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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (09:00 - 10:00)

4 comentários
Já faz quase dez horas desde que comecei a jogar.

Faltam quatorze. 

Sei bem o que acontecerá a seguir. E não estou preparado. Sei que não vai ser mais fácil.

A única coisa que me mantém são é a esperança de que minha família esteja viva em algum lugar, sendo mantida em cativeiro e esperando para se reunir comigo depois que eu terminar todas essas malditas tarefas.

Mas agora... depois do que aconteceu lá no sol matinal em uma floresta isolada nas montanhas do Apalaches... Não tenho certeza se será tão fácil assim.

Não que alguma coisa tenha sido fácil até aqui, para ser justo. 


Pelo menos três pessoas morreram desde que comecei. Nem se quer posso imaginar qual será a contagens de corpo no final do dia.

Você provavelmente deveria parar de acompanhar esses posts, para ser honesto. Não há motivos para que você compartilhe dessa jornada comigo.

Ou talvez isso seja uma parte do jogo? Talvez isso já estivesse amarrando desde o começo, como uma cenoura que incentiva um burro a continuar andando.

Eu já não sei de mais nada. Só sei que tive que ajudar a fazer uma cirurgia em um homem semi-morto no meio de uma floresta em menos de trinta e cinco minutos.

"Não podemos fazer isso, não temos nenhum dos equipamentos certos", Celeste argumentou primeiro.

"Nós vamos ter que usar o equipamento de caça", Wayne sugeriu.

"Era melhor a gente colocá-lo para dormir antes..." Heather disse, lembrando a todos que o homem estava prestes a morrer.

"Deixe-o ter esses últimos momentos em paz", soluçou Melissa.

Mas eu já sabia muito bem. O jogo estava nos forçando a completar outra tarefa impossível.


Eu estava prestes a tomar uma decisão final quando o pai dela cuspiu mais sangue e tocou a bochecha de Melissa.

"Faça logo..." disse, com uma voz frágil. Ela segurou a mão dele e chorou enquanto nos aproximávamos dele.

Então Celeste se ajoelhou ao lado dele e fez algumas perguntas simples.

"Há quanto tempo você engoliu?" 

"Cer-cerca de ... u-uma hora e meia atrás",gaguejou.

"Onde dói mais? Onde dói menos?"

Então ela respirou fundo algumas vezes e fez sinal para Melissa e eu segurá-lo.


"Provavelmente ainda está em seu estômago", pensou em voz alta quando pressionou suavemente a área, tentando sentir em volta.

"Esse tipo de coisa não é tipo dissolvido pelo ácido estomacal?" Wayne perguntou de longe. Parecia mais desconfortável do que todos nós quando Celeste fez a primeira pequena incisão logo abaixo do umbigo do homem.

"Isso é pouco provável. Se passasse para os intestinos, provavelmente teria ficado preso lá", disse Celeste quando ela começou a cortar mais fundo.

Não quero nem lembrar dos gritos dele. Estavam baixos por causa de seu pulmão em colapso, mas ainda assim cada corte que ela fazia causava uma dor cada vez mais excruciante ao homem. Melissa apertou a mão de seu pai o mais forte que pôde enquanto Celeste se aprofundava na cirurgia.

Ele parou de gritar, seu corpo tendo crises de espasmos quando começou a entrar em choque.

"Pare! Por favor, pare!" Melissa implorou. Heather se moveu para afastar a ruiva.

"Você está matando ele!" Melissa gritou. Heather não conseguiu segurar a garota, mas Celeste já havia o aberto com sucesso.

Uma poça do ácido estomacal escorreu pela palma da mão dela quando começou a enfiar o punho na cavidade aberta do corpo.


Novamente o pai de Melissa gemeu quando Celeste procurou lá dentro. Mais do ácido se derramou, como se estivesse destrinchando um animal selvagem que acabara de caçar. 

Melissa continuou gritando quando os olhos de seu pai rolaram nas cavidades e Wayne começou a segurá-la também.

"Ele já se foi! Pare! Ele já não está mais aqui!" Wayne insistiu. Olhei para ele e o encarei enquanto dava seu último suspiro.

Ainda assim, Celeste não parou sua busca. Na verdade,começou a procurar mais fervorosamente que antes, agora que sabia que não estava mais causando dor ao homem.

Melissa soluçou impotente enquanto a enfermeira vasculhava completamente o estômago do pai dela e então eu ouvi uma costela se partir quando ela o abriu completamente e todo o ácido se espalhou no chão da floresta.

Não muito depois, Celeste finalmente encontrou o que procurava, e arrebatou o pequeno pendrive; segurando-o para cima como se fosse um troféu.

Mas nenhum de nós tinha muito a dizer enquanto ficávamos ali olhando para o homem que mal conhecíamos e que havia perdido a vida por causa daquilo.

"Podemos..." Melissa perguntou quando finalmente se deu conta da realidade da situação.


"Podemos fazer um enterro?"

Heather assentiu lentamente, deixando que Celeste e eu usássemos algumas das ferramentas maiores para fazer uma cova rasa.

Eu sabia que não era um enterro adequado, deixando-o nu e exposto ao relento.

Olhei para os cadáveres balançando na árvore, percebendo que talvez aquele fosse um destino um pouco melhor do que o de seus companheiros e que talvez nenhum animal aparecesse e estripasse seu corpo mais do que nós já tínhamos.

Celeste recitou um verso bíblico e depois foi até Heather.

Wayne não disse uma palavra, ele apenas lentamente e silenciosamente fez o símbolo da cruz sobre o peito e se afastou.

Melissa apenas ficou lá sentada, olhando para o homem que a criara.

Ajoelhei-me ao seu lado, deixando o silêncio falar.

Mas por motivos que desconheço, que veio a falar foi a própria moça.


E eu escutei.

"Era aniversário dele quando sugerimos que ele se inscrevesse para... ele... ele sempre teve um espírito aventureiro..."

"Subiu o Monte Mitchell no ano passado... um total de dois mil e trinta e sete metros de altura... achei que... Achei que ele poderia conquistar qualquer coisa..."

"É minha culpa que ele tenha começado a joga este jogo... minha culpa por não ter desistido também..." ela balançou a cabeça.

"Melissa ... não é..." eu disse a ela.

"É sim! Ele chegou à 12ª desafio da última vez. E ele teve que desistir de causa de uma maldita infecção no estômago. Perdemos nossa casa! Perdemos tudo por causa desse maldito jogo idiota..." disse amargamente.

Sentei-me em um silêncio desconcertado, percebendo que a ganância deles os afundaram nessa confusão. E a ganância o colocou de volta. 


Vou ficar aqui sentado ao lado dela por enquanto. Até a hora de nos mexer novamente.


PRÓXIMA PARTE: 31/03/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

4 comentários :

  1. Divina a creepy ta maravilhosa mas eu vim aqui pra dizer que vi um relato teu no buzzfeed kkkkkkkkk te adoro bjs

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  2. PRGDL02022

    Cada capítulo mais surpreendente do que o outro!

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  3. PRGDL02022

    Cada capítulo mais surpreendente do que o outro!

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