04/05/2018

Vox e Rei Beau: As Últimas Atualizações da Vox (FINAL)

Nota da Divina: Só um fun fact, na última semana enquanto eu terminava de traduzir as últimas três partes, eu perdi minha voz. Coincidência? Acho que não, meus caros. 

Olá, /x/. Eu não tinha terminado de escrever toda essa minha atualização, mas prometo que até o final desse post, tudo estará finalizado. Se vocês estão interessados, estou feliz em continuar aqui. Vou recapitular tudo que as pessoas acabaram perdendo da outra postagem do fórum, assim todos vão entender. Tá, se isso parecer demais, lembrem-se que ainda estou me recuperando de uma perda cerebral, haha.

Tenho que ser honesta com vocês. Tenho evitado postar por aqui. Não é que eu esteja preocupada de como vou ser recebida, ou algo do tipo. O /x/ tem sido nada mais que maravilhoso para mim, e sei que há mais do que apenas alguns de vocês esperando por atualizações minhas. O problema é, toda vez que tento escrever sobre essas coisas, começam a parecer cada vez mais surreais. Ou parece que não tem nada demais ou parece que é demasiadamente importante. Meio que acho que pessoas que acreditam em fenômenos sobrenaturais vivem com um estranho partimento de realidade. Ou o mundo é muito mais místico do que realmente achamos, ou estamos enlouquecendo. 

E pra falar a verdade, me preocupo com o fato de achar que estou ficando louca.

Não sei quantas pessoas lembram da minha postagem de alguns meses atrás, que envolvia meu amigo imaginário, Rei Beau do Lugar Quieto, e sobre umas visões bizarras que eu estava tendo. Para aqueles que não estão familiarizados com o tópico, tentarei resumir a história. Quando eu era pequena, eu tinha um amigo. Não vou dizer que era invisível, mas ele nunca fez questão de ser visto por outra pessoa que estava em volta, mas ao mesmo tempo não posso falar que era imaginário. Rei Beau era um monstro, um ser humanoide com complexo de albinismo e um sorriso de crocodilo que se estendia até as orelhas. Me visitava e me contava histórias, as quais contei para o /x/. Nelas, ele descrevia outros seres como seu amor perdido, a Lua, e o irmão dela, o Rei dos Sonhos. Me contou sobre lugares lindos como o Muito Além, ou as terríveis armadilhas como o lar da Besta. Beau se orgulhava das vozes que roubava de suas vitimas e dos inimigos destruídos que cruzavam seu caminho. O estranho é, isso me incluía.

Já adulta, uns meses atrás, Beau voltou a aparecer para mim. Essas visitas eram perturbadoras, mas o aviso que me trouxe foi pior. Não quero dar spoiler de nada, mas no final das contas eu estava com um tumor cerebral no meu lobo temporal esquerdo. Na manhã do dia seguinte da minha última atualização, fui hospitalizada. A craniotomia ocorreu bem, o tumor era bem superficial e conseguiram tirar o tecido danoso com facilidade. O tumor era benigno, mas mesmo assim tive que fazer algumas sessões de radioterapia por causa dos vasos sanguíneos na região, e um tempo depois peguei uma infecção muito ferrada. Não consigo descrever a sensação de ouvir que eu estava provavelmente morrendo e descobrir que talvez meu cérebro não voltasse a funcionar como antes. É mais assustador do que qualquer monstro que Beau já enfrentou, acho.

O tumor e a cirurgia me deixaram com sequelas cerebrais. Tenho agora uma leve Afasia de Broca. Entendo palavras normalmente e escrevo-as bem (pelo menos tenho me esforçado para deixar esses posts bem construídos), mas falar é difícil. Eu sei, é uma coincidência assustadora, dado os incidentes com Beau, mas minha voz definitivamente continua comigo. Graças a ajuda da fonoaudióloga e o tempo em si, já melhorei bastante. Ainda fico meio constrangida com isso, e já comecei a aprender linguagem de sinais e carrego comigo um bloco de notas. Acho que só tenho medo de que estranhos achem que sou retardada. Como se a cicatriz gigante na minha cabeça já não atraísse atenção suficiente.

Depois da cirurgia, eu somente queria que esse capítulo da minha vida acabasse o mais rápido possível. Queria que Beau, as histórias assustadoras da minha infância e todo o medo do incerto que estes simbolizavam, fossem arrancados de mim junto com o caroço da minha cabeça. E eu queria muito poder dizer que tudo terminou. Queria pode dizer que, assim que o tumor foi retirado, minha vida voltou ao normal. Mas não voltou a ser e nem está. Estou trazendo isso para vocês porque já me ajudaram no passado. Podem falar mal daqui o quanto quiserem, mas foram vocês que salvaram minha vida ou pelo menos minha sanidade mental. Não sei se o que está acontecendo é um produto de ter tido uma parte do meu cérebro arrancado de mim ou se algo paranormal realmente está acontecendo, mas seja o que for, não sei se existem outras opções.

