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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (21:00 - 22:00)

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Em algum lugar abaixo de nós, ouvi uma das explosões dispararem, e gritei em frustração.

Imaginei meu garotinho sendo engolido pela explosão como o pobre homem na praia fora.

Mas continuei. Empurrei as barricadas da porta que levava à sala de jantar, desesperado para encontrar uma maneira de quebrá-las.

Celeste e Heather estavam ao meu lado, tentando arrebentar a porta com tudo que nos restava.

Outra explosão fez-se soar, e eu esmurrei a porta tentando chamar a atenção de Melissa.

"Melissa!! Estamos aqui!! Você consegue nos ouvir?? Estão todos bem?" Celeste gritou. Ouvi  tosse do outro lado, e então uma leve batida atravessou a porta.

"Estou ouvindo. Senhor Lazalier e sua esposa estão conscientes. Michael foi atingido pela explosão, mas vai sobreviver", disse a ruiva.

"Consegue ver alguma forma de sair daí? Estamos tentando desse lado", Heather falou.

"Eu... Acho que sim... É arriscado, mas... caralho, agora o que não é?" Melissa gritou de volta.

Queria perguntá-la qual era o plano, mas seus passos se afastaram.

Então o teto da sala em que estávamos desabou. Celeste e Heather mal conseguiram desviar da chuva de chamas que se espalhavam.

Consigo ouvir a voz artificial, declarando mais e mais ameaças contra nós pelos interfones da mansão.

"Cale a boca, porra!!" Heather gritou, enquanto nos afastávamos da porta ainda imóvel.

O que aconteceu em seguida não passa de um borrão.

Outra explosão fez tremer a mansão, ativada pela inteligência artificial. A porta explodiu e eu caí, com o ar sendo arrancado de meus pulmões.

Estava escuro pra caralho. Ouvi gritos daqueles ao meu redor, e percebi que as chamas continuavam a crescer. O Jogo não deixaria que terminássemos esse turno, mesmo se quiséssemos.

Senti mãos me segurarem, gritos incoerentes. Meu corpo parecia perder o tato, conforme fui retirado daquela confusão. A mansão continuou se despedaçando, e nosso grupo correu para o quintal da frente.

Colapsei no gramado, minha visão ainda turva, quando tentei ver ao redor.

Vi minha esposa. Meu filho não se movia. Forcei-me a levantar e corri até eles.

Marcy soluçava histérica enquanto tentava fazê-lo respirar.

"Eu... Eu não sei o que está acontecendo Daniel", ela disse, desesperada.

Olhei para seu pálido rosto e chequei sua pulsação. Ele mal estava vivo.

Heather e Celeste estavam por perto também, agarradas uma à outra e à filha.

Senhor Lazalier também estava lá, inconsciente e com graves queimaduras, mas definitivamente sobrevivendo ao desafio.

Então percebo quem está faltando, e olho para o inferno.

Melissa.

Estou prestes a mancar em direção à cena, quando Heather agarra meu ombro e me impede.

"Vá lá e você morrerá", ela disse.

Eu me esforço para permanecer de pé, e a empurro. "E você acha que ela merece isso?" Murmurei.

"O que quero dizer é que não há nada que você possa fazer", Heather me advertiu. Balancei minha cabeça e olhei para minha família.

"Não podemos simplesmente deixá-la lá, não podemos!" Eu disse.

Ela não parece querer me escutar mais. Felizmente, para ela Celeste sempre é a voz da razão.

"As regras dizem para sobrevivermos. Nós todos precisamos obedecer isso para ganhar." Sua parceira disse.

Heather olhou para as chamas e então para mim, tentando decidir se me poupava de ir primeiro.

Então Celeste fez essa decisão por ela, e caminhou decidida até a porta da mansão.

"Celeste?? Caralho!!" Heather gritou e foi ao chão, enquanto tentava seguir a parceira.

"Você não está em condições de andar agora", eu disse, enquanto a ajudava a se levantar.

Ela não quis discutir. Nós apenas assistimos num silêncio atordoante enquanto o casarão continuava se despedaçando.

Mordo minhas unhas, observando as crescentes explosões. Cada segundo que passa diminui minha confiança na nossa vitória.

A entrada se desfez em outra explosão, e Heather continuou xingando.

"Lá estão elas!!" Heather gritou enquanto olhava para a janela superior. Vi Celeste e Melissa irem até uma das janelas quebradas. Elas saltaram.

•••

Sequer tenho forças para continuar esse registro. Superamos esse desafio, mas sei que perdemos a longo prazo.

O Jogo ainda nos mantém de reféns, e está tentando nos matar na esperança de liquidar todo esforço para pará-lo.

E agora, conseguiu tomar mais duas vidas no processo.

Melissa partiu primeiro, uma morte rápida e sem muita dor. Ela sorriu quase aliviada quando sentiu o corpo ficar dormente, mas pude ver o terror agarrado ao seu rosto.

O salto provavelmente rompeu sua espinha, como aconteceu com Wayne perto do rio. Ela sobreviveu apenas alguns minutos, mas foi tempo suficiente para suas últimas palavras. Ela perguntou se eu achava que seu pai ficaria orgulhoso.

Não tenho energia para responder, mas não preciso de palavras. Ela sabe a resposta.

Heather aconchegou a parceira por longos quinze minutos enquanto Celeste lutava para respirar. A queda não vai matá-la, e ela ainda não está morta.

Mas não demorará. Ela não está respirando direito. Sei que a fumaça que encheu seus pulmões no fim vai sufocá-la.

Quando Heather pergunta se ela está bem, ela apenas esboça um frágil sorriso.

Eu sei que ela não quer que eu diga nada. Mas no fim, todos nos perdemos.

Sei disso por causa do próximo desafio, que faz vibrar aquele maldito telefone. Minha esposa está segurando meu filho e me perguntando o que ele diz.

XXIII. DESTRUAM O PENDRIVE.

FONTE

PRÓXIMA PARTE: 12/05/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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