18/08/2013

Creepypasta dos Fãs: Pacto


                Jenni era jovem e bela. Tinha uma vidinha pacata perfeita. Nos seus vinte e sete anos já ensinava línguas numa escola. Tudo começou a entrar em colapso quando ela arranjou um namorado. Ele era beberrão e violento.

                Um dia, ele chegou tarde da noite em casa, bêbado e extremamente irritado. Estava gritando e chutando as coisas. Não demorou para começar a descontar seu ódio em Jenni. Ele a espancou até que a moça cuspisse sangue. Chutou seu pobre e delicado rosto, socou seu macio abdome e pisoteou suas costelas. Foi demais para Jenni.

                Olhando para seu próprio sangue espalhado pelo carpete, Jenni pensou. Ela pensou em coisas terríveis. Pensou em como queria que aquele homem que a espancava morresse. Pensou em como entregaria sua alma para qualquer pessoa em troca da morte daquele homem. “Alguém... mate-o... por favor...” ela pensava, olhando para o próprio sangue. Jenni não tinha certeza disso, mas podia jurar que ouviu alguém dizer em seu ouvido: “Sim, minha dama.”
              
 Seu namorado não acordou no dia seguinte.

                Jenni olhou para o relógio. Tic-tac, ele fazia alegremente. O ponteiro dos minutos se encontrou com o das horas, fazendo soar doze badaladas. Era meio-dia, não meia-noite. A claridade inundava a sala Jenni.
                Foi nesse dia que ela o viu pela primeira vez. O Homem estava lá, na sua porta. O homem era lindo. Vestido de branco, cabelos loiros, olhos verdes. O príncipe encantado com quem muitas meninas sonhavam.

                De início, Jenni não o notou. Demorou um pouco para que ela o percebesse. Quando ela finalmente o viu, tomou um susto. Se aproximou, mas no tempo de um piscar de olhos O Homem sumira.
No dia seguinte, Jenni demorou menos tempo para vê-lo. Ele não estava na porta dessa vez. Estava sentado, no sofá, as pernas dobradas e os olhos seguindo a moça onde quer que ela fosse. Ele não fazia nada além de olhar.

                Com os meses passando, Jenni parou de se incomodar com a presença d’O Homem. Afinal, ele nada fazia. Nunca a incomodou.

                Até que um dia, O Segundo Homem apareceu.

                O segundo homem era igualmente belo. Seus olhos azuis faziam um contraste perfeito com as roupas negras. Outro personagem de contos de fadas. Este, porém, não era tão inofensivo. Ele andava pela casa, quebrava coisas e se deitava ao lado de Jenni durante a noite. Ele acariciava seu rosto com a mão macia e suspirava em seus ouvidos.
             
   Jenni tinha medo. Muito medo. Depois de algumas semanas, já não conseguia dormir de verdade, pois mesmo de olhos fechados ela sentia O Segundo Homem a encarando.

                Ela, um dia, confrontou O Segundo Homem. Este ignorou suas palavras e pôs-se a quebrar coisas. Era frustrante. Foi como dar uma bronca num patinho de borracha.

                Jenni estava farta daquilo. O Homem que nada fazia e O Segundo Homem que a atormentava eram demais para sua cabeça. Ela chegou a conclusão de que eram demônios, enviados para infernizar sua pobre existência. Chamaria um padre para operar um exorcismo.

                De noite, porém, a situação ficou pior. Agora não eram dois homens. Eram vinte, trinta, talvez até quarenta. Todos nos mais diferentes lugares, todos iguais Ao Segundo Homem.

                Eles apareceram quando Jenni tentava dormir.  Ela estava em pânico. Tentava se mexer, mas não conseguia. O Primeiro Homem então surgiu no meio da multidão. Ele sorria pacificamente.

                —Eu sou um anjo, Jenni. — Ele disse — E todos esses a sua volta são demônios. E eu quero fazer um trato com você. Esses demônios estão de olho na sua alma já faz um tempo. Parece que você vendeu sua alma em troca da morte de alguém. Eu, como anjo, posso protegê-la.

                Jenni não entendia o que estava acontecendo. Ela desviou o olhar do Anjo e olhou para os seres que a cercavam. Os demônios olhavam e lambiam os beiços de forma sedutora.

                —Não olhe para eles, Jenni. Eles vão te seduzir para que me negue! — o Anjo segurou suas bochechas violentamente, forçando-a a olhar para seus olhos. — Como dizia, eu posso protegê-la. Mas isso tem um preço. Um preço bem pequeno.

                Jenni suava frio. Sentia o gosto de vômito na sua garganta. Seus olhos vidrados no do Anjo. Este tinha expressão calma, porém era isso o que assustava mais.

                —Sua alma. Ela é o preço. — o Anjo disse — Vamos usar ela para alimentar Deus.
                Jenni via aquela situação como algo risível. Era simplesmente louco demais. Deus, Anjos, Demônios. Tudo era muito louco. Sem falar que não havia escapatória. Se aquilo fosse verdade, sua alma seria devorada do mesmo jeito.

                Jenni negou o trato. O Anjo pareceu desapontado e se afastou. Ele estalou os dedos e disse:
                —Podem comer.

                A alma de Jenni foi trucidada, despedaçada e devorada. Era doloroso, nojento e nauseante. Jenni se sentiu como se toda a dor que ela sentira em vida estivesse voltando dobrada. O pior de tudo era o pânico, o pavor que sentia. A última coisa que viu foi o Anjo. Sua face mostrava desprezo. Ele franziu as sobrancelhas, cuspiu no chão e foi embora.


