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Um grupo de pervertidos está atrás de crianças no YouTube. Eu costumava trabalhar para eles.

13 comentários
Bom dia/Boa tarde/Boa noite! Essa creepy foi pedida por um leitor aqui no blog! Deixe sugestões, quem sabe a próxima não é a sua? :3
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No verão antes de fazer meu doutorado, estava tentando acumular o máximo de dinheiro possível. Pra isso, trabalhei em tempo integral, fiz alguns bicos no Craigslist, como ajudar as pessoas a se mudarem, e dei aulas particulares para alunos de ensino médio. Um dia, enquanto navegava no Craigslist, encontrei um anúncio para trabalhar como animador / editor de vídeo júnior. Pagava $20/hora, então eu imediatamente me candidatei. Já era familiarizado com programas de animação porque meu amigo e eu passamos anos tentando criar um jogo simples. Também editava consideravelmente bem, afinal, quando era mais jovem, tive um canal popular no youtube.

Eu consegui o emprego. Foi mais estranho do que eu esperava. A empresa ficava em um discreto complexo empresarial em Irvine, e cada funcionário tinha um medalhão eletrônico que abria as portas. Certos cargos destravavam determinadas portas. Estando no nível mais baixo, só conseguia destrancar a entrada, a porta do sala em que trabalhei e a sala de conferências onde teríamos reuniões semanais. Eu nunca vi nenhum outro cômodo no prédio, nem falei com ninguém que trabalhasse neles.

Havia sete animadores, contando comigo. Nós nos sentávamos em uma fileira de cubículos naquela pequena sala e o trabalho era editar aquelas imitações de personagens infantis populares, como o Homem-Aranha, Elsa, Bob Esponja, My Little Pony, etc. Trabalhávamos em um ou dois vídeos por semana, e basicamente criávamos objetos e cenários de desenho animado. Era surpreendentemente simples. Pouca coisa precisava ser "animada" de verdade.

O trabalho pagava tanto que mal dei atenção ao quão estranho era. A empresa dividia nosso trabalho de uma forma que nenhum de nós animadores chegou a ver um vídeo inteiro. Cada um trabalhava em alguns segundos e, muitas vezes, o projeto seria tirado de nós e transferido para outro departamento antes de terminarmos.

As regras eram estranhas. Nós animadores não éramos autorizados a falar uns com os outros em nenhuma circunstância. Não nos foi permitido trocar nomes ou nos apresentar. Falar ou usar o computador de outra pessoa era uma infração gravíssima. Duas pessoas não poderiam ficar na sala de descanso ao mesmo tempo, e nenhum celular era permitido dentro do prédio. Nunca.

A sala também era estranha. Era azul. Tudo. As paredes, as cadeiras, os teclados, a porta. Um purificador de ar azul ficava preso na parede de cada cubículo, mas não tinha cheiro algum. Havia um objeto vermelho: um telefone. Tocava de vez em quando, mas não podíamos atender. Fui instruído a me levantar da cadeira e me alongar toda vez que tocasse, mas, com o tempo, percebi que os outros funcionários haviam sido instruídos a fazer coisas diferentes. Um deles respirava lenta e profundamente. Um deles colocava a cabeça na mesa. Dois deles saiam da sala e retornavam. Um rodava em torno de sua cadeira. Um tossia.

Notei algumas outras coisas estranhas sobre a empresa durante o meu curto período de tempo lá. Não era incomum ver funcionários chorando enquanto atravessavam os corredores. Toda vez que via um deles chorando, eles sempre tentavam esconder. Alguns não conseguiam. Em algumas ocasiões, vi uma criança vagando pelos corredores procurando por alguém, ou talvez por um banheiro. Quando eu levei isso para o meu supervisor, ele disse: "É dia de trazer seu filho para o trabalho no departamento do andar de cima." Ele me disse isso três vezes em dois meses.

As coisas começaram a ficar realmente desconfortáveis ​​em torno da marca de dois meses. Um dia, quando chequei meu e-mail da empresa para ver o resumo semanal/distribuição de horários, havia um e-mail intitulado “Canção de Ninar”. Dentro havia um link para um vídeo curto e de baixa resolução de uma jovem dormindo em uma cama. Ela balbuciou o que eu acredito ser russo ou ucraniano, e ocasionalmente se remexia ou levantava as mãos defensivamente para proteger o rosto. Ficou claro que ela estava tendo um pesadelo. Atrás dela, na cabeceira da cama, estava um purificador de ar azul, muito parecido com o que estava ao meu lado no cubículo. Uma música excêntrica, digna de um Vaudeville, tocava ao fundo.

