12/02/2012

A Mágica

Você já leu alguma coisa e gostou tanto que desejou nunca ter lido, podendo assim ler de novo como se fosse a primeira vez, quantas vezes quiser? A primeira vez é mágica, certo? Não importa quantas vezes você leia depois, nunca mais será tão bom .

Esta é a tua chance de ler algo realmente incrível sentindo essa “primeira vez”. Você só vai ter esta chance, então não desperdice-a. Eu preciso de você para fazer a maior parte disso, portanto, confie em mim. Faça exatamente como eu disser.
Em primeiro lugar: se você não está sozinho, trate de ficar imediatamente. Mágica – mágica real, não essa bobagem de bruxaria – costuma ser tímida. Ela não vai acontecer se você estiver lendo isto em um lugar povoado, como em um vagão de trem.
Só leia a partir daqui quando estiver sozinho.

Muito bem. Começamos.
Agora, preciso que você faça mais algumas coisas – só mais algumas coisinhas.
Pense nisto aqui como um manual de instruções, um processo que você deve seguir para atingir um resultado. Eu não quero parecer controlador, muito menos agressivo por motivo nenhum. Eu só quero te passar uma experiência.

Escolha um lugar onde seja possível fechar uma porta. Assim você pode ler sem ser interrompido. Não importa onde – em um quarto ou mesmo no banheiro. Qualquer lugar que possa assegurar total privacidade. E, como eu disse, feche a porta.
Talvez algumas pessoas leiam e não sigam apropriadamente as instruções. Mas, por que não fazer direito? Eu garanto, é melhor participar do que apenas escutar casualidades sobre Mágica. Ainda é tempo. Não é preciso nenhuma crença especial para fazer funcionar, tenha apenas total confiança em mim. Eu não posso prometer nada, pois depende fundamentalmente de você. Se você for para um lugar tranquilo e fechar a porta... Eu farei o meu melhor.

Então, aqui estamos nós. Ou melhor, aqui está você. Eu realmente espero que você esteja gostando disso tudo até agora. Eu sei que não aconteceu nada ainda, mas você não está ansioso? Tua curiosidade não está crescendo cada vez mais? Aproveite. Esta será a única vez que você poderá sentir o que está sentindo agora. Imaginando o que vai acontecer a seguir, formando meia conclusões com base no que você já deve ter feito por aí – mas algumas só acontecem uma vez. E isto está acontecendo agora, pela primeira vez.
Parte da mágica já está acontecendo, tenho que informar. Você está sozinho em algum lugar, certo? Mas você também está unido com todos os que já fizeram isto antes, e todos os que farão algum dia. Você pode sentir? Talvez você se sinta bobo com tudo isso, ou talvez se sinta privilegiado. Você agora faz parte de um grupo solitário, unido através do tempo, através das mesmas palavras. Não se preocupe, esse não é o motivo em si, e certamente não é uma piada. Eu não estou aqui para desperdiçar o teu tempo com metafísica barata. E para provar, vamos adiante.

Deve haver luz aí, onde você está, certo?
Vamos lá, você pode responder quando eu lhe pergunto algo! Na verdade, você deve responder, essa é uma das instruções. Vou te perguntar de novo. Responda dessa vez. Alto e claro, não tenha medo. Para fora. Diga apenas, “Certo”.
Façamos isso. É só uma palavrinha, no lugar de tantas outras que são ditas a toa, toda hora. Lembre-se, estou fazendo isto por você – esta é a tua única chance.
Responda a minha pergunta.

Muito bem. Você deve ter se sentido bobo falando alto assim. Mas não há ninguém aqui que possa te ouvir, então que problema tem? Agora você pode continuar gostando disso aqui, sabendo que as instruções estão sendo perfeitamente seguidas. Pois quando instruções são seguidas, as coisas costumam funcionar.

Faça o máximo que puder para deixar o lugar o mais escuro possível, de forma que você tenha luz apenas para continuar lendo. Feche as cortinas, apague a luz principal e direcione um foco de luz para cá. Melhor ainda, acenda uma vela ou use a chama de um isqueiro. A não ser que você esteja lendo através de um objeto que emita luz própria. Se este é o caso, apenas assegure-se de que não há mais nenhuma fonte de luz. Eu odeio ter de ficar lembrando, mas isso só vai funcionar se você fizer exatmaente como eu disser. É vergonhoso deixar algum passo de fora agora, tão longe você já foi.
Vou descrever a tua cena atual. Isso é meio estranho, né? Vamos pensar um pouco sobre isso? Normalmente quando se lê alguma coisa, a cena é descrita de forma que se pode construir a imagem mentalmente. Mas, aqui você está lendo a tua própria cena, em que você se encontra sentado em um lugar escuro, completamente sozinho, lendo de onde quer que você tenha escolhido para fazer a Mágica. Que implicações poderosas! Quando você era criança, você brincava de ser ser um personagem de um livro ou de um filme que outras pessoas conheciam bem? Isso não parecia real às vezes?

Não se preocupe, a Mágica não é essa.
Aproveite este momento. A Mágica virá agora.

Rapidamente, fique de pé, apoie em alguma parede se for preciso. Procure a porta que você fechou atrás de si há alguns minutos. Encoste o ouvido na porta e escute. Segure a respiração.
Eu me pergunto se você pode me ouvir.

Deixe eu expandir a cena que eu descrevi agora a pouco. Você no quarto escuro, sozinho, lendo e sendo guiado por alguém, lembra-se? Pois, do lado de fora, do outro lado da porta fechada, alguém que você não está vendo está ali, parado. Sou eu. Eu imagino se você pode acertar o meu nome.
Você pode escutar a minha respiração? Não? Talvez eu esteja segurando ela também, com um ouvido contra a porta, tentando te escutar.
Ou talvez haja um último passso, uma última instrução que você deve seguir para fazer a coisa acontecer. Vamos, não fique tímido. Você já falou comigo antes, há pouco tempo. Eu ouvi a tua voz, mas você ainda não ouviu a minha. Quer saber como é? Tudo que você deve fazer é me convidar para entrar.
Você percebe a situação? Eu sei que você está aí dentro sozinho, só você, no mais completo escuro. Eu só quero provar que a Mágica funciona. Me convide para entrar e ficar aí com você. Não tenha medo, você já ouviu falar de mim. Eu sou conhecido de tantas maneiras, tenho tantos nomes. Mas este que você está pensando serve.

Muito prazer.

09/02/2012

Luigi's Mansion - Area 5




Um dia desses, resolvi tirar meu velho Gamecube do armário e jogar algum jogo qualquer. O primeiro jogo que eu vi então, foi o Luigi's Mansion.

Eu amava este jogo quando criança, então pra mim seria ótimo jogá-lo novamente. Dei uma avaliada no CD para ver se ainda estava decente pra ser jogado. Tinha meu nome escrito com minha letra levemente infantil na parte de cima do CD e vi apenas um arranhão em forma de X na parte de baixo. Eu pensei "bem, é só um arranhão, de qualquer forma...", então assoprei a poeira de meu Gamecube e coloquei o CD dentro, e liguei o Videogame. Tudo estava normal. Apertei start, e vi que eu já tinha virado o jogo 17 vezes no meu file. E isso era verdade, pois eu tinha jogado e ganho várias vezes quando era criança. Não comecei de imediato, porque dei uma pausa para ir ao banheiro. Quando eu voltei, selecionei um dos arquivo salvos e o jogo travou. Pixels verdes flutuavam na parte inferior da tela e um chiado com uma frequência altíssima soava estridente.

Eu desliguei o Gamecube, tirei o CD e dei mais uma olhada no CD e o "X" que antes estava lá arranhado tinha sumido. Coloquei de novo o jogo e liguei o Videogame novamente. O logo da Nintendo estava todo errado. Dizia: Nitedo, o que era muito estranho. E no menu dizia "Ugi's Man", o que também era muito estranho. Eu nunca tinha visto um bug daquele tipo em qualquer outro jogo que tivesse jogado na minha vida. Tentei selecionar meus arquivos salvos, tentando acessar o Hidden Mansion, mas a opção não estava lá. A única acessível era Gallery Room. Então, selecionei esse mesmo.

Péssima escolha.

Luigi entrou na galeria, que estava bastante escura. Eu não tinha lanterna, e E-Gadd não estava no lugar habitual. Fui à sala anterior, que era aonde a sala de treino era. Havia uma porta ao lado esquerdo dentro sala, então adentrei nela. Ouvi uma risada de bebê (Chauncey) e então a tela ficou preta. Havia voltado para o Menu principal. Todos meus files tinham desaparecido, exceto por um save que dizia "Area 5". Não existe nenhuma Area 5 no Luigi's Mansion, mas eu selecionei o arquivo de qualquer forma, morto de curiosidade.

Eu estava na sala de estar. Apertei A para chamar Mario, só de brincadeira, e a porta da entrada se abriu. Eu estava então fora da mansão. Fiz o caminho de volta e fui para a Cabana de E-gadd na frente da mansão. E-Gadd estava de pé em um quarto escuro quando eu entrei. Quando falei com ele, ele falou de volta "Mriáo etsá MOTRO" Tive que ler umas três vezes até me dar conta que dizia MÁRIO ESTÁ MORTO. Quando a caixa de texto desapareceu, a cabeça decapitada e ensangüentada caiu do teto, seguido por seu corpo mutilado. E-Gadd desaparecera. Fiquei olhando a cabeça de Mário por algum tempo antes de ser tele transportado para a Sala de estar da mansão novamente.