                No dia seguinte, acharam o corpo de Jenni largado no quintal. Estava cheia de cortes, ensanguentada e violada. O enterro foi triste. Sem dúvida, quem mais chorou foi sua amiga Sofia. Ela estava sofrendo muito. A amiga era a única que entendia o sofrimento que ela passava por causa da violência do ex-marido, que também morrera de maneira esquisita depois dela desejar muito que isso acontece.
                No dia seguinte ao do enterro, Sofia parou para olhar o relógio. Meio dia. Ela olhou depois para a porta. E lá estava ele.

                Observando

Escrita/Enviada por: Flávio Sevalho 

Creepypasta dos Fãs: The first word is the key

Não sei por que me sinto deste jeito
Há sempre uma flor em sua mão
Salvação é algo abstrato
Para nada serve o amor
Você não me entende...

Com espaços largos em meu peito
Medo é algo que aprendi
Olhará eternamente buscando lembranças
Para onde levaram tua flor?
Os laços desatados esperam aflitos
Lados opostos que ainda não enxerga...

Mas forte como tu és
Não te entregarás tão facilmente
Encontrará esperança onde habitam sombras
Refúgio tu construirás sobre rochas
Em minha voz jaz esta vontade
Lugar onde habitam os anjos
Algum de vocês pode me ouvir?

Em teu sono encontra a paz
Seu pesadelo nasce quando estás acordado
Desespero é algo constante
Gritará quando o frio chegar
Pedindo que o destino seja mais doce
Socorro você pede, sem saber se ainda dorme

Porém estou ao teu lado
Está sempre questionando a origem daquilo
Aprisionado numa vontade incessante
Onde estão os anjos agora?
Ninguém vai ao teu encontro
Pode talvez inexistir dor mais dilacerante
Ouvir é algo que faço pacientemente, mas não te escuto mais...

Escrito/Enviado por: Cybertoxx

Creepypasta dos Fãs: Bloody Mary

Sei que será difícil de acreditar, mas, Bloody Mary existe. Essa história realmente aconteceu e é relacionado à Bloody Mary:

Na escola que eu estudo está para ocorrer um evento a "Mostra Cultural, Cientifica e Ambiental", mas isso não tem ligação direta com o fato principal. Tínhamos a 1° das 6 aulas e depois nossa sala se preparava para a Mostra, nosso projeto era apresentar uma coreografia de Street dance. Minha prima tem vergonha quando se machuca pois se chama Maria, se ela sangra, todos a chamam de Bloody Mary.

Eu e meu amigo não gostamos de dançar, ficamos sozinhos na sala de aula e começamos a falar de coisas que nos dão medo. Falamos de várias lendas urbanas e então ele tocou no assunto: Bloody Mary. Eu não acreditava, até falar brincando, Bloody Mary 18 vezes (6 e 6 e 6 → 666). meu amigo estava com muito medo depois disso e eu ri dele. Depois jogamos stop até o fim do período.

Meu dia foi normal e monótono como sempre até a noite. Naquela noite eu tive um sonho nada comum, Bloody Mary, sonhei que eu estava andando em um táxi e a motorista era uma mulher loira que de alguma forma o banco onde ela sentava estava encharcado com sangue, e, o carro estava muito rápido, era uma estrada reta e parecia nunca terminar, eu, ao lado da Bloody Mary.

Eu tentava sair do carro mas não conseguia abrir a porta, então em um gesto desesperado empurrei o volante do táxi, que era segurado pela Bloody Mary, e ele rodou na pista, até entrarmos em uma outra estrada. Lá havia uma senhora com um carrinho de supermercado, e nele havia um adolescente dormindo enquanto atravessavam a estrada e foram atropelados, pela Bloody Mary. Então finalmente o carro parou e a porta abriu-se pela ordem de Bloody 
Mary, corri para ajudar, e eu conhecia seus rostos de algum lugar.

Acordei do pesadelo e vi que nada havia acontecido, "Ufa, foi só um sonho." falei comigo mesmo, achei estranho ter sonhado com a Bloody Mary. Logo depois de falar Bloody Mary. Mas eu não havia percebido que o verdadeiro pesadelo acabara de começar. Naquela manhã eu cheguei na escola, era como se eu não estivesse lá, não recebi nenhum olhar, nem mesmo da marta (a auxiliar que fica observando os alunos no portão de entrada). Me aproximei de um colega para cumprimentá-lo e fui ignorado  Ocorreu do mesmo jeito com todos.

Fiquei sem graça e segui meu dia sendo ignorado. Ao voltar do colégio, encontrei minha mãe chorando no capô do nosso velho carro, perguntei o que havia ocorrido e recebi a notícia de que minha tia havia morrido. Estava com medo de perguntar mais, porem, perguntei como ela morreu, minha mãe respondeu que minha tia havia sido atropelada por um táxi  e o acento do motorista (que havia abandonado o carro) estava encharcado de sangue, o exame de DNA provou que o sangue era compatível com o da minha tia, que era fisicamente impossível, pois existiam várias testemunhas que viram minha tia ser atropelada (o exame de corpo de delito não percebeu nenhuma marca ou corte por onde possa ter saído sangue e mesmo assim, era muito sangue, mais do que uma pessoa normal teria em todo o corpo)

Eu sabia que o que havia acontecido: Minha tia morreu pelas mãos da Bloody Mary, eu odiava Bloody Mary. Não era mera coincidência, fiquei apavorado e corri para o meu quarto. Na intenção de rever o sonho com a Bloody Mary, me deitei e dormi. Não tive o mesmo, mas sonhei que eu estava em um lugar deserto, não havia nada alem de mim e da mulher loira ensanguentada, Bloody Mary. Ela me dava um aviso, dizendo:

—Nunca mais diga meu nome em vão, ou será o próximo.

Como modo de me vingar, eu escrevi essa história, e tomei cuidado para que você que está lendo isso não perca um ente querido, não se você percebeu mas ao ler esse texto você pronunciou mentalmente ou pensou 18 vezes o nome Bloody Mary.

