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Minhas esposas não se dão bem.

16 comentários
Você já quis amar alguém, mas não conseguiu?

É assim que me sentia sobre Tammy. Nós nunca deveríamos ter ficado juntos em primeiro lugar, mas era o aniversário dela e eu não sabia no que estava me metendo. Ela convidou nós cinco do escritório e eu estava esperando que fosse apenas para tomar uma cerveja e ir para casa. Então fomos eu e ela para o bar e, meia hora depois, quando todos já deviam estar lá, e toda vez que seu telefone vibrava, eu sabia que era mais um deles cancelando no último minuto. Mas ela estava radiante mesmo decepcionada, e eu não tinha outro lugar para estar, e as horas podem voar tão rápido quando você encontra alguém para ser sozinho junto. 

Tammy se culpou pela forma como a festa acabou de uma maneira autodepreciativa que me senti obrigado a tranquilizá-la. E quanto mais dura era consigo mesma, mais gentil eu tinha que ser, até que, de alguma forma, sem querer, eu estava a chamando de linda, porque eu não podia suportar que pensasse diferente por mais um minuto. A maneira como o rosto dela se iluminou em resposta era a prova de que eu não estava mentindo, e o jeito que sorriu de volta me fez sentir como se fosse a primeira vez que ela realmente acreditasse naquelas palavras.

Tammy ficou bem perto de mim enquanto saíamos do bar juntos. Perto o suficiente para sentir sua respiração no meu pescoço. Então seus braços estavam em volta do meu braço e seu calor não era mais algo para ser imaginado. Só para para se equilibrar, ela disse, mas nenhuma quantidade de firmeza era o suficiente para ela deixar ir. Ela tinha bebendo, afinal, e precisava de alguém para levá-la para casa ...

Bem, realmente achei-a linda naquela noite, e quanto mais ela confiava em mim para se mostrar, mais bonita se tornava. Mas amor? Não era sua culpa ter começado a me amar, e não era minha culpa que eu não pudesse sentir o mesmo.

Um homem faminto não se importa com o que come, e o solitário se agarra a qualquer um que os faça esquecer o que é estar sozinho. Tammy e eu ficamos juntos, e a frase “talvez seja assim que o amor deva parecer” ficou na minha cabeça. Tammy me tratou com devoção e me sufocou com bondade, e quanto mais ficávamos juntos, mais difícil ficava imaginar minha vida sendo de outra maneira.

Tammy faria qualquer coisa para continuar comigo, e ela me lembrava disso todos os dias. Eu não conseguia pensar em nenhuma maneira melhor de agradecer a ela do que com tudo que tinha para dar. Ela não era nada além de alegria no dia em que a pedi em casamento, e aproveitando essa luz, falei a mim mesmo que sua felicidade seria o suficiente para nós dois em todos os anos que ainda viriam.

E então, minha outra esposa. A que tinha cabeça raspada. Aquele com os anéis no nariz, jaqueta de couro e a tatuagem de cobra se contorcendo de uma coxa a outra. Eu não sei se você consideraria Zara bonita - certamente não da mesma maneira que consideraria Tammy - mas poderia chamá-la de diversas outras coisas e qualquer uma delas a deixaria com tesão.

Conheci Zara em outra cidade onde a sede da minha empresa ficava. Eu tinha que ir lá uma vez por mês, todo mês, mas não demorou muito para que eu encontrasse uma desculpa para ir todo final de semana. Tammy estava grávida e eu não estava orgulhoso do que estava fazendo. Mas também não senti vergonha, porque qualquer culpa que eu deveria ter sentido era uma gota no oceano que era amor.

Zara era tudo que eu nunca soube que queria. Era selvagem, desenfreada, insaciável. Era uma bruxa que me colocou sob seu feitiço, um demônio que reivindicou minha alma. Estes são os tipos de desculpas que eu dizia a mim mesmo sempre que a culpa começava a subir pela minha espinha. Quando eu abraçava Tammy à noite, pensava comigo mesmo todas as coisas loucas que os homens da história já tinham feito por amor, e me colocava na lista. E quando adormecia, eu sonhava em estar de volta com a garota cujo toque era o fogo.

Um fim de semana nunca era o suficiente para passar com Zara, e toda vez era mais difícil era ir embora do que da vez anterior. Eu não podia deixar Tammy com a criança, e ansiedade de que isso teria que acabar começou a corroer em mim noite e dia. Mantive as duas em segredo uma da outra, indo e vindo, mal confiando em mim para chamar uma pelo nome sem que minha língua me traísse com a da outra. Quanto mais a pressão aumentava, mais inseguro e defensivo me tornava, até que um dia, de surpresa, Zara me disse que estava com ciúmes do meu tempo. Ela não queria que eu fosse embora de novo. Ela queria ser minha esposa, e tolo que eu era, eu disse a ela que queria o mesmo.

Não foi um casamento muito oficial - Zara não gostava desse tipo de coisa. Nossas mãos estavam entrelaçadas na floresta e nossos pés estavam no riacho quando coloquei um anel em seu dedo. Minha vida como eu conhecia tinha terminado para sempre, e eu não conseguia imaginar nada além da felicidade por vir.

