26/07/2018

Asylum Series - Capítulo 4: Friendzone


(Capítulo anterior: A Bolsa de Estudos)

Depois do que aconteceu hoje, não tenho mais certeza se eu deveria continuar minha investigação. 


Eu resolvi falar diretamente com os pacientes ao invés de apenas ler os registros. Percebi que, se havia alguma organização conspirando contra mim (possivelmente envolvendo o diretor médico), deveria lidar com pacientes que não tivessem relatos documentados. Apenas os mais loucos se recusaram a prover um testemunho..., mas eu serei o único a saber de suas histórias e isso me colocaria um passo à frente. 

Decidi começar pelo nosso paciente mais sofrido. Durante meses, ele se mostrou indiferente a qualquer tentativa de ajuda-lo. Eu sequer consigo imaginar como é estar naquela situação..., mas recentemente eu o vi interagindo com uma das enfermeiras que cuida dele. 

“Ah oi, há quanto tempo? Digo... Obrigada por pegar a correspondência por mim naquele dia.” Ela me cumprimentou sorrindo calorosamente. 

Pego de surpresa, eu só consegui formular uma resposta medíocre. “Sim, claro.” Eu sempre fiquei meio afobado perto dela. 

Por uma questão de anonimato, a chamaremos de... Claire. Ela era uma das enfermeiras mais bonitas da equipe e eu entendia o porquê do nosso paciente mais desafortunado se abrir com ela. 

“Sabe, isso pode soar estranho, mas eu preciso te pedir um favor...” 

Ela pareceu cética e receosa, mas acabou cedendo. Ela e Mabel, uma enfermeira bem mais experiente, prepararam o quarto para a gravação. Não é que o paciente fosse perigoso - na verdade era exatamente o oposto - mas as condições em que ele se encontrava requeriam um auxílio extra. Claire nos trouxe café, ela mesma me entregou a caneca. 

“Legal da sua parte se interessar pelos pacientes. Os outros médicos não dão a mínima.” 

Dei um sorriso encabulado e fiquei um pouco vermelho, tenho certeza. “Obrigado!” Mas, imediatamente depois que ela se virou, eu franzi o cenho. Me senti um adolescente idiota de novo. 

Pus a caneca de café sobre meus lábios e observei a espiral de leite no café marrom, o que me lembrou alguns detalhes desagradáveis da história de outra paciente. Tomado por uma onda de nojo, pousei a caneca sobre a mesa, me sentindo incapaz de bebê-la. Tentei afastar esse pensamento e me concentrar no trabalho que tinha em mãos. 

Ele ficou deitado na cama, imóvel, escondendo qualquer indicio de que estava ciente da minha presença. 

“Quando você estiver pronto...” eu disse hesitante. Mabel estava segurando o gravador. 

“Vá em frente, querido.” Claire disse a ele.

Ele imediatamente começou a falar. Me deixou maravilhado, seu estado catatônico desapareceu completamente. Sua voz soou clara e articulada, com um estranho tom de humor negro, como se soubesse de uma piada interna bem suja, mas a mantivesse apenas para si mesmo. 

Você quer saber minha história? Eu não tenho certeza se você vai gostar disso. Está mais próxima de você do que imagina. 

Ok, mas lembre-se, você que pediu... 

Assim como qualquer história, a minha envolve uma garota. Nossa, ela era tão bonita. Belíssima, eu diria. 

Eu já estava de olho nela fazia um tempo, mas ela sequer sabia que eu existia, provavelmente nem queria saber. 

Eu não sou de fazer corpo mole... [risos] Eu tinha algumas namoradas. Mas parece que eu sempre queria as que eu não podia ter. 

Eu não estava obcecado. Quero deixar isso claro. Apenas a achava bonita. Eu não achava que eu tinha chance, por isso nem tentei nada com ela. Mas fico feliz com a forma que as coisas aconteceram. 

Uma noite, eu estava sentado, sozinho, no mesmo bar de sempre. Todas as mesas estavam ocupadas. Ela e umas amigas entraram, três garotas no total, e sentaram na minha mesa. Pego de surpresa, acabei me enrolando ao me apresentar. 

“Já reparei em você, por aí, olhando pra mim.” Ela disse rindo. “Mas e aí? Você é um esquisitão ou um cara legal?” 

Ela estava falando comigo! 

