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Alguém criou uma tradição anual de amputar uma parte do meu corpo

27 comentários



Sei que pode parecer difícil de acreditar, mas é exatamente o que está escrito no título. 

Sem mais, nem menos.

Acho que a coisa mais sensata a se fazer é começar do começo, então vamos lá. 

***
Em 2012, fui para La Vegas por algumas semanas para aliviar a pressão, junto com meu seguro desemprego depois de ter sido despesando.

Não era uma quantia absurda de dinheiro, mas era o suficiente para se divertir por alguns dias, que era o que eu queria. 

Eu estava hospedado em um Hotel Cassino, e um dia acordei com o que inicialmente achei ser só mais uma ressaca. Sentia náuseas e levemente tonto, e demorou alguns minutos para que voltasse a sentir minhas pernas e braços normalmente. 

Era quase como se meu corpo tivesse dormido por um longo, longo tempo. 

Não demorei muito para perceber que me faltava um dedo. 

Meu dedo indicador esquerdo, para ser mais preciso. 

Comecei a entrar em pânico e a surtar enquanto minha visão ficava gradualmente mais escura, ameaçando um desmaio a qualquer segundo.

Com muito esforço não perdi a consciência enquanto procurava pelo meu dedo por todo o quarto. 

Algo que notei rapidamente foi que não havia sangue em lugar algum. Não que eu pudesse ver, pelo menos. 

Claro que podia ser apenas meu estado bêbado, drogado e em pânico que fazia com que eu não estivesse enxergando ou pensando direito no momento, mas mais tarde a investigação confirmou minha suspeita: nenhum traço de sangue foi encontrado, e a arma/objeto responsável pelo ato também estava desaparecida.

Parecia ser um corte limpo, e de alguma forma o corte havia sido cauterizado. 

Para mim, parecia que meu dedo simplesmente havia caído. 

Sei que isso não faz sentido nenhum, mas era minha linha de pensamento. Quer dizer, se um dia você acordasse sem um dedo, certamente iria procurar em voltar por ele, né? Então foi o que eu fiz. 

Tipo, é uma parte de você, uma parte do seu corpo, algo que não deveria simplesmente desaparecer do nada.

Eventualmente pedi ajuda, e dizer que foi um show de horrores não chega nem perto da situação real. 

Muitos policiais, seguranças do cassino e clientes intrometidos tentando entender que porra era aquela que estava acontecendo. 

Eu não sabia o que dizer, muito menos o que pensar. 

Estava com um dedo a menos e não sabia como nem o porquê.

Os policiais não pareciam ligar muito. Um deles deu a entender nas entrelinhas que eu tinha pego algum dinheiro emprestado de um agiota, da máfia ou algo do tipo. 

Outro disse "foi apenas um dedo, você devia estar grato por isso."

Fiquei enojado além do que palavras podiam descrever, mas antes que pudesse me defender dessas acusações, todos pareciam aceitar aquilo como a verdade.

"Quando em Vegas..." alguém disse. 

Ainda assim preenchi uma tonelada de formulários que foram inúteis no final das contas. Nenhuma pista surgiu e era obvio que não tinha sentido continuar perdendo tempo com aquilo. 

Era a maldita Las Vegas afinal de contas, certo? 

O que acontece em Vegas, continua em Vegas, e meu dedo com toda certeza continuou por lá pelo que sei.

Ameacei processar o hotel, e os responsáveis acabaram me dando uma quantia de suborno para ficar quieto.

Acho que clientes perderem partes do corpo dentro do seu hotel sem uma razão plausível era um tanto ruim para os negócios. 

Quem diria?

Acho que não preciso dizer, mas todo o ordálio e sua conclusão foram uma merda. 

Claro que olhando em retrospectiva, tudo é muito diferente, princialmente pelo fato de que eu não sabia que viraria algo regular, mas até na época foi o suficiente para quase arruinar minha vida.

Eu sei que era 'apenas' um dedo, mas como você aceita uma coisa dessas?

Uma coisa é sofrer um acidente bizarro, ou participar de uma briga. 

Mas não só eu não sabia como eu havia o perdido, mas também não sabia o motivo, ou até quem iria querer fazer algo desse tipo comigo.

Como explicar aquilo para amigos e familiares?

Como aceitar um fato desses?

Imagina acordar todos os dias e lembrar quase que instantaneamente que uma parte do seu corpo sumiu para sempre.

Se você acha que superaria isso facilmente, bom para você. Você é uma pessoa melhor e mais forte do que eu jamais poderia desejar ser, mas no meu caso?

