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Sábado
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Domingo
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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (16:00 - 17:00)

Wayne e Celeste me ajudaram a mover o corpo de Josh em direção à uma fogueira que Heather começara.

Pareceu um fim adequado à ele, dadas as circunstâncias. Nos manter aquecidos, como um nobre sacrifício.

Ao passo que empurrávamos seu corpo nas chamas, o sol mergulhava para fora de vista. O crepúsculo tomava conta das montanhas enquanto estávamos sentados ali, todos nós de certa forma perdidos e confusos pelo que havia ocorrido.

Eu mal consigo enxergar com um dos olhos, e estou dando meu melhor para evitar contrair uma infecção. Uma leve garoa cai sobre nós.

Então, conforme nos aconchegamos próximos ao fogo, o celular de Melissa é aquele que apita e todos nós, à contragosto, vemos qual será a próxima tarefa.

XVII. DESCANSEM.

"Nada contra," disse Wayne, deitando-se no chão e esfregando a perna ferida.

Tentei tirar a chuva gelada de mim e sentei de pernas cruzadas enquanto Heather murmurava, "Eu... nunca cheguei tão longe antes. O Jogo... está mesmo me recompensando?"

Dei de ombros, cansado demais até pra falar. Mas ainda sabia que precisava de resposta sobre o que Josh havia me dito.

"Precisamos poupar bateria," Celeste sugeriu, diminuindo o brilho da tela do celular e também colocando-o em modo silencioso.

"Ele vai aguentar até o fim do dia?" Melissa perguntou preocupada.

"Eu... Eu não sei..." Heather admitiu.

Estávamos agora em território desconhecido. Suspirei e olhei para elas.

Hora de confrontar esse elefante rosa na sala.

Fui até onde a garota de um só braço e sua parceira estavam e disse, "Antes de continuarmos... tem algumas coisas que vocês duas precisam me responder."

Celeste olhou em direção à Heather e as duas assentiram sem hesitarem, então comecei o interrogatório.

"Charlie. O que aconteceu como ele?" Perguntei.

"Desafio 13," Heather sussurrou suavemente.

"Ano passado, quando perdi meu braço, estávamos todos presos perto de uma escola abandonada no sul de Ontário. Estava quente pra caralho... era o meio do verão quando jogamos," ela acrescentou.

"Mas dois anos atrás... Você cortou o dedo dele fora... e o Jogo não aceitou isso, sem novas mensagens," disse, tirando minhas próprias conclusões do que acontecera a seguir.

"Charlie se matou, não foi?"

"As regras disseram pra perder. Eu pensei... todos nós achamos que o significado disso fosse para sacrificarmos algo..." Heather disse, com a voz trêmula.

Fiquei ali sentado em silêncio, olhando o corpo de Josh.

"Então depois que você perdeu... Você foi instruída a recrutar outros pro Jogo. Pessoas como Lionel e aquele piloto, presumo? E Josh? Pensei que você tinha dito que não o conhecia?" Perguntei.

"Não, por esse nome não... Nós... já passamos por isso antes Daniel. Queríamos ter uma estratégia sobre como o jogo nos forçaria a jogar. Certos elementos eram comuns, sabíamos que seria o mesmo fuso horário quando começasse, então todos mantivemos uma comunicação clara entre nós. Quando o jogo começou, sabíamos que eventualmente doze competidores ficariam juntos de um jeito ou de outro, mas nunca imaginamos a quê isso pudesse levar," disse Heather.

"E vocês duas começaram juntas? Trabalharam cooperando desde o começo?" Adivinhei.

Nenhuma delas disse uma palavra.

"Precisamos descansar um pouco, pra seguir as regras," Celeste disse, e se deitou fechando os olhos.

Olhei em direção ao cadáver de Josh, enquanto as chamas adentravam o céu do anoitecer.

"Isso é o que vocês têm feito esse tempo todo, não é? Seguido as regras. Vocês entraram nesse jogo de propósito, determinadas à alcançar o fim. Mas o Jogo esperava por isso. Ele está brincando com vocês esse tempo todo... desde o momento que forçaram vocês duas a participarem," falei firmemente, confiante que minha teoria estava certa.

Heather e sua parceira não responderam, apenas fecharam os olhos enquanto a escuridão noturna caia sobre nós.

Mas sei que estou certo. Josh estava certo. Ou quem quer que ele fosse.

Essas duas estavam tramando algo, alguma forma de parar o Jogo. Ou algo completamente mais sinistro.

Wayne se mexia enquanto dormia, e eu me perguntei o quanto ele estava envolvido nisso tudo.

Olhei para Melissa, tão presa no que havia acontecido que nem considerara dormir.

Tenho que continuar esses registros. Tenho que continuar.

Então pedi a ela que cuidasse do telefone, e que faríamos turnos para descansar até o próximo desafio. Não me sinto seguro dormindo próximo à Celeste ou Heather, então me deitei ao lado de Wayne e dei o celular para Melissa.

***

Sei que provavelmente não deveria colocar isso aqui. Daniel parece uma pessoa legal. Ele me pediu pra vigiar o grupo enquanto dormia. Mas só consigo pensar no meu pai.

Provavelmente morrerei logo se o jogo continuar nesse ritmo. Sei que vou.

Disse aos outros que não estou com medo da morte. Sou a porra de uma mentirosa.

Não quero perder. Não quero partir. Daniel e os outros estão certos. Papai não iria querer que eu largasse tudo e desistisse.

Deus, só de escrever isso já estou chorando. Me desculpe pai. Desculpe por te fazer jogar isso. Desculpe por ter te convencido que o ajudaria a acabar com o Jogo.

Mas acho que agora percebi algo que mais ninguém está disposto a aceitar. Esse Jogo não pode ser vencido.

Ele está tentando nos levar ao limite. Nós manter lá e nos forçar a desistir. Posso sentir.

Estou assustada pra caralho. Não quero estar assim. Preciso fazer algo pra parar isso. Mas sei que não posso.

