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Meu vizinho está cortando a grama a 13 horas.

10 comentários
PARTE 1

Eu não tinha certeza do que era mais bizarro e aterrorizante: meu vizinho cortando a grama pela décima terceira hora, ajudado por quatro policiais uniformizados que realizavam várias outras tarefas de paisagismo... ou a mulher com máscara de gás e poncho de plástico que saía do Toyota Camry dourado que tinha acabado de colidir com a macieira do Sr. Limsky.

"Porra, Kelly!" Ela gritou por de trás da máscara, claramente cambaleante em seus próprios pés após o acidente. “Sem mais direção para você! Para sempre!"

Me agachei na minha garagem, atrás do meu próprio carro, que eu acabara de carregar o porta-malas em preparação para ir embora com minha família para longe de qualquer loucura que estivesse acontecendo na casa ao lado. Observei a mulher que não estava impressionada com as habilidades de condução de Kelly puxando um bazuca debaixo de seu poncho. Essa é a melhor maneira que posso descrever. Não era uma simples arma; parecia a porra de uma bazuca.

A mulher apontou sua arma para o Sr. Limsky e puxou o gatilho. E esse foi o fim do Sr. Limsky. Ele explodiu em uma nojeira bizarra de sangue azul néon; Um tentáculo ainda se contorcendo voou pelo ar e esbofeteou-se contra o pára-brisa do Camry. Vi os limpa vidros se esforçando para lá e para cá para se livrar daquilo.

Me virei e vi minha esposa olhando pela janela da nossa casa em um espanto horrorizado. Ela estava tapando os olhos da nossa filha com as mãos. Keagan estava tirando um dos dedo de Vanessa para dar uma olhada na cena.

Eu? Eu já tinha visto o suficiente para um dia só. Não tinha ideia de quem era a mulher da bazuca, mas sabia que ela tinha explosivos, e lutei para achar um jeito de tirar minha família de lá sem chamar a atenção de ninguém.

A mulher virou sua arma para cada um dos quatro policiais e rapidamente os reduziu a quatro pilhas pegajosas de lodo azul néon.

Se eu pudesse voltar para dentro sem ela me notar, podíamos escapar pela parte de trás da casa e  vazar de Uber. Não importa para onde. Apenas para um lugar bem longe dali.

"Você!", A mulher gritou. Seu poncho estava absolutamente encharcado com o interior das coisas que ela havia acabado de explodir. “Escondido atrás do seu carro! Levante-se devagar."

Merda.

Eu levantei minhas mãos para cima. "Por favor, não me exploda", eu disse. "Eu não sou um deles. Eu juro."

"Isso nós vamos ver", disse. “Enquanto isso… seu vizinho, Sr. Limsky. Ele morava sozinho, certo?"

"Isso mesmo", respondi. “A esposa dele morreu no ano passado. Coitado. ”Olhei para a poça de sangue estranha que costumava ser o Sr. Limsky. Coitado, de fato.

"Vou te dizer o que vai acontecer. Vou entrar na casa do Sr. Limsky e me limpar. Você vai entrar na sua casa e esperar por nós. Se você tentar ser inteligente, prometo que vai acabar como seu vizinho. Não é uma paisagem bonita, concorda?"

Dei mais uma olhada, lutei contra o desejo de vomitar e balancei a cabeça em sincera concordância.

“O mesmo vale para sua família. Eu as vi pela janela. Entendeu? Agora, pra dentro. Agora."

Não precisei de mais encorajamento. Corri de volta para dentro da minha casa; de volta para Vanessa e Keagan.

"Quem é aquela?", Perguntou Vanessa. "O que está acontecendo?"

"Você acha que eu sei?" Rebati. Então suspirei. "Não sei. Mas acho que ela é dos bonzinhos? Quero dizer, pelo menos ela não gosta daquelas coisas lá."

"E se o Sr. Limsky fosse o bonzinho?", Perguntou Keagan.

"E se não houver bonzinhos?" Perguntou Vanessa.

"não sei", falei. "Eu não sei. Mas acho que temos que aproveitar essa chance. Se ela é um  dos malvados, então estamos fodi... então isso é ruim não importa o que fizermos, acho. Acho que só temos que pensar positivamente e esperar que ela seja um dos bonzinhos. ”

"Pensar... positivamente", disse Vanessa. "Pensar positivamente?! Que tal pensarmos em sobreviver?"

Cerrei meus dentes. "Isso é o que estou dizendo, querida. Acho que nossa melhor chance de sobrevivência é ficar quieto e conversar com a moça da máscara de gás."

"O que é 'sobreviver'?", Perguntou Keagan.

"É o que todos estamos tentando fazer, querida", expliquei, "assim, no dia a dia, e nenhum de nós conseguirá até o fim."

"O que?"

"Significa tentar não morrer", finalizei.