Fui para o salão, e não tinha nenhuma mobília no local, e uma musica infantil, como a de um berçário ou quarto de criança, começou a tocar. Ouvi a risada de bebê novamente( um pouco mais alto desta vez), e examinei uma pintura que estava em uma das paredes. A pintura mostrava os olhos de Mário arrancados, uma imagem terrivelmente assustadora. A legenda da pintura era "Jantar". Eu já estava ficando muito,mas muito assustado por não ter noção do que estava acontecendo. Ninguém podia ter simplesmente pego meu cd e trocado por outro só pra me assustar, pois lá estavam meu nome na parte de cima do mesmo. Então por precaução desliguei meu Gamecube.
Reiniciei o jogo, e desta vez Luigi's Mansion estava completamente normal. Joguei meus files de sempre, até fui para Hidden Mansion e tudo mais. Mas quando eu esqueci um Boo, tudo ficou escuro novamente. Chauncey, o bebê, estava deitado em seu berço. Procurei por todos os objetos, e um Boo apareceu. O Boo tinha "X" de HP e escapou para o Twins Room. Tentei sugar o Boo, mas de alguma forma eu me teletransportei para uma sala escura. Andei em direção norte por quase cinco minutos, e então ouvi um "MÁRIO ESTÁ MORTO!", e sua cabeça mais uma vez caiu do teto.

Desliguei meu Gamecube, peguei o CD, vi meu nome gravado e o arranhão em forma de X havia voltado. Joguei o disco contra o chão, e pisei nele, quebrando-o em várias partes, apavorado do jeito que eu estava. Joguei pela janela os pedacinhos restantes do CD do jogo, e peguei o Mario Party 4 para jogar. Sem aparecer o logo da Nintendo nem nada, ele apenas iniciou e foi direto para o Menu. O menu do Luigi's Mansion, enquanto uma risada de bebê soava ao fundo.

06/02/2012

Hiper-Realismo

Numa certa manhã hiper-realista, eu abri meus olhos hiper-realistas depois de ter um pesadelo hiper-realista, apenas para descobrir que meus lençóis hiper-realistas haviam sido arrancados de minha cama hiper-realista e espalhados meu quarto hiper-realista. Decidi, com meu cérebro hiper-realista, saltar para fora da minha cama hiper-realista para encontrar a causa disto, apenas para descobrir que, quando meus pés hiper-realistas tocaram o tapete hiper-realista, tudo estava úmido. Olhando para baixo com os meus olhos hiper-realistas, eu vi que o chão hiper-realista estava coberto de sangue hiper-realista. Eu abri minha boca hiper-realista para gritar, mas ao invés disso, comecei a vomitar sangue hiper-realista, e meus olhos hiper-realistas ficaram cheios de lagrimas de sangue hiper-realistas. Devido a uma perda massiva de sangue hiper-realista, eu morri, e depois, um esqueleto hiper-realista apareceu na minha frente, usando um chapéu amarelo hiper-realista.

Este era o homem hiper-realista que estava assombrando meus sonhos hiper-realistas durante meu sono hiper-realista, antes que eu hiper-realisticamente acordasse.

Mario: The 13th Hotel


Pensei que aquele seria só mais um dia normal... Eu estava guardando os arquivos do jogo Hotel Mario para usos futuros, mas nunca esperava... encontrar isto...

Um dos arquivos no meio das pastas era uma fase, chamada “The 13th Hotel”, que havia uma cena secreta. Eu estava tão empolgado para testá-lo que usei meu emulador para jogá-lo o mais rápido possível. A cena de abertura começou: Era a introdução original, mas desta vez Mario estava sozinho. Havia uma música realmente assustadora no fundo. A cena seguinte era no lugar onde Bowser normalmente ficara me observando, mas ele não estava lá. Ao invés disso, sua mão direita ainda estava sobre a rocha, mas estava sangrando. Em seu lugar, havia o que parecia ser uma enorme pilha de metal, cheio de sangue.

Neste momento eu já estava completamente assustado. A cena seguinte era no lugar onde Mario e Luigi andavam falando sobre o piquenique, mas não havia ninguém lá, nem mesmo Mario. O grande cogumelo vermelho que deveria estar lá estava quebrado, e havia sangue. O céu estava cinza o tempo todo. Mario chegou à porta da frente do reino. A placa estava branca, com marcas de garras enormes e mais sangue. Mario não disse nada; apenas pegou a carta. A próxima cena era realmente inquietante: Era um close-up no Mario, lendo a carta. Seus olhos estavam completamente negros, e os céus mudaram de cor. Mario estava falando uma espécie de encantamento demoníaco.

Na próxima cena, fiquei ainda mais chocado. Ele olhou para Luigi, que estava morto em uma pilha de ferro, e falou alguns ruídos. Mario ficou olhando para Luigi com um brilho divertido nos olhos por cerca de 8 segundos. A cena seguinte era a placa do jogo escrita "Condemned", mas ao invés disso, estava escrito "YOU ARE Condemned”, e havia marcas de garras e um monte de sangue em volta dos tijolos e sobre o solo. Mario aparece, sem rosto, com roupas brancas e negras, segurando a caixa de pão que estava branca. O fundo era uma espécie de placa vermelha demôniaca. Duas mensagens piscaram muito rapidamente na caixa de pão: "Hotel 13th" e "Help Me". A cena seguinte era a princesa acenando em cima do cano verde. Ela continuou fazendo isso, com a cena piscando de vez em quando. Então, de repente, ela desapareceu, e havia sangue espalhado em cima do cano.

Mario apareceu novamente, com uma cor vermelha com um estilo infernal no fundo, com som de estática e com mais vozes demoníacas sussurrando ao fundo. Então, o castelo de Ludwig em ruínas apareceu. A cena estava parecendo muito abandonada, com névoa em torno do lugar. Mario apareceu novamente, apontando para cima como no quadro final da Introdução, mas seus olhos estavam negros, e a musica ficou diferente, e travando ocasionalmente. Por um breve momento, ele havia ficado com pupilas vermelhas diante de mim. Próxima cena: Mario andava como na cena do brinde, tudo estava completamente preto e tudo o que havia lá era o cadáver do Luigi. Mario ficou assim por alguns segundos e, em seguida, houve um close up em seu rosto. Seu olho direito fora estourado e estava pendurado fora do lugar, e havia uma faca em sua barriga. A voz demoníaca disse "MARIO IS DONE FOR", e um som muito alto de estática veio. Depois disso, o jogo congelou, e tanto meu emulador quanto meu computador travou.

Mario Kart Wii



O ano era 2009. Meu irmão tinha acabado de ganhar um Nintendo Wii de aniversário. Era um Wii preto, que era a cor que tanto queríamos. Ele também havia ganhado um jogo chamado Mario Kart Wii, um jogo que eu havia jogado muito no SNES quando era mais jovem (exceto pelo ‘Wii’ no final). Jogamos por horas naquele dia, até que meu irmão pegou no sono. Mamãe disse que eu poderia ficar acordado só até meia-noite. Ela desligou o videogame, e levou meu irmão pro andar de cima.

Eu não pude resistir... Liguei o Wii mais uma vez, e voltei a jogar Mario Kart. Só que havia algo muito estranho... Quando cheguei ao menu principal, as cores da tela estavam todas invertidas, e mais vermelhas do que de costume. Uma versão mais lenta da musica tema de Mario Kart Wii estava tocando ao fundo, um pouco mais baixa do que o normal. Fiquei surpreso, mas achei que era apenas um bug que só acontecia de vez em quando. Apertei Start, e a tela piscou rapidamente antes de ficar completamente escura. Esperei por um minuto até que ela finalmente apareceu, e então, selecionei meu perfil e comecei a jogar a 50cc Mushroom Cup.

Quando o jogo começou, eu era o único personagem na corrida. O céu estava escuro e chovia muito. Fiquei me perguntando o que estava acontecendo ali, porque nunca havia acontecido nada parecido antes. Depois veio o famoso "3... 2... 1... GO!". Disparei o motor e comecei a corrida, porem o personagem não estava indo rápido. Eu havia selecionado Mario, e o veículo que eu escolhi era o Wild Wing. Rajadas de trovão retumbavam do céu ao longe, e eu cruzava uma estrada totalmente cheia de lama. Quando cheguei em torno da primeiro curva, o horror começou.

Havia uma pilha de karts recém quebrados cheios de fumaça, com roupas rasgadas e partes de corpos mutilados dentro. Então, de repente, Mario ficou maluco. Ele começou a chorar alto e ter espasmos contínuos, enquanto passava por todo o entulho de karts. Eu pude ver a cabeça decepada de Luigi e o braço estragado de Boswer, do outro lado da estrada. Que merda estava acontecendo?! Por que este jogo estava funcionando perfeitamente quando meu irmão estava comigo?! Então passei por um cartaz que dizia "Turn Back Now!" escrito em sangue. Eu fui ousado e passei por esta linha, mas assim que o fiz, acabei desencadeando o inferno...

