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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (18:00 - 19:00)

11 comentários
Melissa e eu caminhamos para a densa floresta que nos esperava. A longa tempestade com a qual tivemos que lidar durante a tarde estava passando, enquanto nós avançávamos entre as árvores.

Nossos passos são os únicos que consigo escutar. Não deixo de me perguntar se Celeste e Heather presumiram que havíamos morrido na queda.

O celular que Wayne me entregou mal está funcionando. Eu até sorri por um momento, pensando se a razão dele ainda estar vivo é por ser um Nokia.

Me empurrei através do matagal presente a trilha, tentando procurar as outras. Muito tempo passou e nenhum de nós parecia realmente saber onde ir em seguida.

"Você acha que falhamos no desafio de alguma forma? É por isso que não temos nada novo?" Melissa perguntou, gesticulando pro celular descartável.

Outra vez, eu não tenho nenhuma resposta. Apenas continuei tropeçando no escuro, tentando encontrar algo pra manter as esperanças.

Então, em meio às sombras, vi uma silhueta se aproximando e corri em direção a ela.

A lanterna do celular se tornou inútil à medida que nós adentrávamos uma área aberta. Olhei para cima, tentando distinguir o que era aquela forma.

Era uma construção.

Uma mansão.

Ao passo que tentava entender o que tudo aquilo significava, o celular vibrou novamente.

XIX. EXPLOREM.

Melissa está ao meu lado momentos depois, e nós não desperdiçamos um segundo entrando na propriedade sombria.

A porta abriu com um rangido, e eu espiei o interior da obscura e mal iluminada mansão, olhando para o chão de ladrilhos. Quase não enxerguei as pegadas da Heather e sua parceira, na superfície suja e poeirenta.

"O que é esse lugar?" a ruiva perguntou, cautelosamente.

"Não sei... fique por perto," falei, enquanto investigávamos o interior. Todos os quartos do primeiro andar pareciam imaculados, repletos de teias de aranha e bastante poeira. Como imaginava, ninguém vêm aqui faz algum tempo.

Fomos de um quarto à outro, examinando cada artefato e item que pensei talvez ser uma pista. Entretanto, nada disso conseguia entrar no meu cérebro cansado.

"Essa porta está trancada," Melissa disse enquanto sacudia a maçaneta.

"Parece ser o salão de jantar, ou algo assim..." disse, enquanto tentava arrombar a porta, sem sucesso. Ela mal se movia.

"Uma pena que a gente não esteja com aquele alicate," ela brincou.

"Tem alguém aqui, consigo ouvir vozes," disse. Tentei arrombar a porta mais uma vez, usando alguns móveis de apoio. Outra vez ela simplesmente se recusou a abrir "Algo deve estar bloqueando essa porta," murmurei, alongando os músculos doloridos pela tentativa. "Precisamos ver se há outra forma de entrar".

"Talvez no segundo andar?" Melissa sugeriu. Voltamos à sala de espera, o barulhento relógio de pêndulo fez um som estridente quando alcançou a marca de meia hora.

"Esse lugar me arrepia pra caralho," ela sussurrou.

Deixo a conversa fiada morrer aí, sentindo um salto de adrenalina enquanto subo a grande escadaria para o segundo andar.

Estou perto da verdade. Posso sentir.

Nós vamos na direção da sala de jantar, e eu paro com a porta entreaberta quando avisto Celeste logo a nossa frente.

"Vocês conseguiram," ela disse, com uma aparente onda de alívio.

Não me incomodo em cumprimentá-la e entro na sala seguinte.

É algum tipo de área de observação. Há um grande painel de vidro, que nos permite ver a sala de jantar abaixo de nós. Vi Heather olhando pra baixo e chorando baixinho.

Andei até ela lentamente e olhei pra lá eu mesmo, uma confusão de emoções inundando meu corpo.

Lá embaixo, vi quatro figuras inconscientes amarradas nas cadeiras que estavam em frente a mesa.

