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A Verdadeira História dos Humanos - Parte 1

No inicio, bem nos primeiros anos de um universo recém-nascido, os humanos eram perfeitos.
Oh, não estou me referindo ao Edén - poupem-me dessa história. Estou me referindo há milhões de anos, quando vivíamos em harmonia.

Deixe-me contar a história dos humanos, a verdadeira história dos humanos.

Perfeitos... (Parte 1)

Em um certo planeta chamado Rahu, haviam 3 humanos; um homem, uma mulher, e uma criança. Ambos eram perfeitos, não havia ódio, apenas amor e felicidade. Claro, como humanos mesmo naquela época tais possuíam os sentimentos, afinal somos humanos e isso é o que nos torna perfeitos pois aqueles sentimentos primitivos não eram corrompidos e nem rancorosos. Até mesmo o amor hoje é corrompido. Aqueles sentimentos eram lindos! Mesmo a raiva era uma "raiva de preocupação" sem nenhum tipo de ódio por detrás disso.

Sabe, estamos tão acostumados a comparar amor, felicidade, etc. com contos de fadas que esquecemos como a humanidade foi formada antes da chegada "deles"...

Os humanos de Rahu não possuíam nomes. Era desnecessário pois chamavam-se por "adjetivos". Porém, para podermos identificá-los os nomearemos para melhor distinção.

A mulher, chamaremos de Akemi - Em japonês significa "linda luz" ou "aquela que brilha lindamente", o homem chamaremos de Kerge - Em estoniano significa "luz", e a menina, Luna - derivado do latim que significa "Lua".

Seus nomes, em particular, têm uma ligação: "Kerge era a luz de Akemi. Akemi, com seu amor, fazia a luz de Kerge brilhar lindamente, brilho esse que era refletido por Luna, a Lua daqueles dois.

Antigamente, nós humanos, tínhamos uma rotina de paz... sem preocupações com o amanhã. Essa era, e ainda é, a nossa dádiva. Dádiva essa de viver apenas o presente mesmo sabendo que um dia a morte virá. Atualmente, poucos podem desfrutar dessa dádiva.

No entanto, vamos focar na história dos primeiros humanos.

No trecho "ambos eram perfeitos" não é um mero equívoco. Eramos realmente perfeitos" perfeição tal que os deuses e os outros seres invejavam; principalmente os deuses que agiam como bem entendiam.

Akemi e Luna estavam passeando pelas planícies de Rahu. Rahu era um planeta tão exuberante que dificilmente se acharia outro igual ou que chegasse perto de sua beleza natural.

Luna indagou sua mãe:

- Mãe, por que este planeta tem nos agradado tanto? Nós não fizemos nada digno de sua preciosa natureza e mesmo assim este planeta tem nos aceitado de bom agrado. Eu não entendo...

Akemi respondeu-lhe:

- Ora, Luna. Rahu era um planeta vazio. Não havia ninguém que apreciasse essas lindas paisagens. Por isso, Rahu sentia-se solitário. Pelo fato de habitarmos aqui, Rahu ficou agraciado e como forma de agradecimento tem produzido ainda mais desta preciosa natureza.

- Whoaaa! Conte-me mais, mamãe!

Em seguida, a terra produziu uma grande árvore. Em seus galhos havia variedades de flores que para nós hoje em dia é totalmente desconhecida. Era Rahu homenageando a primeira família que ali habitara.

Akemi logo a batizou de "Luna". O nome de sua própria filha. Luna de felicidade, deu-lhe um sorriso tão bobo que Akemi daria sua vida para ver aquele sorriso novamente

Kerge, de longe, avistou a árvore e correndo até ela encontrou as duas brincando em volta da dela.
Cheio de saudade Kerge exclamou:

- ESPOSA!

Akemi ouvindo a voz do seu amado, correu rapidamente para abraçá-lo.

- Meu amor, bem vindo de volta. Por que demoraste tanto? Sentimos tanto sua falta!

- Esposa, em minha jornada nunca estive tão solitário. Sem vocês a minha jornada parecia em vão. 

Mas agora, pude notar que não foi em vão. Descobri um local fixo, um paraíso para ficarmos! Antes, conte-me sobre esta grande árvore.

Depois de matarem a saudade, Akemi e Luna contaram-lhe sobre a homenagem que Rahu fizera. 

Chegando o pôr do Sol, a família partiu para a cabana de folhas que construíram.

Assim eram eles, uma família com tudo a sua volta.

Até chegarem eles...

Lá de cima, alem do céu de Rahu, Havia um deus que observava aquela família. Seu nome era...

FIM DA PRIMEIRA PARTE

Autor: The Truth

Tem uma garota morta no Snapchat: A Realização (Final?)

Nota do autor: Gente, obrigado por acompanharem minha história. Eu pretendo postar um ultimo update, a menos que algo terrível aconteça comigo.

A seguir, um compilado de atualizações online feitas por exwindchaser (autor da história) enquanto lidava com o espírito vingativo de sua amiga morta.

05/10/2018 - 15:45

Acabei de chegar em casa do trabalho. Tive que sair mais cedo depois do que aconteceu no escritório. Eu estava bem confuso. Era o Naveed esse tempo todo usando o telefone da Lydia? Isso explicaria bastante coisa, mas, ao mesmo tempo, não fazia sentido. Por que falar comigo, entre todo mundo? Eu não era próximo do Naveed na época. E como explicar os sonhos que eu andava tendo?

Não. Eu estava convencido que a Lydia estava, de algum jeito, me mostrando Naveed. Em um mundo onde uma mulher morta consegue se comunicar comigo através de sonhos e rede sociais, faz sentido que ela, de algum jeito, mostrasse o que o assassino dela estava fazendo.

Eu chamei a polícia no meu caminho para casa. Cara, aquela foi uma conversa divertida. Eu não sabia nem como começar a explicar as coisas que eu tinha visto, porque eu sabia que eles achariam que eu era maluco. Eu acabei deixando só uma denúncia anônima dizendo que um prisioneiro tinha escapado de uma das prisões e que, possivelmente, mataria de novo. Eu dei o nome dele e as acusações, mas eu desliguei antes que eles perguntassem como eu sabia daquelas coisas. Tomara que isso não me ferre mais pra frente.

Eu não sei o que vai acontecer daqui pra frente. Só sei que preciso tirar um cochilo.

06/10/2018 - 3:18

Lydia veio até mim de novo.

