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Uma Receita Para a Felicidade

10 comentários

No meu aniversário de dez anos, resgatei um cachorro abrigo. O abrigo tinha diversos cães lindos - Huskies e Pastores Alemães, Pit bulls azulados e até um Redbone - mas o cachorro que chamou minha atenção foi um minúsculo Chihuahua de patas tortas, bem peludo e com orelhas que pareciam ter nascido grudadas no pescoço. 

Seu pelo era todo eriçado e tinha cheiro de salgadinho de milho molhado. Ele também comia moscas, pegando-as no ar como um sapo desajeitado. 

Então o chamei de Renfield¹.

Naquela época morávamos em cinco acre de uma floresta. Meu lugar favorito na propriedade era um buraco dentro de um enorme arbusto selvagem. Era o esconderijo perfeito; você só podia acessar a cavidade rastejando por uma trincheira escondida, porque os galhos formavam intertravamento grosso e perigoso para todos os lados.

Naquele fim de tarde levei Renfield comigo lá para dentro. Me lembro do jeito que a luz do dia atravessava as folhas e flores, transformando aquilo em um espaço confortável com sombras suaves e alguns raios de luz cor de cobre. Meu cachorrinho olhava para cima na minha direção, seus olhos amarelos brilhando na luz fraca.

Fiz carinho nele até que adormeceu. Então rastejei para fora do buraco e chamei seu nome, com a intenção de confundi-lo. 

Ele entrou em panico imediatamente, latindo e uivando freneticamente para os galhos impenetráveis.

O medo dele foi como um soco no meu estomago. Rastejei de volta para dentro do buraco. O jeito que me olhou ficou marcado na minha memória: olhos arregalados de um alívio contente, mas aterrorizado. 

Aquele olhar era tudo que conseguia lembrar quando tive que colocá-lo para dormir para sempre.

Eu não tive escolha; Eu já o tinha faziam dezoito anos, e já o medicava para doenças severas do coração faziam quatro. Ele estava com dores constantes, então era a hora. 

Mas ele sabia que havia algo de errado. Estava com tanto medo, e eu o assustei ainda mais por estar chorando. Lágrimas sempre aterrorizavam-no.

Tentei afastar aquela memória da primeira noite dentro do buraco, o jeito que eu tinha o assustado. Mas não conseguia, e era de se esperar. Fazendo-o dormir para sempre, eu o aprisionaria de novo. 

Só que dessa vez, teria que deixá-lo para trás.

Ele era minha última corda salva-vida. Eu o via se afastando, como um homem que se afoga vê a boia salva-vida sendo carregada para longe com uma onda. 

Minhas tendencias de ser chorona não começaram nem terminaram com meu cachorro. Por exemplo, meu pai. Estava em um asilo faziam anos na ocasião. Tinha desenvolvido Alzheimer cedo. Sua piora foi rápida e brutal. E como se não bastasse, também tinha câncer no pâncreas - automaticamente de estado terminal e inimaginavelmente excruciante. 

Parei de visitá-lo nessa época. Não por não querer mais vê-lo, mas porque não podia trocar de lugar com ele. Tente imaginar - você está com uma dor terrível, não sabe quem você é ou onde está, e sua única visita é uma estranha esquelética que explode em lágrimas toda vez que te vê.

Eu o assustava demais toda vez que o visitava. Deixava-o mais desorientado ainda, as dores do dia pioravam significantemente. Eu roubava a pouca paz que tinha. 

Então parei.

Queria ter estado lá com ele na reta final, quando estivesse em coma induzido, dormindo tão, tão profundamente que não perceberia quando eu pegasse sua mão. Mas eu não estava lá quando morreu. Eu estava em uma consulta médica, digerindo a novidade que eu também passaria o resto da minha vida doente.

Sonhei com meu pai naquela noite. Ele estava preso dentro do buraco da cerca viva e gritava por ajuda. Eu tentei mostrar o caminho de saída pelo que pareceram horas, mas eu era invisível. Ele não me via nem me ouvia. Para ele, estava sozinho. De certa forma, na lógica irreprimível do sonho, eu sabia que era minha culpa. 

