Postagens Semanais

Segunda-Feira
Francis Divina

Terça-Feira
Gabriel Azevedo

Quarta-Feira
Francis Divina

Quinta-Feira
Gabriel Azevedo

Sexta-Feira
Talisson Bruce

Sábado
==========

Domingo
==========

A Família Panqueca

47 comentários
Bom dia/Boa tarde/Boa noite! Essa creepy aqui hein, nossa senhora ;-;
•••
ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE.  
•••
Tão pálido, né? Aposto que pareço um fantasma. Sinto como se tivesse perdido uns oito litros de sangue.

O que? Não. Nem um arranhão.

Desculpe por divagar. É que eu estou... qual é a palavra pra isso?

Despersonalizando.

Sensação estranha. Vi diversas vezes em campo. Acho que essa vai ser a primeira e única vez que experiencio isso. Um inferno. Sinto como se estivesse flutuando fora do meu corpo. Corte a corda e eu saio voando.

Você viu a cena do crime?

Não.

Não olhe pras fotos. Nem toque no arquivo. Você vai me agradecer.

Não consigo fazer meus joelhos pararem de tremer. É por isso que você está segurando o café assim? Estou balançando a mesa, não? Espere um segundo, vou afastar um pouco a cadeira. Pronto, assim é melhor.

ENTREVISTADOR: Temos que fazer o trabalho sério agora, Hob. Você confirma, para a gravação, que está renunciando seu direito a um advogado?

Não, ainda não estou interessado em um advogado.

Digo, sim, estou renunciando meus direitos.

Desculpe.

E estou tão são quanto sempre estive.

ENTREVISTADOR: Você tem certeza?

Sim.

ENTREVISTADOR: Que a gravação prove que o Detetive Hobson Milgate, aposentado, renunciou ao seu direito a um advogado.

Não precisarei de um advogado depois que o Promotor parar de vomitar e considerar publicar as coisas.

Eles não mostrarão isso ao júri.

ENTREVISTADOR: Você está pronto para começar?

Não, mas vou falar mesmo assim.

ENTREVISTADOR: O que te levou à cena do crime na noite em questão?

Você acreditaria se eu dissesse que estava planejando uma viagem para pescar antes disso tudo começar?

Esquece.

Espera aí, estou pensando.

É difícil organizar as coisas.

Nunca antes estive desse lado da mesa de interrogatório.

Acho que tudo começou com a repórter. Espinosa. Ela me contatou uma semana atrás por email, alegando ter novas informações sobre O Assassinato dos Driscoll. Eu era o investigador chefe. O caso não foi resolvido por vinte anos. Estava frio como gelo.

Francamente, a princípio pensei que fosse tudo mentira.

Você sabe como isso pode ser. Na maioria das vezes nem é de propósito. Todo mundo acha que sabe de algo que vai destrinchar o caso. Teorizar é fácil quando você não precisa checar evidências para tudo. O Assassinato dos Driscoll causou bastante furdúncio por lá. Muita gente interessada. Muita imprensa. Ao longo dos anos, ouvi centenas de teorias bem porcas.

Quando me aposentei, entreguei a investigação ao Detetive Caroll, mas não queria que ele se incomodasse. Sei que ele está ocupado com a recente atividade de gangues. Pensei em checar como uma cortesia. Não esperava que levasse a qualquer lugar.

Eu me encontrei com ela para almoçarmos no Café Puryear. Loira e charmosa, transparecia profissionalismo, então não se encaixava no perfil típico de um fraudador ou teórico da conspiração. Não que eu tenha muita fé em perfilar. Talvez ela também fosse uma daquelas garotas arrepiantes que se excitam com a morte. Deus sabe que já lidei com garotas assim também.

Ainda achava que ela talvez estivesse tentando me enganar, ou talvez tivesse sido enganada também, mas ela tinha um arquivo consigo. Parecia legítimo. Continha o que parecia ser uma confissão do "assassino" dos Driscoll... Bem, ele não era um assassino no fim das contas, não é?

Eu realmente queria que ele fosse, sabe?

Teria sido melhor para todos.

ENTREVISTADOR: Você pode, por favor, nos informar dos detalhes relevantes no caso Driscoll?

Vamos ver, já se passaram duas décadas. Pensar sobre todos esses anos... quero dizer, são malditos vinte anos. É muito tempo...

ENTREVISTADOR: Tome seu tempo, Hob.

Obrigado.

[Limpando a Garganta]

Os Driscoll eram uma família de seis pessoas que moravam nos subúrbios. Classe média alta. O pai era um advogado, a mãe cuidava da própria empresa, vendendo cerâmica fora de casa. Quatro crianças, todas do Ensino Médio pra baixo. Boas crianças. Um histórico honorável. Nenhum registro criminal do qual falar. O mais velho foi pego fumando maconha no colégio uma vez, mas nada além disso. Coisas normais que você encontra quando investiga as pessoas mais de perto.

