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Já ouviu falar de Síndrome de Münchhausen por procuração?

16 comentários
Minha doença começou quando eu tinha por volta dos 10 anos. Minha mãe me levou a incontáveis médicos, exagerando sintomas que eles não detectavam, até que encontrou um que lhe forneceu aquilo que tanto queria... uma criança doente para se tornar sua mais nova obsessão e propósito de vida. 

Depois que umas drogas prescritas me deixaram mais hiperativa e irritável, a merda ficou mais pesada até que fiquei sedada sete dias por semana. Isso durou desde o final do ensino fundamental até que me mudei aos 19 anos. Passe meus anos iniciais da vida como um zumbi apático que sucumbia a todos desejos de sua mãe. 

Assim como ela sempre sonhou. 

Minha mãe era uma mulher nervosa e insegura. Era incapaz de ficar sozinha e se casou cedo. Meu pai deu segurança financeira para ela. Mal conseguia sair de casa por causa da sua ansiedade generalizada, e precisava de alguém para cuidar. Viver uma vida entediante e confortável era tudo que sempre sonhara.

Não que a vagabunda algum dia ficaria confortável com qualquer aspecto da sua vida, exceto pela por sua pilha de dinheiro e pela simpatia que recebia dos frequentadores hipócritas da igreja. Ela não tinha amigos. Acho que isso temos em comum. Habilidades sociais depois de passar a adolescência inteira a base de tranquilizantes não é algo que acontece com facilidade.

Meu pai não era muito melhor. Abusivo emocionalmente e fisicamente... não tenho dúvidas porque escolheu ficar com mamãe. Dominante e controlador, ela era seu saco de pancada e eu era o bichinho do saco de pancada.

As vezes fico impressionada por estar vivendo uma vida normal e feliz depois da infância abusiva que tive. Claro, meu emprego como caixa não é nada impressionante, mas me deu a liberdade que eu precisava para sair da casa da minha mãe e do meu pai. Meu apartamento é uma bosta, mas pelo menos não dependo deles para pagar minhas contas. Não sobra dinheiro depois de pagar as contas, mas tudo bem. Não é como se eu fizesse alguma outra coisa além de trabalhar.  

Eu não preciso de muito, portanto que tenha meu marido Dan. 

Ele é, sem tirar nem por, a melhor coisa que já aconteceu comigo. A única pessoa que sou verdadeiramente próxima. Ele sabe tudo sobre minha história, meu histórico e aceita e acalenta completamente. 

Depois de ficar cercada de nada além de abusos por toda a vida, certamente não acho pouca coisa o fato de estar genuinamente amando. Sinto isso todos os dias quando acordo ao lado dele, e sou a mulher mais sortuda do mundo de poder chamá-lo de meu pelo resto da vida. 

Dan também é muito inteligente. Está a poucas cadeiras de se formar em psicologia, e planeja voltar para a faculdade em breve para terminar isso mais breve possível. Nos conhecemos no trabalho, mas ele não pretende trabalhar em um mercado pro resto da vida. Quer fazer doutorado, ajudar pessoas a não passar pelos tipos de abusos que eu passei. 

Ele irá mudar muitas vidas. Eu sei disso. 

Mesmo ainda não sendo um psicólogo oficialmente, é maravilhoso no que faz.

Ele me ajudou a trabalhar em cima de diversas memórias repreendidas. Sem Dan, eu jamais teria entendido por completo que minha mãe me drogar e criar uma doença imaginária para mim era uma forma de abuso, e que não era minha culpa. Agora que o coquetel de drogas foi mudado, meu cérebro está sempre fazendo novas conexões.

Me ajudou a entender que as cartas de suicídio que eu fiz quando tinha 8 anos não era grande coisa. Muitas crianças de 9 anos se cortam, e o incidente do esfaqueamento na quinta série foi levado a sério demais. Não é como se eu tivesse acertado algum órgão vital de mamãe. Definitivamente surtaram quando descobriram que eu havia matado o gato da vozinha, mas Dan diz que isso é um sinal de inteligencia avançada e que eu devia considerar ser médica ou algo do tipo. Ele acredita no meu potencial. 

Dan diz que minha ações eram um pedido de ajuda para fugir de meus pais abusivos. Eu não conseguia me lembrar dos abusos antes, mas com as técnicas de terapia de Dan, estou recuperando essas memórias. 

