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Alguém substituiu o Independence Day por um assassinato gravado.

14 comentários
Bom dia/ Boa tarde/ Boa noite, mais uma creepy do Universo Outsider. A próxima desse universo será o fechamento do arco desenvolvido até então. Será que vem coisa boa por aí?
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Um dos meus filmes favoritos na infância foi Independence Day. Sei que existem filmes melhores, mas a combinação de atores e efeitos especiais fez desse o filme perfeito para meu jovem cérebro. Eu costumava deixar meus pais malucos com isso, não só por querer assistir, mas por querer que eles se deliciassem com a glória do Randy Quaid em um jato comigo, até que eles finalmente fizeram uma promessa. Nós assistiriamos o filme juntos todo 4 de Julho se eu não falasse mais nisso pelo resto do ano.

E assim fizemos. Dos meus 8 anos até os 14, nós assistimos o filme religiosamente entre os cachorros-quentes da tarde e os fogos de artifício do anoitecer todos os anos. E foi incrível. Mas conforme envelheci, meus interesses mudaram, fiquei mais ocupado, e eu só... esqueci. Desde meus 15, não lembro de termos visto o filme completo mais de uma vez, e agora tenho 29 anos.

Então quando encontrei uma caixa com filmes antigos na minha unidade de armazenamento do prédio, imagine o deleite de ver o blu-ray de Independence Day lá no topo. Havia me mudado para o apartamento seis meses atrás, e parte do contrato de locação era que cada apartamento tinha uma unidade de armazenamento no porão para guardar o excesso de coisas. Soou bem mais grandioso do que realmente era - cada "unidade" consiste de um pequeno cubículo de concreto do tamanho de um closet. Ainda assim, era conveniente se você tivesse um excesso de coisas. Eu não tinha.

Me mudei pra cidade em busca de um trabalho, e minha mobília inicialmente consistia no meu colchão e uma televisão que trouxe de casa. Nos últimos meses acumulei mobília o bastante para que eu não pareça mais um serial killer, mas ainda estava vivendo bem humildemente. Minha primeira expressão de vaidade real foi semana passada, quando comprei pra mim mesmo uma tv nova.

Estava realmente animado com isso. 4K, HDR, e obscenamente grande pra minha minúscula sala de estar. Quando ela chegou, eu imediatamente comecei a instalá-la, mas isso também queria dizer que teria que mover minha tv antiga. Tive essa tv desde que estava na faculdade. Era uma dessas pesadíssimas tvs de "tela plana" que mesmo sendo tecnicamente tela plana, também tinham uma traseira de quase meio metro que pesavam uns 50 quilos. Ela não era espetacular, mas tenho que admitir que fiquei um pouco triste quando coloquei ela desajeitadamente em cima de um pedaço de papelão e arrastei pelo corredor até o elevador. Era a primeira vez que colocava algo na unidade de armazenamento.

Quando abri a porta, imediatamente vi a caixa. Estava escrito nela "Objetos de Valor Particulares" em um rabisco de marcador preto, o que me pareceu estranho. Mas quando abri a caixa e vi o Independence Day, eu imediatamente deixei a tv lá dentro e levei de volta a caixa comigo. Sentindo a onda de nostalgia abastecida pela combinação de aposentar minha tv antiga e a antecipação de ver aliens do mal sendo exterminados com um disquete, eu tirei o blu-ray, coloquei no meu console e estava pronto para ver um clássico moderno.

O vídeo era escuro e granulado, e eu percebi que não era Independence Day. Parecia estar em algum tipo de ginásio antigo e abandonado. Pude ver o que parecia ser o piso encharcado de uma quadra de basquete no limiar da luz produzida pelos dois holofotes posicionados no perímetro da visão da câmera. No centro da luz estava um colchão fino e manchado, e lonas de plástico transparentes que cobriam a cama e o chão ao redor.

A escuridão ao redor desse círculo de luz combinada com a respiração excitada da pessoa segurando a câmera fez com que a coisa toda ficasse meio claustrofóbica, e a respiração só acelerou quando um homem grande e mascarado deixou o casal nu à vista. Eles estavam amarrados no pescoço e nos pulsos, e claramente já haviam sido espancados. Olharam para a câmera conforme a pessoa que a segurava se aproximou, e o homem soltou um terrível e abafado gemido de desespero. O lábio inferior da mulher tremeu, mas ela não disse nada enquanto lágrimas começavam a escorrer por suas bochechas.

Por um breve momento pensei que fosse algum filme de terror pirata bizarro que eu nunca tinha visto antes, mas não parecia certo. Além de não ter créditos ou alguma música, a coisa toda parecia muito real, mesmo prum filme caseiro muito bem feito. E à medida que a câmera se aproximava da luz, a imagem se tornara quase dolorosa. Eu podia ver com agonizantes detalhes como aqueles dois estavam, as emoções que sentiam. Eles estavam genuinamente apavorados.

Não vou descrever em detalhes o que aconteceu a seguir no vídeo. Não tenho palavras, sequer estômago pra transmitir adequadamente a crueldade, tortura e depravação que vi infligidas a eles pelos vinte minutos seguintes. Eu me arrependo profundamente de ter continuado assistindo, e quando saí do meu choque o suficiente para desligar, eles já estavam morrendo ou mortos.

