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Tem uma garota morta no Snapchat (Parte 1)

8 comentários
Ontem a noite eu recebi uma notificação no Snapchat me dizendo que uma amiga minha tinha acabado de me adicionar. O problema era que ela tinha sido assassinada cinco anos atrás.

Lydia era uma grande amiga minha antigamente. Ela era parte do nosso pequeno grupo que costumava sair juntos. Todos íamos ao cinema, jantar, celebrar o aniversário um do outro, entre outras coisas, todos juntos. Eu nem tenho muita certeza como começamos a sair, na verdade. No início éramos apenas dois ou três e, de repente, éramos 25 nos encontrando em uma lanchonete, numa sexta à noite, só porque não tínhamos nada melhor para fazer. 

Naveed se juntou ao nosso grupo por um curto período de tempo, mais porque ele tinha uma queda na Lydia, do que por qualquer outro motivo. Tudo bem isso. Quando se participa de um grupo de 20 e tantas pessoas, você acaba se interessando por alguém do grupo, até ficando com alguém pelo resto da vida. Não à toa, uma boa parte de casais formados no grupo acabaram casando e estão juntos ainda. Era normal que Naveed tivesse sentimentos por alguma garota do grupo. Ninguém deu realmente muita bola. Bom, até que as coisas ficaram estranhas. 

Começou com coisas pequenas, com o Naveed chamando a Lydia para sair algumas vezes. Eles até chegaram a sair algumas vezes, mas a Lydia não estava interessada nele dessa maneira. Ela dizia para ele, mas ele não se tocava. Quando saíamos em grupo, ele insistia em sentar ao lado dela e chegava a ficar com raiva quando outra pessoa tomava o lugar dele. Uma vez eles tiveram uma conversa onde ela disse para ele parar de tentar forçar uma coisa que nunca ia acontecer. Isso levou Naveed a se afastar aos poucos do grupo. Algumas pessoas até tentaram manter ele envolvido com o grupo e até tentaram sair com ele individualmente, mas não tiveram muita sorte.

Jorge era ótimo nisso. Ele amava, genuinamente, ficar perto de pessoas e passava bastante tempo com o Naveed, saindo só eles dois diversas vezes. Claro que isso, em um momento, também parou de acontecer.

No dia dos namorados, há cinco anos atrás, recebi a terrível notícia que Lydia havia sido assassinada. Naveed apareceu no apartamento dela no início da tarde com flores e um ursinho de pelúcia. Girassóis. A flor favorita de Lydia.

Ele estava esperando por ela onde ela normalmente estacionava o carro. Ela chegou em casa e eles tiveram uma discussão bem pesada sobre o que tinha acontecido entre os dois. Pelo que ouvi dos vizinhos dela no funeral, ela estava tentando dizer para ele que os dois nunca ia acontecer e ele teimava em recusar aquele fato. Ele puxou uma arma e atirou na cara dela. Ela morreu quase instantaneamente. 

Os próximos meses se passaram como um borrão. Todos estavam devastados com o acontecido. Ninguém acreditava que aquilo poderia acontecer com um de nós. Aconteceu tudo do nada. Entre o funeral, a investigação, o julgamento e toda carga emocional que aquilo exerceu sobre a gente, não foi surpresa nenhuma que o grupo tenha começado a desmanchar. Naveed foi preso e, atualmente, cumpre pena perpétua por homicídio em primeiro grau. As meninas mais próximas de Lydia criaram uma página no Facebook, uma espécie de memorial, que ainda está em atividade, mesmo após todos esses anos. Eu ainda falo com algumas pessoas do grupo de vez em quando, mas, no geral, comecei a sair com outro grupo de pessoas. Lydia ainda passa pela minha cabeça vez ou outra. Eu lembro de visitar ela na lanchonete em que ela trabalhava e sempre acabava com uma porção extra de comida na minha bolsa. Nós tínhamos planos de levar nosso cachorros para passearem juntos, mas nunca aconteceu.

Ontem a noite eu estava com alguns amigos, apenas relaxando e jogando carta, quando uma notificação apareceu no meu celular:

"Lydia P. acabou de entrar no Snapchat"

Meu estômago embrulhou. Eu encarei a tela pelo que pareceu uma eternidade. Minha tela escureceu e olhei para meus amigos com um olhar perdido e um deles perguntou se estava tudo bem. Acho que eu estava meio pálido, como se cada gota de sangue tivesse fugido do meu rosto e se alocado no meu peito. O tempo ainda parecia parado enquanto eu pensava no que tinha acabado de acontecer.