Quase me destruiu.

Não sai do meu apartamento por meses.

Não conseguia pensar ou funcionar normalmente porque o pensamento sobre o meu dedo perdido sempre estava na minha cabeça. Quer dizer, COSTUMAVA estar preso a mim, então desapareceu de um dia para o outro, então creio que seja natural que seu sumiço fosse um lembrete constante.

Quando eu esticava a mão para pegar algo, quando usava ou olhava para minhas mãos... me deixava fodido pro resto do dia. 

Eu não havia superado totalmente, mas graças a terapia eu estava à beira de fazer as pazes com isso e seguir com minha vida. 

Então perdi outra coisa, exatamente um ano depois. 

***
2013.

Acordei com uma sensação bastante familiar, uma que havia infestado meus pesadelos e também os incidentes de paralisia do sono que experienciei no ano anterior.

Me sentia enjoado e entorpecido, todo meu corpo parecia com dificuldade de se mexer e acordar.

Minha sensibilidade lentamente foi voltando, seguido por dor. 

Gritei a plenos pulmões, assim como já tinha feito milhares de vezes logo antes de acordar em uma poça de suor, mas isso não era um pesadelo.

Minha orelha direita havia sumido, nas exatas circunstancias do meu dedo. 

Sem sangue, sem ferramentas, nada deixado para trás. 

Não demorei muito para perceber que os dois eventos haviam acontecido no mesmo dia do mesmo mês.

Havia um padrão. 

Havia, apesar dos pesares, uma razão para aquela loucura, e alguém devia estar por trás disso.

E ainda assim, não cheguei a lugar algum.

"Absolutamente nada"... era isso o que os policiais tinham para investigar, e fui deixado da mesma forma que no ano anterior, exceto que dessa vez estava com menos uma orelha também. 

Os policiais suspeitavam da minha namorada da época. Ela era enfermeira - acho que vocês devem desconfiar como nos conhecemos - mas tudo apontava para sua inocência; tinha estado trabalhando a noite e mais de uma dúzia de colegas de trabalho confirmaram sua presença no hospital, assim como as gravações das câmeras de segurança.

Mesmo tendo sido de um grande apoio emocional no começo, sai de cena alguns dias depois.

Não poso julgá-la. 

Não somente não havia ainda uma explicação de quem, como ou porquê, mas alguém tinha entrado na nossa casa, arrancado um pedaço de mim e saído sem deixar vestígios de arrombamento ou qualquer tipo de evidência para trás. 

Isso por si só já faria uma pessoa se mudar para outro estado, se não para outro pais, por medo - algo que realmente tentei fazer em dado momento, mas falarei disso mais para frente - e não só isso, não era a primeira vez que isso acontecia, e agora tudo apontava que estava se tornando um evento anual. 

E se tornou. 

***
2014.

Provavelmente o ano mais difícil que já tive que viver, sabendo que alguém estava ativamente tentando arruinar minha vida amputando lentamente pedaços do meu corpo, um por um. 

Investi pesadamente na minha segurança e trocava as fechaduras quase que semanalmente, mas nunca me sentia satisfeito. 

Não era o suficiente. 

Eu mal dormia, sabendo que casa dia que passava eu estava mais próximo da maldita data.

Mas e se não viesse?

E se decidissem vir naquela mesma noite, ou na seguinte? Talvez na semana seguinte, ou dois meses depois?

Já tinham feito o que bem entendiam comigo duas vezes na exata mesma data do ano, e a mensagem era clara: podiam fazer o que bem entendessem, quando bem entendessem, e não seriam pegos por isso. 

Provavelmente teria sido inteligente me mudar para um lugar diferente, mas minha ansiedade ditava a maioria das minhas decisões.

Não falei com quase ninguém durante aquele ano todo. Isso, em cima de toda minha reclusão não me fez bem nenhum, embora me trouxesse uma leve sensação de conforto. 

Vivi em medo constante nos primeiros dois terços de 2014. 

Achei que ficaria pior enquanto a maldita data chegava mais perto, mas o oposto aconteceu. 

Fiquei com mais raiva, com uma nova sede de sangue crescendo dentro de mim. 

Alguém estava fazendo aquilo comigo, e se queria continuar fazendo, teria que vir até mim de novo. 

Só que dessa vez eu estaria preparado. 

Estaria esperando.

Não era possível que pudesse escapar uma terceira vez, e mais importante, eu não podia perder mais nada.

Não podia permitir, pois temia que minha mente e meu espirito simplesmente se despedaçariam por completo. 