Preciso da ajuda de vocês de novo, /x/. Mas já aviso de antemão, o que você lerá parecerá muito bizarro. Já tentei racionalizar o que era possível, mas creio que a inteligência coletiva será de melhor uso se eu ter a história completa. Não vou deixar nada de fora, não importe o quão estranho seja. Para aqueles que se consideram céticos, o que repeito profundamente, então pelo menos isso seja uma leitura interessante para você. Dei o meu melhor para organizar e deixar tudo bonitinho. Então vamos lá. 

Depois que fui liberada do hospital e minhas terapias foram diminuindo, decidi que precisava sair da cidade. Eu já tinha me demitido do trabalho, e precisava entrar em contato com a realidade de novo, talvez reajustar minha vida. Um amigo meu ofereceu para que eu ajudasse-o cuidar de uma casa em um lindo subúrbio que ficava a dez minutos da praia. Depois de fazer planos com meu médico e também de vasculhar a área, empacotei meus pertences pessoais e o resto deixem em um galpão alugado.

Mas eu devia ter pensado melhor nas coisas antes. Quero dizer, se seu amigo imaginário aparece para você ameaçando roubar sua voz e depois vomita besouros em você, provavelmente é algo que deveria ser mencionado ao seu potencial colega de quarto antes de fechar qualquer proposta. Mas eu nunca havia lidado com nada do tipo antes, e honestamente, depois da cirurgia, tudo isso parecia só algo surreal. Olhando para trás, acho que uma boa parte de mim havia decidido que essas coisas sobrenaturais não me encontrariam se eu fugisse da cena do crime.

Por cerca de três dias depois de me mudar, tive dias perfeitamente normais, uma vida feliz. Era quase como se meu mundo tivesse voltado ao normal. Infelizmente, tudo isso foi para as profundezas do inferno quando os sonhos começaram.

Cerca de três noites depois de me mudar, meu amigo (vamos chamá-lo de Alan daqui em diante) estava andando do banheiro de volta para seu quarto. Tenho adquirido o hábito de deixar a porta do meu quarto aberto quando durmo desde a cirurgia, na maior parte porque me acostumei com as pessoas indo e vindo para ver como estou. Enquanto passava pelo meu quarto, Alan notou um som estranho vindo lá de dentro, ofegante e rouco. Disse que não soava natural ao ponto de não parecer humano. Preocupado com meu bem estar, espiou para dentro do meu quarto. Eu estava dormindo, então não posso verificar a veracidade disso, mas foi o que ele me descreveu. 

Eu estava deitada na minha cama de barriga para cima com as costas arcadas para o teto. Todos os músculos do meu corpo que ele podia ver estavam tensos, principalmente os tendões do meu pescoço. Minha boca estava escancarada ofegando por ar, e meus olhos estavam só meio fechados, revirados para dentro de meu crânio. O som rouco estava vindo da minha garganta em curtos intervalos, como se estivesse engasgando. A pior parte, entretanto, minha mão estava agindo por conta própria, fazendo os mesmos quatro gestos repetidamente e continuamente. Mesmo que tenha demorado um pouco para que ele conseguisse recriar o que viu, finalmente determinamos que o que eu estava fazendo em libras era "H-E-L-P (Ajuda, em inglês)". 

Como eu disse, não estava acordada nesse momento, mas confio no Alan. Por apenas um motivo: ele não tem razões para mentir para mim. Eu não havia contado nada sobre Beau para ele até esse dado momento, e eramos amigos desde o ensino médio. Isso, junto com a expressão de horror em seu rosto, mais o fato de acordar com ele me chacoalhando, foi o suficiente para eu acreditar em sua palavra.

O primeiro sonho foi simples. Percebi (como se percebe em sonhos) que estava em um lugar muito escuro. Eu mal conseguia ver minha própria mão na frente do rosto. Tinha me enrolado em posição fetal, e algo sobre a área dava a entender que era uma vastidão. Geralmente, quando meus sonhos ficam estranhos de mais, eu tento me fazer acordar. Isso tudo já era estranho demais, quando algo veio flutuando da escuridão. Preencheu o ar em minha volta como uma tinta grossa, e quanto mais tentava me focar nela, mais parecia que eu estava vendo rostos distorcidos no breu, travadas em um grito eterno. A coisa me envolveu, pressionando contra mim, me sufocando. Sentia como se meu ser estivesse se apagando como uma vela. Entendo que isso soa simplista, mas não consigo descrever como a pressão e o fim se pareciam. O pior é que não havia uma luz branca no fim do túnel como muitos descrevem. Era só o fim, cercada de bocas em gritos eternos, olhos vazios, e milhares de mãos. Me ocorreu que eu poderia estar morrendo, e comecei a gritar pedindo ajuda. Não conseguia sentir meus pulmões funcionando ou ouvir os berros, mas de certa forma, eu sabia que estava gritando.

Enquanto isso no mundo real, Alan estava dividido entre ligar para a emergência e continuar comigo em caso de eu engolir minha própria língua. Ele agarrou meus ombros e começou a chamar por mim, pedindo que eu acordasse. Meus músculos estavam duros como pedras, e os barulhos de engasgo eram vagarosos e desesperados. Colapsei meus membros em suas mãos, alguns segundos depois, abri os olhos arregalados e bastante apavorada. Não sei qual foi o choque maior: o pesadelo ou acordar com Alan me observando com uma cara de que estava prestes a se mijar todo. Não ha nada parecido com essa sensação.

