O dia de hoje não está sendo tão bom até agora. Cheguei atrasada no
trabalho, levei uma bronca do meu chefe — lá se vai minha chance de
ganhar o tão sonhado aumento —, e ainda tive uma surpresa
“agradabilíssima” ao chegar em casa à noite: ocorreu uma queda de
energia em minha rua. De acordo com a central de atendimento da
companhia elétrica, tudo estaria normalizado na tarde do dia seguinte.
Vou
falar um pouco sobre mim. Eu me chamo Caroline, tenho 24 anos. Tomei a
infeliz decisão de sair da casa dos meus pais para morar sozinha quando
eu tinha 21 anos.
Mal sabia eu que aquela seria a maior merda que eu
faria em toda a minha vida... Bem, continuando a falar sobre hoje. Eu
estava com um puta mau-humor, sentindo dores horríveis em meu abdômen.
Além disso, eu precisei me virar para sobreviver com apenas três velas e
uma lanterna. Como de costume, eu não havia lembrado que as velas
estavam acabando até precisar delas. Fui dormir às 22 horas da noite, em
uma escuridão imensa. Meu abdômen ainda doía, e eu tinha de aguentar
isso até sei lá quando. Pelo menos é sexta-feira...
Acordei no
meio da noite, então peguei meu celular e liguei-o. A luz que ele emitia
não era tão forte, mas ao encarar aquela tela iluminada logo me bateu
uma vertigem. O relógio do meu celular dizia que ainda eram três e meia
da manhã. Peguei minha lanterna, que estava em cima do criado-mudo,
liguei-a, levantei da cama e dirigi-me até a cozinha. Eu estava com uma
sede imensa... Talvez eu tenha me esquecido de beber água antes de
dormir. Ao chegar à cozinha, peguei um copo, coloquei a lanterna ligada
em cima do balcão, e então peguei a jarra de água na geladeira. Quando
terminei de bebê-la, senti a mesma tontura de antes e deixei o copo cair
no chão. No mesmo instante, a lanterna se apagou. Eu já imaginava que
isso aconteceria, comprei aquela lanterna em um camelô.
Como eu ainda
estava morrendo de sono, decidi que limparia aquela bagunça quando
amanhecesse. Tateei as paredes, até encontrar o armário, e com um pouco
de dificuldade, peguei a caixa de fósforos e acendi um, logo indo para
meu quarto e iluminando meu caminho com o maldito fósforo, que por pouco
não queimava minha mão. As dores em meu ventre estavam mais fortes, mas
nada que fosse insuportável. Voltei a dormir facilmente, mesmo que o
desconforto em meu abdômen tentasse me impedir.
Ao acordar
novamente, a energia elétrica já havia voltado e tudo estava normal.
Peguei meu notebook, coloquei-o para carregar, e em alguns minutos já
estava jogando ‘Blackout’ — meu jogo de terror favorito. Depois de um
tempo, lembrei que eu tinha de limpar a sujeira que eu havia feito na
cozinha, mas antes recolhi os cobertores para arrumar a cama, quando, de
repente, avistei algumas manchas razoavelmente grandes de cor vermelha
no colchão e nos cobertores. Aproximei-me para analisa-las melhor e
descobri que era... Sangue! Fiquei espantada, mas sem razão, pois aquilo
já havia me acontecido várias vezes. Escondi meu rosto em minhas mãos,
envergonhada.
“Puta merda”, pensei. “Esqueci de comprar absorvente de novo...”
Autor: Drew Jackson
13/08/2014
Creepypasta dos Fãs: Novo Lar
19/05/2003
Oi, eu sou Deny, este é meu diário. Cheguei em uma nova cidade, Bitinwood. Não sou muito chegado à essa cidade, já que não está em nenhum mapa, e todos os moradores são bem calados. Para quem veio de Seattle, uma cidade de interior é a pior coisa do mundo. Tudo bem, pelo menos não tem escolas aqui, então eu não vou estudar. Minha mãe está me chamando lá de baixo, até mais, diário.
20/05/2003
Meu cachorro está morto. Não sei como, mas ele foi encontrado no jardim, decapitado. Minha mãe amava ele. Era como uma parte da família. A única coisa que estava perto era um papel, escrito: "Bem vindos ao seu pesadelo final." Vou enterrá-lo no quintal, então, é isso.
21/05/2003
Acordei hoje com o barulho de um gemido, como alguém sentindo uma dor muito forte. Vinha do quarto de hóspedes. Decidi, então, averiguá-lo.
O que era aquilo? Meu pai, debruçado no chão, com uma faca encravada no pescoço, e minha mãe deitada, totalmente nua, com correntes que rasgavam sua pele, fazendo-a morrer. Não sei onde ir, pois a delegacia é daqui à 40 km. Eu nunca vou conseguir chegar lá à pé, e não sei dirigir.
22/05/2003
Socorro, não consigo falar com ninguém, estou sozinho em casa, nenhum dos vizinhos abre a porta. Que raiva, não consigo dormir. Merda!
....
Eu acabei de perceber uma coisa na placa da cidade: estava coberto por pano, a palavra inferno. Este é meu novo lar. Estou sozinho em casa, quer me visitar?
Autor: João Vitor Bino.
Oi, eu sou Deny, este é meu diário. Cheguei em uma nova cidade, Bitinwood. Não sou muito chegado à essa cidade, já que não está em nenhum mapa, e todos os moradores são bem calados. Para quem veio de Seattle, uma cidade de interior é a pior coisa do mundo. Tudo bem, pelo menos não tem escolas aqui, então eu não vou estudar. Minha mãe está me chamando lá de baixo, até mais, diário.
20/05/2003
Meu cachorro está morto. Não sei como, mas ele foi encontrado no jardim, decapitado. Minha mãe amava ele. Era como uma parte da família. A única coisa que estava perto era um papel, escrito: "Bem vindos ao seu pesadelo final." Vou enterrá-lo no quintal, então, é isso.
21/05/2003
Acordei hoje com o barulho de um gemido, como alguém sentindo uma dor muito forte. Vinha do quarto de hóspedes. Decidi, então, averiguá-lo.
O que era aquilo? Meu pai, debruçado no chão, com uma faca encravada no pescoço, e minha mãe deitada, totalmente nua, com correntes que rasgavam sua pele, fazendo-a morrer. Não sei onde ir, pois a delegacia é daqui à 40 km. Eu nunca vou conseguir chegar lá à pé, e não sei dirigir.
22/05/2003
Socorro, não consigo falar com ninguém, estou sozinho em casa, nenhum dos vizinhos abre a porta. Que raiva, não consigo dormir. Merda!
....
Eu acabei de perceber uma coisa na placa da cidade: estava coberto por pano, a palavra inferno. Este é meu novo lar. Estou sozinho em casa, quer me visitar?
Autor: João Vitor Bino.
Creepypasta dos Fãs: A Senhora Enganadora
Um dia, uma garotinha estava andando por aí, quando uma senhora aparece e a pergunta:
-Você gosta de doces?
Então a garotinha responde:
- Sim,eu gosto.
- Então entre dentro do carro, pois aqui tem vários doces.
- Por que aqui é tão escuro? - Pergunta a garotinha.
- Olha,logo eu a responderei,a brincadeira que irei lhe propor é assim,você vai poder sair,mas se eu te pegar,seu fim chega.
Quando de repente a garotinha começa a se distorcer, se transformando em um monstro horrível,então a senhora pergunta:
- Que diabos é você?!
Então ela responde:
- Sou todas as crianças que você assassinou.
Anos depois o corpo da senhora foi encontrado em uma casa abandonada, e diz que todos que se aventuraram por lá, nunca mais foram vistos.
Creepypasta dos Fãs: Consequência
Oi meu nome Marcos, tenho 31 anos e hoje sair da minha pena na prisão.
Venho contar não o que exatamente o que eu fiz, mas como entrei na prisão, há uns 9 anos atrás estava tendo problemas com meus pais não conseguia digamos “ter um momento feliz”, além na escola ser caçoado pelos meus colegas por ser um pouco fraco meu Pai me batia com intenção de eu ficar “forte” e minha mãe ao contrário de meu era uma louca bêbada e dizia se não me defendesse ela iria me bater, mas não tinha como era fraco então todo dia levava uma surra.
Bem vocês já devem ter percebido o que aconteceu, mas o modo que fiz foi um método um por um, cada mês matava uma pessoa apesar de não ser todo mundo que me caçoava acho que isso fico por 12 meses, bem quando matava as pessoas digamos “inimigos” fazia direito... fazia como nas séries de televisão que assistia escondido.
Como não tinha mais alguém para me livrar, vivi sozinho por 2 anos sem ninguém saber nem mesmo eu consegui acreditar, claro que arranjei um emprego meia-boca e também tenho sorte que não tenho parentes tão próximos, entretanto quando voltava de casa eu vi uma sombra na janela aquilo me apavoro sentia que a polícia tinha descobri do algo sobre os mortos mas uma voz na minha mente veio a dizer:” Você acha que pode escapar de sua pena garoto”.
Aquela voz não era humana era de várias pessoas, sabia já tinha ouvido aquelas vozes eram parecidas com os que tinha matado, comecei a correr sem rumo com apenas objetivo de ficar longe daquela casa, mas isso não evitou de ver aquela sombra a minha frente quando virei a esquina tinha um homem de 1,87cm de altura com sobretudo e uma máscara que tinha apenas sangue mas não uma face, fiquei olhando por 5 segundos até que ele me apontou disse:” Culpado”.
Cai no chão assustado e pisquei quando notei ele não estava mais lá, tirei a conclusão que estava com medo e exausto então fui direto pra casa, no caminho vi uma das minhas vizinhas me convidar pra um jantar não tinha como recusar, não queria levantar suspeita, então me convenci que aquilo poderia ser algo que me levaria a acabar com o stress, fui entrando pro recinto da vizinha, ela aparentava que tinha 26 anos boa face, então foi ai que me lembrei que ela tinha mudado com o marido.
Quando me assentei a mesa começou a ficar novamente diferente aquela voz horrível e o medo começou a retorna e quando olhei pros lados havia apenas aquele homem, ele gritou “Você não escapara de sua consequência eu seguirei você até o INFERNO”. Me levantei da cadeira e sair correndo pra fora daquela casa, quando abri a porta aquele maluco estava fora ele estava em todo lugar não sabia o que fazer ele pegou pela minha garganta e falou tão alto que parecia que meus ouvido que iam explodir. “Eu levarei seu corpo junto com seus pecados demônio humano”.
E gritei:” Eu não tive escolha, tinha que ser forte para matar”.
Após esse grito desesperado me lembro de ter acordado no hospital e tinha um detetive me explicando a situação, ele falou que estava na frente da minha casa no chão tendo hisparmos e dizendo os nomes das pessoas que tinha matado, queria muito desmentir mas acabei admitindo fiquei preso por 11 anos e durante esse tempo fiquei com alucinações com aquele homem sempre me dizendo que iria me matar e por causa disso acabei num manicômio.
Bem vocês já devem ter percebido o que aconteceu, mas o modo que fiz foi um método um por um, cada mês matava uma pessoa apesar de não ser todo mundo que me caçoava acho que isso fico por 12 meses, bem quando matava as pessoas digamos “inimigos” fazia direito... fazia como nas séries de televisão que assistia escondido.