Claro que tira um cochilo à tarde me faria acordar de madrugada. E, claro, que a Lydia apareceria mais uma vez para uma de nossas pequenas conversas. Nós estávamos na loja de sorvete de novo.

O céu estava nublado. Eu não sabia se era porque era o tempo mesmo ou se estava refletindo o humor da Lydia.

Ela estava vestida toda de preto. Foi a primeira vez que eu reparei no que ela estava vestindo. Era um preto bem, bem escuro. A única área com alguma cor era um ponto carmesim onde seria o coração dela, mas, ainda assim, era tão escuro que praticamente se confundia com o preto da camisa dela.

"Mas que merda foi aquela?" eu perguntei, exasperado. Eu sabia que era um erro demonstrar tanta emoção, mas era um sonho e eu não tinha muita certeza como as coisas funcionavam por lá. Era eu mas, de algum jeito, eu conseguia ver tanto pelo meu ponto de vista quanto de cima, olhando nós dois sentados à mesa, com duas vasilhas de sorvete derretidos e dois cachorros amarrados nos nossos pulsos.

"Desculpa, mas isso é tão novo pra mim quanto é pra você." Ela disse, hesitante. "Eu não queria que você visse tudo aquilo, mas eu estava lá no seu escritório e, de repente, me lembrei onde ele estava na noite anterior. Do nada começou a aparecer no seu telefone."

"Isso é tão estranho..."

"Eu sei! Minha última memória é deu gritando para o Naveed sair do meu apartamento, ele tirando algo do seu bolso e um barulho alto..."

"Eu não sei se quero ouvir isso..." eu tremi com o vento frio que passou subitamente pelo meu corpo.

"... então eu comecei a tentar contatar as pessoas, tentando avisá-las que o Naveed estava vindo. Ninguém foi capaz de me responder. Só você. Eu não sei o porquê nem como, mas você parece ser a única pessoa que consegue fazer ele não matar de novo."

Eu segurei seus ombros, desprovidos de qualquer calor, e a sacudi gentilmente. "Onde ele está? Como eu vou conseguir pará-lo se você só me manda essas mensagens enigmáticas e esses sonhos esquisitos?"

Lydia cobriu seu rosto com as mãos e começou a chora alto. Nesse momento, começou a cair granizo do céu. "EU NÃO SEI!" Ela gritou, o mais alto que conseguiu. Eu soltei seus ombros e ela se virou para o céu, gritando essas três palavras mais alto que era humanamente possível. A tempestade piorava a cada vez que ela repetia a frase e eu me implorei para acordar. Eu estava ensopado e tremendo, me abraçando em uma tentativa desesperada de me esquentar enquanto ela declamava aos céus que ela não sabia onde o seu assassino estava e nem como pará-lo.

Nossos cachorros começaram a latir alto. Eu tinha esquecido que eles estavam ali, mas eles se fizeram notar com os latidos e com a minha cachorra puxando a coleira. Eu não conseguia tirar os olhos da Lydia enquanto ela continua gritando para os céus, mas nossos cachorros latiam furiosamente. O terror em seus latidos era evidente e eu desejei poder fazer alguma coisa para acalmá-los. Eu sabia que não podia fazer nada, então continuei olhando para a Lydia conforme o vento e a precipitação continuavam a nos castigar. Eu senti eu me levantando do banco. "Lydia! Pare!".

Ela finalmente parou, mas a tempestade não. Ela olhou para mim de um jeito frio. Uma frieza que eu não tinha visto em nenhuma outra de nossas conversas. Suas pupilas estavam brancas e sua pela cinza. Lentamente, a vida começou a sumir de seu rosto. Sua pele sedosa começou a se deteriorar em frente aos meus olhos.

"Você não vai me ver de novo," ela sussurrou "eu estraguei tudo mostrando tanta emoção. Me perdoa." Ela era, basicamente, um esqueleto nesse ponto. A chuva parou e, de algum jeito, eu estava seco, mas eu tremi, ainda assim. "Por favor, detenha-o".

Uma brisa leve soprou e ela desapareceu.

08/10/2018 - 12:17


Não aconteceu muita coisa depois que tive aquele sonho. Eu fui visitar meu irmão e a família dele. Eu não contei nada do que aconteceu, mas ele sabia que tinha alguma coisa errada e ficou me fazendo um monte de pergunta. Eu fiz o possível para desviar das perguntas e convencer ele que era apenas estresse do trabalho.

Mantendo sua palavra, a Lydia não apareceu mais nos meus sonhos e nem me mandou mais mensagem no Snapchat. Nós só conversamos por alguns dias, mas eu sentia falta dela. Toda vez que meu celular vibrava, eu olhava para ver se era ela. Sem sorte.

Eu falei com a polícia algumas vezes, mas não obtive nenhuma resposta sobre o paradeiro do Naveed ou se ele tinha matado de novo.

Jorge não me atendeu nem respondeu minhas mensagens. Isso é o que realmente me deixa assustado. Eu não tenho ideia se ele está bem. Eu consegui falar com algumas outras pessoas do grupo e tentei explicar a situação, mas eles ou achavam que eu estava maluco ou que eu estava sendo um sádico falando tais coisas. Nenhum deles soube do Jorge também.

11/10/2018 - 18:30

É meio esquisito pensar que isso tudo aconteceu somente há uma semana e meia. Os stories que eu compartilhei no Reddit se tornaram virais e todo mundo vive me pedindo por atualizações. Ainda não tive notícias do Jorge e não teve nada sobre a fuga do Naveed. Eu estou começando a achar que tudo não passou de um surto psicótico. 

23/10/2018 - 12h

Finalmente algo sobre o Naveed. Eu coloquei um alerta no Google no nome dele e recebi algo essa manhã. Não diz nada sobre sua fuga. Ele vai entrar em condicional em Fevereiro. Por que isso é notícia? Por que ninguém está falando sobre sua fuga?

Ugh.

Isso realmente aconteceu? Há 23 dias isso tudo pareceria loucura. Parece que é um pesadelo. Talvez eu esteja perdendo a cabeça.

Lydia, por favor, volte.

Me desculpa. Me desculpa por ter gritado com você. Eu queria poder ter feito mais. Eu só queria que você ficasse em paz. Eu vou ter que achá-lo sozinho, né?

Eu sinto sua falta, Lydia. De verdade. Eu era apaixonado por você. Não sei porque nunca disse nada. Não sei nem porque eu não conseguia admitir isso para mim mesmo. Você era tão linda. Seu sorriso, seu coração... Tudo em você era perfeito. Eu devia ter falado alguma coisa. Feito alguma coisa.

