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O ano perdido

21 comentários
2003 era um ano em que minha escola se recusava a falar sobre. Algo tinha acontecido. Algo que levou todos a enterrar o passado, silenciar toda inquisição. Eu nunca pensei muito nisso. Minha irmã adotiva era 15 anos mais velha que eu. Eu frequentava a mesma escola que ela por todos esse anos e então perguntei para ela como era a experiência.

"Estava tudo bem, eu fiz amigos, ia a festas e então teve-" Ela congelou.

"Nat? Está tudo bem?"

Ela ficou olhando para o nada, como se estivesse vendo uma assombração à distância.

"Não é nada, Thomas, só deu um branco por um segundo."

"Então, o que você ia dizer?"

"Não se preocupe com isso", ela sorriu, mas havia algo em seus olhos que me preocupou.

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Ela saiu para trabalhar no dia seguinte então decidi que iria procurar sobre seus anos de esola. Eu entrei em seu quarto e dei uma olhada em sua estante de livros. Ela era uma pessoa sentimental e tinha quase todos os anuários que você coletará em todos os anos escolares. Eu encontrei 4 anuários e os peguei. Seu terceiro ano imediatamente me chamou a atenção. Era bem mais fino que os os outros. Folheei as páginas com as fotos de todos os alunos e tudo parecia normal, e era divertido ver minha irmã em suspensórios com cabelo maria chiquinha (ela deve ter percebido que a franja funcionava melhor nela depois). O livro foi ficando menos divertido conforme eu passava as páginas. A dança de volta às aulas, Sadie Hawkins, promessas de ano novo, e então... nada. Parecia que em fevereiro eles pararam de registrar o ano escolar. Eles colocaram algumas fotos do baile, mas ninguém parecia feliz, eles pareciam apenas... presentes, mas nada mais. Eu folheei até seu último ano e as coisas pareciam mais ou menos normais. Eu coloquei os livros de volta e criei um plano: Eu iria descobrir o que aconteceu naquele ano perdido.

Levantei algumas horas mais cedo e me vesti para a escola. Minha irmã já estava acordada e me perguntou o que eu fazia acordado tão cedo.

"Vou me encontrar com alguns colegas para estudar para um teste."

"Desde quanso você estuda para alguma coisa?"

"Tudo tem sua primeira vez, certo?"

Ela me olhou como se pensasse que eu estava tramando algo, mas deu de ombros.

Me despedi e peguei minha bicicleta e fui direto para a biblioteca.

A escola mantinha registros de grandes eventos dentro e fora da escola. Emergências, grandes vitórias esportivas, desastres naturais e afins. O bibliotecário estava revisando alguns livros e eu fui para a sessão de registros históricos. Fui passando o dedo ao longo das prateleiras empoeiradas, separadas por décadas. 2000... 2001... 2002... 2004- Não, tinha que estar aqui. 2004... 2006. Olhei para cima e para baixo dos corredores. Esses livros não podem ser retirados, não podiam faltar. O que poderia ser tão terrível que os fizeram remover o livro?

Eu estava prestes a perder as esperanças quando tirei o 2002 e notei um entalhe no teto da prateleira. Me ajoelhei e observei uma mensagem rabiscada com uma lâmina gravada na madeira: A verdade não pode ser apagada: NF, Andre, TIB. Encarei a mensagem um pouco mais e me levantei. Andei pelo corredor até a letra A e encontrei um único livro com Andre como autor. Folheei o livro em busca de qualquer sinal da última pista e encontrei um capítulo intitulado "Contos em Azul". Virei a página e encontrei uma pequena nota escondida entre as lindas: 2008.

Eu rapidamente corri de volta para os registros e peguei o livro do ano de 2008, quando notei que era falso: encontrei o de 2003. Folheei as páginas e então congelei, meu café da manhã quase voltando pra boca. A data era 14 de fevereiro. As fotografias deste livro mostravam uma imagem horripilante. Corpos estavam espalhados pelo chão. Sangue pintava o carpete e carne e víscerar se misturavam em um mosaico aterrorizante. Eles nunca encontraram o que entrou na escola àquele dia. Havia uma única foto. Uma criatura cuja característica mais marcante era um par de olhos vermelhos e penetrantes. Seu pescoço estava torcido em um ângulo nada humano. Sua boca completamente aberta  e pêlos por todo o rosto, manchados de vermelho. Dezessete estudantes morreram naquela tragédia antes de um aluno corajoso pegar uma lâmina de bisturi do laboratório de biologia e enfiar em sua testa, fazendo com que a coisa uivasse de dor e corresse pela noite.
Eu não aguentei mais olhar para aquilo. Fechei o livro e tentei manter a calma enquanto o dia passava. Fui para casa e aquelas imagens continuavam a passar pela minha cabeça enquanto eu tentava esquecê-las com uma maratona frenética de séries de TV. Minha irmã chegou em casa e eu tive que contá-la que eu sabia para que ela não se sentisse tão sozinha.

"Nat! Graças a Deus você chegou. Eu tenho tanta coisa pra falar."

"Calma, pivete, me da um tempo pra descansar."

Ela colocou a bolsa no balcão e tirou o cabelo do rosto. Engoli em seco. Eu vi apenas por um segundo, mas era claro com o dia. Uma longa e fina cicatriz na testa, escondida sob a franja. Observei enquanto ela caminhava até o sofá, repassei tudom o que havia visto e me lembrei da mensagem: NF, Andre, TIB. Eles sabiam. E tentaram avisar alguém, as iniciais da mensagem soletravam Nat.

"Então, Tom." Ela sorriu quando se sentou. "Sobre o que você queria conversar?"




Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

21 comentários :

  1. 10/10 uma das melhores creepys,vou mostrar pros meus amigos vai que eles se interessam por creepys

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  2. Uou!
    A irmã dele é um metamorfo assassino! E DE MARIA CHIQUINHA! !!
    Show Talisson!

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  3. Respostas
    1. Eu pensei em um coelho satânico... Não sei porque jjkkkjjjkk

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  4. Daí ele responde: Não, nada demais, deixa pra lá. E no pensamento: Pelo resto do dia vou me concentrar em bolar um plano pra te matar, sua desgraça.

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  5. Eu tinha odiado...
    Até chegar no final que eu realmente não esperava e salvou a creepy todinha

    10/10

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  6. Gostei bastante poderia ter segunda parte.

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  7. certeza que esse conto foi baseado no ex-estudante que entrou na minha escola aqui na Flórida no dia 14 de fevereiro, ele matou 17 pessoas.

    Que bad q bateu agr

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    1. Tinha que ser na flórida AUWHWUEHAUWHAUAHAUH

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  8. Totalmente imprevisível. Ela era uma LobisWoman 10/10

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Simplesmente incrível, essa reviravolta totalmente imprevisível no final me conquistou <3

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  11. Sou fã disto aqui. Muita inspiração no negócio, preciso ler mais.

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