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O Coveiro teve uma conversa estranha

21 comentários
Olá gente, sou a Bianca, nova tradutora do blog :) fico muito feliz de estar traduzindo pra um blog que já li tanta coisa, é muito bom poder contribuir também num projeto legal! Espero que vocês gostem da creep, e estarei postando no sábados. paz

Não passava das sete naquela manhã quando o Coveiro viu a Terra mexer. Dedos, apodrecidos e esqueléticos, irromperam da terra, e com força puxaram seus corpos para a liberdade. Estava acontecendo em todo cemitério. Cada túmulo. Cada centímetro de terra remexido. Logo, eram milhares; muito mais do que o cemitério suportava, na realidade. Uma horda de mortos vivos parados em sua frente.

O Coveiro assistiu, com sua pá em mãos.

Se encontrou simultaneamente horrorizado e fascinado. As criaturas tropeçavam por aí. Eles se mexiam com urgência, mais seus corpos decrépitos não deixavam muito. Gritando e gemendo, eles começaram a se dirigir para perto do centro do cemitério.

Eles estavam se revoltando, malditas almas.

Assim que o Coveiro se virava, para fugir, uma mão agarrou seu ombro. A sujeira se infiltrou fundo em sua manga. Ela escorreu pelo seu braço. Atrás dele, um homem (ou o que sobrara dele) encarava os olhos do Coveiro. O rosto do cadáver perdera sua pele há muito, mas tinha olhos, recém retornados para as órbitas, que mostravam nada além de medo. O morto vivo falou com o Coveiro, e o Coveiro escutou.

“Vá”, ele implorou. “Por favor. Vá.”

Que tipo de loucura era essa? Que tipo de truque do inferno? O Coveiro colocou sua pá em movimento e nocauteou o cadáver. Foi acertado com um revoltante, pastoso som. A figura caiu. Seus dedos torceram, e seu crânio se soltou.

De trás, mais três figuras vieram. Duas ignoraram o Coveiro. Se abaixam para pegar a carcaça ferida aos pés do Coveiro. Eles arrastaram ele para longe com toda a força que puderam reunir. O carregaram como um aliado ferido. A terceira figura, que antes fora uma mulher, talvez, falou com o Coveiro.

Ela implorou.

“Vá. Por favor. Fale para eles.”

O coveiro não podia se mexer. Não iria. Essas criaturas não eram mestres dele. Por que eles o comandavam então? Para que? Respostas! Ele demandava respostas!

“Por que?” ele perguntou, as palavras caindo de seu rosto barbudo. “Por que não estão mais no chão?”

O morto vivo não piscou. Ela apenas o contou a terrível verdade.

“O inferno não é mais seguro.”

Essas palavras. O Coveiro não conseguia compreendê-las. Qual era seu significado? Inferno? Seguro? Que tipo de paraíso era o centro da condenação eterna?

“Do que você está falando?”

Se ela tivesse alguma lágrima para chorar ela teria deixado escorrer. Entretanto, ela teve que usar sua voz trêmula para transparecer seus medos.

“Lúcifer está morto. Ele o matou. Ele está vindo.”

As palavras não continham nenhum significado para o Coveiro, por não estar lá. Ele não tinha visto os horrores que até os condenados do inferno mesmo não podiam descrever. Então, dos túmulos, figuras escuras com olhos em chamas e ódio surgiram. Elas se moviam como fumaça, e elas encheram o ar com seu sufocante vapor. O Coveiro observou os demônios, orquestrantes de Satã para causar dor e sofrimento, ajudar as pobres,  perambulantes almas. Eles comeram a se empilhar em cima dos outros. Um por um, seus corpos começaram a formar uma fundação.

Por deus, o que era isso? O Coveiro só podia ponderar.

Um lamento coletivo ecoou vindo das montanhas ao redor. O Coveiro viu eles. De cada direção mais seres se moviam juntos. Seu encontro infernal. O Coveiro jazia sem palavras. O morto vivo o instruiu.

“Vá. Para sua família. Nós precisaremos deles também.”

“Minha…” ele questionou o pedido, “Minha família?”

“Os vivos,” a coisa se corrigiu, olhando para o céu. “Vamos precisar deles também, se quisermos conseguir chegar lá.”

“Chegar lá? Onde?”

O morto vivo chorou enquanto divagava. Urgência inundou suas palavras.

“Os portões! Temos que chegar nos portões.”

O Coveiro balançou sua cabeça. Sua súplica era clara, mas os ensinamentos eram concretos.

“O que foi julgado está julgado. Ele não te aceitará, nenhum de nós não merecedores.”

Isso a fez parar, apenas por um momento. Ela se virou, por ele não saber de nada.

“Não buscamos redenção,” ela disse. “Nós procuramos advertir os justos.”

A honestidade na voz do morto vivo trouxe um peso para o estômago do Coveiro. Ele não podia suportar. A terra abaixo começou a tremer. O Coveiro caiu na lama quando seus joelhos desistiram, e com sua face no chão, ele escutou.

Havia um profundo, descontrolado grito ecoando debaixo da superfície. Uma risada demente. O som de milhares de asas de vespas, e fuga de insetos. Chegou mais perto. Subindo. Enquanto ele ficava imóvel, corpos se arremessavam por cima dos outros, e os demônios e os esquecidos construíam a torre para sua salvação.

