Postagens Semanais

Segunda-Feira
Francis Divina

Terça-Feira
Gabriel Azevedo

Quarta-Feira
Francis Divina

Quinta-Feira
Gabriel Azevedo

Sexta-Feira
Talisson Bruce

Sábado
==========

Domingo
==========

Desafiei Meu Melhor Amigo a Arruinar Minha Vida (PARTE 4)

12 comentários
Parte 1

Parte 2

Parte 3


Olá a todos,

Estive explorando hoje. Nova cidade, novos layouts para aprender. Estou ficando bom em memorizar cidades. Obrigado a todos pelo apoio e sugestões. Novamente, estes são todos eventos passados. Mas estou levando suas ideias em consideração para como revidar aqui, no presente. Alguns de vocês se ofereceram para ajudar de outras maneiras, e eu agradeço, mas esta é minha luta. Eu arruinei tantas outras vidas envolvendo outras pessoas... Não, eu irei arruinar a vida de David, mesmo que eu morra tentando.

Além disso, olhei para trás e percebi que esqueci alguma coisa, mas agora esqueci o que era. Então me perdoe se eu fizer uma correção na próxima parte.

Outra coisa, eu tento falar com o maior número de pessoas possível nos comentários, a menos que minha resposta contenha spoilers. Mas eventos "ao vivo" me forçaram a limitar essa interação por causa do tempo e do grande número de vocês. Me perdoem.

Agora vou continuar.

Liguei para a mãe de Clark imediatamente. Eu tinha o número de telefone da casa deles porque no último Natal, Clark me convidou para jantar em sua casa pois meus pais e eu ainda estávamos brigando bastante. Ele já tinha ido pra casa enquanto eu tinha que trabalhar, então me deu o número do telefone para o caso de eu me perder e ele não não atender o celular.

Ela ficou arrasada e me fez um milhão de perguntas. Eu fiquei muito, MUITO desconfortável. Ela concordou em vir até aqui e pagar a fiança. Ela morava há algumas horas de distância, então disse que estaria aqui por volta das cinco da tarde. O país em que vivíamos não permitia pagamentos online via cartão de crédito, apenas dinheiro, então ela teria que vir até aqui pessoalmente.

No meio da ligação, perdi uma chamada de um número que não estava em meus contatos. Liguei de volta, e eles atenderam imediatamente.

"Oi, me ligaram nesse número?"

"Oi, é o Zander?"

"Sim... quem é?"

"Zander, eu sou a mãe da Katie. Seus pais me deram seu número."

Merda.

"Oi, não posso falar agora, estou com pressa e eu--"

Ela me cortou. "Você sabe da Katie? Ela não voltou pra casa ontem à noite. Sua mãe me deu seu número. Por favor me diga que ela está com você."

"Ela não está", eu disse. "Eu não tenho certeza onde ela está. Eu tenho que ir -- te ligo depois."

Desliguei o telefone. Eu não queria falar sobre Katie. Porque eu estava prestes a reportar seu desaparecimento.

Fui até a recepção.

"Eu estava falando com um oficial, então ele prendeu meu amigo e foi embora. Eu preciso falar com ele sobre meu outro caso se fraude de identidade."

"Qual o número do processo?" A senhora perguntou.

Um tempo depois, eu estava sentado em uma das salas de interrogação após pedir por uma reunião privada. Detetive Hernandez sentou-se no lado oposto de uma mesa de metal. Meus dois arquivos de caso estavam sobre a mesa à sua frente. Ele estava olhando para eles, tentando se familiarizar com a quebra no relatório. Havia um gravador entre nós. Ele pressionou um botão e a fita começou a rolar.

Ele declarou seu nome, meu nome, meus números de caso, a data e a hora.

"Certo, vá em frente", ele disse.

"Então, eu abri um boleti de ocorrência sobre roubo de identidade há um tempo e não tive retorno sobre isso."

"Pode levar um tempo para darem uma resposta", disse ele.

"Bem, agora há uma nova denúncia sobre uma invasão em meu apartamento. Eu estava falando com outro policial mais cedo e disse a ele que tenho um suspeito para ambos os crimes."

"Sim", o detetive disse, olhando para as pastas. Ele estava com os dois casos sobre a mesa. "David king, correto? Parece que foi escrito em seu arquivo."

"Sim, David King. Ele costumava ser um amigo meu, mas agora ele me odeia e tem me perseguido."

"O perseguindo como?"

"Recentemente, ele sequestrou minha namorada, Katie."

Aquilo o pegou de surpresa. Ele puxou uma caneta de seu bolso da frente.

"Quando foi isso?" Ele perguntou, se preparando para anotar.