Acordei chorando. 

Era o suficiente. Eu estava no meu limite.

Não sou idiota ou ingênua. A vida é uma maré. E a bosta da verdade é que alguns de nós vive em um constante oceano tempestuoso. 

Eu sabia disso.

Mas queria um descanso. Só algumas horas onde não me sentiria triste.

Então entrei na internet, esperando esbarrar em alguma técnica guiada em hipnose ou um ASMR milagroso. Algo para criar um lugar de paz artificial, pelo menos por um pouquinho de tempo. 

Tentei de tudo. Nada funcionou. Continuei procurando, rastejando-me obsessivamente por sites estranhos durante a madrugada toda porque a procura em si tinha se tornado viciante. Não era meu lugar perfeito, mas com certeza uma distração.

Em algum momento por volta da quinta noite, encontrei um site ancião, com aqueles layouts de mil novecentos e sabe-se-lá, com o seguinte título:


uma receita para a felicidade

Eu cliquei, é claro.

Está cansado eu se sentindo mal? Quer se animar? Bem, tenho boas notícias para você. Meu amigo me deu essa RECEITA PARA A FELICIDADE que funciona muito bem! 

Há DUAS PARTES dessa Receita

O que seguia era uma receita comum de bolo de mel, mas a última parte das instruções me fizeram pausar:

Misture os ingredientes em uma tigela de vidro, então cuspa na mistura

Cozinhe em qualquer temperatura que queira por EXATOS 20 minutos

Corte ao meio. Ponha metade do lado de fora da porta da sua casa. Coma a outra metade enquanto... 

PARTE DOIS!!

Peguei uma MEMÓRIA FELIZ e MEDITE 

Pense em alguém que te faça feliz 

Planeje um dia perfeito

Vá dormir pensando nesse dia feliz 

Faça isso e suas tristezas seram devoradas!!!

Aquilo me fez sorrir. Comer bolo enquanto meditava sobre momentos felizes não parecia ser um conselho ruim. Então tentei. Eu até cuspi na massa de bolo. 

Cortei metade do bolo e coloquei uma delas na varanda de casa. A fumaça quente rodopiava no escuro, iluminadas em um prateado claro na luz do luar.

Me aconcheguei no sofá e comi a outra metade. Para minha memória feliz, escolhi aquela primeira noite no buraco: meu cachorrinho, brilhando na luz fraca do por-do-sol.

E para alguém que me deixava feliz, escolhi meu pai. 

Então planejei o dia perfeito. Ou melhor, só lembrei.

Eu tinha começado meu primeiro emprego de verdade, e ainda morava com meus pais. Tinha tido um bom dia no trabalho. Meu cachorro me esperava na calçada, latindo e se remexendo contentemente como se não me visse há anos. Meu pai fez a janta cedo e contou piadas enquanto minha mãe tocava seu violão. Chovia aquela noite. Fomos para a varanda, assistindo as palmeiras dançarem com as torrentes de água. Meu cachorro estava com medo, então peguei-o no colo e o abracei enquanto os raios rugiam. 

Depois, comemos brownies e sorvete. Depois me deitei e  li um livro até adormecer, com meu cachorrinho aconchegado perto dos meus pés.

Enquanto ia adormecendo, sorrindo com a lembrança, jurei que podia senti-lo ali: quente e surpreendentemente pesado, esparramado preguiçosamente sobre meus dedos dos pés.

Quando acordei, aquele peso acolhedor havia mudado para o meu travesseiro.

Uma esperança terrível e dolorosa correu por dentro de mim, uma que eu nem sequer conseguia reconhecer.

Abri meus olhos.