Eles desapareceram no Outubro de 1994, dia 13. Nenhum vestígio dos corpos. O ar de mistério e a proximidade com o Halloween foram prováveis motivos pra imprensa ter ficado tão louca. Você ainda vê isso aparecer em alguns desses shows de mistérios não resolvidos. Uma família inteira desapareceu e ninguém viu nada. Ninguém sabia onde eles foram.

Um vizinho fez uma reclamação de barulho excessivo, foi assim que nos envolvemos. Um alarme havia disparado, e eles imaginaram talvez ser um intruso ou algo assim. Mandamos uma viatura. Quando ninguém respondeu à porta, o patrulheiro foi investigar.

Havia sinais óbvios de luta no quarto da filha mais nova. A cama estava revirada, os lençóis rasgados. O alarme era um detector de monóxido de carbono. Detectamos elevadas concentrações deste no tecido da roupa de cama de todos, menos da filha mais nova. Não olharíamos isso sem o alarme.

O vizinho informou que o alarme esteve soando por mais de um dia, e que ele não conseguiu contatar nenhum morador nesse tempo. Nós também encontramos várias latas de alumínio e algumas mangueiras em uma lixeira alguns quarteirões abaixo. Na época, assumimos que os Driscoll haviam sido asfixiados e desovados em outro lugar. Exceto, claro, a filha que acordou no fim e lutou.

A investigação não teve frutos.

Naturalmente, nosso primeiro palpite foi que o pai havia feito tudo. Nós verificamos, mas ele não tinha motivos evidentes. Sem pistas as quais seguir. O mesmo pra mãe. Avaliamos outros familiares também, limpos. O pai teve alguns clientes que poderiam ter motivos, mas os meios não batiam. Ele era um advogado de divórcio, mas não atendia pessoas que poderiam sumir com uma família inteira sem deixar provas. Havia um professor de química, que investigamos por algum tempo por causa das latas, mas ele tinha um álibi. O mesmo pro dentista que morava perto. A esposa flertou online com algum garoto na Inglaterra, mas nada adúltero, e ele nem estava no país quando o assassinato ocorreu.

Nós ficamos, infelizmente, com a possibilidade de um assassinato aleatório. Os casos mais fodidos de solucionar são quando não há um padrão assim. Devemos ter colocado dezenas de homens no caso, atrás de qualquer mínima pista. Um esforço infrutífero.

Nós até rastreamos as latas. Foram roubadas de um laboratório a uns quinze quilômetros dali. Sem filmagens de segurança. Não conseguimos encontrar pistas do ladrão. Depois de seis meses sem novos ataques, a investigação esfriou.

Os Driscoll foram desacordados e sequestrados. Como eu disse, ninguém nunca encontrou os corpos. Quem poderia negar a possibilidade de eles simplesmente terem fugido?

Ficou assim até, bem... Eu prefiro falar disso uma vez só.

ENTREVISTADOR: O que você pode nos dizer sobre como acabou a coisa da confissão com a Senhorita Espinosa?

Ela esteve acompanhando o caso por alguns anos, tanto pessoalmente quanto como repórter. Como disse, chamou a atenção de muita gente. Mesmo pessoas aparentemente normais achavam que poderiam ter sido alienígenas, fantasmas ou demônios. Senhorita Espinosa publicou uma retrospectiva sobre os assassinatos no aniversário de vinte anos do caso. Causou uma renovação no interesse geral, coisa que acontecia esporadicamente. Como de costume, eu me recusei a comentar, citando a falta de novas evidências. Lembro dela pedindo a citação exata, e por isso aceitei a reunião no almoço.

Depois da publicação desse artigo, a Senhorita Espinosa alegou ter recebido um arquivo. Ela queria me compartilhá-lo. A parte mais pertinente do arquivo era a confissão. Assegurei à Senhorita Espinosa que tais documentos falsos não são incomuns, especialmente em casos mais antigos como esse, e que eu pessoalmente já havia escutado duas dúzias de confissões do assassinato dos Driscoll. Ela foi insistente. Uma vez que senti que ela não estava tentando me enganar, nem me fazer falar do assassinato, concordei com a reunião.

Ela afirmou que a confissão havia sido enviada para ela no mesmo envelope que ela me mostrou quando nos encontramos para o almoço.

ENTREVISTADOR: Você pode descrever seu conteúdo?

Recortes de jornais velhos descrevendo o progresso da minha investigação. Eles pareciam apropriadamente amarelados, então eu imagino que eram um troféu para o criminoso. Havia também seis fotos, que alegavam ser dos membros individuais da família Driscoll, assim como várias outras fotos da... instalação para onde eles foram levados.

Olha isso.

Minhas mãos não param de tremer, viu? Estou tentando ao máximo e não consigo fazer elas pararem. Terei de pedir ao paramédico um sedativo quando terminarmos aqui. Acho que do contrário não vou conseguir dormir.

Não, por enquanto estou bem. Não quero que nada interfira com minhas lembranças para sua gravação.

Carregar isso tudo nas memórias é... Desculpe, vou manter o foco.