Comprei uma arma contrabandeada, e aprendi a usá-la se para quando o momento chegasse.

Eu estava pronto para acabar com uma vida, considerando tudo que já havia acontecido comigo, eu sabia que talvez podia me safar daquilo. 

Na verdade, se qualquer pessoa tivesse batido na minha porta aquele dia, eu teria descarregado um pente inteiro na porta fechada sem nem pensar duas vezes. 

Só precisava de uma desculpa, uma mínima ameaça... qualquer coisa.

Sei que tomei uns comprimidos para ter certeza que continuaria acordado e bem desperto durante toda noite, mas minhas memórias começam a desaparecer depois de certo ponto.

Achei que tinha feito o suficiente para garantir que chegaria inteiro no outro dia (ou melhor, sem perder mais um pedaço), mas estava errado.

Naquele ano eles levaram minha mão direita, mas não foi só isso. 

A arma que eu havia comprado para minha proteção?

Tinha sido deixada na minha escrivaninha completamente desmontada, com todas as partes e componentes arrumados perfeitamente, como se fosse uma imagem direta da porra de um manual de instruções.

Tinham deixado sua mensagem, talvez até um aviso do que estava por vir, de um significado que tenho certeza que já nem preciso explicar para vocês.

Tudo que eu sabia é que isso estava longe de acabar.


*** 

Viver trancafiado não me tinha feito nenhum bem, então tinha que mudar radicalmente minha estratégia se tinha esperanças de mudança.

Passei maior parte de 2015 viajando pelo país, ficando em hotéis e todos os tipos de lugares baratos. 

Eu nunca sabia para onde estava indo quando pegava um táxi ou uma carona. Descartei meu celular e fiz questão de nunca fazer reservas no meu nome. 

Esse tipo de coisa, sabe, 'não deixar vestígios para trás' e sair da rotina, ou pelo menos tentar. 

Achei que isso seria o suficiente para despistar seja lá quem estivesse atrás de mim, mesmo sem ter ideia de quais tipos de recursos disponibilizavam para me rastrear.

Por um tempo, me senti bem confiante. Acreditei que podia sobreviver aquele ano sem perder mais um pedaço de mim. 

Mas enquanto a data maldita se arrastava na minha direção, as dúvidas e a ansiedade acharam um jeito de me reencontrar. Fazendo isso, deu abertura para a fatigas mental e física se alojar em mim, acumulando o cansaço de quase um ano viajando direto. 

E se tudo que eu fizera não fosse o suficiente? Ou pior, e se tudo aquilo tivesse sido inútil pra começo de conversa?

Faltava menos de uma semana, e foi aí que decidi fazer algo absurdamente idiota e que provavelmente desfez todo meus 'trabalho' anterior: 

Comprei um notebook e usei a deep web para contratar alguém para me proteger. 

Eles ficaram com meu dinheiro, mas nunca apareceram. 

Naquele ano, perdi a língua.


*** 

Em 2016 não fiz muita coisa. Me mudava de apartamento a cada dois meses mais ou menos, mas mais por necessidade do que qualquer outra coisa. 

Não havia objetivo em me mudar para lá e para cá como no ano anterior, considerando como tudo acabou no final. 

Ao invés disso,tentei viver minha vida mais normalmente possível, apesar de tudo que havia perdido e, agora, com minha fala totalmente prejudicada também.

Mantinha isso tudo na maioria das vezes só para mim. Por fora, parecia estar vivendo e me acostumando com minhas deficiência da melhor forma possível, mas não tinha desistido.

Todos os dias pensava em maneiras de acabar com algo que, para todos os efeitos, parecia ser inevitável de qualquer forma. 

Mantinha tudo que envolvia esse assunto preso na minha cabeça. Esse era o único lugar que eu podia garantir que eles não conseguiriam saber meus planos. 

Embora passara a maior parte do tempo pensando em como evitar que aquilo acontecesse novamente, quero deixar claro que não tinha um grande plano esquematizado. 

Queria ter, mas como você deve entender, eu não estava no meu melhor momento. Perder partes do corpo todos os anos faz isso com você.

Contudo, o melhor plano que desenvolvi foi embarcar no voo mais longo que encontrasse naquele dia em particular. O destino não me importava.

Acreditei que não tinha como alguém arrancar um pedaço de mim em pleno ar, dentro de uma lata de metal sem ter para onde fugir. Era impossível, não importa quantos cenários eu recriasse na minha mente. 