“Cara legal!” Eu insisti.” Vocês querem uma rodada? Eu pago.” 

E, claro, elas aceitaram. Uma das amigas parecia bastante interessada em mim, mas eu só tinha olhos para Ela. A amiga me convidou para ir com elas numa festa depois dali, e eu segui o ritmo, me sentindo chapado com a possibilidade de estar perto dEla. 

Quando chegamos na festa, driblei a amiga grudenta, e encontrei Ela falando com um cara. Não importava, ele era só mais um babaca e eu sabia que a ganharia no fim, mesmo que ele a levasse para casa naquela noite. Mas enquanto me enrolava tentando jogar conversa fora, eu comecei a perceber que estava segurando vela ali. 

“Me traz uma bebida?” Ela disse rindo de uma maneira estranha. 

“Claro.” Eu prontamente concordei. Atravessei o cômodo lotado com certa dificuldade até chegar no barril, enchi o copo como ela pediu, e rapidamente voltei para ela 

“Obrigada”, ela disse com um sorriso. 

Eu... me senti estupido por um tempo. Eu era só um cara, perdido por aí, procurando por carinho nos lugares errados... 

Até acabar a festa, e ela acabar sentada sozinha no sofá. Eu a escutei reclamar sobre os babacas e esquisitões por quase duas horas. Aquele cara com quem ela estava conversando a deixou sozinha e foi embora com uma piranha qualquer. Eu fiz que sim com a cabeça, feliz por dentro por estar certo desde o começo. 

“Você é um cara legal. Você quer... sair comigo amanhã?” 

Chocado, só consegui pronunciar a palavra ‘sim’. 

Nos encontramos no shopping e passamos o dia juntos. Ela provava algumas roupas e mostrava para mim, eu até comprei algumas para ela. Brincando, eu dizia “sim, querida”, mas ela apenas sorria e não me corrigia. Eu estava nas nuvens. Passamos quase todos os dias juntos depois dali. 

Tenho que admitir, as vezes era doloroso. Eu a queria tanto, mas ela nunca estava emocionalmente preparada para aquela intimidade... Alguns babacas iam e vinham... Consegui sabotar a maioria. 

A maioria... Eu estava lutando pelo amor dela, não me sinto mal por isso. 

Ah, não, você não tá entendendo, eu não fiz nada ilegal. Só alguns comentários aqui e ali, mentiras sobre ela quando ela não estava ouvindo... ou mentiras sobre eles quando ela estava. 

Minha vida começou a se restringir a dor e negatividade, essa guerra constante para mantê-la isolada drenava tudo o que eu tinha. Ela parecia querer fazer escolhas erradas. Ela começou a usar drogas. Não importava o quanto eu discutisse com ela sobre isso. Eu dizia: “Eu sou seu melhor amigo, estou preocupado com você, não faça isso...” Mas parecia que isso só a encorajava. Pelo menos ela se manteve longe das paradas mais pesadas. Ela só usava as drogas que não afetariam sua aparência ou reputação. 

Um dia, eu não aguentei mais. Eu a encurralei em seu apartamento e confessei, derramei, despejei todo o meu infinito amor por ela. 

“Eu faria qualquer coisa por você.” Disse a ela, me sentindo aliviado. 

Ela não parecia muito feliz com isso. Pareceu ficar com raiva até..., mas, depois de alguns minutos, ela voltou e perguntou: “Qualquer coisa?” 

Tudo o que eu precisava fazer era provar isso para ela e ela aprenderia a me amar também. 

"Qualquer coisa", prometi. 

Passei os meses seguintes correndo de um lado para o outro, fazendo de tudo, comprando coisas para ela, arrumando um segundo emprego pra sustentar seus gastos... Sempre ela estava quase sentindo que nosso amor seria recíproco. Naquela mesma época, ela entrou em um tipo de faculdade, sobre a qual ela sempre foi muito vaga. Eu paguei, muito feliz, o máximo que pude. 

Ela parecia piorar, ficando mais sombria e raivosa, com o passar do tempo. Quase sempre eu a encontrava doidona ou desmaiada. E quando eu reclamava, ela... começava a me bater. Eu pensava, “Eu sou um homem, eu aguento, está tudo bem.” Um dia eu tive que dizer a ela que eu não conseguiria arcar com outra mensalidade enorme da faculdade e ela... me cortou. 