Mario começou a correr tão rápido, mas tão rápido que ele virou apenas um borrão. A tela piscava rapidamente enquanto gritos violentos podiam ser ouvidos em segundo plano. Eu ouvi sussurros quando passei ao lado de um outro kart quebrado que parecia ser o kart principal do Mario. Então, alguém na TV gritou com uma voz satânica "MARIO!". Em seguida, Mario grita e um barulho muito alto de rodas derrapando na estrada pode ser ouvida, e em seguida, um horrível som de esmagamento, acompanhado por um forte estalo e um ultimo grito do Mario. A tela ficou vermelha e depois ficou preta.

Eu estava à beira de um ataque cardíaco... Estava tão assustado que mal conseguia me mexer! Em seguida, a tela voltou a aparecer. Ela mostrava Mario com uma expressão muito deprimida dentro de seu kart no topo de uma colina. De repente, ele acelerava o motor e saia em disparada do penhasco, seguido de gritos horripilantes de dor e depressão. Depois disso, pude ouvir somente um barulho de acidente, seguido de horríveis gemidos de dor.

Eu estava morrendo de medo. Na tela, uma mensagem lentamente apareceu, dizendo apenas: "Suicídio". Não agüentando mais aquilo, eu gritei e tentei desligar o Wii, mas a tela só mostrava o kart do Mario estraçalhado e piscava a palavra "Suicídio" repetidamente. Depois de uns 20 segundos tentando desligar o videogame, barulhos horríveis e demoníacos vieram da TV, assim como as imagens brutais de personagens dos jogos do Mario mortos. Eu, sem mais o que fazer, peguei o Wii e joguei-o da janela sala... Não consegui dormir a noite inteira.

No dia seguinte, minha mãe gritou comigo por ter quebrado o Wii, e meu irmão estava em prantos. Tentei contar a história pra minha mãe, mas ela não acreditou em mim. Então eu disse ao meu irmão, que estava chorando e soluçando até não poder mais, mas ele não também não acreditou em mim. Eu estava completamente em choque. Nunca toquei em um Nintendo Wii depois daquele dia... Eu nem sequer queria ver um novamente. Agora toda vez que vejo o jogo em alguma loja, sempre penso em coisas horríveis, principalmente em suicídio...

04/02/2012

O Incrível Mundo de Gumball - " O vírus"




Já vou logo avisando: quem veio à essa página esperando ver episódios perdidos que envolva "cenas assustadoras" com "hiper-realísticas tomadas do cadáver de um garoto", um episódio perdido que nem mesmo o criador do programa sabe que existe... esse não é o texto que procura. Antes, porém, de escrever o episódio, seria interessante vocês saberem um pouco da história deste episódio. Bem, acho que vocês já devem conhecer o destenho chamado de "O Incrível Mundo de Gumball" (The Amazing World of Gumball, no original), um destenho bem recente do Cartoon Network. Sendo do Cartoon Network, você não espera um destenho com temas muito adultos, como são South Park, Family Guy, e os Simpsons. Bem, esse é o novo Gumball. Acontece que antes de o programa ficar assim, o criador do destenho (Ben Bocquelet) imaginava roteiros bem próximos ao dos destenhos citados acima. Antes de lançarem o piloto, Bocquelet e a equipe reunida por ele para produzir os primeiros episódios, já haviam escrito diversos Storyboards. São esses os tais "episódios perdidos". Nada mais do que exemplares de um "Incrível Mundo de Gumball" que, por razões que desconheço, nunca chegaram à TV, dando espaço à uma versão mais familiar do desenho. Mas o que tenho a ver com isso? Um amigo meu (o qual chamarei de Paul) integrava essa equipe de edição. Na verdade, o nome dele era Paulo, mas na hora de pronunciar esse termo, todos da equipe, por não estarem acostumados ao Português, o chamavam de Paul, que ele acabou adotando como "nome artístico". Como éramos amigos bem próximos, ele me confiou exemplares dos storyboards que ele e a equipe produzira. Ele me disse que era só o que tinham sido feitos sobre os episódios, agora se um vídeo de verdade chegou a ser produzido isso eu não sei. Ele disse que não, mas ele não é conhecido como o "Paul, O Honesto". De qualquer forma, tudo que eu tenho são os storyboards, mas eu garanti a ele que não botaria nenhuma foto deles na internet. Mas como não garanti nada sobre transcrever suas histórias...


O Episódio

O episódio começa com os Wattersons (a família principal do programa) andando de carro por uma floresta à noite. Não havia qualquer sinal de civilização por perto ,exceto, a estrada em que eles estavam dirigindo. Não havia nenhum carro à mais passando pela estrada. Eis que descobrimos o porquê de eles estarem ali: Richard, o coelho rosado e gigante, havia seguido as indicações de um mapa astral achando que fosse o mapa da estrada (há o uso de humor nos episódios). Antes que perguntem, sim, Richard é tão idiota quanto Homer Simpson. Os Wattersons, oficialmente perdidos na floresta, não sabem o que fazer, até Nicole (a mãe)sugerir procurar uma cidade onde possam passar a noite, que todos concordam ser o melhor a se fazer. Todos exceto Darwin (o peixe), que sugeriu trocar de pai . Seria outro momento de humor normal, mas aí você já vê a diferença: no desenho da TV, Darwin é um bom rapaz, ele nunca, por mais anta que fosse, diria algo do tipo.

Continuando a "viagem", os Wattersons logo avistam sinal de civilização ao longe, uma pequena cidade, destas cidades do interior americanas, apenas casas, nenhuma estrutura que tivesse mais de dois andares. Caminhando um pouco pela cidade, minúscula por sinal, eles encontram uma pousada para passar a noite, ou as noites, já que aquele povoado parecia estar à quilômetros de qualquer outra cidade. Ao entrarem na pousada, eles se deparam com a recepcionista, uma senhora idosa. Mas o que mais me chamou a atenção: ela era uma humana! Em todos os episódios de "O Incrível Mundo de Gumball", a gente se depara com bananas falantes, gatos falantes, frutas falantes, tem até um amendoim com pernas falante, pra você ter uma ideia. Mas a coisa mais próxima de um ser humano era uma personagem que era um queixo virado de ponta cabeça, filmado em Live Action. Nicole, logo após conseguir um quarto para toda a família, conta a história que a família passou, e pergunta se ela pode ajudar. A velhinha disse que seria difícil arranjar ajuda, não é costume eles receberem visitantes por ali. Gumball, o personagem central, pergunta então por que ela havia aberto uma pousada, se nunca recebia turistas por lá. Antes que ela pudesse responder, Richard interrompe, dizendo que havia visto alguém na janela da pousada, que fica bem ao lado da porta de entrada. A velhinha diz que não era ninguém, e mostra à família o quarto deles, que era apenas uma única cama de casal, sendo que há cinco pessoas, e Richard sozinho já ocupava meia cama. A atendente disse que era o único quarto que eles poderiam alugar, pois era o único quarto da pensão. Sem alternativas, eles decidem ficar por alí. Nesse momento, Anais (a coelhinha pequena) espirra. A atendente se aproxima dela,balbuciando e falando feito um macaco (do mesmo jeito quando alguém vai falar com um bebê filho recém-nascido), perguntando se "alguém não estaria gripado". Gumball diz que não é uma gripe, e sim uma doença cujo nome não consigo me lembrar agora. Aparentemente, essa doença não tinha nada de mais, mas ao ouvir qual era o problema com Anais, a idosa parece ter ficado bastante assustada. Forçando um sorriso de que estava tudo bem, ela pergunta se eles não querem comer alguma coisa, depois de horas na estrada. Todos vão ao restaurante, exceto Anais que estava muito cansada, e prefere ficar por lá. Na saída do quarto, a atendente pisa em cima de um tecido e pergunta o que é. Darwin fala que é o pijama da Anais, causando certo estranhamento na velha, visto que segundo ela, "até um preservativo tinha mais tecido que aquilo".

Com Anais dormindo, e eventualmente espirrando no quarto, o restante da família desce até o saguão. Na verdade, o "restaurante" ficava no mesmo lugar do balcão de atendimentos e da porta principal. E era BEM pequeno, diga-se de passagem, mas na verdade, toda a pousada era minúscula. Logo a velha chega com o prato do dia, a qual ela batizou de "Sopa Surpresa". A cara não era das melhores, e houve certa relutância de todos em comer a sopa, e ver que surpresa ela trazia. Até que Richard finalmente toma uma colherada,e aprova a sopa. Logo, todos acabam tomando e gostando do sabor. Até que, de repente todos caem de sono. Enquanto isso, no quarto, Anais continua dormindo, quando ouve um barulho estranho. Ao se levantar, bem ali no meio do quarto, bem mal-iluminado pela única janela dele, ela vê uma figura um tanto quanto difícil de se descrever. Era como se fosse uma pessoa normal, coberta por um manto preto, mas com bizarros olhos brancos. Obviamente amedrontada demais para sequer pensar em gritar, ela só gritou quando sentiu a mão da coisa tocar em sua perna. O grito dela ecoou por toda a pousada, onde, no saguão, os Wattersons são acordados. Logo eles correm em direção ao quarto. A sombra, ao ouvir o barulho dos Wattersons subindo apressadamente pela escada de madeira, salta pela janela, provavelmente o mesmo lugar por onde ela entrou. Ao entrarem no quarto, Anais conta o que tinha acontecido. Nicole acha que ela deve ter tido um pesadelo, causado pela doença dela. Anais manda que olhem pela janela, mas tudo que se vê é uma rua vazia. Nenhum sinal de um homem vestindo um manto preto. De qualquer forma, todos acham que ela precisa de um médico urgentemente. Eles procuram pela atendente, mas ela não foi achada em nenhum ponto da pousada. Eles decidem sair e procurar por conta própria pelo hospital. A essa hora, o desenho já parece ter perdido a nuance cômica, se concentrando mais no lado sério da história. Eles procuram por toda a cidade, o que é um tanto fácil, visto que ela é minúscula.

