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Eu gostaria de compartilhar os resultados das necrópsias dos meus animais de estimação

11 comentários
Olá meus queridos, aqui é a Divina. Venho por meio desse conto anunciar que temos um tradutor esporádico aqui do blog, o Alguém. Volta e meia vocês verão traduções dele por aqui, postadas no meu nome. Espero que gostem. 

Em agosto desse ano, o pai da minha noiva morreu. Não foi uma morte lenta na qual todo mundo teve meses para se preparar. Não. Foi um ataque cardíaco que aconteceu de repente. Minha noiva era muito próxima dele e ficou absolutamente devastada. Ela não saiu do nosso apartamento por cinco dias, e, em dois deles, mal saiu do quarto. Eu tentei dar meu apoio, mas não havia muito que eu pudesse dizer. Minha família e amigos me aconselharam a dar um pouco de espaço e deixá-la superar
o luto no tempo dela.

Depois de três semanas, ela estava praticamente de volta ao normal, tirando alguns momentos nos quais ela queria tempo sozinha para chorar. Ela estava tão melhor que eu decidi que era hora do meu plano máximo para alegrá-la e trazê-la de volta ao normal.

Eu passei no abrigo de animais local e adotei uma mistura de Cocker Spaniel e poodle. O filhote era adorável e eu tinha certeza que minha esposa iria amá-lo. Antes do pai dela morrer, ela estava tentando me convencer a adotar um cachorro... E eu estava lentamente aceitando a ideia. Era a hora perfeita para levar um pra casa.

E, oh, como funcionou! O rosto dela se iluminou com alegria quando ela o viu. Pela primeira
vez em semanas, eu a vi sorrir. Chuck foi como ela o nomeou. "Por que Chuck?" Eu perguntei, ela sorriu e deu de ombros.

Pelos próximos dias, Chuck praticamente não saiu do colo dela. Ele era um filhote feliz e sem problemas de saúde perceptíveis, e fazia todas as coisas normais de filhote: fazia as necessidades no chão nos piores locais, mastigava as roupas e os móveis, e até nos mordia com seus dentinhos afiados se nós o irritássemos. Nós o amávamos mesmo assim, é claro.

E então um dia voltamos pra casa e ele estava morto no chão.

Minha noiva gritou quando o viu. "O que aconteceu?" Ela gritava de novo e de novo. Eu não sabia. Eu ainda não sei. Só havia se passado seis dias! Só seis dias. E, pensando agora, eu vejo que seis dias foi o máximo que qualquer um dele já durou. O primeiro... Chuck... Durou mais que qualquer um dos nossos outros animais.

Quando Chuck morreu, minha noiva voltou ao luto. Mas três dias depois da morte dele, ela me disse que devíamos tentar de novo. Eu concordei. Foi só azar, só isso.

Passamos no abrigo de animais e eu a deixei escolher. Dessa vez, foi uma Dachshund misturada com... Alguma coisa. Eles não tinham certeza da outra raça, mas ela era tão fofa quanto Chuck.

Ela durou dois dias.

Minha noiva ficou mais abalada do que quando o pai dela morreu. "Tudo ao meu redor está
morrendo!" Ela gritava. Eu me lembro dela segurando minha mão tão firme quanto podia. "Mas você está bem, certo? Certo? Você está se sentindo bem?" Ela hiperventilava enquanto falava. "Sim" Eu a acalmei. "Eu estou bem. Estamos com azar, só isso. Filhotes são frágeis. Vamos pegar um adulto na próxima e tudo vai melhorar, eu prometo."

E então veio nosso terceiro, um border collie de três anos. Dessa vez eu o levei ao veterinário para um exame completo, incluindo exame de sangue e ultrassom. Ele nos disse que tínhamos um cãozinho 100% saudável.

Ele jazia frio no chão quando acordamos no dia seguinte. Não durou nem 24 horas.

Minha noiva ficou histérica. Ela culpava o apartamento, talvez houvesse mofo ou alguma coisa que estivesse envenenando os cães. Eu concordei em nos mudarmos só porque precisávamos recomeçar num lugar novo, aquele nos lembrava demais a morte. Mas tem uma coisa que eu sabia e minha noiva não, eu levei o terceiro cachorro ao veterinário para uma necrópsia. Não foi envenenamento ou mofo ou nada assim.

Mas nos mudamos.

E tentamos um novo cão pela última vez. Eu nem me lembro direito o que esse era, talvez um tipo de Labrador Retriever ou algo assim. Esse morreu em quatro dias. Do mesmo jeito. Do nada. Imóvel no chão. Eu secretamente pedi uma necrópsia de novo, ele morreu do mesmo jeito que o Border Collie, mas eu não podia contar isso pra minha noiva. Eu só não podia.

Algo quebrou em nós dessa vez. Eu sei que soa mal, mas nem eu nem ela ficamos chateados com a quarta morte. Estávamos mais perplexos. Sabíamos que algo estava muito, muito errado, mas não podíamos parar. Tentamos outros animais. Um gato. Na verdade seis gatos, um de cada vez.

