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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (01:00 - 02:00)

10 comentários

O telefone tocou.

"Ouça bem, seu filho de uma puta, se você tocar em um fio de cabelo da minha família-"

Mas foi tudo que consegui dizer. 

Um guincho absurdamente alto soou pelo celular fazendo com que eu afastasse o celular da orelha, seguido por uma série de números ditos por uma voz mecânica. 

Tudo que consegui pensar em fazer foi correr e anotar os números em um pedaço de papel enquanto eram ditados uma última vez.

Tentei fazer o celular funcionar, ligar de volta para o número; mas não consegui nada. 

Ao invés disso, uma mensagem de texto de um número privado apareceu com o segundo número romano e uma única palavra. 

VÁ.

Olhei para os números que acabara de receber e percebi imediatamente o que eram.

Coordenadas.

Tirando tudo de cima da bancada da cozinha, tentei encontrar a longitude e a latitude exata no Google Maps, mas apenas descobri que isso me mostrava algum tipo de lixão químico a pouco mais de dezesseis quilômetros fora dos limites da cidade.

Não havia mais nada por lá e, pelo que eu sabia, não deixavam civis chegar perto daquele local por ser uma área radioativa.

Chequei mais uma vez para ter certeza que as coordenadas estavam corretas, então peguei meu casaco e corri em direção do meu carro. 

Se eu me apressasse, sabia que conseguiria chegar lá antes da hora acabar. 

O desafio ficou extremamente difícil quando tentei ligar meu carro e descobri que o motor não ligava. 

"Filho da puta," resmunguei enquanto saia, colocando o capuz e tentando descobrir qual era o problema.

Usei a lanterna do celular descartável para tentar ter uma visão melhor do motor e vi imediatamente o que havia acontecido. 

Alguém tinha cortado os fios da bateria. 

Imediatamente olhei em volta da rua desolada tentando determinar se havia alguém me observando. 

Talvez tivesse sido a mesma pessoa que deixara o pacote? 

Mas eu não tinha tempo para pensar nisso, o relógio não parava. 

Ao invés disso, abri um vídeo no Youtube de como fazer uma ligação direta. Parecia a coisa mais esperta a se fazer no momento. 

Então fiquei ali encurvado tentando fazer meu carro ligar quando ouvi um som suave de sirenes se aproximando e vi duas viaturas da polícia se aproximando do meu endereço.

Os dois policiais bem vestidos saíram em direção da iluminação suave que a luz da minha garagem fornecia e o mais alto perguntou "Com licença, senho, você mora aqui?"

"Sim, moro. Meu nome é Daniel Stratton. Estou tentando arrumar meu, hm... bem, meu carro está com um problema na fiação," falei. Minha mente não parava um segundo. Eu não havia desobedecido as regras, não tinha ligado para a polícia. Então quem ligou? 

"Recebemos algumas ligações dessa área relatando uma desinteligência doméstica," o segundo policial continuou e então olhou em direção da minha porta.

"Sua esposa está em casa?" 

Senti meu coração disparar e lembrei do sangue espalhado pelas paredes do quarto do meu filho.

"Não. Não, hm... ela e meu filho estão passando algumas noites na casa da irmã dela. É o aniversário dela nesse final de semana," menti, inventando uma desculpa rápida.

Eu tinha apenas trinta e oito minutos para percorrer vinte quilômetros, e eu sabia que conseguiria percorrer esse caminho na metade do tempo se conseguisse dispensar aqueles policiais.

"Se importa se entrarmos e dermos uma olhada na sua propriedade?" Um policial perguntou. 

Engoli em seco, me cérebro disparando loucamente para tentar arranjar mais uma desculpa. 

"Não é minha casa, na verdade. Só alugada," falei e continuei. "A administração é um pouco exigente quando se trata de regras, então acho que eles gostariam que você entrassem sem um mandado."

O segundo policial falou no rádio que estava amarrado ao ombro para obter algum tipo de confirmação da delegacia, enquanto eu tentava não suar nervosamente. 

"Você estava planejando ir a algum lugar esta noite, senhor Stratton?" O policial perguntou. 

"Só dar uma passeada de carro. É um hobby meu. Acalma meus nervos depois de um longo dia de trabalho."


O segundo homem voltou e conferiu com o primeiro antes de finalmente me dizer: "Tudo bem, desculpe por isso, mas parece que houve mais uma ligação feita a apenas dez minutos atrás e foi de sua esposa. Você precisa nos deixar entrar, senhor."

"Eu já disse, minha esposa não está aqui", falei, começando a entrar em pânico e tentando entender o que estava acontecendo. 

"Senhor, se você está se recusando a cooperar, posso prendê-lo por 48 horas apenas por obstruir uma investigação policial", resmungou o policial B.

Suspirei e enfiei a mão no bolso, fingindo puxar minha chave. Então eu fiz a coisa mais estúpida que já fiz em toda a minha vida e dei um soco direto na cara do policia, empurrando-o contra a janela do meu carro.

Naquela fração de segundo, o primeiro policial pegou o seu taser e estava prestes a descarregá-lo em mim quando nós dois ouvimos a aceleração de um motor.


Viramos a cabeça em direção da rua e vi um Mazda amarelo rosnando na rua.

Policial A ergueu sua arma para me impedir de tentar atacá-lo e estava prestes a falar no rádio quando o Mazda acelerou para cima dele e o atropelou.

Caí na grama molhada e gritei alguns palavrões quando ouvi seus ossos quebrando e o carro esportivo deslizou até parar bem na minha frente.


A porta do lado do passageiro se abriu e uma jovem ruiva olhou para mim com o mesmo pânico em que eu me encontrava alguns momentos atrás.

"Aqui é o número 330 da Estrada Hazelnut?" gritou para mim. Só consegui assentir idiotamente enquanto ela gesticulava para eu entrar no carro.

"Quê? Eu não vou ir com você!" Sibilei e então ela me mostrou o mesmo celular descartável que eu segurava. 

"Acho que eles querem que a gente faça times," disse. 

Prendi a respiração por um momento enquanto olhava para os policiais e ela disse, "ou isso ou você quer descobrir um jeito de terminar esse desafio sozinho...?"

Olhei para ela e entrei no lado do passageiro do Mazda antes de partirmos.

Tenho mil perguntas para essa moça, mas agora tudo o que importa é chegar ao lixão.


Tenho a sensação de que provavelmente precisaremos trabalhar juntos também.

FONTE

PRÓXIMA PARTE: 03/03/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

10 comentários :

  1. Muuuito boa! Bate de fato uma emoção.Obrigado pela série, Divina!

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  2. DIVINA EU TE AMO DEMAIS.
    MEU DEUS DO CÉU

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  3. Muito boooa... Tô amando ler, te prende do comeco ao fim haha Parabéns Divina <3

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  4. Divina, tenho umas dúvidas referente as umas Creepys se elas vão continuar ou se foram finalizadas mesmo :
    - Isso não e um Teste
    - Taman Shud
    - Encontrei o celular de um assassino
    E o mais importante de todos:
    - Desafiei meu melhor amigo..
    Desculpe caso você tenha postado em algumas delas que foi finalizada, eu realmente não vi, e como foram séries que eu estava amando, por isso tô perguntando se vai continuar haha Obg <3

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  5. Esperando parte II, amei essa crepy

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  6. Me lembrou aquele filme "controle absoluto"

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  7. Muito bom.so queria saber se comecei lendo certo?essa é a primeira parte né?to perdida aqia kkkk

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