Algo minúsculo estava no meu travesseiro em uma poça de sangue. Difusa e estranhamente suja, exalando fiapos cinzentos flutuantes que brilhavam ao sol. Três olhos leitosos brilharam sobre um espetáculo de horror de um focinho: rachados e sangrando, explodindo com um improvável aglomerado de molares humanos.


Ele piscou - cada olho ligeiramente fora de ritmo, abrindo e fechando com um clique suave e úmido - e sorriu. Fios de baba sangrenta vazaram entre os dentes. Colocou duas patas frias no meu rosto.

Então baixou sua boca e a colocou sobre a minha e inalou.

Minha respiração e  meu sangue e todos os órgãos do meu corpo pareciam viajar pelo esôfago. Como se o próprio Deus estivesse sugando minhas entranhas através de um canudo.

Eu sacudi a cabeça de um lado para o outro enquanto a terrível sensação de estrangulamento se intensificava. Todas as minhas entranhas estavam saindo para fora, e também minhas emoções - não, minhas memórias: pesadelos meio esquecidos. Imagens dolorosas do meu pai debilitado. A última vez que vi minha mãe, vestida para o trabalho e colocando uma tigela de farinha de aveia no balcão enquanto uma chuva fina caía. E meu cachorro, meu pobre cachorrinho, tentando fugir da agulha até o final.

Gritei na boca do monstro. Eu esperava que ele saísse, mas apenas inflou: um balão de carne peluda crescendo, crescendo, crescendo -


Sem aviso, me soltou.

Me joguei para trás, engasgando. O monstro - um orbe ingurgitado do tamanho de um pastor alemão - simplesmente sorria. A luz da manhã nebulosa se filtrava pela janela, banhando-o em um branco suave.

Uma raiva inexplicavelmente cresceu no meu peito, se expandindo a cada segundo.

"Você", resmungou, depois arrotou.

Eu queria matá-lo, mergulhar meus braços no fundo do seu corpo nojento e distendido, e -

"Você está triste?", Perguntou.


Uma tempestade de emoção - raiva, desgosto, desprezo, até graça - se agitou através de mim. Esmagador, avassalador e paralisante.

"Não. Você não tem mais tristezas.” Ele cutucou sua barriga com uma pequena pata ridícula. "Eu as tenho."

Demorou muito, muito tempo, mas eu finalmente percebi que essa abominação absurda não tinha comido minhas entranhas.

Tinha comido meus sentimentos.

Nenhuma tristeza. Sem dor. Não há mais lembranças pungentes. Raiva e confusão, claro. Mas por baixo disso estava uma calma satisfatória semelhante à felicidade.

Deixei-o sozinho no meu quarto e fui dar uma volta.

Quando voltei, perguntei: "O que você é?"


"Um presentinho especial", respondeu.

Eu decidi que estava tendo um surto psicótico e voluntariamente me internei em um hospital. Após dois dias de avaliações, eles não encontraram nada de errado. Por que encontrariam? Eu estava em equilíbrio, desfrutando de um curioso vazio que me trazia paz interior. 

Quando cheguei em casa, o monstro estava na minha cama. Um redemoinho alegre e indecente havia murchado em proporções esqueléticas. Estava horrível. Faminto.

"Eu preciso", engasgou. "Eu preciso, ou você vai sofrer de novo."


A perspectiva de voltar a uma vida de desespero, de perda, foi esmagadora; Eu não conseguia entender como eu tinha sobrevivido até aquele momento, e senti que nunca seria capaz de ser daquela forma novamente.

Então me ajoelhei ao lado da cama e abri minha boca. O monstro se agarrou e inalou. A desagradável sensação de gargalo voltou: como se minhas entranhas estivessem enchendo minha traqueia. E com isso, memórias e sentimentos: a raiva que eu senti ao conhecer o monstro; desprezo por sua feiura; o medo da insanidade. E mais: meu cachorro, velho e cinzento, bamboleando feliz depois de mim. Meu pai em sua cama de hospital, sorrindo incerto como disse meu nome uma última vez. E mais e mais -

Eu me afastei, ofegando. O monstro sorriu, gordo e redondo novamente.