Nos separamos depois disso, por um tempo, e eu senti todo o meu mundo ruindo. Ela estava quase me amando - ela gritou isso com muita raiva - estávamos tão perto... Então fui à casa dela com rosas e um cheque. Eu peguei um empréstimo gigantesco para pagar pelos estudos. Ela me recebeu de braços abertos, até me beijou na boca pela primeira vez. 

“Qualquer coisa,” ela pedia. “Qualquer coisa!” 

Eu concordei. Eu faria qualquer coisa por ela. Ela era meu mundo. Desde que ela me validasse, eu estaria nas nuvens! 

A violência e raiva não pararam... na verdade, ela começou a gostar disso. Dava pra ver. Ela arranjou um bisturi e me cortava com ele quase sempre. No ombro, na perna, só um corte pequeno..., porém, eles ficavam cada vez maiores. Se eu gritasse de dor ou me recusasse, ela ameaçava me deixar. Então eu deixava ela fazer o que queria... e, quer saber, eu comecei a gostar um pouquinho também. 

Depois de cada crescente ato de violência nós ficávamos mais próximos... até demos uns amassos uma vez, quando um corte profundo demais no braço me deu uma hemorragia. Estávamos tão, tão perto... 

Ela teve uma ideia. Ela disse que vinha pensando nisso a algum tempo... Sei que acha que isso é loucura, mas eu queria. Valia a pena. O que você não faria por amor? Estava finalmente dando certo. Eu a deixei fazer isso e... nós finalmente fizemos amor. Tudo parecia valer a pena. Todas as dores, sofrimentos, enrolações, sabotagens... Tudo estava valendo a pena. 

Eu me ajustei bem à minha vida sem minha mão esquerda, também. É surpreendente a quantidade de leis que existem para ajudar pessoas deficientes. 

Claro, tudo começou a decair depois daí. Sem minha mão esquerda, acabei perdendo um dos meus empregos. Ela me deixou de novo por um tempo, gritando, se sentindo insultada, que ela estava quase acabando a graduação. Eu prometi a ela que a amava, que eu faria qualquer coisa, e ela me pediu pra provar. 

Ela tirou meu braço esquerdo por completo dessa vez, amputou no ombro. A deixou tão excitada que criou um clima sexual entre nós por quase um mês. Melhor mês da minha vida, sem brincadeira. 

E então, você sabe como são as coisas... relacionamentos tem altos e baixos..., mas eu pensei “Já investi demais nisso pra desistir agora.” Eu tinha muito medo de perdê-la. Por ela eu daria até os olhos da cara. 

[riso] 

Não, mas, sério, eu tinha muito medo de perdê-la. Nossa união seria permanente. Eu sabia que ela cuidaria de mim, agora que eu tinha pensões por invalidez para dar pra ela. Mas eu não pude conter meus gritos quando ela costurou meus olhos. 

Era isso que os vizinhos estavam escutando quando chamaram a polícia. Aqueles imbecis... Eu tenho um relacionamento perfeito, do jeito que eu queria, e ela me ama, e eles tentaram arruinar tudo! 

Eu o encarei, estupefato. Eu sempre imaginei como ele havia ficado daquele jeito – cego, só o tronco, a cabeça e a boca – mas a verdadeira história estava além da minha compreensão. 

Isso... isso era insanidade. Era claro, chegava a ser tangível. Não apenas uma aflição, não apenas um desequilíbrio químico, mas a necessidade, o desejo humano indo longe demais... 

“Espera,” eu insisti, com o coração na boca. “Você nunca contou a ninguém que alguém fez isso com você... Qual o nome dela?” 

Sua expressão vazia se transformou num sorriso forçado. 

Eu me inclinei. “Vamos lá, ela te abandonou, ela precisa ser levada sob custodia e tratada. Ela é perigosa! Ela ainda pode machucar alguém! Por que protegê-la agora?” 

Ele começou a rir num tom irônico. “Ela não me abandonou...” 

Eu olhei para minha direita, pretendia pedir sugestões para a Mabel, mas ela estava desmaiada – com café escorrendo pela camisa. 

O ruído agudo que me avisou, meio segundo antes. Meu corpo pareceu reagir antes que eu tivesse tomado consciência da situação. Eu me virei e cai de costas com um único movimento, evitando as pinças com eletrodos que deveriam estar poucos centímetros atrás da minha cabeça. 