Como não tinha mais alguém para me livrar, vivi sozinho por 2 anos sem ninguém saber nem mesmo eu consegui acreditar, claro que arranjei um emprego meia-boca e também tenho sorte que não tenho parentes tão próximos, entretanto quando voltava de casa eu vi uma sombra na janela aquilo me apavoro sentia que a polícia tinha descobri do algo sobre os mortos mas uma voz na minha mente veio a dizer:” Você acha que pode escapar de sua pena garoto”.
Aquela voz não era humana era de várias pessoas, sabia já tinha ouvido aquelas vozes eram parecidas com os que tinha matado, comecei a correr sem rumo com apenas objetivo de ficar longe daquela casa, mas isso não evitou de ver aquela sombra a minha frente quando virei a esquina tinha um homem de 1,87cm de altura com sobretudo e uma máscara que tinha apenas sangue mas não uma face, fiquei olhando por 5 segundos até que ele me apontou disse:” Culpado”.
Cai no chão assustado e pisquei quando notei ele não estava mais lá, tirei a conclusão que estava com medo e exausto então fui direto pra casa, no caminho vi uma das minhas vizinhas me convidar pra um jantar não tinha como recusar, não queria levantar suspeita, então me convenci que aquilo poderia ser algo que me levaria a acabar com o stress, fui entrando pro recinto da vizinha, ela aparentava que tinha 26 anos boa face, então foi ai que me lembrei que ela tinha mudado com o marido.
Quando me assentei a mesa começou a ficar novamente diferente aquela voz horrível e o medo começou a retorna e quando olhei pros lados havia apenas aquele homem, ele gritou “Você não escapara de sua consequência eu seguirei você até o INFERNO”. Me levantei da cadeira e sair correndo pra fora daquela casa, quando abri a porta aquele maluco estava fora ele estava em todo lugar não sabia o que fazer ele pegou pela minha garganta e falou tão alto que parecia que meus ouvido que iam explodir. “Eu levarei seu corpo junto com seus pecados demônio humano”.
E gritei:” Eu não tive escolha, tinha que ser forte para matar”.
Após esse grito desesperado me lembro de ter acordado no hospital e tinha um detetive me explicando a situação, ele falou que estava na frente da minha casa no chão tendo hisparmos e dizendo os nomes das pessoas que tinha matado, queria muito desmentir mas acabei admitindo fiquei preso por 11 anos e durante esse tempo fiquei com alucinações com aquele homem sempre me dizendo que iria me matar e por causa disso acabei num manicômio.
Autor: Pedro Silva
Creepypasta dos Fãs: Relato de um Amigo
Já era tarde, eu e minha sala da escola tínhamos ido a rede tv para gravar um programa chamado estação teen, todas as nossas coisas estavam em uma salinha perto do pátio, o problema é que estava escuro o prédio onde esta se localizava.
Minha escola sempre teve muitas histórias de assombração, mas eu não acreditava, pelo menos, não até aquele momento, no meu colégio tem cobras em um vidro perto da sala onde estavam nossas coisas, normalmente elas ficam dentro das suas respectivas casas, só que desta vez elas batiam as suas cabeças no vidro, e o papagaio ao lado delas em sua gaiola começou a se agitar, não liguei muito pois nunca estivera a noite lá, o que eu me importava é que meus amigos me esperavam no pátio, que ficava meio longe do prédio principal, eu olhei as cobras e o papagaio uma ultima vez antes de me virar, foi minha pior escolha já que no exato momento em que me virei, eu ouvi algo caindo pela escada, o que caía era uma das tartarugas de pedra, que quebrou com a queda, o problema é que depois de se partir, eu vi que havia sangue dentro dela, olhei para a porta de vidro querendo sair dali, muito assustado, quando me deparo com olhos muito arregalados e relativamente grandes me olhando com de certo modo que você percebia que havia algo rindo, a porta começou a abrir.
Este foi o relato de um amigo meu da escola, ele terminou me dizendo que o que quer que fosse aquilo, estava perseguindo-o, no outro dia ele se mudou de escola com medo, engraçado pois neste mesmo tempo que ele alegou estar acontecendo o caso dele, nós conversávamos com ele no pátio.
Autor: KiraEX
Minha escola sempre teve muitas histórias de assombração, mas eu não acreditava, pelo menos, não até aquele momento, no meu colégio tem cobras em um vidro perto da sala onde estavam nossas coisas, normalmente elas ficam dentro das suas respectivas casas, só que desta vez elas batiam as suas cabeças no vidro, e o papagaio ao lado delas em sua gaiola começou a se agitar, não liguei muito pois nunca estivera a noite lá, o que eu me importava é que meus amigos me esperavam no pátio, que ficava meio longe do prédio principal, eu olhei as cobras e o papagaio uma ultima vez antes de me virar, foi minha pior escolha já que no exato momento em que me virei, eu ouvi algo caindo pela escada, o que caía era uma das tartarugas de pedra, que quebrou com a queda, o problema é que depois de se partir, eu vi que havia sangue dentro dela, olhei para a porta de vidro querendo sair dali, muito assustado, quando me deparo com olhos muito arregalados e relativamente grandes me olhando com de certo modo que você percebia que havia algo rindo, a porta começou a abrir.
Este foi o relato de um amigo meu da escola, ele terminou me dizendo que o que quer que fosse aquilo, estava perseguindo-o, no outro dia ele se mudou de escola com medo, engraçado pois neste mesmo tempo que ele alegou estar acontecendo o caso dele, nós conversávamos com ele no pátio.
Autor: KiraEX
09/08/2014
Creepypasta dos Fãs: James Killer
Eu achei essa creepypasta na wikia. O autor "abandonou" essa creepypasta
e eu resolvi repostá-la na própria wikia com meu link. Alguns podem
pensar que é uma cópia do Jeff The Killer, mas não é. Essa história tem
um contexto muito diferente e intrigante.
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04 de janeiro de 2000.
Um grupo da Polícia Integrada Ucraniana (OPU) encontrou 18 cadáveres de crianças entre 8 e 14 anos, num balcão abandonado no bairro de Álamo, cidade de Krosgóvia, Ucrânia.
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04 de janeiro de 2000.
Um grupo da Polícia Integrada Ucraniana (OPU) encontrou 18 cadáveres de crianças entre 8 e 14 anos, num balcão abandonado no bairro de Álamo, cidade de Krosgóvia, Ucrânia.
Os cadáveres encontrados estavam mutilados e com sérias infecções nos órgãos genitais. Quase todas elas estavam mortas, menos uma.
Os cadáveres foram apreendidos para serem examinados, e de costume, fazer também uma autópsia de cada um deles. A menina que sobreviveu foi internada com sério risco de vida.
Nada se sabe do paradeiro do “Monstro de Krosgóvia”, como foi apelidado o maníaco que cometeu tais atrocidades.
A polícia está averiguando o caso incansavelmente. O que se sabe sobre as meninas é que são órfãs do orfanato Madre Josephina Mellamory, que fica perto do bairro onde ocorreu o crime.
O orfanato foi fechado, e o responsável pelo mesmo prestou depoimento na manhã de quinta-feira. No momento as autoridades nada tem declarado sobre o assunto. Mas o chefe da polícia do distrito de Krosgóvia deu uma declaração afirmando que: “A caçada ao maníaco é a prioridade no momento, e que o sujeito, seja lá quem for, vai pagar pelo dano que causou á essas crianças”.
Hospital Santa Katarina, 06 de janeiro de 2000.
O detetive da OPU Dr. Marco Santrini foi visitar a menina que sobreviveu ao cárcere do maníaco.
Marco
caminhava no corredor da ala dos pacientes com estado grave de saúde.
Chegando no apartamento 21, Marco viu uma enfermeira examinando a
criança. Ela anotou algumas coisas numa ficha e logo saiu.
Marco, que estava na porta do apartamento parou a enfermeira para fazer algumas perguntas:
- Por favor, meu nome é Marco, e sou detetive integrado no caso que ocorreu há dois dias, estou a mando da polícia de Krosgóvia e da OPU. Poderia falar com a criança sobrevivente, ou ainda está muito debilitada? –
- Senhor. Eu sinceramente nunca vi coisa parecida em todo o meu tempo trabalhando nesse hospital. Os dois antebraços e as duas pernas foram arrancados cirurgicamente, há algumas infecções, mas nada grave. Seus órgãos genitais estão seriamente comprometidos, suas partes íntimas foram intensivamente torturados, apesar disso a menina ainda é virgem. Parece-me que ela foi conduzida ao estado de vegetação. 90% de sua visão foi comprometida, porém sua audição não foi afetada, pois ela escuta razoavelmente bem. Estou com meu coração partido. Eu sou mãe e me dói muito ver uma criança nesse estado deplorável. Senhor Marco, poderia me fazer um favor? –
- Claro. Pode falar! –
- Por favor. Não desistam de colocar esse monstro na cadeia! –
- Qual o seu nome? –
- Meu nome é Lara –
- Lara, o que eu mais quero nesse mundo é ajudar a colocar esse monstro na cadeia! Para isso preciso falar com a menina, a ajuda dela pode ser de grande valia! –
- Desde que ela acordou não disse nenhuma palavra, ela fica olhando para o vazio tentando enxergar alguma coisa. Não sei se o senhor vai conseguir falar com ela. Eu vou ficar aqui do lado de fora caso precisem de alguma coisa. –
- Tudo bem. Muito obrigado! –
Marco entrou no apartamento, viu a menina deitada olhando para o teto. Os seus olhos estavam inquietos, lacrimejavam sem parar.
- Olá criança. Meu nome é Marco. –
A menina não parecia reagir. Então Marco prosseguiu: - Você agora está bem! Não precisa ter medo. Ele nunca mais vai tocar em você. Você está a salvo.
A menina não parava de olhar o teto, tentava enxergar algo.
Depois de alguns minutos e menina começou à sentir calafrios, ela reagiu a alguma coisa.
- Sabe aquela sensação que percorre pela nuca. Você começa a tremer, seus dentes rangem. Mas você nunca vê nada, sabe por quê? Ele tem uma máscara horrível, ele tem uma essência insuportável! Eu já morri à muito tempo. Acho que não tenho mais alma. A minha vontade é que alguém me mate e acabe logo com tudo isso –
Marco ficou calado por algum tempo, achava que a menina não falaria uma palavra se quer. Resolve questionar de quem ela estava falando: - Quem usa a máscara? –
- O demônio... O demônio usa a máscara, apesar disso ele é humano. –
De repente o celular de Marco toca.
- Alô –
- Alô. Marco, por favor, compareça ao departamento. –
- O que está acontecendo? –
- Veja com os seus próprios olhos. –
Quando Marco desliga o celular, a menina começa chorar.
- Não se preocupe... Você vai ficar bem. Eu te prometo! – Falou Marco
No dia 06 de janeiro de 2000. O departamento da OPU recebe uma carta entregue enrolado num cachecol.
A cata foi escrita com tinta vermelha, simbolicamente representando sangue. A carta dizia:
É muito clichê os assassinos escreverem cartas e se vangloriarem de seus feitos maquiavélicos. Eu não sou clichê, porém sou maquiavélico.
Estão me chamando de monstro, não é...