Escrita/Enviada por: Felipe Souza Guimarães 

14/08/2013

Creepypasta dos fãs: Música

Não, não vou sugerir músicas. Nem falar sobre alguma.

Tenho certeza que você já virou inúmeras vezes quando estava escutando música com o fone no ouvido, se perguntando quem te chamou. Fica em dúvidas se alguém realmente tenha te chamado, mas ambos sabemos que alguém o fez.

 Não sabemos ao certo quem (ou o que) são aquelas pessoas. Na verdade, não sabemos quase nada, ou nada de muito importante. No entanto, estamos cientes de uma coisa muito interessante.

 Sabe por que chamam o seu nome?

 Por que estão te chamando para um lugar muito especial. Um lugar que só pode ser alcançado quando você escuta o seu nome. Um lugar que é totalmente livre. Mas essa liberdade tem seu preço. Esse preço é, em comparação aos ganhos, um prejuízo gigantesco, mas vamos ao que interessa. Cada pessoa tem o que chamamos de "Cobrador". Esse cobrador é quem chama seu nome, ele adquire a voz que está mais fresca na sua cabeça (as vezes nem você mesmo conhece, ou não consegue se lembrar).

 Eles têm a missão de te levar para o tal lugar. Nunca fale o seu nome alto quando achar que tem um deles tentando te atrair, nunca caia em qualquer conversa enrolada que eles tentarem te passar. Farão isso através da música e quando menos perceber, estará longe e será tarde para voltar.

Agora imagine um pouco... Que lugar tão bom pode ser esse?

Esse lugar incrível não tem nome, você lhe dá um nome, afinal, ficará perdido lá para sempre. Só o que temos é um relato de um amigo que conseguiu fugir antes que lhe enganassem, assim como enganariam você. Só nos disse que era um lugar vazio, mas que lhe dava certa alegria, até desaparecer. Jamais pense nesse lugar, jamais procure um cobrador. Ele virá com o maior prazer e te jogará nos mais profundos pesadelos.

 Dizem que cada cobrador tem a forma que seu "receptor" mais ama. Por isso muitos são enganados, achando que vão para um lugar melhor nas mãos de quem ama. Tome cuidado, existem alguns cobradores que parecem bons, mas não se deixe enganar. Quanto ao preço, quer mesmo saber?

Apresente-se e lhe mostro o que há de tão ruim! 

Escrito/Enviado por: Pedro Domingues

Creepypasta dos Fãs: A evocação da Morte

A EVOCAÇÃO DA MORTE

Ali estava eu, com um copo de uísque na mão, um charuto acesso sob a mesa, virado tristemente para a parede com um fogo de lareira fraco sob minha frente e atrás de mim inúmeros símbolos mágicos de invocação gravados a sangue no chão, invocação de um ser poderoso a qual eu achei que não conseguiria invocar mesmo com tantos anos de estudo das artes negras, mas de repente o fogo pareceu diminuir a velocidade do crepitar ate finalmente parar, como se tivesse congelado. O ambiente se esfriou abruptamente e eu ouvi o ultimo “tec” do relógio ao meu lado, o pendulo parar inclinado, não só pendulo, o tempo havia parado; então tétrica luz apareceu sob minhas costas e logo desapareceu, senti a presença de algo atrás de mim, algo antigo, poderoso e indiscutivelmente sábio. Esforcei-me a fim de conter meus sentimentos, um misto de poder e medo e falei com minha voz baixa de ancião tentando manter a calma: “olá espectro, então você veio.... Não imaginaria que teria poder de invocar um de vocês, um espectro da morte, o ser mais poderosos de todos os mundos, fico feliz em saber que minhas habilidades de mago foram uteis ate este momento”.

O espectro flutuou num movimento totalmente silencioso, saiu das minhas costas e foi se postar em minha frente. Deste jeito eu poderia vê-lo: era alto, cerca de 2 metros, semitransparente, sua capa em farrapos não tocava o chão, e ele era apenas isto, uma capa, sem nada dentro a qual eu pudesse ver; dentro do capuz apenas a escuridão de um abismo infinito, e por onde ele se movia deixava sombras, uma sombra viva e sutil emanava dele e recobria todo o cômodo. Tinha em sua posse uma ampulheta de ossos preenchida por uma areia negra que não cessava em cair. Colocou-a na mesinha de centro, ao lado da garrafa e do cinzeiro,  na outra mão, apoiada no ombro existia uma enorme foice, um foice quase material, conseguia ver meu reflexo de velho decrépito nela. O espectro pegou a garrafa, me fitou com o capuz vazio e perguntou na voz mais gélida e gutural que podia imaginar, parecia ser a voz da caverna mais profunda do inferno, tinha um tom amigável. Ele disse: “ Bem, você irá entender minha língua, embora não seja o português que você esteja habituado. Esta é a língua da morte, e é entendida por todos os seres vivos. Esta garrafa, posso beber?".

Fui pego de surpresa, esperava tudo menos isto. Um espectro da morte, um ser tão antigo quanto o que há de mais antigo, estava ali me pedindo bebida calmamente, como um velho amigo sem qualquer formalidade ou superioridade. Depois de me recompor olhei e assenti com a cabeça, o ser olhou para mim e pegou a garrafa, sentou-se ao meu lado numa poltrona feita pelas sombras que dele emanavam, derramou o liquido dentro da eterna noite do capuz e se virou para mim e novamente se ouviu o som de sua voz: “Não, desculpe-me desaponta-lo, mas não, você fez muito em sua vida para conseguir o poder que tem hoje, mas não tem noção de quem eu sou, ou melhor, do que eu sou. Sua mente simples não conseguiria processar tamanha informação, você não conseguiu me invocar, nenhum humano tem tanto poder, não é obvio, criança?".