Gumball e Darwin acabam achando o tal "hospital", a maior estrutura da cidade, mas ainda assim também era minúsculo. Eles resolvem entrar, mas eles se deparam com uma cena estranha. Apesar de todas as luzes estarem acesas, não há ninguém no saguão principal. Nenhum médico, nenhum paciente, nenhum recepcionista. De repente, um doutor aparece no saguão. Gumball rapidamente pergunta o que houve com o hospital, e o médico fala que ele costuma ficar assim de vez em quando, visto que a cidade quase não tem moradores. Mesmo que isso não tenha sido uma resposta que tirou todas as dúvidas dele, ele leva Anais para lá de qualquer jeito, afinal, mesmo sendo um hospital muito estranho, é o único hospital na cidade. O médico observa Anais (a família toda já está lá), e diz que ela precisará ser internada por um dia. "Para evitar qualquer uma das inúmeras complicações que essa doença pode trazer", diz ele. Ele também garante aos Wattersons que ela ficará bem, pois eles tem todos os equipamentos que precisam pra tratar da doença. Eles queriam passar a noite lá, ao lado de Anais, mas o doutor fala que infelizmente o hospital não tem instalação suficiente para suportar "tanta gente". Basicamente, na sala onde Anais ficaria internada, só há espaço para o paciente e o doutor. Mesmo todos concordando em, nesse caso, passar a noite no saguão, o médico diz que outras pessoas poderiam vir ao hospital, e seria antiético mantê-los ali. Com muito desconforto, os Wattersons voltam para a pousada.Não havia muito mais o que fazer, pois Anais teria que ser tratada de alguma maneira. E já que era o único hospital da única cidade em provavelmente um raio de quilômetros de extensão, era o máximo que podia ser feito. De volta à pousada, a atendente continua desaparecida. Agora que Anais já está no hospital, eles têm mais tempo para procurar com mais atenção onde ela foi parar. Saguão; nada. Quarto; nada. Sótão; nada.

De repente Nicole à encontra no banheiro. Ela havia sido assassinada. Se por um lado, não era uma dessas cenas de "assassinatos graficamente brutais" típicos de episódios perdidos, mas também não era uma cena à ser mostrada em um programa assistido por crianças. Não havia "tripas escorrendo pelo chão, o um olho foi arrancado e arremessado contra a parede". Mas havia muito sangue. Muito mesmo. Foi o suficiente para assustar os Wattersons. Aterrorizados, eles voltam para o hospital, para pegar Anais. Aquela cidade era um perigo para eles. Ao chegar no hospital, mesma cena de antes: luzes acesas, ar-condicionado ligado, sala vazia. Sem-nem se preocupar em chamar o doutor, eles correm dentro do corredor que era apontado como sendo "triagem". Finalmente eles chegam até a única sala de internação. A sala estava em condições precárias. Quer dizer, não havia rombos nas paredes, nem baratas andando pelo chão, como uma boa sala de hospital público do Brasil. Mas também, não haviaa quase nenhum aparelho. Só haviaa aquele pedestal de metal aonde se prende o soro fisiológico ou sangue. Mas em uma coisa o médico acertou: só haviaa espaço para um paciente e um doutor naquela sala. Extremamente nervosos, os Wattersons começam a procurar freneticamente por todo o hospital. Richard ouve um barulho estranho vindo de trás de uma porta que não tinha nenhuma placa de identificação. Ao entrarem por ela, os quatro descem uma escada até onde parece ser o porão do hospital. Lá eles encontram a cena. O doutor jazia morto à facadas no chão, em uma morte bem parecida à da velhinha. Também havia outro homem (eu esqueci de mencionar, o doutor também era humano, só tem humano nessa cidade). A princípio não se conhecia ele, mas uma certa vestimenta que ele segurava na mão acusava que ele é quem tinha tentado raptar Anais. Mas o principal estava no centro do porão. Deitada sobre uma espécie de maca, e presa à amarras, estava Anais vestindo um desses aventais finos comuns nos hospitais. Sua boca estava amordaçada por um lenço, e ao redor dela se encontravam umas 3 pessoas, todas trajando os macacões utilizados por infectologistas com máscaras de gás, botas e luvas vedadas. Um deles, provavelmente o líder, apontava uma arma à cabeça da pobrezinha. Eles estavam prontos à matar Anais, mas foram impedidos pelo susto que a entrada dos Wattersons causou neles. Nicole, horrorizada pergunta que diabos eles faziam.

O líder conta que eles iriam matar Anais. Porque ela apresentava uma doença contagiosa, à qual ninguém na cidade era imune. Na verdade é biologia básica: ao longo do tempo, as pessoas vão se adaptando à doenças, e passam tais características à próxima geração. O mundo civilizado estava composto por pessoas que receberam essa característica de reconhecimento dessa doença específica e, embora ainda apresentassem sintomas, ela agiria muito mais branda. Só que falávamos do mundo civilizado, mundo com o qual aquela cidade evita contato à tempos. Portanto aquela doença era letal para seus habitantes. E com Anais carregando o vírus por aquela cidade, todas as pessoas estavam em risco. A melhor maneira seria matar qualquer um que mantivesse contato com Anais, sem-nenhuma proteção. Era o caso da velhinha, do doutor que na verdade, até sabia do plano de sequestrar Anais, mas aceitou "morrer por sua cidade" e do sequestrador. Os carrascos estavam vestindo o macacão especial, portanto eles estavam limpos. Claro, não só Anais deveria morrer, como todos os Wattersons. Nicole lembra à eles que estão sendo muito radicais e certamente irracionais. O líder mostra um álbum contendo fotos de todos os habitantes da cidade, crianças estão entre-eles. A doença de Anais poderia matar todos eles. Segundo o líder, a vida de uma pessoa não vale a vida de tantas outras. Na verdade, faz sentido: valia a pena salvar uma pessoa arriscando a vida de tantas outras? Com a morte de Anais, é garantido a segurança de toda uma cidade. Mas os Wattersons ainda assim queriam salvá-la (não foi necessariamente uma decisão egoísta, você deixaria morrer sua filha de 4 anos, para salvar pessoas que nem conhece, portanto sem poder saber se são ou não honestas- e merecedoras de tal atitude?)

Mas a sorte estava do lado deles. Um deles descobre que havia um buraco em seu macacão. Sua segurança foi violada, agora ele era um possível infectado. Em meio a essa confusão, Nicole aproveita e imobiliza um dos médicos, Richard cai em cima do outro, Gumball e Darwin libertam Anais, e o outro médico simplesmente correu pra fora do porão. Os wattersons fazem o mesmo. Eles vão até o carro deles, que ainda tinha combustível, nem pegam as coisas dentro da pousada, e dão no pé. Eventualmente eles chegam à uma cidade (de verdade dessa vez). Animados pelo inferno finalmente ter acabado, e Anais estar de volta com eles, eles se abraçam. Temos uma família unida, de novo. Anais, porém, não deixa de se sentir mal por quase ter tirado a vida de uma cidade inteira. No entanto, Gumball lembra ela de que todas as pessoas com quem ela entrou em contato morreram. Exceto o médico covarde, mas Darwin garante que ele iria se matar, sabendo que estava infectado. Ele faria a mesma coisa que o doutor que atendeu eles no hospital- ele se mataria em nome de sua cidade. Anais mais uma vez abraça sua família, e assim o episódio acaba. Os créditos passariam agora. Mas havia uma anotação de uma cena que apareceria ao término dos créditos. Nesta cena, vemos a cidade. Muitas macas são vistas nas ruas, todas carregam pacientes agonizando. A cãmera vai rodando pelo cenário, e além das macas, vemos também corpos sendo queimados, pessoas lamentando a morte de seus entes queridos... a cidade toda foi contaminada.

Docinho.avi




Há algum tempo atrás eu fui convidada para jantar na casa de um amigo, que era sobrinho de Craig McCracken, o criador das Meninas Super Poderosas. A festa estava bem agradável, e fiquei surpresa que o próprio Sr. McCracken era um dos convidados. Assim como todas as outras meninas da minha idade, eu era totalmente obcecada pelo desenho. Eu me debruçava no chão na frente da televisão a cada episódio, e gritava com meus irmãos mais novos se eles não ficassem quietos assim que os comerciais acabassem. Sendo, de certo ponto de vista uma adolescente mau-humorada, Docinho sempre foi a minha preferida dentre as três meninas. Adorava o sarcasmo e o jeito nervoso dela. Quando conheci o Sr. McCracker, falei para ele a grande fã que eu era e que era um prazer de poder conhecê-lo, mas ele parecia não estar interessado no que eu falava, e seu tom de voz era vago e com tom apressado. Supus que era porque ele devia encontrar varias fãs e devia ser um tanto irritante, então me afastei.