“Quem é ele?” O Coveiro perguntou. Era sua vez de apelar, mas os corpos não falaram nada. Não levou muito para o Coveiro perceber que eles não podiam responder nem se quisessem. Eles não sabiam.

Enquanto o Coveiro corria para casa, o morto vivo proferia o mantra final baixinho. As palavras ainda se sentiam estranhas no ar, tão vil e repugnante. Era tudo que deixaram.
“Deus devia saber que ele estava vindo.”

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil.
Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise!
Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos
contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito
da sua opinião!

21 comentários :

  1. 1) A fonte escura com o fundo cinza ficou meio difícil de ler, e algumas palavras ficaram cortadas. Normal para um primeiro post (imagino) de alguém em um blog, mas mesmo assim, ficou meio ruim.
    2) Eu realmente não entendi naaaaada da história kkkkkkkkk como assim Lucifer morreu? Quem ta vindo? A ultima frase significava oq? Essa historia tem cara de que terá continuação.

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  2. Bem vinda!!! Então, eu não consegui ler a história por 2 motivos
    1) A fonte está muito escura em relação ao fundo, fica quase impossível de ler
    2)Costumo ler pelo celular. Na versão mobile, as palavras estão ultrapassando a margem lateral, ou seja, tenho que arrastar pro lado pra ler a continuação das frases.

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  3. 09 - tchouky
    T̛̝͇͎̞̺o̩̰͕͠ ̳̜̩̣̤i͉̹̩͜nv͕̬ọk̖̥͈e ̳͕͎̮̬t̖̲̲̰͔͍̗h͖̳̝͙̻̬e͖͙̮ͅ ͈̹͚̫͓h̞̖̼͎̹į͇̫̪̟̪̣̝v̳̠͎e͔͙̳̮͕-m̸̟̩̮i̠̦͓n̗̬d̡̟̰̫͙͕̤͕ ҉ré̪̳̳͕̭p̨r̠̠̜͎ȩ͚̘͚s͞e̢̺̬̗̼̳n̴̫̗̱t҉̘̞̜i̙n̥͚ǵ̟̟͓ ç̼͇̜h̟̭͇͍́á̲o̢̰̥̞͕̹s̵.͎̰̳
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    ̪̞̘̙̤͍ͅH̘̞͕e̠̜ ̗̼̳͖wh҉͕o͡ ̵͇̰W̧̞͚a̼͚̻̤̲͙̜i̵̞͍͕̲̟͉t͉͇̕s̳ ̢͙̟̳̩̪B̭͓̩̤̘̠͓e̖͖h͕̗̝̰͞ͅi͏̪͔͙͖n͍̫̬̥̳͇d̷̤̳ ͚̝͉T̯̩̲͓͠h͍͚̪e̘͎͈͕̮̤̬ ̗̱͡W͖̭a̹̥l̥͈̙̠ļ̫.̜͓͍
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  4. Eu consegui ler de boa, e achei bem legal a creepypasta, sai do padrão.

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  5. Mano eu não entendi nada. Alguém explica essa porra?? Mas ainda assim achei algo bem diferente, intrigante, ALTERNATIVO. Valeu o conceito, parabéns.

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  6. Quer dizer que existe alguém pior que o Satanás? Miseriqueima

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  7. Bom dia, primeiramente, bem-vinda ao blog!
    Escrevo com a intenção de apontar alguns probleminhas que dificultaram o entendimento da creepy, ao menos para mim:

    -> A falta de espaçamento entre as linhas do texto torna a leitura tediosa, a fonte também poderia ser modificada;

    -> Certas palavras foram escritas incorretamente;

    -> Houve uma repetição desnecessárias ao longo da estória, tal qual a da passagem "[...]quando o Coveiro viu a Terra mexer. Dedos, apodrecidos e esqueléticos, irromperam da terra[...]";

    Obrigado.

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  8. Ótima narrativa, me lembrou um pouco Lovecraft.

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  9. Ótima creepy e muito bem traduzida para uma primeira vez. Não sei se vc modificou, mas para mim, que li pelo celular, a fonte está branca e o fundo preto e o espaçamento está certinho tbm. Nao sei doq estão reclamando ali pra cima.
    Bem vinda ao site, Bianca! Parabéns pela tradução, está ótima!

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  10. Bem vinda. Eu consegui ler de boa, so tem alguns erros bestas q da pra ignorar.
    Quanto a creepy, a graça dela é justamente o misterio de n saber quem é "ele" gente. Que tem coisa maior do q deus e diabo. Talvez seja sobre o apocalipse.

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  11. Muito boa creepy, imagina o fdp que matou Lucifer

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  12. Bem vinda Bianca :D
    Essa creepy tem uma continuação? Me deixou curioso!

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  13. Já sei... A conversa se passa em 1 de Janeiro quando um cidadão tomar posse... Nem o coisa ruim aguenta nossos políticos kkkkk

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  14. BEM VINDA! então, adorei a creepy, deixa um final aberto muito bom, nao deixa transparecer se sera uma continuação ou se termina nisso mesmo. nao vi problemas no espaçamento nem no layout... amei mesmo, adoro creepys com esses temas meio apocalípticos

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