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Desafiei Meu Melhor Amigo a Arruinar Minha Vida (PARTE 1)

14 comentários
Meu nome é Zander, e meu melhor amigo está tentando arruinar minha vida. Começou insignificantemente, mas rapidamente ficou fora de controle.

Estou atualmente sentado dentro de uma igreja, usando o Wi-Fi daqui para postar essa história e, claro, aproveitando o ar condicionado. Estou postando essa história caso... Bem, no caso dele me encontrar e me matar em breve. É apenas uma questão de tempo agora, e quero que alguém saiba o que aconteceu antes de eu morrer.

Dois anos atrás, meu amigo David e eu estávamos sentados no sofá da minha casa completamente entediados. Mas não era um tédio temporário. Era um tédio em geral com a vida. Nós dois trabalhávamos em tempo integral no cinema local, conseguindo um salário mínimo limpando a sujeita de idiotas que não conseguiam colocar direito suas pipocas e  seus refrigerantes dentro da boca. Dois anos antes tínhamos nos formado no ensino médio e não tínhamos planos de cursar a faculdade.

A vida parecia vazia para nós. A faculdade não soava atraente, o trabalho era chato e o pouco tempo livre que tínhamos era gasto em videogames e no YouTube.   Ainda por cima. nós dois ainda vivíamos com nossos pais, o que tornava a paqueras um pouco constrangedoras. Olhando agora, tenho certeza de que estávamos sofrendo com uma leve depressão, acima de tudo.

Essas circunstâncias da vida se misturaram para criar a tempestade perfeita que agora tenho que chamar de minha realidade.

Enquanto estávamos sentados no sofá da casa dos meus pais, procurando algo para ver na TV, David me perguntou se eu estava entediado com a vida. Respondi no positivo, e ele suspirou.

“O ensino médio foi muito fácil porque sabíamos nossos propósito e nossos objetivos era pré-estabelecidos para nós. Faça o resumo de inglês. Termine o dever de matemática. Tenha notas decentes. Passe no exame de habilitação. Esteja em casa pelo toque de recolher. Consiga uma namorada. Agora que saímos do ensino médio, não há uma estrutura. Nossas vidas se tornaram sem sentido e estamos apenas flutuando no espaço sem objetivo ou propósito”.

"Você voltaria para o ensino médio, então?" Perguntei. Ele sacudiu a cabeça.

“Naquela época, o ensino médio era entediante. Só agora, olhando para trás, que vejo como era melhor do que achava ser. ”

"Qual a solução, então?" Perguntei.

“Ou vamos para algum lugar que tenha estrutura e possa nos dar o que a escola nos deu, ou criamos nossa própria estrutura”, respondeu David.

"Bem, eu não quero ir para a faculdade nem me alistar no exército", falei. “E não consigo pensar em nenhum outro lugar que forneça a mesma estrutura. Acho que tenho que fazer a minha própria, mas não tenho ideia de por onde começar."

“A verdade sobre o ensino médio era que exigia um esforço mínimo. Se você não desse o  seu mínimo de esforço, enfrentaria as consequências. As conseqüências eram ruins o suficiente para que você e eu fizéssemos um esforço na escola. Quando o ensino médio acabou, esse nível mínimo de esforço diminuiu. Agora nosso esforço mínimo não é suficiente para melhorar nós mesmos. Qualquer que seja a estrutura que construímos, essas consequências devem ser incorporadas e um esforço mínimo que nos faça melhorar constantemente. ”

David era, e é, uma pessoa muito intelectual. Pensa em tudo, se você já não percebeu. Eu era bem burro comparado a ele, mas sempre fiquei por perto porque ele sempre tinha coisas interessantes para dizer. Essa conversa definitivamente era classificada como interessante.

Não vou te entediar com toda a conversa que tivemos, mas durou mais de uma hora onde discutíamos como construir estruturas em nossas vidas.

Eu quero  deixar enfatizado aqui que o tédio é perigoso. Bem, não é perigoso por si só, mas pode levar a coisas perigosas rapidamente. O tédio pode levar à dor, bebês acidentais, tecnologia que destrói  monopólios e até a morte.

Nosso tédio levou a um desafio.

"Eu te desafio a tentar arruinar a minha vida", David disse.

"Como assim?" Perguntei.

“É uma maneira de construir estruturas na minha vida. Se eu sei que você está sempre tentando arruinar minha vida e ativamente tentando me fazer ser um fracasso, então serei obrigado a lutar e agir com iniciativas. ”

"Mas como eu poderia arruinar sua vida?", perguntei.