Depois que tudo isso aconteceu, não sou mais do tipo espere acontecer. Liguei para meu médico e descrevi o incidente. Ouviu minha descrição e depois fez umas perguntas. Admitindo que poderia ter sido um tipo de convulsão, mesmo tendo conseguido fazer sinais de mão e ter acordado abalada e dolorida, eu não estava apresentado sinais de estar realmente mal. Assegurou que provavelmente era apenas um pesadelo muito vívido, mas se acontecesse de novo, deveria marcar uma consulta com um especialista na minha nova cidade.

Mas é claro, aconteceu de novo. Nas semanas seguintes, meus sonhos eram praguejados de ou uma visão de mim flutuando pelo infinito vazio sendo perseguida ou a besta da tinta tentando me devorar. Percebi que nas noites em que sonhava flutuar, acordava em lugares estranhos como dentro do closet, na sala de estar, etc. Fui visitar o novo neurologista. Falei para mim mesma (e Alan) na época que era por não aguentar mais a exaustão, mas admito que parte de mim temia que o monstro iria chegar cada vez mais perto, até me vencer. Era o equivalente a um afogamento simulado psicológico.

Alan foi tão legal que me levou de carro até a consulta. O médico não encontrou nada de errado comigo enquanto fazia o exame físico, e até elogiou o quão bem minha cicatriz estava sarando. Então, recomendou que eu fizesse uma consulta com um terapeuta que ele conhecia. Me afirmou que estresse pós-traumático depois de cirurgias desse porte não eram incomuns, e talvez me faça realmente bem conversar com um especialista sobre tudo isso. Pessoalmente, não tenho nada contra terapia. Por mais estranha que minha história seja, fui criada por uma médica, e tenho total fé na ciência da medicina, o que inclui a psicologia. Concordei em tentar isso e agradeci sua ajuda. 

Depois da consulta, Alan e eu pegamos algo para jantar e tentamos relaxar. Tenho que dar crédito ao meu amigo. Ele não tinha ideia com o que estava lidando, mas estava me apoiando muito. Na volta para casa pegamos uma estrada alternativa para evitar engarrafamentos e aproveitamos a noitinha de primavera. Abaixamos os vidros do carro, e por um tempo só ficamos conversando, sentindo a brisa do oceano e a escuridão suburbana (parece que aqui não usam muitos postes de luzes para preservar a vida selvagem, sei lá). Sem avisa, Alan pisou nos freios, olhos arregalados, boca aberta.

A coisa ficou iluminada pelos nossos faróis por apenas um segundo, então vou descrever a imagem mental que tive desse momento. Sei que não vou estar de descrevendo corretamente, mas espero que entendam. Sabe quando você está subindo uma colina durante a noite com os faróis ligados e as sombras ficam quase 3D como se as luzes dianteiras ficassem no mesmo nível do carro? Era tipo isso. A diferença é que a sobra tinha a forma de uma criatura. Acho que tinha quatro patas longas, e a silhueta parecia ser feito da neblina, então é difícil de saber. Vi algo que parecia ser uma cabeça redonda com uma boca escancarada e algo que se assemelhava a um rabo fino. Não consigo compará-lo a nenhum outro animal. Era estranho e vago demais. Quando paramos, a imagem desapareceu, como se o solavanco violento de nosso carro tivesse o dissipado.

Alan agarrou meu pulso com tanta força que chegou a doer. Sentamos em meio ao silêncio por alguns segundos, escaneando a luz dos faróis por qualquer outro sinal do demônio das sombras. Alan me perguntou se eu havia visto algo na estrada, mas não mencionou nada específico. Por causa do choque, eu só conseguia gaguejar e repetir "Ver" e assentir com a cabeça. Bem vindo às frustrações de não conseguir falar direito. Peguei um guardanapo e uma caneta que sempre carrego comigo para escrever MONSTRO! Ele pegou o guardanapo e ficou olhando por um segundo antes de olhar de volta para mim e perguntar que porra era essa que estava acontecendo. 

Minha memória não é tão ruim, então eu podia ver um padrão se formando. No mundo normal, temos pesadelos ruins, sonambulismo e sombras estranhas. No Mundo da Vox, onde infelizmente sou residente, era demais para se ignorar. Eu já tinha tido episódios de sonambulismo. Tinha tido pesadelos horrorosos e ouvi histórias sobre a escuridão infinita com mãos. Agora, Alan tinha visto algo, e até minha mente racional começou a soar sinos badalantes. Sabia que era loucura. Sabia que EU podia ser resignada ao destino de ser a "Bruxa" que se senta na seção de livros de Harry Potter e fede a gato. Mas eu não podia deixar que isso afetasse Alan também. Então eu comprei-o uma passagem para o Mundo da Vox, e quando chegamos em casa, mostrei para ele todas as coisas que já tinha postado no fórum.