Todos morreram dentro de cinco dias. Um deles morreu no caminho para casa. Eu levei três deles para a necrópsia, todos morreram do mesmo modo que os cães.

Então tivemos dez animais que morreram dentro de um mês. 4 cães e 6 gatos. Quando encontramos o corpo do último gato, minha noiva começou a rir. Uma risada histérica. "Todos morrem" Ela disse entre risos. "Não tem como parar, todos morrem" Ela gritou pelo apartamento. "TODOS MORREM!!!" Ela foi para o quarto e eu a ouvi rindo para si mesma. E eu não pude evitar, comecei a rir também.

Nesse ponto, ficamos mais criativos.

Um hamster. Um porquinho da Índia. Um rato. Uma cobra. Até um peixinho dourado.

Nenhum deles durou uma semana.

Ontem o peixinho dourado morreu. Quando minha noiva o viu flutuando de ponta-cabeça na água, ela começou a rir de novo. E então me encarou com um largo sorriso em seu rosto.

"Você está fazendo isso, não está?" Ela ria enquanto falava.

"Eu? Não. Veja bem..."

"Sim, é você. Eu sei que é" Ela ainda meio que ria.

"Não..." Foi tudo que consegui dizer.

"Sim, é você. Você está matando todos. Com o quê? Veneno? Está envenenando eles?" Ela não estava mais rindo. "Por quê? Por que você faria isso?" Ela começou a chorar. "Eu não sofri o bastante?" Ela gritava comigo agora, ainda chorando. "VOCÊ ESTÁ MATANDO TODOS ESSES ANIMAIS! VOCÊ É DOENTE! UM PSICOPATA!"

"NÃO fui eu" Eu gritei de volta.

"O QUÊ? VOCÊ ACHA QUE EU FIZ ISSO? EU? QUE EU MATEI ESSES ANIMAIS?"

"Não, não é você também..." Eu comecei.

"Então O QUE está acontecendo?" Ela berrou.

"É O CORAÇÃO DELES!" Eu berrei de volta.

Ela parou de surtar, paralisada.

"Olha" Eu disse, ainda meio gritando. Eu peguei o laudo das sete necrópsias. 2 de cães, 4 de gatos e uma de um hamster. "É o coração deles. Todos eles. Sem sinais de veneno, mofo ou fungo. Sem sinal de trauma. O coração deles só... Parou de bater. Os veterinários não sabem o motivo".

Minha noiva me encarava perplexa em silêncio.

"Os corações?" Ela sussurrou. "Como... Meu pai".

"Sim" Eu disse. "Por isso eu não queria te contar".

"Mas como pode ser isso?" Ela ainda chorava, parecendo tão indefesa. Ela andou até o quarto e fechou a porta. Eu conseguia ouvir os soluços dela. "Como pode ser?" Ela repetia para si mesma de novo e de novo.

"Como pode ser?"

*

E é aqui que estamos agora. Minha noiva ainda não saiu do quarto e eu estou sentado aqui
digitando isso.

Talvez o estresse dessa coisa toda finalmente esteja me atingindo, acho que eu preciso deitar.

Me sinto cansado, suado e meio sem ar.

Mas eu só preciso deitar, só isso. Eu vou ficar bem.

Só preciso deitar um pouco.

***

Traduzido por: Alguém.

11 comentários :

  1. O suspense no final foi interessante. Mas estou decepcionado. Eu esperava que contassem o que estava acontecendo com os animais. Esse final não teve nenhum impacto pra mim

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    1. pense que no final ela revela que estava morta ou algo do tipo, e por isso ela estava cada dia com uma aparência, e era como um dado, tinham 6 opções, sendo a 6a a pior, e dependendo do dia ela acordava muito macabra e os animais tomavam um susto tão grande que tinham ataques, sendo ela que matou os animais e o pai dela

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    2. mas o marido ficava cego com a morte dos bichos e não percebia, e a mulher tinha uma aura ruim, ou algo do tipo que fazia os animais morrerem a caminho de casa, bastando o marido dela falar para os animais sobre ela

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  2. Sinistro! Só acho que no final deveria explicar o que aconteceu com os animais(quem ou o que fez aquilo )mas esse final foi melhor do que no fim descobrir que ela que matava (o que seria clichê)

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  3. Uma das melhores creepys que eu já li 10/10

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  4. Por algum motivo eu esperava ver algo como: " ela dava o nome de Chuck para todos os animais, que era o mesmo nome do pai que faleceu". O suspense foi bom, mas o final me intrigou bastante.

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  5. gente mds ele vai morrer tbm, tadinha da menima

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  6. A creepy foi boa,só o final q ficou meio vago

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  7. O que mais resume essa creppypasta pra mim sou eu pesquisando as raças de cachorro mencionadas e pensando em pegar elas pra mim

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  8. Todo mundo que ela ama morre do coração, mas pq?

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