Só posso torcer pra talvez salvar uma das pessoas que estão aqui comigo. Se as coisas piorarem... Farei, papai. Vou me sacrificar para salvá-los, assim como você se sacrificou pra me salvar.

Eu prometo.

Já está quase na hora. Vou ter que acordá-los logo, e também descansar um pouco. Precisamos seguir as malditas instruções. Vou acordar o Daniel agora. Espero que ele não leia isso.

Bem, foda-se.

***

Melissa me devolveu o telefone dez minutos atrás. Ela me pediu para não ler o que havia acrescentado, e não pude fazer nada além de me sentir na obrigação de honrar seu pedido.

Tenho a estranha sensação que esses poucos minutos em que todos nós pudemos descansar um pouco foram o limiar antes de algo além das nossas capacidades. Pensei primeiro que fosse algum tipo de recompensa doentia, mas estou certo que não.

O Jogo nos forçou a descansar, assim como nos forçou a recuperar o celular naquele rio congelante. Mais uma vez, um jogo mental pra nos fazer cooperar. Ele está enrolando pra nos levar à derrota? O xeque-mate final?

Mas a única pergunta relevante agora é se as pessoas com quem estou jogando também estão no próprio ultimato.


FONTE

PRÓXIMA PARTE: 24/04/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

Meus Feromônios Fazem As Pessoas Quererem Me Matar

Bom dia/Boa tarde/Boa noite! Você tem alguma sugestão de creepy para traduzir? Por favor, deixe nos comentário! Aproveitem a creepy :3
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Tudo começou a se tornar aparente durante a puberdade, quando as substâncias químicas do corpo começam a enlouquecer.

Feromônios sexuais humanos são apenas teorias; produtos químicos emitidos pelo corpo para atrair um parceiro, mas sua existência foi comprovada em outros animais. Meu corpo começou a emitir o efeito oposto.

Meus pais se tornaram cada vez mais hostis em relação à mim na minha pré-adolescência. Eles me odiavam sem nem saber o motivo, mas só quando passaram muito tempo na minha presença. Quando eu tinha uns treze anos, temia passeios de carro, embora ainda não soubesse dos feromônios. Toda vez que éramos forçados a entrar em um espaço confinado por um longo período de tempo, ficava evidente que eles estavam se segurando para não me atacar. Em uma viagem de carro particularmente longa, perguntei a meu pai se poderíamos ouvir música. Ele parou o carro, saiu, abriu a minha porta e me deu um soco no rosto. Fiquei com o nariz ensanguentado pelo resto da viagem.

Naquela noite ele se desculpou implacavelmente, mas somente depois que eu passei o resto da tarde sozinho no meu quarto. Foi assim na maior parte da minha adolescência. Meus pais me amavam quando eu não estava por perto, mas aos dezesseis anos parei de descer para jantarmos todos juntos. Eles sempre ficavam tão tensos no jantar. Sempre começava normalmente, mas gradualmente os ânimos se aqueciam. Não ficavam bravos um com o outro, a irritação era claramente direcionada para mim. E ainda assim, todas as noites eles ainda me convidavam para jantar, como se nada tivesse acontecido.

Era a mesma coisa na sala de aula. No final de qualquer aula, o professor e os alunos estavam se coçando para brigarem comigo por qualquer coisa. Eu tossi? O professor ficava irado. Eu mexi minha cadeira? Meus colegas se afastavam, aborrecidos.

Logo comecei a pensar que tudo que eu fazia ao redor das pessoas era errado. Eu não tinha amigos na escola, apenas online. Colegas de classe até me adicionavam no Facebook, mandavam mensagens, mas toda vez que eu tentava almoçar com eles, eles eventualmente se afastavam.

O ápice disso foi no meu primeiro ano na universidade. Era uma aula em laboratório de engenharia, que duraria duas horas e meia. Tempo demais. A essa altura, meu colega de quarto já havia pedido para mudar de quarto e eu havia aceitado minha solidão, sentado na parte de trás na maioria das outras palestras. Mas dessa vez era um espaço pequeno, e eu estava sentado no meio de um laboratório completamente cheio. Derrubei minha caneta da mesa e me abaixei para pegá-la, foi quando os dois caras que estavam ao meu lado começaram a me agredir. Completamente do nada.

Para piorar, ninguém reagiu. Ninguém nem os parou. Todos olhavam com ódio enquanto um dos homens tentava me sufocar. Foi só quando um estudante passando pelo corredor viu o que estava acontecendo que a segurança do campus foi chamada, e depois a polícia.

Eu tive uma ruptura de retina, um nariz e duas costelas quebradas. O professor não conseguiu explicar por que ninguém interveio, e os agressores também não tinham explicação. Todos sentiram como se estivessem em estado de fuga.

Como você pode imaginar, a notícia de que todo um laboratório de engenharia assistiu estático dois caras baterem em outro logo se espalhou, apesar do esforço da universidade em abafar o caso.

Foi quando um psicólogo percebeu o que estava acontecendo. Estavam me atendendo, mas até eles se ficavam cada vez mais agitados pela minha presença. Eles saíram da sala, mas me contataram mais tarde sugerindo que eu participasse de alguns testes. Os advogados dos dois caras também apoiaram isso, esperando assim encontrar uma explicação para o que aconteceu e tirar um pouco da culpa de seus clientes.

Fui colocado em uma sala com estranhos e alguns lanches para passar o dia. Outro teste com as mesmas pessoas tinha sido executado no dia anterior, sem a minha presença. Como já era de se esperar, todos começaram a se irritar comigo em quarenta e cinco minutos. A pedido do psicólogo, não falei nada e mal me movi pouco durante esse período. Não havia justificativa razoável para essa agitação dirigida a mim.

Testes de interação similares foram realizados nos três meses seguintes. Eu saí da faculdade depois de tudo o que aconteceu, e a ruptura de retina me fez perder quase completamente a visão do meu olho direito permanentemente. Foi quando os médicos se envolveram também. Estava ficando claro que talvez as reações das pessoas comigo não fossem sobre minhas interações sociais, mas sim algo sobre mim biologicamente.

