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Meus Feromônios Fazem As Pessoas Quererem Me Matar

17 comentários
Bom dia/Boa tarde/Boa noite! Você tem alguma sugestão de creepy para traduzir? Por favor, deixe nos comentário! Aproveitem a creepy :3
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Tudo começou a se tornar aparente durante a puberdade, quando as substâncias químicas do corpo começam a enlouquecer.

Feromônios sexuais humanos são apenas teorias; produtos químicos emitidos pelo corpo para atrair um parceiro, mas sua existência foi comprovada em outros animais. Meu corpo começou a emitir o efeito oposto.

Meus pais se tornaram cada vez mais hostis em relação à mim na minha pré-adolescência. Eles me odiavam sem nem saber o motivo, mas só quando passaram muito tempo na minha presença. Quando eu tinha uns treze anos, temia passeios de carro, embora ainda não soubesse dos feromônios. Toda vez que éramos forçados a entrar em um espaço confinado por um longo período de tempo, ficava evidente que eles estavam se segurando para não me atacar. Em uma viagem de carro particularmente longa, perguntei a meu pai se poderíamos ouvir música. Ele parou o carro, saiu, abriu a minha porta e me deu um soco no rosto. Fiquei com o nariz ensanguentado pelo resto da viagem.

Naquela noite ele se desculpou implacavelmente, mas somente depois que eu passei o resto da tarde sozinho no meu quarto. Foi assim na maior parte da minha adolescência. Meus pais me amavam quando eu não estava por perto, mas aos dezesseis anos parei de descer para jantarmos todos juntos. Eles sempre ficavam tão tensos no jantar. Sempre começava normalmente, mas gradualmente os ânimos se aqueciam. Não ficavam bravos um com o outro, a irritação era claramente direcionada para mim. E ainda assim, todas as noites eles ainda me convidavam para jantar, como se nada tivesse acontecido.

Era a mesma coisa na sala de aula. No final de qualquer aula, o professor e os alunos estavam se coçando para brigarem comigo por qualquer coisa. Eu tossi? O professor ficava irado. Eu mexi minha cadeira? Meus colegas se afastavam, aborrecidos.

Logo comecei a pensar que tudo que eu fazia ao redor das pessoas era errado. Eu não tinha amigos na escola, apenas online. Colegas de classe até me adicionavam no Facebook, mandavam mensagens, mas toda vez que eu tentava almoçar com eles, eles eventualmente se afastavam.

O ápice disso foi no meu primeiro ano na universidade. Era uma aula em laboratório de engenharia, que duraria duas horas e meia. Tempo demais. A essa altura, meu colega de quarto já havia pedido para mudar de quarto e eu havia aceitado minha solidão, sentado na parte de trás na maioria das outras palestras. Mas dessa vez era um espaço pequeno, e eu estava sentado no meio de um laboratório completamente cheio. Derrubei minha caneta da mesa e me abaixei para pegá-la, foi quando os dois caras que estavam ao meu lado começaram a me agredir. Completamente do nada.

Para piorar, ninguém reagiu. Ninguém nem os parou. Todos olhavam com ódio enquanto um dos homens tentava me sufocar. Foi só quando um estudante passando pelo corredor viu o que estava acontecendo que a segurança do campus foi chamada, e depois a polícia.

Eu tive uma ruptura de retina, um nariz e duas costelas quebradas. O professor não conseguiu explicar por que ninguém interveio, e os agressores também não tinham explicação. Todos sentiram como se estivessem em estado de fuga.

Como você pode imaginar, a notícia de que todo um laboratório de engenharia assistiu estático dois caras baterem em outro logo se espalhou, apesar do esforço da universidade em abafar o caso.

Foi quando um psicólogo percebeu o que estava acontecendo. Estavam me atendendo, mas até eles se ficavam cada vez mais agitados pela minha presença. Eles saíram da sala, mas me contataram mais tarde sugerindo que eu participasse de alguns testes. Os advogados dos dois caras também apoiaram isso, esperando assim encontrar uma explicação para o que aconteceu e tirar um pouco da culpa de seus clientes.

Fui colocado em uma sala com estranhos e alguns lanches para passar o dia. Outro teste com as mesmas pessoas tinha sido executado no dia anterior, sem a minha presença. Como já era de se esperar, todos começaram a se irritar comigo em quarenta e cinco minutos. A pedido do psicólogo, não falei nada e mal me movi pouco durante esse período. Não havia justificativa razoável para essa agitação dirigida a mim.

Testes de interação similares foram realizados nos três meses seguintes. Eu saí da faculdade depois de tudo o que aconteceu, e a ruptura de retina me fez perder quase completamente a visão do meu olho direito permanentemente. Foi quando os médicos se envolveram também. Estava ficando claro que talvez as reações das pessoas comigo não fossem sobre minhas interações sociais, mas sim algo sobre mim biologicamente.

Não é concreto que existam feromônios humanos, mas algo no meu odor ou minhas emissões químicas levam as pessoas a uma fúria incessante. Eu pensei que, sabendo que o ódio das pessoas por mim não é minha culpa, me sentiria melhor, mas o fato de as pessoas me odeiam e não há nada que eu possa fazer sobre isso torna tudo pior.

Meus pais estão aliviados que há uma razão por trás disso tudo. Eles ainda me convidam para reuniões da família. Não vou participar da Páscoa com eles, apesar de sua insistência. Eles só pensam que me querem por perto, mas na realidade eu estragaria a reunião.

A pesquisa continua. Eu participei de várias conferências médicas e estou disposto a participar de novas experiências. Enquanto isso, consegui um emprego em uma central de atendimento para um banco, no meu próprio escritório, é claro. É um trabalho que não exige interação física e, na maioria das vezes, as pessoas que ligam já estão bravas, então acho que sou o mais adequado pro cargo.
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FONTE  AUTOR
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Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

17 comentários :

  1. Logo pensei em teorias onde o camarada seria analisado, e seus feromônios usados em guerras. Lançar um feromônio desse em um exército inimigo e ver ele se destruir de dentro para fora, coisas do tipo. :D

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    1. Viajei​ na tua teoria. Muito boa. E mais interessante.

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    2. Exatamente! Acho que o melhor dessa creepy está em viajar nas consequências dela. Imagina ataques como os de Anthrax ainda mais imprevisíveis e que se espalham massivamente? Seria o caos total!

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  2. Heitor, traduz Borrasca e The New Fish

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    1. Ambas no caderninho, obrigado pelas sugestões! S2

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  3. Boa creepy ... Se der, traduz "Pancake family".

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    1. Grato pela indicação, Anon, agora estou traumatizado. X/

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    2. Essa creepy é tensa msm huehue ... Muito boa

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    3. Já tá no caderninho de sugestões, obrigado Anon! <3

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  4. Bom dia/boa tarde/boa noite Heitor, tem como traduzir "The Fourth Child" ou "A Very Lonely Road"?

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    1. Salvei ambas aqui, pode demorar um pouco pra sair, mas vou traduzir sim! Obrigado pela sugestão Ɛ>

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  5. Não sei se já foi postado no site mas seria ótimo ler the holders series aqui ;-;

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    1. Já temos aqui no site :3
      http://www.creepypastabrasil.com.br/search/label/The%20Holders%20Series

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  6. Quem quiser co-autor pra escrever contos, estou super disponível!

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  7. acabou? só isso ? muito supérflua

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