13/06/2018

Cresci em uma cidade cheia de anjos

Sei que é uma afirmação escandalosa, mas deixe-me explicar. Esse não é um texto escrito levianamente, pois conta uma dura e verdadeira conquista que tive de lutar muito por maior parte de minha vida adulta. Agora posso ver que as evidências sempre estiveram lá, bem na minha frente, mas queria negá-la e continuar acreditando que o Céu e o Inferno eram apenas abstrações prazerosas. Algo que só parei para pensar depois de passar pela meia-idade e chegar à velhice.



Talvez até os psiquiatras soubessem que tinha algo a mais. Explicaram que minhas ilusões eram resultados do 'trauma', mas isso não explicava porque eu tinha memórias tão completas e vívidas da minha época na cidade – um lugar pequeno e perfeito, com um nome bastante irônico: Cidadanjo. Eventualmente, as medicações entorpeceram minhas lembranças, enevoando minhas memórias até ficarem tão brancas quanto a tinta que tingia as paredes do hospital psiquiátrico. Até eu não conseguir mais distinguir o que era real e o que era fantasia.



Mas, muito depois de me declararem são suficiente para ser solto, consegui lembrar algo de novo. Consegui extrair minhas verdadeiras experiências de infância da frágil tapeçaria de fios estéreis e descoloridos e juntar uma imagem do que aconteceu comigo naquela cidade.


A história a seguir é tecida dos fios que consegui salvar. 



***


Minha primeira memória é dos cinco anos, minha própria festa de aniversário. Parecia que toda a cidade tinha vindo para nossa casa, haviam muitas pessoas no nosso jardim. Eu não sabia na época, mas é bem possível que a cidade inteira estivesse na nossa rua aquele dia, vindo para celebrar o aniversário do pequeno Mikey. Houveram tantos presentes naquela data que minha sala de estar inteira estava cheia, como uma manhã de Natal, carregada de caixas de papelão e papeis coloridos de presente. Passei horas desembrulhando-os, todos amigos da minha família em volta, os sorrisos iluminados me incentivando a continuar, muito além do que minha mente e corpo infantil aguentava. Não lembro de minha mãe me pegando e me levando da cama depois que adormeci enquanto comia uma fatia de um bolo de três camadas. Mas ela contou tanto essa história que isso virou parte das minhas memórias.


É difícil dizer quando exatamente criei consciência de que eu era diferente, mas provavelmente foi no começo da escola. Eu não fazia ideia que a escola tinha aberto só para mim, até eu chegar, nunca tinha sido usada, sendo que havia sido construída a quarenta anos atrás. Tudo era novo em folha, mas achei que era assim que as coisas eram - igual a escola da TV. Minha primeira professora, Srta. Cassiel, parecia nova nas coisas, sem saber muito como preencher as horas do dia escolar. Ela lia bastante para nós, da Revista Seleções e da Enciclopédia Britânica - coisas bem acima do nosso nível de idade. Nos outros momentos deixava-nos pintando e brincando, enquanto cuidava de seus cordeirinhos, seu sorriso apaixonado nos idolatrando.


As outras crianças não eram como eu. Lembro que eram coisinhas pequenas e sérias, que sempre seguiam minhas sugestões - do pequeno Mikey. Se eu fazia algo, eles também faziam, incorporando-as em seus comportamentos crescentes e mutáveis, como se adicionassem páginas em seu manual de como ser uma criança. Na época eu não processava isso - não conseguia. Só com o benefício de olhar para trás que posso ver o quão estranho era.


Algo que notei na época era que minha escola não parecia funcionar com as que eu via na televisão. Cada vez que eu fazia aniversário eu subia uma turma, mas os meus ratinhos seguidores não vinham comigo. Cada ano significava um novo professor ou professora, isso é normal - mas isso também trazia colegas totalmente diferentes.


