07/09/2013

Sangue texano



“Oh merda!” Andrew gritou enquanto estilhaços de alumínio voavam sobre sua cabeça. “Eu nem sei de onde esses caras saíram,” Seu parceiro Benitez exclamou, “Esse lugar estava quase vazio. E não  há outras entradas.

“Não importa. Apenas concentre-se em atirar nesses imbecis. Vamos nos preocupar de onde esses desgraçados vieram depois.”

“Certo. Vamos nos separar. Você vai para o leste, eu lhe cubro.”

“Entendido.”

Benitez saiu de trás das caixas de onde estavam escondidos e começou a atirar com sua Beretta 9mm o mais rápido que pôde contra os seus atacantes enquanto Andrews corria para uma das vigas de sustentação do velho armazém. Para Benitez, tudo parecia acontecer muito lentamente; ele podia ver as capsulas das balas caindo no chão; ele até podia ver a marca no fundo delas. Assim que seu clip esvaziou, ele voltou a se esconder atrás das caixas.

“Benitez!” Andrews chamou pedindo sua atenção. Benitez olhou para o seu parceiro. Andrews levantou três dedos, bateu no relógio, e levantou um dedo em cada mão indicando para Benitez que tinha três atacantes à suas 11 horas. Benitez assentiu e gesticulou que iria flanquear. Com um rápido aceno Andrews comunicou que havia entendido. Ambos sabiam o que fazer. Sete anos no FBI trazia muita experiência. Com dois anos em campo, eles já tinham passado por muitas coisas.

Andrews levou um momento para ouvir e avaliar a direção do fogo inimigo e assim poder escolher o melhor momento para que Benitez pudesse se deslocar. Ele saiu rapidamente de trás da viga e atirou quatro vezes. Dois inimigos caíram. Um com um tiro bem na testa; o outro com dois tiros nas costelas. Com um giro rápido ele voltou para trás da viga enquanto o as balas do inimigo atingiam toda a área ao seu redor. Ele checou a área e viu Benitez sinalizar a sua nova posição enquanto recolhia um rifle da mão de um dos inimigos caído.

Benitez gesticulou para Andrews perguntando se os três inimigos ainda estavam no mesmo lugar. Andrews confirmou. Tão rápido quanto um piscar de olhos, Benitez estava de pé, e atirando com o rifle no trio que ele estava flanqueando. Manobra perfeita. Eles nem viram o que os atingiu. O fogo inimigo continuava vindo da passarela que rodeava o armazém onde eles estavam escondidos.

“Merda…” Andrews pensou enquanto atirava duas vezes na direção da passarela. Eles nem tinham uma arma adequada para atirar em um local tão longe quando aquela passarela.

A delegacia local ficava a uns cinco minutos dali, isso sem contar o tempo que levariam para avaliar tudo antes de tentar seguir lentamente para lá. Eles estavam ferrados e Andrews sabia disso.

Eles nem esperavam por isso; era para ser apenas uma investigação sobre um possível caso de tráfico de crianças. Esses caras nunca tiveram tanto poder de fogo assim. Tinha alguma coisa acontecendo, e ninguém sabia o quê. Andrews ouviu um click no seu lado. Granada. Não dava tempo, ficar e ser detonado, correr e ser baleado. Ele derrubou um barril na frente fechou os olhos e esperou.

Ele foi ao chão. Tudo escuro. Borrado. Difícil de respirar. Ruído nos ouvidos.

Enquanto toda a agitação da situação ia se acalmando, Andrews percebeu que estava sangrando por algum lugar. Não sabia onde; mas as suas mãos estavam cobertas com sangue. Tudo estava escurecendo.

“Andrews!” Benitez gritou do chão do armazém. Ele levantou e abriu fogo em todos que pôde ver. Derrubou três inimigos com o rifle, ficou sem munição, sacou a beretta e atirou sem pausa até ser atingido por uma bala no antebraço. Fragmentos de ossos, carne, e sangue se espalharam por todos os lados enquanto ele gritava e caia no chão inconsciente.