Talvez se eu tivesse te chamado para sair antes do Naveed, ele não teria se apaixonado por você daquele jeito. Talvez nada disso tivesse acontecido. Talvez, só talvez, ele não tivesse te matado.

Me desculpa, Lydia. Eu devia ter dito alguma coisa. Não se vá de vez, por favor. Eu sinto muito a sua falta. Eu estraguei tudo por não ter dito algo, mas eu vou consertar isso. Eu faço qualquer coisa para consertar isso. 

Eu sei o que eu tenho que fazer.

Tenho que parar o Naveed, eu mesmo.



Gente, é o seguinte, esse é a ultima postagem do autor no Reddit. Ele disse que poderia ter uma continuação, mas não teve. Eu coloquei o ponto de interrogação no título porque ainda está aberto para uma possível parte final mesmo. Eu entrei em contato com o autor, mas ele nunca me respondeu. Quando postei a primeira parte da creepy, ainda parecia que ia ter um final. Por outro lado, eu, pessoalmente, creio que essa é sim a ultima parte e que ela dá um final, se não satisfatório, mas um ponto final na história e faz sentido não ter outra atualização. Nos comentários, se alguém se interessar, eu respondo o que interpretei do final, mas acho que fica meio aberto a interpretações. Bom, é isso. Vou voltar com histórias em parte única e ano que vem começo outra série aqui. 

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!


Aaron tem sido excepcionalmente mau este ano

Senhorita Cohen,

Tenho certeza que não está surpresa, já que este foi o seu pedido, mas Aaron estava na Lista dos Malvados deste ano. A Edição Adulta! Eu geralmente não perco tempo com adultos, já que a juventude é o futuro e blá, blá, blá. Seu pedido, no entanto... bem, eu posso ser um psicopata mágico mas até eu não tolerar o abuso à uma mulher. Quero dizer, com certeza há aquele tempo cinza onde eu matei algumas mulheres ao longo dos anos, mas isso não era abuso em si. Mas não vamos falar sobre isso.

Este pedido me levou alguns dias para realizar, então por favor, sente-se e permita-me explicar como ele não vai mais machurar você.

Eu vim para o seu bairro sexta à noite. Precisava de um tempo longe desta porra de trabalho de louco de uma criança que estava tentando dar as mãos à Satã atrás do sofá de seus pais. O Taco Place é fantástico, a propósito.

Voei para lá e estava prestes a ter a minha primeira refeição agradável em alguns anos até que a gerente me chutou de lá. Era algo sobre perturbar os outros clientes. Ela tem um filho. Espero que ele tenha sido muito bom este ano. Não estou dizendo que aquela família seja meu próximo alvo, mas estou dizendo que eles já estão sendo observados e espero que meus elfos não encontrem nada desapontador, Tamara.

Onde eu estava? Ah, sim.

Semana passada meus elfos e eu passamos nosso tempo vigiando seu namorado. Adultos são um pouco mais complicados de punir, e requerem um pouco mais de tempo para formular um plano apropriado que esteja de acordo com o Artigo 69.420.G do Regulamento para Lidar com Pessoas Ruins.

Eu inventei isso. Não sei porque, mas inventei.

Eu sou a porra do Papai Noel.

Eu faço o que eu quero!

Sério, eu só queria provas do que você me disse me sua carta. Nós não podemos agir sem poder verificar. Se o fizéssemos, seríamos apenas uma gangue de vigilantes criminosos insanos andando ao redor do mundo torturando pessoas, justificando com uma lista que guardamos. Isso seria ridículo, Srta. Cohen.

No entanto, aqui está a prova que encontramos.

Noite de sexta-feira. 9:41 p.m.


Você e Aaron tinham acabado de pegar um pouco de maconha de um amigo de Aaron que você não confia totalmente, mas sempre teve medo de falar sobre isso. Os dois começaram a fazer manteiga para os brownies. Delícia! Eu adoro uma boa comida. Eu costumava cozinhar bastante até que acidentalmente queimei uma casa. E com "casa" eu digo grande, prédio multi-familiar. E com "grande e multi-familiar eu digo orfanato. Que seja. Eu tirei as crianças de lá, ok? Já aquelas freiras acima do peso, rabujentas-porque-nenhum-homem-já-as-amou? Mortas. É por isso que estou mantendo a calma hoje em dia.


Sexta-feira, 10:11 p.m.

Você deixou cair a assadeira que continha a manteiga. Aaron não estava feliz. Ele gritou com você, lembra? Chamou você de "pata estúpida do carvalho".

Espera.

"Puta estúpida do caralho."

Desculpe-me, nós não temos um bom sistema de educação no Polo Norte, Estamos trabalhando nisso!

Você não gostava que gritassem com você. Tem acontecido tantas vezes ao longo dos anos que agora tudo que você pode fazer é sentar e chorar. É sua única defesa. O problema é que, sua única defesa deixa Aarom mais irritado. Enquanto você chorava e tentava limpar a bagunça se desculpando com seu namorado, ele ficou parado em cima de você e bateu com sua cabeça na gaveta da cozinha.

Esse foi o strike um.

Por uma questão de ser breve, o strike dois aconteceu mais tarde naquela noite. Nós vemos tuddo, Srta. Cohen. Está tudo bem.

Sábado, 2:08 p.m.

Aaron tentou empurrá-la das escadas do porão enquanto você carregava sua roupa para baixo. Você não percebeu, mas eu sim. Aquele passo em falso que você deu o colocou fora do alcance das mãos dele, e ele rapidamente recuou depois. Acidentes nem sempre são ruins. Às vezes você precisa de um acidente para acertas as coisas.

E oh, elas foram completamente acertadas, não foram?

Strike três.

Domingo, 8:16 a.m.

Você acordou e notou que ele não estava em casa bebendo com seus amigos e aquela garota Melanie que sempre aparece convinientemente enquanto ele está fora, mesmo que ela nunca seja "convidada". Você achou que ele a tivesse traindo novamente. Dormiu na casa de Melanie e fodeu a noite toda. Bem, você estava metade certa.

Nós o levamos para minha oficina.

Ele estava quase gozando com ela quando quebramos a janela e começamos a atirar bolas de neve. Em meio ao caos, eu pessoalmente peguei Aaron pelas bolas e o arrastei para o meu trenó. Houve um pequeno contratempo, no entanto. Enquanto o arrastei para fora, com os testículos nas mãos... eles... é... viera... soltos. Nunca ouvi um homem gritar daquele jeito antes. Provavelmente uma combinação de medo, aparentemente uma dor excruciante, e a percepção de que não poderia enfiar em alguém de novo. Bom. Se fodeu. Eu o carreguei pelo resto do caminho. Talvez você possa colocá-lo em uma dieta, quando ele for capaz de comer de novo. Você terá que alimentá-lo agora, depois de tudo.