As fotos eram da família Driscoll, claro. Na época eu não sabia disso. As fotos tinham envelhecido mal, e poderiam ser qualquer um. Era muito difícil distinguir qualquer coisa. No entanto, dada a elaborada natureza do arquivo, percebi que merecia uma observação mais aprofundada.

Quanto à carta de confissão, bem, era breve. Dava um endereço. Foi a primeira coisa que notei. Não consegui localizar o endereço online, o que significava que tinha que ser bem antigo. A carta dizia: "Pare de imprimir mentiras. Eu nunca matei ninguém. Só demorou um pouco para prepará-los para o café da manhã." Não havia assinatura.

Acabei de lembrar de algo.

Porra.

Recebemos um cardápio de café da manhã um mês depois do desaparecimento! Alguém havia desenhado um círculo vermelho ao redor da foto de panquecas. A carta dizia: "Eles não estão mortos, estão se preparando para o café da manhã!" Nós colocamos aquilo no arquivo de pistas inúteis.

Oh Deus.

Eu... como eu poderia saber?

Nós tentamos rastrear aquele menu. Nunca conseguimos descobrir de onde veio. Não era de nenhum lugar na região. As informações que poderíamos usar para identificar foram cortadas.

Não sei o que mais poderíamos ter feito.

Eu só... meu Deus.

ENTREVISTADOR: Por que você decidiu ir pessoalmente investigar o local mencionado na carta?

Desculpe.

Queria ter certeza que não era uma farsa. Ainda não estava convencido. Por vinte anos pessoas me enviaram falsas evidências. Acho que talvez esse caso tenha ficado no meu imaginário também. Sempre pensei que algum dia eu perceberia algo que esqueci de olhar e resolveria a coisa toda. Era inacreditável que alguém simplesmente despejasse a resposta no meu colo. Precisei ir ver com meus próprios olhos.

Senhorita Espinosa havia identificado a localização pelos registros da cidade, mas nenhum de nós tinha certeza de que ainda ficava lá. Era um prédio industrial abandonado. A última correspondência válida para aquele endereço datava de quinze anos atrás. Poderia ter sido demolido, pelo que sabíamos.

Acho também que eu queria ser aquele que desvendou tudo. Despejado no meu colo ou não. Esse caso pairou sobre minha cabeça por vinte anos.

Senhorita Espinosa e eu concordamos em nos encontrar lá na manhã seguinte.

ENTREVISTADOR: Você pode descrever a cena do crime?

Sim.

Era um prédio industrial, como afirmei. Quase quarenta metros de comprimento por talvez quinze metros de largura. Uma estrutura de madeira e, a princípio, sua condição parecia coincidir com os edifícios vizinhos, no entanto, notei que a fachada tinha sido recentemente remendada em alguns pontos. Investigações posteriores também revelaram que a entrada havia sido encadeada e trancada. Até onde sei, costumava ser uma loja de chapas de metal. Pelo menos... desculpe, tem uma lata de lixo aqui?

Talvez eu vomite.

Obrigado.

Nós...

[Engasgos]

Desculpe.

Pensei que eu estava vazio.

Não, quero acabar com isso. Depois vou querer o sedativo.

Consegui sentir o cheiro de algo dentro do prédio. Muito fracamente. Imaginei que isso contaria como causa provável, não que eu precisasse de um mandato como civil, mas você nunca esquece o cheiro de um cadáver.

Eles estavam... ruins o bastante para terem o mesmo cheiro.

Eu não havia esquecido como arrombar um cadeado, então me deixei entrar.

Sabe, eu realmente gostaria que fossem cadáveres. Eu realmente gostaria que fosse um serial killer. De verdade.

Por favor, diga que acredita em mim.

ENTREVISTADOR: Eu acredito. Você pode descrever o interior do edifício?

Estou tentando me concentrar nisso. Estou mesmo. Desculpe, é só que eu gostaria de dormir por muito tempo depois disso.

O paramédico está aqui? O sedativo está pronto?

Obrigado, Senhor.

O armazém não havia sido tão abandonado quanto nós fomos levados a acreditar. O interior tinha um corredor com seis cômodos. A construção era antiga, mas visivelmente mais nova que o resto do prédio. As paredes entre cada sala eram insonorizadas. Não havia janelas para o exterior ou portas entre as próprias salas. O único acesso era pelo corredor.

Naquele momento eu tentei fazer a Senhorita Espinosa sair.

Sabe... o cheiro era mais forte, por dentro.

Você conseguia sentir, o cheiro. Como se poeira ficasse presa ao seu nariz. Como grãos de areia por toda a pele.

As salas, hum, as salas continham prensas. Prensas hidráulicas. Prensas personalizadas de um metro e meio de comprimento por dois metros e meio. Não percebi o que eram a princípio, porque estavam pairando sobre o que pareciam ser camas de hospital. Havia bolsas de soro em cada quarto, além de outros equipamentos médicos.

Foi assim que ele os manteve vivos por tanto tempo, é claro.

Acho que talvez eu posso estar vendo pontos negros.

ENTREVISTADOR: Você precisa fazer uma pausa?

