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07/05/2017

A Banheira de Pregos – Parte 4

Parte 1: http://www.creepypastabrasil.com.br/2017/01/a-banheira-de-pregos-part1.html
Parte 2: http://www.creepypastabrasil.com.br/2017/01/a-banheira-de-pregos-part2.html
Parte 3: http://www.creepypastabrasil.com.br/2017/01/a-banheira-de-pregos-part3-o-comeco-da.html

(Antes de começar a creepy gostaria de dizer que já havia desistido dessa história, mas seria um erro ainda maior entregar algo incompleto para vocês, em respeito a vocês segue a parte 4 da creepy.)  


Aquela garotinha tinha a maldade nos olhos. Seu olhar era frio como uma noite de inverno, ela parecia se orgulhar de cada cicatriz em seu corpo, fazia questão de passar os dedos em cada uma delas. Seu vestido branco lembrava um pijama, aquele vestido era a única coisa meiga que havia nela. 

– Cada prego nessa banheira foi usado para crucificar uma bruxa, mas esses pregos não são nada comparados aos pregos que ganhei há algum tempo. Esses pregos maiores perto do ralo são os pregos usados para crucificar Deus. Eu adoro me banhar aqui,  sinto a dor de cada um deles e isso me dá prazer, essa banheira foi um presente... Ah! Seus avós acabaram de morrer, mas não se preocupem, eles estão com um lindo anjo agora chamado Samael. 

A voz de uma criança dizendo tudo aquilo era absolutamente chocante para os ouvidos de Alex e Caio. Era uma mistura de sentimentos em cada um deles... Um pouco de ódio, tristeza e perplexidade. Aquilo era tão surreal para eles que algumas vezes eles até se agrediam para ter certeza de que aquilo não era um sonho. 

Estava frio lá, mas o suor de nervosismo e medo pingava de suas testas.

O galpão começou a enferrujar, o metal da porta ia se retorcendo aos poucos e o teto começava a rachar. 

Caio – Sua bruxa maldita! 
Alex – Isso é só um sonho cara, não é real, não é real.

Alex começava a entrar num estágio de loucura e paranoia, deitou no chão e fechou os olhos desejando acordar daquele pesadelo tão aterrorizante. 

Caio –  Afinal, qual o seu nome?! 
– Eu sou Lilith, esposa do anjo da morte Samael e amante de Lúcifer. Finalmente ele pode subir a este mundo, e vocês poderão contemplar o seu poder antes de morrer. 

O chão começou a se abrir, e aos poucos, uma besta de asas enormes se levantava da terra seca. Seus olhos vermelhos pareciam queimar por dentro, sua boca tinha presas afiadas, o cheiro de enxofre tomava conta do lugar. 

Este mundo agora é meu – Disse o diabo, em tom gritante. Enquanto se levantava com o corpo coberto de chamas, carregava na boca uma imensa bola flamejante pronta para ser lançada sobre eles. Fecharam os olhos enquanto seguravam a mão um do outro. Estavam prontos para o abraço da morte, mas um som alto fez com que a bola se apagasse no mesmo instante, e então, o céu se abriu..

(Comentem se quiserem a continuação e muito obrigado pelos comentários da Creepy da Paulista, depois da semana de provas começo a escrever a parte 3)  

24/01/2017

A Banheira de Pregos (Part.3: O Começo da Verdade)

(Continuação) Eles correram até a casa e encontraram a cozinha completamente suja de sangue e  cheia de penas. Paul estava segurando uma marreta, por algum motivo ele colocou todos os patos na cozinha e esmagou cada um deles. Paul olhava fixamente para a parede branca com grandes respingos de sangue, enquanto desenhava um pentagrama em cima da mesa de jantar.

Caio.- Que merda é essa?! O senhor ficou maluco! 
Paul.- Ele precisa de sangue.
Caio.- O senhor tá delirando! Cadê a vovó?
Alex.- A gente precisar encontrar ela cara.

Os dois começaram a procurar Rita até que encontraram ela no lago, ela estava nua e caída na margem.

Caio.- Vó! Acorda, a senhora precisa me dizer o que tá acontecendo! 
Alex.- Precisamos chamar a polícia, eu vou até a cabana, tem um rádio de emergência lá, talvez eu consiga pedir ajuda. 
Caio.- Vai rápido. 

Alex correu até a cabana e pegou o rádio, o sinal estava bom, ele conseguiu pedir ajuda da delegacia mais próxima, o policial disse que a viatura chegaria em mais ou menos uma hora.

Alex.- Pedi ajuda, mas eles vão demorar um pouco para chegar aqui.
Caio.- Precisamos levar ela pra cabana enquanto a polícia não chega, meu avô tá fora si. 
Alex.- Me ajuda a carregar. 