Um pouco mais tarde , Sr. McCracken saiu apressado, sem perceber que deixara pra trás um pequeno envelope com um CD dentro. Eu olhei em volta rapidamente antes de pegar o CD, pensando na possibilidade de talvez haver um novo desenho animado feito pelo gênio que criara as Meninas Super Poderosas.

Quando a festa acabou, eu fui rapidamente para casa, ansiosa para ver o que o misterioso CD tinha reservado para mim. Com minhas mãos tremendo, tirei o CD do envelope, e meu coração encheu-se de alegria quando eu vi que em cima do CD havia escrito "Docinho.avi" com canetão. Docinho, como eu disse anteriormente, sempre tinha sido a minha favorita, e eu estava muito ansiosa para ver o episódio, que por alguma razão não tinha sido publicado na televisão, e sim, esquecido em cima de uma cadeira qualquer em um jantar. Coloquei o CD dentro do meu aparelho de DVD, e o desenho começou no mesmo segundo. Sem titulo inicial, sem créditos, nada. Apenas iniciou.

O episódio começou de forma estranha. As cores tinham sido transformadas para quase um tom de sépia, e a casa estava diferente. As janelas estavam vedadas, e as paredes pareciam sujas. Haviam pequenas pegadas vermelhas subindo a parede até o meio das janelas do segundo andar. Confusa e um pouco assustada até, eu continuei a assistir. A câmera deu zoom para dentro da casa, que parecia ainda pior do que do lado de fora. Professor estava sentado no chão, soluçando. Ele olhou diretamente para a câmera, e seus olhos estavam muito realístico mesmo para a forma mais avançada de animação na época, e tinha no rosto uma expressão dolorosa e horrorizada no rosto que estava acostumada a ver sorrindo. "Docinho, o que você fez?! O que você fez com suas irmãs?! Por quê?! POR QUÊ?!! POR QUÊ?!!

Ele falava como alguém que tinha perdido tudo, e meu coração doía por ele. Atrás dele estavam os corpos de Lindinha e Florzinha, terrivelmente mutilados. Florizinha estava sem um olho, e um sangue muito realístico escorrendo de sua meia vazia. Seus membros estavam quebrados e torcidos de um jeito totalmente irreal. Seu coração tinha sido arrancado fora do peito e estava colocado do lado do seu corpo, com uma mancha no seu vestido rosa aonde o seu coração antes estava. Lindinha tinha sido morta de uma maneira parecida, tirando o fato de que seus dois olhos não estavam nas órbitas, e sim empurrados para dentro de sua garganta, e as pernas tinham sido arrancadas. Estava mais perturbada com aquilo, do que estive em minha vida toda, e começava a me sentir mal do estômago, mas sabia que eu tinha que continuar assistindo.

A câmera cortou para Docinho, que estava com os olhos tão realísticos quanto os do Professor. Em seus grandes olhos verdes, agora mais realísticos que nunca, ela tinha um jeito cruel e com um sorriso torto em seus rosto. Ela estava com sangue em seu corpo dos pés a cabeça. Ela levantou o rosto bem lentamente, e então soltou uma risada maníaca, que ecoou pela sala e meu cérebro.

"Você não viu que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, professor? Tenho certeza que todos os seus adoráveis fãs sabiam." Ela falou, cuspindo as palavras e soando totalmente nojenta enquanto falou 'adoráveis fãs'. " Eles eram tão irritantes, sempre felizes, sempre com o amor irradiando e sendo o centro das atenções, sempre sendo legais, bons e perfeitos. Eu odiava! Por tantos anos, isso me enojava, não mais, Professor! Não mais!".

Professor continuou a soluçar, e o som horrível de sua voz continuou cada vez mais alto até que uma faixa verde com um brilho prata atravessou a tela. A cabeça de professor, agora sem-corpo, voou até a câmera e seus olhos me fitaram a alma por um tempo até que a tela ficasse preta.
Pensando que tinha acabado, eu levantei para desligar a televisão, mas eu parei quando eu ouvi gritos e uma cantoria.

Os gritos de Lindinha e Florizinha se cessaram, e a voz de Docinho estava mais alta enquanto ela cantava "Rápido meus bebezinhos, fiquem quietas, Mamãe vai matá-las e queimá-las, e se seus corpos não queimarem, mamãe vai enterrá-las debaixo dos matos* " Apesar das palavras serem péssimas, o som de Docinho cantando e os olhos do Professor ainda perseguem cada um de meus sonhos.



N.T.: * Tradução livre de "Hush little babies, don't say a word, Momma's gonna kill you and make you burn, and if those corpses just don't burn, Momma's gonna bury you beneath the ferns.", que vem a ser a paródia de uma canção de ninar muito comum nos Estados Unidos chamada "Hush, Little Baby".

25/01/2012

Chaves: O verdadeiro motivo da saida de Villagran


No final dos anos 90, um estudante de jornalismo da PUC-PR, em Curitiba, elaborou um trabalho de conclusão de curso sobre o seriado infantil Chaves. O trabalho foi bastante elogiado pela banca avaliadora, que exaltou a capacidade investigativa do aluno.

Esse TCC dedica um de seus capítulos ao estudo da saída de Carlos Villágran, o Quico, da equipe do programa. Embora não apresente provas conclusivas, o trabalho tras uma teoria intrigante sobre os motivos que o levaram a sair.

Todos os trechos abaixo foram retirados da monografia em questão.

No final de 1977, Carlos Villagrán, que desde o início da série interpretava o Quico no “Chaves”, deixa a série. Os motivos reais nunca foram oficialmente divulgados, e inúmeras hipóteses foram levantadas na tentativa de explicar sua saída. O que é certo, é que Villagrán e Roberto Gomes Bolaños, criador da série e intérprete do personagem-título, nunca mais retomaram a amizade que mantinham desde o início dos anos 70.

Em 1977, quando da saída de Villagrán, o jornal mexicano “El Universal” publicou uma matéria que explicava as razões da rusga entre Villagrán e Bolaños. Segundo o periódico, a saída do Quico deu-se por diferenças criativas. Durante as filmagens de um episódio piloto, que abriria a temporada de 1978 do programa, Villagrán teria considerado o conteúdo do programa como “repulsivo”, e deixado a equipe na seqüência. Contudo, o jornal não dizia qual era o conteúdo do episódio em questão.

Vilagran, até hoje, recusa-se a comentar esse assunto. Qualquer entrevista em que seja abordado esse imbróglio é imediatamente encerrada pela equipe de assessores de Villagrán.

Supostamente, o jornal teve acesso a uma cópia do roteiro do episódio em questão, mas não publicou nem mencionou nada acerca de seu conteúdo. Isso seria fruto de um acordo entre a diretoria do periódico com altos executivos da Televisa, que desembolsaram uma quantia substancial em dinheiro para evitar a publicação deste roteiro. É dito que cópias do tal roteiro sobreviveram, guardadas por funcionários do jornal.

O episódio piloto chegou a ser gravado, e mesmo editado, para posterior apresentação perante os executivos da Televisa. É dito que eles teriam ficado horrorizados com o conteúdo. Um diretor de programação, à época, teria dito que o programa era “absolutamente impróprio para crianças, e, na verdade, absolutamente impróprio para qualquer um”.

A gravação original deste episódio foi destruída pela Televisa. Contudo, uma cópia clandestina foi feita por um funcionário da emissora. Essa copia teria sido vendida para um colecionador argentino em 1996, numa transação que teria envolvido algo em torno de 4 mil dólares.

O depoimento a seguir é um compêndio de declarações de alguns funcionários da Televisa que, à época, foram submetidos à exibição do programa. Todos eles pediram para não ser identificados. Poucos chegaram a ver o episódio finalizado e editado, e alguns destes já vieram a falecer.

“A partir da temporada de 1974, o Chaves foi ganhando destaque na programação da Televisa, e conseguindo cada vez mais sucesso junto ao público. Bolaños, porém, artista inquieto que era, queria introduzir mudanças no programa. Poucos sabem, mas à época, Bolaños fazia planos de escrever roteiros de mistério e horror, e abandonar os humorísticos.

Durante a temporada de 1975, Bolaños tenta introduzir alguns desses elementos no ‘Chaves’. Neste ano, vai ao ar o célebre episódio em que Chaves, Quico e Chiquinha entram na casa de Dona Clotilde, e lá, descobrem que ela era, de fato, uma bruxa. Originalmente, o roteiro previa que a incursão deles à casa da bruxa realmente aconteceria, e a descoberta deles teria implicações em episódios futuros. Executivos da Televisa interviram, e impuseram o final que foi ao ar: tudo não passava de um delírio das crianças.

Ainda nesse ano, vai ao ar um episódio em que as travessuras e trapalhadas de Chaves fazem com que vários moradores da vila comam insetos embebidos em gasolina. O roteiro original previa um programa mais sombrio e grotesco, mas novamente foi alterado por diretores da Televisa.
Nos dois anos seguintes, Bolaños continuou a introduzir elementos sobrenaturais, de horror ou mistério, nos episódios do Chaves. Episódios como aquele em que as crianças assistem um filme de terror, e a ‘saga’ dos espíritos zombeteiros são frutos dessa influência de Bolaños.