A reação dele é mais ou menos como esperaria que sera. Alan é um cara legal, mas é um pouco demais acreditar nas histórias que alguém coloca em um fórum aleatório (foi mal, galera do /x/) e pedir para ser levada a sério. Assegurei-o que não estava pedindo que levasse minha estranheza na infância como uma evidência de conspiração paranormal, só queria que ele entendesse onde eu estava metida. Apavorado e com razão, ligou para seu namorado e mandou que viesse vir dormir aqui com a gente e os proteger. Quando mencionei que um homem gay mirradinho não era minha ideia ideal de proteção, ele sugeriu jocosamente que eu chamasse Beau. 

Depois de ficar acordada até que os pombinhos apaixonassem dormisse e deixando-os dormindo no sofá, voltei para meu quarto. Eu não podia evitar de sentir que havia algo de terrivelmente errado com a minha vida. Estava tentando descobrir como você pode chamar um amigo imaginário. Quase fiz uma postagem no /x/ naquele momento, mas honestamente meu orgulho não deixou. Quero dizer, como isso se pareceria? "Oi gente, preciso de ajuda para chamar o maldito do amigo que minha imaginação criou porque vi uma sombra assustadora na estrada!!!"... Sem ofensas à pessoas que precisam desse tipo de ajuda, tá? Só... você sabe. De certa forma, sinto como se Beau fosse um monstro. Eu devia ser capaz de lidar com isso.

Infelizmente, sem ter conhecimento paranormal e sem conhecer ninguém online que pudesse me ajudar, me aprontei para dormir. Enquanto adormecia, tentava repetir duas coisas na minha mente:

1. Beau disse que eles só podem me pegar se eu permitir ser pega. 

2. Se Beau estava por aí em algum lugar, eu precisava de sua ajuda. 

Naquela noite, me encontrei no vazio eterno novamente. Sabia que a coisa estava por lá. Podia sentir a escuridão me observando. A sensação era como se filhotes de aranha andassem por debaixo da minha pele. Quando tive consciência sobre minha existência, comecei a repetir meus mantras novamente. Creio que teve o efeito oposto que eu esperava. Meus pensamentos atraíram o monstro de tinta como sangue na água atrai um tubarão. Em um instante, a coisa estava em minha volta, e entrei em pânico. Gritei e lutei naquele estranho sonho como um animal em desespero. De certa forma, eu sabia o que aconteceria. Estava sendo abatida pela terceira vez. A coisa realmente iria me vencer.

Enquanto a consciência sumia de mim, percebi que a pressão da escuridão estava pulsando. Vagamente me lembro de notas que isso eram as batidas do meu coração. A besta estava devorando as batidas do meu coração. Estava nas margens de sucumbir ao vazio quando me senti sendo puxada para cima. Sei que soa idiota, mas enquanto minha mente se ajeitava e voltava à mim, minha "visão" começou a se ajustar. Sentia como se minha mente estivesse tentando dar um sentido ao que estava vendo. Havia uma noção de estar me sentindo carregada. Isso foi o que eu vi, mas só posso dizer o que acho o que era, se assumirmos que não era apenas um sonho.

Eu estava literalmente de pé na superfície de um mar calmo e escuro. O céu acima de mim era um crepúsculo pálido sem fonte de luz, e fazia a água parecer um roxo escuro. O ser à minha frente brilhava tão intensamente que tive que me virar lentamente para me acostumar com a luz. Quando pude olhar, vi que era um homem. Era completamente feito de sombras prateadas, cinzas, platinadas e de um azul extremante pálido. Usava uma armadura complexa, mas tudo parecia... Bem, não sei que palavra usar, e já estou aqui escrevendo esse parágrafo faz vinte minutos. Era como se fosse delicado e belo, mas nada nele era afeminado ou frágil. Era com toda certeza a coisa mais linda que eu já vira, e eu já vi muita coisa nessa vida.

Estava a poucos metros de mim e olhando para a água, observando atentamente. Tinha uma coisa longa e fina que de primeira achei ser um florete, mas não tinha cabo. Depois de olhar para a ponta, parecia ser uma agulha gigante. Enquanto olhava-o, ele levantou a mão para que eu ficasse parada e acompanhou algo com a ponta de sua arma. Com um movimento tão ágil que não consegui acompanhar, a agulha foi enfiada na água. Ouviu-se um lamento profundo. De certa forma, senti-o em minha própria garganta. Vagarosamente a agulha começou a escurecer em sua cor, e depois de um tempo, levantou-a com um sorriso satisfeito. Parecia que tinha absorvido a besta de tinta.

Se virou para mim, mas o sorriso e o olhar direto era demais. Minha visão não conseguia lidar com aquilo, e comecei a sumir. Quando acordei, estava sentada na beirada da minha cama. Era pouco antes do amanhecer, e percebi que estava chorando. 

Nota da tradutora sobre a parte a seguir: Nessa próxima parte, você encontrará algo parecido com ">>números". Como essa postagem foi feita originalmente na board /x/ do 4chan, esses números referem a respostas que Vox está fazendo no fórum. Não tenho as postagens originais e perguntas/opiniões feitas por essas pessoas que ela está respondendo, sendo assim, traduzirei fielmente como encontrei na fonte original do Creepypasta Wikia (o link estará no final da postagem). 