Não é concreto que existam feromônios humanos, mas algo no meu odor ou minhas emissões químicas levam as pessoas a uma fúria incessante. Eu pensei que, sabendo que o ódio das pessoas por mim não é minha culpa, me sentiria melhor, mas o fato de as pessoas me odeiam e não há nada que eu possa fazer sobre isso torna tudo pior.

Meus pais estão aliviados que há uma razão por trás disso tudo. Eles ainda me convidam para reuniões da família. Não vou participar da Páscoa com eles, apesar de sua insistência. Eles só pensam que me querem por perto, mas na realidade eu estragaria a reunião.

A pesquisa continua. Eu participei de várias conferências médicas e estou disposto a participar de novas experiências. Enquanto isso, consegui um emprego em uma central de atendimento para um banco, no meu próprio escritório, é claro. É um trabalho que não exige interação física e, na maioria das vezes, as pessoas que ligam já estão bravas, então acho que sou o mais adequado pro cargo.
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FONTE  AUTOR
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Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (15:00 - 16:00)

Olá, creepers lindos do coração da tia Divina! Venho aqui informar que estou me afastando das traduções do blog por um tempo por um motivo que poucos sabem até agora: Estou grávida, nesse momento em que escrevo, de nove meses! Talvez, quando esse post sair meu nenê, Luther, já tenha nascido ou esteja bem próximo disso. Então Heitor caridosamente vai seguir com a tradução dessa série até o final, e logo depois que eu conseguir entrar em uma rotina legal com meu baby, voltarei para atormentar vocês com os melhores contos de terror que eu puder encontrar. Espero que todos estendam que esse meu afastamento é por motivos maiores e que não é para sempre. 

Keep it Creepy, 
Divina. 


Josh foi quem leu o que dizia a mensagem. 

Não pareceu muito surpreso quando o fez. 

XVI. ELIMINE A COMPETIÇÃO.

Não havia nada nas entre as linhas naquele momento. O jogo não estava fazendo charadas. Um de nós tinha que morrer.

"Bem... que caralho," Wayne comentou como se achasse que ele mesmo fosse a escolha óbvia. Haviam diversas razões para todos nós o odiarmos. 

"O que você está fazendo aqui?" Heather perguntou ao meu velho amigo.

Nem fiquei surpreso ao saber que já tinham jogado juntos.

Entretanto, supreso que mais uma vez, um nãos abia da presença do outro nessa rodada. 

"Tô aqui para salvar sua pele," olhou para elas com olhos turvos e depois para mim.

Josh então falou: "Tem que ser eu." 


"Que... você... você não pode simplesmente dizer isso, eu acabei de salvar a porra da sua vida!" Gritei, desesperado e irritado.

"Você não vai me convencer do contrário, Danny. De qualquer forma, já perdi. Perdi antes de sair daquele quarto, na verdade. Minha última tarefa era me amarrar e esperar. Acho que o jogo já sabia que você estaria a caminho para me salvar ", disse.

"Isso não significa que você perdeu! Talvez ter te salvado significa que você está de novo dentro nessa rodada." 

"Danny... você não tem... você não faz ideia de nada. Porra. Levou 16 horas só para chegar até aqui... você não entende?" murmurou.

"Entender o que?" Melissa perguntou.

Ele olhou para meus novos companheiros, desconfiado.

"Quero falar com Daniel... sozinho", disse Josh.

Heather suspirou e assentiu. Claramente esgotado com esse novo entrave que o Jogo estava colocando contra nós. 

Josh fez sinal para eu segui-lo para longe do nosso acampamento improvisado e em direção à floresta.

Uma vez que nossas vozes estavam fora de alcance, murmurou: "Você deve ter muitas perguntas, creio eu."

"Isso nem sequer descreve o que está passando pela minha mente agora, Josh. Mas tudo que me importa é onde Marcy e Michael estão. Me fale isso e não ligarei para mais nada." Falei. 

Ele suspirou e esfregou a testa.

"Eles ainda estavam vivos na última vez que tive notícias. E... tenho certeza que o jogo está levando você até eles", disse Josh.


"Me levando? O que você quer dizer?" Perguntei.

"É uma matemática simples, Danny. O jogo está amarrando para tirar tudo de você. Por que mais você acha que me forçaram a te recrutar?! Para sequestrar sua esposa? E seu filho?! Você acha mesmo que eu queria que essas merdas estivessem acontecendo?!"  Murmurou com urgência.

"Porque você perdeu a última vez que jogou", eu disse.

"Isso mesmo. E você sabe por quê?" me questionou e então gesticulou em direção ao acampamento.

"Por causa da porra dos seus malditos amiguinhos. Eu estava com aquele grupo, Danny. Não se deixe enganar pelo charme pelos e sorrisos. São impiedosos. Te contaram o que aconteceu com Charlie?" murmurou.

"Não estou entendendo ... você estava participando há dois anos atrás?" Perguntei.

"Obviamente não nesse exato local aqui. Na última vez que o jogo começou, nós estávamos próximos de Toronto. A última rodada que participei estava mas proximidades do Lago Ontário. As instruções para aquela rodada eram bem simples. Jogue alguém nas águas. Era a rodada nove e eles já estavam preparados para matar alguém sem nem pestanejar, Danny!" Gritou com raiva.

Senti minhas palmas ficarem suadas.

"E o que exatamente eles querem?" Sussurrei.

" Seria ótimo se eu soubesse! Eles me deixaram lá para eu me afogar! Tive sorte que a guarda costeira me achou," disse acenando com a mão com desdém.

Voltei-me para a beira do penhasco, vendo a silhueta de Heather e Celeste delineada quando o sol começou a espalhar em rajadas de laranja e vermelho.


"Então, por que você entrou no jogo de novo? Você disse que o jogo te forçou a fazer isso?" Perguntei.