Será mesmo que sou um monstro? Eu verdadeiramente amo as minhas
crianças, além dos seus corpos, também quero suas almas, elas são minhas
e ninguém pode tirá-las de mim. Também quero dizer que não sou o único,
há milhares de pais e avôs que também amam seus filhos e netos. Quero
dizer que, por mais que me prendam as crianças não parariam de serem
mortas e violentadas, há sempre uma cópia de mim espalhada por ai...
Meu pai também me amou, de uma forma anormal, mas me amou. Aquele amor era esquisito, na verdade era um estupro, mas entendia como amor. Nunca soube distinguir o que era violência e o que era amor, meu pai me ensinou a amar e a ter dor ao mesmo tempo.
Já fui uma criança desolada e confusa. Procurei ajuda, e o que vossa autoridade fez?
Bom. Entendi que posso amar outras crianças assim como meu pai me amou.
Vocês me chamam de monstro? Sim, eu sou! Sou sujo e imundo, tanto que me assemelho á um demônio. Então eu vou poupar vossa mão de tocar em mim, eu mesmo vou fazer o trabalho sujo.
Como eu havia dito antes, isso não é uma carta clichê, mas sim uma carta de suicídio. Suicídio é pouco, eu sei. Todo mundo quer me ver apodrecendo numa cadeia, mas eu já paguei por tudo, na infância e agora... Para sempre.
Meu pai também me amou, de uma forma anormal, mas me amou. Aquele amor era esquisito, na verdade era um estupro, mas entendia como amor. Nunca soube distinguir o que era violência e o que era amor, meu pai me ensinou a amar e a ter dor ao mesmo tempo.
Já fui uma criança desolada e confusa. Procurei ajuda, e o que vossa autoridade fez?
Bom. Entendi que posso amar outras crianças assim como meu pai me amou.
Vocês me chamam de monstro? Sim, eu sou! Sou sujo e imundo, tanto que me assemelho á um demônio. Então eu vou poupar vossa mão de tocar em mim, eu mesmo vou fazer o trabalho sujo.
Como eu havia dito antes, isso não é uma carta clichê, mas sim uma carta de suicídio. Suicídio é pouco, eu sei. Todo mundo quer me ver apodrecendo numa cadeia, mas eu já paguei por tudo, na infância e agora... Para sempre.
Assinado, James.
Enviado por: hanspetergaldino
Creepypasta dos Fãs: Black Eyes
Está é a historia de Bruce, um garoto um tanto, diferente. Bruce Winter era um bebe muito aguardado em sua família, até o momento em que abriu seus olhos. A pobre enfermeira ficou louca, ao ver sua alma refletida nos olhos negros e penetrantes do estranho recém nascido, que não emitira nenhum som ao nascer.
Seu pai, tentou destrui-lo de todas as maneiras possives, e quem dera, pelo bem da humanidade, tivesse conseguido. Maldita hora em que ele cedeu seu corpo ao senhor dos infernos, e lhe deu a oportunidade do meio humano, meio demônio, ser gerado. A mãe não sabia, e amava o primeiro filho intensamente, mas, a mente humana é traiçoeira.
Locky, pai de Bruce, o assustava todas as noites. Entrava em seu quarto sorrateiramente, com uma mascara totalmente negra, e os olhos vermelhos. Ele ensinava ao menino meios de matar as pessoas.
O garoto tinha a luxuria a seu favor. Pois era extremamente lindo. Seu corpo parecia ter sido esculpido pelo melhor artista do mundo, o cabelo cor de areia, a pele intocada pelo sol. Ele era convidativo, mais não tinha noção disso. Numa noite, Locky obrigou Bruce a segui-lo até o quarto dos pais, na grande mansão. O homem se aproximou da cama, que tinha o que se parecia ser duas pessoas dormindo. O menino tinha uma faca, e Locky apontou para o corpo do lado esquerdo.
“ Mate-o. Mate o homem que machuca a mamãe.” Disse o “demônio”
“ Você machuca a mamãe, você deve morrer” E sem piedade, Bruce esfaqueou 16 vezes a pessoa que dormia tranquilamente no lado esquerdo da cama de casal. Mas, não foi o pai que morreu, a pessoa assassinada foi a única que um dia havia dominado a mente demoníaca de Bruce, quem tinha o sangue espalhado na cama e, agora pingava no chão, era a Stela, a mãe de Bruce.
Locky não percebeu o erro que havia cometido. O garoto se tornou incontrolável. Pegou a faca que usara no primeiro assassinado, e traçou 16 cortes em seu rosto, destruindo a pele intocada, e matou o pai, usando os olhos negros para faze-lo temer ter nascido, antes de acabar com sua vida com a faca. Ele ficou tão insano que foi mandado ao sanatório. Choques, torturas e remédios cambaleantes se tornaram parte do garoto.
Bruce treinou os poderes que tinha. Ele podia controlar mentes, manipular pessoas e faze-las morrer, com um piscar de seus olhos completamente negros. Ele ficou no sanatório dos 10 aos 17 anos, e depois fugiu, matando os enfermeiros e os loucos que estavam lá. Mas a sede de vingança não acabou. O garoto começou seus assassinatos em serie. Ninguém estava seguro. E no fim de cada assassinato, Bruce derramava uma lágrima de sangue, traçando mais um corte em seu corpo.
Cuidado
Tranque-se em casa. Em hipótese nenhuma saia dela. Ele ainda quer vingança pelo que aconteceu com sua mãe. Proteja-se, e nunca, jamais olhe nos olhos do garoto meio demônio, pois, se isso acontecer, sua alma estará perdida.
Autor: Juliana Vieira
Seu pai, tentou destrui-lo de todas as maneiras possives, e quem dera, pelo bem da humanidade, tivesse conseguido. Maldita hora em que ele cedeu seu corpo ao senhor dos infernos, e lhe deu a oportunidade do meio humano, meio demônio, ser gerado. A mãe não sabia, e amava o primeiro filho intensamente, mas, a mente humana é traiçoeira.
Locky, pai de Bruce, o assustava todas as noites. Entrava em seu quarto sorrateiramente, com uma mascara totalmente negra, e os olhos vermelhos. Ele ensinava ao menino meios de matar as pessoas.
O garoto tinha a luxuria a seu favor. Pois era extremamente lindo. Seu corpo parecia ter sido esculpido pelo melhor artista do mundo, o cabelo cor de areia, a pele intocada pelo sol. Ele era convidativo, mais não tinha noção disso. Numa noite, Locky obrigou Bruce a segui-lo até o quarto dos pais, na grande mansão. O homem se aproximou da cama, que tinha o que se parecia ser duas pessoas dormindo. O menino tinha uma faca, e Locky apontou para o corpo do lado esquerdo.
“ Mate-o. Mate o homem que machuca a mamãe.” Disse o “demônio”
“ Você machuca a mamãe, você deve morrer” E sem piedade, Bruce esfaqueou 16 vezes a pessoa que dormia tranquilamente no lado esquerdo da cama de casal. Mas, não foi o pai que morreu, a pessoa assassinada foi a única que um dia havia dominado a mente demoníaca de Bruce, quem tinha o sangue espalhado na cama e, agora pingava no chão, era a Stela, a mãe de Bruce.
Locky não percebeu o erro que havia cometido. O garoto se tornou incontrolável. Pegou a faca que usara no primeiro assassinado, e traçou 16 cortes em seu rosto, destruindo a pele intocada, e matou o pai, usando os olhos negros para faze-lo temer ter nascido, antes de acabar com sua vida com a faca. Ele ficou tão insano que foi mandado ao sanatório. Choques, torturas e remédios cambaleantes se tornaram parte do garoto.
Bruce treinou os poderes que tinha. Ele podia controlar mentes, manipular pessoas e faze-las morrer, com um piscar de seus olhos completamente negros. Ele ficou no sanatório dos 10 aos 17 anos, e depois fugiu, matando os enfermeiros e os loucos que estavam lá. Mas a sede de vingança não acabou. O garoto começou seus assassinatos em serie. Ninguém estava seguro. E no fim de cada assassinato, Bruce derramava uma lágrima de sangue, traçando mais um corte em seu corpo.
Cuidado
Tranque-se em casa. Em hipótese nenhuma saia dela. Ele ainda quer vingança pelo que aconteceu com sua mãe. Proteja-se, e nunca, jamais olhe nos olhos do garoto meio demônio, pois, se isso acontecer, sua alma estará perdida.
Autor: Juliana Vieira
08/08/2014
Creepypasta dos Fãs: A velha
-Quer doces pequena criança?- Disse a velha com um tom doentio
-Sim, por favor, senhora- Respondeu a garotinha com um sorriso gentil.
-Então entre, pois aqui dentro tem muito- A velha disse, e sua porta abriu.
-Senhora por que aqui é tão escuro?- A criança perguntou quando viu.
-O escuro é nosso amiguinho! – A velha respondeu e sorriu.
-Senhora cadê os doces? – A doce criança perguntou.
-Primeiro vamos brincar- A velha retrucou.
-Vamos brincar de... - A criança falou
-A brincadeira é pega-pega e se eu te pegar acabou –
-Wargh- A criança em um demônio se transformou
- quem é você?- a velha assustada perguntou
-Eu sou todas as crianças que você matou!
E lá naquela casa a tormenta acabou as crianças não mais morreram, pois a velha pela dor que causou, com a própria vida pagou. O salvador não era humano e também não era um monstro vil, alguns dizem que apenas era uma garotinha gentil.
Autor: Max Salomão
-Sim, por favor, senhora- Respondeu a garotinha com um sorriso gentil.
-Então entre, pois aqui dentro tem muito- A velha disse, e sua porta abriu.
-Senhora por que aqui é tão escuro?- A criança perguntou quando viu.
-O escuro é nosso amiguinho! – A velha respondeu e sorriu.
-Senhora cadê os doces? – A doce criança perguntou.
-Primeiro vamos brincar- A velha retrucou.
-Vamos brincar de... - A criança falou
-A brincadeira é pega-pega e se eu te pegar acabou –
-Wargh- A criança em um demônio se transformou
- quem é você?- a velha assustada perguntou
-Eu sou todas as crianças que você matou!
E lá naquela casa a tormenta acabou as crianças não mais morreram, pois a velha pela dor que causou, com a própria vida pagou. O salvador não era humano e também não era um monstro vil, alguns dizem que apenas era uma garotinha gentil.
Autor: Max Salomão
Creepypasta dos Fãs: Tem certeza?
Então você gosta de falar consigo mesmo, não é? É realmente interessante absorve-se em seus pensamentos, refletir e chegar às conclusões de certo e errado, bem e mal. Então, de tanto falar comigo mesmo, algo me submeteu. Tem certeza de que você fala consigo mesmo?
Tem certeza que não é um espírito conversando com você? Falando o que fazer, o que sentir e o que concluir? Tem certeza que suas ideias vêm mesmo de você? Ou será que o inferno te envia mensageiros pra fazer você pensar que algo que fará é certo, quando na verdade é errado. Será que nossas reflexões não seriam um anjo e um demônio, querendo ganhar sua alma. Aposto que você está sorrindo agora, lembrando dos desenhos de infância que você assistia. Tem certeza que o céu e o inferno brigando pela sua alma podre é algo engraçado? Se for, eu espero, de verdade, que a sua esteja salva... Se não...