A ideia de ter que recomeçar é pior que a de terminar.

ENTREVISTADOR: Então por favor descreva suas próximas ações.

O edifício era obviamente uma cena ativa de crime. Neste momento eu já não tinha mais dúvidas. Estava no covil do que eu acreditava ser um serial killer.

Tentei dizer à Senhorita Espinosa diversas vezes para sair. Ela se recusou, alegando que não seria certo me deixar sozinho. Não havia muito tempo para debatermos isso. Minha opinião sobre ela era que ela era um pouco intrometida, mas basicamente não havia problema, e eu não achava que faria diferença se ela ficasse fora do caminho. Tive que fazer um julgamento para decidir se deveria ou não continuar por mim mesmo, no caso da família, de alguma forma miraculosa, ainda estar viva e talvez em perigo, ou se eu deveria ir embora e pedir ajuda.

Havia dito à minha esposa anteriormente onde eu estava indo, então sabia que minha ausência seria notada e relatada se o pior acontecesse. Nenhum de nós tinha sinal no celular.

Desculpe, estou divagando.

Foi então que ouvi... não chegou a ser um suspiro. Era como um suspiro, mas não exatamente. Não quero descrever além disso.

Houve um som. Isso chamou mais ainda minha atenção. Tive que agir. É o que importa.

Havia algumas escadas no extremo do depósito que levavam para um porão. Disse à Senhorita Espinosa para que ficasse para trás e puxei meu revólver de serviço. Também tinha uma lanterna, que liguei quando desci ao porão.

O porão fora escavado a mão. Talvez ao longo dos vinte anos de desaparecimento. Não sei. O chão era de terra, e havia um túnel que ia longe o bastante para que precisasse ser suportado com colunas em intervalos regulares. Quando minha lanterna iluminou, pela primeira vez, a... pilha...

Eu gostaria que eles estivessem mortos.

Eu gostaria que ele fosse um serial killer.

ENTREVISTADOR: Por favor, faça uma pausa.

Depois que... depois que me recuperei, meu primeiro pensamento foi: "Graças a Deus, eles estão todos mortos."

[Engasgos]

Pelo amor de Deus, tenho sessenta e quatro anos. Não sou mais um jovem capaz de esquecer das coisas. Quando se é jovem, você tem a sensação de ser invencível e que nunca morrerá. Não tenho mais isso para me proteger.

Olhe pra mim choramingando, quando ele fez aquilo com eles.

É minha culpa. Eu deveria tê-los encontrado. Salvado-os, de algum modo.

ENTREVISTADOR: Desculpe, Hob, tenho que perguntar. Você pode descrever a cena?

Sim-

[Engasgos]

Posso.

Eu não sabia, a princípio, para o que eu estava olhando. Caralho, eu ainda não entendo. Era... bem, era uma pilha. Uns sessenta centímetros de espessura, talvez. Pelo cheiro e coloração, era obviamente feita de carne. Eu pensei que talvez ele tivesse os destroçado e empilhado os pedaços. Isso teria sido ruim o bastante. A primeira coisa que me alertou para a verdade foi o globo ocular. No topo da pilha havia um globo ocular perfeitamente redondo no centro de uma cavidade que fora distorcida ao tamanho de um pires. Foi quando percebi pro que estava olhando.

Vinte malditos anos de tortura, basicamente.

Ele manteve toda a família Driscoll sob essas prensas durante vinte anos, mantendo-os vivos por um gotejamento intravenoso, aumentando a pressão sobre eles tão lentamente que seus corpos conseguiram se adaptar, até que foram achatados como... bem, como panquecas. Ele os esmagou por pouco mais de meio centímetro ao ano, por vinte anos. E então os tirou de lá, quando estavam tão quebrados e miseráveis que não se moveriam, sem quaisquer chances de recuperação, e os empilhou uns sobre os outros. Eu não tenho ideia do pra quê. Não quero saber.

E eu ainda estava pensando "Graças a Deus, eles estão todos mortos", até que o que estava no topo começou a ofegar novamente.

ENTREVISTADOR: O que eles disseram?

No começo, nada. Não conseguiam falar sem ajuda. Acho que... era Avery Driscoll. Não que eu pudesse dizer muito sobre o gênero ou a idade. Mas o cabelo era loiro, onde havia cabelo. A cabeça estava uma bagunça de cicatrizes. Acho que o filho da puta que fez isso deve ter removido partes de seus crânios. Não tenho ideia de como suas cabeças ficaram tão planas, do contrário. Não tão planas quanto o resto do corpo, mas planas. Caralho, quem imaginaria como seus cérebros lidaram com aquilo. Seus lábios foram perfurados por dentes por toda parte, depois que as prensas achataram seus narizes, acho.

Avery tinha quatorze anos quando ele desapareceu.

Eu parei de tremer.

Porra, é estranho o modo como nossos corpos trabalham, não é?

O que mais?

