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*** ISSO NÃO É UM TESTE *** Registro 3 [Parte 2]

13 comentários


Levei um tempo para processar o que vi. 1 arma, 6 balas, 1 cachorro, e uma instrução intransponível. Eu não podia fazer aquilo, matar a porra de um cachorro? Que tipo de pessoa isso me faria? Se eu matar o cachorro, todos irão me odiar, minha história deixará de ter algum interesse, e ninguém vai se importar com o que acontece comigo aqui, mas se eu não matar, preciso lidar com as consequências. Mas não matei. Coloquei a arma na minha cintura e levei o Bumper para cima. Eu não sou um monstro, e não planejo me tornar um. 5 semanas e 5 dias se passaram, 12 semanas e 2 dias restantes. Merda...

Na manhã seguinte, acordei com Bumper latindo. Levei alguns segundos para descer as escadas, não sou o que você chamaria de pessoa matutina. O que encontrei foi aterrorizante e perturbador. Um manequim, um dos manequins que desmembrei no porão, em pé no meio da minha sala de estar. Havia uma nota nele... dizia: Você deveria ter matado o cachorro. Havia duas explicações: Um: Alguém veio até minha casa, remontou o manequim e o trouxe para cima para me assustar. Dois: O manequim se montou sozinho, e subiu as escadas para encontrar meu cachorro. Eu decidi excluir a última, pois é impossível, e fui com a primeira. Então eles estão vindo para minha casa, independente da regra de duas semanas. Eu poderia usar isso a meu favor. Eles querem que eu mate um cachorro? Irei descobrir o porquê.

Levei o manequim de volta para o porão e coloquei o resto junto. Passei as duas horas seguintes brincando com os disjuntores no porão. Eu descobri como cortar a energia a qualquer momento que eu quisesse, então o fiz. Desliguei a energia por volta das 21:30 na naquela noite, trouxe toda a comida e água que tinha sobrado, trouxe o Bumper para o porão, e sentamos, esperando. Alguém viria, ou para me trazer mais suprimentos, ou para ligar os disjuntores, alguém viria. Eu estava pronto... Pelo menos pensei que estava.

Meu relógio dizia ser 3:47 quando eu ouvi a porta destrancar. Passos acima de mim... Salto alto? A porta do porão se abriu, e uma luz apontou em minha direção. Só pude ver pés por alguns segundos, eram pés de uma mulher. Ela desceu e pude vê-la através dos manequins... Era a mulher com os olhos bonitos. Ela caminhou pelo porão, olhando através dos manequins. Ela finalmente achou os disjuntores, e religou a energia, foi aí que fiz meu movimento.

Eu a peguei por trás e coloquei a arma em sua cabeça. Essa foi nossa conversa:

"Você sabe que cortar a energia não significa que não o vemos, né?" disse a mulher. Eu respondi de uma maneira mais séria ainda. "Eu irei falar claro, e conciso, para que você não me entenda mal. Eu não vou matar o cachorro, e eu não vou te matar. Não sou um homem violento, só quero respostas."
"Você poderia ter apertado o botão vermelho, você se lembra do botão vermelho?" Ela falava comigo como se eu fosse uma criança, eu não sou uma criança. "Eu não terminei aqui, vou continuar fazendo seu experimento, só quero algumas respostas.  Que tal subirmos, sentarmos um pouco e esclarecermos as coisas?" Eu poderia dizer que ela queria de fato subir, pois não hesitou em começar a andar.

Nós chegamos na sala de estar, onde ela se sentou na minha frente. Era uma situação bem parecida com a da sala de espera, a diferença aqui é que eu tinha uma arma. Nossa conversa não chegou a lugar nenhum, ela não respondeu a nenhuma de minhas perguntas. Ela foi treinada para esse tipo de situação. Mantinha se esquivando das minhas perguntas, pedindo mais, aquilo me dava nos nervos. Ela estava ganhando tempo, para o que viria a seguir.

Cerca de 20 minutos em nossa conversa, ouvi aquele zumbido alto novamente. A porta. Eu peguei a mulher e coloquei a arma em sua cabeça de novo. "Faça o que eu digo, e você pode ir embora. Fique na minha frente, destranque a porta da frente, e não diga uma palavra. por favor... Eu não quero que ninguém se machuque." Ela virou sua cabeça em minha direção e sussurrou: "Você deveria ter matado o maldito cachorro." Então destrancou a porta e pela primeira vez em quase 6 semanas, eu saí da casa.