Eles levaram ela para a cabana e a enrolaram no cobertor, ficaram trancados lá até a policia chegar.

.- Aqui é o policial Josh! Quem estiver na casa por favor saia agora ou vamos invadir.  

Ao entrar na casa ele encontrou Paul deitado em cima da mesa, ele estava tremendo e não dizia nenhuma palavra que pudesse ser compreendida.

Josh.- Aqui é o policial Josh falando do Km 140, perto da estrada Ocean. Estou em uma casa que fica no fim da estrada depois da trilha, eu preciso de uma ambulância imediatamente. Câmbio, desligo.

Alex.- Caio, a polícia chegou, estou vendo a luzes da sirene. 
Caio.- Fica aqui, eu vou até lá.
Alex.- Ok, toma cuidado. 


Caio.- Policial! A minha vó precisa de ajuda.
Josh.- Mãos na cabeça, não se aproxime. O que está acontecendo aqui?
Caio.- Eu não sei dizer, eu tava na cabana e escutei um som estranho, quando cheguei o meu avô já tava nesse estado.

O policial ficou vigiando a casa até a ambulância chegar, e quando a ambulância chegou eles foram para o hospital mais próximo.

Josh.- Essa noite não vai ser fácil, eu vou arranjar uns cobertores e dois cafés, vão precisar. 
Caio.- Obrigado senhor. 




.- Olá, meu nome é Katy, sou a médica que está cuidando dos seus avós, eles estão em  observação, foram medicados. 
Alex.- Qual o estado deles?
Katy.- Bom, o senhor Paul estava muito alterado, parecia estar sob forte estado de choque emocional, Rita está bem, ela só teve uma queda de pressão. 
Caio.- Quanto tempo eles vão ficar aqui?
Katy.- Provavelmente uns dois dias, eles estão bem, mas precisamos observar possíveis alterações no quadro de saúde.  Eu preciso atender outros pacientes agora, com licença.
Caio.- Obrigado pela atenção. 
Katy.- Disponha. 

Enquanto os minutos passavam, a raiva e a angustia iam tomando conta de ambos e fazendo-os questionar a razão de tudo aquilo.

Alex.- Cara eu tenho certeza que tudo isso tem a ver com aquele maldito lugar. Precisamos por um fim nisso. 
Caio.- Amanhã nós vamos sair bem cedo, pegar o carro e voltar naquele galpão, com sorte podemos chegar antes de escurecer. 
Alex.- O que acha de pôr fogo? 
Caio.- Pode ser, eu tenho uma garrafa com gasolina no porta malas e podemos pegar uns fósforos em casa.
Alex.- Tá certo.

Depois de horas na estrada eles chegaram até o bairro onde moravam, parecia que tinha se passado 30 anos já que a casa dos dois estavam em estado caótico.  As casas estavam cobertas de infiltrações e ferrugem que lembrava vagamente sangue seco, alguns canos estavam expostos.

Assim que pegaram os fósforos, seguiram em direção a floresta até ao galpão. O Sol estava se pondo e a floresta ia ficando mais silenciosa a cada passo que eles davam sobre os galhos secos e podres. Insetos saiam dos galhos como se fossem vermes saindo de um cadáver apodrecido.

Alex.- Ainda dá tempo de voltar.
Caio.- Você sabe que não podemos fazer isso, precisamos dar um fim nessa história. 
Alex.- Eu sinceramente não acho que pôr fogo no lugar vai resolver. 
Caio.- Talvez o corpo daquela menina esteja enterrado em algum lugar do galpão, se a gente achar podemos queimar os restos mortais. 
Alex.- Se isso não funcionar estamos oficialmente mortos.

Antes que a noite chegasse eles começaram a procurar uma possível cova, mas não tinha nada em lugar nenhum.

.- Vocês não vão encontrar corpo nenhum nesse lugar, até porque eu nunca estive morta..
Caio.- Porque você tá fazendo isso? A gente não te fez nada.
Alex.- Você é mesmo real.
.- É claro que eu sou real, mas entendam, não adianta tentar me matar, não vão conseguir. Vocês devem se perguntar desde o dia em que pisaram aqui o porquê de existir uma banheira cheia de pregos num lugar como esse, não é? Vou lhes contar uma história..
(Continua..) 

23/01/2017

A Banheira de Pregos (Part.2)


(Continuação) Alex.- Mas que que droga! 

Uma garotinha se aproximou e sorriu para eles, ela então entrou na banheira e começou a girar na água enquanto os pregos arranhavam seu corpo.

.- Isso é tão divertido! Haha, minha mãe sempre me trazia aqui. 
Caio.- Quem é você?
.- Vocês vão saber..
Alex.- Deixa a gente ir embora, nós nunca mais vamos voltar, eu juro! 
.- Como quiserem, mas isso ainda não acabou.