Havia uma máquina. Uma espécie de bomba. Eu segui uma mangueira com minha lanterna, e percebi que todos na pilha estavam conectados à bomba. Acho que eles não conseguiam respirar por conta própria, sabe? Não depois de algum tempo. Simplesmente não havia volume suficiente para os pulmões inflarem. Havia algum tipo de incisão diretamente no peito de cada um. Havia um interruptor na bomba. Não sei por que o pressionei. Eu estava em pânico. Eu queria fazer alguma coisa. Talvez uma parte idiota de mim tenha pensado que ligando a máquina eles fossem inflar e ficar bem.

Liguei. O volume de ar da mangueira superior aumentou. Pude ouvir a bomba trabalhando mais.

Foi quando Avery Driscoll começou a gritar.

Ele me implorou para matá-lo. Ele disse outras coisas também. Ele não fazia muito sentido. Continuou gritando "Esposa" repetidas vezes. Algo sobre a "Família" também. Não entendi. Ele estava sofrendo, e imagino que ele tenha enlouquecido vários anos antes.

ENTREVISTADOR: Meu Deus.

Exatamente o que pensei.

Não soube o que fazer. Ele não parava de gritar. Acho que ele estava convencido de que eu era seu torturador. Um olhar mais atento em seu olho revelou que era majoritariamente uma bagunçar de tecido cicatricial branco. Ele estava tão cego quanto um morcego.

Sabe, já falei com vítimas de queimaduras uma vez. Eles me disseram que conseguiram encontrar um sentido e propósito pra vida novamente, depois de algum tempo. Não sei como qualquer um da família Driscoll conseguiria fazer isso.

Falei meu nome, disse a ele que era um detetive. Disse a ele que estava ali para ajudar. Repeti de novo e de novo, sabendo, claro, que ninguém poderia fazer qualquer coisa para ajudar.

Senhorita Espinosa chegou, atraída pelo barulho. Antes de ver a pilha, ela me disse que eu havia gritado e que veio ajudar, mas eu não lembro de tê-lo feito. De qualquer modo, ela chegou. Então ela viu a pilha e gritou, mas eu estava atento à Avery Driscoll. Ele conseguiu ouvir. Ele ficou lúcido por alguns instantes. Foi quase impossível entender o que ele disse, mas eu nunca irei conseguir esquecer.

"Por favor me mate. Dói. Não quero ser um monstro. Por favor me mate. Diga à minha família que morri há muito tempo. Não sei se ainda procuram por mim. Não deixe que saibam o que aconteceu comigo. Por favor me mate."

Ele ainda conseguia chorar e o fez, embora seus canais lacrimais estivessem deformados demais para percebermos as lágrimas.

Eu deveria ter forçado a Senhorita Espinosa a sair. Essa é a única ação que lamento mais do que falhar em resolver o caso vinte anos atrás. Não só por ela mesma, mas pelo que ela fez em seguida. Não acho que ela poderia tê-los ferido mais profundamente mesmo se tentasse. Ela arrancou deles o último conforto que qualquer um naquela pilha poderia ter.

Sabe, eles não foram capazes de falar uns com os outros por vinte longos anos.

Ela disse, "São todos, não é? Essa é toda a família Driscoll. Eles todos estiveram vivos aqui. Toda a família."

Por vinte anos, cada membro da família Driscoll desconheceu que seus companheiros eram os outros membros da família. Todos tinham esperanças de que a família estivesse bem. Todos sonhavam que alguém lá fora os amava e que não estava sofrendo.

Você sabe como soam os gritos de seis pessoas que foram torturadas por duas décadas, esmagadas para uma largura de dez centímetros, e empilhadas umas sobre as outras?

Soam como se as portas do inferno tivessem se aberto.

ENTREVISTADOR: Acho que é o bastante, Detetive Milgate.

Ainda não.

Foi um erro meu. Eu deveria ter tentado mais. Rastreado essa pista. Talvez estivessem dizendo isso, gritando isso. Foi meu erro, então era minha responsabilidade.

Eu atirei neles. Foi difícil, mas eu devia misericórdia à eles. Eu fui quem falhou em salvá-los.

Apenas uma bala foi o suficiente para atingir todos. Eu esvaziei meu revólver, no entanto. Para me certificar que eles não sofreriam mais. Para dar um suspiro de paz à eles.

Era toda a bondade que podia lhes fornecer.

Saímos e pedimos reforço depois disso. Nem a Senhorita Espinosa nem eu queríamos ficar com os corpos. Eu decidi não seguir os investigadores da cena do crime de volta ao porão. Perguntei se poderia fazer minha declaração e sair, e depois que um deles viu o que eu tinha visto, eles concordaram.

Agora posso ter aquele sedativo?

ENTREVISTADOR: Sim... sim, claro.

Obrigado.

Por favor, chame o paramédico. Vou enrolar minha manga. Minha esposa tem diabetes, então estou bem ciente do procedimento. Ah, e por favor, certifique-se de disponibilizar a mesma cortesia para a Senhorita Espinosa. Ela parecia estar pior que eu. Pobre mulher, sequer conseguiu vomitar ou chorar.

