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Minha entrevista com um assassino de crianças

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ATENÇÃO: ESSE CONTO ESTÁ CLASSIFICADO COMO +18. PODE CONTER CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. CONTÉM CONTEÚDO DE ASSÉDIO INFANTIL. NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS. PODE TER ACIONADORES DE GATILHOS E/OU TRAUMAS.  LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

A música tocava mas era abafadas pelos meus pensamentos. Achei que uma música pop alegre talvez acalmasse minha ansiedade, mas não houve efeito. Minhas mãos ainda tremiam. Meu rosto já estava suado. Sentia os nervos à flor da pele. Eu já havia falado com pedófilos estupradores e assassinos antes, especialmente um que fez isso durante anos. Oito vítimas, todas com menos de dez anos. Peguei meu caderno de capa dura e puxei minha maleta do chão. Um olhar no espelho misturado com uma profunda respiração concentrou minha atenção no meu treinamento. Minha educação vai valer a pena. Meu trabalho é importante demais para ficar com medo.

Sai do meu carro e andei até a frente da prisão. A brisa gelada desarrumou meu cabelo preto que antes estava bem penteado. Meu terno cinza protegia meu corpo do vento e meus novos mocassins retraia a água das poças de perto de minhas meias. Meu traje era uma expressão física de minha educação e autoridade. 

A porta pesada rangeu enquanto eu entrava no prédio público. A sala de espera tinha diversos guardas que fixaram seus olhos em mim enquanto eu entrava. Alguns até riram do meu traje de negócios bem arrumado. Acho que as pessoas que se vestem como eu geralmente não chegam assim tão cedo. Me aproximei da janela da sala de controle que era habitada por um senhor de uniforme. A placa de acesso de visitantes estava manchada de amarelo e o vidro grosso que me separava dele era nebuloso de impressões digitais.

"Quais são seus negócios aqui, senhor?" Perguntou, sua voz revelando seu hábito de um maço por dia. 

"Avaliação psicológica de Kenneth Winston," respondi entre minha barba escura. 

"Não tem avaliações marcadas para Winston hoje." 

Coloquei meus óculos na testa pensando como esse erro acontecera. Minha secretária era meio bobinha em conversações, mas raramente esquecia de agendar meus compromissos.  

"Margaret deve ter esquecido de ligar. Senhor, dirigi quatro horas para essa reunião." 

"Creio que você deveria ter ligado antes de sair de casa. Não mudamos regras só para acomodar alguém que veste terno." 

"Eu preencho um formulário, um registo, qualquer coisa. Preciso fazer essa avaliação hoje."

"Sinto muito, senhor," disse com uma pitada de simpatia. 

"Você sabe quem é Kenneth Winston?" Perguntei em um sussurro.

O guarda relutantemente assentiu. 

"O julgamento dele está próximo. Todos os advogados, famílias das vítimas, mídia, e até o Juiz Stephens ficariam furiosos se essa avaliação não fosse feita hoje. Minha agenda está só para mês que vem, mas tenho certeza que a agenda de Kenneth está aberta hoje para mim," falei, terminando com uma risadinha.

O guarda me olhou de cima a baixo. 

"Você sabe o que ele fez. Meu trabalho é crucial para que não faça de novo. Sem essa avaliação, ele pode sair do julgamento como um homem livre." 

"Visita para Winston, avaliação psicológica," falou em seu  rádio. Com um suspiro o guarda assentiu e me entregou um formulário para ser preenchido. 

Nome: Dr. John Williams

Data: 21 de Janeiro

Motivo da Visita: Avaliação Psicológica para Keeneth Winston

"Quinze minutos," o guarda disse antes de apertar um botão que me permitia entrar em outra sala. Um guarda alto e musculoso instantaneamente me instruiu em colocar tudo que tinha comigo em uma caixa. Coloquei minhas chaves, notebook, celular, e a pasta dentro do contêiner o qual passou por um detector de metal. O guarda usou um detector de mão para meu escanear. 

"Cuidado. Esse ainda é nosso primeiro encontro," brinquei quando ele escaneou minha virilha. Ele revirou os olhos sem sorrir. 

"Vou precisar checar sua pasta," respondeu. 

"Geralmente os guardas dão risada dessa piada," Falei, aliviando a tensão. 

Ele pegou a pasta e começou a vasculhar entre minhas anotações, papéis, documentos e rascunhos. Até checou os bolsos vazios da pasta.

"Pegue seus itens da caixa e me siga pelo corredor," ordenou. Eu obedeci. 

Enquanto o corredor se estreitava, comecei a ver detentos em uma grande sala aberta. Outro guarda me encontrou e perguntou o que eu precisava para avaliação.