Benitez foi o primeiro a acordar no escuro quarto vazio. Olhou ao redor e encontrou Andrews deitado em posição fetal a alguns metros dele. Enquanto Benitez começava a se arrastar pelo chão de concreto frio, a dor o atingiu no braço, indo para a cabeça, e descendo pela coluna. Ele estremeceu, cerrou os dentes e continuou avançando para Andrews. Depois de checar o pulso e confirmar que Andrews ainda estava vivo, ele começou a procurar pelos ferimentos.  Tinha vários pedaços de metal presos entre as costelas de Andrews e parecia que tinham ido bem fundo, mas não atingiram os pulmões. Andrews estava sentindo muita dor. Felizmente a agonia o estava mantendo inconsciente.

A porta abriu de repente. Benitez viu a silhueta de um homem alto usando um chapéu de cowboy em pé contra a luz que entrava.

“Vocês, meus camaradas, fizeram o maior estrago por aqui,” A figura disse, “Eu tinha dito para vocês irem embora. Deviam ter ouvido. Até providenciei um culpado para fechar o caso, mas acho que a nossa hospitalidade do Texas não é o suficiente para vocês.”

“Xerife?”

“É seu merdinha, parece que vocês do FBI não pegam as coisas muito rápido, não é? Claro que sou eu. Quem mais poderia ser?”
“Que droga…” O Xerife deu um chute bem forte na boca de Bernitez com a sua bota de bico de aço.

“Olha como fala seu maldito invasor. Meu Deus. Já estamos cheio da sua gente, suas desculpas, seu lixo, seus traseiros imundos cruzando nossas fronteiras entrando em nossa cidade e interrompendo as coisas.” O xerife deu uma pausa para acender um cigarro. A chama fez o seu rosto parecer ainda mais sinistro nas sombras.

O sangue não parava de escorrer da boca de Benitez. Seus lábios estavam cortados e alguns pedaços de dente estavam cravados neles. Ele não conseguia responder aos insultos.

“Veja bem” o xerife continuou, “Não temos muitas coisas aqui na cidade. Depois que limpamos completamente as minas, muitos ficaram sem empregos. Tivemos que arrumar outras fontes para extrair algumas coisas ‘valiosas’. Então não importa se alguma criança desaparece aqui ou ali. De qualquer forma ninguém percebe já que a maioria está ilegalmente por aqui mesmo.”

Benitez olhou para o xerife e o sangue escorreu de sua boca como uma torneira que não fechava. O xerife se abaixou e o agarrou pelo cabelo puxando seu rosto para aproxima-lo do seu. “Agora...” o xerife foi interrompido quando Benitez cuspiu sangue em seu rosto. O xerife parou e fechou os olhos.

“Whoa filho. Você não quis fazer isso, quis?”

Benitez preparou-se para cuspir outra bola sangrenta quando o xerife empurrou o seu rosto contra o chão. Benitez olhou para o xerife que agora estava em pé e teve o seu rosto chutado outra vez.  O xerife pisou nele várias vezes calmamente. Seu rosto não mostrava raiva; mostrava apenas indiferença. Quando ele acabou, virou-se lentamente e saiu do quarto.

“Vai em frente e termine com os desgraçados. Eles nem sabiam o que diabos estava acontecendo. Não temos que nos preocupar com nada.” Ele falou com um homem que estava de guarda do lado de fora segurando um facão. O xerife olhou para a multidão de moradores que tinham se reunido ao redor do armazém.

“Esta tudo bem pessoal. Eles não sabiam de nada, e agora ninguém mais saberá.” Uma onda de alívio tomou a multidão. O xerife começou a andar para a viatura, abriu o porta-malas e checou a garotinha mexicana que estava amarrada e bem amordaçada ali.

“Temos que voltar logo ao trabalho. Senhorita Polson? Poderia ser uma garotinha gentil e me entregar o seu saudável coraçãozinho? Acho que vou conseguir um ótimo preço por ele.” 



