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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (13:00 - 14:00)

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XIV. DESTRUIR BUNKER.

Nós tínhamos chegado tão longe.

Mas naquele momento, enquanto estávamos lá, em um vestiário empoeirado, e assistindo uma mulher chorar sobre uma perda desnecessária que sofreu quase dois anos atrás... Eu não tinha certeza se queria ir mais longe.

Wayne (pediu para continuarmos chamando-o assim) foi o único a quebrar a tensão, rindo de novo quase maniacamente enquanto estremecia de dor pela ferida que Melissa lhe dera de presente.

"Mas que maravilha, não é mesmo? Puta merda. Não faz você ter vontade de dar essa sugestão para Charlie dois anos atrás, Heather?" 

Ela parou de chorar, só por um momento, e deu-lhe um soco no queixo.

"Chega, vocês dois!" Celeste disse enquanto puxava Heather para longe.

Me forcei a me concentrar no que tinha descoberto. Porque tudo que eu acabara de ouvir mudava todo o jogo.

"O que está acontecendo aqui entre vocês dois? Não mintam para mim dizendo que é sobre o dinheiro. O que estão realmente tentando fazer?" Perguntei.

Wayne não disse uma palavra enquanto cuspiu um dente ensanguentado no chão.

"Nós sempre temos um plano", disse Heather balançando a cabeça amargamente.

"E sempre dá tudo errado", acrescentou Wayne.

"Então por que você está tentando de novo?! Não me venha com desculpas idiotas, eu quero a verdade!" Gritei.

Celeste olhou para o chão e suspirou: "Não podemos te contar. Eles não deixam."


"O quê? Quem não deixa?" Indaguei.

"O Jogo. Cometi esse erro há dois anos. Eu estava quase no final dessa merda. Tudo estava indo perfeitamente. Mas eu desobedeci uma das regras anteriores. Tinham dito para nunca falar sobre por que eu estava jogando," Heather respondeu.

"Tudo bem. Tanto faz. Continue com seu enorme e obscuro segredo. Mas pelo menos me explique porque ele está envolvido nisso tudo," pedi, apontando para Wayne. 

"Fui contratado. Na verdade, toda a minha equipe foi. Eu e Jack eram os únicos que voltaram vivos", disse Wayne.

Foi quando Melissa perdeu a calma.

"Você conhecia meu pai? Você sabia que ele estava aqui e não disse nada?" ela gritou.

"Se acalme! Eu não sabia que ele estava nessa rodada! Eu juro!" Wayne disse.


"Na verdade você quer dizer que ele não fazia parte do seu esqueminha de jogo. Então ficou de bico calado, deixou ele morrer!" Melissa retrucou.

"Eu estava apenas fazendo o que fui pago para fazer pela Srta. Bradley. Isso não envolvia seu pai. Na verdade, ele desertou do exército depois da nossa última jogada, disse que iria descobrir uma maneira de vencer o jogo definitivamente, "Wayne disse.

"Porra... Seja lá quanto ela te pagou por isso... deve ter sido um bom negócio", comentei.

"Isso era quando dinheiro era a única coisa que me importava. Mas agora o que importa é que precisamos continuar. Terminou o questionário?" Wayne perguntou com um suspiro exasperado.

Verifiquei o relógio e percebi que ele estava certo. Se queríamos terminar aquela tarefa a tempo, tínhamos que começar logo.

"Tudo bem... então o jogo quer que nós destruamos esse bunker... Faz sentido tanto quanto qualquer outra coisa, né. Vamos procurar fluído de isqueiro ou vocês tem outra ideia?" Perguntei.

"Vamos ver o que encontramos", Heather concordou liderando o caminho pelo corredor úmido.

Celeste ajudou Wayne a se levantar e nós cinco nos arrastamos pelo escuro enquanto Melissa se escorava na parede. Pude perceber que ela estava mais desconfortável do que nunca. 


E estava começando a achar que eu era o único que nunca tinha ouvido falar desse maldito jogo da internet antes.

Na verdade, me fez pensar por um momento qual seria motivação de Josh. Por que ele me convenceu a entrar nisso?