>>4270522
Bem, eu sabia onde estava me metendo quando comecei a postar isso no 4chan. Minha falta de desejo de transar com Beau derivam de várias coisas. Conheço-o desde que era pequena, então seria nojento demais para mim. Sei que, se for real, já fez diversas atrocidades, e não curto isso. Sei que várias pessoas sentem atração por Beau, e pra mim beleza. As fanfics e fanarts que vi por aí eram realmente hilárias.

Só quero que lembrem que isso tudo é sobre minha infância e minha saúde, então tentem não fazer coisas de tanto mal gosto. Mas de qualquer forma, não é como se eu precisasse ler tudo que fazem. 

>>4270585
Posso ajudar? Beau é pronunciado "bôu". Faz muito tempo que eu o chamo assim e escrevo seu nome desse jeito. Na última vez que tentei investigar sobre onde isso começou, perguntei para minha mãe, mas ela também não sabe de nada.

Sim, poderia ter vindo do Latin, pois eu amo Latin por razões que não tem relação com isso. O nome veio aleatoriamente, acho hahaha. 

>>4270674
Eu perguntei para minha mãe porque definitivamente desenhei-o (adorava giz de cera quando criança). Infelizmente depois de todo o lance do tumor, isso tudo foi varrido para debaixo do tapete. De qualquer forma, não acho que minha mãe tenha guardado esses desenhos. Nós nos mudamos várias vezes, e eram bizarros demais para se guardar. 

>>4270758
Sim, minha escrita está bem melhor, e estou tentando bastante. Mas as vezes estou muito cansada ou não me focando o suficiente, e fico parecendo aquelas pessoas que já tiveram um AVC. É bastante frustrante, mas provavelmente não é tão ruim quanto eu penso ser. Só tenho um pouco de vergonha da minha fala. 

Aqui terminam as respostas de Vox para os leitores do fórum.

Bem, vou continuar. 

Isso é muito mais difícil do que pensei que seria. Acho melhor eu parar aqui por um minuto e ser honesta mais uma vez. O motivo pelo qual eu atrasei tanto as últimas atualizações é porque as coisas daqui pra frente se tornam um pouco transfusa. Muito do que relatarei para vocês a seguir veio até mim em forma de sonho. Não tudo, mas boa parte. Me sinto meio constrangida de trazer isso para vocês, mesmo sabendo que algumas pessoas gostem das histórias de Beau. Não tenho evidências. Não posso falar de coisas que eu tenha certeza. A única coisa que posso dizer é, essas são as coisas que tenho visto  e é por isso que preciso de ajuda. 

O motivo que preciso da opinião de vocês, é porque acho que Beau está com problemas. Não estou aqui pedindo ajuda do tipo guardiões do paranormal ou algo do tipo. Só não consigo entender o que estou vendo, mas parece ser importante. Se Beau é real, eu devo isso a ele. Ele voltou para salvar minha vida.

Na manhã seguinte não demorou muito para eu me recompor. Me sentia extremamente descansada. Muito em paz. Até Alan comentou que eu aparentava estar bem melhor. Não conseguia explicar o sonho, mas na verdade nem precisava. Quaisquer fossem os motivos ou causa, era uma grande vitória para o meu bem estar. O dia foi bem calmo, e fui para a cama naquela noite com a certeza de que teria uma ótima noite de sono. Estava meio certa. 

No meu sonho, eu andava em uma praia com areia cor de prata. Reconheci o crepúsculo e o oceano roxo escuro, mas não me sentia em perigo ou que estava sendo observada. Na verdade sentia que não sentia nada, mas não era um vazio existencial. Minhas emoções só estavam em linha reta. 

Não sei por quanto tempo andei nesse estado de transe, mas eu o vi de novo no meio do caminho. Ele não olhava pra mim nem se movia enquanto eu me aproximava, e a luz estava mais fraca. Era como se ele tivesse passado de alta definição para algo que eu pudesse aguentar. Parei alguns passos dele e esperei. 

"Vox," falou, entretanto eu mais senti do que ouvi. 

No passado eu usei meu pseudônimo para ocultar meu nome verdadeiro, mas dessa vez me chamou realmente de Vox. Fez um arrepio descer por minha coluna, então reparei que eu tinha uma coluna. Algo sobre ele falando meu nome fez com que eu me solidificasse. Eu não era realmente eu. Eu era Vox, uma estranha híbrida de histórias e memórias e um milhão de pensamentos aleatórios. Ele esperou pacientemente, então percebi que queria que eu fizesse a mesma coisa. Tive um momento de incerteza, mas me esforcei para deixar isso de lado. Eu estava sob as regras de seus sonhos. Tinha que jogar. 

"Rei dos Sonhos," foi o que eu disse. 

Falar isso trouxe-o mais em foco. Parecia com alguém que eu tinha visto em minha mente quando criança, ainda assim, mais do que isso. Havia uma sútil diferença que até hoje não consigo definir. Gesticulou para eu me aproximar, e me movimentei em sua direção, seguindo seu olhar. A água dessa praia não se movia, não tinha correnteza. Só aparecia na beirada da areia, infinita e profunda. Colocou a ponta da agulha na água antes de colocar seus lábios na outra ponta. Me lembrava de um assoprador de vidro que havia visto uma vez. A água ondulou e  rodopiou, e logo vi uma imagem lá dentro. 

Vou contar o que vi, /x/.