"Sim, sim." Finalmente respondi. "Tudo bem. Foi o café... sabe que ele acaba com meu estômago de vez em quando." Eu levantei e fui para o banheiro para me aliviar e jogar uma água gelada no rosto. O choque inicial de ver o nome dela no meu telefone passou e eu comecei a tentar pensar na situação de maneira lógica. 

Eu ainda tenho o telefone da Lydia salvo depois desse tempo todo. Eu provavelmente troquei o telefone uma dúzia de vezes desde que ela foi assassinada, mas o número dela permanecia lá. Claro, meu telefone excluía o número da minha mãe cada vez que eu trocava, mas o da Lydia ele mantinha. Tecnologia é confusa às vezes.

A unica resposta lógica é que a companhia telefônica reatribuiu o número dela e essa pessoa entrou no Snapchat pela primeira vez. Eu lavei minhas mãos e o terror que eu senti foi ralo abaixo. Meus amigos acharam toda a história sinistra, mas ainda tinha esse incômodo na minha mente e no meu estômago. "Deve ser o café" eu disse para mim mesmo enquanto dirigia para casa.

Como uma regra, checo todas minhas redes sociais antes de dormir. Instagram, Facebook, Reddit, um pouco de Tumblr e, se eu estiver bastante entediado, entro no Snapchat. Eu tenho um celular Android e o Snapchat é um lixo no Android, então raramente entro. Eu tinha esquecido da situação da Lydia até que cliquei naquele pequeno ícone. O aplicativo abriu uma tela preta enquanto a câmera tentava focar no meu pé no quarto escuro. Minha cachorra estava enrolada aos meus pés, cansada de brincar com seu coelhinho o dia inteiro.

Tinha uma notificação no Snapchat de que eu tinha um novo seguidor. Eu sabia que era quem fosse que estava com o antigo número da Lydia, mas achei estranho terem começado a me seguir. Claro, eu ainda tinha o número dela no meu celular, mas como essa pessoa saberia quem eu era. Eu abri a notificação e olhei para o nome dela do lado daquele fantasminha vermelho. Minha mente viajou para anos atrás, comigo sentado no drive through e brincando que ela teria problemas por me dar aqueles dois tacos extras. Ela realmente era uma pessoa incrível. Lindos olhos castanhos e um sorriso que fazia o mundo mais brilhante. Eu realmente sentia falta dela.

Eu cliquei na notificação, especialmente pela minha compulsão de não ter nenhuma notificação não lida. Minha cachorra exalou exasperado e pulou da cama. Eu a ouvi correr para sua casinha numa velocidade muito maior do que ela normalmente vai quando ela está pronta para ir dormir lá. Ela começou a ofegar bem forte. Me virei para minha esquerda para olhar em direção à casinha dela. Ela fez esse barulho estranho de choro, rosnado, sei lá, que eu nunca tinha visto ela fazer antes e continuava ofegante como se tivesse acabado de voltar de um passeio.

A tela do meu telefone apagou e eu tomei um susto com a escuridão repentina. 

Eu passei o dedo pelo scanner para desbloquear e, mesmo com a tela religando, eu continuava no escuro. Aplicativo estúpido, sempre abria de novo na câmera, ao invés de onde eu estava antes. Eu estava esperando um pouco de luz, mas lá estava a câmera de novo, tentando focar nos meus pés.

Não, espera.

No canto inferior esquerdo do visor da câmera tinha uma névoa estranha.

Eu movi o celular para a esquerda, tremendo, para ver que tipo de coisa estranha meu telefone tinha captado. Eu cliquei na tela para ter certeza que não apagaria de novo e um pequeno círculo apareceu e tentou focar no que fosse a estranha névoa no quarto. Eu não pude deixar de sentir um arrepio ao ouvir minha cachorra ofegando mais intensamente e a casinha dela tremendo junto a ela. 

"Chega disso." pensei, e fui na minha lista de amigo para ver quem é que estava usando o número antigo da Lydia. Quem é que fosse, já tinha postado uns dois stories, ou mais. O pequeno círculo ao redor do nome da Lydia estava preto e eu conseguia ver um texto ali. Sem saber o porquê, eu cliquei nele. 