Por fim, nem mesmo tenho certeza se eu mesmo estou escrevendo isso, ou se alguém me pediu para avisar isso a você. Se é pro seu bem ou pro seu mal, eu não sei... Mas tenha certeza de algo. Não é falando, nem pensando. Estou apenas sofrendo e sentindo dor. Chorando e sentindo aquilo que você vai sentir quando chegar onde eu cheguei! E tenha certeza... Quem me fez escrever isso, quer a nós todos.
Autor: Filipe Vasconcelos
Tem certeza que não é um espírito conversando com você? Falando o que fazer, o que sentir e o que concluir? Tem certeza que suas ideias vêm mesmo de você? Ou será que o inferno te envia mensageiros pra fazer você pensar que algo que fará é certo, quando na verdade é errado. Será que nossas reflexões não seriam um anjo e um demônio, querendo ganhar sua alma. Aposto que você está sorrindo agora, lembrando dos desenhos de infância que você assistia. Tem certeza que o céu e o inferno brigando pela sua alma podre é algo engraçado? Se for, eu espero, de verdade, que a sua esteja salva... Se não...
Por fim, nem mesmo tenho certeza se eu mesmo estou escrevendo isso, ou se alguém me pediu para avisar isso a você. Se é pro seu bem ou pro seu mal, eu não sei... Mas tenha certeza de algo. Não é falando, nem pensando. Estou apenas sofrendo e sentindo dor. Chorando e sentindo aquilo que você vai sentir quando chegar onde eu cheguei! E tenha certeza... Quem me fez escrever isso, quer a nós todos.
Autor: Filipe Vasconcelos
07/08/2014
Creepypasta dos Fãs: Sonhos No Replay
'Você já sonhou várias vezes com o mesmo sonho? E alguma coisa mudava de sonho para sonho? Eu resolvi divulgar minha história online para ter certeza de que não estou louca, e que realmente aconteceu. Mas antes de tudo, peço para que esqueça essa teoria dos psicólogos de que os sonhos repetitivos são um aviso do cérebro sobre algo que está te atormentando. Até porque o que me atormenta é o meu sonho por inteiro…
Tudo começou quando eu tinha 8 anos e sonhei pela primeira vez. Eu ganhei um caderno dos sonhos de aniversário, onde você anota tudo o que sonha, então eu tenho as anotações de todos eles. Essa foi a primeira vez :
”Eu me encontrei em uma floresta com árvores enormes e um cheiro doce no ar, e decidi que não tinha perigo algum em continuar explorando o local. Conforme ia andando, percebia que não tinha escutado um único som de qualquer animal que fosse, mas ignorei o fato. E na metade do caminho eu encontrei um ”buraco” no chão, que ia descendo como um túnel até o fundo. Eu não sei como, mas eu não pensei que descer por ele fosse perigoso, tinha algo naquela floresta que me passava uma sensação de paz e alegria. Então eu desci, e percebi que o túnel era composto de paredes cheias de jaulas de animais, como um zoológico subterrâneo. Nas primeiras jaulas se encontravam os pássaros, e conforme eu andava ia mudando. Eu vi macacos, lagartos, jacarés e até mesmo uma jaula enorme com peixes variados. Eles não pareciam tristes, mas na verdade, eles passavam uma sensação de felicidade. Como estava tudo indo bem, eu continuei até chegar em uma parte onde percebi que não me encontrava mais em um túnel, mas em uma nova floresta, com variados tipos de flores e uma praça no centro. Durante o sonho, eu não consegui olhar se existia um céu ou apenas terra no teto, e também não consegui chegar até a praça. Eu simplesmente voltei ao túnel e comecei a subir sem ter controle da situação. E o sonho acabou nisso.”
Eu não dei muita atenção para o sonho, talvez porque eu era muito nova, mas hoje quando eu o leio, percebo que devia ter dado atenção. O segundo sonho foi alguns anos depois, quando eu tinha 10 anos :
”Eu sonhei de novo com o zoológico subterrâneo, e dessa vez foi um pouco mais diferente. Eu entrei novamente no túnel como fiz na outra vez, mas dessa vez eu passei reto sem olhar para as jaulas, e fui direto para a praça. A praça era um pequeno círculo de cimento, com uma grande fonte no meio, e muitas árvores ao redor. A praça terminava em uma parede gigante de terra, e encostado nela, tinha um velho em profundo sono. Eu queria acordá-lo mas eu simplesmente me virei e subi para fora do túnel novamente.”
Eu pensei muito sobre esse velho depois do sonho, mas acabei esquecendo depois de um tempo. No mesmo ano eu tive outro sonho :
”Eu sonhei novamente com o zoológico, e foi bem mais cedo do que esperava. Dessa vez eu decidi que iria falar com o velho da praça, e que iria olhar melhor as jaulas do túnel. Não havia cheiro doce ou sensação de alegria dessa vez, e os animais pareciam inquietos, andando de um lado para o outro na jaula. Chegando na praça, percebi que estava de noite, o que achei muito estranho pois quando desci estava claro. O velho estava acordado e andava de um lado para o outro. Eu me aproximei e foi quando eu tive o diálogo mais estranho da minha vida :
- Você não devia voltar.
- O que é tudo isso?
- Você não devia voltar, eles não estão bem, nada está.
Eu ia continuar perguntando mas o velho começou a andar de um lado para o outro chorando e dizendo que eles não estavam bem. Então eu acordei, sem nem mesmo ter saído do zoológico como nas outras vezes.”
Esse sonho me deixou acordada pelo resto daquela noite, e eu pensei muito nele por um tempo. Conforme o ano passou, eu esqueci um pouco, mas sempre acabava me lembrando dos sonhos. Quando eu tinha 13 anos eu sonhei pela última vez, e foi esse sonho que nunca mais me deixou em paz :
”Eu tive o pior sonho de todos, e foi com aquele maldito zoológico. Eu estava novamente na floresta, e comecei a descer pelo túnel, mas parei quando percebi que ele estava molhado de água e sangue. Esse líquido de morte ia até o meu joelho, mas continuei seguindo caminho. Os animais não estavam nas jaulas, mas boiando no meio da água. Tripas e partes deles por todo o lado, mas o pior foi a carcaça de m macaco que me encarava sem nenhuma alma nos olhos, Todos mortos, mas eu continuei e andei até o fim do túnel. A praça estava toda alagada e não tinha mais árvores ou qualquer fonte de vida. O velho também não estava lá. Eu pretendia continuar procurando mas eu acordei antes mesmo de poder pensar em qualquer coisa. O zoológico não existe mais, estão todos mortos.”
Por mais que tenha sido um sonho horrível, eu pedia todas as noites para tê-lo de novo, pois eu queria saber o que houve de verdade naquele lugar, e qual o significado de tudo o que sonhei. Eu sentia como se o velho e todo aquele lugar fosse mais do que algo da minha cabeça, pois eu mesma sei que não poderia ter criado algo dessa magnitude. Hoje, com 18 anos, esse sonho não me assombra mais como antes, mas eu sempre vou me perguntar o que foi tudo aquilo. Eu pesquisei muito sobre sonhos desse tipo, mas normalmente só encontrei pessoas que tinha sonhos idênticos e não com características próprias e vivas. Então é por isso que eu estou publicando isso, pois se você tem sonhos desse tipo, procure olhar e investigar o sonho sem medo, pois em algum momento você perderá essa chance. Eu posso estar louca, mas acredito que existe algo além dos sonhos que chamamos de ”normais” e algumas pessoas ganham a chance de vivê-los. ''
Autor: Beatriz Mello
Tudo começou quando eu tinha 8 anos e sonhei pela primeira vez. Eu ganhei um caderno dos sonhos de aniversário, onde você anota tudo o que sonha, então eu tenho as anotações de todos eles. Essa foi a primeira vez :
”Eu me encontrei em uma floresta com árvores enormes e um cheiro doce no ar, e decidi que não tinha perigo algum em continuar explorando o local. Conforme ia andando, percebia que não tinha escutado um único som de qualquer animal que fosse, mas ignorei o fato. E na metade do caminho eu encontrei um ”buraco” no chão, que ia descendo como um túnel até o fundo. Eu não sei como, mas eu não pensei que descer por ele fosse perigoso, tinha algo naquela floresta que me passava uma sensação de paz e alegria. Então eu desci, e percebi que o túnel era composto de paredes cheias de jaulas de animais, como um zoológico subterrâneo. Nas primeiras jaulas se encontravam os pássaros, e conforme eu andava ia mudando. Eu vi macacos, lagartos, jacarés e até mesmo uma jaula enorme com peixes variados. Eles não pareciam tristes, mas na verdade, eles passavam uma sensação de felicidade. Como estava tudo indo bem, eu continuei até chegar em uma parte onde percebi que não me encontrava mais em um túnel, mas em uma nova floresta, com variados tipos de flores e uma praça no centro. Durante o sonho, eu não consegui olhar se existia um céu ou apenas terra no teto, e também não consegui chegar até a praça. Eu simplesmente voltei ao túnel e comecei a subir sem ter controle da situação. E o sonho acabou nisso.”
Eu não dei muita atenção para o sonho, talvez porque eu era muito nova, mas hoje quando eu o leio, percebo que devia ter dado atenção. O segundo sonho foi alguns anos depois, quando eu tinha 10 anos :
”Eu sonhei de novo com o zoológico subterrâneo, e dessa vez foi um pouco mais diferente. Eu entrei novamente no túnel como fiz na outra vez, mas dessa vez eu passei reto sem olhar para as jaulas, e fui direto para a praça. A praça era um pequeno círculo de cimento, com uma grande fonte no meio, e muitas árvores ao redor. A praça terminava em uma parede gigante de terra, e encostado nela, tinha um velho em profundo sono. Eu queria acordá-lo mas eu simplesmente me virei e subi para fora do túnel novamente.”
Eu pensei muito sobre esse velho depois do sonho, mas acabei esquecendo depois de um tempo. No mesmo ano eu tive outro sonho :
”Eu sonhei novamente com o zoológico, e foi bem mais cedo do que esperava. Dessa vez eu decidi que iria falar com o velho da praça, e que iria olhar melhor as jaulas do túnel. Não havia cheiro doce ou sensação de alegria dessa vez, e os animais pareciam inquietos, andando de um lado para o outro na jaula. Chegando na praça, percebi que estava de noite, o que achei muito estranho pois quando desci estava claro. O velho estava acordado e andava de um lado para o outro. Eu me aproximei e foi quando eu tive o diálogo mais estranho da minha vida :
- Você não devia voltar.
- O que é tudo isso?
- Você não devia voltar, eles não estão bem, nada está.
Eu ia continuar perguntando mas o velho começou a andar de um lado para o outro chorando e dizendo que eles não estavam bem. Então eu acordei, sem nem mesmo ter saído do zoológico como nas outras vezes.”