E se conseguisse ficar bastante tempo no ar, talvez fosse possível conseguir me livrar, talvez eu passaria um ano sem perder mais um membro... e talvez tudo aquilo finalmente parasse permanentemente.

Eu nem sequer consegui entrar no avião. 

Os seguranças do aeroporto me encontraram desacordado no banheiro, sem o pé esquerdo. 


***

Depois disso, desisti completamente. Como não desistiria? 

Quando pedi ajuda, arrancaram minha língua. 

Quando tentei voar para longe, arrancaram meu pé, como se dissessem você não vai para lugar algum.

Não via mais motivos para continuar lutando contra aquilo, e mesmo que quisesse resistir a algo, o que poderia fazer sozinho? 

O que eu podia achar que conseguiria fazer na situação que me encontrava, que só piorava ano após anos?

Nada. 

Não havia mais nada para se fazer além de aceitar.

Aceitar o fato que aconteceria de novo, e que não havia nada a ser feito para impedir esse fato. 

Então no ano passado não fiz nada de extraordinário. 

Fui no cinema na parte da tarde, jantei no restaurante mais chique que pude encontrar sem reservas, e depois fui direto para casa. 

Não fiquei acordado apontando uma arma para a porta de entrada. 

Não desperdicei um só segundo pensando em coisas que sei que não me levariam a lugar nenhum.

Só fui para cama e dormi, sabendo que acordaria na manhã seguinte sendo menos do que no dia anterior. 

Não fiz nada, exceto que deixei um bilhete escrito a mão no criado-mudo. 

"Por quê?"

O por quê era tudo que eu queria saber. 

Achei que, sendo que eu havia desistido de lutar contra, iriam pelo menos respeitar meu pedido de saber o motivo de terem me escolhido para fazer aquilo. 

Por que eu? 

Uma resposta era tudo que eu queria, e não era muito a se pedir considerando tudo que já tinham pego de mim.

Não sabia muito bem o que esperar mesmo se deixassem uma resposta, sendo que nada poderia justificar tudo que acontecera comigo. 

Nunca fiz nada para ninguém que pudesse gerar uma vingança desse cunho. Não haviam pessoas loucas na minha vida ou ex-namoradas psicopatas, nada mesmo. E se esse fosse um caso de identidade trocada, ou uma vingança enganada? Não poderia ser recompensado.

O que foi feito foi feito, mas ainda queria saber. 

Precisava de algo para continuar, não importa o quão louco ou bizarro fosse. 

Precisava saber o motivo desse processo lento e progressivo de me apagar da existência desse mundo.

Acordei sem um olho e tudo que recebi em troca foram duas palavras, escritas no mesmo papel da pergunta:

"Por que não?" 


***

Isso nos trás ao agora. 

Sei que existem outras coisas que eu poderia ter feito, outras decisões que podia ter tomado.

Quando deixaram minha arma desmontada, ou até quando responderam meu bilhete, poderia ter pedido para a polícia procurar por digitais ou alguma evidência, mas você acha que achei que descobririam algo com isso?

Não. Não seriam tão metódicos ou inflexíveis a não ser que tivessem certeza que não seriam pegos. Sei que é idiota pensar assim, mas no fundo da alma tinha certeza que qualquer tentativa seria inútil.

Sei que provavelmente cometi erros idiotas desde o comecinho, mas por favor, tente entender e ver da minha perspectiva: Estive sozinho pela maior parte do processo nesses últimos seis anos, e todas as vezes acontecia de novo, e cada ano que passava agia menos como uma pessoa normal.

Não tinha ninguém para quem pedir ajuda, e mesmo que tivesse, minha paranoia teria descartado essa possibilidade.

Eu vivia em medo e apreensão constante, com medo de que quem quer que fosse responsável por isso pudesse, literalmente, ser qualquer pessoa com quem eu cruzasse na rua.

Por favor, entenda que as coisas só aconteceram do que jeito que aconteceram por causa do péssimo lugar em que eu me encontrava, tanto mentalmente quando fisicamente, e por favor entenda que não estou aqui pedindo ajuda.

Como eu disse, já fiz as pazes com tudo isso, e não quero incomodar ninguém tentando bolar um plano para parar essa bizarrice. 

Se você leu até aqui, isso é muito mais do que jamais poderia pedir e não quero mais tomar o seu tempo.

Obrigado. De verdade. 

Eu só queria que alguém soubesse que eu existi. Queria que alguém lembrasse que eu também fui alguém uma vez. Alguém completo. 

Eu era uma pessoa. 

Podia compartilhar meu nome, até meu rosto mutilado, mas até o que sobrou pode ser arrancado de mim, se assim desejarem.