"Noite passada. Quando fomos pichar sua casa. Ele nos perseguiu e me prendeu a uma mesa. Então ligou para alguém no telefone e mandou Katie falar comigo. Ouvi sua voz e ele alegou que havia a sequestrado para me motivar."

"Motivar você a que?" Perguntou Hernandez.

Contei à ele sobre a aposta. Então sobre todo o SPAM. Minhas contas online. A fraude do cartão de crédito. O crédito de meus pais comprometido. As janelas do meu carro. A invasão. Minha conta ser esvaziada. O incidente do grafite. A ligação de Katie. Proteger a conta bancária de Clark e suas contas online. E agora a prisão de Clark. Hernandez anotava tudo.

"Isso só continua aumentando", eu disse em derrota. Eu observava Hernandez cuidadosamente, tentando avaliar sua reação. Não sabia dizer em que ele acreditava.

"Preciso de mais detalhes sobre o telefonema", ele disse finalmente. "O que ela disse? O que você disse? O que você ouviu do outro lado?"

Nós conversamos sobre tudo por uma hora. Nada do que eu disse foi útil para encontrar Katie, Hernandez sentou-se depois que terminei.

"Zander, eu tenho que ser honesto. Isso tudo soa muito... solto. Eu não quero dizer os crimes em si, quero dizer as conexões que ligam David à todos esses crimes. Não há nada que possa ser feito sobre o roubo de identidade até que o departamento responsável termine a investigação. A invasão, as janelas quebradas, as contas hackeadas e o roubo na conta precisarão produzir sua própria evidência para provar que David cometeu cada um.

"Para você, isso é tudo uma só linha do tempo de eventos, mas para a lei, são crimes separados que devem ser tratados independentes de ações passadas", ele disse. Seu tom era razoável e preocupado.

"Eu acredito em você, mas não posso emitir um mandado de prisão sem uma testemunha ou uma evidência incontestável. Sua história é circunstancial. Mas eu acredito em você quando diz que estão conectadas."

Finalmente. Alguém acredita em mim.

"O que os especialistas disseram sobre a invasão?" Perguntei. "Eles disseram se encontraram digitais novas?"

"Todas as digitais encontradas pertenciam a cada um de vocês e algumas pessoas que moravam lá. De acordo com o arquivo, todos eles foram confirmados como moradores antigos."

"E a câmera do caixa eletrônico?"

"Isso é uma pena", ele disse, olhando através da pasta novamente. "Recebemos uma ligação do seu banco para registrar o relatório de fraude. Foi inteligente da sua parte consultar o banco para denunciar a fraude. Meu chefe fez disso prioridade e, já que era o mesmo nome, foi adicionado aos nossos registros sobre seu roubo de identidade. Eu pessoalmente trabalhei no seu caso. Uma vez que o recebi, liguei para a loja de conveniência em que o caixa eletrônico está. Eles me deram  a marca do caixa então pude pedir a gravação para a empresa. O problema é que, o caixa eletrônico não tem uma câmera."

"... O quê? Como pode um caixa eletrônico não ter uma câmera?"

"Nem todas as empresas têm. Alguns caixas eletrônicos não possuem uma câmera, e esse era um deles. Alguém acessou sua conta online pouco antes da transação no caixa eletrônico e transferiu todo o dinheiro da conta poupança para a conta corrente. Eles também aumentaram seu limite de saque para $5,000, acima dos $3,500 que você tinha em conta.  Normalmente, você pode sacar apenas $500 por dia.

"E as câmeras da loja?!" Eu praticamente gritei.

"Eu pedi pra eles me trazerem as filmagens. Eles disseram que estarão aqui hoje", disse Hernandez.

"Onde fica essa loja?" Perguntei. "Quero ver eu mesmo."

"Não", ele disse com firmeza. "Eu posso estar inclinado a acreditar em sua teoria, mas irei coletar as provas eu mesmo e o tribunal vai decidir. Você se mantenha limpo."

"Então vá lá agora, que droga!" Gritei. Ele se levantou devagar, sua mão indo em direção ao cinto automaticamente.

"Acalme-se", disse ele, olhando-me nos olhos.

"Eu não tenho dinheiro!" Gritei. "As janelas do meu carro estão destruídas e eu não posso consertá-las! Meu aluguel vai vencer e eu não terei como pagar! Não posso ir trabalhar em um carro que não consigo dirigir! Eu preciso do meu dinheiro de volta!"

Hernandez suspirou, se sentando novamente. Eu respirei fundo.

"Se David foi quem suas informações para cometer um fraude de cartão de crédito, por que ele roubaria apenas $3,500 de você?" Ele perguntou.