O Lugar Quieto era feito de cinza escuro, como um mundo de sombras e nuvens tempestuosas. Mesmo sendo silencioso como um tumulo, tudo era devidamente coletado e cuidado pelos Caçadores. Os Caçadores eram rápidos como cobras e mortais como veneno, mesmo gostando mais de roubar as coisas que queriam sem entrar em uma briga. Entravam e saiam das sombras e se esgueiravam pelos bordas e rachaduras bem no canto da minha visão. Não devia ser surpresa que o mais rápido, mais forte e mais esperto deles era o seu Rei. 

Uma olhada em Rei Beau e seus Caçadores, e ficava clara a diferença. Muito tempo atrás, Rei Beau tinha desistido de muita coisa que o tornava um Caçador, deixando isso de lado para resgatar a Lua das garras da Escuridão. Agora, Beau era pálido como uma lua cheia leitosa, com um sorriso tão largo quanto uma lua crescente e com mais dentes do as crateras presente no satélite. Era alto e magro, e agora, maior parte de seu tempo passava na sala de seu trono, impaciente.

Um dos seus pertences mais preciosos tinha sumido. A voz de uma garota havia se despedaçado, e aquela voz pertencia a ele. A partes que faltavam não tinham ido para o Lugar Quieto como várias coisas que se perdiam. Seus Caçadores não conseguiram encontrá-la mesmo com seus gritos e ameaças que jogava aos quatro ventos. Tentaram trazer vozes de outras garotas ou lembrá-lo que tinha muitas outras vozes másculas muito melhores, mas nada disso importava. Quando Beau acreditava que algo era lhe devido, nada podia acalmar sua raiva.

Decidiu que, se seus Caçadores eram tão inúteis, só ele poderia realizar essa tarefa. Primeiramente se organizou para conversar com um ser que lhe devia ajuda e que conhecia a garota de certa forma. Os campos do Rei dos Sonhos eram os mesmos de sempre, entretanto haviam menos ossos de quase-pássaros e Apanhadores de Sonhos mais felizes. Para aqueles que não sem lembram ou não estão familiarizados com esses, são criaturas que ficam deitadas no chão e sugam os sonhos como se fossem uma neblina. Sonhos, é claro, mesmo sendo doces e viciantes, são bonitos só no nada eterno. Não tem substância, mas desde a última visita de Beau, os Apanhadores tinham começado a espetar e comer os monstros alados que voavam por lá.

Beau ignorou os tentáculos tentando pegá-lo, e qualquer um que tentou tocá-lo foi partido ao meio em um corte limpo com suas garras. Não estava com disposição para brincar com esses seres. Beau estava em uma missão, e qualquer coisa em seu caminho seria descontinuado de sua vida por sua violência luxuriosa.

Dentro de sua torre solitária, o Rei dos Sonhos fabricava sonhos e os mandava por aí. Sua aparência jovem não havia mudado, nem o tédio que sentia pelas atitudes grosseiras de Beau. Enquanto o Rei do Lugar Quieto explicava o problema para o outro Rei, foi recebido com um aceno de mão. 

"Você sabia que não podia proteger isso, e então perdeu. Encontre outra coisa para brincar," O Rei sugeriu. 

Beau já estava em cima dele antes que o Rei pudesse reagir. Sua boca abriu selvagemente, revelando fileiras de dentes perigosos, e além desses, um vazio perigoso. As vozes de suas vítimas ecoaram de dentro do Rei do Lugar Quieto, e a adaga de Beau se predeu junto da arma de mão do Rei dos Sonhos. 

"Eu tomarei sua voz de você," rugiu. "Eu vou tomar sua respiração. e você nunca mais fará nenhum sonho. Eu vou pegar tudo que quero até ter o que é meu." 

Pego por essas ameaças, o Rei dos Sonhos soube que era melhor não desafiar tal criatura. Permaneceu em sua compostura, mas teve que se convencer a falar. 

"Se há Pedaços restantes, devem estar na Floresta dos Sussurros,"  disse, "mas você pode perder tempo caçando sussurros. Muitos fazem isso." 

"Eu não sou muitos," Beau replicou. "Eu sou o Rei do Lugar Quieto. Eu sou o mais rápido e mais forte dos Caçadores. Eu vou encontrar o que é meu." 

Antes de largar o Rei, Beau pegou a coroa da cabeça do Rei dos Sonhos e escondeu debaixo de seu manto.

"Cuide do meu prêmio," avisou, " ou nunca terá isso de volta. E então eu serei Rei dos Sonhos e Rei do Lugar Quieto!"

Com isso, saiu voando da torre, muito mais rápido que o Rei dos Sonhos podia esperar. Vendo que não havia possibilidade de pegá-lo, o Rei fez a única coisa que podia. Roubou os sonhos da menina que Beau amava e ofereceu-a para as criaturas dos pesadelos que seu irmão experientemente criara. 

Enquanto eu estava impressionada de ver essas histórias serem rodadas para mim, muito mais reais do que qualquer filme que já vira, tive que parar para absorver essa revelação. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa em voz alta, minha indignação foi transmitida pelo local. Até a água próxima de nós ondulou inquietamente. Não creio que isso fale sobre algum poder que eu tenha. Acho que é só como as coisas são lá. Encarei o Rei dos Sonhos. Sério, como ele se atrevia a me mandar pesadelos somente para aborrecer Beau?!