Nos dias seguintes, desenvolvemos uma rotina. Eu ia trabalhar e ia em consultas médicas, até visitava amigos. Então chegava em casa e deixava o monstro extrair meus sentimentos negativos. Cliente ruim no trabalho? Removido e esquecido antes que a memória pudesse afundar. Amigo que não fazia contato visual? Porque me importaria? Meu monstro de estimação cuidaria disso como cuidava de todo o resto.

E foi isso que eu fiz, sabe? Removia os sentimentos, as vibrações, as dores das coisas ruins. Ao longo de várias semanas, ele removeu tudo; Eu sabia, vagamente, que vivenciava coisas terríveis diariamente, mas não me lembrava delas.

O monstro também removia os gatilhos: antes que o ano terminasse, a visão da cama do meu cachorro já não me fazia chorar. Fotos de meus pais quase não me traziam nenhum interesse; Eu folheava os álbuns de fotos regularmente, percorrendo lugares e rostos que haviam me maltratado tão recentemente.


Enquanto isso, aquela felicidade pacífica se intensificava. Passei a vida em uma agradável névoa de calma. Minha vida profissional melhorou. Meu supervisor começou a falar sobre uma promoção porque eu era tão impassível, tão decidida. Meus amigos me olhavam nos olhos de novo. E - pela primeira vez em meses - eu estava confiante o suficiente para sair com eles.

Um dia, ao chegar em casa, percebi que não olhava para as minhas fotos há muito tempo. Não é que eu me importava, exatamente. Mas foi um afastamento inconsciente. Aquilo não me causavam mais dor, e não tinha nada melhor para fazer. Então, por que não dar uma olhada?


Cheguei em casa e me ajoelhei obedientemente. O monstro - agora do tamanho de um cavalo, retorcido e curvado como uma aranha mutante - fixou sua boca sobre a minha. Já tinha me acostumando tanto com processo que até apreciava-o. Era desconfortável e desagradável, mas familiar. E depois, sempre me sentia feliz: tranquila, vazia e aquecida.

Quando terminou, abri o álbum de fotos da minha mãe e comecei a vasculhar.

Depois de um tempo, percebi que não reconhecia ninguém. Lembrava de lembrar deles.

Mas eu não me lembrava deles.

O homem corpulento de cabelos encaracolados como os meus, a mulher atlética que sorria como eu e as inúmeras pessoas que entraram e saíram dessa narrativa fotográfica... todos eram estranhos.


Cheguei a uma foto do meu eu de dez anos abraçando um chihuahua maltrapilho. Fantasmas de lembranças fizeram cócegas em meu cérebro, me incentivando a lembrar, me incentivando a saber.

Entendi, finalmente, que havia perdido alguma coisa.

Eu não entendia porque me importava. Me sentia tão feliz. Pacífica. Minha vida era indolor. Eu estava ótima.

Mas também fui egoísta. E eu não gostava da ideia de que o monstro tinha me tomado tanto. Onde estava a linha entre felicidade e vazio? Eu não queria me sentir vazia. Eu queria me sentir cheia. 

Então, depois de muitos dias de deliberação, decidi fazer uma mudança.


Tirei o dia de folga, cancelei consultas médicas muito necessárias e me decidi a uma pesquisa intensa na internet.

"O que você está fazendo?" O monstro perguntou.

"Procurando algumas receitas especiais", eu disse, com um sorriso suave.


Demorou sete dias, mas encontrei a receita original. Na parte inferior da página havia outra entrada:


uma receita para a tristeza



Abaixo estava escrito o seguinte:

Se você é realmente burro, pode desfazer a felicidade =( você não deveria, mas depende de você. Então aqui está.

Misture massa de bolo seguindo essas INSTRUÇÕES anteriores

Corte sua mão e pingue seu sangue na massa

Cozinhe o bolo conforme as instruções anteriores

Corte o bolo ao meio

Dê metade à sua felicidade e coma a outra metade

Agora aqui está a parte triste!!