Meus elfos... cuidaram de Melanie. Estou certo de que eles apenas a subjugaram, mas honestamente, eu espero que tenha uma reportagem hoje sobre uma mulher que foi encontrada congelada em sua cama com neve em todos os seus orifícios. Saí antes que começassem. Dirigimos separadamente. Meus elfos são leais e dedicados à causa, mas entre você e eu, Srta. Cohen, eles são doidos. Se eu não tivesse todas as suas famílias mantidas como reféns, aposto que se voltariam contra mim sem hesitação. Infelizmente, perigo é o nome do jogo!

De volta à minha oficina, não perdi tempo para trabalhar em Aaron. Minha criatividade atingia o pico com seu grito.

Hehe, isso rimou.

Como ele foi amarrado à minha mesa, tive tempo para realmente esboçar o que queria fazer ele se parecer (disponível pelo seu pedido). Geralmente eu não tenho esse tipo de tempo. Ora, foi maravilhoso! Oh, as maravilhas de um homem que perdeu muito sangue para lutar!

Decidi começar copm as mãos. Apenas alguns cortes com minha lâminas e elas logo saíram! Imaginei que alguém da sua estatura teria músculos e ossos mais duros, mas suponho que realmente somos todos iguais por dentro. Eu as entreguei para um de meus elfos para que ela pudesse trabalhar nos próximos passos. Aaron mal gritou quando cauterizaram seus cotos. Fiquei impressionado!

Em seguida, fui para os mamilos. Este era mais um projeto de estimação meu. Eu sempre quis arrancar os mamilos de uma pessoa. Não me julgue - tive uma vida estranha enquanto crescia, ok? Enfim, peguei alguns alicates e os prendi nos mamilos o melhor que pude, e torci. E torci, e torci e torci. Assim que vi a pele começar a se separar, puxei as mãos e eles saíram! Eu tenho que dizer, homens realmente ficam estranhos sem mamilos.

No momento em que foi costurado, minha elfa voltou com as mãos. Elas foram moldadas exatamente como eu as imaginava!

Fomos para a boca.

Acho que não preciso explicar o que fiz, preciso? Deve estar bem claro para você que eu simplesmente costurei as mãos dele em seu rosto. Dedos entrelaçados com uma pequena folga no meio para você inserir um canudo. Perfeito para beber um "cheeseburguer batido". Achei a ideia do cachecol de mão bem engenhosa. Isso o impede de gritar com você e ainda mantém o rosto dele quente! Droga. Na verdade, acabei de perceber uma coisa enquanto escrevia: Eu não sei o que fazer quando sua barba começar a crescer. Quero dizer, aquelas mãos estão realmente presas ali. Hm. Isso provavelmente não vai ser bonito, Srta. Cohen. Apenas um aviso de antemão.

Espero que esteja satisfeita com essa punição.

Indo em frente, não deixe nenhum homem tratá-la dessa maneira novamente. Eu pessoalmente não a conheço, mas pelo que vi você é uma pessoa decente. Apesar de como você pode se sentir sobre si mesma, você sempre vale mais do que um homem que a trata desse jeito. Você pode e irá encontrar um cara bonito que a trata como a rainha que é. Não desista. Prometo que ele está por aí. Mas se você se deparar com esse problema novamente, entre em contato. Há sempre pessoas dispostas a ajudá-la. Nunca se sinta envergonhada, ou como se estivesse em perigo se ele descobrir que contou a alguém. Há milhares de pessoas que irão lhe proteger, e se tudo o mais falhar... você sabe como me contatar.

Com amor,
Papai Noel.

Eu vejo quando dorme e quando acorda.
Eu sei de segredos seus.
Eu sei quando é bom e quando é mau,
então seja bom pelo amor de Deus!



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Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

Não baixe o "Polterzeitgeist!"

Bom dia/ Boa tarde/ Boa noite, acabei atrasando um pouco por alguns problemas com meu provedor de internet, mas aqui estamos. Essa creepy tem relação com a "Encontrei o celular de um assassino em série". Apreciem! Edit: removi o aviso de +18, tinha colocado por engano. S2
•••
Trabalho como balconista de um grande escritório de advocacia do noroeste que está preparando uma ação coletiva contra os criadores e distribuidores do aplicativo móvel “Polterzeitgeist! Encontre este fantasma!” Devido à nomes e informações falsas sendo utilizadas na distribuição inicial da aplicação, a procura pelas partes responsáveis está em progresso (para que a ação possa ser devidamente atendida aos réus). No meio tempo, fui encarregada de navegar pelos materiais disponíveis e produzir resumos e relatórios para os advogados trabalhando no caso.

O que encontrei me assustou o bastante para que eu sentisse a necessidade de fazer esse aviso, mantendo algum anonimato. Vou começar dando uma curta descrição do app. “Polterzeitgeist! Encontre este fantasma!” foi originalmente distribuído através de vários meios online com o publicador marcado como [nulo143325]. Depois foi descoberto que esse não era realmente o nome do autor, mas uma mensagem de erro gerada quando a informação requisitada foi deletada de alguma forma do banco de dados das plataformas de distribuição. Não há registro conhecido do verdadeiro nome da organização ou da pessoa por trás do aplicativo e, como eu disse, esta investigação está em andamento.

O app é descrito como uma “ferramenta de caça-fantasmas” que utiliza “registros comunitários de EVP (fenômenos de voz eletrônica, na sigla em inglês) e de avistamentos para prover localizações em que provavelmente haja atividade paranormal” bem como “um sistema orientado com recompensas para a investigação e livestreams paranormais”. Basicamente, o aplicativo pega suas informações e as dos outros e as utiliza como uma base para sugerir lugares onde procurar fantasmas. Ao mesmo tempo, fornece uma forma de “metagame” que lhe recompensa com itens digitais desbloqueáveis, cosméticos para seu avatar “caça-fantasmas”, e acesso à fóruns especiais quando você publica suas informações e quando faz suas investigações em live através do aplicativo.