"Preciso de uma sala que fique o mais longe possível de outras pessoas. Em minhas experiências, descobri que outros detentos gritando profanidades fazem meu trabalho ficar mais difícil."

O guarda me levou até uma sala no canto mais distante do corredor. Na sala haviam duas cadeiras, uma de cada lado de uma mesa.

"Boa sorte, doutor. Espero que seja lá o que sua avaliação diga, faça com que Winston continue aqui," o guarda falou, "ou que leve-o para a agulha."

"Ele estará algemado?" Perguntei nervoso.

O guarda riu. "Segurança máxima, doutor. Máxima."

O guarda saiu e me deixou sentado no silêncio, sozinho com meus pensamentos. A tinta verde que cobria os blocos de cimento tinha arranhões por todos os lados. A história da sala parecia violenta. O zunido da lâmpada fluorescente furava meus ouvidos. Lembrei de meu treinamento e me foquei em minha avaliação.

Abri minha pasta e tirar algumas imagens e documentos para que eu pudesse começar assim que meu paciente entrasse. Coloquei meu notebook perto de mim caso algo dito em nossa conversa necessitasse seu uso. Tirei meu cabelo preto dos olhos e arrumei os óculos. Eu estava dando uma respirada profunda para me acalmar quando a porta foi aberta. 

A corrente entre suas pernas chacoalhava com cada passo. Os guardas, um de cada lado, colocaram o prisioneiro na cadeira de frente para mim. Ele não se sentou, foi mais jogado na cadeira. Enquanto os guardas prendiam suas algemas em uma argola que era fundida na mesa, Kenneth Winston me observava. Seus olhos verdes brilhantes beliscando cada parte do meu corpo. Não lembro de vê-lo piscar naquele momento. 

Tentei engolir a seco o mais discretamente possível, mas tenho certeza que meu nervosismo era óbvio. Os guardas apertaram as correntes para ter certeza que o detendo não moveria as mãos mais do que poucos centímetros. Quando os dois iam saindo, eu os acompanhei até o lado de fora, deixando a porta encostada.

"Com licença, qual o limite de tempo?" Perguntei.

"Sendo que essa reunião não foi agendada, Roger disse quinze minutos." 

"Senhores, minha avaliação vai determinar se o Sr. Winston pode ser julgado. Somente eu determino se ele continua na cadeia, pega pena de morte, ou sai livre em algum momento. Podemos estender trinta minutos?"

Ambos trocaram olhares e assentiram.

"Além do mais, não quero ser interrompido. Isso inclui guardas do lado de fora da porta. Podem esperar no final do corredor, preciso da total confiança do Sr. Winston. Na minha experiência, detentos não falam nada se guardas estão por perto."

Assentiram novamente. 

Um deles sussurrou em meu ouvido, "Todos nós guarda, caralho, até a maioria dos detentos, estamos torcendo que seja pena de morte." Então foi andando pelo corredor  e sumiu da minha vista.

Meu andar era ansioso enquanto adentrava a sala. Fechei a porta, sentei e olhei no rosto do monstro. 

"Eu te conheço?" Perguntou. 

"Sou o psiquiatra selecionado pela corte para fazer sua avaliação psicológica. Já nos conhecemos, sim."

"Achei que era familiar. Não lembro de sermos apresentados, mas seu rosto me é familiar."

Fiquei nervoso enquanto ele avaliava meu rosto. O que será que estava pensando? Provavelmente a mesma coisa que um leão pensa ao ver uma Zebra. 

"Não temos muito tempo. Farei uma entrevista simples. Farei algumas perguntas para te conhecer melhor. Primeiro, vamos discutir suas ações nos últimos anos. Vamos começar," falei, puxando uma pasta cheia de papéis.

Enquanto olhava os papéis, um arrepio desceu por minha espinha. A sórdida lista que eu segurava era nada mais que uma bandeira que esse monstro balançava orgulhosamente. Eu já havia lido aquele documento dezenas de vezes, mas estar na mesma sala do autor daqueles crimes me deixava enjoado. Lutei contra o vômito. Sr. Winston sorriu vendo meu desconforto. 

"Kenneth Winston. Quarenta e dois anos. Nascido na Florida, mas criado em locais diversos. Sem convicções anteriores, explicando como você evitou a polícia por muito tempo. Oito vítimas. Variando das idades de quatro à dez. Todas do sexo feminino. Você as estuprou, espancou, e então estrangulou-as." 

"Alegadamente," me interrompeu com um sorriso. 

O comentário fez meu sangue ferver mas mantive a compostura. 

"Sr. Winston, não há câmeras aqui, não há gravação de áudio. Até fechei a porta para que você tenha certeza que os guardas não estão ouvindo nossa conversa."

