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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (05:00 - 06:00)

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O sol da manhã estava nascendo, subindo pelas águas do rio, esticando longos raios solares contra o pequeno barco onde nos encontrávamos.

Melissa estava encostada contra os corrimões do barco observando o sol nascer e nós navegávamos em direção a costa norte. Suspirei e parei ao seu lado, tentando espairecer minha cabeça. 

"O que você acha disso tudo? Confia nela?" Perguntei. 

A ruiva olhou para mim e depois afastou o olhar. "Eu nem sequer confio em você. Nem sei se seu nome realmente é Daniel!", murmurou. 

"Que? Qual seu problema?"

"Estou apenas encarando os fatos. Isso está acima da nossa capacidade. Eu não esperava por isso. Só queria..." 

Ela começou a berrar e sacudir a cabeça antes de colocar a mão no bolso e pegar o celular descartável.

"Eu não tô nem aí para o que vai acontecer. Estou farta!" surtou e jogou o celular na água. 

"Ei! Qual o seu problema?" Perguntei. 

Seus olhos estavam inchados e vermelhos enquanto eu a encarava e então percebi. 

"Aquelas pessoas do outro grupo... você conhecia alguém?" Perguntei.

"Meu pai... ele entrou no grupo anterior provavelmente junto com nossa salvadora, se é que ela é isso mesmo," Melissa disse amargamente.

"Faz quanto tempo que ele está desaparecido?" Sussurrei. 

"Pelo menos nove meses. Talvez dez. Eu ainda tinha esperanças de que estivesse vivo em algum lugar, porque não voltou quando perdeu. Disse que queria continuar jogando essa merda," falou. 

Sacudi a cabeça, confuso, olhando em direção da água. Não fazia sentido. Então Heather apareceu e resmungou, "Qual de vocês jogou o celular na água?" 

Melissa olhou timidamente para cima e então Heather mostrou o novo desafio que tinha sido dado. 

VI. RECUPEREM O TELEFONE. 

"Isso é loucura. Essas águas estão congelantes nessa época do ano. Além do mais, são tipo seis metros até o fundo, talvez o dobro!" Eu disse. 

"Você acha que eu não sei disso? Mas é o que temos que fazer. Se não, o jogo termina. Sem cache. Sem mais instruções. Perdemos tudo." Heather fez uma careta. 

Melissa olhava em direção das águas congelantes em surpresa enquanto Heather suspirava.

"Bem, temos quarenta minutos, vamos ter que tirar no palitinho? Obviamente eu não posso," disse abanando o cotoco do braço no ar, como se fosse um troféu de batalha. 

"Eu vou," uma voz soou e olhei para cima para ver sua parceira fazendo um gesto para Heather ir assumir o controle do barco.

"Celeste, você não pode! Você vai ficar com hipotermia se ficar mais do que trinta minutos lá." Heatler tentou argumentar. 

"Dezenove minutos, na verdade. E viemos preparadas para todos os tipos de situações e não vejo porque essa seria diferente," sua parceira falou enquanto tirava a blusa de gola alta e se alongava por alguns segundos. 

"A culpa é dela, faça ela ir!" Heather apontou para a garota mais nova. 

"Eu... eu..." Melissa gaguejou.

Wayne saiu para a deck para entender toda aquela comoção. 

Depois de explicarem a situação ele levantou os braços para o céu e disse, "nem olhem para mim, eu não sei nadar." 

"Cuidem do barco, eu voltarei em um segundinho," Celeste disse. 

"Espera... talvez seja melhor eu ir?" Sugeri. 

"Esse debate está só fazendo com que percamos tempo. Você ainda está com ferimentos abertos que precisam sarar, a água fará mais mal do que bem," Celeste deu o ponto final enquanto tirava o máximo de roupa possível para evitar o peso da água.

Então, Heather pegou o leme e guiou o barco o mais próximo possível do ponto em que Melissa havia jogado o telefone antes de permitir que sua parceira pulasse na água. 

Prendi a respiração tentando ver quanto tempo levaria para ela voltar à superfície. Três segundos se transformaram em trinta e depois quase um minuto se passou.

"Está vendo ela?" Heather perguntava freneticamente.

"Não ... nada", respondeu Melissa.

"Meu deus, porra, volte Celeste", falei olhando a água escura.

Um momento depois, ela voltou ofegando por ar. Cinco minutos e vinte segundos.

"Deus abençoe!" Falei animadamente.


"Desça e pegue um cobertor quente", Heather ordenou.

Melissa foi quem obedeceu e ofereci a Celeste meu casaco para evitar que o ar da manhã lhe causasse muito dano. Ela tremia e batia os dentes enquanto tocava seus dedos frios e disse: "Viu? Nã-não f-f-foi n-n-nada".

"Você é tão idiota", disse Heather quando Melissa voltou para o lado de Wayne.

"O que diabos aconteceu?" ele perguntou enquanto olhava para Celeste.

"Longa história. Estamos todos bem agora", eu disse.

"Ninguém mais recebeu a mensagem, então?" ele perguntou.


Eu parei o que eu estava fazendo quando ele me mostrou o telefone onde outra mensagem tinha aparecido.

VI.2. JOGUE FORA O TELEFONE. 

"O que é isso?" Melissa perguntou pegando-o para ler.

"Você está de palhaçada comigo? Ela acabou de arriscar a vida para buscar essa merda!" Melissa guinchou.

Heather desceu da coluna de leme, com os olhos ardendo em fúria ao pegar o descartável de Wayne e ler a mensagem.


"Nenhum de vocês me deu ouvidos antes, não é mesmo?" Disse junto de uma risada enquanto ia até sua parceira e pegava o telefone morto que ela acabara de recuperar.

"Você não perceberam? São as regras deles. Nós jogamos do jeito deles e conseguimos viver. Nós somos apenas bonecos aqui!" Heather gritou enquanto enfiava o telefone molhado no rosto de Melissa.

"E isso, isso aqui! É só para nos lembrar quem está no comando", ela murmurou enquanto jogava no mar novamente.

Voltou para o convés para se acalmar enquanto Celeste se enrolava no cobertor quente e acenou em agradecimento para todos nós.

"Vou fi-ficar b-bem", gaguejou enquanto descia as escadas.

Assenti e olhei para Melissa, seus olhos estava, tão vermelhos e inchados quanto antes de todos os desafios.


"Vamos todos morrer jogando este jogo", murmurou.

"Ei, olhem para mim", eu disse quando me lembrei do meu filho de 6 anos.

"Nós vamos sobreviver a isso. Está me ouvindo? Nós vamos."

Ela assentiu fracamente e sorriu antes de acrescentar: "Sinto muito pelo meu comportamento de antes. Espero que você encontre sua família."

Ela esfrega meu braço e depois subiu lentamente na proa. 

"Espera! O que você está fazendo?" Perguntei.

"Não há mais nada para eu ganhar", disse com os dentes cerrados.

Mas antes que pudesse pular, um dardo atingiu Melissa na nuca. Corri para segurá-la já inconsciente enquanto olho para as escadas e vejo Heather parada com a arma na mão.

"Ninguém vai embora", ordenou.

Puxei Melissa e a coloquei em repouso para descansar ao lado do cobertor que Celeste deixou e senti um arrepio percorrer minha espinha.


De repente, já não tenho certeza do que é pior: jogar o jogo ou as pessoas com quem estou jogando. 

FONTE

PRÓXIMA PARTE: 17/03/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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