O ser que parecia um homem me olhou. Não vi arrependimento nem vergonha em seu rosto. Essas criaturas, seja lá o que são, não são seres calorosos ou amorosos. Ele podia se parecer humano, mas entendi que não havia nada por debaixo daquela máscara. Isso acalmou minha raiva, não porque era uma desculpa, mas só porque percebi o quão inútil seria. Como eu poderia explicar que tal ato era errado? Minha lógica faria tão pouco sentido para ele quanto a dele fazia para mim. Entretanto, ele percebeu que eu estava chateada com algo e fez uma coisa estranha em resposta. Esticou o braço e colocou minha mão na dele, espalmada. Ficamos parado, olhado para as mãos por um momento, e quando percebi que ele não faria nada mais que isso e certamente eu não sabia o que fazer, puxei minha mão de volta. 

Isso não pareceu incomodá-lo, e voltou para sua agulha. Talvez vocês consigam entender o resto. 

Beau já ouvira sobre a Floresta dos Sussurros, entretanto nunca havia se importado em ir procurá-la. Era inteligente e sabia que sussurros eram de pouco uso para ele. Eram apenas pedaços e partes da coisa verdadeira, muitas vezes dissipados ao ponto da insensatez ou estragado além do que se possa consertar. Se a voz da garota estivesse perdida lá, teria que encontrá-la rápido, antes que fosse tarde demais. Infelizmente, a floresta era muito além de seu escurecido domínio, mas sabia que precisaria novamente de auxílio. Mandou seus melhores Caçadores para encontrar um guia, alguém que conhecesse as torções ilógicas e curvas insanas que pertenciam àquele mundo revirado.

Os Caçadores voltaram com uma criatura que parecia muito com uma garota humana. Mas a criatura era corcunda e com um estômago tão inchado que o ser estava em um constante perigo de cair para frente; Quando colocada em frente ao Rei do Lugar Quieto, balançou e cambaleou perante ele, dando risadinhas e rolando seus olhos em sua direção. A coisa se pendurou-se nele e colocou os dedos sujos e gordurosos nos lábios do Rei, como se tentasse abrir sua boca.

"Gosto do seu sorriso," grunhiu. 

Ele a derrubou em um só empurrão, tão forte que ela derrapou e rolou pelo chão como uma boneca de pano. 

"Me leve até a Floresta dos Sussurros," ordenou. "Como Rei do Lugar Quieto, lhe comando a levar-me até lá." 

O monstro estava de pé em um segundo e caiu em quatro patas, se rastejando até ele novamente. Ela olhou Beau bem no rosto e abriu a boca com o maior estalo imaginável. Pelo olhar de nojo no rosto de Beau, qualquer um pode imaginar quão nojento era o odor. A Besta enfiou ambas as mãos na boca e começou a puxar sua língua. Foi se desenrolando e puxando centímetro por centímetro de sua barriga inchada. Finalmente, tudo que sobrara era uma massa contorcida de vermes rosados, lisos demais para serem entranhas e imundos demais para ser algo mais que podridão. O corpo da menina foi deixado murcho e sem vida no chão. 

"Vá," Beau ordenou. 

Os vermes entraram em um frenesi momentâneo antes de se jogarem em uma única, mesmo que caótica, direção. Deixando para seus Caçadores fazerem o que deviam fazer com o corpo apodrecido, seguiu os bichos o mais rápido que pode. O que era bem rápido, o mais rápido de todos. 

Enquanto isso, o Rei Dos Sonhos sentava-se em sua torre, observando e aguardando os pesadelos dominarem a menina. Mesmo podendo vê-la, mais ou menos, podia sentir sua mente procurando sonhos, e sentia prazer em negá-los para ela. Como é apropriado para o senhor dos Sonhos, viu-se desviando deste jogo e mais uma vez concentrando-se em seu ofício infinito. Foi somente quando um grande distúrbio lhe ocorreu que retornou seus pensamentos para a tarefa cruel.

De dentro de sua torre, podia sentir que algo dera muito errado. Um pesadelo não havia encontrado a garota como deveria. Descontente com ter que sair de sua torre mas sabendo que jamais teria sua coroa de volta se algo acontecesse com a garota por sua causa, deixou os Campos de Sonhos para encontrar o sonhador. Quando encontrou a criatura obscura tormentando-a, tentando apagar a luz de seu ser, rapidamente o exterminou. Se não fosse assim, o monstro jamais a deixaria em paz, por já ter provado de sua essência. Sendo Rei dos Sonhos, sabia que isso era muito errado, e mandou seus sonhos para buscar informação, e o que viu na jornada de Beau o deixou muito preocupado. 


Nesse momento, comecei a me sentir inquieta. Era dificil me focar, e meu corpo queria se movimentar. Cutuquei o braço do Rei dos Sonhos, e ele me olho com entendimento em seus rosto. Queria poder explicar como seus olhos se pareciam, mas não consigo. Nem mesmo se não tivesse problemas cerebrais. A última coisa que me lembro é de me focar em seus lábios enquanto falava. 