ENTREVISTADOR: Claro. Você sabe onde ela está agora? Ela disse à equipe na cena do crime que estava indo pra casa, mas não conseguimos contatá-la.

Você tentou o jornal?

ENTREVISTADOR: Qual jornal?

O Daily World.

ENTREVISTADOR: Você tem certeza? Ninguém com o sobrenome Espinosa trabalha pro Daily World.
•••
•••
Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

47 comentários :

  1. ...finalmente, uma creepy +18 que eu concorde ser mais dezoito e me de medo, ou qualquer outro sentimento do gênero(incluindo nojo), a maioria das +18 que eu li aqui não me davam medo ou qualquer outro sentimento, alem de suspense, mas essa aqui, tá de parabéns, ela me deixou com nojo e medo, parabéns ao cara que a fez, e a você, Heitor por traduzir essa Creepy top

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O autor dessa creepy fez um trabalho surreal mesmo, e obrigado <3

      Excluir
    2. Bom, concordo que o que o autor fez nessa creepypasta foi surreal mesmo. Mas o medo é relativo. O que pode não ser assustador para você pode ser para outros. Além de que o apelo ao medo e ao nojo, apesar de serem os principais, não são as únicas coisas que podem ser exploradas por uma creepypasta.

      Excluir
  2. ta tipo eu não sei se entendi o final...quem era a mulher então?

    ResponderExcluir
  3. Será que eu fui a única pessoa que não entendeu essa história?
    Realmente gostaria de ter entendido. Na postagem original tem um monte de comentários parabenizando o autor. Me recuso a acreditar que eu não tenha conseguido captar o sentido de algo que dizem que foi tão bem feito :/
    Alguém pode explicar?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que a forma como fizeram essa tortura com a família, eu particularmente nunca tinha sequer pensado em algo tão bizarro.

      Excluir
    2. A Jornalista era a torturadora.

      Excluir
    3. Tambem não entendi , não consegui imaginar a cena dos corpos, ou o jeito que eram torturados .

      Excluir
  4. ~ SPOILER ~
    No original, o sobrenome da "Jornalista" é Bamer, e Avery grita "Bane of Error", (Ou melhor, o detetive acha que é isso que ele grita), essa frase tem uma pronúncia similar à "Bamer", e é um dos pontos na creepy que indicam ao leitor que a jornalista na verdade foi quem fez aquilo tudo. Para adaptar, substitui o sobrenome dela. "Espinosa", por uma falha de pronúncia talvez soasse como "Esposa". Talvez não tenha sido a melhor escolha pra adaptação, mas visto que ele tinha 14 anos, uma esposa não faria sentido, então foi por isso que fiz essa escolha :3

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nem notei que ele tentou falar o nome dela, acredita?

      Excluir
    2. Estava curioso de como seria feita a tradução
      Dessa parte. Entendi a parte da frase "esposa", mas acho que foi pq tinha lido o original. Msm assim Parabéns.

      Excluir
    3. Penso que o termo "esposa" tenha sido associado com "família" (logo depois), dando para notar a pista apenas após diversas leituras. No mais, excelente tradução! Obrigado pela dedicação ao blog!

      Excluir
  5. Adorei. Bem pesada e faz vc sentir algo diferente, parecido com os mangás do Junji ito. Só foi um pouco (mas bem pouco) previsível a jornalista ser a "psicopata", mas fora isso a creepy é excelente. Deu até agonia :v. Parabéns pela tradução tbm.

    ResponderExcluir
  6. Essa reporter provocando o detetive me lembrou Mr.Mercedes
    Apesar de ser anatomicamente impossível que alguém sobreviva a uma tortura como essa (principalmente falando e com consciência), a creepy foi ótima. Me deu muito ânimo!

    ResponderExcluir
  7. Eu não tive medo ou senti algo pq eu não entendi o que estavam fazendo com eles. Alguém me explica melhor como funcionou a tortura?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tenta imaginar o seguinte, uma pessoa deitada e em cima dela tem uma prensa contra o corpo dela só q invés de prensar td de uma vez ia prensando aos poucos, fazendo pouca pressão até a o corpo da pessoa se acostumar com essa pressão (se moldar bem pouquinho pro formato q está sendo prensado), a pressão era tão pouca q em um ano achatou apenas meio centímetro, agr imagina repetir esse processo por 20 anos direto, ao final a pessoa ficou 10 cm mais achatada

      Excluir
  8. Eu to mt triste pq nao consigo imaginar de que maneira eles estavam, por mais q eu leia diversas vezes, nao consigo visualizar na minha menteee

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Quem me dera não conseguir visualizar a tortura mentalmente... X(

      Excluir
    2. Sorte a sua, isso vai ficar muito tempo na minha mente

      Excluir
    3. É tipo como se eles fossem ficando como uma folha de papel cara.

      Excluir
  9. Da forma como foi colocado não faz o menor sentido pra mim eles terem permanecido vivos ou eu não entendi como foi a tortura q mas ao meu ver é IMPOSSÍVEL uma pessoa ser achatada até ter 10 cms e continuar viva ?????