A parcela de livestreaming é totalmente proprietária, visto que o aplicativo não funciona e não dá qualquer “crédito de fantasmas” se você faz a stream através de outro serviço. De forma similar, assistir outro caça-fantasmas com qualidade só é possível pelo aplicativo. Tentativas de assistir através de outros serviços causa graves prejuízos para a qualidade do vídeo. Isso ocorre graças ao que o nosso carinha da tecnologia chamou de “modulação de sequência de frequência intencionalmente aleatória”. Não sei o que isso quer dizer, mas na prática garante há três meses uma média de 3000 espectadores das streams nesse aplicativo regularmente nos Estados Unidos. Além disso, aproximadamente 600 estavam assistindo Sam, O Caçador de Fantasmas, quando ele foi assassinado.

Sam “O Caçador de Fantasmas” Morris era uma microcelebridade da internet conhecido por suas investigações paranormais mesmo antes do Polterzeitgeist!, mas ele encontrou um apoio bem maior quando se tornou um dos primeiros e melhores streamers do aplicativo. Suas semanas de estréia fazendo streaming pelo aplicativo passaram despercebidas pela maioria dos usuários. Então, em 29 de Junho de 2018, ele iniciou sua live muito animado, dizendo que ele pensava ter acabado de desbloquear uma localização secreta. Incluso abaixo está meu resumo desta e de streams subsequentes que preparei para o trabalho. Não publico isso levianamente ou para fins de entretenimento. Espero que sirva melhor de aviso do que eu poderia fazer por mim mesma.

29 de Junho, 2018

Sam inicia a live dentro de seu apartamento. Ele claramente está muito animado. Diz que de alguma forma desbloqueou uma caçada paranormal chamada “O Caminho da Escuridão”. Mostra o aplicativo no celular, o que nos leva a crer que ele está fazendo a stream por outro telefone ou tablet. Já que a tela do celular é claramente legível, é possível assumir que ele estava fazendo a transmissão pelo aplicativo.

A tela do aplicativo diz “Bem vindo ao Caminho da Escuridão. Você demonstrou bravura e ingenuidade em suas investigações passadas, e como recompensa, terá a oportunidade de visitar as quatro localizações secretas que são conhecidas por suas atividades sobrenaturais e passado de atrocidades. Você é forte o bastante para chegar ao final?” Abaixo deste texto, havia um mapa em baixa resolução usado pelo aplicativo para guiá-lo para as localizações recomendadas. Mas diferente da maioria dos usuários, o mapa do Sam tinha uma estrela vermelha pulsante em um canto.

Ele mexeu no mapa, deslizando até a estrela e dando zoom. Disse que imaginava estar à uns 65 quilômetros de distância, e que ele iria até lá. Em dez minutos ele já estava na estrada, falando com quem estava assistindo enquanto dirigia para seu destinatário. Em dado momento, ele parou para colocar gasolina e colocar-se a par das conversas na live. Vários usuários tinham procurado online por informações se baseando em onde seu destino parecia estar, mas ninguém tinha achado nada relevante. Era uma rua silenciosa nos subúrbios com uma pequena parada de ônibus nas proximidades. Isso não descartava a possibilidade de algo interessante lá, mas era fácil perceber que preocupava Sam, que pensava na chance da viagem ser um fracasso. Ele começou a cantar com o rádio e discutir alternativas do que fazer caso a estrela vermelha não fosse nada.

Mas não era “nada”.

Baseando-se nas informações disponíveis, Sam chegou na localização marcada aproximadamente às 10:41 da noite. Depois de dirigir pelas redondezas lentamente, ele eventualmente estacionou e foi até a estrela vermelha à pé. Não levou muito até que o jovem homem percebesse que ela o estava levando ao ponto de ônibus supracitado, que não passava de um par de assentos de metal e um pequeno anexo suspenso para manter quem estava esperando o ônibus fora da chuva.

Ele entrou no anexo e girou a câmera ao redor, sua animação forçada se transformando em algo mais genuíno assim que viu algo na borda de um dos assentos. Se aproximando, viu que um pequenino brinquedo de esqueleto estava sentado na cadeira. Branco, ossos e crânio de plástico estavam manchados com algo que parecia sangue, e tendo como base a reação dele pra isso, pareceu que Sam realmente pensou que era sangue, também. Próximo ao crânio estava escrito em vermelho no metal:

O

O primeiro vídeo acaba aqui.

3 de Julho, 2018

Esse vídeo começa com Sam explicando que estava um pouco incomodado com o que encontrara, mas decidiu continuar com a investigação, percebendo que uma segunda estrela havia aparecido no mapa desde que encontrara a parada de ônibus. Essa parte do vídeo não parecia genuína. Parecia que, seguindo o clichê de investigadores paranormais, ele tinha um medo e relutância falsos em continuar investigando. A razão mais óbvia para isso é para produzir uma tensão dramática e potencialmente fazer com que eventos relativamente mundanos pareçam mais perigosos ou interessantes. Isso está em contraste com a emoção sincera que ele em alguns momentos desses vídeos demonstra.

Novamente, ele dirige até a localização da estrela enquanto está transmitindo. Esse ponto é mais próximo de seu apartamento, mas o obriga a entrar num local em construção que está fechado para chegar na localização exata da estrela. Ele parece estar realmente nervoso para invadir, mas numa tentativa perceptiva de falsa bravura, ele faz questão de se mover lentamente e casualmente passar por enormes peças de pesada maquinaria no seu caminho até o trailer escritório que foi colocado pela construtora.

Usando a lanterna de seu celular, ele investiga o perímetro do trailer sem sucesso. Sam então tenta olhar por baixo dele, mas não havia muita acesso nem nada notável para ser visto. Neste ponto ele parece estar perto de abandonar sua busca, mas após ver várias mensagens encorajadoras, ele opta por tentar a maçaneta do trailer.

Ela abre com facilidade, e o interior está escuro. Andando vagarosamente, você até pode ouvir sua respiração nervosa enquanto ele rapidamente joga sua luz ao redor tentando desesperadamente encontrar qualquer sinal ou pista que talvez haja lá. Leva apenas alguns segundos até que ele encontre o pequeno brinquedo de gato preto pregado nas costas da porta. Da mesma forma que o esqueleto, está coberto em algo que parece sangue. Também como o esqueleto, há uma palavra carmesim sobre o pequeno felino estufado:

que

5 de Julho, 2018

Esse vídeo é mais longo que os outros, já que Sam gastou algum tempo no começo tentando explicar e se justificar como reação à ampla criticidade recebida após seus vídeos anteriores. Algumas pessoas estavam que ele fazia praticamente nenhuma “investigação” nos locais, comparando-o mais a um catador de lixos do que ao caça-fantasmas tradicional com que seu público estava acostumado. Outros perceberam que ele estava tomando riscos irracionais por seguir as instruções de uma fonte desconhecida que claramente esteve nos locais indicados. Um punhado apenas dizia que a transmissão era “entediante” e desejavam que “esse bundão seja preso por invasão”.