Falei para mim mesmo então que faria uma última viagem para terminar as coisas com Tammy. Ela ficaria melhor sozinha - eu queria acreditar - do que com alguém que não precisava mais dela. Faria a minha parte e ajudaria com dinheiro para a criança, porque eu não precisaria de muito dinheiro, porque nada que eu pudesse comprar encheria meu coração do mesmo jeito que Zara enchia. Tammy choraria, mas eu não ia arregar, e daqui a cinco anos - daqui a dez anos - quando estiver velho e grisalho com mãos trêmulas - vou segurar Zara com mais força, sabendo que quase fui fraco demais para seguir meu coração.

E talvez tivesse sido assim se Zara não tivesse me seguido. Ela queria me surpreender fazendo a viagem para me ajudar com a mudança. Ela achou que estava sendo inteligente ligando para o meu trabalho, fingindo ser um cliente e organizando uma reunião na minha casa. Como ela poderia saber que Tammy estava em casa enquanto eu ia ao mercado pegar algumas coisas para nosso filho recém-nascido?

A polícia chegou em casa antes de mim. A jovem mãe chorosa e a garota punk gritando - não foi difícil para eles descobrirem o que aconteceu. As cortinas cortadas com faca e os pratos estilhaçados - deve ter havido uma briga revoltosa para que os vizinhos chamassem a polícia. O tapete manchado de sangue e os rastros de sangue até o quarto do bebê - não havia como esconder as evidências, ou confundir o que aconteceu com minha filha, que foi cortada em pedaços antes mesmo que pudesse aprender o próprio nome.

Zara e eu nunca mais nos falamos. Nem mesmo no julgamento em que fui chamado como testemunha. Eu não conseguia nem cruzar meu olhar com o dela quando contei ao júri sobre o caso, que eu a amava e que sabia que estava errado. Eu disse a eles que Zara estava com ciúmes, que ela havia matado a criança e que eu nunca mais queria vê-la novamente.

A única coisa que poderia ter sido mais difícil de suportar foi quando Tammy me perdoou. Disse que não foi minha culpa. Que cometi um erro. Que poderíamos aprender a ser felizes juntos novamente. E eu acreditei nela, porque sabia que não seria possível de suportar aquele peso sozinho.

Isso foi quase vinte anos atrás, e Tammy e eu passamos esses anos da melhor forma que pudemos. Nós tivemos mais dois filhos, ambos meninos. Fico feliz por isso, porque se tivéssemos uma menina, não acho que poderia ter olhado para ela sem pensar na criança que foi despedaçada. Se Tammy ainda podia me amar depois de tudo isso, então quem sou eu para dizer que não posso amá-la de volta? Apesar de tudo o que fiz para evitar ficar sozinho, sei que é apenas uma questão de tempo.

Tammy está doente e não vai melhorar. Tenho passado todos os dias ao lado de minha esposa, e nosso filho mais novo estará indo para a faculdade em outro estado em algumas semanas. Então, só vai ser eu e meus arrependimentos, pensando nas palavras que Tammy me disse ontem à noite.

"Eu disse que faria qualquer coisa para ficar com você, e assim fiz", me disse. “Tive que fazer você acreditar que Zara matou nossa filha, se não você não iria ficar comigo. Eu fiz por amor, entende? Nos fizemos um ao outro tão felizes ao longo dos anos. ”

Eu sempre soube que nunca a amei, mas demorei a vida inteira para descobrir o motivo. 

16 comentários :

  1. Previsível mas muito boa

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  2. Li essa na semana passada. Eu achei o site de origem e tem MUITAS Creepypastas boas do mesmo autor.
    Link do site:
    https://tobiaswade.com/category/supernatural/

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    1. A gente vai fundo na internet pra achar entretenimento que não seja adulto.

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  3. Divina, achei uma série de uma Creepypasta muito bem feita, eu tenho o primeiro e o segundo link aqui, ela ainda não é completa (infelizmente)

    https://www.reddit.com/r/nosleep/comments/ci94do/the_previous_tenant_of_my_new_flat_left_a/?utm_source=share&utm_medium=ios_app

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    1. O segundo link.
      https://www.reddit.com/r/nosleep/comments/cinu8u/the_previous_tenant_of_my_new_flat_left_a/

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    2. Essa também parece ser boa
      https://www.reddit.com/r/nosleep/comments/cgvmqg/im_the_only_one_in_my_family_who_isnt_a_cannibal/?utm_source=share&utm_medium=ios_app

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  4. Muito boa. O amor é tipo uma doença. Queria me curar dessa merda...

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  5. olha o final foi um clichê inesperado, eu gostei.

    dou uma nota 7,5

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    1. PRGDL02022

      Concordo contigo, pôde até ter sido clichê, mas não foi nada previsível... Muito boa, gostei!

      P.S: Bom te ver de volta na atividade DIVINA, tudo de bom pra vocês e seu bebê.

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  6. Incrível, alguns erros de digitação e final previsível, além do título que não faz muito sentido ser no presente. Parabéns Divina ❤️

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  7. Não continuei lendo porque está mal traduzido.

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