"Porque ele está decidido a arruinar minha vida", eu murmurei. "Esse é o desafio. Ele levou isso longe demais. Mais longe do que qualquer pessoa sã levaria. Ele é doente. Eu só quero que isso pare", eu disse. Chorei um pouco, e Hernandez me deixou sentar em silêncio por um minuto, com lágrimas rolando pelo meu rosto."

"E quanto à Katie?" Eu perguntei depois de um tempo.

"O sequestro será prioridade máxima. Este é um caso que há uma testemunha: você. Eu não irei trabalhar nele, mas alguém de um departamento diferente irá. O outro detetive irá querer te entrevistar hoje e começar.

"Vamos lá, então", eu disse, enxugando os olhos.

Hernandez saiu e voltou pouco depois com o detetive. Detetive White entrou e me interrogou com centenas de perguntas. Onde ela trabalhava? Quem eram seus amigos? Há quanto tempo estávamos juntos? Quando foi a última vez que a vi? Os pais dela sabem? Perguntas desse tipo.

Quando eu falei sobre David e o telefonema, ele se inclinou e me perguntou as mesmas perguntas sobre o que eu tinha ouvido, dito, e tudo o que podia me lembrar. Novamente, não me lembrei de nada útil.

"Precisarei trazer David para interrogatório", Detetive White disse. "Seu testemunho é decente, mas precisaremos de mais evidências para convicção. Não posso prendê-lo pois preciso de mais provas. Se nós o prendermos sem provas o suficiente, ele será liberado e não poderá ser julgado novamente."

"Você teve provas suficientes para prender Clark!" Eu gritei.

"Clark?" Ele perguntou.

"Eu estava falando com um policial que disse que David ligou e contou á vocês que Clark pichou sua casa. Tudo o que ele teve que fazer foi ligar, e então Clark foi preso!"

Detetive White pediu licença para descobrir mais sobre o que tinha acontecido. Ele voltou cinco minutos depois.

"David tem mais provas neste caso", o detetive disse. "Fotos do graffite, fotos de Clark chegando na casa, seu próprio testemunho sobre reconhecer Clark e um rosto machucado. A mão de Clark também está cortada, o que corrobora sua história. Percebemos isso quando o registramos. Este é o tipo de evidência que precisamos para condenar um sequestro. No momento temos o seu testemunho afirmando que você disse "alô" para katie no telefone e que David disse que havia a sequestrado. Precisamos de mais evidências para convencer um juri."

"Mas eu estava com Clark!" gritei.

"Nas fotos você não estava", disse ele.

"Então elas são falsas!"

"Um especialista irá analisá-las e determinar isso."

Sentei em minha cadeira, me sentindo derrotado. Detetive White me agradeceu pelo meu testemunho e saiu para contatar os pais de Katie.

Detetive Hernandez se sentou, me observando enquanto lágrimas surgiam em meus olhos novamente.

"Deixe-me pagar pelas janelas", disse ele.

"Não adianta, ele irá quebrá-las novamente no dia seguinte", eu disse com raiva.

"Ele quebrou mais de uma vez?"

"Toda vez que eu as conserto, elas são esmagadas novamente no dia seguinte."

"Acho que tenho uma ideia", disse ele. "Mas precisarei da aprovação do meu chefe."

Se você ainda não ouviu falar de armação no contexto de uma investigação policial, é uma defesa legal usada quando é possível provar que um policial induz um criminoso a cometer um crime que, de outra forma, não cometeria. Quando esta defesa é usada, há duas visões diferentes. Em alguns tribunais, se um réu usa esse recurso como defesa, a acusação tem que provar "além de uma dúvida razoável" que não armaram para o criminoso. Em outros tribunais, a defesa tem que provar de que foi armado. O estado em que eu estava exigia que a acusação fizesse a prova.

Hernandez reconheceu que seu plano poderia ser construído como uma armação, e ele me explicou enquanto andávamos em direção ao escritório de seu chefe. Ele me disse que já que David já havia estabelecido um padrão em quebrar minhas janelas, Hernandez poderia montar uma vigilância no carro e apenas esperar que David cometesse o crime que ia fazer de qualquer maneira. Já que eu tinha consertado minhas janelas duas vezes, e guardei os recibos, isso serviria como uma boa evidência de que o crime havia sido repetitivo.

A ideia me deixou esperançoso. Sentei-me do lado de fora do escritório de seu chefe enquanto ele entrava e apresentava sua ideia.

Quando ele saiu, me deu um sinal de positivo. David jamais saberia o que o atingiu.

