08/10/2014

AVISO: ESCOLHA O NOME DA NOVA SÉRIE!

Assistam o vídeo, comentem nele sobre os nomes que vocês mais gostaram, e vamos tocar essa série! Está tudo quase pronto pro lançamento oficial, em 31 de Outubro!

E vocês? Estão preparados pro que está por vir?

03/10/2014

AVISO: ESTAREMOS NA BGS 2014 (12/10)!!! \o/

Nos vemos lá, meus queridos! E caso se encontrem com a gente, não se acanhem e venham trocar uma idéia \o/

Para maiores informações, entrem no link a seguir: http://www.brasilgameshow.com.br/


Link da Fanpage do Canal:

02/10/2014

Minha esposa

Minha vida parecia estar indo muito bem. Eu tinha acabado de me formar na faculdade, e conseguir um ótimo emprego como gerente. A coisa, é que de alguma forma eu sentia um vazio em minha vida... Eu queria um amor. Eu queria uma esposa para me fazer companhia, mas as únicas mulheres com quem eu mantinha contato no meu dia-a-dia eram colegas de trabalho – e eram feias pra caralho.

Após voltar para casa, depois de um longo dia de trabalho, peguei um refrí, sentei, e liguei meu computador. Eu estava desesperado para encontrar um amor o mais cedo possível, e parecia que minha única alternativa era acessar um site de encontros virtuais. Encontrei um site popular, me cadastrei, e configurei meus interesses na esperança de encontrar alguém compatível.

Acordei na manhã seguinte e liguei meu computador mais uma vez. Recebi apenas dois contatos compatíveis, e, algo realmente estranho, um dos contatos era uma das minhas colegas de trabalho horrorosas. A outra não tinha foto no perfil, mas o nome não me era familiar. Sabendo o quão desesperado eu estava, aproveitei a chance para mandar uma mensagem privada para essa ‘garota’, propondo um encontro no café local naquela noite. Ela respondeu quase uns três minutos depois, aceitando a proposta. Eu fiquei muito feliz, mas ao mesmo tempo ansioso para saber como tudo ocorreria.

Naquela noite eu estava tremendamente exausto pela grande carga de trabalho no escritório, mas a minha excitação superou o cansaço assim que voltei para casa, me troquei, e segui para o café. O local ficava à apenas cinco minutos da minha casa, então dirigir até lá não seria um grande problema.

Não tive problemas em estacionar o carro, e logo eu estava lá dentro, pronto para ver a minha ‘possível futura esposa’. Para a minha completa surpresa, a garota mais bela que eu já tinha visto se aproximou de mim – seus olhos eram o que mais chamavam atenção – os olhos cinzentos mais belos do mundo. “Oi,” ela falou, sorrindo. “Sou a Christy. Você deve ser o David, vi a sua foto na internet.”

“Eu, com toda certeza, não vi a sua,” eu disse, e rimos ao mesmo tempo. Eu já sentia que éramos completamente compatíveis.

Nosso primeiro encontro acabou sendo perfeito, e no fim já tínhamos descoberto várias coisas em comum. Enquanto a deixava em seu simples apartamento, selamos o encontro com nosso primeiro beijo. Me senti como o cara mais sortudo do mundo – como se nada mais pudesse dar errado em minha vida.

Continuamos nos encontrando por uns quarto meses antes que eu lhe fizesse a proposta, e ela dissesse sim com grande excitação. Nosso casamento foi bastante comum, com poucas pessoas. Os convidados incluíam a minha mãe, alguns dos meus colegas de trabalho, o pai da Christy e alguns dos seus melhores amigos. Ela estava tão linda, eu tão apaixonado…

Naquela mesma noite perdi a minha virgindade com ela, com sorte não a engravidei, ter filhos tão cedo estragaria nosso casamento. Eu estava financeiramente incapaz de bancar uma lua de mel, mas ela disse que estava tudo bem, e o que importava era estarmos juntos. Ela era legal assim. Eu ajudei a carregar as coisas dela para o meu simples lar, onde ficaríamos juntos. Nossa vida seria incrível, e éramos um casal perfeito.

Algumas semanas depois descobri que um dos meus colegas que tinha assistido ao meu casamento, Kevin, foi encontrado morto com cortes por todo o corpo. A polícia não sabia dizer se os cortes foram feitos pela própria vítima, ou por outra pessoa. Disseram que fariam um exame médico detalhado, e em alguns dias poderiam dizer o que tinha acontecido. Essa notícia realmente me desanimou, e fez com que a dor de cabeça que eu já estava sentido ficasse ainda pior. Eu estava tendo dores de cabeça muito fortes, o que eu presumia que fosse a grande carga de trabalho. Voltei para casa mais tarde naquela noite, e Christy já estava na cama. Eu não estava com muita fome, então fui direto para a cama. Contei imediatamente para a Christy sobre o meu amigo encontrado morto, mas ela se levantou de repente, olhou para mim, sorriu – o que era bastante estranho considerando a situação, e falou:

“Não se preocupe com isso. Ele ficará bem.”