Tudo isso claramente irritou Sam, e ele tentou desajeitadamente seguir com tudo isso por si mesmo, enquanto aplacava sua legião de fãs. Ele disse que estava tentando ser cuidadoso, mas que não havia muito o que investigar além dos itens que encontrara e as palavras em si. Ele prometeu, no entanto, que exploraria o primeiro lugar por onde passasse que valesse a pena explorar.

De qualquer forma, não seria naquela noite. A terceira estrela estava apenas à 16 quilômetros de distância no parque municipal. Posicionada na borda de uma grande fonte de pedra estava uma pequena abóbora de argila, e como esperado, estava manchada de sangue ou algo parecido. Dessa vez, duas palavras:

o fantasma

12 de Julho, 2018

Essa transmissão também começou com algum tipo de pedido de desculpas, dessa vez por sua ausência. Sam explicou que seu pai, que vivia na casa ao lado, teve recentemente um severo derrame cerebral, então ele teve que gastar os últimos dias no hospital e ajudando o pai na transição para uma casa de repouso para reabilitação. Pareceu que ele estava prestes à desmanchar em lágrimas nesse momento, mas ele rapidamente mudou de assunto para a última mensagem que recebeu do aplicativo. Como da última vez, ele mostra a tela no vídeo para que a audiência possa ler.

Diz “Parabéns! Você conseguiu chegar ao último turno no Caminho da Escuridão. Sua última estrela vermelha aparecerá precisamente às 9:00pm. Boa sorte!” Apesar de sua tristeza inicial, Sam pareceu realmente animado e nervoso sobre o fim desse estranho jogo. Ele comentou que tinha atingido o dobro das visualizações que recebia antes, e está claro pela sua conversa com as pessoas na live, e seu comportamento num geral, que ele não quer decepcionar quem está assistindo.

Ele também discute o que o Caminho da Escuridão poderia ser realmente. Estava claro que não era uma coleção de caçadas tradicionais, e Sam concordou com muito dos espectadores que provavelmente algum tipo de concurso promocional para divulgar o aplicativo. Assim que deu 9pm, ele animadamente mostrou na câmera aparição da nova estrela vermelha. Bastaram alguns segundos falando e estudando o mapa para que seu entusiasmo desaparecesse.

A estrela vermelha estava na porta ao lado, na casa de seu pai.

Ele deu uma risada nervosa quando percebeu isso, e houve um momento em que ele olhou para a câmera e você pode ver medo real em seus olhos. Mas então ele pareceu deixar isso pra lá e de alguma forma começou a fazer piadas sobre quão importante ele deveria ser para que eles fizessem o fim desse concurso tão próximo de sua casa. Ele para novamente para ler o chat, e essa expressão cheia de medo, assombrada, brevemente retorna ao seu rosto. Ele diz que várias pessoas estão falando para ele não ir lá. Que algo não estava certo e ele deveria ligar para a polícia.

Ele parece avaliar a sugestão antes de rejeitá-la, sorrindo nervosamente para a câmera enquanto vai até a casa do pai. “Vai ser de boa, pessoal, eu prometo. Além disso, tenho vocês pra me proteger se ficar muito assustador, né?”

12 de Julho, 2018 (Continuação na segunda câmera)

Baseado na mudança de qualidade de imagem e em comentários feitos pelo Sam, aparentemente ele abandonou o tablet e começou a usar seu celular como seu dispositivo de transmissão principal em sua jornada até a porta ao lado. Mesmo sem uma declaração explícita, é presumível pelas circunstâncias e pelo comportamento de Sam que ele quer menos restrições em sua atenção e locomoção durante esse último passo no Caminho Sombrio, e usar dois dispositivos eletrônicos ao mesmo tempo era muito desajeitado.

Ele sai de seu apartamento e anda até a porta de uma pequena casa cinzenta com tinta descascada. Depois de tomar um momento para investigar a rua vazia, ele vai até a porta da frente e entra. Ele imediatamente tenta ligar as luzes no salão principal, mas elas não funcionam. Você pode ouvir ele amaldiçoando baixinho enquanto sua respiração começa a acelerar. “As coisas finalmente estão ficando assustadoras, pessoal” ele diz com uma trêmula risada. Após instantes olhando ao redor com a fraca luz da lanterna do celular, ele se aprofunda no sombrio salão.

Neste ponto ele passou por uma estreita escadaria que vai pro segundo andar e chegou na interseção de três portais. À esquerda havia uma porta aberta que dava no que parecia uma sala de estar, pelo que se podia ver pelos vislumbres sombrios que a câmera provia. À direita um portal coberto por uma longa cortina, provavelmente um closet ou algum tipo de armazém. Diretamente à frente há uma porta branca que Sam diz levar à cozinha. Ele está prestes a abri-la quando percebe algo sobre a porta.

É um fantasminha feito de folhas secas de milho. Ele usa uma pequena gravata de veludo preta, e seria muito fofo, não fosse pelo sangue manchando ele e a parede. Escrito à esquerda do sangrento fantasma está:


diz?


O que o fantasma diz?


O telefone está chacoalhando um pouco agora, e parece que o Sam está repensando ter entrado na casa escura por si só. Ele fica em silêncio por um bom tempo, jogando a luz através da escuridão antes de balbuciar a frase completa e tentar resolver o quebra-cabeça desconhecido disso tudo.


“O que o fantasma diz?”

“Boo.”


Subitamente, uma grande forma sai correndo de trás da cortina à sua direita. Só há um vislumbre da figura, já que Sam deixa o celular cair e começa a gritar, mas parece ser um homem massivo usando algum tipo de máscara protética ou feita para deixá-lo monstruoso. Quando o vídeo é desacelerado, também é possível perceber o indicativo de alguma arma, mesmo que não seja possível distinguir muito além de algo aparentemente metálico e serrilhado.

Há um segundo de caos enquanto Sam está gritando, os sons de luta, e finalmente um úmido, dilacerante som ocorre fora do enquadramento. Então a transmissão morre.

