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Eu sou terapeuta e o meu paciente vai ser o próximo atirador em uma escola (Paciente #107) - Parte 1

7 comentários
Eu tenho tratado o Alex há quase um ano, mas algumas vagas ameaças começaram perto do dia de Ação de Graças.

Ele se apaixonou por uma garota chamada Emma, mas ela não sentia a mesma coisa por ele. Típico drama adolescente. O problema era que ele não desistia. Ele ficava chamando ela pra sair e ela rejeitava ele sempre.

Ele reclamava dela toda semana. Dizia que ela não gostava dele, que ela enganava ele, que os amigos dela zombavam dele, esse tipo de coisa.

Eu sugeri que ele desse espaço para ela e ele se estressou e começou a gritar como todas as mulheres eram putas.

Não era a primeira vez que ele ficava irritado assim. Essa irritação repentina foi o motivo que a mãe dele mandou ele para mim. Ele tinha um histórico de explosões de raiva e comportamentos antisociais, o que levou outros estudantes a excluírem ele.

Mas essa foi a primeira vez que eu senti medo do Alex. Ele tinha um olhar sinistro e parecia incrontrolável, como se ele não fosse mais ele mesmo. E não era apenas raiva. Era uma exaltação sinistra.

Quando ele voltou na outra semana, ele parecia mais calmo, mas isso só fez eu me sentir mais desconfortável. Eu tentei comentar casualmente que ele parecia mais feliz naquele dia e ele simplesmente disse que tinha "entendido tudo".

Eu perguntei o que ele queria dizer com aquilo, mas ele respondeu com um sorriso de canto de rosto.

Sabe quando você tem a sensação que algo terrível vai acontecer, mas você não quer acreditar nisso? Foi essa sensação que tive a noite toda.

Alguns meses atrás Alex era apenas um adolescente perturbado que tinha dificuldade de fazer amigos. Ele tinha muita raiva do seu pai por ter abandonado a sua família, mas as pessoas podiam trabalhar e superar isso. Esse é meu papel.

Mas agora alcançamos outro patamar.

Na sessão da ultima quarta feira, eu fiz algo que eu não me orgulho. Algo que poderia custar meu emprego. Eu pedi para a recepcionista da escola interromper a sessão e chamar o Alex para atender um telefonema.

No momento que ele saiu, eu comecei a fuçar a mochila dele. Encontrei coisas normais de um estudante, como cadernos e fichários. Eu folheei as páginas, mas não encontrei nada além de anotações de aula.

O que eu estava fazendo?

No fundo da mochila dele eu encontrei algo. Era uma daquelas calculadoras gráficas antigas. Eu a tirei da capa e dei meu máximo para me lembrar das aulas de álgebra na escola.

PRGRM. Era o que usávamos para nos divertir com a calculadora.

O primeiro programa se chamava EMMA. Eu o abri, com o coração pulando como louco:

1- QUEM
2- ONDE
3- QUANDO

Eu apertei (1).

Emma, Christine, Sara, Chris. Depois disso, o máximo que conseguirmos. Precisamos de mais de 20 para entrarmos no top 10.

(2)

Provavelmente na aula de química. Talvez a biblioteca, quando ela tiver no período livre dela, junto das outras desgraçadas.

(3)

17 de Dezembro. Bem antes do natal, como em Newtown. Estragar as festas de fim de ano para todo mundo.

Com as mãos suando, fui pegar meu telefone para tirar uma foto. Nessa hora, a porta se abriu.

"O que está fazendo?" Alex se jogou para frente e pegou a calculadora da minha mão.

"Alex, nós precisamos..."

"Você não pode mexer nas minhas coisas" ele murmurou. Então, ele arrumou a mochila e saiu furioso da minha sala.

Merda. Pensei. Merda. Merda. Merda.

Primeiro, eu liguei para a polícia. Eles vieram me interrogar e falaram que tomavam aquele tipo de acusação muito seriamente. Eles perguntaram se eu tinha tirado fotos da calculadora. Não. Alguns segundos a mais teriam feito toda a diferença.

Então eu falei com a escola. Eles disseram que iam ajudar a polícia na investigação.

Mas, ontem a noite, a polícia me informou que eles concluíram a investigação e não encontraram nada que fosse motivo de preocupação.

Claro que não encontraram. Alex sabia que eu ia entregar ele, então ele apagou tudo.

Nossa próxima sessão é amanhã, a última antes do dia 17 de Dezembro.

Ele ainda não cancelou.

Paciente #107 - Arquivo 1 de 3.

Fonte

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

7 comentários :

  1. Pq não dá mais pra dar like ou deslike na postagem? Eu usava o número de likes e deslikes para medir se uma creepy longa valia ou não a pena ser lida :p (por exemplo, não ia perder tempo lendo um textão com 2 likes e 23 deslikes)

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  2. Me lembrou muito mr Mercedes,mostrando o pânico e tensão do "heroi" e a mente repugnante do vilão ao mesmo tempo

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  3. Gostei bastante e estou ansioso para a continuação, o mistério dos personagens e a construção da escrita fazem querer ler a história inteira de uma vez, ansioso para os próximos capítulos

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  4. PRGDL02022

    Altas expectativas... Aguardemos o desenrolar... Bom começo...

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