Esse sonho me deixou acordada pelo resto daquela noite, e eu pensei muito nele por um tempo. Conforme o ano passou, eu esqueci um pouco, mas sempre acabava me lembrando dos sonhos. Quando eu tinha 13 anos eu sonhei pela última vez, e foi esse sonho que nunca mais me deixou em paz :
”Eu tive o pior sonho de todos, e foi com aquele maldito zoológico. Eu estava novamente na floresta, e comecei a descer pelo túnel, mas parei quando percebi que ele estava molhado de água e sangue. Esse líquido de morte ia até o meu joelho, mas continuei seguindo caminho. Os animais não estavam nas jaulas, mas boiando no meio da água. Tripas e partes deles por todo o lado, mas o pior foi a carcaça de m macaco que me encarava sem nenhuma alma nos olhos, Todos mortos, mas eu continuei e andei até o fim do túnel. A praça estava toda alagada e não tinha mais árvores ou qualquer fonte de vida. O velho também não estava lá. Eu pretendia continuar procurando mas eu acordei antes mesmo de poder pensar em qualquer coisa. O zoológico não existe mais, estão todos mortos.”
Por mais que tenha sido um sonho horrível, eu pedia todas as noites para tê-lo de novo, pois eu queria saber o que houve de verdade naquele lugar, e qual o significado de tudo o que sonhei. Eu sentia como se o velho e todo aquele lugar fosse mais do que algo da minha cabeça, pois eu mesma sei que não poderia ter criado algo dessa magnitude. Hoje, com 18 anos, esse sonho não me assombra mais como antes, mas eu sempre vou me perguntar o que foi tudo aquilo. Eu pesquisei muito sobre sonhos desse tipo, mas normalmente só encontrei pessoas que tinha sonhos idênticos e não com características próprias e vivas. Então é por isso que eu estou publicando isso, pois se você tem sonhos desse tipo, procure olhar e investigar o sonho sem medo, pois em algum momento você perderá essa chance. Eu posso estar louca, mas acredito que existe algo além dos sonhos que chamamos de ”normais” e algumas pessoas ganham a chance de vivê-los. ''
Autor: Beatriz Mello
Creepypasta dos Fãs: Amor de Fã
Entre todos aqueles que se diziam “fãs”, eu era a melhor, a número 1°. Eu vi cada entrevista, vi todos os seus filmes, comprei cada produto que tinha sua cara. Eu te amava, eu te queria como uma mulher quer um homem. Você não me escolheu. Você me abandonou na loucura, eu te amava porra, é tão difícil entender isso. Eu me lembro do filme em que você foi um serial killer, foi a partir dele que eu me apaixonei por você. Suas mãos habilidosas, torturando e pondo cada uma daquelas vadias em seu devido lugar, elas eram apenas putas desesperadas por sexo. Agora, você está se tornando quase igual a elas, isso não é justo comigo.
Como acha que eu me senti ao te ver beijar aquela supermodelo, só porque ela é magra e gostosa, não significa que seja a pessoa certa pra você. Eu sou a pessoa certa pra você, só você não viu. Eu fiquei cega de ciúmes, não pretendia matá-la, mas ela atrapalhava meu grande plano. Eu sempre planejei te ter todo pra mim.
Agora, você está tão bonito, deitado nessa cama. Meu maior sonho era te conhecer, todo. Seus músculos, seu sangue tem uma cor tão bonita. Seus órgãos internos, tão lindos, você é tão perfeito, agora percebo que te amo mais ainda. Tive que ti tratar como aquelas vadias, eu não gosto disso, mas agora percebo que os fins justificam os meios. O fim era você assim, lindo da forma que está. O meio era te matar.
Como acha que eu me senti ao te ver beijar aquela supermodelo, só porque ela é magra e gostosa, não significa que seja a pessoa certa pra você. Eu sou a pessoa certa pra você, só você não viu. Eu fiquei cega de ciúmes, não pretendia matá-la, mas ela atrapalhava meu grande plano. Eu sempre planejei te ter todo pra mim.
Agora, você está tão bonito, deitado nessa cama. Meu maior sonho era te conhecer, todo. Seus músculos, seu sangue tem uma cor tão bonita. Seus órgãos internos, tão lindos, você é tão perfeito, agora percebo que te amo mais ainda. Tive que ti tratar como aquelas vadias, eu não gosto disso, mas agora percebo que os fins justificam os meios. O fim era você assim, lindo da forma que está. O meio era te matar.
Amor eterno, sua fã n° 1.
Escrito por Liz Lopes
Escrito por Liz Lopes
06/08/2014
Creepypasta dos Fãs: .DEV
Mês passado comecei, de brincadeira, a dar uma olhada nesses tutoriais de hack e afins. Coisas que eles dizem tirar da deep web, só besteira. Como meu computador é meio velho, comecei a baixar todo tipo de porcaria da internet sem me preocupar com os estragos.
Um desses programas continha um tipo de lista de servidores que poderiam ser acessados remotamente, e fui tentando entrar em alguma coisa aleatoriamente. Óbvio que o primeiro que me chamou a atenção foi o Steam. Gostaria que esse texto aqui fosse algum tipo de tutorial que mostre como eu fiz isso, assim pelo menos eu ganharia algum crédito com a minha história, mas a verdade é que eu não sei como fiz. Acessei uma série de opções aleatórias, fui indo cada vez mais fundo, e quando me dei por conta estava olhando pra um imenso diretório cheio de pastas e arquivos.
Eu realmente espero que isso tenha sido algum tipo de brincadeira da pessoa que programou o software, que não passe de uma piada de mau gosto pra quem quer se aventurar com esse tipo de coisa, mas no fundo eu sei que não é isso. Não, o que eu achei lá é de verdade.
No meio da enorme lista de jogos, tinha uma pasta chamada FullLife. Achei que fosse algum tipo de pegadinha relacionada à Half Life, ou algo do tipo. Tive que entrar pra dar uma olhada. A única coisa que encontrei na pasta foi um arquivo chamado: Diário.dev.
O que encontrei dentro desse arquivo deu um nó na minha cabeça. Se isso que eu li realmente existe, não sei o que pode estar acontecendo lá fora agora mesmo. Se tudo o que encontrei nesse diário aconteceu, já não sou mais capaz de determinar em minha mente um conceito de verdade.
O diário que irei transcrever pertencia à Phil Fisher, diretor de pesquisa no setor de “Neural Technology” da Valve, mas não se preocupem em pesquisar por ele. Se o que aqui está escrito é verdade, nenhuma outra informação será encontrada à esse respeito.
Autor: Raul Dullius
Um desses programas continha um tipo de lista de servidores que poderiam ser acessados remotamente, e fui tentando entrar em alguma coisa aleatoriamente. Óbvio que o primeiro que me chamou a atenção foi o Steam. Gostaria que esse texto aqui fosse algum tipo de tutorial que mostre como eu fiz isso, assim pelo menos eu ganharia algum crédito com a minha história, mas a verdade é que eu não sei como fiz. Acessei uma série de opções aleatórias, fui indo cada vez mais fundo, e quando me dei por conta estava olhando pra um imenso diretório cheio de pastas e arquivos.
Eu realmente espero que isso tenha sido algum tipo de brincadeira da pessoa que programou o software, que não passe de uma piada de mau gosto pra quem quer se aventurar com esse tipo de coisa, mas no fundo eu sei que não é isso. Não, o que eu achei lá é de verdade.
No meio da enorme lista de jogos, tinha uma pasta chamada FullLife. Achei que fosse algum tipo de pegadinha relacionada à Half Life, ou algo do tipo. Tive que entrar pra dar uma olhada. A única coisa que encontrei na pasta foi um arquivo chamado: Diário.dev.
O que encontrei dentro desse arquivo deu um nó na minha cabeça. Se isso que eu li realmente existe, não sei o que pode estar acontecendo lá fora agora mesmo. Se tudo o que encontrei nesse diário aconteceu, já não sou mais capaz de determinar em minha mente um conceito de verdade.
O diário que irei transcrever pertencia à Phil Fisher, diretor de pesquisa no setor de “Neural Technology” da Valve, mas não se preocupem em pesquisar por ele. Se o que aqui está escrito é verdade, nenhuma outra informação será encontrada à esse respeito.
Creepypasta dos Fãs: Uma bela moça
Ah, finalmente sexta-feira, dia de sair com os amigos, ir a alguma boate, show, festa, alguma balada, pegar um cinema, sei lá, as possibilidades são muitas. Depois de uma entediante semana de provas, nada como ocupar a cabeça com outras coisas que não sejam equações de segundo grau ou geometria. Para falar a verdade essa semana de provas foi um tanto quanto importante, afinal equações do segundo grau e geometria ainda são melhores do que ficar sofrendo pensado em Nataly, minha ex-namorada, que terminou comigo há duas semanas.
Me assusto quando olho para o relógio, já passa das 9 horas da noite. Faltam apenas 30 minutos para que meus amigos cheguem aqui no prédio, então resolvo me arrumar. Mal termino de colocar o casaco e escuto eles buzinando como loucos lá embaixo, pego a carteira e a chave de casa em cima da mesa, já que meus pais estão numa viagem a trabalho e só voltam na semana que vem.
Decidimos ir a uma boate do outro lado da cidade, a viagem foi rápida, porque estávamos de carro, e chegamos antes das 10 horas. A noite foi ótima, meus amigos conseguiram me fazer esquecer os problemas e consego pensar em apenas uma coisa: me divertir. Quando olho o relógio, vejo que já são 2 da madrugada, então começo a procurar meus amigos em meio a multidão de pessoas, mas não os encontro. Fico preocupado e então começo a ligar para cada um deles. Seria ótimo se pelo menos um deles atendesse. Merda, parece que vou ter que voltar para casa de ônibus.
Enquanto estou no ponto de ônibus, com raiva pelos meus amigos terem me abandonado em plena madrugada, mal percebo quando uma bela moça chega e se senta ao meu lado. Ela me pergunta se seus ônibus já havia passado, respondo que não e pude perceber o quanto ela era bonita, cabelos negros e lisos, pele clara e um olhar marcante. Começamos a conversar, e logo me surpreendi pela sua simpatia, é incrível como ela tem algo que... me encanta, e quando percebi já estamos conversando há quase 1 hora e nada do ônibus chegar. Então finalmente avisto o ônibus se aproximando, ainda dá tempo de pegar o número dela antes de embarcar.
Já passa das 4 horas quando desço do ônibus e começo a andar em direção ao meu prédio, ainda pensando naquela bela moça que havia conhecido no ponto de ônibus em plena madrugada de sábado, é, parece que o destino está sendo favorável comigo. Foi quando um jornal jogado no chão me chama a atenção. Uma notícia afirmando que uma moça de 18 anos havia se suicidado na noite anterior, pulando de um prédio abandonado, e quando olho a foto, quase perco o fôlego. Era ela. Os mesmos cabelos negros e lisos. O mesmo olhar marcante.
Fico paralisado de terror, me perguntando se o que vivenciei há menos de 1 hora havia realmente sido real. Então num ato inpensado, pego meu celular e ligo imediatamente e com os dedos trêmulos para o número que ela havia me passado, e uma voz feminina, fria e calma diz:
- Parece que você descobriu a verdade, é uma pena, gostei de você. Mas fique tranquilo, isso não vai doer nada e logo logo poderemos nos ver de novo. Ah, não ligue os passos logo atrás de você, não ligue para as luzes dos postes se apagando, não ligue para o calafrio que envolve seu corpo, e principalmente, não olhe para trás.