Enquanto ficava mais velho, minha consciência em relação ao resto da cidade cresceu. Era um lugar idílico, tão perfeito quanto qualquer cidadezinha podia ser, tudo permanentemente trancado em algum momento do final dos anos 50. Depois da escola, meus amigos e eu andávamos com nossas bicicletas de cores vivas até a sorveteria, depois levávamos nossos cones multicoloridos e pigando até o parque bem cuidado para assistir as mulheres vestindo lindos vestidos florais passearem com seus cães de raça. Nos finais de semana, os pais de família lavavam seus carros nas ruas até que estivessem brilhando, então cortavam a grama e aparavam arbustos, enquanto as esposas faziam biscoitos e limonada. Nem lembro se presenciei dias de chuva. Em retrospectiva, era um misterioso paraíso, e realmente não fazia ideia que não era assim que o resto do mundo operava em 1978. Para mim, tudo era completamente normal. 


A televisão era regra nas noites de Cidadanjo, com todas famílias se reunindo em suas  salas de estar praticamente idênticas para assistir as notícias do canal local. Haviam apenas dois canais, e ambos passavam variações dos mesmos programas; no geral era I Love Lucy, Dennis o Pimentinha, My Little Margie e Leave it to Beaver. A hora da TV era quase sagrada na cidade, e quando haviam inovações da tecnologia da TV, caminhões rolavam pelas ruas da cidade, fazendo entregas dos últimos modelos e cores, com os controles remotos certinhos. E essas entregas eram basicamente o único momento que eu via pessoas de fora de Cidadanjo; todos os outros abastecimentos conseguíamos pela loja de departamento da Muriel e no Mercado Wormwood. 


Eu já havia perguntado sobre o resto do mundo, é claro. Como qualquer outra criança da minha idade - exceto aqueles nas minhas turmas - eu era curioso e tinha muitas perguntas. Meu professor na época, Sr. Moroni, parecia responder da melhor forma que conseguia. Mas no dia em que fiquei particularmente persistente, infantilmente cutucando suas reticências e inabilidade de responder meus questionamentos ardentes, recebi minha primeira prova de quem eram - e o que eram - de verdade os residentes de Cidadanjo.


"Mas como Eisenhower pode ainda ser presidente?" Perguntei, petulante e desafiador, "um presidente não pode servir mais do que oito anos - está escrito na Enciclopédia que tenho em casa, eu procurei!"


Sr. Moroni, um homem baixo de pele morena, descente de italianos, balançou sua cabeça e deu vários passos em direção a minha mesa. 


"Sua Enciclopédia está errada." 


"Não pode. Sra. Cassiel disse que tudo lá escrito era verdade."


"Tudo exceto isso," rosnou, uma nota estranha em seus tom de voz que fez meus pelos do braço se arrepiarem. 


"Acho que você está mentindo," falei, ainda mais ousado, animado com a sensação, e o efeito que estava tendo, "Acho que você é um homem idiota e estupido, e não sabe de nada, na verdade." 


Já havia percebido que as outras crianças estavam olhando para mim, mas só então vi que também tinham se levantado. E Sr. Moroni já não parecia o idiota afável e baixinho de sempre. De repente, parecia enorme e ameaçador, seu rosto esculpido de alguma madeira exótica enquanto vinha até minha mesa. 


"Por que está se comportando dessa forma?" grunhiu, punhos fechados, suas jutas duras contra minha mesa, "por que não se comporta como um menino normal?" 


As lágrimas começaram a escorrer antes que eu percebesse, antes de eu perceber que tinha ido longe demais. 


"Pare com isso!" O professor sibilou, e seus lábios pareciam errados, mal se movendo, "pare de chorar, imediatamente!"


Seu tom imperativo estimulou algo bem no fundo do meu crânio, preenchendo meu cérebro com um medo que deixou meus membros paralisados. Nunca tinha sentido nada daquele tipo. Mas as lágrimas não pararam; ao contrário, caiam mais rápido, e um resmungar feio surgiu em minha garganta - um som animalesco que só fez piorar a raiva de meu professor.


A mesa estilhaçou-se sob o peso dos punhos pálidos quando o Sr. Moroni mudou. Por meio segundo, eu o vi verdadeiramente; era outra pessoa, outra coisa. Uma criatura em branco e dourado, com presas crescentes e olhos pálidos, a silhueta de membros extras e desarticulados soltando-se de seus ombros.


"PARE!" a coisa rosnou. A voz ecoou em meus ouvidos como milhares de trombones.


E eu meu estado estupefato de terror, minha bexiga se soltou, eu só a obedeci.


