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Nunca compre uma passagem de avião que custe 999 reais (Parte 1)

18 comentários
Olá, pessoal do creepypastabrasil, venho hoje humildemente me apresentar a vocês como novo tradutor do blog. Meu nome é João Pedro e estarei postando sempre às segundas feiras. Vou começar minha empreitada aqui com uma série curta e tentarei alternar sempre entre séries e contos de capítulo único. Por favor, comentem, deixem opiniões e reclamações sobre a tradução para que eu possa consertar nas próximas.


***



Inglês não é minha primeira língua, mas farei o possível para contar minha história. É importante.

Se você é brasileiro, nunca compre uma passagem de avião que custe 999 reais. Se você não for, antes de planejar sua viagem, verifique a cotação. Hoje equivale a 244,09 dólares.

Eu deveria começar pelo início, mais ou menos umas cinco semanas atrás. Meu nome é Inês e eu possuía uma vida bastante calma e corriqueira com meu noivo, Miguel. Eu estava no trabalho, durante minha pausa de almoço, conversando por vídeo com ele.

"Então, amor" disse ele, mastigando uma salada caesar "Sei que é meio repentino, mas gostaria de passar nossas próximas férias em Portugal? Encontrei umas passagens online bem baratas."

Fui pega de surpresa, mas concordei. Ele era meio fanático por viagens. Já eu, nem tanto. Óbvio, eu gostava de ficar de bobeira em uma linda praia, como qualquer pessoa, só que no fim do dia, eu gosto de estar na minha casa. Dormir na minha própria cama.

Estávamos juntos há 5 anos e tudo estava uma maravilha. Ganhávamos bem, eu mais que ele, e não tínhamos filhos, então sempre apoiei seu amor por viagens. Miguel e eu viajamos para os lugares mais bonitos do Brasil, assim como outros países da América do Sul. Nunca havíamos saído do continente, já que nossa moeda está desvalorizada, mas eu sabia que possuíamos dinheiro o suficiente para a viagem que ele gostaria de fazer.

Ele começou a preparar tudo. Seus lindos olhos cor de avelã brilhavam, parecendo uma criança que ganhou o exato presente que pediu para Papai Noel. 

Eu sempre deixei ele cuidar de todos os detalhes. Nós vivíamos juntos, então eu vivia escutando ele falar excitado sobre nosso destino. Eu não sabia o custo exato da nossa passagem, hotel, ou o quanto ele imaginava que gastaríamos com comida, lembranças e etc.

Quando ele me disse quanto iríamos gastar, concordei alegremente, já que seria uns 30% mais barato do que eu estava esperando. Ele me garantiu que eu adoraria o hotel, então não perguntei mais nada. Quando viajo, gosto de ficar em um bom hotel e ir em bons restaurantes. Nada muito chique, mas acredito que lugares de boa qualidade são essenciais para uma boa viagem.

Nossas férias estava marcada para 26 dias após a compra das passagens. Achei meio esquisito achar passagens por preços tão bons assim tão em cima da hora, mas nosso país está passando por uma séria crise econômica, então imaginei que talvez as companhias aéreas estivessem tentando seduzir a classe média com preços mais baixos. Menos lucro ainda é melhor que lucro algum.

Foi só na manhã da viagem que perguntei, bem casualmente, quanto havia sido as passagens. "Então, amor, o quão barato foram as passagens?". Mais animado que nunca, ele respondeu: "Foi só 999 reais cada. Aparentemente é uma nova companhia com preços mais baixos."

Agora, se você se lembra, eu disse que gostava de coisas boas nas minhas viagens. E isso incluía o avião. A gente normalmente passava apenas de 1 a 3 horas dentro do avião, então não precisava ser nada muito espaçoso ou super confortável, mas a gente sempre viajava pela melhor companhia aérea do país, a Latam.

O interior do avião parecia uma lata de milho. Não havia acabamento, apenas um metal que parecia de baixa qualidade em todo lugar. O assento era duro e parecia velho e sujo. E nem me fale do cheiro. Era como se o único prato no cardápio fosse queijo velho.