Autor: Lucca Oliveira
Me assusto quando olho para o relógio, já passa das 9 horas da noite. Faltam apenas 30 minutos para que meus amigos cheguem aqui no prédio, então resolvo me arrumar. Mal termino de colocar o casaco e escuto eles buzinando como loucos lá embaixo, pego a carteira e a chave de casa em cima da mesa, já que meus pais estão numa viagem a trabalho e só voltam na semana que vem.
Decidimos ir a uma boate do outro lado da cidade, a viagem foi rápida, porque estávamos de carro, e chegamos antes das 10 horas. A noite foi ótima, meus amigos conseguiram me fazer esquecer os problemas e consego pensar em apenas uma coisa: me divertir. Quando olho o relógio, vejo que já são 2 da madrugada, então começo a procurar meus amigos em meio a multidão de pessoas, mas não os encontro. Fico preocupado e então começo a ligar para cada um deles. Seria ótimo se pelo menos um deles atendesse. Merda, parece que vou ter que voltar para casa de ônibus.
Enquanto estou no ponto de ônibus, com raiva pelos meus amigos terem me abandonado em plena madrugada, mal percebo quando uma bela moça chega e se senta ao meu lado. Ela me pergunta se seus ônibus já havia passado, respondo que não e pude perceber o quanto ela era bonita, cabelos negros e lisos, pele clara e um olhar marcante. Começamos a conversar, e logo me surpreendi pela sua simpatia, é incrível como ela tem algo que... me encanta, e quando percebi já estamos conversando há quase 1 hora e nada do ônibus chegar. Então finalmente avisto o ônibus se aproximando, ainda dá tempo de pegar o número dela antes de embarcar.
Já passa das 4 horas quando desço do ônibus e começo a andar em direção ao meu prédio, ainda pensando naquela bela moça que havia conhecido no ponto de ônibus em plena madrugada de sábado, é, parece que o destino está sendo favorável comigo. Foi quando um jornal jogado no chão me chama a atenção. Uma notícia afirmando que uma moça de 18 anos havia se suicidado na noite anterior, pulando de um prédio abandonado, e quando olho a foto, quase perco o fôlego. Era ela. Os mesmos cabelos negros e lisos. O mesmo olhar marcante.
Fico paralisado de terror, me perguntando se o que vivenciei há menos de 1 hora havia realmente sido real. Então num ato inpensado, pego meu celular e ligo imediatamente e com os dedos trêmulos para o número que ela havia me passado, e uma voz feminina, fria e calma diz:
- Parece que você descobriu a verdade, é uma pena, gostei de você. Mas fique tranquilo, isso não vai doer nada e logo logo poderemos nos ver de novo. Ah, não ligue os passos logo atrás de você, não ligue para as luzes dos postes se apagando, não ligue para o calafrio que envolve seu corpo, e principalmente, não olhe para trás.
Autor: Lucca Oliveira
Creepypasta dos Fãs: O Ídolo
Nestes vários anos trabalhando como arqueólogo, já me defrontei com diversos casos intrigantes e misteriosos, mas recentemente encontrei um objeto perturbador, que vêm me despertando um misto de curiosidade e medo.O objeto em questão é uma carta datada do século XVII.Ela foi encontrada dentro de uma garrafa, enterrada à cinquenta centímetros da superfície sob uma cruz de madeira, em uma ilha do mar do Caribe próximo à costa de Porto Rico.Esta carta parece estar ligada, de certa forma, ao navio espanhol La Paloma, que naufragou em 1647 à quarenta quilômetros desta ilha, cujos restos foram encontrados ano passado.
A forma como a carta foi encontrada, não deixa dúvidas de que o seu autor pretendia criar uma cápsula do tempo rudimentar, para que sua historia fosse preservada.Como você, meu caro leitor, pode conferir na tradução abaixo, a carta conta uma historia bizarra e de difícil credibilidade.O senso de razão, não nos permite crer nos fatos apresentados por seu autor e nos resta atribuir tais narrativas fantasiosas, tão somente à delírios provocados pela mente abalada de um naufrago à beira da morte.
“Meu nome é Ernanes S. Pinhado, escrivão e contador do navio mercante espanhol La Paloma, e este é o ultimo registro de viagem da minha vida.Tudo o que aconteceu a nossa tripulação não é outra coisa senão um merecido castigo por nossos pecados.Tudo começou quando encontramos por acidente aquela terra estranha que alguns marujos acreditaram se tratar do fabuloso ‘El Dourado.’Não encontraríamos tal lugar se não tivéssemos que recarregar nosso suprimento de água doce antes de partir do continente americano.Havíamos partido de La Vela de Coro carregados de café e cacau e após navegarmos por várias milhas, descobrimos que nossa água estava contaminada, quando alguns de nossos marinheiros tiveram fortes crises de vômitos e diarreia.Como já estávamos bem ao norte do porto de Coro, o capitão decidiu procurar uma fonte de água doce em alguma ilha próximo a Porto Rico.
Na manha de um domingo, avistamos uma ilha que não constava em nossos mapas, bem ao sul do arquipélago principal.O capitão então decidiu aportar ali e procurar alguma nascente.Um grupo de três homens se encarregaram de explorar a mata da ilha em busca de uma fonte de água.Passaram-se sete horas antes que retornassem ao navio extremamente eufóricos .Os homens disseram ter encontrado uma maravilhosa cidade de pedra na floresta, onde viviam nativos com uma cultura avançada.Eles disseram que os nativos não eram agressivos e falavam uma língua estranha, mas nossos marujos se fizeram entender com gestos e algumas palavras semelhantes a língua Maia, que o imediato do La Paloma, Jean Cardenha, conhecia de viagens ao território da Guatemala.
Nosso capitão, Diego Carpintosa, decidiu que deveríamos seguir até a cidade para verificar aquilo que os exploradores relataram.Caminhamos por um longo trecho de floresta até encontrarmos um grande planalto à leste da ilha.Ficamos surpresos ao encontrar ali a maravilhosa cidade de pedra relatada por Jean e os outros.Fiquei estupefato com a arquitetura totalmente estranha a tudo que conhecia.Havia altas pirâmides com escadarias que levavam ao topo e outras estruturas cúbicas.Também existiam muitas outras estruturas em madeira, que mais tarde descobri ser onde os nativos viviam, e as estruturas de pedra eram templos de adoração.Naquela cidade no meio da floresta viviam cerca de oito dezenas de pessoas, entre homens, mulheres e crianças.Eles usavam roupas feitas de palha e penas cobrindo apenas as partes baixas do corpo e ornamentos enfeitando o alto da cabeça.
Quando nos viram, um dos nativos que parecia ser o líder, se aproximou de Jean e com gestos e algumas palavras maias, tentavam entender quem eram as outras pessoas que acompanhavam os três homens já conhecidos.Jean mostrou cada um de nós e disse nossos nomes.Dai o capitão se aproximou e entregou alguns presentes ao nativo.Basicamente os presentes constituíam-se de bugigangas sem valor, como espelhos,cantil,algumas roupas e uma luneta.
Em poucas horas, tínhamos ganhado a confiança daquela gente e vários deles, incluindo muitas crianças curiosas, estavam ao nosso redor se divertindo com nossas brincadeiras.Quando a noite caiu, o líder nos ofereceu comida e uma casa onde passar a noite .Naquela ocasião eu estava muito empolgado e jamais passaria por minha cabeça o horror que estava por acontecer ainda antes do nascer do sol.
Nosso infortúnio começou quando Diego viu o ‘Ídolo’.Ele precisou sair da casa no meio da noite para fazer suas necessidades e ao olhar para a pirâmide no centro da cidade, viu um brilho dourado que a luz da lua crescente refletia em alguma coisa no alto da estrutura.Aquilo despertou nele uma grande curiosidade e o impeliu a chegar mais perto e ver o que causava aquele brilho.Ele atravessou a cidade, que dormia em um sono profundo e subiu as escadas daquela pirâmide de pedra ate chegar ao topo.Ali havia uma pequena sala, com o teto sustentado por quatro pilares, um em cada vértice e sem paredes entre eles.No meio da sala estava a origem do brilho dourado.Uma estátua de um ser humanoide de ouro maciço com pedras preciosas incrustadas.A figura não era exatamente humana, pois apresentava proporções um tanto quanto distorcidas.Sem duvidas, a representação de um deus pagão do povo da ilha.
A estátua representava uma figura com pernas muito curtas em relação ao corpo e braços muito grandes, quase tocando o chão com garras semelhantes as de uma águia.A cabeça era muito grande e oval.Não apresentava nenhum vestígio de nariz e a boca era muito pequena e sem lábios, como um rasgo.Também não tinha orelhas ou representação de cabelo.Mas o que mais chamava a atenção era os olhos.Dois grandes olhos feitos de jade.Pelo corpo do ídolo havia adornos de diversas pedras preciosas, entre elas um grande diamante no peito.
A visão de tamanha riqueza despertou em nosso capitão um diabólico sentimento de ganancia e insensatez.Sua cobiça o fez decidir tomar para si aquela preciosidade, então voltou silenciosamente para a casa onde dormíamos e despertou um a um cada membro da tripulação e contou seu plano de levar dali a estátua antes do dia amanhecer.Então, nós o seguimos silenciosamente pela cidade até o topo da pirâmide, evitando ao máximo fazer qualquer barulho para não acordar os nativos.Todos da tripulação ficaram perplexos ao admirar a figura do ídolo.Em pouco tempo nos pusemos à trabalhar para remover a estátua com intuito de levá-la para o navio.
Quando retiramos o ídolo de seu pedestal nosso trabalho foi interrompido por um grito que ecoou pela cidade:
-Kapend urlla!!!
Foi então que uma flecha vinda de não sei onde atingiu o pescoço de Renan G. Dias,um de nossos estivadores,pondo fim a sua vida em poucos segundos.Em poucos instantes todos habitantes da cidade vieram correndo em direção a pirâmide, armados com arcos e lanças de madeira.O que se seguiu a este acontecimento não foi uma batalha entre os nativos e nós.Foi apenas uma brutal e covarde chacina.Se de nossa parte contávamos com espadas e armas de fogo, os nativos possuíam apenas as armas rudimentares que eu citei.Nossa única baixa foi justamente Renan, que foi pego de surpresa, fora ele houve apenas alguns machucados sem perigo em alguns marujos.Já o destino do povo da ilha foi trágico.Nossa ganancia nos deixou cegos e quando a razão retornou, tínhamos matado todos eles, sem exceção de crianças ou mulheres, acabando assim com toda uma civilização.
Terminado o banho de sangue, seguiu-se um saque à todos os tesouros que encontramos na cidade.Levamos para o navio vários quilos de artefatos esculpidos em ouro e pedras preciosas, que deixariam toda a tripulação mais rica que a maioria de todo o povo espanhol.Além é claro do ídolo, que por si só valia uma fortuna inestimável.O dia já estava claro quando terminamos o carregamento do navio com o saque e ainda passamos outras horas carregando os tonéis com água potavél antes de nos lançarmos ao mar. Naquela noite os homens brindaram e festejaram o tesouro conquistado e embebedaram-se, talvez por felicidade ou talvez para esquecer a culpa.
