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Problemas Conjugais

14 comentários
Meu marido teve um caso.

Descobri porque ele a levou lá para casa quando acho que eu não estaria lá. Entraram pela porta, lábios colados, se beijando em nosso corredor. Quando finalmente me viu (depois que a desgrudou de sua boca) seu queixo caiu. 

Era uma de suas amigas mais antigas e eu já a encontrara milhares de vezes. Já tínhamos até ido na casa dela em várias ocasiões para jantar com a mesma e seu marido. Não era uma estranha inocente que não sabia estar envolvida com um cara casado.

Ele abriu a boca para começar a se explicar, mas mandei ficar quieto. 

"Preparei o almoço. Venham comer," eu disse. 

Ficaram lá parados, sem saber o que fazer. 

"Venham se sentar. Há o suficiente para vocês dois." Se sentaram. 

"Querida, eu... Eu não sei o que dizer." Ele começou. "Nós... só... meio que só aconteceu."

Assenti, entregando pratos para os dois e me sentando à mesa. Parecia que nenhum dos dois tinha visto macarrão antes na vida. Eu havia preparado do jeitinho que ele gostava. 

Ficou me encarando, procurando palavras. Ela ficou sentada, calada, encarando o prato, parada no tempo. 

"Faz quanto tempo que estão juntos?" Perguntei. 

"Querida, acho que deveríamos-" ele começou.

"Eu perguntei: faz quanto tempo que estão juntos?" Quase berrei. Não queria berrar. Ela deu um gritinho como se eu tivesse a estapeado. 

"Três meses... só transamos uma vez... nós só ficávamos conversando..." ele respondeu. 

"Por favor, não conte para o meu marido!" Ela chorou. 

Comecei a rir, era engraçado demais. A amante, a adultera, preocupada como isso afetaria seu próprio casamento. Meu marido tentou se intrometer, mas eu estava quase em histeria. Haviam lágrimas escorrendo pelo meu rosto enquanto gargalhava e quase perdi o folego. 

"Olha só, não vou fazer isso aqui." Meu marido disse por fim, se levantando para ir embora. Ele a pegou pelo braço. "Vamos embora." 

"Onde você pensa que vai?" Perguntei. 

"Embora," respondeu. "Vou levá-la para casa e voltar para termos uma conversa." 

"Você não tem direito de simplesmente ir embora," falei. "Não depois de-" acenei com a mão na direção dela, "-disso." 

"Fiz merda. Sei que fiz." O tom de sua voz suavizou e deu um passo na minha direção. "Ela não significa nada para mim... Eu te amo. Você é meu tudo. Eu só... não sei. Cometi um erro." 

"Não foi um erro. Você não cometeu um erro! Você está tendo um caso com uma mulher casada," retruquei. 

"Bem, talvez você devesse ter dado mais ouvidos e conversado mais com ele," a mulher falou. "Ele não é o único com culpa no cartório aqui, querida." 

"Nunca mais abra essa sua boca suja para falar do meu marido como se o conhecesse. Você não sabe de nada." Falei entre meus dentes cerrados. 

"Olha, obviamente eu sei alguma coisa sobre ele. Por exemplo, como deixá-lo com tesão." Sibilou. 

"Venha." Falou, puxando-a pelo braço. "Vou te levar para casa." 

Pulei na frente deles, bloqueando a saída. 

"Não. Vocês vão se sentar. Agora." Mandei.

Sentaram de volta a mesa e, por mais que eu adoraria que você continuasse achando que foi por causa da minha voz persuasiva e presença opressora, acredito que tenha sido a faca gigante que eu usara para cortar os vegetais e agora segurava em minha mão. 

"Comam." Falei. Ficaram me encarando. "COMAM!" Berrei, balançando a faca. 

Eles comeram.

Finalmente conversamos depois do jantar. Ela estava basicamente mergulhando em uma piscina de lágrimas. Ele, bem, ele era ridículo. 