Nunca mais o questionei depois disso. Nunca mais perguntei para ninguém sobre o que acontecia fora de Cidadanjo. Não sabia porque, mas alguma parte primitiva de mim sabia instintivamente que meu professor não era o único com aquele poder. Por trás dos sorrisos organizados e personalidades inócuas dos cidadãos, adormecia a mesma coisa assustadora que meu professor se tornara, que aparecera naquele segundo de um momento tão singular de fúria.


Eu estava vivendo entre monstros.


Foi como destrancar as portas de um celeiro durante uma tempestade. Uma vez aberta, não havia jeito de fechá-las novamente; o ciclone de verdades era poderoso demais para ser empurrado para fora. Com meu novo conhecimento,  tudo foi posto em um relevo gritante, e comecei a ver o quão estranha era minha cidade. E como imitavam tão perfeitamente os programas de TV que tanto amavam. 


Mesmo querendo desesperadamente acreditar que eu tinha apenas imaginado o incidente na aula, era impossível ignorar a estranheza que me rondava. Nos momentos em que me encontrava sozinho, naqueles preciosos momentos em que minha mãe estava estendendo roupas no varal e meu pai lustrando seu carro na frente de casa, aprendi a sintonizar a TV em canais que eram de fora de Cidadanjo. Mesmo que as imagens fossem granuladas e o som rangido de estática, comecei a descobrir que o lugar onde eu morava não era apenas estranho. 


Era totalmente fodido.


As imagens que atacaram meus olhos e ouvidos ansiosos eram de lugares que estavam em outra época além da nossa. Lá fora era um mundo completamente diferente. Como tínhamos permanecido tão isolados eu não sabia, mas tinha certeza que era algo relacionado à transformação de Sr. Moroni. 


Obviamente, havia apenas uma coisa que eu podia fazer, a única ação que parecia racional e sã - tinha que ir até os limites da cidade e sair. Tinha que ver o mundo externo com meus próprios olhos. Coloquei comida dentro de um pano quadrado, depois amarrei em uma vareta, como todas as crianças que eu tinha visto nos livros e TV, praticamente uma regra de como fugir de casa. Era uma boa caminhada até o muro de pedra que cercava a cidade, e quando cheguei lá, já tinha comido um sanduíche de queijo e tomado metade da minha garrafa de limonada. 


O muro era construído com pedras curiosas, parecidas com calcário, brancas, que tinham só uns 30 centímetros. Parecia inútil - nada mais que uma demarcação dos limites - pois até uma criança pequena podia pular por cima facilmente. Mas uma estranha agitação tomou conta de mim enquanto eu andava em direção das pedras, meu estômago gelado e pesado como se tivesse bebido um litro de água com gelo rápido demais. 


Isso não está certo, um pensamento me alertou, você não devia estar fazendo isso.


Mas eu era teimoso, tinha me colocado no caminho, não podia desistir agora. Nenhuma criança na TV desistira porque uma voz idiota em sua cabeça dizia que era melhor não fazer tal coisa. 


Enquanto erguia minha perna por cima do limite, senti uma sensação agradável na minha pele, uma espécie de cócega feita com uma pena, então coloquei meu outro pé por cima do muro, e comecei a me perguntar o que estava fazendo ali; porque eu tinha uma trouxinha em cima de meu ombro. O que estava nas minhas costas pareciam absurdamente sem importância - não era interessante o suficiente nem para se virar e olhar, então vaguei adiante, indo para longe das memórias que rapidamente sumiam atrás de mim, indo para o mundo real.


Minha mãe me encontrou deitado enrolado no pé de um sebe, alguns quilômetros para fora de Cidadanjo, e me trouxe de volta para a cidade enquanto eu dormia. Quando acordei, minha mente estava cheia de neblina. A confusão reinou por um longo tempo antes que minhas memórias afogadas começassem a ressurgir. 


"Você fez algo terrível," minha mãe disse tristemente, de pé ao lado da minha cama junto de meu pai, "algo muito, muito terrível." Eu nunca havia visto-a tão desapontada comigo, e doía. "Mas eu não entendo!" 


Meu pai parecia com raiva, mas não de mim; Seu ódio fervilhado parecia direcionado à minha mãe. 