Dois deles eu realmente não reconheço, um cavalheiro mais velho e uma garotinha de apenas cinco anos.

Os outros são minha esposa e filho. E há uma fileira de explosivos amarrados ao redor deles na mesa de jantar.

Bato meu punho contra o vidro.

"Filho da puta," disse, enquanto pegava a arma na mochila de Celeste.

"Não! É vidro reforçado, à prova de balas", Heather me disse.

"Temos que descer lá!!" Insisti enquanto me direcionava à porta.

Celeste bloqueou meu caminho.

"Ou você sai da frente, ou me ajuda. Caso contrário, o tiro que não dei no vidro darei em você," ameacei.

"Daniel. Não vai funcionar. Não tem como entrar," ela respondeu.

Olhei novamente o vidro, observando as duas portas que davam na sala de jantar. Ambas estavam revestidas com caixas pesadas de produtos químicos tóxicos. Provavelmente do mesmo lixão em que fomos levados no início.

"Porra", Melissa disse lentamente, enquanto absorvia a cena sob nossos pés.

"Precisamos fazer alguma coisa, caralho!!" Urgi, e olhei para Heather. Até ela parecia derrotada.

"É tarde demais. Nós perdemos. Viemos até aqui... pra nada," disse ela, balançando a cabeça com tristeza.

"Foda-se. Pare de falar assim. Sempre tem um jeito de ganhar," eu disse.

"Precisamos dar ao Jogo o que ele quer, Daniel. Simples assim. Fazemos isso ou as pessoas naquela sala morrem," Heather falou, enquanto apontava para uma tela de televisão.

"O que ele quer? O que o Jogo quer?" perguntei, angustiado.

"O pendrive que Jack havia escondido dentro de si... Imagino que você não esteja mais com ele, ou que ele tenha sido danificado demais no salto?" Celeste perguntou.

Fiquei lá paralisado. Com o coração saltando, peguei o pendrive que estava em meu bolso.

"Wayne me entregou... Ele o protegeu durante o mergulho," eu disse.

"Graças a Deus, no calor do momento, nem pensei em como cuidaríamos dele," nossa líder disse.

"Me dê, agora," acrescentou Heather, enquanto se aproximava de mim.

Antes que sequer pudesse pensar, empunhei minha arma e dei um disparo de advertência no chão.

"Daniel, o que você está fazendo??" Celeste questionou.

Olhei para o que estava em minhas mãos, finalmente percebendo o que deveria estar nele. Senti o telefone vibrar, mas ainda preciso ter certeza sobre algumas coisas.

Antes de responder, aponto a arma para as duas mulheres que me trouxeram até aqui. "Vocês me devem algumas respostas."


FONTE

PRÓXIMA PARTE: 01/05/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

11 comentários :

  1. A melhor notificação do meu domingo. To ansioso pra cacete pra ver o fim da creepy

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  2. Heitor, peço que você traduza e poste a "The Pancake Family" aqui, uma creepypasta que cumpre o objetivo para a qual foi escrita, isto é, atormentar a mente e as noites de sono do leitor.
    https://www.reddit.com/r/nosleep/comments/51o8wk/nsfw_the_pancake_family/

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    1. Já anotei essa sugestão de um post anterior, então pode ficar tranquilo que uma hora ela aparecerá aqui no CPBR ;3

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  3. Muito boa
    Gostaria de saber se há continuação da cidade de corona e onde posso encontrá

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  4. Arrepiei aqui. O que será que tem de errado com essas duas?

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  5. vcs podiam dizer a hora que vão postar tbm, ne? Da uma angustia ficar esperando assim...

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  6. Desculpem, era pra ter postado às 3 da manhã, mas algo deu errado e eu só percebi que ainda não estava postado agora, acabei de liberar. Vou me assegurar que a próxima saia no horário certo :3

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  7. PRGDL02022

    Curtindo.... Muito boa!

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