"Você poderia arruinar a vida de qualquer pessoa se pensar bem o suficiente, ter planejamento e ação", David disse, sorrindo. "Não vou te dar nenhuma ideia. Eu só quero que você tente arruinar a minha vida."

Me lembro de me recostar no sofá e pensar no que ele queria dizer com aquilo. Os primeiros pensamentos que me vieram à mente era fazê-lo tropeçar de vez em quando, ou esconder sua escova de dentes toda vez que eu fosse na sua casa. Minha mente jovem não entendia totalmente o quão sério David estava tratando aquele desafio. Sua mente estava correndo três vezes mais que a minha, então eu não sabia no que estava me metendo quando disse: "Tá, eu vou tentar arruinar sua vida. Mas eu te desafio a tentar arruinar a minha vida também."

Sorriu com um novo entusiasmo e eu sorri de volta. Eu esperava que fosse uma ótima maneira de aliviar nosso tédio com a vida. David se levantou e me deu um soco na perna o mais forte que pôde. Gritei, principalmente de surpresa. Ele apenas riu.

"O desafio começa agora", falou, pegando seus sapatos. "Nós não somos mais amigos, somos inimigos." Abriu a porta da frente e olhou por cima do ombro. "Boa sorte", falou. "Espero que você se esforce ainda mais do que eu."

Depois que ele saiu, apenas fiquei lá esfregando minha coxa dolorida. , pensei, se ele quer guerra, vai ter guerra.

Naquela noite, fiquei acordado tentando pensar em maneiras de tornar sua vida mais difícil. Minhas idéias eram todas absurdamente infantis e inúteis em comparação com o que ele mais tarde jogaria para cima de mim. Tenho vergonha de listar minhas idéias daquela época.

Eu gostaria de poder dizer que me lembro do dia em que David se voltou contra mim de verdade. Mas foi tão sutil que não notei imediatamente. Na minha frente, David agia completamente normal.

Enquanto estávamos no trabalho, eu jogava pipoca em uma sala que acabara de limpar e colocava a culpa nele. Ele apenas ria e dizia: “Isso deveria arruinar minha vida?” Então ia lá e limpava tudo. Eu esperava que ele fizesse o mesmo comigo, mas não fez. Sua falta de retaliação visível me deixou entediado novamente, então parei. Olhando para trás, suspeito que nas minhas costas ele estava sabotando minha imagem com nossos outros colegas de trabalho e com nosso chefe.

Do nada, meu chefe me chamou em seu escritório e me disse que eu tinha sido demitido por não estar fazendo um bom trabalho. David demonstrou estar triste  que eu estava saindo e prometeu que logo sairíamos juntos novamente.

Fui embora, pensando que poderia fazer daquilo algo bom e conseguir um emprego de verdade. Esse sonho morreu e acabei parando no McDonald's.

Depois de estar  trabalhando no McDonalds por um mês, meus pais me confrontaram. Perguntaram se eu estava roubando dinheiro de suas carteiras. Eu nunca roubei um centavo deles e foi o que respondi. Eles recuaram, mas apenas por uma semana, até que o cartão de débito da minha mãe desapareceu.

Me confrontaram novamente, desta vez com muita raiva. Me acusaram de roubar centenas de dólares usando o cartão de débito da minha mãe. Eu não tenho irmãos, então não podia ser mais ninguém na casa. Se transformou em uma luta de gritos e exigiram que eu saísse  de casa o mais rápido possível. Com minha pequena reserva de poupança, encontrei um apartamento perto da faculdade comunitária local que abrigava estudantes universitários. O aluguel era acessível o suficiente para mim, então me mudei no mesmo mês.

Me mudei e fiquei amigo de dois dos meus companheiros de quarto imediatamente, Clark e Ivan. Nosso outro colega de quarto, Isaac, ficava mais em seu quarto jogando videogames 24/7, meio isolado. Minha vida vida melhorou novamente porque eu saía com Clark e Ivan com frequência.

David e eu paramos de nos ver depois que fui demitido do cinema. Eu não tinha me esquecido dele, mas tinha me esquecido do desafio. De vez em quando, mandava uma mensagem para ele no Facebook ou um SMS para perguntar se queria sair, mas minhas mensagens eram sempre ignoradas. Eventualmente desisti.