No início de 1978, Bolaños decidiu mudar radicalmente o programa. O Chaves, a partir de então, seria um programa de comédia com elementos de horror, mirando um público mais adulto. Mal comparando, algo semelhante à série de filmes ‘Evil Dead’. Ele escreveu um episódio piloto nessa linha, que chegou a ser filmado e exibido aos executivos de programação da Telesiva. A reação foi absolutamente negativa. Os executivos vetaram terminantemente a mudança de rumo proposta por Bolaños. Carlos Villágran, o Quico, ficou tão horrorizado com o resultado final do episódio que deixou a série.”

A seguir, uma sinopse do conteúdo de tão controverso episódio. Essa sinopse foi escrita a partir de diversos depoimentos de funcionários da Televisa que chegaram a ver o programa finalizado e editado, ou que participaram da gravação, ou mesmo que tiveram acesso ao roteiro.

O episódio começa com Chaves brincando no pátio da vila, indo para lá e pra cá em um patinete. Quico sai de sua casa, vê Chaves brincando e faz expressão zangada. Vai até ele, e segura o guidon do patinete com as duas mãos. Segue-se um diálogo:

-Chaves, quem te deu permissão para mexer nos meus brinquedos?

-É que o patinete estava jogado alí no outro pátio e eu... eu...

Quico fica mais zangado:

-Eu coisa nenhuma Chaves, devolve aqui meu patinete.

Ato contínuo, Quico puxa o patinete bruscamente, derrubando o Chaves. Quico deixa o patinete no chão e ri escandalosamente. Chaves levanta, pega do patinete, empunha-o e avança sobre Quico.

-Agora você vai ver só uma coisa, Quico!

Quico corre e grita “Mamãe!”. Neste meio tempo, Seu Madruga sai de sua casa, e toma o patinete de Chaves, impedindo que ele acerte Quico. Dona Florinda vem para o pátio, apressadamente.

-Mamãe, ele queria me bater com o patinete!

Dona Florinda dá um tapa em Seu Madruga. Diz:

-Vamos tesouro. Não se junte com essa gentalha.

Volta para dentro. Quico aplica o tradicional “gentalha gentalha” em Seu Madruga, e também volta para sua casa.

Nesse momento, um primeiro plano de Seu Madruga revela que seu nariz está sangrando. Ele tenta estancar o sangramento, sob o olhar preocupado de Chaves, mas sem sucesso. Ambas as narinas deitam uma grande quantdade de sangue, até que Seu Madruga cai no chão do pátio.

Corta para Quico, Chiquinha e Chaves na escada da vila. A iluminação do cenário sugere ser noite. Os três choram muito. Em Chaves, cada personagem possui um modo característico de chorar, mas neste momento, não. Eles choram de forma comum, aos soluços. Esse plano dura aproximadamente 1 minuto.

Em seguida, chegam o Professor Girafales e Seu Barriga, acompanhados de 2 policiais. Eles dirigem-se à casa de Dona Florinda. O Professor bate na porta, ninguém atende. Ele chama:

-Dona Florinda, abra a porta por favor.

Não há resposta. O professor abre a porta, os policiais entram, e saem com Dona Florinda algemada. Seu rosto exibe uma imensa apatia enquanto os policiais a levam. Quico, ao ver sua mãe sendo levada, desespera-se: tenta atacar os policiais, mas é contido por Seu Barriga. Dona Florinda nem parece tomar conhecimento da situação, mantendo sempre a expressão apática e o olhar vazio. Quico, seguro por Seu Barriga, chora muito e balbucia “mamãe” algumas vezes. Depois que os policiais deixam a vila, levando Dona Florinda, Seu Barriga tenta consolar Quico, mas ele corre para casa.

Segue-se um diálogo entre Seu Barriga e Professor Girafales:

- Que tragédia horrível tivemos aqui, Senhor Barriga.

- É verdade professor. Eu devia ter previsto que isso acabaria acontecendo.

- Qual foi a causa da morte?

- Seu Madruga foi boxeador na juventude. Os socos que ele levava causaram um afundamento no crânio. O tapa que a Dona Florinda deu hoje causou um traumatismo bem nessa região. Ele teve uma hemorragia cerebral e não resistiu.

-Uma tragédia horrível, Senhor Barriga!

-Sim.

-Quem cuidará dos preparativos do funeral?

-Eu cuido de tudo Professor. Não se preocupe. O senhor vai ficar aqui com as crianças?

-Sim, naturalmente.

Seu Barriga deixa a vila. Professor Girafales entra na casa de Dona Florinda.
Chiquinha e Chaves continuam sentados na escada. Agora, pararam de chorar, apenas olham fixamente para o vazio.

Dona Clotilde sai de sua casa e vem em direção às crianças. Ela usa uma roupa diferente do que costumamos ver, uma espécie de roupão preto com vários símbolos bordados em vermelho e roxo.

Nesse momento, os depoimentos são contraditórios. Há quem afirme que Dona Clotilde traz consigo um livro semelhante à uma Bíblia. Outros dizem que a fita falha quando ela aparece, e só volta ao normal num momento mais avançado do episódio. Uma fonte descreve que Dona Clotilde vai até a escada e conversa, aos cochichos, com Chiquinha.

O que é consenso é o conteúdo que vem na seqüência. O pátio da vila está vazio, a iluminação é mais tênue do que na seqüência anterior, provavelmente sugerindo que a noite está mais avançada. Uma panorâmica pelo cenário mostra as escadas vazias, em seguida o centro do pátio, onde está desenhado um grande pentagrama vermelho; e em seguida Chiquinha sentada à porta de sua casa, abraçando os joelhos. Seus pulsos estão enfaixados, e as bandagens sujas de algo que parece ser sangue.

Então, começa a ventar no pátio. Ouvimos um estrondo, é a porta da frente se abrindo. Corta para um reaction shot de Chiquinha: seus olhos estão arregalados, sua boca entreaberta, uma expressão de puro horror. Ouvimos o som de algo pegajoso. Nunca é possível ver claramente o que ou quem entrou no pátio, mas planos breves, de no máximo 1 segundo, mostram uma figura magra, enrolada num pano branco, deixando atrás de si um rastro de uma substância pegajosa, aparentemente negra.

A figura aproxima-se. Novo reaction shot de Chiquinha: agora ela sorri.
A partir daí, os depoimentos novamente tornam-se contraditórios. Há quem afirme que a fita só apresentava estática depois dessa cena. Outros afirmam que não, mas não souberam dizer o que acontecia depois. Outros preferiram apenas não dizer nada.

O que é certo é que o episódio teve péssima recepção junto aos executivos da Televisa, e que Carlos Villagran deixou o programa em seguida. Supostamente, uma cópia do episódio existe no acervo de um colecionador argentino, mas, procurado para este trabalho, ele negou veemente possuí-la, e pediu para não ter o nome divulgado.

Diz-se que Bolaños pretendia desdobrar os acontecimentos desse episódio ao longo daquela temporada do Chaves. Não se sabe exatamente o que ele tinha em mente, mas funcionários da Televisa que tiveram acesso à fragmentos do conteúdo, por meio de anotações que Bolaños fazia em seus cadernos; ou mesmo em conversas com o Chesperito, dizem tratar-se de um material absolutamente sombrio e perturbador, obviamente inadequado para um humorístico infantil.

O conteúdo desses fragmentos, porém, permanece desconhecido.

[Creepypasta extraída do site http://www.forumchaves.com.br/]

20/01/2012

Donkey Kong Country 3 1/2



Sou um grande fanatico por jogos de video games antigos, tanto que visito a loja local de jogos todos os dias. Eu também sou amigo de um dos funcionários, que vai buscar o estoque de videogames, e eu sempre peço pra ele me trazer jogos antigos de NES e SNES. Um dia, ele me disse: "Hey, você já ouviu falar da série Donkey Kong Country?". Com entusiasmo em meu rosto, respondi que sim, e ai ele me entregou uma caixa com o jogo Donkey Kong Country 3. Porem, havia algo diferente: havia uma fita adesiva escrita “1/2” depois do titulo Donkey Kong 3. Ignorando isso, agradeci meu amigo e fui pra casa. Quando cheguei, tirei meu velho SNES do armário e comecei a jogar meu novo jogo. Havia um arquivo já salvo, o que não achei muito estranho já que pensei que os jogos antigos normalmente salvavam seus arquivos no cartucho mesmo. Era um arquivo de 1 Jogador, que acabava de ser iniciado, com 0:00 e 0%, e o nome era DEMO.