"Ele não é um milagre. Não nasceu de nossa união, não é? Se fosse nascido de nós, a ala não teria apagado sua mente, não teria o feito esquecer."


Uma emoção genuína arruinou o rosto perfeito de trinta-anos-de-idade de minha mãe, lágrimas escorrendo por suas bochechas. Percebi que nunca antes tinha visto-a chorar com lágrimas verdadeiras. Percebi que jamais tinha visto, além de mim naquele dia na sala de aula, alguém chorar com lágrimas de verdade. 


"Eu só queria um bebê!" Ela gemeu. "Queria saber o que era ser uma mãe de verdade, criar uma criança, não só fingir." Ela cuspiu a última palavra como se fosse algo amargo, venenoso até, em sua língua. 


Meu pai deu uma passo se distanciando dela, totalmente perturbado com o comportamento que ela apresentava. Seus movimentos eram duros, seus olhos pareciam de um ator espiando por de trás de uma máscara. 


"Falei para o prefeito," intonou duramente, "a polícia estará aqui logo para levar você e o menino."


Enfiado em minha cama, cobertas debaixo de meu queixo, tentei processar o que acontecia. Medo se instalou em minhas entranhas, minha bexiga ameaçando a se rebelar contra minha vontade, para me constranger mais uma vez. 


"O que vai acontecer conosco?" minha mãe perguntou, tirando as lágrimas do rosto com as costas da mão, depois encarando o brilho vago e úmido em sua pele.


"Vocês dois serão destruídos. Quando ele atravessou a barreira, colocou toda a cidade em risco; Seu perfume estará no vento para Serafim e o Caído farejarem." 


Mesmo entendendo a ameaça que o tom de voz sustentava, as palavras em si não me diziam nada; nós não rezávamos nessa cidade; não havia um deus em nossas vidas. Havia uma linda igreja - porque haviam igrejas nos programas de TV - mas apenas feiras de bolos e peças de teatro aconteciam lá. Nunca tinha presenciado uma pessoa rezando. 


"Mamãe?" Perguntei, em tom de lamento, o apelo em minha voz era obviamente de uma infantilidade humana. 


Por um último momento, ela ainda era minha mãe. Seu sorriso era caloroso, genuíno, carregando nada mais que amor. E eu sabia que sem sobras de dúvida ela me amava de verdade. Mesmo que o resto da cidade fossem atores e sua própria brincadeira de sobrevivência, performando uma pantomima perversa sem sentir coisa alguma, essa mulher, esse anjo em particular, tinha caído e se levantando de uma só vez, por realmente conseguir amar um menininho.


E então era um borrão de branco e dourado, dois metros e meio de asas cheias de penas preenchendo meu quarto enquanto despedaçava meu pai. Arrancou sua pele e enfiou suas garras em seu esterno, até que o poster de índios-e-cowboys na minha parede ficasse encharcado de icor dourado. 


Não fomos longe. Antes mesmo de enxergarmos o muro de pedra que cercava a cidade, fomos interceptados. Toda a pretensão humana da cidade já não existia mais; asas brancas voavam por cima de todas as casas e campos, rostos alienígenas com presas douradas e alabastras e vinham nos pegar. 


Queria que tivéssemos sido pegos e mortos naquele dia, assim como o pessoal da cidade planejava. Queria que eles tivessem conseguido nos tirar antes que os ventos tivessem nos traído aos inimigos da cidade.


Mas não foi assim que as coisas aconteceram. 


O céu escureceu e penas negras caíram, cada uma sendo tão longa quanto um braço. Minha linda, horrível mãe, segurando-me em seus braços angelicais, dobrou suas maravilhosas asas em mim, para me proteger do caos em nossa volta. Mesmo que eu fosse pequeno, ouvi bastante; vozes que pareciam orquestras de metais e madeira batendo no ar, o som de ossos quebrando e carne sendo despedaçada como uma percussão bíblica em nossa volta. Senti minha mãe estremecer por conta de muitos golpes, seu passo decidido já vacilava, sangue dourado inundando meu casulo alado. 


E assim, tão rápido quanto começou, terminou. 


Os cidadãos de Cidadanjo já não existiam mais, reduzidos à uma pilha de penas manchadas de um líquido dourado pelo poder raivoso do Céu e Inferno combinado, por ousarem existir fora de qualquer um de seus paradigmas. 