Hernandez me levou até em casa, onde peguuei meu carro e o levei para uma oficina. Ele me seguiu até lá e pagou. Nós dirigimos para o meu trabalho no carro de Hernandez enquanto eles trabalhavam no meu.

Hernandez nos pagou um almoço e eu conversei com meu chefe. Contei a ele sobre minha conta bancária ter sido hackeada e que eu precisava cancelar o depósito direto. Felizmente, a folha de pagamento fecharia na semana seguinte, então eles poderia mudar a forma de pagamento até o próximo depósito.

Eu contei a ele sobre minha situação e Hernandez me apoiou. Ele concordou em pagar adiantado alguns dos meus salários com o dinheiro da loja até que o dia do pagamento chegasse, e eu o pagaria de volta. Agradeci profundamente por me ajudar e pedi desculpas por não ter ido trabalhar.

Saí com o estômago cheio, $355 e uma mente calma. Com alguma sorte, nós pegaríamos David hoje à noite.

Hernandez me levou de volta à oficina e peguei meu carro. Tentei pagar com o dinheiro que havia recebido, mas ele recusou, dizendo que eu poderia devolvê-lo depois que tudo estivesse resolvido. Ele me disse que estaria na minha casa mais tarde para começar a vigilância e para apenas estacionar meu carro na rua. O agradeci antes de nos separarmos.

Era cerca de 3 da tarde quando cheguei em casa. Estacionei meu carro a alguns quarteirões de distância e ao lado de outros carros para camuflagem. Eu não queria que David o encontrasse e quebrasse as janelas antes desta noite. A caminhada foi bem quente, e o ar condicionado me recebeu quando cheguei em casa.

"Com licença?" Alguém disse timidamente quando destranquei minha porta. Virei para trás. Havia uma mulher mais velha no corredor, provavelmente em seus 40 anos.

"Sim?" Respondi.

"Você mora nesse apartamento, imagino."

"Sim."

"Eu sou a Sra. Watson. Acredito que você e meu filhos são colegas de apartamento."

"Ah. Ah! Olá!" Eu disse, estendendo minha mão. "A senhora é a mãe de quem?"

"Isaac", ela respondeu. "Nós deveríamos ter saído do estado ontem para visitar a família, mas ele não apareceu."

Um calafrio percorreu minha espinha.

"Eu liguei milhares de vezes, mas ele não atendeu", ela continuou. Fiquei aqui tocando a campainha por um tempo, mas ninguém estava em casa. Posso bater na porta dele?"

Eu considerei pedir pra ela sair ou dizer que não estava confortável com ela entrando, mas sabia que aquilo seria suspeito. Eu sabia o  que iríamos encontrar.

Pedi para ela entrar, e imediatamente o cheiro tomou conta. Ela tentou ser educada e não me ofender, provavelmente pensando que nós éramos típicos garotos de faculdade que vivem como porcos. Então ela foi até o quarto de Isaac.

"Oh, Deus", ela murmurou. O cheiro deve ter sido horrível perto da porta. Estremeci, mas segui pelo corredor em sua direção.

Ela bateu. "Isaac?" Chamou. Nenhuma resposta, como eu esperava.

"Isaac, é a mamãe", ela disse. Eu acho que o cheiro a fez entrar em pânico pois ela bateu mais forte na porta.

"Isaac, abra a porta, por favor", ela implorou desesperadamente. Suspirei.

Delicadamente, a guiei para longe da porta e me preparei. Corri e me joguei na porta. Ela se inclinou, mas o trinco não se partiu. Tentei de novo. E de novo. Na quarta tentativa, a porta se abriu e eu entrei. O cheiro, puta merda. Eu não sei quantas vezes posso falar sobre isso até você entender.

Este foi um dos momentos em que eu vou lembrar de todos os detalhes para sempre.

O quarto de Isaac estava uma bagunça. Havia três estantes que costumavam ter toneladas de livros, mas as prateleiras estavam quebradas e os livros espalhados pelo quarto. Sua mesa tinha papéis espalhados e copos derrubados. A janela estava escura por causa de uma cortina usada para jogos. O grande computador gamer sob a mesa emitia um som e o monitor mostrou as estrelas se movendo em um protetor de tela.

Isaac estava na cama. Seu rosto estava pálido e desigual com linhas roxas. Seus braços e pernas estavam brancos e também machucados. Um fio de extensão se arrastava para fora da cama, o meio sendo enrolado em seu pescoço várias vezes. Algumas moscas aninhavam-se em seu corpo, voando para outro lugar ocasionalmente.

A Sra. Watson entrou no quarto e gritou. Eu apenas fiquei lá, olhando para o corpo dilapidado de Isaac.