Claire veio na minha direção, então eu empurrei o carrinho de comida e a bandeja pra cima dela, fazendo-a derrubar as pinças carregadas. Ela caiu no chão, mas, mesmo assim, tentou vir na minha direção novamente. Por um fio, quase escapei. A empurrei de novo, com mais força. Cai no chão de forma desajeitada, enquanto a Claire tentava se jogar em mim, seu bisturi atravessado na minha mão esquerda. 

“Jesus Cristo!” Lembro de ter gritado, subitamente tomado por uma intensa onda de raiva e adrenalina. 

Possesso por um instinto de sobrevivência eu a empurrei contra a parede, com bisturi e tudo. Me afastei pra tomar impulso e atingi-la na cabeça, mas ela já estava apagada. Eu a amarrei, e fiz um curativo na minha mão. Felizmente, o bisturi estava bem afiado e não fez um estrago muito grande. 

Fui dar uma olhada na Mabel. Ela estava viva, mas drogada. O quarto estava um caos: destruído, cheio de sangue e equipamento médico espalhado. Deitado na cama, sem membros, cego, ele chorava perguntando pela sua Claire. 

Devo admitir, meu corpo estremeceu, eu não pude conter as lagrimas que desciam pelo meu rosto. Esgotado... eu não sabia mais o que pensar, o que fazer. Ela acabou de tentar me matar... Eu mal consigo imaginar o que ela teria feito com a Mabel e eu se tivesse conseguido drogar a nós dois e nos amarrar... 

O café. Ela drogou o café... e eu só o evitei por causa da história daquela garota... 

A hora seguinte foi um borrão. Eu acabei na sala do diretor médico. 

“Eu quero saber o que está acontecendo aqui!” Eu exigi, tomado pela raiva. “Como diabos deixamos isso passar? Como a Claire ficou na equipe por tanto tempo sem que ninguém percebesse? Até eu...” 

“O que?” O diretor perguntou, virando o rosto levemente. “Até você... o que?” 

“Eu vou chamar a polícia.” Respondi mudando de assunto. 

Ele subitamente levantou os lábios, formando um sorriso, e colocou o telefone mais próximo de mim. “Vá em frente.” 

Eu segurei o telefone. 

“Você não vai ligar para a polícia.” Ele continuou, “E quer saber como eu sei disso?” 

Houve um pequeno momento de silencio. 

“...Como?” Eu perguntei. 

Ele continuou quase imediatamente, praticamente interrompendo minha única palavra. “Porque você mesmo tem desenvolvido um comportamento obsessivo, como qualquer um dos nossos pacientes. 

Você fica a noite toda acordado lendo arquivos, você se sente convencido de que há um padrão ou uma conspiração e você está começando a levar histórias a sério sem nenhuma evidência.” 

Eu senti um nó no estomago. 

“A única diferença entre você e eles,” ele terminou calmamente, “é um rotulo. Uma palavra – louco – e depois de disso ninguém mais vai te levar a sério. Você nunca vai sair daqui.” 

Seus argumentos quase me pegaram... quase. “Isso é ridículo. Eu ainda tenho como provar que estou são.” 

Ele virou sua cadeira levemente, olhando para longe, contemplando. “Talvez. Você é bem esperto, devo admitir. Mas vamos para o outro ângulo: você liga para a polícia; eles fecham este lugar; todos nós perdemos nossos empregos e você jamais conseguirá trabalho na indústria médica novamente.” 

Eu dei um murro na mesa. “Eu não ligo pra isso!” 

Ele suspirou e parou de sorrir. “Eu acredito em você. Você é um homem de princípios. E você é esperto. Ao invés de te ameaçar, deixe-me esclarecer as coisas mais uma vez: se você fechar este lugar, você não terá mais nenhum acesso aos arquivou ou aos pacientes. Você jamais irá compreender esse padrão que lhe preocupa.” 

Vagarosamente tirei minha mão enfaixada de cima do telefone, puxando o fôlego com raiva. 

Seu sorriso cresceu. “Bom menino.” 

Eu o odiava com todas as forças, mas ele estava certo. Eu não estava pronto para abandonar estas pessoas, não sem saber o que está acontecendo. 

Algum tempo depois, eu fiquei olhando a solitária da Claire por uma janela. Era um sentimento surreal, ver alguém da nossa equipe numa camisa de força. 