Então os dois acordaram no dia seguinte sem saber se aquilo tinha sido um sonho ou não, já que Alex dormiu na casa de Caio.

Eles acharam melhor esquecer aquilo tudo, pois já estavam indo longe demais. Os dias foram passando e algumas coisas começaram a acontecer na casa dos dois. As paredes começaram a ter infiltrações e a casa ficava fria mesmo com o aquecedor ligado. Caio tinha certeza que aquilo tudo tinha haver com a garotinha que eles viram no galpão.

Alex estava sentado em frente sua casa esperando por Caio.

Caio.- Oi cara, você também não consegue dormir muito bem né?
Alex.- Sim, a casa está cheia de infiltrações e todas as noites fica muito frio. 
Caio.- Lá em casa também, eu tô pensando em passar um tempo na casa dos meus avós, eles moram a alguns quilômetros daqui, se você quiser pode vir junto, tem uma cabana lá. 
Alex.- Obrigado cara, eu aceito, estou precisando sair daqui mesmo. 

Depois de algumas horas na estrada eles finalmente chegaram.

Os avós de Caio moravam num lugar muito tranquilo, tinha um campo enorme de grama, algumas arvores frutíferas, um lago com alguns patos e uma cabana de hospedes onde eles iriam dormir.

Caio.- Bom cara deixa eu te apresentar, essa é a minha avó Rita e esse meu avô Paul, ele foi um grande policial.  
Alex.- Muito prazer! 
Rita.- Seja bem-vindo rapaz, tenho certeza que vai gostar daqui. 
Paul.- Sinta-se em casa jovem. 
Alex.- Muito obrigado, Caio me falou muito de vocês durante a viagem pela estrada. 
Caio.- É verdade haha, ele até dormiu enquanto eu contava. 
Alex.- Que mentira cara! Haha.
Rita.- Estão com fome? Tem torradas e geleia de damasco em cima da mesa, podem comer à vontade. Caio.- Vem cara, não perde tempo! 
Alex.- Obrigado mais uma vez. 
Paul.- Não há de que rapaz, pode ficar à vontade. 

Depois de comerem eles foram arrumar as coisas na cabana, ela era muito confortável, boa iluminação, banheiro, duas camas e uma TV cheia de canais.

Caio.- Essa é a vantagem de ter avós bem de vida haha. 
Alex.- A gente pode ficar aqui durante uns meses haha, eu não ligo. 
Caio.- Seria uma boa rs. 

Era final da tarde e eles foram até o lago observar Rita dar comida para os patos, Caio sempre viu sua Avó sorrir enquanto fazia isso, ela realmente era feliz.

Anoiteceu e eles foram jantar, a avó de Caio havia preparado um jantar especial para Alex, a mesa estava bem farta. Tinha costelas ao molho, purê de batatas, ervilhas frescas, algumas espigas de milho e ovos cozidos.

Paul.- O que motivou a visita de vocês?
Alex.- Bom..
Caio.- A gente precisa de férias! Haha. 
Rita.- Esses jovens são tão impulsivos hoje em dia.. 
Alex.- A senhora tem razão rs. 

Eles foram até a cabana para se acomodarem, finalmente teriam uma noite de sono tranquilo como a dias não tinham. Então eles pegaram no sono e dormiram tranquilamente até as 08:00 e quando acordaram perceberam que a TV estava ligada, mas nenhum deles lembrava de ter ligado a TV naquela noite.

Depois de tomarem um banho e escovarem os dentes, eles foram até as árvores colher algumas frutas e em seguida até o lago onde o avô de Caio estava.

Caio.- O que foi vovô? O senhor parece meio abatido. 
Paul.- Eu não dormi muito bem ontem, tive um pesadelo.
Caio.- Pesadelo com o que?
Paul.- Eu não quero falar sobre isso, preciso ficar um pouco sozinho. Sua vó deixou o café da manhã na mesa para vocês, podem ir. 
Alex.- Até logo senhor.

Eles tomaram café e voltaram para a cabana, a avó de Caio não estava em casa. 

Caio.- Você também achou estranho né?
Alex.- Sim, ele parecia bem tenso. 
Caio.- Amanhã eu vou ter uma conversa com a vovó, talvez ela conte alguma coisa sobre o pesadelo dele. 
Alex.- Sim. Vamos ver TV? Podemos ver uns clipes na MTV. 
Caio.- Você que manda! 
Alex.- Já que sou eu quem manda, amanhã a última torrada será minha.  
Caio.- Tá hahaha.. Mas só pra te avisar eu tenho 21 e você ainda vai fazer 20, ou seja, eu que mando rsrs. 
Alex.- Engraçadinho né? Haha. Espera, que barulho foi esse? 
Caio.- Parece que veio da casa dos meus avós, vêm comigo! (Continua..)