haha

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  10. na historia era um menino ou uma menina? pq em um momento a historia demonstra ser do genero masculino e em outro o genero e feminino

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  11. Muitos erros de português, mas a Creepy é muito boa!

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