Agora, estou melhor. O melhor do que já estive em toda vida. 

Porque ficarei livre para sempre deles. Hoje a noite.

Dan acha que é a única forma para eu conseguir seguir com a minha vida plenamente. Mamãe, papai e eu não seremos capaz de sermos felizes se continuarmos a existir no mesmo mundo. Na verdade, estou fazendo um favor para eles.

Sou a única herdeira, e Dan e eu seremos multimilionários. Me ajudou a fazer um plano para que tudo parecesse um acidente e, como é um homem brilhante, eu confio nele. Vamos largar nossos empregos e viajar pelo mundo antes de nos estabelecermos em um bom lugar e criarmos uma família. Ele vai ser psicólogo e eu serei tudo que eu quiser ser. Disse que sua vida será dedicada em me fazer feliz.

Não podemos esperar muito mais. Farei 20 anos logo, e já prorroguei minha felicidade demais. 

Não consigo acreditar que Dan e eu só nos conhecemos faz três meses, realmente parece que é a vida toda. Fugimos ontem a noite, e Dan insistiu que precisamos assegurar minha liberdade hoje a noite. Se esperarmos mais tempo, nosso casamento pode ser intoxicado pela existência dos dois. 

Hora de ir, Dan está ficando ansioso e diz que precisa ser agora. Ele está certo, claro. Está sempre certo. Eu confio nele. Afinal de contas, ele me ama. 

FONTE

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

16 comentários :

  1. não sei se a história é muito simples a ponto de eu achar sem graça ou se é muito complexa e eu não saquei os pontos-chave.

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  2. A Síndrome de Münchhausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, sem que haja uma vantagem óbvia para tal atitude que não seja a de obter cuidados médicos e de enfermagem.

    No caso da creepy: por procuração (comumente chamada em inglês de "by proxy") é uma variante da doença em que, ao invés de provocar em si os sintomas, o portador causa ou simula a doença em outra pessoa, geralmente uma criança sob seus cuidados.

    aaaa

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  3. Eu não entendi um pouco direito... Quem é o "mal" dessa história?

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  4. Respostas
    1. Eu ia comentar isso, me lembrou muito mesmo, será que foi inspirado?

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  5. Tem um documentário que fala sobre um caso muito semelhante a esse "Mamãe morta e querida".
    No caso dessa creepy, parece que o Dan ta manipulando ela pra matar os seus pais e ficar com o dinheiro da herança né?

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  6. Huum pelo q entendi a mãe n era de toda errada em falar dos sintomas da filha, parece q era uma sociopatinha devido a convivência com o pai violento. Talvez a mãe quisesse proteger a garota. E o Dan ta manipulando ela querendo roubar a herança, bem provável q depois ele deixe a culpa recair nela pra aproveitar tudo só. Ou talvez ele só mate ela tbm mais tarde.

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    1. Talvez o psicopata seja esse Dan, tá usando ela pra chegar onde quer (ou só seja um fdp que quer dinheiro... mas eu não sei se alguém perfeitamente normal da cabeça continuaria sabendo que a menina quase matou a mãe com 8 anos e diz "que foi levado muito a sério")

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    2. Poise, ele com certeza é um fdp querendo se aproveitar

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    3. Pelo que entendi Dan está "implantando" memorias nela, além de falar que comportamentos violentos e suicidas são normais... provavelmente não existiu abuso. Dan é só um manipulador psicopata utilizando uma garota psicologicamente fragil para poder se tornar rico.

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  7. Achei muito ruim em todos os aspectos, não que pudesse fazer melhor, mas...

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  8. Olha, a creepy poderia ter sido melhor devido ao tema muito bem escolhido, essa doença eh mto interessante, mas ficou simplista de mais, nao traz nenhuma emoção ao ler, a tentativa falha de plot twist n deu certo, quer dizer foi inesperado q a garota seja um tipo de sociopata e seu namorado um psicopata, mas o modo em q isso entrou na historia foi mto ruim

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  9. Ruinzinha 😑 4/10.. achei mal aproveitado o tema

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  10. Eu sou estudante de psicologia, e , pelo olhar clínico, o dan não existe. Ele é um "psicólogo" que vê claros sintomas de sociopatia porém os oculta, então presume-se que com a mudança nos coquetéis da menina ela criou uma figura perfeita que justifica seus atos, inclusive essas memórias de pai e mãe abusivos são comuns em grande parte dos sociopatas

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