Lembre-se da memória feliz que você meditou anteriormente

Lembre-se da pessoa que te fazia feliz

Lembre-se do seu dia perfeito

Escolha um para esquecer OU…

Escolha nunca mais ser feliz novamente


Ou melhor ainda, não mate sua felicidade em primeiro lugar!

Eu agonizei por dias.

Meu monstro - minha felicidade, minha alegria - continuava a drenar minhas dores, incertezas e medos. Ele rapidamente triplicou seu tamanho.

Finalmente, tomei minha decisão.

Seria melhor viver com dores para sempre do que esquecer meu pai, minha mãe ou meu cachorro.

Então eu segui a receita: doce bolo de mel, envenenado com sangue em vez de saliva. Então eu cortei ao meio e levei para o meu monstro.


Eu esperava algo terrível. Uma luta corporal que deixaria em pedaços e poças de sangue no carpete.

Mas o monstro apenas sorriu. Olhos redondos e achatados do tamanho de pratos, fixos no bolo de sangue. "O que é isso?"

"Uma receita especial." Engoli em seco, mas a fera estava tão focada no bolo que não percebeu. "Feito justamente para você."

"Obrigado." Ele abriu a boca.

Eu coloquei o bolo delicadamente em sua língua. Ele mastigou avidamente e se encolheu. Seus lados gordos e firmes cederam, rolos irregulares de carne vazia caindo contra os ossos.

Dor tomou conta das minhas entranhas e peito, incomoda e flutuante. Arrepios sacudiram meu ser. Aquela minha paz quentinha e equilibrada se encolheu junto com o monstro a havia concedido, deixando em seu lugar uma desolação fria.

Quando o monstro se transformou em uma massa plana e desossada de pele empoeirada, eu estava jogada no chão, soluçando. As memórias tinha voltado, me esmurrando, me deixando sem fôlego de tanta dor. Elas se pressionavam contra mim e ameaçavam explodir, me deixando estagnada no mesmo lugar. Eu não conseguia me mexer. Eu não conseguia nem sonhar em mudar de posição.

Só conseguia ficar lá e sentir dor.


Depois que meu pai morreu, alguém me disse que a dor é uma fuga. Eventualmente se dissiparia, dando lugar novamente à felicidade, como um pesadelo se abre para o amanhã. Mas minha experiência é oposta. Não há fuga. A tristeza é aguda, é devastadora, está dolorosamente presente e às vezes não há saída.

O escritor da receita estava certo. Eu sofro todos os dias, mais do que antes. Como se o universo estivesse me punindo por aqueles poucos meses de paz roubada. É ruim. Tão ruim que às vezes acho que fiz a escolha errada.

Mas então me lembro do meu pai. Me lembro da minha mãe. Me lembro do nosso dia perfeito cheio de músicas e piadas ruins e a chuva quente e forte.

Lembro-me do meu cachorro, aninhado nas sombras quentes e acobreadas.


E mesmo que eu esteja mal, estou bem.

¹ Referência à um personagem do livro/filme Drácula, de Bram Stock, que tinha o costume de comer insetos. 

FONTE

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

10 comentários :

  1. Quando vi que era da Divina, já sabia que era boa, sem nem precisar ler, e não me enganei. Parabéns Divina, creppy excelente, como sempre.

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  2. A melhor que eu já li,depois daquela sobre o jogo da esquerda/direita! Divina é a melhor tradutora do site, sem desmerecer os outros, que também são ótimos! Continuem assim galera!

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  3. Uma boa creepypasta, apesar de alguns errinhos bobos de português.
    Agradeço a postagem.

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  4. Adorei melhor história que já vi

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  5. Além de bem escrita e bem traduzida, a Creepypasta fere, passa os sentimentos dos personagens com maestria para o leitor. Não preciso ressaltar que cada palavra me foi de puro deleite.
    Meus parabéns e muito onrigada.

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