Mas não essas palavras. 

Isso você não pode tirar de mim, e não poderá apagá-las da memória dos outros. Sei que não é muito, e sei que provavelmente não viverei por muito mais tempo nessas condições, mas por enquanto é o suficiente. 

Sei que, seja lá quem esteja coletando minhas partes do corpo, verá isso.

Eu sei que lerão isso. Talvez deixarão até um comentário, me desejando boa sorte ou oferecendo ajuda.

Sei que vão. 

Faltam só mais dois dias até a data maldita. 

Talvez finalmente mostre a cara para mim? 

Talvez você acabe com a minha miséria, no fim das contas? Já pensei em eu mesmo fazer isso milhares de vezes, mas já que vocês se esforçaram tanto, imaginei que poderia esperar pela finalização pelas suas mãos.

Não quero estragar sua diversão e eu também posso obter algum tipo de satisfação distorcida por saber que você sempre terá que voltar para mais.

Você não terminou ainda, não é?

E, para falar a verdade, estou realmente animado pela primeira vez. Isso é basicamente a única coisa por qual espero ultimamente. 

E quem sabe, talvez eu também tenha uma surpresa para você.

Talvez não.


Até mais.

FONTE

27 comentários :

  1. 6:46 da manhã no Amazonas e eu lendo uma creepy boa desse tipo. 9/10.

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  2. achei meio fraco o final, esperava alguma explicação...6/10

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  3. Desgraça sem pé nem cabeça... Vai toma no cu .... Meu pau foi lá corta ele todas as datas neh ... fdp

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  4. PRGDL02022

    Ô povo reclamão que não saca nada, Mindfuck é Mindfuck. E como vi em um comentário em outra Creepy, esses tipos de creepys mais deixam perguntas do que respostas, faz o leitor questionar eventos na estória, mas é só isso que vai ficar martelando na mente, só perguntas, algum "talvez", mas nenhuma resposta certa. E em relação a creepy, de fácil leitura e entendimento curto muito esse tipo de escrita e quanto maior o texto, melhor, pois só os fortes comentam, (outro comentário de outra Creepy). Como sempre, parabéns pelo trabalho e que venha mais textos perfeitos como este!!!

    P.S: Divina tem previsão de sair alguma série???

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    1. Dia 24/02 começo com uma nova série! Vai ter capítulos novos toda quarta e domingo!

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    2. Que coisa boa de se ler. Mal posso esperar pela nova série.

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    3. PRGDL02022


      👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

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  5. Caramba 10/10. Fazia um tempo que eu não via algo... Inusitado? Gostei do tema e da forma como foi escrita essa Creepypasta, deu para sentir em alguns momentos o desespero do indivíduo.

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  6. Mindfuck é sem sentido mesmo, talvez por não ter explicações ou um final otimista que seja tão boa quando se trata de subcategorias de creepypastas.
    É interessante e se você entrar no processo de imersão e até agonizante como o personagem passa de confusão ao o que ocorre, desconfiança, raiva e no final do processo, desesperança para aceitação...
    Essa é uma das poucas vezes que queria que não fosse mindfuck e tivesse um final feliz para o protagonista, mas sei que tenho esse sentimento por ser escrita tal qual como é.
    Sensacional 10/10.

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  7. Sério que depois de anos do blog, ainda tem que ser explicado o que é mindfuck?

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  8. criei um email só para mandar minha inscriçao, mas o google identificou minha conta como suspeita, vou criar outra e mandar de novo

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  9. Bem "Além da imaginação" e outra coisa além da imaginação e que eu estava pensando ontem se ja tinha lido aqui uma história com mutilação Onde o mutilado chegava a apreciar. Doideira.

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  10. E aquela creepy, "a verdadeira história dos humanos, não vai ter a parte 2?

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  11. "Trás" é o contrário de "frente", o correto é "traz".

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  12. Para seu amor te procurar ainda hoje apaixonado e querendo ficar com você, conte 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1 e em seguida, repita:

    “Bruxos e bruxinhas assim que essa simpatia eu publicar, (diga o nome da pessoa amada) vai me procurar, se desculpar, pedir para me amar e falar que precisa muito de mim, ele(a) irá me ligar agora, pois está pensando loucamente em mim. E me fará a pessoa mais feliz do mundo.”

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  13. Essa Creepypasta foi sensacional, uma das melhores que eu já li, senti as emoções do(a) protagonista e fiquei triste pelo final ser tão melancólico

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  14. Historia muito boa mas nao curti o final.

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