Examinei os destinatários e o remetente do e-mail e descobri que havia sido enviado de dentro da empresa para vários funcionários em uma lista. Encaminhei-o para meu chefe e perguntei o que era, e ele rapidamente respondeu que era uma piada de nossos parceiros no exterior e que eu havia sido adicionado por engano à lista de destinatários. Ele me disse para ignorar e continuar o excelente trabalho, e que minha avaliação estaria chegando, com a possibilidade de um aumento.

Mais de $20/hora? Eu acho que minha memória está à venda, porque logo me esqueci do vídeo.

Poucos dias depois, quando voltei ao escritório depois de um fim de semana com feriado, havia outro e-mail esperando por mim, intitulado “Seja corajoso, Aranha!” Estava relutante para abrir, e agora queria não tê-lo feito. Dentro havia um link para um site em russo. Quando cliquei, vi um vídeo de um garoto real, provavelmente com quatro ou cinco anos, vestido de Homem-Aranha. O garoto sentou-se no que parecia ser o quarto de uma criança. Sua máscara foi puxada para baixo e sua capa, puxada para cima. O menino gritou e chorou enquanto um homem adulto vestindo uma fantasia de Hulk lhe dava três injeções diferentes com uma longa agulha. Fora da tela, outra pessoa atirava bichos de pelúcia para o garoto, acertando-o na cabeça com eles, e até mesmo atingindo a agulha, fazendo ela grudar em seu braço, o que levou a criança a chorar ainda mais alto. No final do clipe, o garoto estava tremendo e quase catatônico. O "Hulk" riu e dançou ao redor dele quase ritualmente. Músicas infantis alegres tocavam por todo esse tempo.

Até onde sei, o vídeo não era atuado. O que eu vi foi um procedimento "médico" real, e terror verdadeiro. Horrorizado, mandei um email para meu chefe, exigindo uma explicação. Não recebi nada depois de cerca de uma hora (normalmente ele respondia em minutos ou mesmo segundos), então saí do meu cubículo e atravessei o corredor para bater na porta do escritório.

Quando passei pela nossa sala de conferências, ouvi a voz abafada do meu chefe e, em seguida, uma barulheira. Eu estava tão zangado e assustado que não me importava se o interromperia - abri a fechadura eletrônica e escancarei a porta.

A sala de conferências estava escura, mas consegui ver cerca de quinze homens sentados no outro extremo do cômodo. A maioria deles estava melhor trajado que eu, então soube que eram funcionários graduados que trabalhavam no andar de cima. Um vídeo estava sendo reproduzido num telão no fim da sala e, embora eu não pudesse ver do meu ângulo, reconheci os sons. Eles estavam assistindo o mesmo vídeo horrível que eu tinha visto uma hora antes. Alguns dos empregados fumavam cigarros, como se estivessem num maldito clube de cavalheiros. Talvez o mais estranho de tudo, um telefone de conferência estava na frente deles, e uma voz estrondosa saia pelo alto-falante, falando em russo. Um dos homens na sala ocasionalmente respondia, na mesma língua.

Saí do trabalho mais cedo naquele dia, apavorado demais para voltar à minha sala. Quando cheguei em casa, havia uma ligação perdida do meu chefe, e uma mensagem de voz que, resumidamente, me demitia, afirmando que o projeto estava completo e que, infelizmente, toda a nossa equipe não era mais necessária. Eu não dei a mínima. Não planejava voltar, de qualquer maneira. Passei o resto do verão fazendo bicos e tentando esquecer a empresa.

Mas essas merdas bizarras continuaram acontecendo, e ficou cada vez pior.

Algumas semanas depois, visitei meu irmão e sua esposa em sua casa no sul da Califórnia. Minha sobrinha Katie tinha cinco anos na época e já usava eletrônicos melhor do que eu. Ela tem um iPad e passou um bom tempo me mostrando fotos que tirou de pássaros, insetos e pessoas. Ela também tem Netflix e YouTube, e assiste a eles regularmente.

Uma noite, durante a minha visita, meu irmão e eu estávamos no sofá assistindo a um dos filmes do Hobbit. Katie estava deitada de bruços no chão, assistindo a um desenho animado no seu iPad. Quando me inclinei e perguntei o que ela estava vendo, imediatamente reconheci os personagens animados baratos.