Não sei o que fazer. Pensei em chamar a polícia, mas o que eles poderiam fazer? Pelo que sei, aquelas pessoas podem ter sido mortas em outro continente uma década atrás. Eu poderia simplesmente jogar fora, ou destruir o filme, mas e se fosse a evidência de alguma coisa? Sempre havia a possibilidade de ser realmente falso, claro. Um filme obscuro de baixo orçamento com atores fantásticos e surpreendentes efeitos especiais. Soava idiota quando pensava nisso, mas era pelo que eu esperava no fundo do meu coração.

No fim das contas, desci pro escritório da empresa proprietária do meu prédio no dia seguinte. Eles alugavam vários apartamentos por toda a cidade, e a única pessoa que eu conhecia lá, Vicki, estava mais pra uma agente imobiliária com um trabalho paralelo do que pra uma senhoria. Felizmente ela estava lá, e após alguns minutos estava sentado em seu escritório.

Não falei especificamente sobre o filme, mas contei pra ela sobre ter achado uma caixa do que eu supus serem pertences do inquilino anterior na unidade de armazenamento. Me perguntei se ela tinha qualquer informação sobre ele para que eu pudesse contatá-lo para devolver as coisas. Na verdade, eu não tinha qualquer intenção de contatá-lo, mas queria saber mais sobre ele antes de fazer minha decisão final de que ação tomaria.

Vicki, uma mulher sempre simpática em seus cinquenta e poucos anos, do cabelo loiro brilhante e um bronzeado artificial, visivelmente empalideceu quando comecei a falar. Três frases e ela já estava mexendo as mãos e balançando a cabeça.

"Não, docinho. Não se preocupe com isso. Jogue essa bagunça no lixo. Não sei dizer que porcaria ela tinha lá"

Levantei uma sobrancelha. "Então você sabe quem foi o último inquilino? Era uma mulher?"

Seus olhos arregalaram um pouco quando ela percebeu que disse mais do que pretendia, e ela se inclinou pra frente com uma carranca. "Era, mas não alguém que você queira contatar. Olhe, "ela olhou ao redor como se estivesse prestes a divulgar a localização de um descarte de corpos num filme de espionagem enquanto continuava, "essa garota era problemática. Muito problemática. Ela tinha uma família rica em outro estado que pagava seu aluguel pontualmente, e por vários anos tudo correu bem. Ela mexia com computação ou algo assim, e ficava a maior parte do tempo sozinha. Até que ela surtou e mandou uma vizinha pro hospital."

Vicki parou por um momento, como se já tivesse dito o suficiente pra me satisfazer. E quando ela viu que não tinha, ela continuou. "Ela mordeu a mulher, ok? Arrancou seu polegar fora. A vizinha se recuperou completamente... ou quase, mas se mudou logo depois, e quanto à menina louca? Até onde sei ela ainda está em algum hospício em algum lugar. De qualquer maneira, nós encerramos o contrato imediatamente e a família dela veio buscar suas coisas." Ela suspirou. "Bem, exceto essa porcaria na área de armazenamento, acho. Ainda assim, eu apenas jogaria fora se fosse você. Ela não precisa disso, o que quer que seja, e acredite em mim, é uma amiga que você não vai querer fazer."

Fiquei nervoso com o que Vicki havia me dito, mas ao menos explica um pouco sobre o disco e o que mais possa estar na caixa. Decidi que me sairia bem sozinho. Assim que chegasse em casa, levaria a caixa pro incinerador e expulsar o que vi da minha mente.

Exceto que quando voltei ao meu apartamento, havia um grosso envelope esperando na minha porta. Não havia nada escrito nele, e quando entrei e o abri, vi que tinha um celular, sem qualquer anotação ou explicação. Senti uma nova onda de desconforto quando olhei pro celular, avaliando se deveria explorar o telefone em busca de novas pistas ou descartá-lo imediatamente, como algo infectado. Quando de repente ele acendeu e começou a gritar, deixei escapar um grito alto. Quase deixei cair, e depois de vários segundos desastrado com o susto, eu abri e atendi a ligação que estava recebendo de um número restrito.

"Olá?"

Estava silencioso, mas eu conseguia perceber que havia alguém na linha.

"Alô? Tem alguém aí?"

"Você olhou dentro da caixa?" Era uma voz feminina, mas com um ruído estranho e rouco que dificultava adivinhar a idade ou o sotaque.

Quase derrubei o celular outra vez quando minhas mãos ficaram dormentes. "Ahn, que? Quem é?"

"Você viu algum dos filmes? Você vasculhou a caixa?"

"N-não, eu não. Não assisti nada, nem olhei na caixa. Não são minhas coisas, e eu ficaria feliz..."

"MENTIROSO." O telefone estalou ligeiramente com a palavra. "Sei que você assistiu um dos discos. Ele notificou o servidor quando você o iniciou. Por que você mente sobre isso?"