A audiência da live têm reações diversificadas sobre o que acabara de testemunhar. Muitos pensaram ser uma piada ou farsa orquestrada por Sam, ou o desenvolvedor do aplicativo, ou ambos. Outros estavam genuinamente preocupados e ligaram para as autoridades de suas próprias regiões ou para a de Sam. Houve uma breve investigação criminal, mas nenhum sinal de Sam ou de seu celular foi encontrado. A única razão para sequer termos essas gravações é porque um de seus fãs havia descoberto um método para gravar as transmissões diretamente do celular. E o pai de Sam morreu de um AVC subsequente dois dias após o último vídeo, então não havia sequer um registro de que ele estava perdido. Oficialmente, nada havia acontecido ao Sam.

Mas então, como nossa firma está envolvida agora? Nós não podemos entrar com a ação judicial em nome de um homem desaparecido ou assassinado.

Porque desde a noite que Sam chegou ao fim do Caminho da Escuridão, outras cinco pessoas desapareceram. Duas delas pegas ao vivo, as outras três eram usuários conhecidos do aplicativo mas não estavam online quando o que quer que tenha acontecido com eles… aconteceu. Foi somente depois que seis pessoas desapareceram que esse caso foi levado a sério. Queixas foram preenchidas, o aplicativo foi removido da maioria das plataformas, investigações criminais começaram e foram paradas novamente devido a alegações de falta de evidências. Depois de falar com três das famílias de desaparecidos, nossa empresa começou a trabalhar em uma ação coletiva por qualquer uma e todas as partes prejudicadas pelo aplicativos ou o que quer que resida sob ele.

O problema ainda não acabou de verdade. O aplicativo não precisa ser distribuído amplamente contanto que alguém continue utilizando-o. Estamos começando a receber relatórios na última semana que ele utiliza a lista de contatos para enviar links de download do aplicativo para novos usuários. Até ontem, havia mais de 8.000 usuários.

Então estou publicando isso como um aviso. Fique longe desse aplicativo. Diga para que seus amigos e família façam o mesmo. E se você receber um convite… bem, não sei o que deveria te dizer.

Recebi meu convite por mensagem três horas atrás. Foi por uma amiga que não via desde o colégio, mas mantivemos contato pela internet. Eu nem sabia que ela tinha meu número. Mas agora sei que ela tem. Que eles têm. E eles provavelmente têm muito mais que isso.

Vou pedir afastamento temporário amanhã, e acho que vou começar a usar um gravador por um tempo. Me desconectar um pouco, ficar com as portas trancadas. Não que eu me preocupe em ir procurar o fantasma. Eu vi demais pra cair nessa.

Temo que o fantasma venha me ver.

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FONTE  AUTOR  SEUS LIVROS
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Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

Um reCAPTCHA muito estranho


Você viu recentemente uma foto de reCAPTCHA?

Ao invés de uma caixa de seleção, é uma foto de baixa qualidade com dezesseis quadradinhos seccionados. Vai estar escrito algo como: "SELECIONE TODOS OS QUADRADOS COM PLACAS DE RUA," e você tem que clicar nos quadradinhos condizentes, como esse aí da esquerda. 

As onze da noite de um domingo, apareceu um para mim enquanto estava baixando umas imagens. Era uma foto de um caminho no meio de uma floresta. 

SELECIONE TODOS OS QUADRADOS COM PESSOAS

Tá. Essa era fácil. Bem no meio, havia uma mulher correndo vestindo shorts cor-de-rosa. Cliquei em alguns quadradinhos, e pronto. 

Apertei VERIFICAR.

Não funcionou.

SELECIONE TODOS OS QUADRADOS COM PESSOAS, a mensagem ainda dizia. Tirei meus óculos, coloquei-os na mesa, e apertei os olhos olhando a tela. 

Não. Ela não era a única pessoa.

Vários metros longe da trilha, na borda da imagem, eu vi. A borda de um braço vestindo um moletom preto, com um dedinho aparecendo.

Eu cliquei triunfalmente nos dois quadrados. VERIFICAR.

A imagem piscou quando foi atualizada. Então o mesmo texto apareceu, como se para me provocar: SELECIONE TODOS OS QUADRADOS COM PESSOAS.

Eu esfreguei meus olhos e olhei para a imagem.

As árvores projetavam sombras em blocos de baixa resolução pela trilha. O rabo de cavalo da mulher estava para a esquerda, no meio do movimento. Manchas de luz amarela do sol pintavam a borda da floresta. Estudei algumas das sombras mais escuras, longe da trilha; mas nenhum deles parecia ser uma silhueta humana.

Olhei para a borda da imagem.

Não.

A imagem havia mudado. O braço na borda da foto agora estava mais dentro do quadro, ocupando três quadrados em vez de dois. Ombros volumosos e jeans escuros apareciam.

E a moça estava apenas um pouco mais longe no caminho - como se ela tivesse acabado de dar um passo.

O touchpad estava escorregadio sob meus dedos. Meu coração batia forte no meu peito. Lentamente, arrastei o cursor sobre os três quadrados e cliquei em todos eles.

VERIFICAR.

A imagem piscou.

SELECIONE TODOS OS QUADRADOS COM PESSOAS.

Dei um pulo para longe do computador.

A imagem estava diferente de novo. O homem ocupava mais espaço, ocupando cinco quadrados. Sua mão estava esticada na direção da mulher, a poucos centímetros do ombro dela.

E a corredora...

Estava virada para ele, os olhos arregalados. Boca aberta em um grito silencioso.

Clique, clique, clique. Eu furiosamente cliquei em todos os quadrados. VERIFICAR.

Carregando…

SELECIONE TODOS OS QUADRADOS COM PESSOAS.

O rosto do homem estava finalmente no quadro.

O capuz do moletom estava bem preso na cabeça. Uma máscara translúcida de Halloween abaixo, pressionada contra suas feições.

Sua mão estava apertada no braço dela.

Ela estava gritando.

Click, click, click.

VERIFICAR.

A imagem desapareceu.

Eu passei no reCAPTCHA.

***

Relatei o que eu vi para a polícia. No começo, acharam que eu era louco, mas quando dei uma descrição detalhada das imagens, eles fizeram anotações freneticamente e me fizeram várias perguntas.

A mulher combinava com a descrição de uma residente local, Kaylee Johnson. Ela desapareceu há uma semana, durante uma corrida à tarde na trilha de Lakewood.

Ela nunca foi encontrada.