"Nunca quis te machucar. Eu não quero te perdeu. Eu te amo!" Estava quase me imploando. 

"Você não está me perdendo, eu não vou a lugar algum," falei o beijando na bochecha. 

Ela ficou lá em casa o dia todo, e conversamos. Fiz bebidas para os dois, e no fim do dia, jantar. 

Depois da janta, fomos para a cama. E tem sido assim desde então. 

Toda noite, ele dorme no nosso meio na nossa cama king size, agora compartilhada. Não tenho que me preocupar com ele traindo, porque sua amante está bem ao meu alcance.

Ele se tornou carrancudo e durão depois de um tempo, e não sei por quê. Afinal, ele conseguiu tudo o que queria.

Ele queria a mim, queria a ela, queria ficar na nossa casa e na nossa cama. Deixo que ele faça tudo isso.

Ainda assim, o vi chorando algumas vezes. Admito, tirei o celular dele (para evitar a tentação), e teve que começar a trabalhar de casa, mas não entendo o que tem de tão perturbador nisso. 

Ontem à noite ouvi os dois conversando. Ele ficava dizendo que sentia muito. Quando entrei no quarto (a regra é que não podiam conversar sem minha presença), me pediu para levá-la embora dali. Disse que não aguentava mais olhar para ela.

Finalmente começou a ficar tão enojado quanto eu.

Concordei e a levei para o marido. Ele desmoronou em lágrimas quando a viu. Não fiquei para prestigiar a reunião, só assisti através das árvores. Tomei cuidado e estacionei meu carro bem longe. Estava confiante de que ela não contaria onde esteve todas essas semanas. Afinal, seu maior medo era que o marido descobrisse o caso.

Quando cheguei em casa, meu marido não estava muito animado, mas ele estava melhor. Tenho certeza de que vamos resolver tudo.

Mas acho que primeiramente teremos que comprar uma cama nova. Cadáveres quando apodrecem deixam manchas desagradáveis no colchão.

14 comentários :

  1. Pensei que ela iria envenena-los, no final, pensei que fosse os manter em carcere privado, gostei.

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  2. podia ter matado o marido também

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  3. Respostas
    1. Kkkkkkkkkkkkkkkk 1 por ter perdido tempo escrevendo e mais 1 de dó kkkk

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  4. Gente existe divórcio kkkkj que loucona
    Agora ao invés de matar só a mulher ela devia ter matado o marido também, o cara mete o chifre e a otaria ainda quer continuar casada com ele po

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  5. Poxa, eu pensei que ela tinha arrancado as pernas e braços deles fora

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  6. Tem erros. E ficou meio bobinha, cliché. 6/10

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  7. Apesar de um pouquinho clichê, gostei bastante da desenvoltura da história. Pela simplicidade e pelo tamanho, não ficou cansativa de se ler, e ainda deu aquele típico gostinho do horror "puro" que tanto gosto.
    Me contento bastante quando vejo histórias com certa criatividade em relação aos eventos que nela ocorrem. Nesta, a forma macabra como a mulher resolveu "rebater" a traição do marido, agindo como uma verdadeira psicopata e se deleitando com o castigo que impôs, não foi verdadeiramente surpreendente, mas, ainda assim, foi um ápice merecido para a história.
    Obrigada por disponibilizarem.

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  8. É boa, nao é cansativa e os detalhes não sao maçantes. Única coisa ruim é que a mulher deveria ter matado o marido também, ele tem tanta culpa quanto a amante

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  9. meio clichê e previsível, mas gostei, teve um errinho no início, mas nada de mais.

    minha nota é 8

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  10. deveria ter torurado a mulher viva kkkkk pra ele ver

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  11. Eu gostei. Não sei do quê o pessoal reclama tanto, se não tá bom, criem o próprio blog e escrevam nele suas sensacionais histórias. Divina minha florzinha, não liga pra esse povo, são críticos, mas duvido que façam melhor. Você é 10/10 garota.

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