Foi um vídeo que eu mesmo editei. Eu reconheci o telefone vermelho que tinha criado inspirado no telefone do nosso escritório. Reconheci a garrafa de vidro da qual os personagens bebiam. E reconheci a maneira como as articulações e os maxilares se moviam - todas as coisas em que trabalhei em algum momento durante meu breve período naquela empresa.

Mas eu nunca tinha visto um vídeo completo. Este tinha cerca de cinco minutos de duração. Ele apresentava dois garotos de desenho animado vestidos em trajes de Elsa e Homem-Aranha, roubando a cerveja do pai e se embebedando. Então, uma das crianças tropeça e cai, esmagando o rosto em uma mesa e abrindo seu crânio. Sangue jorra por toda parte.

Estava confuso e perturbado com o vídeo, mas só quando o estúpido Autoplay do YouTube passou pro "vídeo recomendado" que eu realmente saí de mim. O novo vídeo começou, e mais um, e outro, todos produtos da minha empresa, alguns dos quais eu trabalhei. Cada vídeo apresentava personagens infantis reconhecíveis da Disney, Marvel e outras grandes marcas, mas algo estranho - ou violento - ou sexual - acontecia neles.

Eu tirei Katie do iPad e coloquei Procurando Nemo na TV para todos nós assistirmos. Antes de voltar para casa, avisei meu irmão sobre o que tinha visto e aconselhei-o a mantê-la longe do Youtube por um tempo.

Somente quando voltei pra casa e comecei a escavar o Youtube que o alcance verdadeiro desses vídeos fodidos veio à tona. Eu encontrei vários canais com nomes voltados para crianças, como “Diversões com o Herói Bobinho”, e todos com vídeos exatamente como os que eu tinha trabalhado. Direcionados especificamente para crianças, usando personagens familiares, e todos podem ser encontrados a partir de desenhos animados legítimos por meio do algoritmo de "vídeos recomendados".

Quanto mais eu assistia, mais profunda a toca do coelho parecia ser. Esses vídeos são constantemente removidos, renomeados e enviados novamente, repetidas vezes. Depois de assistir a uma centena deles, descobri que todos compartilham certas semelhanças e podem ser divididos em temas recorrentes. Não posso colocar os vídeos ou mencionar os nomes dos canais, mas se você quiser procurar por si mesmo, basta digitar "Elsagate" no YouTube e irá encontrar. ATENÇÃO: os vídeos de desenhos animados são perturbadores, e os de live-action são completamente depravados. Considero alguns legítimo abuso infantil.

Os temas que identifiquei são os seguintes:

  1. Alguns dos vídeos mostram personagens roubando álcool e machucando uns aos outros. Um deles mostra versões infantis do Mickey Mouse se embebedando na cerveja do pai, e outro personagem divide a cabeça dele ao meio. Este mesmo vídeo foi redesenhado várias vezes com a Elsa e o Homem-Aranha, a Patrulha Canina e até os Minions. Ficar bêbado e se machucar é uma constante nesses vídeos. Além disso, queimar-se no fogão ou ser engolido na escada rolante também são comuns. A lesão acidental é o mecanismo condutor das tramas. Pesquise "Elsa bêbada machucou cabeça" ou "Mickey bêbado machucou cabeça." Funciona com "Homem-Aranha", "Hulk", etc.
     
  2. A fobia de aranhas e insetos é outro tema comum. Eu encontrei um vídeo mostrando Minions cobertos em insetos nojentos. O final do vídeo mostra um homem bebendo uma garrafa de urina, que discutirei abaixo. Outro vídeo mostra Elsa, o Homem-Aranha e o Hulk sendo todos atacados por insetos. Às vezes, eles precisam ser hospitalizados e de cirurgia por causa dos insetos. Os personagens sempre reagem com horror aos insetos, e os insetos sempre os machucam. Os termos de pesquisa incluem "insetos Mickey" ou "insetos nojentos Elsa".
     
  3. Beber da privada, comer cocô, tomar urina e espalhar fezes nos rostos das pessoas é outro tema comumente retratado nesses vídeos. Muitos deles são live-action, com atores reais vestidos em trajes que chamam a atenção das crianças. Em um vídeo, Homem-Aranha e Elsa bebem da privada e também encontram insetos em um banheiro. Em outro, Venom enterra Elsa viva e caga na cabeça dela. Outro mostra o Coringa dando excremento para Elsa e Homem-Aranha comerem. Qualquer um dos nomes dos personagens com a palavra “cocô” ou “banheiro” levará à esses vídeos.
     