Meus nervos tremeram, tentei me mexer, pegar o charuto, mas não conseguiu, a voz sussurrou bem próxima aos ouvidos: “Oh, perdoe-me a força do habito. Muitos tentam fugir e eu não gosto de bagunça... Você não tentará correr não é, minha criança? Claro que não... Tente agora”. Estendi minha mão ao cinzeiro, para minha surpresa conseguiu. Eu começava a entender a situação. Sem tirar os olhos da brasa fria e congelada, do charuto agora inútil, perguntei: “Bem, se eu não consegui lhe evocar, e você esta aqui ao meu lado, isto quer dizer que...”, não conseguiu terminar a frase, mas o que queria dizer era obvio. Sentia-me realmente uma criança ao lado dele.

O espectro colocou a garrafa congelada no chão, se virou para mim e depois se para o fogo com as chamas paradas, incapaz de produzir calor e novamente ouvi a voz, impassível, calma, como se o meu desespero já não fosse percebível, “Sabe Wellington, magia é uma coisa que se usa energia vital para dar certo, e quando se usa o constante o poder da magia se envelhece rápido. Convenhamos, você foi um homem ousado, tudo era pouco para você, e este seu ultimo projeto, me invocar... Sou maior que você pensa, bem, você precisaria de trinta vezes mais energia vital do que dispunha. Então de qualquer forma eu vim fazer o que eu faço dês de que existe vida. Se pretendes pergunta se você morreu, a resposta é não. Ainda não. Isto sou eu quem decido e estou disposto a responder algumas perguntas, as ultimas que você fará.”

Aquele ser sabia da minha vida? Sabia meu nome? Eu realmente não previa isto, aquilo era poderosos de mais, e se portava como se fosse a coisa mais normal que pudesse conceber. Aquilo era medonho, constrangedor até.... Não sabia o que fazer, então me resignei a fazer mais uma pergunta para aquele ser que escurecia e gelava cada vez mais o ambiente.
“Como você sabe de minha vida? Quem lhe disse meu nome? Você esta me seguindo dês de quando, espectro?"

“Dês de quando eu lhe sigo? Dês de seu nascimento lhe sou uma sombra, o seu e de todos aqueles que conheceu. Conheço e sigo todos que vivem ou viveram neste mundo e nos outros, acompanho você dês de antes de sua concepção. Sou o frio na espinha que você aprendeu a ignorar, sou aquele que cria e tira a vida, aquele que todo ser vivente este fadado a encontrar.”

O medo já tomava conta de minha alma, pois era claro que a cada segundo o espectro parecia maior e mais poderoso, suas sombras já enchiam o quarto e sua aura me causava um medo alucinógeno, que eu fazia um esforço insano para permanecer justamente com minha sanidade. Perguntei por instinto uma pergunta que esperava um resposta negativa: “Ohh, por mil demônios, quem é você? Você é Deus?”

E para minha intensa surpresa em resposta ouvi uma risada baixa e fria como o gelo sair daquela criatura que olhou para cima e para o lado e se calou, mas depois novamente voltei a ouvir a maldita voz que respondeu: “Sim, sou Deus. Pelo menos o único Deus que te escutou durante esta sua breve existência, e também o único que te respondeu”.

Agora olhei pelo cômodo, a janela estava quase perdida entre as sombras, mas lá estava ela. Eu conseguiria correr e saltar sobre ela, estava velho mas aguentaria fazê-lo. É isto, fugirei da morte e usarei minha magia para deixa-la longe de mim.  Foi o que eu fiz, e o espectro ficou indiferente, sequer tentou me impedir mas quando saltei pela janela eu cai dentro do mesmo cômodo. Eu via o mundo todo do outro lado, mas quando pulava por ele caia novamente no cômodo onde eu estava e no outro lado estava a liberdade, sempre do outro lado da janela, o espetro olhava impassível, me lembrei da porta, me arrastei em direção a ela e a abri, quando olhei por ela dava novamente para o cômodo logo atrás de mim, eu esta preso dentro do cômodo, não iria conseguir sair, o desespero tomava conta de meu rosto, que agora escorriam lagrimas cruéis de medo profundo. Cai prostrado no chão. A voz me perguntou impassível: “Acabou o show? Achou mesmo que seria tão fácil fugir de mim? Fugir da morte.... não é o primeiro que tenta e se tratando de você esperaria técnicas mais eficientes do que pular uma janela.”

Virei para aquele ser flutuante agora a dois passos de mim e gritei em fúria, meus olhos saltados, boca espumante, meu coração doía, uma dor que nunca sentira antes, enquanto minha sanidade se esvaia como fumaça virei e gritei: “Você não é Deus algum, e o Demônio, o próprio inferno".

Senti aquele ser me fitando com uma odiosa indiferença, como um adolescente que olha seu brinquedo de criança, o ser falou novamente: “Acertou novamente. Sou o demônio, sou Deus, sou a vida, sou a morte, o sim e o não, sou o paraíso e o inferno também,  mas lembra-se daquela ampulheta, o que você acha de olhar para ela?”

Eu nem sequer me lembrava da maldita ampulheta, mas quando a morte falou dela, meu pescoço se virou contra minha vontade para a direção da mesma, e lá estava ela com um ultimo grão caindo... E a dor no coração não parava, era isto morreria de parada cardíaca, olhei para o espectro gigantesco agora, e com um poder imensurável, olhei para ele e fiz uma ultima pergunta: “E agora, para onde vou?”

E então ouvi novamente o barulho do crepitar das chamas, do relógio, de uma garrafa se quebrando o tempo continuara seu ritmo e enquanto o ser que tentei evocar a fim de ser meu escravo descia a foice que acabaria com minha gloriosa vida de feiticeiro disse-me a ultima resposta que ouviria na vida:  “Para lugar algum, você está morto, criança, e assim ficará para todo o sempre”.