"Nós vamos morrer?"

“Um dia, sim, amor. Algum dia muito, muito distante de hoje." Eu não tinha certeza daquilo, é claro, mas o que mais eu poderia dizer? “Ei, você quer assistir desenho?"

"Siiim!" Gritou Keagan.

Abri um episódio e fui para a cozinha, onde Vanessa estava andando em círculos.

“Você tem certeza disso?” Perguntou. "Ficar esperando virem até nós?"

"Não tenho certeza de nada," eu disse.

"Tudo bem. Eu confio em você. E eu te amo."

"Eu também te amo", respondi.

Esperamos.

***


20 minutos depois, eu as vi se aproximando da minha casa. Eram duas mulheres e um homem, cada um usando uma máscara de gás. A mulher da frente ainda carregava sua bazuca, mas tinha limpado toda a substância azul, e estava vestindo algumas roupas do Sr. Limsky. Eu os encontrei na porta.

"Algum de vocês entrou em contato com algum deles?" Perguntou a mulher à sua frente.

"Não," eu disse. Era mentira. Eu tinha ido até o Sr. Limsky e encostado no ombro dele. Vanessa também se aproximou dele. "O que é aquilo?"

"Kelly", disse a mulher da bazuca para a mulher atrás dela. "Faça o teste nele."

Esta tal Kelly tirou uma grande seringa da mochila e deu um passo na minha direção.

"Pode parando um pouquinho aí", manifestei. "Você não vai enfiar essa agulha em mim até que me diga por que eu deveria deixar você fazer isso. O que diabos está acontecendo?"

"Você pode se submeter ao teste", disse a Sra. bazuca, "ou podemos presumir que você tem o vírus e acabar com você agora mesmo."

"Bem, então vou me submeter ao maldito teste", convi, arregaçando minha manga e oferecendo meu braço.

"Não aí", disse Kelly, um segundo antes de ela enfiar a seringa no lado da minha cabeça.

Puta que pariu, como doeu.

Kelly puxou a agulha para fora. Então procurou outra coisa dentro de sua mochila e tirou um tubo de ensaio cheio de um fluido verde. Desenroscou a tampa do tubo e atirou um pouco do meu suco cerebral nele. Depois colocou a tampa de novo, sacudiu-a e segurou contra a luz.

"Ele está limpo", disse Kelly.

"Agora, sua família", disse a Sra. Bazuca.

Assisti em um horror desamparado enquanto Kelly enfiava uma agulha gigante na cabeça da minha esposa e depois na cabeça da minha filha. Keagan não parava de chorar e a cena me deixou enjoado.

"Estão limpas também", disse Kelly.

"Estamos limpos", exclamei. “Agora você pode nos dizer o que diabos está acontecendo? Vamos quem são vocês."

"Eu sou Kelly Raymond", disse a da agulha. “Meu namorado se transformou em um zumbi. Como o Sr. Limsky. Mas... um pouco diferente. Eu tive que ficar cortando os dedos dele."

"Um ... zumbi", pensei. “E você teve que continuar cortando seus dedos. Claro."

"Você pode me chamar de Allie", disse a Sra. Bazuca, tirando a máscara de gás. Os outros também tiraram. “E sim, zumbis. Eles são reais e o vírus está ficando mais forte e imprevisível a cada dia ”.

"Tá bom," suspirei. "Zumbis". Eu olhei para o homem do grupo. "E você é?"

"Martin Henwood", disse o homem. "Eu era um ex-colega de seu vizinho, antes de se aposentar."

"Ah", exclamei. "Sr. Limsky era... legista, não é?"

"Agente funerário", disse Martin. “E era um verdadeiro artista. É por isso que eu tive que pedir ajuda dele em um último trabalho, mesmo aposentado.” Martin estava obviamente chateado e lutando contra as lágrimas, mas continuou. “Um corpo veio para a funerária. A mulher morta aparentemente assassinou o namorado de uma maneira particularmente brutal. Havia rumores de que o colar que ela ainda usava, mesmo depois da suposta autópsia, era amaldiçoado. Era um caso estranho, de fato, porque, para começar, não vi sinais de que uma autópsia de fato tinha sido realizada. Suspeitei que o médico legista tivesse ficado assustado com os rumores e decidido governar a morte como um suicídio sem realmente abrir o corpo. Então, quando a olhei, vi que o colar não tinha fecho. Não havia como tira-lo sem cortá-lo."

Eu estava com a pior dor de cabeça da minha vida, mas tentei manter o foco. "Deixa eu adivinhar. O colar fez ela virar um zumbi?


"Achamos que é esse o caso", disse Allie. "Diga o que aconteceu depois, Martin."