  4. A violência médica extrema e a fobia de objetos pontiagudos são outro tema que você encontrará nesses vídeos: crianças cortando os dedos uns dos outros com navalhas; médicos enfiando agulhas nos braços, olhos e retos das crianças; e cirurgias sangrentas estão presentes. Em um deles, Hulk esmaga os ossos da Elsa e ela precisa de injeções. Em outro, enfiam as agulhas no rosto do Hulk e seus olhos são arrancados com uma pinça. Nesse mesmo vídeo, Homem-Aranha joga areia no olho de uma criança, e a criança recebe injeções nesse olho. O Homem-Aranha depois tem uma infecção estomacal por comer comida estragada e "precisa" de agulhas enfiadas pelo corpo em vários lugares. Os termos para pesquisa incluem "Injeção olho Hulk", "Cirurgia Elsa" ou "Homem-Aranha/Elsa doente".
     
  5. A gravidez é frequentemente descrita como uma doença curável. Não é nenhuma surpresa que a cura seja um abortivo injetado diretamente na barriga da mulher. O pior vídeo que eu encontrei mostra dores abdominais, doença e gravidez de uma forma muito combinada, levando ao uso de agulhas para “curá-la”. Em outro vídeo com pessoas reais, um médico malvado persegue crianças grávidas com uma agulha gigante enquanto eles gritam e choram. Muitas das jovens grávidas dão à luz insetos ou troncos de bosta. Os termos de pesquisa incluem "Cirurgia Elsa Grávida" e "Injeção Elsa Grávida". Na verdade qualquer um desses nomes de desenhos animados e "grávida" funciona.
     
  6. O desamparo das crianças para se protegerem dos adultos é um tema popular, especialmente nos vídeos live-action. Em muitos deles, um homem adulto muito grande vestido como Hulk agarra as crianças pelos seus pescoços, prende-as no chão, esfrega sua bunda no rosto delas, ou então as espanca. Os termos de pesquisa incluem "batalha super-heróis Hulk ruim". Fica cada vez pior quanto mais você segue a trilha de vídeos. Há também toneladas de vídeos de garotas com idades entre um e três anos sendo sequestradas e amarradas por homens adultos, retratados como se fossem brincadeira. Muitos dos homens estão usando máscaras de Halloween assustadoras. As crianças muitas vezes choram e não estão se divertindo. Algumas aparentam sentir dor. Vários desses já foram denunciados/retirados pelo YouTube, mas o canal simplesmente traduziu todos os títulos para russo, e eles não podem ser pesquisados ​​em inglês. Este é o canal mais doente que encontrei e foi quando parei completamente de assistir.
     
  7.  A sexualização de crianças e a representação de crianças grávidas como uma coisa boa: muitos dos vídeos do “Elsagate” retratam crianças sob uma luz indiscutivelmente sexual. O canal mais popular com esse tipo de conteúdo estrela duas jovens garotas asiáticas e tem três milhões de inscritos. Muitos dos vídeos mostram "twerk", “brincar de médico” e vômito falso. Outros mostram meninas e até meninos comemorando suas próprias gestações. Eu nem vou dizer como encontrar esses. Só.. não.

Levei algum tempo, e um pouco de pesquisa para entender o propósito desses vídeos. Superficialmente, eles são todos um monte de bobagens psicóticas. Mas quando eu comecei perceber como todos eles se imitam mutuamente e se constroem uns sobre os outros, percebi que devem ter um propósito maior:

-O fato de que existem milhares desses vídeos, mas todos eles cobrem os mesmos sete tópicos, grita manipulação. Os criadores desses vídeos apostam na probabilidade de que, se as crianças assistirem a vídeos suficientes, ficarão saturadas com duas ou três dessas ideias: bata nos seus amigos. Sangue é engraçado. Cocô é para comer. Quando um adulto subir em você, não revide.

-O fato de violência e sexo serem temas tão recorrentes me diz que os criadores querem banalizá-los. Eles querem que as crianças sejam insensíveis ao sexo e à violência. Talvez até que tenham curiosidade sobre o assunto.

-Os comentários nos vídeos revelam que muitos dos espectadores são adultos e fetichistas. Pervertidos. Eles realmente gostam dos vídeos de crianças sendo sequestradas e amarradas. Eles imploram por mais e oferecem apoio através de crowdfunding.