"Bom, não é o ideal, mas...". Miguel era meio que o Senhor OlhePeloLadoPositivo quando se tratava de viagem. Ele veio de uma família baixa renda, então ele claramente estava bastante agradecido pela oportunidade de estar viajando para a Europa. Eu tentei não arruinar o clima, não mais que o avião já havia arruinado, mas eu sabia que parecia ansiosa.

"Vou apenas tentar dormir", respondi, com um fraco sorriso. Eu costumava dormir pesado em aviões. Já dormi através de turbulências. Já dormi na decolagem, na aterrizagem e até no meio de uma conversa.

Mas, obviamente, não seria fácil. Eu ri para mim mesma quando a aeromoça começou a demonstrar os procedimentos de segurança pessoalmente. Eu estava acostumada com aviões que cada um possuía sua própria tela, onde passava um vídeo de instruções acerca dos acentos flutuantes, máscaras de oxigênio e tal.

Meu assento era na segunda fileira, no corredor, então ela notou e me direcionou um olhar bem desagradável. Ótimo. Agora eu teria que aguentar 10 horas de embaraço. 

As aeromoças eram todas mulheres brancas de aparência serena, com olhos castanhos e cabelos marrons, presos em um coque apertado e maquiagem demais. Elas eram educadas de uma maneira fria e possuíam feições meio maldosas, mas isso poderia ser por causa do design das sobrancelhas, que era o mesmo em todas elas. 

Quando o avião decolou eu não conseguia acreditar no quão barulhento e instável era. A experiência foi de como estar em um ônibus indo a toda velocidade em uma estrada esburacada. O avião não possuía nenhum tipo de entretenimento, não tinha wifi e dormir era praticamente impossível, mas eu não queria falar nada e arruinar o clima, então deixei minha cabeça pender para a esquerda e a pensar em todo tipo de coisa possível.

Eu devo ter apagado em algum momento. Quando acordei, o avião estava quase todo escuro. Abri meus olhos pela metade, deixando-os se ajudar à luz, e vi garras como de gavião no chão. Andando. Elas eram grandes e altas, mas eu não me atrevi a me mover para tentar ver melhor. Só consegui ver uma das pernas da ave. 

Talvez eu devesse ter ficado apavorada, mas minha mente ignorou. Senti um vago medo, como se algo terrível fosse acontecer longe de mim, mas eu conseguia apenas ver silhuetas de onde eu estava. Assumi que eu estava sonhando e fechei meus olhos de novo.

Não comi nem bebi nada no avião, além da água de minha própria garrafa. Meu estômago estava revirado. A comida tinha um péssimo cheiro, sem falar que comida de avião normalmente é cara. Quando acordei, meu marido estava bebendo um coquetel num copo que parecia meio seboso.

"Oi, amor" Quando ele notou que eu estava totalmente acordada, seus olhos brilharam novamente. "Quer que eu peça alguma coisa para você comer ou beber? É de graça."

"Não, amor, tudo bem." Respondi em uma voz baixa, tentando não transparecer o quanto descontente eu estava. "Minha gastrite está bem atacada hoje."

"Tadinha." Ele respondeu com uma voz amorosa, se aproximando para beijar minha testa. "Não se preocupe. Tudo vai melhorar quando aterrizarmos. Você vai amar Lisboa."


.


Quando chegamos no aeroporto, minha ansiedade piorou. Tudo era monótono, cinzento e mal iluminado. Além da gente e das pessoas que estavam no avião com a gente, todo mundo parecia meio travado. Seus movimentos eram sobrenaturalmente lentos.

Eu sabia que Lisboa era famosa por sua belíssima arquitetura, e prédios bonitos eram basicamente a razão pela qual eu estava lá, mas eu não havia visto nenhum a caminho do hotel. Honestamente, tudo parecia uma grande favela, só que cinza e pálido, invés de colorido. Passamos uns quarenta minutos no táxi e, durante esse tempo, vimos quase ninguém nas ruas.