Se mexeu em sua cadeira, pois isso lhe interessava.

"O que quero dizer é que nada que você diga poderá ser usado contra você no tribunal. Estou aqui apenas para aprender sobre o seu passado, seu comportamento, e o possível motivo para seus supostos crimes." 

"Você está pedindo para que eu seja honesto." 

"Sim, Sr. Winston. Honesto. Nada dito aqui dentro sairá daqui de dentro."

Não foi um sorriso completo, mas boa parte de um que ergueu suas bochechas até os olhos. Em um confinamento em uma solitária, ele não tinha ninguém com quem pudesse compartilhar suas memórias, exceto um rato ou dois. Se revirou em sua cadeira em antecipação. O olhar em seus olhos verdes era claro. Ele queria se gabar.

"Vamos dizer que eu fiz essas coisa, e daí?" Perguntou. 

"Só fale. Vamos começar por aqui," Falei, tirando uma foto da minha pasta e colocando em sua frente. 

"Angela Jhonson," sorriu, "Lembro dela."

"Explique o que aconteceu." 

"Eu estava trabalhando em Atlanta na época. Todo dia, indo pro trabalho, eu passava pelo parquinho. Ela era um anjo. Então um dia fiz dela o meu pêssego maduro." 

Ele riu da própria piada perversa. 

Peguei outra fotografia e coloquei na sua frente. 

"Ah, Lindsey, hm..... hmm." 

"Janney," eu o interrompi, lembrando-lhe o sobrenome dela.

"É. Ela gosta de lutar. Dallas é uma grande cidade. Ficou sumida por semanas. Acharam que ela tinha fugido." 

Ele abaixou a cabeça e me olhou nos olhos. "Ela não fugiu."

"E ela?" Perguntei, colocando outra foto, dessa vez uma menina de sete anos, cabelos loiros. 

"Olivia Lawson, uma das minhas favoritas." 

Não tinha percebido até então, mas minhas mãos estavam fechadas em punhos. Mesmo com todos os anos de treinamento, ele conseguia me irritar. Aproximei meu caderno de mim enquanto ele continuava. 

"Um pouco mais de um ano atrás eu tinha acabado de me mudar para Nova Orleans. Vi um grupo de crianças esperando o ônibus. Sem nenhum adulto. Bem, pelo menos nenhum que estivesse prestando atenção. Lembro do seu vestidinho amarelo... seu cabelo amarelo."

Ele parou quando eu limpei uma lágrima de meu rosto. Riu de mim. 

"Você não é muito macho, né, doutor? Nem cheguei nas partes suculentas. Primeiro, antes de eu falar qualquer coisa muito reveladora, preciso falar com quem está me representando."

"Seu advogado já foi contatado. Eu liguei para ele pessoalmente e sendo que nada dito aqui pode ser usado contra você, ele não precisa-" 

"Ele?" Winston perguntou confuso. "Minha advogada é uma mulher." 

Nossos olhos se encontraram. Ao invés de armas, apontamos um para o outro os olhares, em ponto de duelo. Seus olhos se estreitaram enquanto as engrenagens de sua cabeça giravam. Eu sabia que colocaria uma peça na outra assim que eu abrisse o caderno.

Removi um rolo de silver tape de dentro das páginas ocas no grosso caderno, e corri para trás dele. Ele apenas conseguiu dar um gemidinho antes de eu enrolar a fita quatro vezes em sua boca. O som não foi alto o suficiente para levantar suspeitas. Ele começou a se remexer em sua cadeira, balançando as correntes ruidosamente. Dei dois socos para que parasse.

E então dei mais três socos. 

Seus olhos verdes me olharam confusos até que eu removi minha peruca, óculos e barba falsa. Eu estava falando a verdade quando disse que já nos conhecíamos. Foi alguns meses atrás no tribunal, enquanto eu dava meu testemunho. Resmungou algo por trás da mordaça que não dava para entender, mas eu soube bem o que disse. 

Meu nome. 

Anthony Lawson. Oficial da Marinha aposentado. Pai de uma filha assassinada.

Ele começou a chorar quando viu as ferramentas de plástico bem afiado que consegui trazer dentro do meu caderno. Bateu as correntes contra a mesa para pedir ajuda, mas nada que mais uns socos não o fizesse parar. Eu sabia que não devia socá-lo na boca, porque se sua boca se enchesse com sangue, podia se afogar até a morte. Não podia sufocá-lo. Ainda não. Ainda tinha mais vinte minutos. 