Em resumo, esses vídeos foram criados para moldar crianças e satisfazer pervertidos.

Depois de digerir toda essa informação, entrei em contato com meu irmão, que tinha algumas notícias aterrorizantes para mim. Aparentemente, ele e sua esposa haviam recebido vários telefonemas de pessoas que estavam procurando por mim. Quando meu irmão perguntava quem eles eram, eles sempre desligavam. Ele disse que "eles sempre têm um sotaque".

Pior, um homem realmente tentou buscar Katie no jardim de infância, alegando que era eu. Ele deu à atendente meu nome completo e disse que era tio dela, afirmando precisar levar Katie para uma consulta médica. Quando a recepcionista disse que ia ligar para os pais de Katie para verificar, o homem saiu correndo. Ele nem sequer entrou em um carro. Simplesmente saiu correndo do estacionamento.

Comecei a receber mensagens de texto de números muito longos. Os textos sempre continham links para vídeos do YouTube. Eu deletei todas e bloqueei os números. Quando estava arrumando as malas e me preparando para ir embora, as mensagens pararam, mas meu irmão disse que Katie chegou em casa com um purificador de ar em seu casaco e não conseguia se lembrar de ela o havia conseguido. Ele me enviou uma foto e eu reconheci que era do mesmo tipo do meu escritório. Ele disse que não tinha odor.

As coisas se acalmaram por um tempo. Meu primeiro ano de pós-graduação me pegou de surpresa e esqueci tudo sobre os estranhos incidentes. Mas durante o verão, entre o primeiro e o segundo ano, aconteceu outra coisa que reacendeu meus antigos medos.

Eu trabalhei meio período na biblioteca da universidade. Sempre fazia o turno da noite porque assim eu podia relaxar e trabalhar nos meus pedidos de auxílio monetário, e não tinha que lidar com muitos alunos. Mas uma noite, um homem mais velho retirou uma pilha de livros de medicina no meu balcão. Ele parecia e cheirava como um professor titular, então eu não pensei em nada quando ele começou uma conversa me perguntando se eu já tinha tomado a minha vacina contra gripe. Eu disse a ele que tinha, e ele sorriu e se virou para sair. Mas então na porta, ele se virou para mim e gritou: "E Katie, tomou todas as vacinas?"

No momento em que me recuperei do choque de sua pergunta, o homem havia desaparecido na escuridão lá fora. Ele deixou os livros ao lado da porta.
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FONTE  AUTOR
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Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

13 comentários :

  1. Creepys reais são sempre as mais assustadoras.

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  2. Puts... Pior que, se você pesquisar alguns dos títulos em inglês, você encontra uns bem bizarros, mas até agora só vi uns live actions. Parecem paródias toscas e mal feitas, para adultos. Achei uns vídeos de brasileiros falando sobre Elsagate e pretendo assistir. Que bizarrice... eu estou realmente curiosa.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Trabalhei de babá por um tempo e duas crianças que cuidava assistiam sempre a esse tipo de vídeo.Alertei os pais e tentei convencer as crianças de que aquilo era ruim.Não sei se deu certo mas a quantidade de vídeos desse tipo recomendado para elas pareceu diminuir :/

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  5. Se eu puder pedir,eu peço por favor façam a segunda parte do "My Son is The best hunter i ever see"

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  6. pesquisei em portigues todos esses titulos e na maioria aparece videos do Felipe neto

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  7. Valeu Heitor! A creepy que eu tava esperando xD

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  8. Tem algum dia da semana específico para postarem as Creepypasta dos fãs?

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  9. PRGDL02022

    Maldito YouTube Kids!!!

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  10. Como vcs já disseram, creepys mais realistas assim são mais assustadoras.
    Mas acho que são ainda piores quando vc tem um irmão de 2 anos e realmente já viu esses vídeos russos, chineses e árabes.

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  11. Bem, olha eu aqui de novo, a primeira coisa que passou em minha mente ao ver o título foi "Parece que finalmente além de mim conhece esse mundo perturbador", pois bem, é quase que uma versão dramatizada sobre aquele meu artigo de utilidade pública que eu e um amigo fizemos no passado que postaram no blog, porém esse consegue ser melhor por que entra em mais detalhes, nada mais a acrescentar além de dizer que esse texto é melhor que o que fiz.

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