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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (17:00 - 18:00)

4 comentários
Como um relógio, nosso último celular descartável apitou, e Celeste verificou.

Isso realmente me fez parar e perceber o quão costumeiro isso tudo quase soava às vezes. Mas ainda havia um salto de adrenalina toda vez que recebíamos uma nova instrução.

É isso que sempre seduz as pessoas à jogarem o Jogo? Uma atraente oferta de aventuras desconhecidas?

Não posso deixar de me perguntar se esse estranho jogo algum dia foi pensado pra ser realmente divertido, e em quem o criou.

Tenho pensado nisso bastante ultimamente, desde que deixamos o bunker e Josh me contou o que fez.

"Você pode parar esse jogo, Danny"

Essas foram suas palavras, mas não faço ideia do que significam. Tenho a impressão de que alguém do grupo com quem estou viajando pode saber. Alguém que esteve jogando um longo jogo de enganação esse tempo todo.

Mas não tenho muito tempo pra pensar nisso enquanto Heather pega sua mochila e vai em direção à oeste no cume onde estamos descansando.

Há um rio lá embaixo, e antes que eu tenha a chance de perguntar o que ela está fazendo, a mochila da mulher de um só braço vai por água abaixo.

"Hum..." eu disse lentamente, e ela quase enfia o telefone na minha cara. Acho que não me surpreende que ela esteja seguindo as instruções do Jogo cegamente.

XVIII. SALTEM.

"Não podemos... é uma queda de pelo menos sessenta metros," Wayne disse, enquanto lutava pra se apoiar em seu pé bom.

"Ele está certo, é muito perigoso. Nós deveríamos descer pela montanha e pular de um nível mais baixo," sugeri.

"As regras não nos disseram pra fazer isso. Elas disseram pra pular. Precisa ser aqui,"

Ela nem se incomodou em discutir, e Celeste gritou em choque enquanto sua parceira saltava.

"Merda!!" Melissa gritou, ao passo que assistíamos a mulher mergulhar no gélido rio abaixo.

Por um momento nenhum de nós disse uma palavra, eu procurei pelo rio qualquer sinal dela. Não havia dúvida de que vários tipos de rocha poderiam facilmente quebrar ao menos metade dos ossos de seu corpo.

Finalmente Heather reapareceu, e sua parceira soltou um grito agudo de alegria, enquanto via a amiga nadar com a correnteza.

"Pra mim isso é bom o bastante," Celeste disse, estremecendo o ar noturno.

Ela me entregou sua bolsa e fez o mergulho. Novamente todos observamos e esperamos, nervosos para ver se ela também sobreviveria à queda.

"Acho que vai ser isso mesmo," murmurei, ainda desconfortável com a coisa toda.

"Não posso," Wayne disse balançando a cabeça e olhando para o próprio pé.

"Eu não vou conseguir," acrescentou.

Suspirei, olhando sua ferida. Sei que ele provavelmente está certo. Com um machucado assim, uma queda tão grande só aumentaria tudo com que ele já está lidando nesse momento.

"Você precisa tentar," Melissa lhe disse.

"Porra," devolveu, balançando a cabeça e tentando pensar.

Ele começou a andar de um lado para o outro na encosta, procurando uma saída.

Então ele parou e olhou pra mim.

"Você está com o pendrive, certo Daniel? Aquele que Jack te deu?" ele perguntou.

"Sim, bem aqui," disse, tirando do meu bolso.

"Me dê, e o celular também," Wayne respondeu.

"Quê? Por quê?" perguntei, surpreso, e então percebi.

"Você sabe o que está nele."

"O que importa é que nós estamos prestes a pular no porra de um rio e eu sou o único vestindo um colete à prova d'água debaixo das minhas roupas. Se você quer que o pendrive sobreviva, sou eu quem precisa levá-lo," Wayne disse.

Ele balançou a cabeça e murmurou, "É o que eu ganho por ter me inscrevido pra essa merda duas vezes."

Quero tanto perguntá-lo sobre o que ele está dizendo, mas sei que cada momento desperdiçado aqui pode fazer ele reconsiderar sua decisão, então entreguei o pendrive.

Melissa e eu assistimos enquanto ele se preparou, colocou o pendrive dentro do colete, e então pulou do penhasco.

Contei enquanto o tempo corria pra ele emergir como os outros fizeram. Treze segundos, dezenove...

"Vamos. Vamos," disse.

Finalmente vimos ele surgir, despejado sobre as rochas, balançando contra a margem lamacenta como se fosse madeira flutuante.

"Ele está inconsciente," Melissa disse freneticamente, quando percebeu.

"Temos que descer lá!" Gritei enquanto colocava o telefone descartável no bolso e estendi minha mão para ela.

A ruiva adolescente engoliu em seco e a segurou, pulamos juntos na beira do precipício.

***

A dor atravessou meu corpo quando atingimos o rio. Frio e dor.

Segurei a respiração e fechei os olhos quando caí, Melissa gritando enquanto batíamos na água.

Nós mergulhamos sob a superfície, meu corpo se debatendo contra a água enquanto eu a perdia.

Não conseguia ver nem ouvir nada. Senti o rio me puxando pela correnteza, à medida que mais e mais pedras atingiam meu estômago e abdômen machucados.

Finalmente, agarrei a superfície do litoral, ofegando e tossindo pela minha preciosa vida enquanto abria meu olho bom.

Melissa estava próxima, fazendo o mesmo, ambos esgotados e molhados, tentando nos recuperar.

Heather e Celeste não estavam em nenhum lugar à vista. Sei que elas já seguiram em frente, provavelmente receberam outra mensagem do Jogo de alguma forma.

Wayne se deitou contra as rochas, mesmo inconsciente estava agarrado à própria vida. O vi e fui até ele, para procurar o pendrive, enquanto verificava o celular em meu bolso.

Nenhum deles estava danificado, e essa foi a única coisa minimamente decente que pude tirar desse inferno de experiência.

Wayne acordou assim que terminei o registro, chequei as postagens de todos os nossos leitores. Ele tossiu um pouco de sangue enquanto murmurava, "Não vai demorar muito mais... Logo terei que assumir a derrota."

Balancei a cabeça tentando manter o ânimo. "Não fale assim... Você vai ficar bem," disse.

Ele riu e agarrou meu braço.

"Não sinto minhas pernas, Daniel. Eu não consideraria isso um bom sinal," ele respondeu.

Melissa está tentando não chorar, nenhum de nós com muito a dizer enquanto um homem está ali morrendo.

"Você precisa pegar esse pendrive. Encontrar sua família e parar esse jogo."

Olhei para ele, tentando compreender o que havia de tão especial no pendrive.

"O que é isso??"

"É a saída Daniel. Mas não deixe isso perto daquelas putas. Se elas.., se elas descobrirem o que é... Elas vão te matar."

Ele fechou os olhos, e nós ficamos ali, recusando deixá-lo para trás.

Toquei suas cicatrizes.

"O que elas fizeram com você..?" Sussurrei.

"Seguiram as regras. O Jogo disse para deixar um competidor deficiente. Elas me escolheram..."

"Eu tentei... caralho, como eu tentei parar..." ele gemeu.

E então, sem fanfarra nem pausa, Wayne Salsby se foi.


FONTE

PRÓXIMA PARTE: 28/04/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

4 comentários :

  1. PRGDL02022

    Vish! Essa série tá boa demais!!! Valeu Heitor por assumir a tradução, bom trabalho!!!

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    1. Essa série só melhora mesmo! Uma honra dar continuidade a ela, e obrigado pelo elogio :3

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  2. Me perdi um pouco, que deficiência?

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