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A Banheira de Pregos (Part.3: O Começo da Verdade)

(Continuação) Eles correram até a casa e encontraram a cozinha completamente suja de sangue e  cheia de penas. Paul estava segurando uma marreta, por algum motivo ele colocou todos os patos na cozinha e esmagou cada um deles. Paul olhava fixamente para a parede branca com grandes respingos de sangue, enquanto desenhava um pentagrama em cima da mesa de jantar.

Caio.- Que merda é essa?! O senhor ficou maluco! 
Paul.- Ele precisa de sangue.
Caio.- O senhor tá delirando! Cadê a vovó?
Alex.- A gente precisar encontrar ela cara.

Os dois começaram a procurar Rita até que encontraram ela no lago, ela estava nua e caída na margem.

Caio.- Vó! Acorda, a senhora precisa me dizer o que tá acontecendo! 
Alex.- Precisamos chamar a polícia, eu vou até a cabana, tem um rádio de emergência lá, talvez eu consiga pedir ajuda. 
Caio.- Vai rápido. 

Alex correu até a cabana e pegou o rádio, o sinal estava bom, ele conseguiu pedir ajuda da delegacia mais próxima, o policial disse que a viatura chegaria em mais ou menos uma hora.

Alex.- Pedi ajuda, mas eles vão demorar um pouco para chegar aqui.
Caio.- Precisamos levar ela pra cabana enquanto a polícia não chega, meu avô tá fora si. 
Alex.- Me ajuda a carregar. 

Eles levaram ela para a cabana e a enrolaram no cobertor, ficaram trancados lá até a policia chegar.

.- Aqui é o policial Josh! Quem estiver na casa por favor saia agora ou vamos invadir.  

Ao entrar na casa ele encontrou Paul deitado em cima da mesa, ele estava tremendo e não dizia nenhuma palavra que pudesse ser compreendida.

Josh.- Aqui é o policial Josh falando do Km 140, perto da estrada Ocean. Estou em uma casa que fica no fim da estrada depois da trilha, eu preciso de uma ambulância imediatamente. Câmbio, desligo.

Alex.- Caio, a polícia chegou, estou vendo a luzes da sirene. 
Caio.- Fica aqui, eu vou até lá.
Alex.- Ok, toma cuidado. 


Caio.- Policial! A minha vó precisa de ajuda.
Josh.- Mãos na cabeça, não se aproxime. O que está acontecendo aqui?
Caio.- Eu não sei dizer, eu tava na cabana e escutei um som estranho, quando cheguei o meu avô já tava nesse estado.

O policial ficou vigiando a casa até a ambulância chegar, e quando a ambulância chegou eles foram para o hospital mais próximo.

Josh.- Essa noite não vai ser fácil, eu vou arranjar uns cobertores e dois cafés, vão precisar. 
Caio.- Obrigado senhor. 




.- Olá, meu nome é Katy, sou a médica que está cuidando dos seus avós, eles estão em  observação, foram medicados. 
Alex.- Qual o estado deles?
Katy.- Bom, o senhor Paul estava muito alterado, parecia estar sob forte estado de choque emocional, Rita está bem, ela só teve uma queda de pressão. 
Caio.- Quanto tempo eles vão ficar aqui?
Katy.- Provavelmente uns dois dias, eles estão bem, mas precisamos observar possíveis alterações no quadro de saúde.  Eu preciso atender outros pacientes agora, com licença.
Caio.- Obrigado pela atenção. 
Katy.- Disponha. 

Enquanto os minutos passavam, a raiva e a angustia iam tomando conta de ambos e fazendo-os questionar a razão de tudo aquilo.

Alex.- Cara eu tenho certeza que tudo isso tem a ver com aquele maldito lugar. Precisamos por um fim nisso. 
Caio.- Amanhã nós vamos sair bem cedo, pegar o carro e voltar naquele galpão, com sorte podemos chegar antes de escurecer. 
Alex.- O que acha de pôr fogo? 
Caio.- Pode ser, eu tenho uma garrafa com gasolina no porta malas e podemos pegar uns fósforos em casa.
Alex.- Tá certo.

Depois de horas na estrada eles chegaram até o bairro onde moravam, parecia que tinha se passado 30 anos já que a casa dos dois estavam em estado caótico.  As casas estavam cobertas de infiltrações e ferrugem que lembrava vagamente sangue seco, alguns canos estavam expostos.

Assim que pegaram os fósforos, seguiram em direção a floresta até ao galpão. O Sol estava se pondo e a floresta ia ficando mais silenciosa a cada passo que eles davam sobre os galhos secos e podres. Insetos saiam dos galhos como se fossem vermes saindo de um cadáver apodrecido.

Alex.- Ainda dá tempo de voltar.
Caio.- Você sabe que não podemos fazer isso, precisamos dar um fim nessa história. 
Alex.- Eu sinceramente não acho que pôr fogo no lugar vai resolver. 
Caio.- Talvez o corpo daquela menina esteja enterrado em algum lugar do galpão, se a gente achar podemos queimar os restos mortais. 
Alex.- Se isso não funcionar estamos oficialmente mortos.

Antes que a noite chegasse eles começaram a procurar uma possível cova, mas não tinha nada em lugar nenhum.

.- Vocês não vão encontrar corpo nenhum nesse lugar, até porque eu nunca estive morta..
Caio.- Porque você tá fazendo isso? A gente não te fez nada.
Alex.- Você é mesmo real.
.- É claro que eu sou real, mas entendam, não adianta tentar me matar, não vão conseguir. Vocês devem se perguntar desde o dia em que pisaram aqui o porquê de existir uma banheira cheia de pregos num lugar como esse, não é? Vou lhes contar uma história..
(Continua..)