Nós ficamos na varanda enquanto o Dr. Isaías Philips e dez homens de terno atravessavam a grande porta de metal no final da rua. Os homens de terno tinham armas, armas grandes, maiores que as minhas. Eu posso dizer com certeza, que este foi o momento mais assustador de toda a minha vida. Isaías era o líder do grupo, ele parecia calmo, impertubável. Ele ficou cerca de 5 metros na minha frente quando começou a falar. "Olá, Edward. As coisas parecem ter saído um pouco do controle, não acha?"
Eu tinha tanta raiva nas minhas palavras, não conseguia controlar. "Você queria que eu matasse um cachorro, cara... a porra de um cachorro. Você é doente!" Não pude me conter. Eu queria saber o que diabos estava acontecendo. Isaías continuou, "Não, Edward... Você é o doente. Eu saberia, sou um médico." Suas palavras eram como facas furando meu peito. "Um médico de quê?" Eu gritei com ele. "Medicina, psiquiatria, sociologia, você nomeia, eu sou. Por que você acha que está aqui?"

Comecei a olhar em volta, pude ver Peter na janela de sua casa nos observando. Ele se virou e pegou algo. Um pano? Um cobertor? Não, o lençol da cama. Tinha algo escrito nele. Eu não consegui ler até que ele abriu por completo na janela... Isso não é um teste... Eu me virei para Isaías, que também estava olhando para o Peter. A próxima coisa que vi, era um tiro, e então o cobertor de Peter não estava mais lá, substituído por sangue na janela quebrada. Olhei de volta para Isaías, que parecia não se importar. Me lembrei de respirar depois do que pareceu uma eternidade. Finalmente juntei os nervos para falar: "Você o matou..." Isaías disse algo depois daquilo que me pegou, fez minha pele arrepiar, e minha respiração pesar. Ele disse, "Não, Sr. Hogan, você o matou. Você deveria ter matado o cachorro. Em vez disso, criou este plano elaborado para cortar a energia, sequestrar a Srta. Kittridge, colocar uma arma em sua cabeça, e por fim, isso levo à morte do Sr. Dodd." Ele está mentindo... Mas continuou. "Você pode colocar a culpa em nós, mas não somos os responsáveis por isso." Eu disse três palavras. Três palavras que matariam outra pessoa, e que me colocaram onde estou agora.

"Vá se foder."

Eu levantei minha arma na direção dele. Eu estava bravo, eu estava tão bravo. Eu não estava pensando, eu não conseguia... mas levantei. Um dos homens de Isaías deu três tiros na mulher de olhos bonitos, Srta. Kittridge. Seu sangue espirrou em meu rosto e eu ainda não o limpei. Após isso, aquele mesmo homem me deu uma coronhada com seu rifle. Não me lembro de nada depois daquilo. Acordei algumas horas atrás no porão, cercado por comida, água, livros e filmes para as próximas duas semanas. Havia uma lista de instruções também. Não consegui achar Bumper em nenhum lugar, então li as instruções. Um: Você deveria ter matado o cachorro. Dois: Abra o baú no porão. Então eu o fiz. Eu sinto muito. Eu não queria que nada disso acontecesse. Ele era um bom cachorro...

ESTE É O FIM DO REGISTRO 3



Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!


13 comentários :

  1. Quando vai sair a proxima a historia ta de mais

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  2. Tomara que nao seja chata que nem o jogo da esquerda direita

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    1. Se o jogo da esquerda/direita é chato, então não sei mais o que é bom

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    2. Por que ela é chata?se quer criticar algo seja mais claro

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    3. Porra a melhor creepy atual, tu n está é bem. Kkkkkk

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    4. A melhor série dos últimos tempos... Você deve ter e preguiça de ler isso sim, pois a partes são extensas.

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  3. esse isaias ta tirando man vamo acaba com ele

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  4. Cobaia de um experimento bizarro. Clássico.

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  5. ah :<

    sei lá :<

    meio viage essa parte kkkj

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  6. o clima de mistério já foi embora depois dessas demonstrações de filha da putagem

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  7. Minha primeira vez aqui, Mas já gostei!!! O conto achei incrivel! já estou fã da página! Aguardo o próximo capitulo! Abraço;)

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