"Sim. Sempre faz isso quando qualquer um perde. Faz com que eles continuem o jogo. Quando cheguei em casa, descobri que não tinha nada na minha conta bancária. Tive que declarar falência. Fiquei sem teto por três semanas. E então um anjo da guarda, aquela... mensagem online me pediu para recrutar alguém para o Jogo, disse que eu poderia recuperar tudo que havia perdi e dez vezes mais do que aquilo, obviamente não disse não, por que eu diria?" 

O soco que eu lhe dei no queixo foi algo que não consegui segurar. 

"Então você me recrutou? Por quê? Por que não um de seus outros malditos amigos idiotas?" Perguntei com raiva.

"Olha, eu não tinha noção que eles colocariam sua esposa e o Michael em perigo! Eu não sabia! Mas eu sei que você pode parar este jogo, Daniel. Eu sei que você pode!" Disse.

"Parar o jogo? O que você quer dizer?" Perguntei.

"O jogo está pressionando mais do que nunca para fazer todos vocês perderem um desafio. Estão fazendo todos os tipos de joguinhos mentais com você, não é? Bem, aqui vai mais uma bomba. O jogo não é projetado para ser ganho!" 

"Como você sabe disso?" Questionei.

"Encontramos uma maneira de vencer o jogo, Jack, Lionel, Wayne e eu", sussurrou gesticulando em direção ao grupo. "É por isso que está sendo tão difícil." 
Suspirou e olhou em direção ao sol poente.

"Eles não vão deixar isso acontecer", acrescentou, olhando para seus ex-companheiros de equipe. "O jogo vai acabar percebendo."


"Eles podem surpreendê-lo", argumentei.

"Não há tempo para isso, Danny!" disse enquanto me agarrava e murmurava: "Marcy e seu filho, eles estão em uma mansão aqui perto. Você pode chegar lá, salvá-los e sair disso antes que tirem tudo de você também!"

Então ele pegou a arma que eu estava segurando o tempo todo e apontou em direção ao seu crânio.

"Josh... o que você está fazendo?" 

"Você precisa me ouvir. Ouça bem. Repita o que eu acabei de dizer. Vá para a mansão. Salve sua família. Não confie em ninguém", ordenou.

Os outros começaram a perceber o que ele estava fazendo.

"Josh. Não..."

"Diga, Danny!" Gritou.

"Ir para a mansão... salvar minha família..."

Engoli em seco quando ouvi Heather e Celeste correndo em nossa direção.

"Não confiar em ninguém."

Ele acenou com a cabeça enquanto uma lágrima escorria pela sua bochecha.

"Sucesso, Danny",  murmurou e, em seguida, puxou o gatilho.

Cobri minha boca quando a bala atingiu seu crânio, o sangue espirrando em centenas de direções diferentes enquanto seu corpo caía no chão.

Eu ainda estava de pé enquanto Celeste passava por mim, confirmando o que aconteceu.

Ela olhou para mim para oferecer algumas palavras de conforto. Mas não sei se eram sinceras.


Eu não sabia mais diferenciar o real do falso.



PRÓXIMA PARTE: 21/04/19


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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (14:00 - 15:00)


"Puta que pariu", é tudo que qualquer um de nós consegue dizer quando os alarmes do bunker começam a soar. Heather estava andando para lá e para cá tentando descobrir o que fazer enquanto eu encarava a tela, uma centena de perguntas correndo na minha cabeça. 

Poucas eram relevantes. 

Por que Josh estava ali? Como veio parar aqui quando meia-noite vi uma fita dele falando como participar dessa porra de jogos mortais?

Então nossa próxima tarefa apareceu piscante em todos os monitores.

XV. SALVE O PARTICIPANTE. 

"Puta que pariu", falei em voz alta novamente quando percebi que o Jogo estava nos pedindo para atravessar o fogo. Correr de cabeça contra o fogo e salvar meu amigo.

"Puta merda", Melissa disse enquanto olhava para a tela. Os outros pareciam estar perdidos quanto ao que fazer. Mas eu sabia que não havia outra opção.

Pedi emprestada a jaqueta grossa de Celeste e Heather olhou para mim, quase como se me desejasse boa sorte.

Então eu cobri meu rosto e corri em direção do fogo.

As sirenes vermelhas e piscantes do bunker me desorientaram no começo, me lembro com clareza. 

E estava escuro. Muito escuro.

Mas aqueles breves lampejos vermelhos me davam uma leve direção de onde devia ir. 


Piso 2. Mais quarenta passos. Piso 3. Mais trinta passos.

Eu estava no aposento onde Josh se encontrava amarrado e inconsciente, o chão já começava a ceder enquanto eu corri até ele. Me Ajoelhei e comecei a cortar as cordas, tentando racionalizar porque estava salvando o homem que de alguma forma tinha envolvimento no sequestro da minha família.

Vou lembrar de deixar bem claro que sem salvou a vida dele foram eles, não eu. Pelo menos foi o que pensei naquele momento, enquanto o fogo se espalhava. 

Soltei-o e Josh caiu em cima de mim enquanto as chamas cresciam. Coloquei-o sobre meu ombro e comecei a sair de lá.

Pensei comigo mesmo, já cheguei até aqui, consigo ir mais longe. 

Carreguei seu peso morto e olhei em direção à porta. A porta por onde havia entrado tinha colapsado, então me esforcei para encontrar outra saída.

Não havia outra. Eu tinha que criar uma saída. Coloquei Josh no chão e o rolei para o lado, então chutei o chão já frágil.

Alguns segundos depois, abriu-se um buraco e gritei por ajuda.


Celeste e Melissa apareceram em segundos. 

"Vou descê-lo primeiro!" Falei levantando Josh pelos ombros e, em seguida, fui empurrando-o lentamente pelo buraco. Eu já estava quase desmaiando de exaustão, mas os outros conseguiram levá-lo em segurança quando uma bola de fogo explodiu e atingiu o lado esquerdo do meu rosto.

Berrei, espraguejando, e pulei o mais rápido que pude para o andar abaixo. Heather tirou a blusa e jogou para mim para cobrir meu rosto já cheio de bolhas enquanto todos nós nos movimentávamos em direção da saída.