Meu treinamento militar me ajudou. Operações secretas e disfarces me deram as habilidades necessárias para executar esse esquema. Fique calmo e pense com os pés nos chão. Conte suas mentiras com confiança. Não deixe que as emoções impeçam que você faça seu trabalho. Quando ele estava descrevendo minha filha, Olivia, quase perdi, mas lembrei do treinamento. Eu tinha que ouvir dele, antes de dar o próximo passo. Na minha humilde opinião, ele tinha acabado de confessar.

Eu não ia deixar que Kenneth Winston se livrasse por alguma tecnicidade, ou que meu imposto pagasse pela comida que aquele demônio degustaria na prisão. A média de tempo de espera no corredor da morte é de quinze anos.

Usando meu extensivo conhecimento dos lugares mais dolorosos do corpo humano e comecei a trabalhar. Quando ele começava a fazer barulho, eu batia mais. Tirei meu terno e revelei o macacão de plástico que tinha por baixo. Os respingos de sangue caíram nele, para que meu terno continuasse limpo. O plástico não era respirável, então estava suando desde que entrei no estacionamento. Não vou entrar em detalhes sobre tudo o que fiz, mas vou dizer que depois de colocar suas genitais na mesa à sua frente, ele quase desmaiou.

Depois de terminar meu trabalho tinha ainda cinco minutos antes que os guardas voltassem. Removi o macacão de plástico e enfiei na maleta. Depois de colocar meu terno, peruca, óculos e barba rapidamente, saí da sala e me aproximei do guarda no final do corredor.

"Desculpa incomodar, esqueci uma coisa no meu carro. Não sei onde estou com a cabeça hoje. Volto rapidinho. Sob nenhuma circunstancias vocês podem interromper o Sr. Winston antes de eu retornar. Isso poderia colocar a avaliação em risco. Entendido?"

O guarda assentiu. 

Passei pela porta até a área da recepção. Expliquei para diversos guardas que tinha esquecido algo importante no carro e que já voltaria. 

Acelerei o carro e fui para casa o mais rápido que pude.

Investigadores das forças especiais chegaram mais rápido que previ. Depois que descobriram o que acontecera com Kenneth e de verem as gravações das câmeras de segurança, eu era o principal suspeito. Dentro de duas horas uma dúzia de viaturas cercaram minha casa, mas naquele momento o terno, o caderno, as ferramentas, a barba, o macacão e o resto todo já tinha virado cinzas. Ao invés de encontrar um psicopata louco coberto de sangue quando entraram na minha casa, encontraram eu e minha esposa sentados no sofá junto de mais dois casais. 

Frank e Elizabeth Johnson, pais de Angela Johnson, e Bill e Susan Janney, pais de Lindsey Janney.

Os polícias entrevistaram todos nós. Ninguém deu com a língua nos dentes. Todos mentaram a história que ensaiamos tão bem. Eu tinha estado em casa o dia todo. O cara do vídeo não podia ser eu, sendo que não tenho cabelo preto, muito menos barba e nem se quer uso óculos. Nenhuma evidência foi encontrada. Os polícias ficaram putos e até argumentaram que os guardas da prisão poderiam me identificar, mas eu sabia que isso não seria sustentado no tribunal. Eu tinha até assinado na prisão sempre usando uma assinatura e informações falas com a pior caligrafia que consegui. 

Os outros casais estavam na nossa casa para nossas reuniões mensais. Um tempo para lamentar juntos a morte de nossas filhas. Um tempo para ajudar a sarar as feridas um dos outros. Um tempo para contar histórias de bons tempo que passamos com nossos bebês. 

Um tempo para bolar um plano de como se livrar de Kenneth Winston. 




FONTE

21 comentários :

  1. Curti, foi bem óbvio que era a Divina que tinha escrito antes mesmo de terminar, creepys de pedófilos se fodendo é 100% a cara dela.

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  2. Foi boa, mas pelo tema clichê e enredo clichê, 5/10

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  3. Eu tenho um tesão do caralho toda vez que leio creepy de pedófilo se fodendo. 10/10

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  4. Alguém andou assistindo "mindhunter" rsrs

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  5. Eita
    O creppy boa! 10/10
    Adoro ver pedófilos sofrendo

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  6. Acabei agora de ler, não me pareceu para maiores de 18. Esperava melhor

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    1. O aviso +18 sempre é colocado quando existem gatilhos pesados no conto, para pessoas que passaram por traumas similares não se sintam mal lendo. No caso dessa, o aviso é para pedofilia e abuso sexual. Espero que entenda.

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  7. aaaa devia ter matado, mas de qualquer forma, ele pode voltar e brincar mais um pouco com o pedófilo desgraçado rs

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  8. Me senti profundamente orgulhosa deste senhor. Não preciso dizer que essa creepy foi maravilhosa

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  9. Se tinha camera de segurança e ele na sala tirou o disfarce então a desculpa do "n tenho cabelo preto" n deveria colar

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