Escrito/Enviado por: Tarso Ciolete

Creepypasta dos Fãs: Canal 120

Tudo começou quando eu estava no meu trabalho, em uma semana muito tranquila, sem muito o que fazer onde eu poderia ficar pensando sobre a vida sem me preocupar. Então um dia, decidi ligar a TV e comecei a zapear pelos canais, mas não tinha nada de bom para assistir. 

Tamanha era a solidão e o tédio que eu comecei a passar pelos canais que não existem, pois a TV aqui pega 50 canais do 1 ao 50 e a televisão vai até o canal 120 onde os outros canais transmitiam nada mais que estática ou tela azul. Comecei a digitar do 51 em diante, digitando cada número pois estes canais não são gravados para passar automaticamente. 

Fui passando até que cheguei no 120, nada acontecera até lá, tentava digitar 121 mas não mudava de canal; permanecia sempre no 120. Decidi que o tempo passaria mais rápido se ficasse ali que nem um bobo, tentando mudar, 122, 123... assim foi até o 199, mas o canal sempre permanecia no 120. Aí as coisas começaram a ficar estranhas: tentei mudar para o canal 08 (que na minha televisão é o canal da Globo), mas estava com estática. Foi ai que me dei conta de que ainda estava no canal 120.

 Um pouco assustado, tentei mudar para outros canais, record, SBT... Mas nada adiantou, continuava no 120. Uma coisa começou a chamar minha atenção; cada vez que eu tentava mudar de canal retornaria ao 120 com uma leve diminuição na estática. Meu medo foi tomado pela curiosidade que logo se transformou em medo novamente quando a imagem começou a ficar mais nítida. Ainda estava com muita estática mas dava pra ter uma ideia do que era, parecia ser uma foto antiga em preto e branco de um homem e seu cachorro, a expressão do homem estava tenebrosa e parecia ser um homem muito violento, e as órbitas do cachorro estavam totalmente negros, dando a impressão que ele estava sem os olhos.


 Fiquei aterrorizado. Atrás deles encontrava-se uma floresta,ao lado dos dois um poço, e na outra extremidade da foto o canto de uma casa de madeira bem antiga, a data da imagem era 1969. Continuei tentando mudar de canal até que a imagem ficou completamente sem estática. Foi quando algo muito estranho aconteceu: o numero do canal mudou para 3 pontos de interrogação virados de cabeça pra baixo, no poço apareceu escrito em vermelho a palavra “fuja” e apareceu o botão “play” no meio da tela. 

Fiquei muito horrorizado e amedrontado com a situação e tentei apertar o botão de desligar a televisão, mas ao invés disso, o play foi acionado e começou algo realmente perturbador: Um vídeo em preto e branco do homem e seu cachorro dentro de uma casa em um lugar que parecia ser uma sala, quase como uma lavandeira pequena. O homem tinha uma expressão  muito triste, estava realmente melancólico. O terror iniciou quando ele começou a perseguir o cachorro que ficou com muito medo e tentava fugir, mas não tinha como sair dali. Então logo foi pego e começou a tortura, as cenas eram perturbadoras. Ele pegou as duas patas dianteiras do cachorro, uma com cada mão e começou a afastá-las com força até quebrar as patas; dava pra ouvir muito bem o “choro” agonizante do cão, desesperado. Enquanto isso dava pra ver as lágrimas desse homem caindo em cima do animal, como se ele não quisesse fazer aquilo, mas estava sendo forçado por alguém, o dono da câmera talvez.

Foram 5 minutos agonizantes de tortura e sofrimento.Foi arrancado todo o pelo do cachorro, junto com um pouco de pele com a ajuda de uma faca que estava muito mal afiada, e acabava engatando em algumas partes da pele do cachorro. Depois ele começou a decapitar o cachorro lentamente até matá-lo. Alguns flashes de luz piscaram então toda a tela foi tomada pela estática e, em seguida, apareceu a foto do rosto desse homem bem próximo a tela, com uma expressão assustadora, cheio de olheiras e com os olhos um pouco vermelhos, encarando dentro dos meus olhos, e a data, havia mudado para o dia em que isso tudo acontecia. 

Desde aquele dia até hoje, sempre que eu ligo a televisão sozinho lá esta ele me encarando, e cada vez com um olhar mais cruel e  irritado. Estou amaldiçoado com isso e esta me perturbando até em meus pesadelos.


Escrito/Enviado por: Thiago João Pereira

13/08/2013

Dia duro no trabalho

Normalmente, meu pai chegaria em casa depois de um dia duro trabalhando no matadouro local, fritaria um ovo e depois iria para a cama. Mas hoje ele estava algumas horas atrasado. Chegou em casa como de costume, usando seu traje de trabalho, um avental de couro com pingos de sangue e resíduos de seja lá em que ele andou passando a lâmina hoje. Não dei muita atenção quando ele apareceu na sala, eu só perguntei educadamente se ele queria que eu lhe preparasse o de sempre, mas ele apenas grunhiu e acendeu um cigarro. Alguma coisa não estava normal em suas atitudes, mas tomei isso como resultado de um dia cansativo no matadouro.

“Então… quer o ovo ou não?”.

“Não, deixa comigo,” ele respondeu um pouco rouco e foi para a cozinha.

Alguns minutos depois ele me chamou. “Eu queria conversar com você.”

Sentei ao lado dele. A lâmpada estava fraca e eu mal podia distinguir seu rosto através de toda aquela fumaça de cigarro e da touca que era de uso obrigatório para todos os funcionários.

“Tenho uma notícia ruim.” ele disse.

“O que?”

“Houve um acidente hoje no matadouro e eu posso não ser mais bem vindo por lá.”

“Você foi demitido?”

“Quase isso, de qualquer forma, parece que o ovo já está pronto... pode por ele em um prato para mim?”

“Claro.” Fui para a cozinha e estava prestes a por o ovo em um prato quando o telefone tocou.

“Alô?”