06/09/2013

As crianças da floresta

Somos o som dos gravetos quebrando na floresta, à meia noite. Somos as sombras infernais que aparecem nas folhas mortas, sob a luz do luar. Somos o grito que você é capaz de jurar que ouviu, a criatura misteriosa que faz animais se esconderem de medo, nas trevas.
Somos as crianças da floresta.
Com um nome desses você acharia que somos benignos, inofensivos, talvez até mesmo capazes de ajudar. Homens mortais depreciam-nos, fazendo representações nada plausíveis de nossa raça, fazendo-nos como se parecêssemos elfos que passeiam pela floresta e conversam com fadinhas. A raça humana não só está enganada quanto a nosso propósito, mas também quanto à natureza de nossa existência. Não somos anjos guardiões, somos o pior pesadelo daqueles que habitam o inferno.
Sempre fomos parte da floresta. Nós vasculhamos a Terra desde o começo dos tempos. Milhões de anos de evolução se passaram antes que árvores grandes e nutritivas o bastante pudessem satisfazer nossas necessidades. Não se engane, somos parasitas encarnados. A floresta era um lugar majestoso de noite, coberta de fadas e outras criaturas iluminadas. Sim, isso mesmo, fadas. As folhas costumavam brilhar suavemente de noite. Essas noites se foram antes mesmo que os seres humanos fossem planejados.
Nosso objetivo sempre foi dispersar as forças das trevas. Com as forças das trevas, nós nos apoderamos da floresta. Toda a beleza da noite sumiu, nós precisávamos de sua energia pra sobreviver. Depois de um tempo, nosso poder começou a diminuir. É claro, havíamos extinguido a principal fonte dele. Então, nosso próximo passo foi a exterminação de animais.
Nós tínhamos consumido a energia de alguns antes que os seres humanos notassem. A presença de humanos avançados em todos os aspectos nos levou ao nosso destino. Você sabe, estávamos tão ocupados buscando a energia da beleza que destruímos, que durante esse tempo os humanos evoluíram de macaquinhos para esses superpoderosos que poderiam facilmente nos aniquilar.
Eles notaram a natureza de nossa fonte de alimentos, ou talvez a falta de uma. Uma noite, enquanto consumíamos  um de seus animais tão preciosos, eles nos encontraram. Tinham armas de madeira e pedra, que se mostraram superiores à nossa magia negra. Levamos vários conosco, e o dano psicológico foi pior do que o físico. Quando a poeira baixou, no entanto, não éramos mais do que vinte.
Então nós nos escondemos na floresta. Nosso grupo reduziu para quinze devido a uma enorme falta de nergia. Estávamos morrendo. Nós tivemos que mudar nossa estratégia e arrumar outro meio de nos alimentar. Crianças humanas eram perfeitas. São obtusas, têm a mente fechada, e são ingênuas. O alvo perfeito. Nosso poder é infinitamente superior ao delas, então não há como escaparem.
Vivemos nas florestas até hoje. Mas não nos limitamos a elas. Qualquer volume consideravelmente grande de vegetação serve como um refúgio, ao menos um temporário. Então, da próxima vez que você ouvir um som assustador vindo das árvores, não é o vento. Não é sua imaginação.
Somos nós.

02/09/2013

12º andar

Morar no décimo Segundo andar não é tão ruim, a vista sobre a cidade agitada é agradável de observar. O único problema são os elevadores. Eu tenho labirintite entende? E a pressão da descida rápida me da tontura. Mas isso passa, então é um sacrifício barato. Estou esperando que o elevador chegue ao meu andar; sempre demora um pouco. Depois de um tempo, fico impaciente e começo a remexer o bolso. Enquanto tento encontrar as chaves em meu bolso percebo que um dos elevadores já havia chegado, as portas já estavam abertas. Não ouvi o som do indicador do andar, nem ouvi as portas abrirem. Deixo isso pra lá e entro. Eu deveria ter saído do elevador e pego as escadas.

O ar dentro do elevador estava denso, quente e pegajoso. Um leve cheiro de cebola entra por minhas narinas, talvez de algum cara fedorento que esteve neste elevador. Outra vez percebo que as portas tinham se movido sem que eu percebesse, assim como o calor da luz natural que agora já tinha desparecido. O elevador pula por alguns segundos antes de descer, os rangidos das paredes e do cabo fazem meus nervos saltarem. A pressão em meu cérebro começa a se formar, porém dessa vez ela logo se transforma em uma terrível dor de cabeça, martelando em minhas têmporas.

O painel de andar ainda indicava 12. Como era possível? O elevador só podia estar quebrado, e de repente temo que possa cair. A viagem estava demorando mais do que o esperado, eu já estava bastante ansioso para sair dessa coisa, e ele continuava barulhento enquanto descia mais e mais. As luzes piscam e se apagam, me deixando na completa escuridão. O ar começa a ficar notavelmente pesado, e o cheiro de fruta podre enche o meu nariz e a minha boca. Era demais para suportar. Começo a tossir e engasgar. Eu preciso sair daqui.