"Normalmente aeroportos ficam fora da cidade, amor. Eu sei que você acha que tudo por aqui é feio, mas tudo vai melhorar." Miguel me disse, com sua excitação inabalada.

Fizemos o check in no hotel. Era o único prédio normal que eu havia visto até agora. A balconista parecia um pouco com as aeromoças. Imaginei que as mulheres que lidavam com turistas provavelmente possuíam a mesma aparência, só devia ser uma maquiagem parecida. Entretanto, esse fato me deixou ainda mais ansiosa.

Fomos para nosso quarto, eu entrando primeiro.

Era quase exatamente nosso quarto na nossa casa. O guarda roupa branco era o mesmo. A cama queen size era igual a nossa em todos os sentidos, exceto que tinha uma cabeceira horrível. Tinha até os mesmos lençóis e cobertores que possuíamos. Tinha uma escrivaninha com o mesmo banco que possuíamos em casa. Franzi a testa, mas comecei a rir.

"Amor, isso é engraçado. Engraçado e fofo. Você encontrou um quarto que é exatamente igual ao nosso para que eu não fique ansiosa por estar longe de casa." Quando me virei, Miguel estava atrás de mim, entretanto, ele estava um pouco pálido e não estava achando divertido.

"Esse não é o quarto que eu reservei."

"Que?"

"Esse não é o quarto que reservei. As fotos que vi eram totalmente diferentes. Vou ligar para a recepção e avisar que teve um erro."

Ele tentou ligar por 5 minutos, mais ou menos, mas não obteve resposta. 

"Bom, vamos deixar nossas coisas aqui e vamos lá embaixo falar com eles."

Mas não havia ninguém na recepção. Não havia mensageiros do hotel, não havia balconista, ninguém no hall, na entrada ou nos fundos. 

"Vamos resolver isso depois" Miguel disse, com sua confiança finalmente abalada. "Vamos aproveitar nossa tarde."

Mas não aproveitamos.

Todo lugar que fomos, as pessoas tinham olhos mortos e movimentos esquisitos. Bom, quase todo mundo. Algumas pessoas estavam claramente assustadas, olhando para todos os rostos que passavam com um olhar que beirava a loucura. 

Paramos para um chá da tarde. Vimos no tripadvisor um lugar que gostaríamos de ir, mas não conseguimos achar, ainda que fosse perto do hotel. Não havia wifi e os cartões SIM que compramos não funcionavam, então não conseguíamos usar o google maps. Eu estava com fome, já que não havia comido nada no avião, então entramos em um café aleatório. 

A comida estava horrível. Os garçons levaram nossos pedidos e trouxeram uma coisa totalmente nada a ver. Eu pedi croissants e acabei com um pão grosso, verde e esquisito. Foi a primeira coisa que chegou a mesa e fedia muito. Eu não consegui me forçar a comer. Não ligava se era algum tipo de culinária exótica local.

Miguel pediu charcuteries*, mas o que o garçom trouxe faz eu me sentir enjoada até os dias de hoje. Era uma carne crua e podre. Abaixo dela havia algo alarmantemente parecido com cabelo humano.

*Uma espécie de bife francês.


Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

18 comentários :

  1. n publique os textos em cinza,publique em branco pfv

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  2. Interessante...gostei, vou esperar a próxima parte

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  3. Nossa, mulher burguezinha chata. O final é qnd começa a ficar interessante

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  4. Pelo amor de Deus, voltem com as letras brancas. Tá difícil demais ler um texto cinza em um fundo escuro.

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  5. Único ponto negativo é a cor da fonte, tá muito ruim de ler pelo celular.

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  6. Aguardando a próxima parte. Tá bem interessante.

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  7. adorei! quero muito ler a próxima parte ^^

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  8. Um br escrevendo em Ingles dps outro br traduzindo para Portugues ahhddjff mindbloing

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  9. Estou lendo e mentindo pra mim msm q eh setealem ahshdhdjd

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  10. Por favor, voltem com as letras brancas. Eu sou míope, tá impossível de ler.

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  11. essa história parece muito boa tomate que n tenha aquela bosta de setealem no meio

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