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Desaparecido

12 comentários
Não vejo meu marido faz semanas. Seus horários estão horríveis ultimamente; tem pego turnos de 12 e 13 horas. E isso nem incluiu o tempo que leva para chegar até o seu local de trabalho, que varia entre uma hora e meia até duas horas cada viagem. Quando chega em casa de noite, eu já estou dormindo, e quando o sol nasce já partiu. Seu chefe tem uma politica restrita de não permitir o uso de celulares no local de trabalho, então ele não pode me ligar durante o dia. No Natal passado, comprei para ele um fone de ouvido bluetooth para que pudéssemos conversar enquanto estivesse dirigindo, mas parou de funcionar mês passado. 

Sei que a culpa não é dele, mas sinto saudades. A vezes sinto-o escalando na cama, envolvendo seus braços em mim, e adormeço sabendo que estou segura em seu aperto. Ele já não está mais lá quando acordo, mas sempre deixa a luz da varanda acesa para eu saber que veio para casa. Hoje de manhã eu o ouvi se arrumando para o trabalho. Acordei e encontrei-o em cima de mim, gentilmente afastando alguns cabelos da minha testa. As luzes estavam apagadas, então tudo que pude ver foi sua silhueta. Se inclinou e meu beijou na têmpora. 

"Eu te amo," falei.

Ele respondeu com outro beijo em meu pescoço. "Em breve," sussurrou. Sei o que queria dizer. Em breve suas escalas voltariam ao normal, e poderíamos passar um tempo de verdade juntos novamente. E então se foi, e logo cai no sono de novo.

Quando acordei, tinha recebido uma mensagem dele, "Bom dia, linda. Mal posso esperar por hoje à noite!" Sorri. Ele sempre fora tão doce. Mandei um coraçãozinho de volta, e comecei a me arrumar para o trabalho. O dia passou normalmente. Recebi mais algumas mensagens do meu marido, a maioria dizia "Estou ansioso para hoje à noite!" Eu estava começando a ficar ansiosa também. Talvez fosse sair mais cedo e fossemos jantar juntos. Trabalhei durante o dia e depois fui direto para casa, um sorriso estampado no meu rosto.

Eu estava fazendo a janta quando ouvi uma batida na porta. Achei que fosse um vendedor ou algo de tipo, então abri para dizer que não estava interessada. Ao invés de encontrar um vendedor um uma escoteira vendendo biscoitos, eu estava encarando um policial alto e sério. 

"Boa noite, madame. Você é a Sra. Norrington?" 

"Sim. Posso ajudá-lo?" 

Ele mostrou seu distintivo. "Sou o oficial Markus. Posso entrar? É sobre seu marido." 

Meu coração começou a se acelerar, batendo contra minhas costelas. "Meu marido? Claro, entre!" Dei um passo para o lado e ele tirou seu chapéu ao entrar. "Aconteceu alguma coisa?" 

"Aonde podemos sentar para conversar?"

O guiei até a sala de estar. A TV ainda estava ligada, passando algum episódio de Modern Family. Desliguei e sentei em uma das poltronas. Oficial Markus sentou de frente para mim. 

"Sinto muito de ser quem te traz essa notícia," começou, enquanto eu mal respirava. "Encontramos o carro de seu marido, abandonado no acostamento da rodovia 95."

Minhas mãos, tremendo violentamente, cobriram minha boca. A rodovia 95 era a qual meu marido pegava todos os dias para ir para o trabalho. "Ele - ele não estava dentro?" Perguntei, minha voz abafada pelas mãos. 

"Não, senhora. Nós o encontramos cerca de 200 metros à frente. Suas chaves, carteira e telefone mão estavam com ele nem no carro. Sinto muito, mas seu marido está morto." 

Tudo escureceu, e eu podia ouvir minha voz soando muito distante. "Que? Não. Como?" 

"Não sabemos ainda," Oficial Markus disse. "O corpo foi encaminhado para o legista. Mas, senhora, por que você nunca relatou o desaparecimento?" 

"Desaparecimento? Por que eu faria isso? Eu o vi hoje de manhã, a menos de doze horas atrás!"

O que ele falou fez meu sangue correr frio. Ainda estou tentando processar essa informação. Não faz sentido nenhum. 

"Senhora," disse, em um tom geralmente reservado para pessoas senis, "Seu marido já estava morto há três semanas." 


FONTE

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

12 comentários :

  1. Clichê e previsível, por favor, melhorem as creppys pq essas 2 últimas estão bem ruinzinhas( sem querer desvalorizar o trabalho de vcs, foi só um conselho)

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  2. É boazinha, mas é aql cliche de "ta morto de x dias"

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  3. íncrivel! mas assustador tbm!!!
    quando termino de ler essas pastas , ficou um pouco assustado com tudo.

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  4. Se é clichê ou nao, nao importa, pra mim, o importante é ter algo​ pra ler, e essa creppy não tá ruim. Já "Alma interna" deixou a desejar em vários pontos, foi difícil demais de ler. Ah! Obrigada por voltarem com as letras brancas, ficou muito mais fácil de ler no celular.

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  5. nota 5 acho que poderia ser menos clichê mais não tem erros de ortografia e isso é bom

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  6. Vocês to blog poderiam investir em um Botão de Creepypasta aleatórias,pra não deixar as mais antigas esquecidas

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  7. Batida mas eu gostei ♥️ coitada.. o casal parecia bem apaixonado ��

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  8. Muito bom. Gostei.Obrigado.

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  9. Clichê, mas bem construída

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