Começo a bater nas paredes, grito por ajuda, e nada. Sem respostas; era como se a grande caixa de metal tivesse me levado para outro lugar. De repente o elevador balança, dá um solavanco e para, o som dos freios ecoando pela superfície metálica. O painel mostrava um brilhante e vermelho “G”, a única luz que eu podia ver. O quanto demorou? Não importa, pelo menos já posso sair. As portas estremecem e abrem.

Não há uma única luz acessa no que parece o saguão, mas posso perceber alguma coisa molhada cobrindo as paredes: um fungo esponjoso e vermelho. Não há pessoas a vista, apenas alguns itens descartados como roupas, sacolas e alimentos. Atravesso lentamente o saguão escuro, um passo de cada vez.

Posso distinguir um grande buraco no centro da sala. Desse grande buraco que mais parece uma garganta vem um forte som de alguma coisa... respirando? Ouço o barulho de algo caindo atrás de mim. Viro em tempo de ver uma caneca rolando em uma mesa, e o que parecia um pé pálido desaparecendo em uma porta. Batidas ecoam ao meu redor.

Não sei onde estou, mas sei que não estou sozinho...

31/08/2013

Luna Game 3

Boa noite, Creepers! Tudo tranquilo? Faz um bom tempo que eu não traduzo nada por aqui, já estava com saudades haha'

Bom, pra compensar a falta de Creepypastas aqui no blog nesses dois últimos dias, estarei postando pra vocês três Creepypastas traduzidas e tiradas do forno agorinha mesmo, sendo duas delas de Video-Games, já que a categoria estava meio parada. Esperamos que gostem, e cuidado com suas janelas... Eles não gostam de serem descobertos.

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A terceira sequência da saga Luna Game foi lançada em 11 de Junho de 2011.

Mais uma vez, você começa jogando com Luna em uma plataforma muito simplista: um mundo ambiental repetitivo. Mas desta vez, você está em um ambiente de floresta. Apresentando os mesmos controles como do ultimo jogo, Luna é capaz de pular, andar e correr, tanto pra trás quanto pra frente. A medida que ela o faz, a tela vai ficando cada vez mais escura e após um tempo tocando, a musica de fundo começa a desacelerar e ficar distorcida. Vai ficando lentamente assim, até eventualmente chegar a sons estáticos, interrompendo a música. As árvores agora estão escuras e ensanguentadas. Algumas músicas perturbadoras e lentas começam a tocar, e de vez em quando, se você ouvir atentamente, você pode ouvir pôneis gritando ao fundo.


Depois desta parte, você acabará chegando em um enorme buraco no chão. É possível pular por cima deste buraco, o que causará um grito completamente distorcido (isso só vai acontecer no primeiro salto). Você pode continuar correndo, mas a fase vai continuar se repetindo. O jogador é então forçado a cair no buraco, e de repente, um grito muito alto e uma das várias imagens de pôneis mortos (escolhidas aleatoriamente) preencheram o monitor. Quando a tela voltar ao normal, Luna estará deitada no chão, suas pernas decepadas e muito sangue por toda parte. Depois de esperar por cerca de 5 segundos, seus olhos se abrem, e em seguida, a tela pisca com uma imagem em "close up" extremo de seu rosto desfigurado, juntamente com um grito de gelar o sangue. O jogo se fecha logo após isso.

Déjà Vu

Quase todo mundo já teve um momento de déjà vu. Pense bem, quando você está indo para a escola, para o trabalho, ou simplesmente andando por este lugar que você chama de casa, algo chama sua atenção. Você tem certeza que já viu isso antes, mas não consegue se lembrar quando ou onde. Você então o rejeita, convencido de que a sua memória está apenas pregando peças em você. Você se convence de que é simplesmente uma vaga lembrança de um acontecimento parecido.

Nove em cada dez vezes, você estará certo, mas de vez em quando, o “déjà vu” vai lhe deixar com um enorme mal-estar em alguma parte de sua mente. Quando você disser aos seus amigos ou familiares, eles também afirmarão que é apenas uma invenção da sua imaginação. Você então para de dar atenção a isso, empurrando a inquietação para os confins de sua consciência. E lá irá ficar, guardada pela segurança de sua própria mente. No final de seu dia, você vai para a cama com uma idéia de segurança; totalmente acreditando que tudo o que você sentia vai passar depois de uma boa noite de sono.