Achei que era apenas um arquivo de tutorial , então decidi jogá-lo. Quando o jogo começou, Dixie Kong imediatamente pulou de um precipício e nadou até a caverna de Wrinkly para salvar o jogo. Wrinkly estava só jogando seu Nintendo 64, e então ela disse: "Nem mesmo meu jogo favorito pode apagar aquela imagem horrível na minha cabeça", e depois disso Dixie saiu da caverna com uma cara preocupada. Fui com a Dixie para falar com o Bazzar, mas quando entrei no local, Bazzar não estava lá, e a musica “Blue Beach Hut” estava tocando, ao invés da musica normal. Dixie simplesmente saia do lugar ao comando de qualquer botão que eu apertava. Decidi ir para a loja do Funky Kong pra falar com ele, e lá dentro, Funky disse: "Aqui está o seu primo irritante". De repente, Kiddy Kong apareceu na tela e caiu no chão, gritando (igual quando você morria jogando com ele), então Funky disse com uma expressão nervosa e meio triste: "Saia da minha casa!". A tela ficou preta e, em seguida, voltou ao normal com Dixie e Kiddy Kong dentro barco na ilha ao lado da loja do Funky, assim como no começo do jogo. A partir dai, naveguei em direção à ilha “Orangatanga Lake” e entrei na primeira fase, que se chamava “Boardwalk Battle”. Fiquei aliviado ao ver algo normal no jogo; talvez tudo aquilo que havia acontecido antes era uma falha no jogo, ou algum tipo de história alternativa, não sei... Quando entrei na fase, descobri que era um nível de ponte. A primeira coisa que notei era que a música era o tema das fases aquáticas, “Water World”, e os Kobbles se moviam muito mais lentamente, com uma expressão de arrependimento. Fiquei meio assustado com a cena toda, principalmente com a musica, já que a “Water World” é uma musica meio macabra... Quando pulei na cabeça de um inimigo, ele deu um grito muito fino e esquisito. De repente, Dixie e Kiddy ficaram com expressões aterrorizadas, com olhos muito arregalados e boca meio aberta, logo após o primeiro Kobble ser derrotado.

Seguindo em frente o mais rapido possivel, terminei a fase e fui pra segunda fase do jogo: uma fase de fabrica chamada “Deadly Neckties”. Nesta fase, a câmera não ia rolando pra frente, porem quando Dixie à borda direita da tela, ela apontou para o lado e gritou, assim como ela fazia em DKC2. Então, a câmera rolou muito pra frente para mostrar um Kobble se balançando em um laço. Havia vários laços vazios espalhados por lá, que podiam ser agarrados para chegar ao fim da fase. Quando finalmente cheguei, lá estava o único inimigo em toda a fase, que era o Kobble. Quando me aproximei um pouco, ele disse "MEISTORE EHKZ", antes de dizer "Ele é horrível! Ele nos abusa muito mais dolorosamente do que K. Rool fazia!". De repente ele parou, deu uma fungada, se sentou e disse: "Por favor, acabe com meu tormento!". Quando andava em direção a ele, o jogo me parava e ele dizia "Por favor...", e nisso, Dixie dava alguns passou pra trás, antes do Kobble morrer normalmente em seguida.

Depois que o a fase terminou, entrei na cabana da Wrinkly Kongs, mas ela não estava lá. Dixie disse: "Devemos salvar; ela gostaria que tivesse sido assim...", e as opções Salvar e Sair apareceram na tela. De volta ao mapa após salvar o jogo, nadei para a loja de Barnical só para descobrir que ele não estava atrás do balcão onde normalmente fica... Ele estava enforcado no centro da sala com uma âncora amarrada firmemente ao peito. Dei um pulo da cadeira quando vi essa cena; que porra de jogo era aquele? Mais uma vez, Dixie saiu da sala ao apertar qualquer botão. Fui para a próxima fase, temendo o que encontraria por lá, e a fase se chamava “K. Rool Kell”. Quando entrei, K. Rool estava preso em uma cela onde também havia uma casca de ovo quebrada. Ele estava sentado em sua cela, então se virou para Dixie e disse: "Bom, bom, bom, se não são aqueles macacos idiotas...". Depois disso, Dixie imediatamente saiu correndo com aquela expressão assustada em seu rosto, e foi automaticante pra próximas fases, chamadas “Skidda Row” e “Murky Mill”.

Skidda Row e Murky Mil” eram exatamente as mesmas fases, exceto que em Skidda Row, havia uma pilha de Skiddas mortos, pálidos e gelados espalhados por toda a fase, e em Murky Mill havia ratoeiras com Sneeks presos, chorando e lutando dolorosamente para escapar delas. A próxima fase, “Swanky Sideshow”, era a mesma da fase original, só que Swanky não estava lá, e no lugar dele havia uma grande placa que dizia "Fora do Negócio". Depois disso, cheguei a fase do chefe, que se chamado “Dead House”. Era apenas um enorme corridor com o fundo da fase de fabrica, e com varios cadáveres de Kremlings empilhados no chão, que serviam como obstáculos... No final, um canhão apareceu e atirou Dixie até a “Kaos Kastle”, que agora se chamava “No One Has Seen”. Aterrorizado, entrei no nível para descobrir que o chefe final, pra minha surpresa, era um chefe perdido não usado em DKC2, chamado Mr.X. Ele flutuava ao redor da sala, e em seguida, jogava uma bola de canhão em minha direção que ficava presa no chão por um gancho. Nesse momento, ele ficava flutuando acima da bola, daí eu usei Kiddy Kong pra jogar a bola de canhão de volta nele, só que no momento em que a bola encostou em seu corpo, a tela ficou completamente escura, e somente a risada do Bleak podia ser ouvida.

Eu escrevi tudo em um diário para me lembrar das partes desse jogo, caso ele quebre ou o arquivo corrompa. Se eu encontrar mais alguma coisa, com certeza anotarei aqui. Só não sei se tenho a coragem para continuar jogando...

04/01/2012

Goat Jump


Alguns jogos antigos tendem a ser fontes de alguns hacks extremamente estranhos  – especialmente os jogos de PC, obviamente, mas até os jogos de cartucho não-licenciados eram bastante fáceis de serem hackeados, e tenho certeza de que a maioria das pessoas se lembra ou já ouviu falar de algum deles (Sonic the Hedgehog 4 para SNES, por exemplo).

Gosto de colecionar esses jogos estranhos sempre quando tenho a chance - a maioria deles são apenas merdas feitas por mongolóides, mas algumas delas são realmente engraçadas, ou até mesmo assustadoras. Veja o jogo Goat Jump, por exemplo - Eu o comprei do dono de uma loja de penhores que eu sabia que ele já sabia que eu comprava jogos antigos. Eu não sabia se Goat Jump era o nome real, porque a etiqueta original havia sido arrancada e essas duas palavras haviam sido escritas no cartucho com uma caneta preta.

De qualquer forma, Goat Jump aparentemente era um jogo não-licenciado para NES. No momento que você o coloca no seu console, ele imediatamente começa. Sem créditos, sem tela de início, nada. Os gráficos consistem em um rancho/pradaria se repetindo no fundo varias vezes, e o jogador é um pequeno cowboy com gráficos de merda. As "cabras" não se parecem nada com cabras, mas eu acho que elas não se pareciam com qualquer outra coisa, pra ser sincero. O botão A faz você pular, enquanto o B não faz nada. Pressionando Start irá pausar o jogo - a tela é preenchida quase completamente com a palavra "STOP" em letras maiúsculas brancas – e pressionando Select irá fazer com que seu personagem pare de se mover, e um som muito alto toque (Mas que porra...). A música é feita somente por barulhos pseudo-ocidentais de baixa qualidade. Quando você encosta em uma cabra, o jogo faz o mesmo barulho de quando você aperta Select, e a tela muda para um fundo preto com a palavra "LOSE" preenchendo toda a tela. A partir daí, o jogo deve ser reinicializado para voltar a funcionar.

A jogabilidade consiste somente em saltar sobre cabras. Aparentemente, sua única recompensa aparente para isso é 1 ponto por cabra, com a velocidade de deslocamento e o número de cabras aumentando aos poucos. Em torno da marca de 15 minutos (tenho uma mania estranha de ficar cronometrando minha jogatinas, mas enfim...), as coisas começam a ficar estranhas. A música é ocasionalmente interrompida com sinais sonoros altos e tons estranhos fora de sincronia com a música. Os sprites da cabra começam a mudar repetidamente, com erros de cores e tal; na verdade, alguns são apenas massas incoerentes de pixels coloridos. Seu sprite de cowboy fica mudando ocasionalmente de posição, por isso, as vezes parece que ele está fazendo um moonwalk. Os erros se tornam cada vez mais graves, e o terreno finalmente é afetado, também. Céu cinzento, árvores marrons, e alguns pixels vermelhos espalhados pelo local, que eu suponho que seja sangue. Neste ponto, a música já está totalmente incoerente; somente sons estranhos e sem melodia nenhuma. Seu sprite fica deslizando ao longo da fase dando moonwalks ocasionais, e os sprites da cabra ficam semi-afundados no terreno. Você chega ao final de sua jornada em torno de meia hora, onde você entra no primeiro (e único) edifício do jogo, com gráficos cinzentos e nojentos. Lá dentro, seu personagem desliza para dentro de uma espécie de amassador de lixo ou algo assim, e então um “grito” tenso e muito alto pode ser ouvido; depois disso, você ganha 100.000 pontos. Uma tela preta com as palavras "VOCÊ VENCEU" aparece, com uma cabra toda fudida dançando abaixo das palavras.