FONTE

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

Tem uma garota morta no Snapchat - Um Escritório Frio (Parte 3)

Eu fiquei lá encarando o telefone e me perguntando o que a Lydia queria comigo. Não foi a primeira nem a ultima vez que me perguntei o porquê ela me escolheu para ser o mensageiro dela. Ela esperava que eu entrasse em contato com todo mundo do nosso grupo e avisasse eles? Era loucura. Eu não podia fazer isso. Além do mais, eu vou sair da cidade esse fim de semana. Não tem como eu avisar umas duas dúzias de pessoas sobre um perigo iminente, não quando estou há três estados de distância.

O resto do meu dia transcorreu sem incidentes. Eu dei o meu máximo para me concentrar no trabalho. Felizmente, teve um pequeno desastre com os Chromebooks de alguns alunos, então consegui me manter ocupado e distraído no trabalho. 

O celular não parava de vibrar e apitar enquanto trabalhava nos Chormebooks, mas não tinha como eu olhar enquanto eu ajudava os alunos. Quando finalmente voltei para meu escritório, peguei o celular e vi o fantasminha na barra de notificações. Meu estômago embrulhou e tive uma vontade enorme de ignorar as mensagens. Como se lendo meus pensamentos, o telefone vibrou de novo, mostrando um novo story para abrir.

Eu me convenci que não dava para ver o que a Lydia mandava, já que o Snapchat era bloqueado pelo WiFi da escola e o sinal do meu celular era ruim dentro do prédio. Levaria muito tempo para carregar um story. Além do mais, já estava no final do meu expediente e eu poderia ver quando chegasse em casa. Coloquei meu celular na mesa, com a tela virada para baixo, e a sala ficou fria. Olhei pela janela do escritório e notei que o céu tinha ficado mais escuro.

Eu sabia o que isso significava e, sinceramente, eu tava puto. Esse fantasma, ou seja lá o que fosse, teria sua birra e eu teria que lidar com um dia um pouco mais frio, talvez umas luzes piscando. Eu conseguiria passar por isso.

Péssima ideia.

Eu devia ter dito que eu trabalho em uma escola de nível médio, com aproximadamente 500 alunos, todos muito facilmente distraíveis. Então, quando as nuvens começaram a aparecer e a chuva caiu do nada, eu conseguia ouvir conversas vindas de diferentes salas de aula, das pessoas se perguntando de onde tinha vindo aquela tempestade surpresa. Eu coloquei meu celular para carregar e saí para dar uma olhada para ver como as pessoas estavam lidando com aquilo. Foi meio estranho sair do meu escritório meio frio para o corredor, que estava em uma temperatura normal. 

Eu conseguia escutar os professores tentarem, em vão, fazer os alunos saírem de perto das janelas enquanto a tempestade caía. Algumas das salas tinham até mesmo os professores olhando surpresos pela janela. A previsão tinha dito que choveria, mas o céu tinha estado limpo durante o dia inteiro. Bom, até eu ignorar as mensagens do fantasma da minha amiga morta.

Fui até a recepção e conversei com algumas pessoas sobre a loucura que era aquela tempestade. Um de meus colegas de trabalho estava agarrado em um terço fazendo uma prece silenciosa.

Eu estremeci quando finalmente voltei para meu escritório. Estava congelando lá dentro e eu conseguia ver minha respiração quando espirava. Fechei a porta e coloquei a touca que eu deixava no escritório para quando fizesse muito frio. Obviamente não adiantou nada. Tentar trabalhar também não adiantou. Eu estava muito distraído com as luzes amarelas piscando na tela do meu celular. Devia ter uma dezena de notificações do Snapchat. Meu orgulho e minha raiva não deixaram eu tirar o celular do carregador e ver as notificações. Eu conseguia ouvir o barulho da tempestade aumentar e sentia a temperatura do escritório abaixando. Dois dias atrás eu não tinha nada de supersticioso e agora eu estava vivendo em um episódio de Supernatural. Onde estão os Winchesters quando se precisa deles? 

"Tá bom, Lydia. Você venceu!" Eu exclamei, talvez um pouco alto demais, quando peguei meu telefone e tirei do carregador. Eu desliguei o WiFi para os stories carregarem. Demoraria uma eternidade para carregarem, devido o péssimo sinal que eu tinha no prédio, mas eu aprendi minha lição. Sempre escute um fantasma antes que ele vire um espírito vingativo.

Os stories carregaram normalmente porque, né, claro que carregaram. Por que eu achei que algo tão trivial quanto sinal de telefone iria impedir alguém que estava, literalmente, falando comigo de outro mundo?

O primeiro story começava com uma tela cinza escura. Eu conseguia ouvir, bem baixinho, "Cheek to Cheek", de Fred Astaire, tocando, mas o áudio não parecia estar saindo do meu telefone. Você já teve um fone de ouvido Bluetooth tocando músicas em cima de algum lugar, enquanto o celular estava na sua mão? Era um som baixo e distante, como se você não tivesse certeza que estava ouvindo, mas tem certeza que está lá.

"Céu. Eu estou no Céu."

Um girassol apareceu na tela, brilhando amarelo com pequenas gotas de vermelho nas pétalas.

"E meu coração bate tanto que mal consigo falar."

Um vídeo borrado, que mal dava para ver alguma coisa, apareceu, mostrando o que parecia alguém subindo uma cerca.

"... quando estamos juntos, dançando bochecha com bochecha."

Respiração ofegante. Árvores, arbustos, passando rápido. O chão se aproximava rapidamente da câmera, como se quem tivesse filmando tivesse caído no chão. A pessoa se levantou e continuou correndo até atravessar um pequeno córrego. A música continuava tocando ao fundo.

"Oh, eu amo pescar..."

Mãos grandes se esticaram para tentar pegar a água imunda.

"Seja em rio ou em lagos..."

A água espirrou e acertou a câmera e eu juro que eu conseguia sentir o meu rosto molhado. Talvez eu estivesse suando, apesar do frio.

"Mas eu não gosto tanto..."

Eu escuto um espirro. Isso confirma o que eu estava pensando. Um espirro de um homem. Eu consigo sentir o desespero dele, de alguma maneira. É um daqueles espirros que faz seu corpo todo tremer e faz você sentir como se cada parte do seu corpo tivesse acabado de levar um soco.

"...quanto dançar bochecha com bochecha."

A câmera se abaixa, mostrando a superfície da água. Eu consigo ver as ondulações desaparecendo lentamente, enquanto o reflexo começava a aparecer.

Eu não tenho certeza do que ele estava fugindo, ou o que ele estava tentando alcançar, mas diante de mim, me encarando, estava o rosto de um homem lotado de ódio e malícia.

Era o rosto de Naveed.


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