"Vox," falou. "Se cuide."

Acordei tão atrasada que meu despertador literalmente já tinha desistido de mim. Não sabia como me sentir em relação ao que vira. Sei que já bati nessa tecla várias vezes, mais eu realmente não sou do tipo que tira conclusões precipitadas. Mesmo assim, senti que isso era algo importante, nem que fosse por respeito à minha infância. Agarrei a primeira coisa que se assemelhava a uma folha de papel e comecei a escrever tudo que lembrava. 

Vou ter que parar aqui por hoje. Obviamente, eu não teria voltado aqui se não tivesse bastante coisa para atualizá-los, e realmente tem. Nem tudo involve esses meus sonhos bizarros, mas eu não conseguiria terminar de escrever hoje nem se eu ficasse aqui até o sol raiar. Amanhã eu não farei uma atualização, porque vou viajar no Dia das Mães, mas espero que daqui uns dois dias eu já volte com mais coisas para vocês. 

Novamente, obrigada do fundo do meu curação por prestarem atenção em mim. Sem que tudo isso parece ser um absurdo, mas vocês do /x/ sempre foram muito pacientes e maravilhosos comigo. 

O que me resta agora é observar o que está acontecendo. Posso apenas dizer o que tenho visto e dar nomes aos bois, mas não tenho certeza de nada, nem do que realmente são essas criaturas. Por exemplo, a criatura das sombras e o monstro de tinta. 

Não sei porque essas coisas estão interessadas em mim. Só sei que tem algo querendo pegar Beau, só não sei o que. Não sei o que a Escuridão é ou o que farei quando tiver que enfrentá-la cara a cara, como aconteceu com Rei dos Sonhos. 

Bem, então, algum conselho? Sei que deixei tudo meio vago, mas prometo voltar e explicar tudinho na próxima atualização.  É coisa demais para resumir só nessa aqui, e não quero arriscar deixar detalhes importantes para trás. 

Boa noite, pessoal. Espero revê-los em breve. 

Essa é a ultima atualização conhecida de Vox. Foi por volta de 2009 ou 2010, não há registros certos de datas e o arquivo onde um dia estiveram foi deletado. Ninguém sabe quem foi, onde está ou que fim levou Vox. Apenas podemos esperar que ela e Beau estejam bem, seja lá onde estiverem. 


24 comentários:

  1. Não posso acreditar que acabou! E acabou sem realmente um fim! Bem, como muitas coisas na vida.
    Obrigado Divina e a L.A. por trazerem essa série.
    Para mim, foi a melhor que já li.

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  2. Por conhecidencia ou não, quando estava lendo essa creepy senti algo preso em minha garganta e uma vontade enorme de vomitar como se estivesse enfiando meus dedos no fundo da boca.Poxa, se for para roubar minha voz pelo menos me dá um autografo antes.

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  3. Oi, não sei se todos sabem, mas existe uma série chamada Channel Zero q é baseada em Creepypastas. A 4ª temporada é baseada em uma CP chamada Hidden Door da Charlotte Bywater. Eu queria saber se tem a possibilidade de traduzir ela aqui? Brigada!

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    1. QUARTA? Achei q só tinha três. Essa série é MT boa, principalmente a segunda temporada.

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    2. É muito maravilhosa mesmo! Já vai sair a 4ª e não acho tradução da CP.

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    3. Eu vejo online, mas não tenho um site específico pra te passar...

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  4. Nooooooooooooo, Vox ;-; Queria tanto saber o que aconteceu com ela agora...

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  5. Não consigo deixar de pensar que Vox conseguiu ir atrás do Rei Beau. Se ela só conseguia se materializar no mundo dele em sonhos, significa que para permanecer lá, ela se encontraria em um estado de coma aqui. Se ela deixou de fazer atualizações, pode significar que ela foi atrás de Beau. Senti um aperto no coração peito com esse fim. Um até logo que nunca trouxe um 'ola' de volta. Obrigada por essa série pessoal, vocês são demais. De verdade, é por isso que frequento o site há anos.

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  6. Acaba de me ocorrer sobre esse codinome: Vox. Significa 'a voz' em latim. Enfim, só uma curiosidade haha

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  7. Não gente, como assim ela sumiu? Preciso de mais!!!!

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  8. Esse fim colocou dores no meu "curação"!

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  9. Thanks" Divina e L.A foi umas das melhores creepys, se não a melhor, essa marcou pacas.. ♡

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  10. Li aos poucos pra adiar a despedida​. Fiquei triste que acabou. Essa foi sem sombra de dúvidas a melhor série que já li aqui, e olha que aqui tem séries muito boas. Vou sentir saudades da Vox e do Beau.

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  11. A melhor serie pra mim foi a do bom doutor, os 1% ... Ficava esperando ansiosa, essa foi legal também. Obrigada por postar <3

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  12. Alguém tem algum grupo do whats sobre o assunto?

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  13. agora vou ficar perturbada.
    Vox, apareça, por favor.
    Cara, essa creepy é foda. Eu desenvolvimento um afeto pelo Beau que nunca tinha sentido com nenhuma creepy. Só queria que eles voltassem. :'(

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