Quando saímos, todos caímos na grama molhada e uma rajada de fogo lambeu a porta metálica.

Sei que fica parecendo como se fosse uma cena clichê de filme de ação, mas foi por pouco que saímos de lá com vida. 

Me deitei no chão morrendo de dor enquanto segurava sobre meu olho a blusa vermelha de manga longa que Heather antes estava usando sobre uma regata.

"Continue assim", Celeste ordenou enquanto ia e voltava verificando minha lesão e depois a de Wayne.

Finalmente, depois do que pareceu ser uma eternidade, Josh começou a voltar a si. Tossiu e cambaleou no mesmo lugar olhando o grupo, depois seus olhos focaram especialmente em mim.


"Danny...?" ele perguntou, confuso.

Se eu não estivesse com tanta dor, acho que teria o estrangulado.

Mas em vez disso, nenhum de nós disse nada enquanto Heather tirava a mochila das costas passava entre nós o pouquinho de comida que sobrara de de manhã. 

Todos sabíamos que tínhamos vencido aquele desafio. E eu posso ver que o sol começando a diminuir sua força da tarde junto com uma chuva suave.

Era quase como se Deus estivesse tentando nos impulsionar para que terminássemos o Jogo das 24 Horas. Senti as gotas de chuva suaves batendo no meu couro cabeludo queimado e escorrendo pelo meu rosto.


Tirei a camisa de Heather do meu olho e deixo a água cair sobre ele. Achei que provavelmente doeria muito, mas a dor não veio. Na verdade, era refrescante.

***

Celeste se aproximou de mim cerca de dez minutos atrás, depois que terminei o registro das 14h. Josh não falou muito desde que acordou, acho que só se sente confortável falando comigo.

"O que as pessoas estão falando na internet? Temos muitos fãs?", brincou.

Mostrei alguns dos comentários. "Parece que a maioria deles quer que ganhemos. Para parar esse jogo para sempre," falei.

"Parece um bom plano," ela concordou quando pegou seu próprio telefone e acrescentou: "Preciso dar uma olhada no seu olho".

No começo resisti à intrusão de privacidade. Mas sei que ela estava apenas fazendo seu trabalho. Abri meu olho esquerdo lentamente e ela o iluminou com a lanterna do celular. Senti a necessidade de fechá-lo, mas ela não deixou.

"Sua córnea ficou muito danificada, Daniel. Se você não for levado para um hospital imediatamente para fazer uma cirurgia, é provável que você perca 100% da visão desse olho", me informou.

Ri e olhei em volta pela cordilheira.

"Algo me diz que não vai rolar," comentei.

O telefone apitou novamente como se quisesse me avisar que eu estava certo.


"Tudo que podemos fazer é seguir em frente," Celeste concordou comigo. Mas sei que apesar das frases de incentivo, nós dois estávamos morrendo de medo de ver qual seria a tarefa seguinte. 



PRÓXIMA PARTE: 17/04/19

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Eu ainda conseguia ouvir a voz do meu irmão, e isso me assombrava sempre que estava acordado.

Bom dia/Boa tarde/Boa noite! Desculpem ter atrasado hoje, a faculdade foi um tanto puxada nessa semana. Vou traduzir no fim de semana e programar pro horário certo, quinta que vêm, sem atrasos :3
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"Irmão, aonde você vai?", "Irmão, está frio aqui.", "Está escuro, não consigo ver nada."

A voz continuou, sem parar. Incessante. Meu único refúgio era deixar a casa e me submergir nos sons do exterior. Pessoas papeando, o ronco dos carros passando... Isso o mantinha afastado. Eu ficava na casa da minha namorada quando podia, na esperança de evitar a voz. Claro, eu não conseguia fazer isso frequentemente. Não podia explicar porque nunca ficávamos na minha casa. Usei a mesma desculpa todas as vezes.

"Está bagunçada. Estou arrumando as coisas e me preparando pra mudança."

Não era exatamente mentira. Eu já havia empacotado tudo que não era essencial, até já tinha encontrado um pequeno apartamento, pelo qual podia pagar. Agora tudo que faltava fazer era encontrar para quem alugar a casa. Por algum motivo, ainda não fiz isso. A casa em si é de dois andares, com dois quartos, dois banheiros, um sótão, uma sala de estar e uma cozinha. Grande demais pra morar sozinho. Mas não era por isso que eu não havia procurado um inquilino até então. Talvez seja por um sentimentalismo estranho da minha parte. Todos nós vivíamos aqui, como uma família, até a morte da minha mãe.

Ainda assim, não consigo mais suportar isso. De que adianta todo esse espaço sem qualquer paz de espírito? Tentei discutir com a voz, implorar pra que parasse. Entretanto, a voz não cedeu. Só ficou mais forte. Começou a gritar.

"Irmão, por que estou aqui?", "Você não pode partir!"

Cada momento vivido dentro daquela casa se tornara um pesadelo, eu só ia lá pra comer e dormir. A voz começava assim que entrava, e só parava quando eu saía. Logo passou a ser insuportável à noite. Mal dormi em dois dias.

Estava na cama, tentando meu melhor pra cochilar, até que ouvi um barulho alto ecoando pelo sótão. Levantei e corri de casa, assustado demais pra pensar em qualquer outra solução. Acabei chamando um táxi pra casa da minha namorada, ainda vestindo pijamas. Liguei pra ela no caminho. Quando atendeu, fiz o melhor que pude pra controlar a voz trêmula.

"Por favor, diga que você me ama."

"Claro, amor..." Percebi que tinha acordado ela. Natural, dado o horário. "Tem algo errado?", ela perguntou.

"Estou indo pra sua casa...", disse, fazendo uma pausa quando olhei de relance para o motorista. "Tenho algo pra te contar."