Novamente, o jogo deve ser reinicializado manualmente. Falhas gráficas e sonoras aparecem aleatoriamente em jogatinas diferentes; Cabras são substituídas pelo seu sprite de cowboy, que por sua vez está deitado em uma poça de "sangue" em volta dele e, ocasionalmente, faltando alguns pedaços (pernas, braços, cabeça, etc). Às vezes, o cowboy também é substituído por uma cabra ou, intrigantemente, por uma bota gigante.

Como eu disse antes, estranho... Nunca encontrei qualquer informação sequer sobre Goat Jump em lugar algum. Suponho que era somente uma brincadeira, um projeto pessoal ou algo assim... Que jogo fudido.

Mr. Potato Head Saves Veggie Valley



Quando era mais jovem, digamos que em torno dos 4 ou 5 anos, eu tinha um jogo de computador chamado “Mr. Potato Head Saves Veggie Valley”. Era um jogo bem divertido e bem simples. Tudo o que você tinha que fazer era clicar nas coisas do cenário, e o objetivo era ajudar o Sr. Cabeça de Batata e sua filha Cabeça de Batata Doce a trazerem uma nuvem de chuva de volta para sua casa antes que os Bebês Batatas morressem. Ainda no outro dia, quando estava dando uma olhada em meus jogos de computador antigos, me deparei com o jogo, e pensei em ver se ele ainda funcionava para relembrar os bons tempos.

Coloquei o jogo no drive de meu laptop e por algum motivo estranha, a tela inteira ficou completamente vermelha. No começo pensei que era só porque aquele era um jogo antigo, por isso tirei o disco e comecei a limpá-lo na esperança de obter algum resultado. Tentei de novo, mas ainda sem sorte.

No dia seguinte, voltei ao meu computador e decidi tentar colocar o jogo uma última vez. Desta vez, ele finalmente funcionou. Eu estava muito animado para finalmente jogar-lo novamente, já que não tinha jogado-o a muitos anos. O jogo começou, e nada de anormal aconteceu… pelo menos até a parte final do jogo.

O jogo me disse que eu havia aberto um "Final Secreto Especial", que eu nunca havia visto antes. Nem sabia que existia um final secreto, e também não fazia idéia de como havia o aberto... Porem, fiquei chocado e muito assustado com o que eu vi. A tela não mostrava absolutamente nada no começo; era só escuridão, com um som estranho de gaita de foles tocando no fundo, tão desafina que parecia que o som vinha de um disco riscado. Segundos depois, o Sr. Cabeça de Batata e a Cabeça de Batata Doce foram as únicas coisas que podiam ser vistas, o fundo completamente escuro.

Mas a coisa que mais me chocou, foi quando eu reparei que o Sr. Cabeça de Batata estava literalmente... estuprando sua filha! Que diabos era aquilo? Não pude acreditar em meus olhos... Fora isso, várias fotos de crianças mutiladas piscavam rapidamente e repetidamente na tela. Eu fiquei tão assustada que desliguei o computador na hora, só que os gritos da Cabeça de Batata Doce continuavam a sair da caixa de som, até mesmo quando puxei a tomada do computador... Não sabendo o que fazer, sai correndo de meu quarto completamente desesperada, e só voltei pra lá depois de 40 minutos, acompanhada de minha melhor amiga (que achava que eu estava delirando, pra variar). Porem, quando entramos no quarto, a tela do computador estava completamente vermelha, e havia um bilhete grudado nela... Ele dizia somente: “Você é a próxima, vadia”, e logo abaixo havia uma imagem do Sr. Cabeça de Batata, com um olhar de malicia e as pupilas vermelhas-sangue.

Dois anos se passaram desde aquele dia, e aquele olhar malicioso e as fotos das crianças mutiladas me perseguem até hoje. Acabei quebrando o CD e jogando-o no lixo naquele dia.
Nunca falei sobre isso com mais ninguém, mas minha melhor amiga... Bom, ela fora raptada, violentada e morta por um homem de capuz vermelho, duas semanas depois daquele dia. Nunca descobriram quem era o estuprador...

01/01/2012

Os Padrinhos Magicos: O episódio perdido



Ok, pra começar, sou um GRANDE fã do desenho Padrinhos Magicos. Assisto sempre que posso. Ultimamente, tenho estado muito ocupado com a vida real, então acabei perdendo um monte dos episódios novos da 5 ª temporada. Uma vez que o DVD com a temporada completa foi lançado, tentei comprá-lo, mas não tinha dinheiro suficiente. Um dos meus amigos também era um grande fã do desenho, e ele acabou me emprestando sua cópia do DVD para que eu pudesse ver os episódios que perdi. Quando peguei a cópia, vagamente percebi que o logotipo da Nickelodeon estava faltando na capa. Porem, não parei para analisar isto quando peguei o DVD. Nas próximas semanas, assisti aos poucos todos os episódios sempre que podia. Quando eu estava prestes a terminar, no entanto, notei algo estranho. Havia um episódio #21. Todas as temporadas, inclusive esta, tinham somente 20 episódios. O episódio 21 se chamava "Doce Vingança". Pesquisei o episódio acima, mas sem sucesso. Então, como você pode adivinhar, escolhi o episódio e comecei a assisti-lo... E é ai que as coisas começam a ficar fudidas.

O episódio começa com uma qualidade extremamente boa, quase melhor do que a dos os outros episódios. Já o episódio em si começa como qualquer outro episódio: Timmy acorda, seus padrinhos mágicos o cumprimentam, etc, etc. Cerca de 1 minuto depois, depois que ele sai de seu quarto, ele desce as escadas por cerca de 5 segundos, até que seu pai entra pela porta da frente segurando um enorme facão todo sujo de sangue em suas mãos. Timmy, tão apavorado quanto eu estava neste momento, grita meio choroso: "Papai, o que você fez?!?"

Seu pai resmunga alguma coisa, mas você mal consegue entender uma palavra sequer do que ele diz, exceto pela palavra "berg". Minha mente estava apavorada demais para processar alguma coisa. Então seu pai anda normalmente (mas com aquela sensação maldosa de quem sucedeu algo) até a sala para a cozinha, onde ele limpa o facão com um pano e o guarda no armário como se nada tivesse acontecido. Minha mente queria parar, mas continuei assistindo.

A cena seguinte mostrava Timmy brincando em seu quarto, com uma expressão de medo, como se tivesse acabado de ver um fantasma matar seu pai. A câmera muda para um ângulo diferente, onde você pode ver por fora da porta, e então, a forma de seu pai anda vagamente pelo corredor com o facão na mão. Cosmo instantaneamente avisa Timmy o que estava acontecendo, e eles tentam desaparecer para longe, mas o pai do Timmy freneticamente entra no quarto e tenta pega-lo, e com isso, acaba jogando o facão em Timmy, terrivelmente errando e acertando bem no meio de um dos olhos do Cosmo. Cosmo solta um grito muito agudo a desesperado e começa a correr em circulos, enquanto muito sangue é derramado por todo o quarto. Wanda, pensando que Cosmo já teria desaparecido, também desaparece, não sabendo o que aconteceu ao seu marido. Timmy, sendo tele transportado a uma parte da cidade pouco movimentada, tenta achar um telefone e ligar pra polícia. Quando ele finalmente encontra um e pega o telefone público, ele instantaneamente ouve uma voz... Era a voz de seu pai, exceto que sua voz estava sendo abafada por uma voz um pouco mais demoníaca. Assustado, ele fecha os olhos com força e tenta acordar, como se estivesse dentro de um sonho. Porem, antes que perceba, ele não consegue mais abrir os olhos, e aparentemente eles estavam derretendo sem parar, como cera de vela, impossibilitando que Timmy abra-os novamente.

Depois disso, ele acorda assustado em sua cama como se nada tivesse acontecido. Só que suas fadas não estavam lá para cumprimentá-lo, mas ele podia ouvir uns sons de choro vindo do outro lado do quarto. Quando Timmy, desta vez com uma expressão muito séria no rosto, olha para seu lado direito, ele vê que os sons de choro estavam vindo de Wanda; ela estava deitada no chão chorando sem parar, e 5 segundos depois, pude entender porque... A câmera se afasta para mostrar o cadáver de Cosmo, o facão ainda enfiado em seu crânio, com seus olhos arrancados e o sangue escorrendo em volta dele. Timmy olha para fora de sua janela, somente para ver alguns de seus vizinhos empalados pela cabeça em um espinho gigante no meio da rua. Então a câmera muda para mostrar o rosto de Timmy. Seus olhos se enchem de sangue, e vários flashes de uma espécie de código binário aparecem ao redor da tela, e então, os créditos finais aparecem. Rapidamente olhei para um dos códigos binários, e consegui traduzi-lo: "Ele foi o primeiro, você é o próximo. Quando ver a luz vermelha, sua vida irá acabar."

Eu estava completamente pálido de tão apavorado, porem mais tarde naquele dia, fiquei sabendo que um lunático havia assassinado 3 pessoas, enfiando-as em uma estaca pela cabeça, perto dali. Eu estava tão assustado que meu coração quase parou por completo. No dia seguinte, meus pais LITERALMENTE tiveram que me obrigar a ir à escola. Quando cheguei lá, fechei meus olhos, quase em posição fetal, quando de repente vi um flash de uma luz muito brilhante e vermelha. Eu fiquei tão assustado que quase me caguei de medo. Quando abri meus olhos, eu vi o amigo que havia me emprestado o DVD, morrendo de rir.