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Isso. Isso é pior.

13 comentários
Sentei na minha cela, um homem condenado. Podia ouvir os guardas se aproximando. Eles estavam vindo me levar pra minha morte. Eu não sabia como iria morrer, mas sabia que não seria rápido. Sabia que não seria indolor. Acima de tudo, sabia que seria cruel e incomum. Qualquer um que desafiasse o rei tinha sua morte transmitida por todo o mundo. É um meio de intimidação bem efetivo.

Os guardas me pegaram e rapidamente me trouxeram pelo corredor, sem dizer uma palavra. Depois de passar por uma dúzia de portas, talvez, muitas das quais abafavam gritos audíveis, eles abriram uma porta genérica e me jogaram aqui. Quando a porta foi fechada vi que não tinha maçaneta por dentro. Na verdade, não havia nada. As paredes eram absolutamente brancas, assim como o chão e o teto.

Pensei, no absoluto silêncio da sala, ter dado a sorte grande. Talvez o objetivo desse quarto de privação sensorial fosse me enlouquecer. Seria um bom entretenimento pros telespectadores e, com sorte, eu já estaria insano demais pra entender o que está acontecendo quando fosse minha hora de morrer.

Não tive tanta sorte assim.

Depois de uma hora, ou foram duas… talvez três, começou. As paredes e o teto começaram a se mover. Ou talvez eles estivessem se movendo o tempo todo, mas tão lentamente que não percebi. A brancura completa é tão desnorteante. De qualquer forma, assim que eu percebi se tornou bastante óbvio. O quarto que antes era espaçoso agora começava a ficar um pouco apertado. Então eu entendi. Minha punição não era a privação sensorial. Eu iria ser esmagado.

Isso. Nada pode ser pior que isso.

Depois de um tempo (várias horas? Talvez mais?) as paredes estavam tão próximas que eu conseguia tocar ambas ao mesmo tempo, só estendendo a mão. Eu já não conseguia mais ficar de pé. E a sala continuou encolhendo. Assim que as paredes estavam perto o suficiente para que eu conseguisse me apoiar em uma e empurrar a outra, tentei com todas as minhas forças impedi-las. Como eu já esperava, elas continuaram a se mover. Lentamente.

O terror absoluto de estar preso em uma sala que está encolhendo é indescritível. Eu estava começando a entrar em pânico pensando na dor que viria com as paredes e o teto lentamente me esmagando. Seriam horas de dor excruciante antes que algo finalmente estalasse e me matasse.

Agora eu já estava agachado, meus joelhos contra o peito. Não conseguia me mover. As paredes continuaram se fechando. Minha cabeça foi empurrada para baixo, para meus joelhos. Esses, unidos pelas paredes lado a lado, pressionavam meu peito. Era tão difícil respirar. Assim que a dor começou a se tornar intolerável, ela parou. As paredes e o teto pararam de se mover. Isso foi dias atrás, e eu soube que ficaria preso aqui, imóvel, mal respirando o ar que estava sendo bombeado pro meu pequeno túmulo, até que morri de sede.

Isso. Isso é pior.

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

13 comentários :

  1. Boa. Cheguei a imaginar cada parte, como se fosse um filme. Muito bom, deu até uma aflição, ao visualizar mentalmente, ele sendo literalmente esmagado pelo quarto, mas ficar sem respirar direito, e morrer com sede? De fato, isso é muito pior.

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  4. não gosto muito acho que podia ter mais detalhes

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  5. Me lembrou o poço e o pêndulo ..pura agonia

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    1. simmmm! pensei ate mesmo que era plágio. uma grata surpresa :)

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  6. Desculpa ser chato, mas todo detento condenado tem o direito de escolher como vai morrer e já perdi a emoção quando o protagonista disse que não sabia como seria a sua morte (???).

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    1. ele fala em "rei", ou seja, não era um simples bandido condenado a morte nos dias atuais, mas sim alguém condenado em um tempo monárquico.

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  7. Gostaria de saber o que ele fez para tal punição

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