O resto é um borrão. Eu me deixei cair nos braços acolhedores da minha namorada. Desmoronei, e contei a ela tudo sobre a voz. Sobre como eu continuava a ouvindo, mesmo que meu irmão não existisse mais. Sobre como queria me afastar de tudo aquilo. Estava com medo dela pensar que sou maluco. Com medo que ela me deixasse, que eu ficasse sozinho. Mas ela não fez nada disso. Ela me deixou ficar na casa dela. Finalmente, havia encontrado um pouco da paz que desejava. Esses dias de silêncio foram os melhores em meses. Sem vozes. Eu até criei coragem, aos poucos, pra me mudar. Continuei sem ouvir vozes. Nós conversamos mais e mais sobre isso com o passar dos dias, e ela me assegurou que a voz estava na minha cabeça. Ela até me ajudou a contratar alguém pra levar meus móveis pro novo apartamento.

Tenho que admitir. Estava nervoso de verdade no dia anterior à mudança. Ter que voltar pra casa pra empacotar as últimas coisas não era o ideal, mas talvez me ajudasse a superar meu irmão. A chave girou na fechadura, e eu lentamente entrei, coração batendo no peito. Apenas me sentei ali por um tempo, encarando a escadaria que leva pro segundo piso. Sem vozes. Finalmente, meu irmão se fora.

Não levou muito tempo para tirar todas as minhas coisas de lá. A empresa de mudança se encarregou dos móveis e da TV. Com algum tempo de sobra, e a coragem revigorada, decidi vagar pela casa. Definitivamente passava outra sensação silenciosa, parecia mais calma, mais real.

Agora eu só tinha mais uma tarefa a cumprir, a última coisa que me prendia a esse lugar. Coberto pela minha confiança, iria até o sótão. Puxei a corda que pendia do teto e as escadas caíram. Minha respiração presa no peito, sentei silenciosamente por alguns minutos, escutando.

Sem vozes.

Subi, depois de garantir que as tábuas rangentes suportariam meu peso. A primeira coisa que notei foi o cano de água quebrado. Provavelmente a origem do som que ouvi naquela noite. Estava mordiscado dos lados, com um buraco de uns dois centímetros do qual pingava água. O cadáver do meu irmão ao lado, irreconhecível por causa de toda a perda de peso.

Bom. Vai ser mais fácil carregar.
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FONTE  AUTOR
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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (13:00 - 14:00)

XIV. DESTRUIR BUNKER.

Nós tínhamos chegado tão longe.

Mas naquele momento, enquanto estávamos lá, em um vestiário empoeirado, e assistindo uma mulher chorar sobre uma perda desnecessária que sofreu quase dois anos atrás... Eu não tinha certeza se queria ir mais longe.

Wayne (pediu para continuarmos chamando-o assim) foi o único a quebrar a tensão, rindo de novo quase maniacamente enquanto estremecia de dor pela ferida que Melissa lhe dera de presente.

"Mas que maravilha, não é mesmo? Puta merda. Não faz você ter vontade de dar essa sugestão para Charlie dois anos atrás, Heather?" 

Ela parou de chorar, só por um momento, e deu-lhe um soco no queixo.

"Chega, vocês dois!" Celeste disse enquanto puxava Heather para longe.

Me forcei a me concentrar no que tinha descoberto. Porque tudo que eu acabara de ouvir mudava todo o jogo.

"O que está acontecendo aqui entre vocês dois? Não mintam para mim dizendo que é sobre o dinheiro. O que estão realmente tentando fazer?" Perguntei.

Wayne não disse uma palavra enquanto cuspiu um dente ensanguentado no chão.

"Nós sempre temos um plano", disse Heather balançando a cabeça amargamente.

"E sempre dá tudo errado", acrescentou Wayne.

"Então por que você está tentando de novo?! Não me venha com desculpas idiotas, eu quero a verdade!" Gritei.

Celeste olhou para o chão e suspirou: "Não podemos te contar. Eles não deixam."


"O quê? Quem não deixa?" Indaguei.

"O Jogo. Cometi esse erro há dois anos. Eu estava quase no final dessa merda. Tudo estava indo perfeitamente. Mas eu desobedeci uma das regras anteriores. Tinham dito para nunca falar sobre por que eu estava jogando," Heather respondeu.

"Tudo bem. Tanto faz. Continue com seu enorme e obscuro segredo. Mas pelo menos me explique porque ele está envolvido nisso tudo," pedi, apontando para Wayne. 

"Fui contratado. Na verdade, toda a minha equipe foi. Eu e Jack eram os únicos que voltaram vivos", disse Wayne.

Foi quando Melissa perdeu a calma.

"Você conhecia meu pai? Você sabia que ele estava aqui e não disse nada?" ela gritou.

"Se acalme! Eu não sabia que ele estava nessa rodada! Eu juro!" Wayne disse.


"Na verdade você quer dizer que ele não fazia parte do seu esqueminha de jogo. Então ficou de bico calado, deixou ele morrer!" Melissa retrucou.

"Eu estava apenas fazendo o que fui pago para fazer pela Srta. Bradley. Isso não envolvia seu pai. Na verdade, ele desertou do exército depois da nossa última jogada, disse que iria descobrir uma maneira de vencer o jogo definitivamente, "Wayne disse.

"Porra... Seja lá quanto ela te pagou por isso... deve ter sido um bom negócio", comentei.

"Isso era quando dinheiro era a única coisa que me importava. Mas agora o que importa é que precisamos continuar. Terminou o questionário?" Wayne perguntou com um suspiro exasperado.

Verifiquei o relógio e percebi que ele estava certo. Se queríamos terminar aquela tarefa a tempo, tínhamos que começar logo.

"Tudo bem... então o jogo quer que nós destruamos esse bunker... Faz sentido tanto quanto qualquer outra coisa, né. Vamos procurar fluído de isqueiro ou vocês tem outra ideia?" Perguntei.

"Vamos ver o que encontramos", Heather concordou liderando o caminho pelo corredor úmido.

Celeste ajudou Wayne a se levantar e nós cinco nos arrastamos pelo escuro enquanto Melissa se escorava na parede. Pude perceber que ela estava mais desconfortável do que nunca. 