Mas minha existência foi esquecida; eu não pertencia de verdade ao mundo deles. E então, quando os corpos viraram cinzas esbranquiçadas com a chegada do sol, os portadores da Luz e da Escuridão já tinham se ido fazia muito tempo, deixando-me aos tropeços por campos vazios, cheios de pó, onde um dia Cidandajo estivera.



***

Fui encontrado muitos dias depois, desidratado e delirante, por um fazendeiro na cidade mais próxima. Enrolado em um cobertor e levado até a delegacia, me sentei com uma lata de Coca-Cola no escritório do Xerife, tentando explicar o que acontecera comigo. Claro, acharam que eu estava muito doente - tanto mentalmente quanto fisicamente - então fui levando para o hospital da cidade e dosado com uma cornucópia de medicações modernas, até que um equilíbrio enevoado tomou conta da minha mente perturbada.


Foi estranho quando fiquei bem o suficiente para falar com outros pacientes, visitantes. Alguns diziam que já tinham ouvido falar de Cidadanjo, mas não sabiam dizer onde ficava, quando a visitaram ou continuar uma conversação sobre por mais de um minuto. Pelo que consegui sondar, eu era o único a se lembrar de algo sólido do lugar - e quanto mais tempo eu ficava no hospital psiquiátrico, os dias se estendendo a semanas e as semanas virando meses, comecei a esquecer também.


Eu já voltei lá, no lugar onde devia ser. Tracei os limites da cidade em mapas, mas encontrei apenas acres de campos de fazenda, tudo com donos, tudo pertencendo a pessoais normais. É como se os pedaços de terra tenham se apertado muito para preencher o espaço vazio que minha cidade deixara, apagando-a completamente.


Era um lugar que não devia ter existido. Uma relíquia da Guerra dos Céus, acho; um lugar escondido criado por anjos pacifistas, perdidos aos olhos de Deus e sua horda. As vezes até anjos tentavam apenas existir.


Mas tudo foi desfeito, pelo anjo que queria, precisava ser mais humano que os outros. Aquele anjo que roubou uma criança. Que falou para o resto da cidade que tinha dado à luz a um milagre; despertando vigor e esperança em pessoas sem vida e tristes, revigorando uma cidade morta.


Mas eu não sou um milagre. Encontro pouca paz nessa vida, mesmo tendo noção que o Céu e o Inferno são lugares reais.


Não sei em qual desses reinos eu estarei no final da vida. Não sei qual eu mereço ficar. Mas seja lá onde minha alma tenha destino, sei que passarei o resto da minha eternidade cercado de criaturas que assassinaram minha mãe, aquela única que nesta existência aterrorizante realmente me amou, embora lhe custasse mais do que qualquer um poderia imaginar.



17 comentários:

  1. Muito bem escrita ... fodastica, só me esclareçam uma coisa! No final anjos e demônios foram acabar com os anjos pacifistas da cidade ?!

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  2. Completamente fora do costumeiro, a creepy foi incrível do início ao fim. Ele morava numa cidade de anjos caídos?

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    1. De forma alguma. Nefilins são filhos de humanos e anjos, e costumam ser maus e mesquinhos.

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  4. Wow adoro esse tipo de creep que envolve anjos e demônios

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  5. Wow adoro esse tipo de creep que envolve anjos e demônios

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  6. Realmente divina anjos e demônios smp me conquistam 10/10 *-*

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  7. Realmente divina anjos e demônios smp me conquistam 10/10 *-*

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  8. Caralho creepy foda até ressucitei aqui

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  9. Só to meio confusa com a morte deles, o quê exatamente matou eles? kk

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    1. Demônios e anjos. Ao que tudo indica, são uma legião que estava cansada da guerra entre céu e inferno. Morreram pelas mãos de ambos.

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  10. Puta que me pariu que creepy foda da porrammmmmmmmmmmmm

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  11. Maaaaaaannno isso daria um filme muito foda. Pelo q entendi ele n é um nefilim, foi "adotado" ou raptado pela mulher anjo. E acho q foram anjos corrompidos q mataram eles, já q o pai faz menção ao Caído.
    10/10

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