Eu não tive muita certeza se deveria ficar surpreso ou relaxado com o tom dela, mas considerando a sua doce natureza, decidi ignorar e dormir.

Na manhã seguinte acordei doente, tossindo muito e sentido um grande enjoo. Fiquei em casa, o que foi a única coisa boa no dia, além do fato de Christy estar sendo bastante cuidadosa comigo. “Te amo, fica melhor.” Eram as relaxantes palavras que ela falava com frequência naquela manhã. Ao cair da noite, ela apagou as luzes e deitou-se silenciosamente ao meu lado na cama. Uns 30 minutos depois e eu ainda não conseguia dormir. Passei meu braço sobre Christy em uma tentativa de ficar bem perto dela, mas logo a minha mão congelou. Eu não conseguia me mover... A pele dela estava fria como gelo. “Christy? Você está bem?” Perguntei, mas ela não respondeu.

Eu a virei para meu lado, e vi o que deveria ser a minha linda esposa – que naquele momento estava terrivelmente desfigurada, de um jeito que eu nunca poderia imagina-la. Gritei o mais alto possível, a empurrei para longe de mim, e me tranquei no banheiro. Eu tinha visto a Christy sem olhos, apenas dois buracos sangrentos no lugar deles, com a pele do rosto coberta por veias, bastante pálida – não consegui ver outros detalhes, pois meus olhos não estavam tão ajustados à escuridão no momento. Sentei no chão e chorei, chorei até cair no sono. Surpreendentemente me senti renovado na manhã seguinte, mas logo senti o medo retornar ao lembrar do terrível acontecimento da noite passada. Minha visão estava embaçada e distorcida, talvez pelo longo tempo que passei chorando.

Tive que superar e tentar esquecer o medo que senti da coisa que tinha visto. Abri a porta lentamente, evitando qualquer barulho. Enquanto seguia lentamente para o quarto, percebi que ela já não estava lá. Ouvi algo na cozinha. O som de metal se chocando. Corri para checar a origem do som, e vi a minha linda esposa pegando as panelas que tinha derrubado.

Ela derrubou as panelas outra vez assim que me viu. “O que diabos aconteceu na noite passada?” ela perguntou, mas parecia mais preocupada que com raiva. “Senti vontade de vomitar, e tive que correr.” Menti. Felizmente ela acreditou. “Aw… espero que melhore logo.” Ela me beijou e voltou a preparar o café da manhã. Meu final de semana não tinha começado tão bem.

Repassei mentalmente o que tinha visto, o que tinha acontecido. Mas não conseguia explicar. Tentei esquecer, pensar que nunca aconteceria outra vez. Mas aconteceu. A coisa aparecia em todos os meus sonhos – seu corpo gelado, sem olhos. Em meus pesadelos a coisa se aproximava de mim, andando como uma marionete, e encostava o rosto no meu, fazendo o odor de carne podre se arrastar por minhas narinas.

“Não pode escapar,” a coisa sussurrava friamente.

“Ficaremos juntos para sempre.”

A coisa sorria, um sorriso que antes me encantava, e agora me dava arrepios.

Pensei que estivesse enlouquecendo. Eu via a coisa por toda parte. Escondida embaixo da mesa no meu escritório. Nos arbustos no parque. Eu queria tanto que aquela coisa fosse embora. Eu queria a Christy de volta. MINHA CHRISTY. A pessoa por quem eu estava apaixonado, não aquele ghoul maldito! Eu sabia que precisava acabar com aquilo.

No dia seguinte, quando voltei para minha casa e vi aquela coisa asquerosa me encarando na cozinha, não pensei duas vezes antes de agarra-la e enfia-la no forno, resistindo ás suas tentativas de escapar. O forno começou a tremer violentamente, a coisa emitia gritos dolorosos e horríveis de se ouvir. Corri para fora da cozinha. Os gritos de dor duraram por mais dez minutos, e logo a casa se encheu com uma grossa parede de fumaça negra.