E estava começando a achar que eu era o único que nunca tinha ouvido falar desse maldito jogo da internet antes.

Na verdade, me fez pensar por um momento qual seria motivação de Josh. Por que ele me convenceu a entrar nisso?

Isso me deixou tão incomodado que fiz a pergunta.

"Algum de vocês conhece Joshua Francis?" 

Os outros olharam para mim, mas ninguém consentiu. Isso só me deixou mais preocupado.

Fizemos nosso caminho para uma parte mais larga do bunker, onde parecia que havia várias fileiras de computadores antiquados. Me lembrou de algumas cenas de filmes de espionagem dos anos 90.

"Que lugar é esse?" Celeste perguntou.

"Não sei, mas acho que alguns dos sistemas ainda estão funcionando", disse Heather enquanto ligava a luz.

Um pequeno momento depois, ela ligou mais alguns interruptores as coisas ao redor da instalação começaram a ganhar vida.

"Algum tipo de estação de pesquisa?" Supus quando ela começou a usar o mouse, procurando algo no sistema.

"Bingo. Um Mapa."

Começou a estudá-lo por um longo momento enquanto Celeste começou a cuidar da ferida de Wayne.

"Vocês provavelmente deveriam ter discutido seus problemas antes para evitar problemas como esse," Celeste brincou.

"Se é pra ser sincero... não esperava ter que cuidar de uma dona de casa e de uma criança", disse Wayne apontando para nós.


"Ei... nós salvamos a sua vida", Melissa rosnou.

"Tá bom. Tanto faz. Descubro uma maneira de recompensá-los mais tarde", o soldado  falou revirando os olhos.

Olhei para Celeste enquanto ela enrolava o pé dele e perguntei: "Você ainda tem aquele pen drive? Aquele que Jack te deu?"

Ela assentiu e passou para mim enquanto eu olhava para os terminais.

"Será que isso vai funcionar aqui?" Murmurei.

"Achei o que estamos procurando. São dois andares acima. Venha, Stratton," Heather disse enquanto mostrava o caminho.

Coloquei o pen drive no meu bolso e a segui pelas escadas. Nós nos encontramos em algum tipo de armário de suprimentos químicos e ela me passou várias garrafas uma a uma.

"Você pode carregar mais do que eu, obviamente", disse sem rodeios.

Assenti e começamos a derramar alguns dos produtos químicos pelas escadas enquanto voltávamos para o centro de controle. 

"Isso vai ser o suficiente. Porque ainda precisamos de uma saída..." Heather disse enquanto acendia um cigarro.

Ela jogou a bituca em direção e houve uma explosão em chamas na escada enquanto observávamos em estado de choque.

"Vamos lá, vamos sair daqui!" Celeste disse enquanto ajudava Wayne a ficar de pé. 

Então, de repente, os outros monitores ligaram. Nós nos encontramos olhando para uma figura amarrada e amordaçada em uma cadeira em um quarto aproximadamente três andares acima de nós.

Segurei minha respiração enquanto olhei-o através das chamas.


Aquele cara era o homem que me levara até ali: Joshua Francis.


PRÓXIMA PARTE: 14/04/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (12:00 - 13:00)



Celeste direcionou-se para Wayne, que ainda amaldiçoava os céus e fez sinal para que eu ajudasse.

Por mais que eu não quisesse, dada sua súbita traição, fui em frente e a ajudei levantá-lo.

Melissa ainda estava olhando para o fogo, provavelmente pensando em como queria deixar essa desgraça para trás, quando Heather gritou para ela. "Ei, ruivinha. Vamos!"

Conforme nos movíamos mais para o alto da montanha, uma chuva fina começou a nos atingir. Wayne ficou gemendo e reclamando o caminho todo enquanto nos esforçávamos para encontrar um lugar para nos escondermos.

"Tem que haver a porra de uma caverna por aqui em algum lugar", murmurou Wayne.

"Seja homem," falei amargamente.

Mais dez minutos e encontramos uma coisa.

Ma não era uma caverna.

Heather foi quem fez a descoberta quando chegamos a outra face assustadora da montanha rochosa.

Eu já estava meio que esperando que seriamos forçados a subir infinitamente, mas ela conseguiu encontrar o que parecia ser a porta de um bunker.

Na porta havia algo esculpido que me deixou com uma pulga atrás da orelha. Eu já tinha visto aquilo em algum lugar. 


"Vamos entrar", ela disse enquanto abria a porta metálica.

"Você é bem forte para uma mulher de um braço só", eu a elogiei quando a porta  velha e enferrujada se abriu.

"Cuidado. Ela pode começar a achar que vocês dois são amigos", brincou Celeste quando todos entramos.

O bunker descia para dentro da montanha, uma longa escadaria de aço que fazia ressoar cada passo que dávamos. Finalmente chegamos no que provavelmente era um tipo de vestiário e eu coloquei Wayne no chão ao lado da parede.

Celeste recuperava o fôlego enquanto Heather se ajoelhava para conversar com o traidor entre nós.

"Diga quem você é", perguntou suavemente.

Wayne apenas cuspiu em seu rosto.

Heather calmamente limpou a cara enquanto o soldado sussurrava: "Pra que continuar esse fingimento? Acho que já passamos dessa fase. Você sabe em que desafio estamos agora, não sabe?"

Senti meu coração acelerar um pouco mais rápido.

"Do que ele está falando?" Perguntei.

"Conta pra ele, Heather. Pode ir contando sobre esse maldito desafio. O motivo de eu estar vestindo essa maldita camisa de futebol", comentou Wayne.

Olhei para os dois. Então Melissa proferiu a frase que eu não conseguia formar.

"Espera aí... Vocês dois já se conhecem?" perguntou.

"Não .. Não nos conhecemos. Nunca nos vimos antes de hoje", disse Heather, tentando não parecer assustada.


Wayne apenas jogou a cabeça para trás e riu.