Ela implorava do outro lado do vidro, prometendo me amar se eu a deixasse sair... Ela já havia percebido que eu a olhava, sabia que eu tinha interesse em algo. 

“Coisa estranha essa ‘insanidade’”, disse meu orientador. 

Mais velho que eu, mas não tão velho quanto o diretor médico. Ele era meu chefe, mas ao longo do tempo se tornou uma pessoa em quem soube que poderia confiar. 

“O que está acontecendo aqui?” Perguntei, me sentindo no meu limite. “Você tem visto algo? Notado, suspeitado?” 

Ele continuou a observar a janela da cela. “Eu sempre gostei de você, então vou te dar um conselho. Espero, de coração, que você o siga.” Ele disse, agora, olhando para mim. “O mundo tem quase oito bilhões de pessoas agora. Pela matemática da coisa, a matemática das anomalias, o número de... afetados... tende a crescer. Eles vão ficando cada vez mais perturbados e vão inventando novas e mais violentas maneiras de enlouquecer.” 

Ele começou a andar, e eu o segui. 

“Enquanto isso, os recursos vão se tornando mais escassos.” Continuou. “A quantidade de dinheiro que a sociedade está disposta a dedicar ao cuidado desses doentes só diminui. O número de doentes aumenta, o dinheiro para trata-los diminui... Vê o problema?” 

Estreitei os olhos, sem muita certeza, mas deixei-o continuar falando. 

“Agora, se eu fosse o inteligente encarregado disso... Bem, deixe eu colocar desse jeito: alguns pacientes são perigosos ou estão debilitados. Algun- De novo, puramente com base na matemática de uma distribuição aleatória. Os delírios de alguns pacientes são estáveis, equilibrados o suficiente para que sejam inofensivos... ou até, digamos... úteis. Nesse caso, eu o colocaria como responsável pelos outros.” 

Meu desconforto começou a transparecer. Meu orientador falou de uma maneira tão sinuosa, incerta, sombria até. “O que você quer dizer? Quer dizer que o diretor sabia que a Claire...?” 

Ele levantou a mão. “Não estou querendo dizer nada.” Ele começou a andar mais rápido, me deixando lá, parado. Ele parou uns 3 metros a minha frente, mas não se virou. “E é bastante possível - lembrando, levando em conta as probabilidades - que alguns pacientes possam desenvolver ilusões que, assim como o movimento aleatório das moléculas, poderiam acabar se tornando...” 

“Contagiosas?” perguntei, pensando num vírus. Que é modelado pela aleatoriedade, e por ela mesma torna-se potencialmente contagioso e mortal. 

“Apenas conjecturando.” Ele disse. “Apenas probabilidades. Mais pacientes, menos tratamentos, doenças cada vez piores... Estou apenas dizendo para tomar cuidado com a forma que você vê as histórias dos pacientes. Não há defesa contra uma ideia.” 

Eu o observei indo embora. Agora, estava ainda mais confuso, porém, certo de que algo muito ruim está acontecendo. 

Como um corpo deixado para apodrecer com vírus desconhecidos. Este hospital seria... o que? Uma contenção?... Ou... uma incubadora? De qualquer forma, já era hora de reconsiderar o quão longe eu queria levar essa investigação... 

Tradução Livre Por: Alicia 

Original: Asylum_Series, The Friend Zone

Essa postagem compartilhada foi feita pelo site Não Entre Aqui. Cliquem aqui e visitem o site, para não ficarem de fora de nenhuma novidade.


8 comentários:

  1. Problema dele é simples de resolver, apenas arrume outro emprego e da o fora

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  2. oi, eu escrevo algumas creeps, por onde posso mandar para darem uma olhada

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    1. Manda pelo Hotmail. Eles sempre pegam por lá. Se não souber como mandar, tem mostrando no YouTube

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  3. Bem provável q no final ele seja internado nessa manicômio ou seja dado como louco, muito boa a Creepypasta,e parabéns a equipe do site.
    Estou ansioso esperando a continuação

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  4. kkkk ele não malha pra pegar mulher kkkk gado demais

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  5. Ele é o paciente que foi encarregado de se responsabilizar pelos outros, entrando numa ilusão de que está são e é um profissional qualificado da instituição onde está "trabalhando".

    Essa é a minha teoria... nada confirmado até ver o final da série!

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