Quando voltei para a cozinha, a coisa já tinha parado de gritar. A casa estava silenciosa, parecia morta. Uma estranha sensação pairava pela casa – como se nada mais no mundo estivesse vivo. Voltei para o forno, pensando em tirar o que sobrou da coisa, e o que tirei de lá me aterrorizou mais que a própria visão da criatura – o que estava no forno era a minha Christy, minha esposa, completamente queimada – mas estranhamente, seus olhos estavam completamente intactos. Caí de joelhos, sem reação – não conseguia acreditar naquilo. Fiquei ajoelhado por quinze ou trinta minutos, até que a polícia chegou. Os vizinhos tinham notado a estranha fumaça negra saindo da casa, chamaram a polícia e eles vieram. Eles me levaram é claro, por estar na cena do crime.

Fui posto em uma sala vazia e questionado, mas com sorte consegui driblar suas perguntas persistentes. Eles concluíram que eu era apenas um desafortunado marido que chegou em casa e encontrou os restos do que um dia fora a sua amada esposa... Eles me disseram que tudo ficaria bem e que eu teria que alugar um quarto em um hotel enquanto eles prosseguiam com as investigações. Eu sabia que nada ficaria bem. EU SABIA O QUE TINHA FEITO!

E sabe o que é pior? Eu ainda a vejo. Aquela coisa. Seja o que for. EU A MATEI! MATEI! MATEI! Eu nunca me perdoaria. Arruinei minha vida, a vida dela, A VIDA DE TODOS! Eu não queria superar, mas aqui estou, digitando isto. Quando finalmente decidi superar a minha insana depressão, tentei voltar ao trabalho. Quando me aproximei do prédio, percebi uma grande fita amarela lacrando as portas, com uma grande nota:

“Construção com operações canceladas até segunda ordem devido à exposição química perigosa, criando condições arriscadas de trabalho.” – Departamento de Saúde

Senti um calafrio percorrer meu corpo enquanto lia aquela mensagem. Não sabendo o que aquilo significava para mim, decidi que precisava de alguns exames. Entrei em meu carro e segui direto para o meu doutor. Entrei na clínica e percebi que era o único para ser atendido no momento. A enfermeira me acompanhou até a sala do doutor, e eu pedi para passar por um exame. Mais tarde, fui diagnosticado com uma desordem causada pela inalação de um tipo de produto químico. Tremendo, pedi que o doutor me informasse os efeitos colaterais, e ele leu para mim:

“Efeitos de inalação ou ingestão envolvem dores de cabeça, enjoo, cansaço, e está exclusivamente ligado à estranhas variações nos sentidos. Exposição prolongada pode resultar em danos cerebrais, instabilidade mental, e alucinações.”

25/09/2014

Garrafa



A minha condenação venho na forma de uma garrafa...

Não, não é como você está pensando.

Quando eu era um garoto, meu melhor amigo morava perto de um pequeno aterro sanitário – um ótimo lugar para crianças se aventurarem.
Monster bottle
O lugar era cheio de mistério e descobertas excitantes, e se você encontrasse algo legal, ninguém se importaria se você o pegasse. Bom, ninguém exceto os seus pais. A única exceção era a mãe do meu amigo; a maioria de seus pratos e panelas foram tirados daquele aterro. Eu não aprovava isso.

Um dia, eu estava naquele aterro, desmantelando um carro com alguns amigos. Alguns estavam interessados nas peças, mas eu só queria quebrar coisas. Quando retiramos todo o motor, passamos para o interior do carro. Embaixo de um dos bancos encontramos uma pequena garrafa, cheia com um tipo de liquido verde e borbulhante.

Naquela época, a curiosidade sempre superava a higiene. Eu a destampei e cheirei. O cheiro era agradável, como menta, e um pouco floral. Um dos garotos, Jackie, me desafiou a beber aquilo. Era um desafio em dobro, ou seja, seu eu bebesse, ele também beberia. Eu tive que aceitar.

O gosto também era agradável, e me aqueceu da cabeça aos pés. Meu corpo foi tomado por um estranho e agradável formigamento. Nada mais aconteceu, não até aquela noite.

O primeiro efeito foi que eu não conseguia dormir. Eu nem precisava dormir mesmo. Já estava bem agitado

O segundo efeito veio um mês depois. Comecei a tossir coisas. Eu estava brincando sozinho na floresta e comecei a tossir sangue. Não apenas sangue, mas também pedaços de carne... Então comecei a vomitar. O meu intestino delgado saia da minha boca como uma grande cobra enquanto eu estava ajoelhado ali no chão, tremendo, chorando, e lutando para respirar. Eu estava literalmente vomitando minhas tripas.