David avançou para assassinato.

Chamei a polícia e tentei fazer a Sra. Watson sair do apartamento e preservar a cena do crime. Ela se recusou e se sentou ao lado da cama de Isaac, chorando. Ela estava com medo de tocá-lo.

A polícia veio imediatamente e levou a Sra. Watson e eu para fora do apartamento. As próximas horas foram um borrão de perguntas e policiais. Detetive Hernandez apareceu e inspecionou o local. Os especialistas carregavam câmeras e pastas cheias de equipamentos.

Depois de um tempo, eles começaram a levar alguns dos pertences de Isaac em sacos. Foi necessário duas pessoas para carregar seu computador. Me sentei no meio-fio nas proximidades, não sendo autorizado a sair pelo capitão que estava cuidando da cena.

Hernandez sentou-se ao meu lado.

"Eles arrombaram a porta do outro colega de apartamento. Todos os pertences dele estão lá, mas ele não está. Você sabe onde ele está?"

"Não", respondi. "Eu nunca conversei muito com ele."

"Você era próximo ao Isaac?" Ele perguntou.

"Não, mas ainda assim..."

"Eu sei."

"Você acha que David está atrás disso também?" Perguntou.

"Provavelmente", respondi, sentindo-me entorpecido.

"Nós ainda faremos a vigilância", ele me assegurou. "Não se preocupe. Eles irão analisar o corpo de Isaac e se encontrarem algo como uma amostra de pele que possamos ligar ao David, vamos pegá-lo. Nenhum criminoso é perfeito."

Hernandez me deixou sozinho e pensei na situação.

Então um carro estacionou nas proximidades. E dele saiu Clark com sua mãe. Levantei e corri até ele.

"Oh meu Deus, Clark, você está bem?" Perguntei.

"Estou bem", ele sorriu, calmamente. "Fiança paga. Foi 350 dólares, não foi tão ruim."

"Eu pensei que você disse que estaria aqui às 17h?" Perguntei à mãe de Clark. Nota, eu não me lembro da hora exata em que ela chegou lá, mas eu me lembro que ela chegou mais cedo do que o esperado. EU ia encontrá-los na estação.

"Eu posso ter ultrapassado alguns limites de velocidade", disse ela em um tom neutro.

"O que aconteceu?" O rosto de Clark ficou frio de repente quando ele viu os policiais perto da nossa porta.

"Isaac foi encontrado..." eu disse. "... em seu quarto." Eu não precisava especificar em que estado ele estava.

"PUTA MERDA", Clark engasgou, colocando as mãos nos joelhos. Ele começou a hiperventilar, e sua mãe preocupadamente colocou as mãos em suas costas.

"Clark, querido, vamos dar uma volta. Nós podemos pegar suas coisas mais tarde."

"Suas coisas?" Eu perguntei.

"Ele está se mudando", sua mãe disse bruscamente. "Ele me contou tudo sobre esse jogo doentio que seu amigo está jogando. Eu não acho muito engraçado."

"NÃO é engraçado!" Eu gritei. "Nunca foi! Esse filho da puta está tentando arruinar minha vida! NÃO. É. UM. JOGO."

Alguns policiais se viraram para me observar da sacada. Sua mandíbula se apertou e ela guiou seu filho para dentro do carro. Eles foram embora, e eu fiquei no meio da rua, vendo meu melhor amigo me deixar para lidar com David sozinho.








Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!


12 comentários :

  1. a história ta mais tem algumas erros ortográficas

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, pode me dizer quais os erros? Às vezes acaba passando despercebido.

      Excluir
    2. Bruce, o único que identifiquei está nesse parágrafo: "O sequestro será prioridade máxima. Este é um caso que há uma testemunha: você. Eu não irei trabalhar nele, mas alguém de um departamento diferente irá. O outro detetive irá querer te intrevistar hoje e começar."

      A palavra "intrevistar"

      Excluir
    3. Muito obrigado! Já foi corrigido.

      Excluir
  2. normalmente não comento em histórias, mas essa merece de tão boa <3
    são quantas partes?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado pelo comentário! Significa muito pra gente, de verdade.
      São 8 partes, e tem um Spin-off do ponto de vista do Clark que eu também postarei aqui.

      Excluir
  3. Puta que pariu, não leio uma história boa assim desde sei la... Mas pqp tá muito bom isso aí

    ResponderExcluir
  4. Simplesmente excelente! Cara, isso é mil vezes melhor que um livro de terror ou ficção! Já pensou em escrever um livro sobre essa história? Pq essa é uma das melhores histórias que eu já li! Continua pfv!

    ResponderExcluir