Dentro de seis meses, minha vida estava ótima. Estava namorando uma garota chamada Katie, fui promovido a instrutor no McDonald’s, o salário era melhor, e minha conta bancária crescia lentamente.

Só reconheço isso como um feito de David quando olho para trás, mas uma quantidade obscena correspondência começou a aparecer no meu nome todos os dias. Revistas, ofertas de cartão de crédito, propostas de viagem e até mesmo cartas físicas de pessoas reais que diziam estar entusiasmadas de começar a trocar cartas comigo. Classificava-os todos os dias tentando encontrar algum padrão. Clark e Ivan achavam hilário. Quando chegava em casa tarde do trabalho,  às vezes eles atiravam a correspondência para cima como se fossem confetes quando eu entrava pela porta, comemorando que o Rei das Cartas tinha chego em casa.

Um dia, lembro de estar cansado de receber todas aquelas cartas e decidi me sentar, ligar para todas as assinaturas e cancelar. Recrutei Clark e Ivan para me ajudar, e em uma tarde nos sentamos com um monte de porcarias para comer e começamos a ligar para todos. 

Em poucos dias, a maré do correspondência diminuiu e comemoramos nossos esforços. Isso durou apenas uma semana.

Na semana seguinte, voltou com força total. Havia o dobro do que antes, e até algumas revistas pornográficas no meio. E não apenas minhas correspondências físicas aumentaram, mas meu e-mail tornou-se inútil com todas as novas mensagens de spam que apareceram. O Google ainda filtrava muitos como spam, mas ainda havia centenas de e-mails que conseguiam passar para a minha caixa de entrada. Meu e-mail tinha sido inscrito em sites dos quais nunca ouvira falar.

Clark e Ivan ficaram impressionados com a nova onda de correspondências inúteis. O evento foi apelidado de “A volta das Porcarias” e se tornou um grande quebra-gelo para Clark e Ivan me apresentarem a outras pessoas em festas.

Um dia eu estava navegando na seção "pessoas que você pode conhecer" do Facebook quando me deparei com o perfil de alguém que tinha minha foto, mas com um nome diferente. A conta estava aberta para qualquer pessoa ver e tinha muitas postagens com pornografia, atualizações de status cheias de palavrões e elogios a Hitler. Fiz uma careta quando cliquei em nas fotos. A maioria das fotos eram as mesmas da minha conta do Facebook, mas havia algumas fotos minhas que não estavam na minha conta ou em qualquer outro lugar na internet. Lembre-se, nessa época eu não lembrava do meu desafio com David, então eu estava muito assustado.

Apertei o botão denunciar e deixei o Facebook saber que a conta era falsa e segui meu caminho.

Acho que três meses depois foi quando mais coisas começaram a acontecer. Katie e eu estamos ficando mais seriamente e discutimos sobre morarmos juntos. As correspondências ainda chegavam, mas comecei a simplesmente jogar fora. Ivan se mudou para ir  para uma universidade de verdade, então um novo colega de quarto, Jackson, veio morar com a gente. Clark e eu tentamos fazer amizade com Jackson, mas ele era parecido com Isaac e se trancava em seu quarto a maior parte do tempo.

Um novo jogo tinha ficado disponível para pré-venda, então mandei um e-mail para reservar uma cópia. Quando tentei fazer login no meu e-mail para verificar se o código de reserva estava lá, não consegui fazer entrar. Pressionei "Esqueci a senha" e perguntei se queria usar meu número de telefone para redefinir a senha. Cliquei no sim e esperei meu telefone acender. Isso nunca aconteceu. Apertei o botão mais três vezes, mas nenhum a mensagem de texto chegou. Tentei senhas antigas que costumava usar, mas nenhuma funcionava. Franzi o cenho, mas acabei apenas desligando o computador. Tentaria novamente em um dia diferente.

Me sentei no sofá e abri o Facebook no meu celular. Um pop-up apareceu. Dizia "você foi desconectado". Então voltou para a tela de login. Achei ter apertado  acidentalmente o botão de deslogar, então digitei meu e-mail e senha. Não funcionou. Tentei novamente, mas ainda dizia que a senha estava incorreta.

Meu celular tocou na minha mão. Katie estava ligando. Atendi e imediatamente fiquei preocupado. Ela estava soluçando.

"Katie?" 

"Você covarde", ela cuspiu. "Você não pode simplesmente me mandar aquele monte de merda no Facebook, não, você tem que pelo menos me falar com sua voz."

"Katie, do que você está falando?", Perguntei.