Meu cérebro estava fervendo. Servidor? Do que ela estava... Então eu me lembrei. Alguns blu-rays automaticamente conectam à internet. Geralmente é para mostrar trailers de novos filmes, mas aparentemente esse foi feito para que alguém saiba quando o disco estava sendo assistido. Isso sequer era possível? Não importava, eu precisava lidar com a maluca primeiro.

"Olha, me desculpe, eu coloquei o disco, mas assim que percebi que não era Independence Day, eu desliguei. Então não sei do que você está falando, e acho que devo desligar agora." Eu estava me aprofundando no meu apartamento agora, e minhas mãos estavam começando a tremer com a adrenalina. Pareceu uma mentira plausível, mas por que ela não respondia essa porra?

Então finalmente, "Eu não acredito em você." Ela soltou cada palavra como se espremesse uma espinha e estivesse saboreando o ato. Deu uma risada curta, sua voz estridente novamente mais alta. "Mas tudo bem, eu acho. Nós podemos trabalhar com isso... acho, né?"

Nesse ponto eu já estava dentro o bastante do meu apartamento para que algo no meu quarto chamasse minha atenção. Me virando pra olhar, vi que a cama, o chão e as paredes estavam cobertos por lonas de plástico transparentes. Dei três passos inconscientemente em direção ao quarto enquanto minha mente tentava reconciliar o que eu estava vendo com como o quarto deveria estar. Senti o zumbido estático de pânico subindo em meus ouvidos, e conforme me aproximei pude ver uma pequena câmera preta pousada sobre um tripé no canto da sala, sua luz vermelha de gravação me encarando como um olho sinistro.

Estava prestes a recuar e sair do apartamento quando ouvi dois pequenos rangidos, um do quarto, e então, meio segundo depois, outro do celular. Vi a lona de plástico no lado esquerdo do meu quarto ondular enquanto a porta do meu armário era aberta.

Larguei o telefone e corri. Não parei de correr até que estava à três quarteirões de distância e seguro sob as luzes fluorescentes de uma farmácia local. Eu tinha deixado meu próprio telefone também em algum momento, então pedi pra usar o deles e chamei a polícia. Vinte minutos depois eles chegaram, e dei a eles uma explicação, eles vieram comigo ao apartamento. Os dois oficiais entraram primeiro, e depois que confirmaram que estava tudo limpo, eles saíram. Suas expressões que inicialmente eram de interesse e alguma preocupação foram substituídas por irritação, e quando eu entrei com eles, entendi o motivo.

As lonas e a câmera sumiram, assim como o telefone misterioso. Até a caixa de filmes, que eu havia deixado próxima à tv na sala de estar, havia desaparecido. E nada da caixa de Independence Day ou do disco bizarro. Nenhum traço de que qualquer coisa havia realmente acontecido.

Os policiais não foram grosseiros, mas eles claramente pensaram que era algum tipo de pegadinha estúpida ou que eu estava usando alguma coisa. De qualquer forma, eles saíram rapidamente e eu imagino que eles não escreveriam um relatório disso. Não que eu possa culpá-los.

Fiquei a semana seguinte num motel, enquanto passava pelo processo de quebra de contrato e procurava um lugar novo no outro lado da cidade. Isso foi a um mês, e desde então, tudo estava bem. Até tedioso. A princípio eu temia toda ligação telefônica, cada visitante no trabalho, todo evento que potencialmente poderia ser ela fazendo contato novamente. Mas eu estava superando isso, e o novo apartamento era mais legal, e com uma segurança melhor, na verdade.

Então quando entrei e vi a caixa no meu sofá hoje, cheguei a ter um momento de confusão. Então vi as palavras escritas na lateral de marcador preto. "Objetos de Valor Particulares". Quase saí do apartamento na mesma hora, mas vi que era um post-it colado sobre o rabisco antigo. Quando me aproximei, pude ver que era a mesma letra, mas dessa vez escrito de caneta. Diz:

Ainda temos muito trabalho a fazer, né?
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FONTE  AUTOR  SEUS LIVROS
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Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

14 comentários :

  1. A doente é umpouco burra pois, se ela já havia sumido com as provas e era toda paranóica, por que ela retornaria a gravação e a caixa ao homem? So em creepy

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    1. quais são as creepys dessa série msm?

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    2. Talvez mostrar pro homem que ela consegue encontrar ele, independente de pra onde ele vá, e não tem como ele escapar.
      Ela tem relação com a organização da série "Encontrei o celular de um assassino em série", já que o cara também cita os "Objetos de Valor Particulares"

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    3. Mariana, até agora todas que eu coloquei com a tag "Universo Outsider" tem relação com essa creepy ;3

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  2. Boazinha, mas a melhor parte q era descrever oq estava no filme n fez, então... Meh.

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  3. Vocês deviam para de escrever "a um mês", "a um ano", etc. É um erro recorrente faz anos neste blog. Essas expressões se referem ao futuro. Ao passado, o termo correto é "há um mês".

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  4. Então, esse é o Alex que matou o Simon na parte 4 da creepy da serial killer ?
    (Que eu acho que é essa mulher que persegue o Alex)

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