Pouco antes de três horas da manha todos os homens já haviam se recolhido em seus quartos e o capitão recolheu-se sozinho em sua cabine onde guardara o ídolo.Eu não sei quanto tempo dormi naquela noite, mais sei que foi muito pouco, pois a escuridão ainda encobria o oceano quando um horrível grito vindo da cabine do capitão despertou do sono e embriaguez todos de nossa tripulação.Em poucos instantes toda a tripulação inclusive o imediato que abandonou o timão, estava frente a cabine tentando arrombar a maciça porta que o capitão mantinha trancada.De dentro continuava os gritos horríveis de Diego sendo torturado.Sua voz emitia um terrível som gutural, como se não conseguisse mais pronunciar uma palavra natural.
Sem conseguir arrombar a porta e apreensivo com o que estava ocorrendo,Ruan Guido o contra mestre ,sacou sua pistola e atirou na tranca, conseguindo assim abrir a porta.Antes aquela porta nunca tivesse sido aberta.O que eu pude ver ali no pouco tempo que dispus antes de sair correndo foi algo terrivelmente perturbador.Nosso capitão estava totalmente desmembrado e seu sangue escorria por varias partes de seu corpo.O motivo de não pronunciar palavras inteligíveis pode ser explicado pela falta da língua, que estava agora no chão da cabine.Mais estarrecedor ainda era o motivo de seu estado.O Ídolo terminava de separar seu pescoço do tronco quando abrimos a porta.Nossas mentes lutavam para absorver aquela cena quando em um movimento surpreendentemente rápido para pernas tão pequenas o ídolo atirou-se contra Jean Cardenha que não conseguiu fugir de suas mãos douradas.Ali mesmo em nossa presença a abominação começou a despedaçar nosso amigo.Alguns homens ainda tentaram ferir o ídolo com espadas e mesmo tiros, mas tudo foi em vão.Nem mesmo uma expressão o maldito esboçou.Aquilo não sentia dor ou compaixão.
Quando constatamos que não era possível vencer aquela criatura, fugimos o mais rápido que nossos pés conseguiram dali.A tripulação dividiu-se por várias partes do navio, procurando se esconder daquela maldita coisa dourada que esquartejou o capitão e Jean.Eu me tranquei em meus aposentos, junto com Ruan e George, o cozinheiro.Trancado ali dentro não pude ver o que se passava mas, nestas situações nossos ouvidos se tornam tão aguçados que conseguimos recriar com precisão os acontecimentos através do som.Eu consegui ouvir varias portas se trancando e os passos metálicos do ídolo se movendo pelo La Paloma.Depois ouvi o barulho de uma porta sendo arrancada das dobradiças e sendo jogada longe, então mais gritos ecoaram pela embarcação.Marujos choravam como crianças e outros rezavam pedindo perdão por seus pecados.Mais sons de porta sendo arrancadas e mais gritos.Cedo ou tarde o ídolo chegaria até nós.Não posso negar que eu e meus companheiros também não estivéssemos tão aterrorizados como os outros.
Os momentos trancados naquele quarto pareceu uma eternidade, mas não duraram mais de uma hora.Com certeza aquele monstro teria arrancado a porta de cada cabine do navio e matado um por um, mas seu intento foi bruscamente interrompido quando um grande impacto fez o navio todo chacoalhar e ranger.E então fomos jogados contra a parede.Depois a embarcação começou a tombar de lado.Não era preciso pensar muito para saber o que aconteceu.Com a morte do imediato e do capitão e toda a tripulação se escondendo de medo, o navio ficou a deriva com as velas hasteadas e havia se chocado contra alguma coisa em alto mar, que mais tarde eu descobri ser uma ilhota de pedra.
Após o impacto, o navio começou a afundar rapidamente e apesar do medo de abrir a porta, não nos restava outra alternativa à tentar escapar do naufrágio.Eu peguei alguns pertences na sala que julguei serem importantes caso conseguíssemos nos salvar e os coloquei em uma sacola.Depois destranquei a porta e nós saímos do quarto e seguimos para o convés.Não foi fácil nos movimentar com o navio tombando, mas conseguimos alcançar os botes sem encontramos o monstro em nosso caminho, apenas seu rastro de destruição.Encontramos um único bote inteiro, pois os outros haviam caído no mar e estavam danificados com o impacto.Subimos no bote e nós lançamos ao mar.
Não sei se além de nos três, sobrou algum vivente do La Paloma que possa confirmar minha historia.O quê sei é que não vimos outro bote além do nosso sair do navio.Por muito tempo gritamos e procuramos na escuridão do Atlântico por sobreviventes sem sucesso.
Nosso plano era tentar remar de volta até a ilha.Por mais de dois dias navegamos sem rumo naquele bote com mínimas provisões sem saber ao certo se estávamos na direção correta, pois não dispúnhamos sequer de uma bússola.Chegamos enfim a encontrar esta pequena ilha que aqui estou.Não é a mesma ilha da cidade d’El Dourado, mas por hora é o nosso porto seguro.
Meus companheiro têm a esperança de sobrevivermos aqui até um navio passar por estas aguas e nos resgatar.Eu ainda não contei a eles, mas já não compartilho desta esperança.Eu sei que nossas vidas não serão poupadas por um longo tempo, pois ao cair da noite eu o vi.Deste ponto de observação no penhasco, sob a luz da lua cheia eu vi um brilho dourado sair do mar e caminhar em direção à arrebentação.
Autor: Cristiano Costa
A forma como a carta foi encontrada, não deixa dúvidas de que o seu autor pretendia criar uma cápsula do tempo rudimentar, para que sua historia fosse preservada.Como você, meu caro leitor, pode conferir na tradução abaixo, a carta conta uma historia bizarra e de difícil credibilidade.O senso de razão, não nos permite crer nos fatos apresentados por seu autor e nos resta atribuir tais narrativas fantasiosas, tão somente à delírios provocados pela mente abalada de um naufrago à beira da morte.
“Meu nome é Ernanes S. Pinhado, escrivão e contador do navio mercante espanhol La Paloma, e este é o ultimo registro de viagem da minha vida.Tudo o que aconteceu a nossa tripulação não é outra coisa senão um merecido castigo por nossos pecados.Tudo começou quando encontramos por acidente aquela terra estranha que alguns marujos acreditaram se tratar do fabuloso ‘El Dourado.’Não encontraríamos tal lugar se não tivéssemos que recarregar nosso suprimento de água doce antes de partir do continente americano.Havíamos partido de La Vela de Coro carregados de café e cacau e após navegarmos por várias milhas, descobrimos que nossa água estava contaminada, quando alguns de nossos marinheiros tiveram fortes crises de vômitos e diarreia.Como já estávamos bem ao norte do porto de Coro, o capitão decidiu procurar uma fonte de água doce em alguma ilha próximo a Porto Rico.
Na manha de um domingo, avistamos uma ilha que não constava em nossos mapas, bem ao sul do arquipélago principal.O capitão então decidiu aportar ali e procurar alguma nascente.Um grupo de três homens se encarregaram de explorar a mata da ilha em busca de uma fonte de água.Passaram-se sete horas antes que retornassem ao navio extremamente eufóricos .Os homens disseram ter encontrado uma maravilhosa cidade de pedra na floresta, onde viviam nativos com uma cultura avançada.Eles disseram que os nativos não eram agressivos e falavam uma língua estranha, mas nossos marujos se fizeram entender com gestos e algumas palavras semelhantes a língua Maia, que o imediato do La Paloma, Jean Cardenha, conhecia de viagens ao território da Guatemala.
Nosso capitão, Diego Carpintosa, decidiu que deveríamos seguir até a cidade para verificar aquilo que os exploradores relataram.Caminhamos por um longo trecho de floresta até encontrarmos um grande planalto à leste da ilha.Ficamos surpresos ao encontrar ali a maravilhosa cidade de pedra relatada por Jean e os outros.Fiquei estupefato com a arquitetura totalmente estranha a tudo que conhecia.Havia altas pirâmides com escadarias que levavam ao topo e outras estruturas cúbicas.Também existiam muitas outras estruturas em madeira, que mais tarde descobri ser onde os nativos viviam, e as estruturas de pedra eram templos de adoração.Naquela cidade no meio da floresta viviam cerca de oito dezenas de pessoas, entre homens, mulheres e crianças.Eles usavam roupas feitas de palha e penas cobrindo apenas as partes baixas do corpo e ornamentos enfeitando o alto da cabeça.
Quando nos viram, um dos nativos que parecia ser o líder, se aproximou de Jean e com gestos e algumas palavras maias, tentavam entender quem eram as outras pessoas que acompanhavam os três homens já conhecidos.Jean mostrou cada um de nós e disse nossos nomes.Dai o capitão se aproximou e entregou alguns presentes ao nativo.Basicamente os presentes constituíam-se de bugigangas sem valor, como espelhos,cantil,algumas roupas e uma luneta.
Em poucas horas, tínhamos ganhado a confiança daquela gente e vários deles, incluindo muitas crianças curiosas, estavam ao nosso redor se divertindo com nossas brincadeiras.Quando a noite caiu, o líder nos ofereceu comida e uma casa onde passar a noite .Naquela ocasião eu estava muito empolgado e jamais passaria por minha cabeça o horror que estava por acontecer ainda antes do nascer do sol.
Nosso infortúnio começou quando Diego viu o ‘Ídolo’.Ele precisou sair da casa no meio da noite para fazer suas necessidades e ao olhar para a pirâmide no centro da cidade, viu um brilho dourado que a luz da lua crescente refletia em alguma coisa no alto da estrutura.Aquilo despertou nele uma grande curiosidade e o impeliu a chegar mais perto e ver o que causava aquele brilho.Ele atravessou a cidade, que dormia em um sono profundo e subiu as escadas daquela pirâmide de pedra ate chegar ao topo.Ali havia uma pequena sala, com o teto sustentado por quatro pilares, um em cada vértice e sem paredes entre eles.No meio da sala estava a origem do brilho dourado.Uma estátua de um ser humanoide de ouro maciço com pedras preciosas incrustadas.A figura não era exatamente humana, pois apresentava proporções um tanto quanto distorcidas.Sem duvidas, a representação de um deus pagão do povo da ilha.
A estátua representava uma figura com pernas muito curtas em relação ao corpo e braços muito grandes, quase tocando o chão com garras semelhantes as de uma águia.A cabeça era muito grande e oval.Não apresentava nenhum vestígio de nariz e a boca era muito pequena e sem lábios, como um rasgo.Também não tinha orelhas ou representação de cabelo.Mas o que mais chamava a atenção era os olhos.Dois grandes olhos feitos de jade.Pelo corpo do ídolo havia adornos de diversas pedras preciosas, entre elas um grande diamante no peito.
A visão de tamanha riqueza despertou em nosso capitão um diabólico sentimento de ganancia e insensatez.Sua cobiça o fez decidir tomar para si aquela preciosidade, então voltou silenciosamente para a casa onde dormíamos e despertou um a um cada membro da tripulação e contou seu plano de levar dali a estátua antes do dia amanhecer.Então, nós o seguimos silenciosamente pela cidade até o topo da pirâmide, evitando ao máximo fazer qualquer barulho para não acordar os nativos.Todos da tripulação ficaram perplexos ao admirar a figura do ídolo.Em pouco tempo nos pusemos à trabalhar para remover a estátua com intuito de levá-la para o navio.