“Não se faça de idiota. Fale!"

"Falar o quê?"

“Você fala pelo Facebook que está terminando comigo, mas quando te ligo, você nega tudo? O que diabos você está tentando fazer, Zander?” Katie sibilou.

“Katie, meu Facebook foi hackeado! Eu estava literalmente tentando entrar quando você ligou. Você está em casa? Estou chegando. Nós não terminamos, estamos longe de nos separar, meu amor."

Demorei um tempo para convencer a Katie de que não tinha sido eu, mas ela cedeu quando mostrei a ela que não conseguia fazer login. Procurei no Google como recuperar minha conta do Facebook e entrar em contato com o centro de ajuda deles. Felizmente, conseguiram me colocar de volta na minha conta. Muitos links para sites pornográficos foram postados em toda a minha página por quem tinha roubado minha conta, então perdi muito tempo apagando todos eles. Também passei um tempo respondendo a membros da família que perguntavam sobre o “conteúdo estranho” que eu vinha postando. Constrangedor.

Katie também descobriu através das outras redes sociais que meu Twitter e Instagram também tinham sido hackeados. As contas estavam postando centenas de mensagens e fotos grosseiras. Esses dois foram um pouco mais difíceis, mas acabei recuperando também. Arrumar meu e-mail levou alguns dias, mas consegui. 

Não querendo passar por aquela experiencia de novo, fiz minhas senhas em longas sequências de números, letras e símbolos. Cada conta tinha uma senha diferente. Para quem já fez isso, você sabe como é impossível memorizar essas senhas. Eu escrevi em uma folha de papel e coloquei na minha gaveta. Não pretendia ser hackeado novamente.

Estou lhe contando onde coloquei o papel para que entenda como fiquei apavorado quando o Facebook me sinalizou de novo na semana seguinte. Verifiquei minhas outras contas. Bloqueado novamente. Mandei uma mensagem de texto para avisá-la e liguei para a central de ajuda do Facebook novamente. Eles me deram acesso a minha conta e me deram o mesmo aviso de fazer uma senha longa. 

Quando expliquei o tipo de precauções que eu havia tomado da última vez, sugeriram que procurasse por algum vírus no meu computador, caso houvesse um keylogger coletando todas as informações que eu digitava.

Liguei para um centro de reparos de computadores e perguntei o que precisava fazer para que meu computador fosse checado. Eles me pediram para levar lá e dariam uma olhada. 


Eu tinha um computador de mesa, então "levar lá" exigia muita desconexão de cabos. Quando me sentei atrás do computador para desligar tudo, encontrei um minúsculo pendrive que nunca havia visto antes. Franzi o cenho e tentei localizar seu conteúdo no computador. O computador disse que não havia um USB conectado.

O técnico confirmou que o pendrive era um keylogger. Perguntou se meu computador já esteve em qualquer lugar que alguém pudesse ir lá e usá-lo. Falei que não e ele disse que não tinha ideia de como poderia ter parado lá. 

Não me cobrou nada, apenas me avisou para ficar de olho no meu computador.

Mudei todas as minhas senhas novamente, passando por todo quele processo para recuperar minhas contas.

Alguns dias depois, recebi três, sim, três contas de cartão de crédito pelo correio. Eu ainda tinha o hábito de folhear o lixo eletrônico para o caso de haver algo super importante. Fico feliz que o fiz, porque talvez nunca tivesse descoberto os cartões de crédito que estavam registrados no meu nome.

Liguei para as empresas de cartão de crédito para informá-los de que tinham cometido um engano. Eu nunca tinha pedido um cartão de crédito. Meus pais tinham falado tão mal sobre os hábitos de tê-los que eu nunca cheguei a fazer um para mim.

Uma rápida pesquisa no Google me disse o que fazer a seguir. Eu liguei para a Equifax, que é uma empresa que calcula sua pontuação de crédito e diz aos credores que não há problema em você abrir uma conta de crédito. Coloquei um alerta de fraude de 90 dias no meu crédito. Eles disseram que me ligariam se alguém tentasse abrir uma conta de crédito em meu nome.

O cara da Equifax fez a gentileza de me dizer o que eu precisava fazer em seguida. Me pediu para ver o meu relatório de crédito pela internet. Se eu visse quaisquer contas que não reconhecesse, deveria anotar e fazer uma queixa à Comissão Federal do Comércio explicando a situação. Depois disso, tinha arquivar uma cópia disso com a polícia e fazer um boletim de ocorrência. Então tive que pegar esses dois relatórios e ligar para cada uma das empresas de crédito que haviam emitido crédito no meu nome e começar o processo de disputa. Imediatamente me senti muito desanimado com a quantidade de esforço que isso exigiria. Parecia loucura ser obrigado a seguir todos esses passos só porque eu era vítima de roubo de identidade. Desgraça.