Isso me deixou tão incomodado que fiz a pergunta.

"Algum de vocês conhece Joshua Francis?" 

Os outros olharam para mim, mas ninguém consentiu. Isso só me deixou mais preocupado.

Fizemos nosso caminho para uma parte mais larga do bunker, onde parecia que havia várias fileiras de computadores antiquados. Me lembrou de algumas cenas de filmes de espionagem dos anos 90.

"Que lugar é esse?" Celeste perguntou.

"Não sei, mas acho que alguns dos sistemas ainda estão funcionando", disse Heather enquanto ligava a luz.

Um pequeno momento depois, ela ligou mais alguns interruptores as coisas ao redor da instalação começaram a ganhar vida.

"Algum tipo de estação de pesquisa?" Supus quando ela começou a usar o mouse, procurando algo no sistema.

"Bingo. Um Mapa."

Começou a estudá-lo por um longo momento enquanto Celeste começou a cuidar da ferida de Wayne.

"Vocês provavelmente deveriam ter discutido seus problemas antes para evitar problemas como esse," Celeste brincou.

"Se é pra ser sincero... não esperava ter que cuidar de uma dona de casa e de uma criança", disse Wayne apontando para nós.


"Ei... nós salvamos a sua vida", Melissa rosnou.

"Tá bom. Tanto faz. Descubro uma maneira de recompensá-los mais tarde", o soldado  falou revirando os olhos.

Olhei para Celeste enquanto ela enrolava o pé dele e perguntei: "Você ainda tem aquele pen drive? Aquele que Jack te deu?"

Ela assentiu e passou para mim enquanto eu olhava para os terminais.

"Será que isso vai funcionar aqui?" Murmurei.

"Achei o que estamos procurando. São dois andares acima. Venha, Stratton," Heather disse enquanto mostrava o caminho.

Coloquei o pen drive no meu bolso e a segui pelas escadas. Nós nos encontramos em algum tipo de armário de suprimentos químicos e ela me passou várias garrafas uma a uma.

"Você pode carregar mais do que eu, obviamente", disse sem rodeios.

Assenti e começamos a derramar alguns dos produtos químicos pelas escadas enquanto voltávamos para o centro de controle. 

"Isso vai ser o suficiente. Porque ainda precisamos de uma saída..." Heather disse enquanto acendia um cigarro.

Ela jogou a bituca em direção e houve uma explosão em chamas na escada enquanto observávamos em estado de choque.

"Vamos lá, vamos sair daqui!" Celeste disse enquanto ajudava Wayne a ficar de pé. 

Então, de repente, os outros monitores ligaram. Nós nos encontramos olhando para uma figura amarrada e amordaçada em uma cadeira em um quarto aproximadamente três andares acima de nós.

Segurei minha respiração enquanto olhei-o através das chamas.


Aquele cara era o homem que me levara até ali: Joshua Francis.


PRÓXIMA PARTE: 14/04/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

9 comentários :

  1. Ousama Game é um anime idêntico a esse jogo, só que com mais e piores mortes.

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    1. O mangá é muito melhor

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    2. O mangá é sempre melhor. Tipo, a história por si só é boa, mas o anime não captura a essência do mangá, pois o mangá tem mais detalhes de desenho. Se vc comparar o mangá Tomie com a versão animada, vc vê que é muito mais bonito no mangá

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    3. E também, na minha opinião, o mangá é mais sentimental, pois você acaba meio que "gostando" de personagens e ficando triste com a morte deles, as vezes vc torce pra aql cara chato morrer, mas ele leva uns 5 com ele, e vc sente dó. No anime é meio corrida a história, só não é bosta pq não é a animação de Gyo

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    4. Essa história de o mangá é sempre melhor tem cheiro de otaku querendo ser hipster. Conheço vários assim, se forçam a ler até os rascunhos só pra dizer que vou algo a mais. Não que seja o seu caso é claro. O anime do OG é melhor pra mim.

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    5. Bom, cada um tem sua opinião

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  2. PRGDL02022

    Que venha a próxima parte!

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