Quando retiramos o ídolo de seu pedestal nosso trabalho foi interrompido por um grito que ecoou pela cidade:
-Kapend urlla!!!
Foi então que uma flecha vinda de não sei onde atingiu o pescoço de Renan G. Dias,um de nossos estivadores,pondo fim a sua vida em poucos segundos.Em poucos instantes todos habitantes da cidade vieram correndo em direção a pirâmide, armados com arcos e lanças de madeira.O que se seguiu a este acontecimento não foi uma batalha entre os nativos e nós.Foi apenas uma brutal e covarde chacina.Se de nossa parte contávamos com espadas e armas de fogo, os nativos possuíam apenas as armas rudimentares que eu citei.Nossa única baixa foi justamente Renan, que foi pego de surpresa, fora ele houve apenas alguns machucados sem perigo em alguns marujos.Já o destino do povo da ilha foi trágico.Nossa ganancia nos deixou cegos e quando a razão retornou, tínhamos matado todos eles, sem exceção de crianças ou mulheres, acabando assim com toda uma civilização.
Terminado o banho de sangue, seguiu-se um saque à todos os tesouros que encontramos na cidade.Levamos para o navio vários quilos de artefatos esculpidos em ouro e pedras preciosas, que deixariam toda a tripulação mais rica que a maioria de todo o povo espanhol.Além é claro do ídolo, que por si só valia uma fortuna inestimável.O dia já estava claro quando terminamos o carregamento do navio com o saque e ainda passamos outras horas carregando os tonéis com água potavél antes de nos lançarmos ao mar. Naquela noite os homens brindaram e festejaram o tesouro conquistado e embebedaram-se, talvez por felicidade ou talvez para esquecer a culpa.
Pouco antes de três horas da manha todos os homens já haviam se recolhido em seus quartos e o capitão recolheu-se sozinho em sua cabine onde guardara o ídolo.Eu não sei quanto tempo dormi naquela noite, mais sei que foi muito pouco, pois a escuridão ainda encobria o oceano quando um horrível grito vindo da cabine do capitão despertou do sono e embriaguez todos de nossa tripulação.Em poucos instantes toda a tripulação inclusive o imediato que abandonou o timão, estava frente a cabine tentando arrombar a maciça porta que o capitão mantinha trancada.De dentro continuava os gritos horríveis de Diego sendo torturado.Sua voz emitia um terrível som gutural, como se não conseguisse mais pronunciar uma palavra natural.
Sem conseguir arrombar a porta e apreensivo com o que estava ocorrendo,Ruan Guido o contra mestre ,sacou sua pistola e atirou na tranca, conseguindo assim abrir a porta.Antes aquela porta nunca tivesse sido aberta.O que eu pude ver ali no pouco tempo que dispus antes de sair correndo foi algo terrivelmente perturbador.Nosso capitão estava totalmente desmembrado e seu sangue escorria por varias partes de seu corpo.O motivo de não pronunciar palavras inteligíveis pode ser explicado pela falta da língua, que estava agora no chão da cabine.Mais estarrecedor ainda era o motivo de seu estado.O Ídolo terminava de separar seu pescoço do tronco quando abrimos a porta.Nossas mentes lutavam para absorver aquela cena quando em um movimento surpreendentemente rápido para pernas tão pequenas o ídolo atirou-se contra Jean Cardenha que não conseguiu fugir de suas mãos douradas.Ali mesmo em nossa presença a abominação começou a despedaçar nosso amigo.Alguns homens ainda tentaram ferir o ídolo com espadas e mesmo tiros, mas tudo foi em vão.Nem mesmo uma expressão o maldito esboçou.Aquilo não sentia dor ou compaixão.
Quando constatamos que não era possível vencer aquela criatura, fugimos o mais rápido que nossos pés conseguiram dali.A tripulação dividiu-se por várias partes do navio, procurando se esconder daquela maldita coisa dourada que esquartejou o capitão e Jean.Eu me tranquei em meus aposentos, junto com Ruan e George, o cozinheiro.Trancado ali dentro não pude ver o que se passava mas, nestas situações nossos ouvidos se tornam tão aguçados que conseguimos recriar com precisão os acontecimentos através do som.Eu consegui ouvir varias portas se trancando e os passos metálicos do ídolo se movendo pelo La Paloma.Depois ouvi o barulho de uma porta sendo arrancada das dobradiças e sendo jogada longe, então mais gritos ecoaram pela embarcação.Marujos choravam como crianças e outros rezavam pedindo perdão por seus pecados.Mais sons de porta sendo arrancadas e mais gritos.Cedo ou tarde o ídolo chegaria até nós.Não posso negar que eu e meus companheiros também não estivéssemos tão aterrorizados como os outros.
Os momentos trancados naquele quarto pareceu uma eternidade, mas não duraram mais de uma hora.Com certeza aquele monstro teria arrancado a porta de cada cabine do navio e matado um por um, mas seu intento foi bruscamente interrompido quando um grande impacto fez o navio todo chacoalhar e ranger.E então fomos jogados contra a parede.Depois a embarcação começou a tombar de lado.Não era preciso pensar muito para saber o que aconteceu.Com a morte do imediato e do capitão e toda a tripulação se escondendo de medo, o navio ficou a deriva com as velas hasteadas e havia se chocado contra alguma coisa em alto mar, que mais tarde eu descobri ser uma ilhota de pedra.
Após o impacto, o navio começou a afundar rapidamente e apesar do medo de abrir a porta, não nos restava outra alternativa à tentar escapar do naufrágio.Eu peguei alguns pertences na sala que julguei serem importantes caso conseguíssemos nos salvar e os coloquei em uma sacola.Depois destranquei a porta e nós saímos do quarto e seguimos para o convés.Não foi fácil nos movimentar com o navio tombando, mas conseguimos alcançar os botes sem encontramos o monstro em nosso caminho, apenas seu rastro de destruição.Encontramos um único bote inteiro, pois os outros haviam caído no mar e estavam danificados com o impacto.Subimos no bote e nós lançamos ao mar.
Não sei se além de nos três, sobrou algum vivente do La Paloma que possa confirmar minha historia.O quê sei é que não vimos outro bote além do nosso sair do navio.Por muito tempo gritamos e procuramos na escuridão do Atlântico por sobreviventes sem sucesso.
Nosso plano era tentar remar de volta até a ilha.Por mais de dois dias navegamos sem rumo naquele bote com mínimas provisões sem saber ao certo se estávamos na direção correta, pois não dispúnhamos sequer de uma bússola.Chegamos enfim a encontrar esta pequena ilha que aqui estou.Não é a mesma ilha da cidade d’El Dourado, mas por hora é o nosso porto seguro.
Meus companheiro têm a esperança de sobrevivermos aqui até um navio passar por estas aguas e nos resgatar.Eu ainda não contei a eles, mas já não compartilho desta esperança.Eu sei que nossas vidas não serão poupadas por um longo tempo, pois ao cair da noite eu o vi.Deste ponto de observação no penhasco, sob a luz da lua cheia eu vi um brilho dourado sair do mar e caminhar em direção à arrebentação.
Autor: Cristiano Costa
Creepypasta dos Fãs: Sozinho
São 15:27 da tarde de um sábado chuvoso de inverno e estou no escritório trabalhando até mais tarde. Como muitos, eu deveria ter ido embora as 14:00 mas tentei adiantar serviço. Erro meu...
Estou no 8 andar de um prédio velho no centro da cidade, nessa rua com escritórios apenas. A energia elétrica acabou (acontece com frequência em dias chuvosos) e telefone nenhum funciona. A pouca claridade que entra pela janela é a única coisa que me protege desses vultos, das sombras que tentam se aproximar de mim. O som que fazem arrepia cada fio de cabelo em meu corpo. Estou de frente para o corredor e posso ver o corpo do velho faxineiro retorcido no chão. Inclusive foi o som de ossos quebrando e carne rasgando que me chamou atenção, logo após o blackout, há alguns minutos atrás. E ele nem gritou. Nem gritou. As vezes as sombras penetram em seu corpo e o sacodem, parecem brincar com ele.
É engraçado. Eu nunca tive religião, nunca acreditei em fantasmas ou aparição. Mas já rezei para tudo quanto é deus ou entidade que ouvi falar.
Janelas blindadas, desnecessárias num prédio velho desses, me prendem aqui dentro! Mas não adiantaria gritar, lá embaixo não passa ninguém há horas. Trabalho ao lado da janela e conheço o movimento do lugar.
Eu não sei o que fazer. Estou tentando manter o controle, mas vai escurecer logo. Não sei o que fazer. Estou quase enfartando! Estou com medo!
O faxineiro se levanta. Se retorce e, ainda que muito quebrado e ensanguentado caminha em minha direção e pergunta: - “Qui foi, quiança? Puquê num vai pa casa discansá?” e cai próximo aos meus pés.
Esse foi meu limite. Parece que meu coração vai parar. Tudo fica confuso.
Sinto algo tocar meu ombro, me sacudir. Instintivamente eu grito.
Acordo num susto. Era só o faxineiro, parece que caí no sono no escritório.
Respiro aliviado. Olho no relógio, são 15:19. A luz pisca, como se precedesse um blackout. O faxineiro me pergunta: -“Qui foi, quiança? Puquê num vai pa casa discansá?”
Meus ossos congelam. A luz acaba...
Estou no 8 andar de um prédio velho no centro da cidade, nessa rua com escritórios apenas. A energia elétrica acabou (acontece com frequência em dias chuvosos) e telefone nenhum funciona. A pouca claridade que entra pela janela é a única coisa que me protege desses vultos, das sombras que tentam se aproximar de mim. O som que fazem arrepia cada fio de cabelo em meu corpo. Estou de frente para o corredor e posso ver o corpo do velho faxineiro retorcido no chão. Inclusive foi o som de ossos quebrando e carne rasgando que me chamou atenção, logo após o blackout, há alguns minutos atrás. E ele nem gritou. Nem gritou. As vezes as sombras penetram em seu corpo e o sacodem, parecem brincar com ele.
É engraçado. Eu nunca tive religião, nunca acreditei em fantasmas ou aparição. Mas já rezei para tudo quanto é deus ou entidade que ouvi falar.
Janelas blindadas, desnecessárias num prédio velho desses, me prendem aqui dentro! Mas não adiantaria gritar, lá embaixo não passa ninguém há horas. Trabalho ao lado da janela e conheço o movimento do lugar.
Eu não sei o que fazer. Estou tentando manter o controle, mas vai escurecer logo. Não sei o que fazer. Estou quase enfartando! Estou com medo!
O faxineiro se levanta. Se retorce e, ainda que muito quebrado e ensanguentado caminha em minha direção e pergunta: - “Qui foi, quiança? Puquê num vai pa casa discansá?” e cai próximo aos meus pés.
Esse foi meu limite. Parece que meu coração vai parar. Tudo fica confuso.
Sinto algo tocar meu ombro, me sacudir. Instintivamente eu grito.
Acordo num susto. Era só o faxineiro, parece que caí no sono no escritório.
Respiro aliviado. Olho no relógio, são 15:19. A luz pisca, como se precedesse um blackout. O faxineiro me pergunta: -“Qui foi, quiança? Puquê num vai pa casa discansá?”
Meus ossos congelam. A luz acaba...
Autor: A. R. Francklin
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