08/06/2018

Eu trabalho em um hotel. Na última noite, todos do 4º andar desapareceram. [Parte 1]

Eu trabalho no turno da noite no Southfield Inn. Além de lidar com os check-ins noturnos, também sou responsável por checar as gravações das câmeras de segurança. Cheguei a ver algumas coisas "esquisitas" - adolescentes bêbados tentando invador a área da piscina às 2 da manhã, uma doce velhinha transando com seu marido no elevador...

Mas nada como na noite passada.

Por volta das 3:30a.m., enquanto eu esquentava o jantar no microondas, eu chequei as câmeras de segurança. Para a minha surpresa, havia duas pessoas - um homem e uma mulher - entrando no elevador. O cara estava vestindo uma jaqueta de couro esfarrapada e luvas pretas. A mulher tinha o cabelo loiro e usava um batom rosa. Ela aparentava ter chorado por horas, rímel escorrendo pelo rosto.

Ele apertou o botão para o 4º andar.

Mudei para a câmera 4. As portas do elevador se abriram e eles saíram para o corredor. A loira parecia infeliz, e o cara da jaqueta de couro colocava seu braço em torno dos quadris dela como se fosse seu dono.

Ele gesticulou para uma das portas à sua esquerda.

E foi aí que eu percebi -

Todas as portas estavam abertas.

Temos portas de fechamento automático, então alguém deve ter mantido as portas abertas. As luzes estavam apagadas em cada quarto, e os quartos escuros se estendiam pelo corredor, parecendo nunca acabar.

Eles caminharam pelo corredor. Ele dizia algo à ela, e ela balançava a cabeça lentamente, mas eu não consegui ouvir.

Eu sabia que alguns quartos estavam ocupados. Então por que eles não estavam fazendo nada? Por que eles não estavam andando confusos, perguntando quem diabos havia aberto as portas às três e meia da manhã?

Mas eu não tive muito tempo para pensar nisso.

Porque as luzes piscaram e depois apagaram.

A tela ficou preta.

Meu coração agora já batia tão alto que eu podia ouvi-lo no silêncio da sala. Eu balancei o mouse com os dedos suados, como se isso pudesse de alguma forma acender as luzes de volta.

Finalmente elas voltaram.

Todas as portas agora estavam fechadas.

Mas agora o homem estava carregando algo. Um pequeno saco. Deve conter algo pesado, porque ele se inclinou para o lado enquanto seguia pelo corredor.

Eles voltarma ao elevador. A mulher chorava, com a cabeça entre suas mãos. Ele se virou para ela e começou a falar. Eu liguei o microfone e ouvi.

"... feito agora. Tudo o que precisamos fazer agora é dar um jeito na garota da recepção e destruir as filmagens de segurança."

Meu sangue gelou.

E então eu me levantei rapidamente. Corri para fora do hotel, pela escuridão. Na minha frente ficava a Rota 52, ainda como um caminho rural; as luzes de neon da cidade piscavam, como peguenas estrelas cintilantes.

Corri em direção à cidade. Cheguei a um restaurante 24 horas e liguei para a polícia

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Quando eles chegaram aqui, a mulher e o rapaz já haviam partido, assim como as filmagens de segurança.

E todas as pessoas que ocupavam o 4º andar estavam desaparecidas. A família barulhenta a caminho da Disney. O Don Juan e suas duas amigas. A senhora com o cachorro, e o cara fã de Metallica com os fones de ouvido sempre altos.

Todos desapareceram.

Eles encontraram uma coisa, no entanto.

Um guardanapo de Southfield. E escrito com batom rosa estavam as paçavras:

"ME AJUDE"

E abaixo, um endereço.


Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!


8 comentários:

  1. Tem dois erros de português ali, mais nada de mais. Por enquanto a série parece ser boa vou acompanhar.Talisson obrigado por traduzir ela.

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    1. Amigão, antes de sair corrigindo alguém, certifique-se de não estar fazendo o mesmo da sua crítica. "Mais nada de mais"

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  2. No japao o numero 4 é o numero da morte

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