No dia seguinte você acorda, sentindo-se revigorado. O mundo continua como sempre foi, ou pelo menos assim parece. O déjà vu já escorregou pra fora de sua mente e você ainda se lembra do mal-estar que sentira.

Você bebe seu chá ou café, faz suas coisas matinais como de costume, diz um caloroso tchau para sua família e, em seguida, vai para a escola ou trabalho. Mas quando a porta se fecha atrás de você, há sussurros fracos. Eles desaparecerem com cada passo que você dá, e enquanto acredita que pode descobrir seu significado, você novamente o rejeita como algo criado por sua imaginação hiperativa.

"Ele não se lembra", eles dizem com um volume sobrenaturalmente baixo.

"Minha querida, ele nunca vai se lembrar."

Luna Game 2

Em 30 maio de 2011, outro jogo da saga Luna Game foi postado no site Equestria Gaming.

Este jogo começa de forma semelhante ao anterior, mas com gráficos um pouco melhores e com o modelo do personagem diferente e melhorado. Quando começa a jogar, você fica sabendo imediatamente que pode segurar a tecla Shift para correr. No entanto, depois que você o faz, começam a aparecer rachaduras no solo. À medida que você vai mais longe, as rachaduras ficam cada vez maiores, até eventualmente cobrirem completamente o chão. Então, de repente, a tela corta para uma imagem macabra da Pinkamena (imagem ao lado), enquanto um ruído alto toca ao fundo durante cerca de um segundo, e depois a tela pisca de volta para o jogo. Agora, o fundo e os blocos são completamente vermelho-escuro. Você se move muito lentamente, e não consegue mais correr, enquanto uma música perturbadora toca ao fundo. Dizem que isso leva os jogadores à loucura.

Neste momento, a única coisa que você pode fazer é seguir em frente até chegar a um abismo gigante no chão e cair dentro dele. Enquanto cai, a tela escurece aos poucos, até chegar num ponto onde fica totalmente escura, e a Luna eventualmente desaparece de vista. Após isso, aparece uma tela de Game Over, com uma imagem de Luna caindo dentro de um buraco. Uma música muito assustadora começa a tocar, e depois de um tempo, o jogo se fecha. Durante todo esse tempo, você não consegue fechar o jogo normalmente, e após a primeira piscada de tela, você fica incapaz de mover o mouse - exatamente como no primeiro jogo da saga Luna Game.

As principais diferenças entre este jogo e o primeiro são os gráficos consideravelmente melhorados e o fato de que Luna Game 2 não cria arquivos extras em seu computador... Pelo menos, até onde sabemos.

28/08/2013

Presente maldito


Uma garotinha chamada Penny Warren, ganhou uma boneca dos seus pais. A boneca foi um presente deixado por uma velha tia que morreu. Penny de imediatamente não gostou da boneca que tinha uns estranhos olhos pretos que pareciam estar sempre lhe encarando e um sorriso sinistro no rosto.

Porém, ela teve que aceitar, já que trouxeram a boneca e ela não queria chatear os pais recusando o presente. Seus pais lhe disseram que o nome da boneca era Arabella, o que deixou Penny ainda mais assustada; isso a fazia parecer mais humana. No entanto, era apenas uma boneca, mal alcançava seus joelhos, então para esquecer essa boneca horrenda, ela a escondeu em um pequeno armário embaixo da escada, dentro de algumas caixas onde seus pais não encontrariam.

E ficou tudo tranquilo, até algumas noites depois, quando Penny estava na cama, e ouviu um barulho… o som de algo se debatendo que continuou por uns cinco minutos. Então um rápido som de algo se arrastando e depois o som de passos leves e rápidos. Penny estava paralisada de medo, os nós dos dedos ficando brancos de tanto apertar a cobertor. Então ela ouviu uma voz – suave e terrivelmente infantil – baixa o suficiente para não acordar os seus pais.

