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Eu encontrei uma carta do meu eu de sete anos [Parte 1]

12 comentários
Eu estava fazendo uma faxina de verão noite passada quando tropecei em uma caixa velha que eu quase havia esquecido. Era uma caixa marrom e papelão simples, com "COISAS IMPORTANTES" escrito do lado na caligrafia da minha mãe. Eu era do tipo acumulador quando pequeno, então minha mãe tinha me dado a caixa para que eu colocasse qualquer coisa que fosse importante para mim lá dentro, e o resto teria que ser doado ou jogado fora. Quando eu fiquei mais velho e tinha mais coisas que queria guardar, eu trocava coisas para ganhar espaço, e o que sobrava era uma miscelânia de coisas que tinham sido vitalmente importantes por alguma razão. Fazia cerca de dez anos desde a última vez que abri a caixa, e enquanto vasculhava as recordações, encontrei lembranças da minha infância há muito esquecidas.

A maior parte era de brinquedos antigos que eu não brincava mais porque havia crescido, mas gostava demais para jogar fora ou doar, havia também fotos, boletins, trabalhos artísticos e assim por diante. Estava ficando tarde; o sol já estava se pondo, então decidi que talvez terminaria o dia vasculhando a caixa para ver do que poderia me livrar, mas principalmente para aproveitar a viagem ao passado vendo as memórias.

Entre as coisas dos anos 90, eu encontrei meu velho Tamagotchi, meu dragão dançarino do céu, algumas action figures de Star Wars e Street Sharks, e alguns Beanie Babies que eu não pude deixar de pesquisar e descobrir que eles ainda não valem absolutamente nada.

Enquanto eu passava pelos anos em camadas na caixa, encontrei dobrada ao lado uma pasta de papel pardo. Eu peguei e a abri, encontrando algumas fotos mal tiradas do meu cachorro, da minha família, de alguma lição da escola da qual eu estava particularmente orgulhoso, e entre essas coisas, uma única página branca escrita em lápis preto.

Peguei este papel para dar uma olhada melhor nele, e quanto mais eu examinava a página, procurando por um significado, mais eu me encontrava tomado por uma sensação incomum de desconforto. Não havia fotos nem nada - nada de robôs ou monstros - apenas linhas rabiscadas na minha caligrafia de criança.

Eis o que dizia:

Gott ist tot

Bog je mrtav

Gud er død

Dieu est mort

Tuhan telah mati

Ego istum necavi

Eu tenho uma foto aqui.

Eu não tenho ideia do que isso significa, mas como eu disse, fez eu me sentir estranho. Olhar para aquele papel me deu uma sensação nebulosa de recordação, como um Deja Vu, só que mais etéreo e distante - uma lembrança por trás de uma lembrança. Ao contrário de todas as outras fotos e projetos na caixa, não tenho nenhuma lembrança clara de ter feito isso. Parece minha caligrafia, e minha letra peculiar é consistente com o resto dos artigos que eu tinha da segunda série, mas eu não faço ideia de quando eu escrevi ou porquê eu mantive isso.

Eu não sei muito sobre linguagem, mas eu sei que há certos fatores de identificação que distinguem uma linguagem inventada do que seria essencialmente sopa de letrinhas, e algo sobre essas linhas me faz pensar que isso é mais do que letras aleatórias de uma criança de sete anos. Não tenho motivos para acreditar que isso signifique alguma coisa, e provavelmente não, mas parece que eu não consigo me livrar dessa sensação de mau pressentimento que tenho sempre que olho para esta página. É um sentimento carnal que eu não consigo descrever além de talvez a sensação que um cervo tem antes de fugir de um leão à espreita. Ele não sabe de fato que há perigo, mas apenas sente no ar e age antes de estar com o pescoço nas mandíbulas de um predados. É como me sinto agora - como se algo não estivesse certo, há algo no ar que eu não estou gostando. Talvez eu esteja apenas sendo paranóico, eu não sei, mas mais alguém teve uma sensação estranha olhando esta página? Verei se consigo descobrir o que diz nela, isso se ela diz algo de fato.



Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

12 comentários :

  1. Na carta: As 5 primeiras são: "Deus está morto" e a última é: "Eu o matei"

    Aí que fica a pergunta... Por que Cargas D'Água uma criança ia escrever isso em línguas que ela [talvez] nem conhece?

    Espero que haja atualização ;)

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    1. Talvez ele não tenha escrito. E se alguém escreveu pra ele?

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  2. Pode ser que ele tava posuido ele nao lembra que fez

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  3. Meus anjos,se ali ta escrito "PARTE 1" é pq obviamente tem continuação-_-
    Mas ali em relação a creepy, tá sendo legal, até empolgante.
    ➡ minha opinião.

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    1. Ela falou tomara que tenha continuação pq as vezes eles colocam as creepys e não colocam o resto

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  4. Legal, esperando a continuação

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  5. Nietzche em creepypasta? Olha... essa é nova...

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  6. A frase "Deus está morto" se repete, logo após:"Deus morreu" e no final:"Eu o matei". Isso realmente é algo estranho, afinal é uma criança de 7 anos. Será que foi escrito por ele?
    Continuem com a Creeppy, está interessante e envolvente. :)

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  7. A foto deu aquele ar de "fatos reais" e que o autor irá atualizando. Lembrei da série A História Sobre Ela Segurando Uma Laranja. Espero que o final não decepcione também.

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  8. Gosto qnd as creepy tem fts, fica mais real.
    Parece boa.

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