"Cara, se Lionel estivesse aqui... sua cara seria impagável", o homem falou.

"Heather... o que está acontecendo...?" Murmurei. Então, quando o relógio mudou para 13:00, novamente nosso contato misterioso deu vida ao telefone.

"O décimo terceiro desafio... É sempre o mesmo. Já joguei o Jogo das 24 Horas três vezes e foi nesse que eu quase perdi da última vez", ela disse enquanto se levantava solenemente, gesticulando em direção ao braço perdido de e então virou-se e me deu o celular.

"Vá em frente e leia. Posso explicar tudo depois de terminarmos o desafio", disse suavemente.

Senti minhas mãos tremendo quando peguei o telefone e vi o que a mensagem dizia.

XIII. PERCA.

"Mas ... Mas isso não faz sentido", Celeste comentou.

"Achei que o jogo tinha sido projetado para forçar as pessoas a continuarem", acrescentei.

"Eu também achava isso. Nós seis que ainda estavam vivos da última vez, debatemos por quase trinta e sete minutos, o que diabos essa mensagem significava," Heather parou e olhou para Wayne.

"Quatro de nós passamos para o desafio seguinte. Não que eu tenha durado muito mais tempo depois disso ..." falou baixinho.

"Seu braço ... você pensou que a mensagem estava dizendo para você interpretar de forma diferente. Perder algo vital", falei enquanto olhava para Wayne.


"Lionel cortou o braço dela..." entendi.

"Ele não teve muita escolha, não é mesmo? Ele me contou tudo. Como você já pode imaginar, o jogo só considera uma tarefa de equipe como cumprida se todos os membros cooperarem plenamente. Então vocês decidiram nos palitinhos. Decidiram que quem pegasse o menor graveto seria o perdedor," Wayne respondeu com um sorriso debochado.

"E você tirou o menor graveto", falei olhando de novo para Heather.

"Não há como avançar se não perdermos alguma coisa", explicou ela e depois olhou para o relógio. "Temos apenas cerca de meia hora para decidir. Como vamos fazer isso?" perguntou.

Eu olhei para Melissa e Celeste pedindo respostas. Mas elas estavam tão confusas quanto eu.

"Por que todo o seu braço? Por que não somente um dedo mindinho ou um dedo do pé?" Melissa perguntou.

Era uma pergunta idiota.

Wayne riu novamente. "Na verdade... nós tentamos isso na minha primeira vez. Cara, eu lembro dos gritos de Charlie. Nós tentamos, mas sem sucesso... O jogo queria mais. Nós fomos até o limite", Wayne disse enquanto cuspia no chão.


"Eu tinha uma família... assim como você, Daniel. Eu não me importava com o que fosse necessário para chegar do outro lado. Aposto que você nem se lembra de mim daquela época, não é mesmo?" Ele acrescentou enquanto cuspia nela.

"Espera aí... foi você. Você foi o único que tentou me parar..." Heather disse enquanto olhava para o homem e murmurava, "Matthew... achei que você estivesse morto..."

"Poderia muito bem estar depois do que você fez com o Charlie. Fiz algumas cirurgias plásticas, enganei a todos, hã? Tudo graças ao que você fez da última vez!" Ele rugiu e se voltou para mim. 

"Eu tentei dissuadi-la disso Daniel... Mas ... Bem, você já está aqui com a gente a meio dia e pode ver como é teimosa!" Wayne disse maniacamente.

"Então você tomou a decisão... Charlie pagou por isso. E então todos vocês pagaram o preço quando falharam mais tarde?" Imaginei.

"Em mais de uma forma", disse Heather.

Eu engoli em seco e olhei para os outros, tentando ver um jeito de como podíamos fazer aquilo.

"O que acontece depois? Talvez nos incentive já saber o futuro," falei.


"Os desafios seguintes não foram os mesmos nas duas outras vezes que participei. Eu falhei no décimo quarto em 2016 porque ninguém mais queria continuar. Por causa do Charlie... E em 2017 eu perdi sangue demais," ela declarou.

"Precisamos passar para a próxima fase. Essas perguntas todas podem esperar!" ela disse exasperada.

Olhei para o relógio e depois para o resto do pessoal.

Melissa é a primeira a dar uma sugestão.

"E se ... e se não fizermos nada?" perguntou.

Heather sacudiu a cabeça.

"Isso não é uma opção", ela respondei.

"Você já tentou alguma vez?" Argumentei.

"O jogo não funciona dessa maneira!" Heather gritou.

E então sua parceira falou.

"Ou talvez funcione", disse Celeste. "É mais do que apenas desafios físicos. Todos nós já vivenciamos isso. Não deixa de ser um jogo mental também. Talvez... Talvez deveríamos perder essa rodada."

Heather balançou a cabeça furiosamente, olhando para o relógio. Apenas treze minutos tinham passado.

"Vocês estão errados. Vocês estão errados e se perdermos... perderemos tudo!" Ela gritou. Celeste se aproximou dela e a agarrou por um minuto.


"Olhe para mim!" Insistiu.

Não falei uma palavra enquanto observo nossa líder explodindo em lágrimas.

"Nós vamos regatá-la! Você está me ouvindo?" Celeste disse em um sussurro.

"E se você estiver errada... e se isso estiver a matando?" Heather chorou.

"Não está. Você tem que confiar em mim," sua parceira respondeu. O relógio girava. Dez minutos. Nove. Heather pegou uma arma e estava prestes a atirar no seu único braço que tinha quando Matthew a parou.

"Não faça isso. Não vale a pena. Você sabe disso." Disse ele.

As palavras suaves foram suficientes para acalmar os nervos dela pelo resto da hora.

Então finalmente chegamos ao um minuto restante.

Nós olhamos para o celular esperando por algum anúncio de nossa falha em completar a tarefa.

Então, quando o relógio se moveu para a hora seguinte, tudo o que ouvimos foi o familiar apito de congratulações.


A única coisa que Heather conseguiu fazer foi chorar. 

PRÓXIMA PARTE: 10/04/19

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