O primeiro story era um vídeo do que parecia um estacionamento. Era difícil de saber se era mesmo, porque o telefone estava balançando demais, mas eu conseguia ver as linhas amarelas de um estacionamento. A câmera começou a diminuir de velocidade e eu consegui enxergar o que pareciam pequenas manchas vermelhas escuras no chão. Meu sangue congelou quando eu reparei que eu estava olhando para o chão ensanguentado do estacionamento do condomínio da Lydia. Teve uma segunda pausa quando o story chegou ao limite de tempo e passou para o próximo, ainda filmando as linhas amarelas e as manchas vermelhas.

Minha cachorra estava frenética nesse momento. Ela saiu correndo da casinha e começou a arranhar a porta, não querendo mais ficar no quarto. De jeito nenhum eu deixaria ela sair. Eu nem sabia se eu conseguiria fazer alguma coisa além de apertar meu celular com as duas mãos. Ela pulou na cama, choramingou um pouco para mim e depois correu de volta para a casinha.

O próximo story começou. Era uma luz branca brilhante, que machucou meus olhos depois de passar tanto tempo no escuro. A câmera moveu-se um pouco para trás e eu vi o pelo branco de um ursinho de pelúcia segurando um coração que dizia "a vida sem você é insuportável". Ficou pouco tempo na tela, mas foi o suficiente para eu reconhecê-lo do julgamento. Era o ursinho que o Naveed deu para a Lydia no dia que ele matou ela.

Minha tela ficou preta de novo, enquanto o próximo story começava, mas só por um segundo ou dois.

A tela acendeu de novo, mas dessa vez amarela e preta, mostrando um grande girassol.

Eu senti uma lágrima escorrer dos meus olhos e exalei pela primeira vez depois do que pareceram horas segurando a respiração. De repente eu me dei conta do quão frio o quarto estava. Meus olhos moviam-se rapidamente enquanto eu olhava cada detalhe do girassol. O story estava sendo exibido por um tempo já. Era só um vídeo do girassol, que tinha aproximadamente uns 2 minutos. Eu estava imerso e cativado pelos stories e não conseguia tirar os olhos da tela. Até piscar parecia uma traição. 

Finalmente, o story acabou e minha tela ficou preta. Eu me ouvi ganir de alívio. A próxima tela era o que eu vi no thumbnail antes deu clicar. Era uma tela preta com um texto que continha apenas três palavras:

"Ele conseguiu sair."

Eu taquei meu celular na cama e saí correndo do quarto. Eu conseguia sentir a bile quente no fundo da minha garganta e tentei chegar no banheiro antes que saísse pela minha boca. Eu não consegui chegar no vaso, então vomitei na pia do banheiro. Vômito vermelho encharcou minha pia e eu pulei quando ouvi minha cachorra latir furiosamente. Eu me agachei embaixo da pia e tentei parar de vomitar. Quando me vi de relance no espelho, fracamente iluminado por uma pequena luz que deixo no banheiro para quando vou de madrugada, eu notei que meus olhos estavam vermelhos pelo esforço de empurrar a bile. Eu senti uma onda de frio adentrar o banheiro e o vômito parou. Um pouco de tosse e um pouco de pigarro para limpar a boca e notei que o frio tinha passado. Minha cachorra ainda estava latindo. Eu mandei ela parar de latir e ela deu uma choramingada, então ouvi a casinha dela tremer depois dela entrar de novo. 

Demorou um tempo para eu reunir coragem o suficiente para voltar para meu quarto, mas minha mente racional e lógica prevaleceu e eu cheguei a conclusão de que alguém estava pregando uma peça em mim. 

Quando voltei para o quarto, meu telefone estava no chão, virado para cima, ainda aceso. O mesmo story estava lá. Uma tela preta com as três palavras. Quando eu olhei para o celular, o story mudou para outra tela preta, com três novas palavas:

"Avise o Jorge"

Fonte

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

8 comentários :

  1. Respostas
    1. aparentemente é a parte 1 de uma série, colega...
      Jorge é o garoto que ele se refere que era muito bom em se relacionar com as pessoas, foi com quem o Naveed saiu algumas vezes depois que ele se afastou do grupo após leva um fora

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    2. Ah ta, não tinha visto que era a parte 1. Obrigado!!

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  2. O que a cachorra tinha a ver com os stories? Parecia que ela conseguia sentir o espirito dela, sei lá.

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    1. De acordo com a crença popular, animais domésticos, como cães e gatos, são capazes de sentir presenças sobrenaturais, ficando inquietos.

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  3. A CACHORRA SÓ PODE SER UM CHIHUAHUA TREMEU A CREEPYPASTA INTEIRA KKKKKJJJ

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  4. Como eu vejo a segunda parte ou ainda não tem?

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