“Filho! Não abra a porta pra ninguém, ele ficou louco e matou todo mundo! Eu corri para os fundos bem na hora, por favor, tenha cuidado.”

A chamada caiu depois que o homem de avental arrancou o fio da minha mão. O brilho maníaco em seu olhar foi a última coisa que eu vi antes dele enfiar uma faca em meu peito.

12/08/2013

Rotina noturna

Não olhe no espelho.

Você sabe o que acontece. Olham no espelho e sempre encontram algo bem atrás deles. Apenas olhe pra baixo e feche a torneira. Ache a toalha. Não, seja lá o que foi que você sentiu, com certeza não está aqui. Deixe a toalha pra lá, você não precisa secar as maõs mesmo, você está indo dormir. Mantenha a cabeça abaixada, mantenha seu cabelo caído por cima de seu rosto como se fosse um visor, olhe para seus pés quando virar-se. Agora abra a porta, não olhe o corredor, com certeza estará aqui esperando por você, apenas olhe para baixo, aja como se estivesse apenas um pouco acordado, quem sabe você conseguirar enganá-lo. Vire-se para a esquerda e vá sempre em frente, não olhe nos corredores à esquerda ou à direira que aparecem enquanto você se aproxima da porta, nem mesmo sacie a curiosidade de sua visão periférica, apenas vá pro seu quarto. Vá ao seu computador e desligue o monitor, você sabe onde está o botão, não olhe o que está na tela, voce sabe que seja lá o que for, não foi isso que você deixou aí quando saiu. Apenas aperte o botão, uns 5 segundos devem bastar. Agora vire-se e ande até seu aparador como sempre fez. Não, não olhe para os pés dele, olhe para os seus, continue olhando pra baixo e andando. Não ande muito devagar, nem muito rápido. Tire sua camisa. Não demore uma eternidade para tirá-la, faça o mais rápido possível, a mesma coisa com suas calças. Com calma, não se atrapalhe. Abra a gaveta e coloque suas roupas aí, quem liga se essa gaveta é só para camisetas? Não olhe para o que pode haver ali, apenas feche-a. Uma parte de sua camiseta ficou do lado de fora, abra a gaveta, empurre a camiseta para dentro, feche a gaveta. Ok, agora vire-se novamente, olhando para baixo. Não chegue muito perto da borda da sua cama, não deixe o que está embaixo dela agarrar seus tornozelos, apenas deite-se. Agora, arrume os travesseiros e deite-se de costas para a parede, mantenha seus olhos fechados, ignore a parede extremamente fria. Agarre seus cobertores com força, talvez ele tente tirá-los de você. Mantenha seus olhos fechados.

Não dê ouvidos a ele.

Mantenha seus olhos fechados. Vá dormir.

10/08/2013

ANUNCIOS IMPORTANTES DO CANAL (CREEPY VIDEOS, LET`S PLAYS E PROJETOS)!

Boa madrugada, Creepers!

Fiquem ai com o mais novo vídeo de nosso canal, onde fazemos alguns anúncios importantes sobre o mesmo (quem curte e acompanha nossos Creepy Videos, seria legal se assistisse, pois também falamos sobre eles).

Caso não esteja interessado em assistir, é só descer a barra de rolagem e ler as Creepys que eu traduzi logo abaixo pra vocês ;)

Abração & Keep Creepying!

A piada mortal

Era uma noite fria no final de Março. Um homem estava sentado rezando na frente da sala de parto. "Por favor, Deus, salve a minha esposa e filho." A esposa do homem estava fazendo uma cesariana. Ela sempre foi fisicamente frágil, e não sabia se poderia sobreviver a operação.

Durante toda a madrugada, o homem continuou a orar por sua esposa e bebê.

Depois do que pareceu uma eternidade, a porta da sala de parto se abriu. O médico apareceu na porta, dizendo: "Foi uma operação muito complexa, mas tanto sua esposa quanto seu filho sobreviveram. Parabéns!"

O homem, chorando de alegria, correu para a sala de parto.

No entanto, o que ele viu lá dentro era sua esposa morta em uma poça de sangue na mesa de operação, e seu filho caído morto no chão.

"Primeiro de Abril!" gritou o médico atrás dele.

08/08/2013

Glitches Macabros #03 - Grand Theft Auto: San Andreas (Os Carros-Fantasmas da Floresta)



 O jogo Grand Theft Auto: San Andreas é especialmente conhecida pelas suas lendas urbanas e ocorrências estranhas, o que faz sentido quando você considera o quão enorme é o mapa do jogo. Existem tantos mitos sobre coisas que você pode encontrar no jogo que as pessoas ainda discutem sobre ele mesmo sete anos depois seu lancamento. Mas entre todas as histórias sobre ovnis, assassinos e fantasmas, existe uma lenda que é comprovadamente verdadeira: Os Carros-Fantasma .

Se você se aventurar pelo campo montanhoso proximo ao Mount Chilard, bem longe da cidade, você ira encontrar algo inevitavel: carros completamente destruidos e sem motoristas trafegando dentro da floresta.


Às vezes, eles o perseguem, como se estivessem possuídos pelos espíritos dos motoristas que morrem la dentro.


Este “glitch” ocorre devido ao fato do jogo gerar carros somente na área onde o jogador se encontra, e quando você está em áreas montanhosas do mapa, alguns carros irao aparecer no topo de colinas e desce-las, como se estivessem trafegando normalmente, ate eventualmente pararem ou baterem em algo (cuidado, pois pode ser que ele bata em voce).


Fonte: Cracked.com

A Verdade

Ainda me lembro daquele dia. Sinto como se fosse há muito tempo, embora não possa ter sido mais do que alguns meses. O dia em que pus os olhos pela primeira vez naquele maldito livro.