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eles n foram achatados até ter 10 cm, eles foram achatados 10 cm, ou seja, eles estavam 10 cm mais "finos"

      Excluir
    2. A menos que eu tenha interpretado errado, no original fala que a pilha tem 2 pés de espessura, então acredito que cada um individualmente tenha 10 centímetros de espessura mesmo, tipo um homem de gengibre (o biscoitinho que tem vida lá do Shrek)
      É bem bizarro e fora da realidade, mas essa é a ideia

      Excluir
    3. Não foram achatados verticalmente e sim horizontalmente, eram prensados meio centímetro ao ano durante 20 anos, se fossem prensados de uma só vez eles morreriam, mas só meio centímetro ao ano daria tempo de o corpo se adaptar, ficaram semelhantes a uma "massa de pizza" ou como a própria creepy diz: uma "panqueca" de carne.

      Excluir
  10. Nossa, ainda bem que não comi nada por agora... Tô chocada

    ResponderExcluir
  11. PRGDL02022

    C é Loko!!! Só faltou a calda de caramelo🤐😬

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ao invés de atirar neles, ele deveria ter colocado uma calda por cima e pedido desculpas por demorar tanto pro café da manhã 😋🤮
      Kkkkkkkkkkkk

      Excluir
    2. Rindo sadicamente desse comentário do Heitor hahaha

      Excluir
  12. Show ..estou imaginando como ficaram os corpos ..

    ResponderExcluir
  13. Finalmente uma creepy +18 com um gore e história decente kkkkk boa mandou bem Heitor

    ResponderExcluir
  14. Uauuu.Q creepy mais bem escrita, bicho

    ResponderExcluir
  15. Nossa só de imaginar da uma sensação ogoniante .
    Ótima creepy

    ResponderExcluir
  16. Eu q sugeri essa creepy 😻 kkkkk eu e um outro rapaz um tempo atras, fiquei feliz q a maioria gostou 😊
    Ótima tradução Heitor, vc é mto bom no inglês..
    Outra sugestão, já aviso q tb é +18 kkkkkk

    https://amp.reddit.com/r/nosleep/comments/5capgv/little_darlings/

    Ótimo fds 😽 🎃

    ResponderExcluir
  17. Mas por que cargas d'agua ela fez isso,pura psicopatia ou tem um backstory?

    ResponderExcluir
  18. Isso que é uma obra de arte! Parabéns Heitor!

    ResponderExcluir
  19. Velhooooo, que troço nojento XD

    ResponderExcluir
  20. Creepy muito boa, apesar de ser impossível (eu acho) que alguém sobreviva sofrendo 20 anos de tortura e continue vivo e consciente no estado em que foram achados. Também senti falta de uma motivação para que isso tivesse sido feito com eles, principalmente levando em conta a verdadeira identidade do criminoso.

    ResponderExcluir
  21. Eu não senti medo ou nojo, acho que tem algo errado comigo '-'

    ResponderExcluir
  22. SE VOCÊ PRECISA DE UM SERVIÇO DE HACKING GENUÍNO E PROFISSIONAL, ENTRE EM CONTATO COM: FIRSTCLASSHACKERS1@GMAIL.COM
    Estes são grupos de hackers profissionais além da imaginação humana ... eles avaliam todos os bancos de dados sem rastros ...
    Seus serviços são 100% garantidos, com seu software de penetração não rastreável. Eles oferecem os seguintes serviços;
    -Aumenta os assinantes do YouTube, tans e visualizações e também seguidores do Instagram
    Multiplicação Monetária
    -Carregar bitcoins sem antecipação
    - Cartão em branco ilimitado e cartão de crédito por 2 anos
    Conta bancária de cobrança
    -Clears Bad Driving
    Locais de rastreamento de vítimas
    -Nós creditamos a conta com um cartão de crédito antecipado
    -Western Union MTCN e Moneygram hack
    - Hacking de cartão do site
    - Lembre-se do balanço de pontuação de crédito
    - Mudança de mudanças universitárias
    -Erase Criminal Records hack
    -Facebook hackear
    -Witters hackear
    contas de e-mail
    -Grade muda alterações
    -Website caiu hack
    -server caiu hack
    Skype Hack
    - Hack de bancos de dados
    -Word Press Blogs hackear
    Computadores individuais hackear
    Dispositivos de controle de hackers remotamente
    Números -Burner hack
    Contas verificadas do Paypal
    -Qualquer conta de mídia social
    -Android e iPhone Hack
    Captura de mensagens de texto
    Interceptação de email
    - cartão de crédito para transações on-line gratuitas
    IP não rastreável
    você nunca vai se arrepender de nenhum dos seus serviços .: FIRSTCLASSHACKERS1@GMAIL.COM