Todos os meus órgãos pareciam mover-se para acomodar meus pulmões. Meu coração parecia prestes a sair pela minha boca. Eu estava sangrando tanto, que se não tivesse abandonado minhas roupas elas estariam completamente tingidas de vermelho agora. Mais tarde, os policiais encontrariam minhas roupas e procurariam por mim, um desaparecido que nunca mais achariam.

Porém, eu não me sentia vazio quando todo o processo estava terminado. Novos órgãos já tinham crescido dentro de mim. Eu podia senti-los, vesículas e espirais brotando do nada.

Finalmente, o terceiro efeito. Dois meses depois, comecei a ansiar por água, uma grande quantidade dela. Não posso explicar a sensação de sede que me tomou, mas posso afirmar que sentia uma sede desesperada. Durante uma noite, saí do moinho abandonado onde estava escondido e me arrastei até encontrar um pântano. A água enlameada e cheia de insetos parecia como um lar para mim agora. Fiquei submerso, repousando com apenas meu olhos para fora, assistindo aos peixes e salamandras serem comidos pelas garças; fiquei por bastante tempo naquela posição, esperando por minha caça.

Tenho certeza que você já sabe qual foi o quarto efeito...

Estou digitando esse relato no celular da minha última vítima.

Ela estava deliciosa.

E cheirava como melões frescos

20/09/2014

O Celeiro

Algo aconteceu há 17 anos, e talvez nunca terá uma explicação. Não escrevi sobre isso antes pois, isso me atormentava muito, não me sentia mentalmente pronto para contar sobre isso. Deixe-me começar.

Era uma noite normal de verão, eu estava assistindo “Os Flintstones”, e estava na casa dos meus avós. A minha avó estava de plantão no hospital, então naquela noite era apenas eu e o meu avô.

Ele já tinha caído no sono, então percebi que poderia fazer o que quisesse. Decidi que depois do desenho, eu sairia. Uns 9 minutos depois que o desenho acabou, o volume da TV começou a diminuir. Até pude ver as linhas do volume descendo na TV. “Que droga é essa?!” pensei. “Ah, Já sei! Deve ser apenas o meu avô brincando.” (Já que ele estava com o controle.) Então fui até a cadeira dele e vi que ele estava com os olhos fechados. Pensei que estivesse fingindo, mas depois de alguns minutos de pé ao lado dele, percebi que ele não poderia fingir por tanto tempo.

Logo comecei a ficar assustado. No momento em que sai da casa, meus pés ficaram gelados. Comecei a pensar que não deveria ter saído. Meus avós moravam em uma fazenda, então eles tinham um celeiro. Decidi visitar a nossa própria coruja que vivia no celeiro, George. Quando entrei no celeiro e chamei seu nome, não recebi uma resposta. Eu sabia que não era normal. Ele nunca nos ignorava!

Quando eu ia saindo, alguém falou comigo, “Então você se acha corajoso?

Virei para trás, mas não havia ninguém na escuridão.

A voz sem corpo falou outra vez, “O que foi?”

Corri de volta para casa, entrei, e procurei meu avô para contar o que tinha acontecido. Eu o encontrei pegando um biscoito na cozinha. Contei para ele sobre a voz, e ele não soube o que responder. Por fim, ele disse que não era nada, e recomendou que fôssemos dormir. Pedi para que ele fosse comigo outra vez lá fora. E ele aceitou. Fomos para o celeiro, e meu avô ficou surpreso quando George não respondeu. Foi quando vimos um homem e quase 2 metros, descendo a escada de madeira que levava para outro andar do celeiro. Quando ele nos viu, correu de volta para o canto mais escuro. Eu estava com tanto medo, que saí correndo para casa.

Quando fiquei preocupado com o meu avô, resolvi voltar com uma lanterna. Ele ainda estava na porta do celeiro quando voltei. Resolvemos entrar no celeiro para examina-lo. Enquanto estávamos lá dentro, ouvimos o nosso cachorro, Oliver, latindo como se tivesse visto o próprio demônio. Nós sabíamos que os animais podiam ver e sentir coisas anormais.

Voltamos para dentro da casa e decidimos ignorar o que estava acontecendo e dormir ao som de “In the Ghetto” do Elvis. Meu avô já estava dormindo quando deu 11:00 pm, mas eu continuava sem conseguir grudar os olhos. Quando se aproximava 1:00 am, ouvi uma batida na janela. Eu m mijei todo, literalmente. Decidi levantar e dar uma rápida olhada na janela. E para meu completo espanto, quando afastei as cortinas, vi um homem com o rosto grudado no vidro e com um grande sorriso. Pensei que talvez fosse a mesma pessoa que vimos no celeiro.