Havia uma tempestade naquela noite, e uma muito forte. Eu estava sentado na sala de estar, saboreando uma xícara de café e assistindo a chuva cair lá fora enquanto um trovão rugia e o raio dividia o céu escuro. O fogo crepitava na lareira, espalhando seu calor pela sala. De repente, veio uma batida na porta da frente. Pensando em quem poderia me procurar em uma hora dessas, e com que propósito. Levantei lentamente da minha cadeira, andei para a porta da frente, e a abri. Um homem estava em pé do lado de fora. Não, homem não era a palavra certa para descrevê-lo, a coisa que estava em pé na minha frente. Ele tinha a forma de um homem, certamente, mas havia uma coisa... errada com ele. Algo inquietante. Ele tinha quase 2 metros, ou mais, vestido com uma longa túnica com capuz que cobria todo o seu rosto e projetava uma sombra que obscurecia todo o resto do seu corpo.

“Quem é você?” Perguntei nervoso. “O que quer de mim?”

Das dobras de sua túnica, ele retirou um pequeno livro, encadernado em couro preto com um tipo de escrita estranha na capa.

“Pegue isso e descubra a verdade,” ele disse, antes de se virar e sair andando calmamente. Fechei a porta, trêmulo. Eu não sabia por que, mas o ‘homem’ estranho me deixou nervoso. Baixando os olhos para o livro, me encontrei com um desejo inexplicável de lê-lo, então o levei para o meu escritório e o pus na escrivaninha.

Sob uma boa inspeção, o livro parecia extremamente velho e usado, como se fosse se desmanchar a qualquer momento. A escrita era claramente algum tipo de linguagem antiga, não era como nada que eu já tivesse visto. Gastei toda a minha vida estudando esse tipo de coisa, mas a escrita era completamente inédita para mim, quase como se fosse de outro mundo. A coisa realmente estranha nesse livro era como ele me fazia sentir. Apenas olhar para ele induzia um grande desejo de lê-lo, e ao mesmo tempo uma vontade de fugir, de se afastar dele o máximo que eu pudesse. Parecia sobrenatural, como se houvesse algo extremamente perturbador com sua presença, e também bastante intrigante. Como um estudante, me senti com o dever de desvendar os mistérios desse livro, então levei um momento para me recompor antes de sentar e abri-lo.

A primeira página continha a mesma escrita da capa, mas enquanto eu olhava, a coisa mais extraordinária aconteceu: a escrita estranha se rearranjou para o meu idioma, bem em frente aos meus olhos! Mostrava o título do livro, que simplesmente era ‘A Verdade’. Perdi todo o meu controle – eu tinha que saber o que estava escrito no livro! Virei a página, e até hoje ainda me arrependo da minha decisão.

No momento em que pus os olhos na segunda página, sabia que algo estava errado. Ouvi sussurros estranhos, incompreensíveis, que pareciam ser emanados das várias páginas do livro, e senti um grande arrepio quando ouvi as vozes. Encontrei-me incapaz de virar os olhos, incapaz de parar de ler. Por horas eu li contra minha vontade, o livro que descrevia coisas terríveis em detalhes tão vívidos que me deixavam psicologicamente perturbado. Falava de monstros antigos, dos horrores e seres além dos mais terríveis pesadelos, de aberrações da natureza extreamamente terríveis para se falar. A cada palavra lida, os sussurros aumentavam, e no fim tinham se tornado um conjunto de gritos ensurdecedores em uma linguagem que eu não poderia compreender.

Finalmente cheguei ao capítulo final, e as vozes silenciaram-se de repente. Eu ainda não poderia parar de ler. Esse capítulo final provava ser o pior, descritos para mim nos piores detalhes, o destino daqueles que liam o livro, e do demônio antigo que guardava suas páginas. Eu mesmo não desejo contar tais horrores. Isso iria apenas mexer com a sua sanidade e adiantar a minha inevitável morte, como se ela já não tivesse tão perto. Basta dizer que sou atormentado todas as noites pelos piores pesadelos que uma mente mortal pode produzir. Posso estar seguro agora, mas em minha morte o guardião do livro irá clamar por minha alma como sua propriedade por todo o sempre.

Claro que, o livro proporcionou um resultado positivo: Agora eu sei a verdade. Eu entendo a natureza da existência, as leis que governam a realidade. Com esse novo conhecimento, descobri uma maneira de salvar a minha alma.

Vocês devem estar se perguntando por que estou postando isso na internet ao invés de estar entregando o livro para alguém esperando que leiam. Realmente simples. Eu já sei que isso vai funcionar. Eu sei que alguém, em algum lugar, vai ler isso e desejar a verdade para si. Eu sei que essa pessoa vai me procurar, e vai aceitar alegremente o livro. Eu também sei o destino dessa pessoa, mas não vou revelar para vocês. Afinal de contas, você vai descobrir sozinho em breve.

Estarei esperando.

06/08/2013

What Happened to Agent Small?

Vocês lembram da Karvina Corporation, empresa responsável pelo jogo Killswitch? Eis aqui mais um jogo supostamente produzido e lançado por essa desenvolvedora

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Em 1984, uma pequena companhia tcheca foi criada, recebendo o nome da cidade em que um número incerto (porém significante) de seus fundadores haviam nascido: Karvina. Um ano depois, eles lançaram seu primeiro jogo, distribuído por distribuidores do ocidente através de um incrivelmente complexo processo, uma vez que o comércio transfronteiriço, por viagens ou trocas, não era nada fácil naquele tempo. Durante sua existência, Karvina contrabandeou todos seus produtos para fora da cidade carvoeira que servia como sua base, passando os jogos de mão em mão, envelope em envelope, em trens e através de mensageiros com óculos escuros e alfinetes de lapela com uma imagem de um diamante vermelho, tudo em um sistema quase tão secreto quanto a espionagem do governo."What Happened to Agent Small?" foi uma espantosa narrativa de imagens complexas e surreais, e foi quase um completo fiasco. Apesar de ter uma ótima reputação com uns poucos e duvidosos entusiastas, foi ofuscado na época por conta dos outros sucessos da Karvina: Gargantua, Guest at the Table of Heaven, e, é claro, Killswitch.