    ResponderExcluir
  23. SE VOCÊ PRECISA DE UM SERVIÇO DE HACKING GENUÍNO E PROFISSIONAL, ENTRE EM CONTATO COM: FIRSTCLASSHACKERS1@GMAIL.COM
    Estes são grupos de hackers profissionais além da imaginação humana ... eles avaliam todos os bancos de dados sem rastros ...
    Seus serviços são 100% garantidos, com seu software de penetração não rastreável. Eles oferecem os seguintes serviços;
    -Aumenta os assinantes do YouTube, tans e visualizações e também seguidores do Instagram
    Multiplicação Monetária
    -Carregar bitcoins sem antecipação
    - Cartão em branco ilimitado e cartão de crédito por 2 anos
    Conta bancária de cobrança
    -Clears Bad Driving
    Locais de rastreamento de vítimas
    -Nós creditamos a conta com um cartão de crédito antecipado
    -Western Union MTCN e Moneygram hack
    - Hacking de cartão do site
    - Lembre-se do balanço de pontuação de crédito
    - Mudança de mudanças universitárias
    -Erase Criminal Records hack
    -Facebook hackear
    -Witters hackear
    contas de e-mail
    -Grade muda alterações
    -Website caiu hack
    -server caiu hack
    Skype Hack
    - Hack de bancos de dados
    -Word Press Blogs hackear
    Computadores individuais hackear
    Dispositivos de controle de hackers remotamente
    Números -Burner hack
    Contas verificadas do Paypal
    -Qualquer conta de mídia social
    -Android e iPhone Hack
    Captura de mensagens de texto
    Interceptação de email
    - cartão de crédito para transações on-line gratuitas
    IP não rastreável
    você nunca vai se arrepender de nenhum dos seus serviços .: FIRSTCLASSHACKERS1@GMAIL.COM

    ResponderExcluir
  24. Você está interessado no serviço de um hacker para entrar em um telefone, conta facebook, snapchat, Instagram, yahoo, whatsapp, obter verificado em qualquer conta de rede social, aumentar seus seguidores por qualquer quantia, transferência bancária e transferência bancária. Entre em contato com ele em = TALENTEDINTERNETHACKERS@GMAIL.COM WHATSAPP = +17812773546 Eu posso falar com ele porque eu o usei para monitorar meu marido muitas vezes quando eu suspeito de seus movimentos

    HACKERS TALENTOSOS
    VOCÊ REQUER UM HACKER CERTIFICADO PARA:
    + Notas da universidade hackear,
    + Hacks de contas bancárias,
    + Dispositivos de controle remotamente hackear,
    + Facebook Hacking Truques,
    + Gmail, AOL, Yahoomail, caixa de entrada, hack estão disponíveis,
    + Banco de dados de hackers,
    + Truques de computador PC
    + Transferência bancária, Western Union, grama do dinheiro, transferência de cartão de crédito + limpeza de crédito,
    + Software VPN,
    Hack + ATM
    nós somos o negócio real quando se trata de hacking, carding, transferência de WU, transferência de Money Gram etc
    entre em contato agora: TALENTEDINTERNETHACKERS@GMAIL.COM
    WHATSAPP = +17812773546
    entre em contato com ele para todo o tipo de trabalho de hackers e você será feliz que você fez

    ResponderExcluir
  25. Você está interessado no serviço de um hacker para entrar em um telefone, conta facebook, snapchat, Instagram, yahoo, whatsapp, obter verificado em qualquer conta de rede social, aumentar seus seguidores por qualquer quantia, transferência bancária e transferência bancária. Entre em contato com ele em = TALENTEDINTERNETHACKERS@GMAIL.COM WHATSAPP = +17812773546 Eu posso falar com ele porque eu o usei para monitorar meu marido muitas vezes quando eu suspeito de seus movimentos

    HACKERS TALENTOSOS
    VOCÊ REQUER UM HACKER CERTIFICADO PARA:
    + Notas da universidade hackear,
    + Hacks de contas bancárias,
    + Dispositivos de controle remotamente hackear,
    + Facebook Hacking Truques,
    + Gmail, AOL, Yahoomail, caixa de entrada, hack estão disponíveis,
    + Banco de dados de hackers,
    + Truques de computador PC
    + Transferência bancária, Western Union, grama do dinheiro, transferência de cartão de crédito + limpeza de crédito,
    + Software VPN,
    Hack + ATM
    nós somos o negócio real quando se trata de hacking, carding, transferência de WU, transferência de Money Gram etc
    entre em contato agora: TALENTEDINTERNETHACKERS@GMAIL.COM
    WHATSAPP = +17812773546
    entre em contato com ele para todo o tipo de trabalho de hackers e você será feliz que você fez

    ResponderExcluir
  26. Gostei muito desse conto alem de ser um pouco assustador.Mas fico imaginando a cena no porão, os corpos esmagados e empilhados uns sobre os outros.

    ResponderExcluir
  27. Caralho eu nao tenho palavras pra essa creepy, acho essa Superou visceras e se tornou a mais bizarra que eu ja vi,nunca imaginaria uma tortura tao doentia igual essa

    ResponderExcluir
  28. Só entendi como eles ficaram lendo os comentários, lembra um pouco O enigma da montanha amigara. Bizarro.

    ResponderExcluir