O homem falou algo que não consegui entender muito bem naquele momento, mas soava como, “Você não está seguro, criancinha tola!”

Então eu gritei e acordei o meu avô. Contei o que tinha acontecido e ele correu para pegar uma de suas armas. Então passamos o resto da noite trancados no quarto com uma espingarda. De alguma forma consegui cair no sono, mas sou assombrado por esse acontecimento, até hoje.

Creepypasta dos Fãs: O Pequeno Sam


13 de Maio, 1996

Meu nome é Brienne, tenho 15 anos e tenho o sonho de me tornar escritora daqui alguns anos. Decidi escrever este diário para praticar minha escrita e passar o tempo.

Minha família é grande, tenho três irmãos e moramos com nossos pais em uma casa humilde, mas grande o suficiente para todos nós.

Amanhã meu irmão Sam completará sete anos de idade, será um longo dia.

14 de Maio

Hoje acordamos bem cedo, fomos ao zoológico, em uma lojinha infantil entediante e depois comemos um bolinho em homenagem ao Sam. Meus aniversários nunca são legais assim.

Parece que meu irmãozinho se apaixonou por um livro infantil que ganhou de um tio qualquer.

15 de Maio

Como eu odeio o Domingo!

Tivemos que ir almoçar na casa da vovó Lianne, a única pessoa que foi realmente feliz pra lá foi o Sam, que não desgruda do estúpido livro. O livro, além de velho, tem desenhos mal feitos e uma leitura estranha.

20 de Maio

Tem sido uma semana corrida aqui em casa. Meu irmão mais velho caiu da escada enquanto descia do quarto para a sala e está internado, meu pai tem estado irritado esses dias, meu outro irmão vive trancado no quarto, mamãe está muito abatida e Sam não desgruda do livro nem pra tomar banho.

23 de Maio

Estamos sem notícias sobre o estado de saúde de Martin, meu irmão que caiu da escada. Tenho certeza que os médicos estão escondendo algo da gente. Encontrei Tom, meu irmão do meio, chorando ontem. Ele anda afastado de todos, mamãe está arrasada.

30 de Maio

Minha vida está desmoronando.

Martin está morto, assim como Tom. Tudo em apenas uma semana, não sei de onde estou tirando forças para escrever.

Sobre Tom, ele foi encontrado morto no quarto. Mamãe bateu na porta depois de ouvir um barulho muito alto e lá estava ele, estirado no chão. No relatório diz suicídio, um absurdo.

Martin não resistiu aos ferimentos de um simples tombo da escada, tudo isso está muito confuso.

02 de Junho

Como se tudo que vem acontecendo não bastasse, mamãe e papai brigaram feio e se separaram. Consegui ouvir do meu quarto parte da conversa em que papai dizia que Sam precisava de tratamento psicológico.

Eu teria ouvido mais se Sam não estivesse gritando “FORA!” durante a discussão.

04 de Junho

Nunca me senti tão sozinha. Meus irmãos (exceto Sam) estão mortos, papai saiu de casa e não entra mais em contato, mamãe parece cada dia mais esgotada e parece que só tem o Sam de filho. Já Sam, nunca o vi mais estranho, ele parece estar me seguindo por todos os cômodos. Jamais me esquecerei de ontem, quando pedi pra ver seu livro, ele se encheu de fúria e gritou algo como: “Não me chame de Sammy e nunca toque em meu livro!”

O mais estranho disso tudo, foi que mamãe viu ele gritando desse jeito comigo e apenas abaixou a cabeça e o levou para o quarto.

Preciso dormir!

05 de Junho

É provável que eu já esteja morta enquanto você lê isso, não tenho mais nada a fazer, minha vida está condenada.

Acordei de madrugada com mamãe gritando com Sam e depois ouvi ela gritar para que eu trancasse a porta. Pensando que mamãe estivesse em perigo, abri a porta de leve e vi algo que jamais me esquecerei:

Sam vinha correndo de quatro pelo corredor, com o livro pendurado na boca, estava coberto de sangue. Pensei em ajuda-lo, mas o jeito demoníaco que ele se movia fez com que eu trancasse a porta. Ouvi uma batida surda na porta e percebi que ela não resistiria, então arrastei minha escrivaninha pra frente dela e me escondi atrás da cama. A barricada que fiz não irá durar muito.

Estou sentindo a madeira se rachando, ele estará aqui em breve. Já gritei pela mamãe, mas acho que aconteceu algo com ela, ela não responde.

Agora entendo o que aconteceu com meus irmãos, sou a próxima da fila, a última.

A porta não resistiu, Sam entrou, e ele não está sozinho.




Autor: Anguy Archery