Penny sempre dormia com a porta aberta e a lâmpada do corredor acessa, já que ela tinha um pouco de medo do escuro. Dessa forma, ela pôde ouvir melhor com a porta aberta. Ela ouviu a voz dizer “Penny, estou no primeiro degrau”... E então o som de algo correndo outra vez, como se a coisa que estava falando voltasse para o lugar de onde saiu.

A garotinha não dormiu mais aquela noite, apenas ficou deitada, tomada pelo medo até o amanhecer quando sua mãe veio lhe acordar para a escola e ela tentou explicar tudo que havia acontecido, seus pais disseram que “foi apenas um sonho”.

Na noite seguinte, Penny tentou lutar contra o sono, mas infelizmente o sono venceu e ela foi acordada outra vez pela voz sinistra: “Penny, estou no quinto degrau”. Penny chorou muito, e outra vez, ela não dormiu.

Na noite seguinte, Penny decidiu fechar a porta do quarto, e com relutância, dormir com as luzes apagadas. Quando estava quase dormindo, ela ouviu o barulho, e então a voz: “Penny, já estou no topo...” Penny sabia que a porta estava bem fechada, mesmo assim estava com muito medo. Seu coração estava acelerado, e mesmo tremendo ela decidiu dar um basta nisso e espiar pela fechadura da porta; não havia ninguém e isso a deixou mais assustada. Ela correu para a cama, se se enrolou no cobertor, e já estava pensando em esperar outra vez pelo amanhecer quando ouviu um sussurro bem próximo do seu ouvido;

“Penny, já estou aqui”...



Os pais de Penny encontraram seu corpo no pé da escada. Eles acharam que ela estava indo para o banheiro sem acender as luzes e tinha caído, quebrando o pescoço. Arabella, a boneca favorita da família, foi encontrada ao lado do seu corpo – sorrindo.
  

27/08/2013

Portal de entrada da mente

Em 1983, um grupo de cientistas religiosos conduziu um experimento extremamente secreto. Os cientistas tinham a teoria de que um humano sem acesso a qualquer um de seus sentidos seria capaz de notar a presença de Deus.
Eles achavam que os cinco sentidos encobriam nossa percepção da eternidade, e que sem eles, um humano poderia ter contato com Deus através do pensamento. Um homem idoso, que dizia não ter nada a perder, foi o único que se apresentou como voluntário. Para que ele não tivesse mais nenhum dos sentidos, uma complexa operação foi feita, onde cada nervo conectado ao cérebro foi rompido. Apesar de ser capaz de se movimentar e de falar, o homem não podia ver, ouvir, sentir odores, cheirar ou ter emoções. Sem qualquer chance de comunicação ou mesmo sem qualquer sensação do mundo exterior, o homem foi deixado sozinho com seus pensamentos.
Os cientistas o monitoravam cada vez que ele falava a respeito de seu estado mental em frases engroladas, arrastadas, frases que ele nem mesmo podia ouvir. Depois de quatro dias, o homem disse que podia ouvir vozes intelegíveis em sua cabeça. Os cientistas acharam que aquilo era algum tipo de psicose, já que o homem nada podia ouvir, e não se importaram muito.
Dois dias depois, o homem chorava e dizia poder ouvir sua falecida esposa falando com ele. Pior: ele podia conversar com ela. Os cientistas ficaram intrigados, porém não se convenceram até o homem começar a falar os nomes de alguns de seus parentes mortos. Ele dizia coisas a respeito deles que apenas pessoas que já se foram poderiam saber. Nesse momento, uma parcela considerável dos cientistas abandonou o experimento.
Depois de uma semana conversando com os mortos em seus pensamentos, a cobaia ficou angustiada, dizendo que as vozes eram esmagadoras. Em cada momento que passava acordado, sua consciência era bombardeada por centenas de vozes que se negavam a deixá-lo sozinho. Frequentemente ele se atirava na parede, tentando sentir dor. Implorou para que os cientistas o sedassem, para que ele pudesse escapar das vozes. A tática funcionou por três dias, até que ele começou a ter pesadelos horríveis. O homem frequentemente dizia que ele podia ver e ouvir os mortos em seus sonhos.
Um dia depois, ele começou a gritar e tentou arrancar seus olhos que sequer funcionavam mais, na esperança de que ele pudesse sentir algo no mundo físico. A cobaia agora dizia que as vozes eram ensurdecedoras e hostis, falavam do inferno e do fim do mundo. De repente, ele se pôs a gritar "Não há paraíso, não há perdão" por cinco horas a fio. Ele implorava para que o matassem, mas os cientistas não o fizeram, achando que ele estava perto de entrar em contato com Deus.
Depois de mais um dia, o homem já não podia mais falar frases que fizessem sentido. Extremamente furioso, ele começou a arrancar, com violentas mordidas, pedaços de seus braços.Os cientistas correram e o amarraram em uma mesa, para que ele não se matasse.  Depois de algumas horas, ele recomeçou a gritar e a se debater. Ele encarou o teto, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. Por duas semanas, ele foi reidratado pelos cientistas, pois não parava de chorar. Eventualmente, ele virou a cabeça e, apesar de estar cego, fez contato direto com um dos cientistas pela primeira vez.
Ele sussurrou "Eu falei com Deus, e Ele nos abandonou". Depois disso, seus sinais vitais pararam.
A autópsia foi incapaz de revelar a causa da morte.