Clark ficou horrorizado com o que havia acontecido e até verificou para sua pontuação de crédito. Ficou aliviado quando viu que não tinha nada. Fiz Katie verificar o dela também, só pra ter certeza. Também estava limpo.

Quando descobri as contas, liguei para os meus pais para perguntar se tinham aberto alguma conta em meu nome. Se esse fosse o caso, pelo menos saberia quem era o culpado. Me disseram que não haviam aberto nenhuma conta e eu os avisei sobre meus problemas. Eles prometeram verificar suas pontuações de crédito.

Duas semanas depois que liguei para eles, meu pai ligou. Eles encontraram quinze contas fraudulentas nos nomes deles. Mas que porra era aquela? Dei os passos que precisavam fazer, e falaram que estavam muito agradecidos pelo meu aviso.

Sei que isso é meio chato de ler, mas quero que vocês percebam a loucura dolorosa que foi consertar toda essa merda. Sério, deem uma conferida nos créditos de vocês antes que tenham que passar por tudo que eu passei.

Pedi contas detalhadas das empresas de cartão de crédito que haviam emitido as contas fraudulentas e essas foram enviadas para mim. As contas estavam cheias de compras online. Tinham sido abertas há quase um ano e, nesse período, o ladrão gastou  cerca de 62 mil dólares juntando todas as contas fraudulentas. Fiquei muito chateado que em um ano inteiro, não tinha verificado contas de cartões de crédito que chegavam pelo correio. Eu devo ter jogado tudo fora junto das montanhas correspondências inúteis. Agora entendo que as montanhas de correspondências inúteis foram deliberadamente calculadas para que as contas se misturassem e esperançosamente fossem jogadas fora.

As primeiras compras tinham sido foram de lojas tipo Target, Walmart, etc. Mas quanto mais eu procurava, mais eu achava. Uma palavra se destacou entre tantas: Bitcoin. Eu tinha aprendido um pouco sobre isso em matérias que vi meu feed do Facebook, já que eu tinha alguns amigos do ensino médio que o diziam ser a próxima moeda oficial do mundo. De acordo com os extratos do cartão de crédito, vários milhares de dólares haviam sido trocados por bitcoins.

Comecei pesquisando sobre os bitcoin e tentando descobrir o que era e por que um ladrão de identidade iria querer aquilo. Para simplificar a explicação, o bitcoin permitia que meu ladrão fizesse compras online completamente anônimas. Era como se ele tivesse ido a um caixa eletrônico e esvaziado todos os cartões de crédito só que em dinheiro. Eu não achava que as empresas de cartão de crédito receberiam seu dinheiro de volta.

David agora tinha um monte de dinheiro que poderia usar para arruinar a minha vida. Eu não sabia, obviamente, que na época ele era responsável por tudo isso, mas agora eu sei.

Pessoal, roubo de identidade é um crime sério e é muitíssimo prejudicial para todos na economia. E enquanto esse roubo tinha sido ruim, minha vida estava  prestes a ficar muito pior.

É tudo que tenho tempo para escrever por agora. Tenho que ir e cuidar de uns problemas fodidos. Vou escrever de novo assim que puder.

Meu nome é Zander e meu melhor amigo está tentando arruinar minha vida.




Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

14 comentários :

  1. hehe, post fresquinho da madrugada, nada melhor que isso

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  2. Li em inglês e esta creepy é MUITO boa!! Uma das melhores mesmo, me prendeu do inicio ao fim

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  3. Outra creepy promissora. Parabéns, muito bem escolhida.

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  4. Uau, eu tô adorando. Ansiosa pelas próximas partes. Me prendeu muito, mesmo estando ainda na ressaca do "jogo da direita e da esquerda"

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  5. Incrível!
    Ansioso para a parte 2

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  6. Final surpreendente com gosto de quero mais

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  7. Gostei. Bem melhor do que esquerda ou direita kkkkk

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  8. Aposta dos dois não tem pé nem cabeça, vamos ver o que acontece né

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    Respostas
    1. Né, que dia que o melhor amigo do outro vai apostar isso, pelo menos pra mim é estranho

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