Martin pigarreou. “Bem, eu achei um absurdo todo aquele papo. Um colar amaldiçoado? Eu sou um homem da ciência, não da superstição. Ou pelo menos era. Quando comecei o processo de embalsamamento, foi quando comecei a pensar duas vezes. O que saiu do corpo não era qualquer tipo de sangue que eu já tinha visto em meus 25 anos de experiência. Era…."

Eu terminei a frase para ele: "Azul néon".

"Bem assim", lamuriou. "E foi quando liguei para Chuck Limsky. Ele nunca tinha me deparado com nada assim antes, e de fato não acreditou em mim. Queria ver por si próprio, então veio e eu mostrei a ele o corpo. Como eu, ficou fascinado e perplexo. Ele queria passar algum tempo com o corpo, então saí para pegar sanduíches. Quando voltei, Chuck estava em pé no necrotério, pingando de gosma azul, e o corpo havia sumido." 

"O que aconteceu?!", perguntei.

"Ele me falou que explodiu, falou assim: ‘O corpo simplesmente explodiu. Vou pra casa trocar de roupas e já volto para dar mais uma olhada.'


"E então saiu, e foi a última vez que o vi até..." Martin parou e começou a soluçar.

"Nós conhecemos Martin pouco depois", disse Allie. Tínhamos ouvido falar sobre o caso da garota do colar, e achamos que cheirava fortemente a zumbi. Martin nos contou o que havia acontecido e nos levou até a casa do Sr. Limsky, e agora aqui estamos nós, na sua sala de estar.

"E sobre o colar?" Perguntei, lutando contra os milhares de pensamentos sobrepondo-se na minha cabeça. "De onde veio? Como isso pode te transformar em um zumbi?"

"Essa é uma das coisas que vamos descobrir", disse Allie. “Estamos com ele e vamos fazer vários testes. Normalmente, o vírus é espalhado da maneira usual, como alguém tossindo em você... ou explodindo em você. O colar é algo novo. Muitas coisas nesses caso são novas. Nós temos lidado com o vírus básico zumbi já há algum tempo tivemos uma boa taxa de contimento, mas agora... Agora as coisas mudaram. Nosso objetivo final é encontrar uma vacina para esse novo surto , mas primeiro precisamos entender totalmente o que estamos enfrentando. ”

Olhei para o sofá do outro lado da sala, onde Keagan estava sentada no colo de Vanessa, ainda assistindo desenho. Vanessa estava ouvindo atentamente nossa conversa sussurrada, e eu pude ver o terror gravado em seu rosto. Tenho certeza de que foi o meu estava do mesmo jeito.

"Não é seguro para vocês ficarem aqui", disse Allie. “As pessoas com quem trabalho… costumavam trabalhar… sim, eles estão preocupados com os zumbis, mas também se preocupam com as pessoas que descobrem sobre os zumbis. São implacáveis ​​e estarão aqui em um ou dois dias. Além disso, precisamos de um novo veículo, já que Kelly destruiu nosso carro. Ela não será mais a motorista, nunca mais. Percebi que você tem um SUV bonita e espaçosa lá fora. Todos nós poderíamos caber lá. E vamos. Antes vamos descansar por algumas horas. E então vamos queimar a propriedade do Sr. Limsky. Então nós pegamos a estrada. Você decide. Venha conosco ou fique para trás para eles encontrarem você. ”

"Tudo bem", respondi. "Preciso conversar com minha esposa."

***


Estamos na estrada agora. Allie está dirigindo. Obviamente não vou dizer para onde estamos indo. Só queria que todos soubessem que o apocalipse zumbi está chegando se não chegarmos a tempo.

10 comentários :

  1. PRGDL02022

    OBA! Parece que vem série boa aí gente. Pelo visto, a expectativa é de que vai ser tão boa quanto a "jogo da esquerda/direita". Curto demais esse tipo de série/creepy.

    Obrigado DIVINA pelo empenho com o site, mesmo estando de bebezinho/a, e que venham as outras partes...

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  2. Puts, não curti o rumo que a história tomou. Parece que virou uma história genérica de zumbis. Uma pena.

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  3. Legal.
    "Eu me segui no Instagram" não terá continuação? A primeira parte foi postada ano passado, e parecia ser uma série promissora..

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  4. me lembrou o começo de resident evil sla

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  5. muito bom, to louco pra próxima parte.

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  6. Hmmmmmmmm achei muito interessante, é uma das séries que já vou logo adicionar para a minha "listinha de melhores Creepypastas do CPBR desde que eu conheci o blog".

    Sinceramente, não é uma história de zumbis como qualquer outra, o jeito como eles são é totalmente diferente.

    Muito boa Divina, parabéns pelo bom trabalho

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  7. Entao eu adorei.. sera q vai ter a parte 3 ??
    Parabens Divina, só creepy daora 😻 🎃

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  8. Eu rompi os ligamentos do tornozelo depois de lê essa crepy, e macumba mesmo

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