Creepypastas dos Fãs: Silêncio na Sala de Aula

Você está numa sala de aula. Ao fundo você vê alunos fora de seus lugares e jogando bolinhas de papel um nos outros.

No meio da sala de aula você vê alunos conversando. Uns estão virados de costas para poder conversar com mais liberdade, enquanto outros ouvem música em seus lugares sem se importar com a presença do professor.

Perto da lousa você vê pode observar alguns alunos conversando, enquanto outros copiam a lição de química atentamente.

Já você está sentado justamente na frente de seu professor. Você observa-o por uma fração de segundos e rapidamente volta a copiar a matéria, quando vê que ele também te observa.

Durante a fração de segundos no qual você olhou seu professor, você o vê que ele está debruçado. Ele apoia o rosto magro nos braços como se estivesse se livrando do stress, da mágoa, da raiva que sente por ser professor daquela maldita sala. Você também percebe que ele está suando.. Facilmente você poderia atribuir tal fato devido ao stress ou do próprio calor escaldante que faz naquele dia, mas você sabe que nenhuma dessas causas é de fato a verdadeira.

Então ele sai... Você tenta copiar rapidamente a matéria da lousa com medo da orientadora da 5ª série te encaminhar para a sala da diretora. Ele sai... E leva sua tristeza, junto com seus olhos cheios de olheira pra fora da sala.

Depois de alguns minutos ele volta... Mas não é realmente ele quem volta. Seu professor tão gentil e cansado da lugar a um ser sem nenhuma expressão, capaz de te fazer mergulhar naqueles olhos sem fundo. Ele volta... Mas não volta só... Volta com algo que foi capaz de fazer seu coração parar por instantes.

Durante esses instantes a sala toda fica em silêncio que logo após é quebrado pelos gritos de desesperos de alguns alunos. Alguns se levantam. Correm em direção à porta em busca da saída... Mas ele os cerca, encara-os e mete uma bala na cabeça do aluno mais próximo da porta.

Após o ocorrido os alunos em pé voltam para seus lugares, enquanto o professor faz um sinal com a mão pra pedir silêncio.

Você rapidamente olha para aquele ser que costuma ser seu professor e vê que ele caminha em sua direção. Você é tomado pelo medo. Ele vem... Chega perto o suficiente para ouvi-lo sussurrar para que tape os ouvidos.

Mas ao tapar os ouvidos você ainda consegue ouvir os gritos desesperadores misturado com choro deprimente daquelas crianças. Mas ele não demonstra nada... Absolutamente nada e segue caminhando no ritmo da explosão da pólvora dentro de sua pistola.

Até que uma hora ele para. Observa pela janela a movimentação desesperada de alunos e professores do outro lado do corredor enquanto policiais correm para chegar ao local da chacina. Durante os segundos em que ele olha pela janela, ele sorri e olha ao redor e vê que apenas sobrou você e mais 10 alunos vivos. Ele rapidamente caminha em sua direção novamente, olha no fundo de seus olhos e mete uma bala no meio de seus próprios olhos vazios.

Desde aquele dia você já não consegue mais dormir. Desde do começo do ano ele foi o único professor que fez a sala ficar quieta... Quieta para sempre.

Você planeja fazer o mesmo desde que decidiu se tornar professora.


Escrito/Enviado por: Pedro Bastos