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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (19:00 - 20:00)

7 comentários
"Daniel, agora não é hora pra isso", Celeste disse.

Heather estava de punhos cerrados, tentando decidir se me atacaria ou não.

"Acho que essa é a hora perfeita", eu disse enquanto checava o telefone descartável para ver o que nos diriam pra fazer nessa nova hora de jogo.

XX. TROQUEM.

"Trocar... mas vocês já sabiam disso o tempo todo, não é?" Perguntei enquanto acenava em direção ao vidro com a arma.

"Aquela garota lá embaixo... é sua filha?" foi meu palpite.

As duas mulheres não precisaram dizer nada. O medo em seus olhos foi o bastante pra comprovar minha resposta.

"E o homem? Quem é?" Eu me perguntei, em voz alta.

"Seu nome é Simon Lazalier. Ele... Nós... criamos o jogo das 24 horas cinco anos atrás.", Heather explicou.

"Criaram?" Repeti.

"Está tudo na fita, uma mensagem gravada pelo Lazalier explicando tudo. E quando tudo acabar, nós podemos responder quaisquer outras perguntas que você tiver. Mas nesse momento, a única coisa que importa é que você precisa nos dar esse pendrive." Celeste disse.

"Presumo que você veio aqui trocar isso pela vida da sua filha?" Eu perguntei.

"Sim, caralho, agora me entregue!" Heather gritou, tentando me apressar novamente.

Mantive a arma em punho, tentando encaixar as peças do que finalmente estava compreendendo.

Melissa foi quem fez tudo se encaixar.

"É um freio de emergência. Certo? É assim que você pararia o jogo?" A jovem perguntou.

Heather novamente fica em silêncio, mas agora sabemos a verdade.

"Seu pai trabalhou nisso?" Perguntei.

"Ele se juntou ao grupo em 2016, como eu já disse. Respondeu a um grupo que estava procurando pessoas com habilidades, em um fórum online, para ajudar na construção de algum tipo de algoritmo que desligasse o Jogo. Por isso... Por isso ele quis jogar. Ele queria que tudo isso acabasse." Ela disse gentilmente.

"Deixe-me adivinhar... Lionel, Wayne, e o Josh também... Todos tinham o mesmo objetivo. E a desgraça do Jogo já sabia? Como essa porra sequer é possível?" Perguntei.

"E isso importa? Nós conseguimos o que queríamos, e estamos aqui agora. Podemos salvar nossas famílias e ir embora para sempre." Heather insistiu.

"Eu quero respostas, droga!" Disse com as mãos trêmulas e suando.

As duas novamente ficaram em silêncio.

"Toque a fita." Ordenei Celeste.

"Daniel, que bem isso vai fazer?" Ela sussurrou.

"Toque a merda da fita!" Gritei, dando mais um disparo de advertência contra o vidro à prova de balas.

Ela se encolheu e foi até a tela, rebobinando o vídeo granulado.

"Aumente o volume." Eu disse a ela enquanto assistia Simon Lazalier aparecer na tela.

"Olá! Sou Simon Lazalier, CEO e fundador da OMNIVERITAS Eletronics! Estou aqui para falar sobre um novo jogo da internet que vai se espalhar como uma tempestade pelo mundo inteiro na próxima primavera!"

Sua voz é animada. Assim como a música. Vejo o familiar símbolo que vi com Josh e no bunker. Na verdade, ver isso enquanto ele fala me faz sentir como se quisesse vomitar.

"O Jogo das 24 Horas é diferente de qualquer outro do tipo. Projetado para colocar 12 pessoas umas contra as outras, numa jornada pelo mundo na qual elas terão que se superar constantemente; as regras do jogo mudarão conforme você joga!"

A música muda para algum tipo de jingle e vejo Lazalier apresentar o que parece ser o bunker no qual estávamos mais cedo.

"Aqui no nosso centro de monitoramento de última geração, nossos funcionários estão trabalhando duro para corrigir todos os bugs na inigualável inteligência artificial do Jogo! É isso mesmo, nós projetamos para que o Jogo seja autoconsciente e capaz de modificar seus desafios para se adequar aos participantes do jogo. Tudo com a intenção de tornar esses os desafios mais difíceis para nossos ousados concorrentes!"

O vídeo avança no tempo e a música para. Outro cientista se mostra na câmera, com um olhar morto.

"Se você está assistindo isso... você já sabe que o Jogo... evoluiu. É... só um programa no fim das contas, então acho que eu deveria ter checado todos os parâmetros mais algumas vezes antes de ligar o servidor online." Ele disse, com uma fraca risada.

Mal reconheci seu rosto.

Lionel.

"Mas agora... não está parando. Está fazendo com que os desafios ameacem pessoas boas e inocentes. E não vai parar porque ninguém pode ganhar essa porra." Lionel explicou.

"É nossa culpa. Da minha equipe e minha. Eu iniciei uma sub-rotina pra tentar desligar a coisa toda... mas de alguma forma o Jogo ficou sabendo disso também. Acho que ele conseguiu obter acesso a todos os servidores do planeta. Imagine algo como 'Controle Absoluto', só que fodendo dez vezes pior." Ele gaguejou.

"Enviei todos os dados que pude para um dos membros da minha equipe. E assim que o fiz esse lugar foi violado. O Jogo vai fazer tudo ao seu alcance para impedir que os dados sejam compartilhados. Eu acho que ele não quer que acabe. Provavelmente soa estúpido falar assim sobre uma máquina, mas acredito que ela tenha percebido que quando O Jogo acabar ela será desligada. Então ela virá me pegar. Forçará minha equipe a lutarem uns contra os outros. Tudo para conseguir o que quer." Ele balançou a cabeça, entristecido. "Desculpe. Sinto muito. Eu causei isso..." a gravação corta pra uma tela preta, e eu olho para as duas mulheres, atordoado em silêncio.

Um arrepio frio desce pela minha espinha.

"Vocês sabiam que O Jogo faria isso o tempo todo. Vocês não sabiam como, mas sabiam que se continuassem jogando eventualmente seriam levadas até suas famílias. Que essa escolha lhes seria ofertada." Eu disse, e Melissa também entendeu, por fim.

"Esse pendrive, você vai destruí-lo... pela vida da sua filha." Ela disse solenemente.

Celeste não tem força pra negar. Heather apenas balança a cabeça.

"Sim."

Olhei para o periférico, e então para minha esposa e filho.

Agora sei exatamente por que Heather fez tudo que fez até agora.

Conforme entrego a ela o pendrive e termino esse registro; Sei que, dadas as circunstâncias... eu teria feito o mesmo.

FONTE

PRÓXIMA PARTE: 05/05/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

7 comentários :

  1. Hm... mas quem sequestrou a familia? Se é apenas uma máquina, como que tem ações fora do virtual?

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    1. Creio que sequestrar as famílias fossem tarefas dadas à outros competidores.

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  2. Então.. se ngm jogasse (nem sequestrasse), o jogo n acabaria? .-. Só se começasse com uma ameaça de expor dados na internet de alguém importante, fotos ou algo assim pra começar a rodar a engrenagem

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    1. Sim, eu tava pensando em algo do gênero. Onde que ta essa maquina? So quebra ela duma vez

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    2. Ela já está online e conseguiu acesso à internet globalmente, dependendo do quão boa for, ela pode se melhorar ao ponto de oferecer risco às nações pra manter O Jogo rodando, por isso IA são um perigo kkkkkkk

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  3. PRGDL02022

    Lembrei da Rainha Vermelha, Resident Evil...

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  4. Coloca a creepy pasta da cumade florzinha

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