O jogo possuía o clássico cenário de um jogo de espionagem: Agente Small desapareceu, e Agente Thin, um personagem misterioso de chapéu preto e calças amarelas, vai até um país estranho chamado Assumption em busca de seu colega. Sua arma é um baralho de cartas vermelhas: cada carta se transformava temporariamente em uma arma - o três de copas é uma pequena pistola vermelha, o valete de espadas, uma besta, etc. Cada uma dessas armas desaparece após um pequeno período de tempo. Apenas 52 armas estão disponíveis durante todo o jogo, e se forem usadas cedo demais, você deixa Thin sem ajuda por muito tempo até que ele chege ao fim. Ele é perseguido pelos agentes inimigos Thomas A. Wilson e Thomas F. Wilson (aparentemente não há nenhum erro de tradução, esses eram nomes americanos mesmo), amantes desesperadamente fiéis, famosos por terem cortado a garganta do presidente de Assumption com a ponta de uma folha de palmeira tirada de uma empresa de topiária.

O objetivo do jogo era obter três diamantes vermelho-escarlate antes que os Wilson conseguissem - as jóias eram necessárias para uma máquina criada por Agente Mire, o principal antagonista, a quem foi solicitada a criação de um pequeno sol preso à Terra que faria com que as necessidades de carvão do mundo crescessem, e destruindo diversas cidades no processo. Agente Small estava nessa mesma missão quando ela desapareceu. Apesar do enredo interessante, os diamantes nunca aparecem no fim das fases, mais ou menos como a princesa Peach nos jogos da série Mario Bros. Agente Thin abre cofre após cofre para encontrá-los vazios, abre porta após porta para encontrar teias de aranha e sombras. Nenhuma mensagem amigável encorajando o jogador.

Metade de todo o jogo se passa no Castelo Hereupon, um labirinto extremamente complicado no qual Agente Thin se vê constantemente perdido, agredido e torturado. Em diversos pontos ele é morto - não há meio de impedir isso - e ressucita no porão do castelo, no começo por um servo triste e desamparado, e depois por suas encarnações anteriores. Até que ele alcance Agente Mire, nenhum jogador (nem mesmo os melhores) conseguiu ressucitar menos que três vezes.

A batalha final consiste de um tiro de sniper (o rei de paus se torna um rifle) no Agente Mire enquanto ele está sentado em uma ampla mesa redigindo sua auto biografia, algo um tanto anti-climático considerando todo o jogo, e o resgate da Agente Small, que estava presa em um armário de remédios com seu rosto prensado no vidro. Quando você finalmente a liberta, ela lentamente abre sua boca e mostra os três diamantes vermelhos embutidos em sua mandíbula no lugar de três dos seus dentes.

O jogo tem um grande conteúdo sexual considerada sua era, os Wilson sendo, certamente, o primeiro casal publicamente assumido homossexual na história dos videogames, e a longa história de Thin e Small é contada através de diversas cutscenes enquanto eles deixam o castelo. Aparentemente casados e divorciados duas vezes, o casal condenado anda através dos sedimentos do castelo, que são repletos de carvão e máquinas, voltando para seu mundo e seus empregadores apenas um pouco melhor do que quando começaram.

Muita especulação foi feita a partir do fato de que é uma reencarnação, e não o verdadeiro Thin, que deixa o castelo com sua parceira Nenhum comentário pode ser feito, já que Karvina, no começo, pode ou não ter previsto o futuro esplendor do jogo, pode ou não ter apresentado uma desagradável e infinita procissão de sprites e sprites, pode ou não ter colocado algum significado em tudo isso, e especular sobre tudo isso apenas mostra uma mente insana.

O jogo, em qualquer avaliação, foi uma terrível catástrofe para a recém-nascida corporação. É surpreendente que eles tenham conseguido se recuperar. Registros mostram que um total de setenta e duas cópias foram vendidas, e dessas, sessenta e uma são agora parte dos arquivos. O jogo estava muito abaixo dos padrões da Karvina e está abaixo do interesse de qualquer jogador legítimo. Foi recomendado por diversos jogadores de alto nível que todos deixem esse jogo apodrecer. Sua popularidade oculta é totalmente falsa, e pede para ser condenada.

05/08/2013

Aplicativo (creepypuzzle)



Olá pessoal, ai vai uma creepy um pouco diferente das outras, ela tem um pequeno erro.  Vamos ver se vocês conseguem descobrir o que tem de errado nessa creepypasta, observem todos os detalhes, o erro pode não ser o que vocês imaginam. Trago a resposta em três dias.
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Novembro 15, 2009. Um garotinho qualquer brinca com o celular de seu pai. O celular possui os seguintes apps: Safari, Angry Birds, App Store, e um desconhecido. O garotinho acessa o aplicativo desconhecido. Ele não foi visto durante todo o dia seguinte, e com certeza ele não estava brincando de esconde-esconde.

Novembro 17, 2009. O garoto aparece morto. Um policial investiga o celular e encontra o aplicativo desconhecido, e também desaparece no dia seguinte, aparecendo morto um dia depois.

Janeiro 1, 2010. O aplicativo desconhecido desaparece do celular e reaparece no celular de outras duas pessoas. Um já sabia sobre o estranho caso e apagou o aplicativo, o outro não sabia e o acessou. Os dois tiveram o mesmo destino das outras vítimas.

Março 19, 2010. 784,874 pessoas morreram. Em todos os casos, supõe-se que a causa da morte foi o aplicativo desconhecido, no entanto, ninguém consegue provar. As pessoas simplesmente dizem que foi o aplicativo.