01/05/14

As longas pernas de meu pai

O texto desse post vem de uma espécie de aventura interativa chamada "My Father's Long, Long Legs". O texto está formatado quase do mesmo jeito que estava no jogo em si.
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Minha família vivia no sul de uma certa cidade industrial, em uma casa tão antiga que seu porão ainda tinha um chão de terra.

Eu não tinha idade suficiente para questionar abertamente os comportamentos de um parente, mas certamente tinha idade o bastante para perceber que havia algo muito estranho quando meu pai começou a cavar.

Eu tenho apenas uma memória completamente lúcida da época anterior à situação ficar alarmante, e meu pai se abstendo da luz solar para sempre.

Estou sentando no fim das escadas de madeira que levam ao nosso porão. À frente, na escuridão, meu pai está, da cintura pra baixo, dentro do buraco.

Ainda em seu uniforme azul marinho que usava na fábrica, escurecido pelo calor das máquinas e ainda mais escuro agora pela terra...

Assisti meu pai com a satisfação de uma criança que vê em seu pai um grande poço de força e sabedoria.

Na cozinha, minha mãe grita que o jantar está pronto.

Meu pai tira uma última pá de terra, e - em um único movimento - sai do buraco  com enorme rapidez, em seguida passando ao meu lado e seguindo pelas escadas.

Ele sempre foi um homem alto, magro, e ainda hoje eu consigo ver a imagem das longas pernas de meu pai passando por cima de mim quando ele emergiu do buraco que passaria anos escavando em nosso porão.

Afora meu pai, éramos três: minha mãe, meu irmão mais novo, e eu.


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Há muito sobre minha mãe que eu não entendo.

Ela mesma me disse que achou meu pai atraente por ele ser uma pessoa completamente incomum.

Ele havia chegado naquela cidade e conseguido um emprego na mesma fábrica em que minha mãe trabalhava.

Embora fosse um homem prático, ele lia constantemente e de maneira voraz. Do conserto de máquinas até filosofia, ele lia de tudo. Um hábito adquirido, de acordo com o próprio, de seus pais.

Isso era tudo que ele nos dizia sobre sua família. Qualquer outra pergunta do assunto faria com que ele saísse rapidamente da sala ou que começasse a falar de outro assunto.

Uma vez, minha mãe disse que achava que ele fugiu de casa.

Fossem quais fossem seus motivos para abandonar sua antiga família, meu pai não esperou muito para criar uma nova.

Nasci apenas alguns meses após o casamento de meus pais.

Alguns anos depois, meu pai estava ganhando o suficiente para que minha mãe pudesse ficar em casa e tomar conta de mim e, não muito depois, meu irmão.

Então, uma noite, quando meu irmão tinha apenas um ano, meu pai chegou em casa, tirou uma pá novinha em folha de sua caminhonete, e desceu para o  porão, onde começou a cavar.

Num primeiro momento ele disse à minha mãe que estava preparando o lugar para fazer um piso de cimento, sugerindo o início de uma completa (ou parcial) renovação da casa.

Eu era apenas uma criança, e as ações dos adultos ainda eram um grande mistério pra mim. Logo, não sei em que momento minha mãe percebeu que isso era mentira.

Tampouco sei o que aconteceu quando meu pai chamou minha mãe para o porão onde discutiram o assunto. A porta foi trancada uma vez que entraram lá, e eu e meu irmão ficamos sozinhos em casa.

Meu irmão chorou a noite toda, enquanto eu deitei em minha cama, os travesseiros apertados contra minhas orelhas.

No dia seguinte minha mãe reapareceu. Cuidou da casa, preparou a comida, e então se trancou no quarto logo depois que meu pai voltou do trabalho e recomeçou a cavar.

Meu pai, por sua própria decisão, parou de dormir no quarto, e começou a dormir no porão, uma decisão que coincidiu com o início de sua terrível metamorfose.

Foi tudo lento, porém perceptível. Ele começou a ficar pálido, e quando a fábrica fechou e ele pôde passar todos os dias no porão, ele estava tão branco quanto giz.

Talvez fosse o estado de suas roupas e o tom de sua pele que tenham causado essa impressão, mas ele parecia cada vez mais alto, como se seu tamanho estivesse ficando proporcional ao de seu projeto no subsolo de nossa casa.

Enquanto isso, minha mãe colocou meu irmão na pré-escola e me enviou para uma espécie de creche enquanto trabalhava para poder sustentar a casa. No que parecia o perfeito contraste de meu pai, ela foi ficando mais escura, e cada vez menor.

Meu pai cavava sem parar havia pelo menos uma década, e quando comecei o ensino médio, ele não saía mais do porão nem mesmo para jantar conosco.

E então minha mãe o deixou.

Meu pai estava absorvido demais em sua tarefa para repetir as discussões de minha infância - qualquer desejo que ele tivesse de continuar conosco aparentemente havia se perdido nas profundidades daquele buraco.

Minha mãe, aos poucos, foi voltando ao normal. Ela falava mais, ria muito mais. Ela teve amigos e namorados.

Não vimos nosso pai uma única vez depois que saímos de lá.

No dia que saímos de lá em definitivo ele nem mesmo saiu do porão, embora agora houvessem dúvidas quanto a sua capacidade de passar pela porta, pois ele estava incrivelmente alto.

Apenas muitos anos depois meu irmão sugeriu que voltássemos para visitar a casa do nosso pai.

Não é preciso dizer que meu irmão e eu tivemos experiência diferentes de nossa infância ali.

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Meu irmão era novo demais quando meu pai começou a escavar, e aquilo lhe pareceu algo "normal" da vida.

Parecia óbvio pra mim que algo estava errado com nossa casa. O erro era gritado, eu pensava, pelo modo como minha mãe andava pela casa, preparando a comida, e se trancando no quarto.

O erro era gritado, é claro, por meu pai, que após perder seu emprego na fábrica passava dias inteiros no porão, saindo em horários irregulares para comer e usar o banheiro. (Sem falar nas mudanças físicas que aconteceram conforme o tempo passava).

O erro era gritado pelos meus atos, pela preocupação enorme que eu sentia de que em algum momento o frágil equilíbrio da casa seria quebrando e os amigos de meu irmão descobririam a terrível verdade de nossa família - uma situação que eu não podia articular direito, mas que me encheria de preocupação caso alguém de fora pudesse.

Meu irmão, sendo tão novo, não via nada de errado em convidar seus amigos para nossa casa, e até mesmo levava alguns para o subsolo para ver o que ele chamava - após ouvir nosso pai dizer isso, eu acho - "as renovações".

Os amigos nunca retornavam ao porão após serem levados por meu irmão. Outros se recusavam até mesmo a retornar para nossa casa - um alívio para mim, mas uma decepção para meu irmão.

Lembro de uma ocasião, quando ele provavelmente tinha sete anos, em que um de seus colegas fez uma cena.

Acho que aquela criança vinha de uma família religiosa, o que pode ter sido parte do problema, mas isso posse ser algo que eu creio ser verdade apenas por conta de meus preconceitos.

Mesmo tendo uma mentalidade muito distinta da minha, o garoto pelo menos partilhava de minhas preocupaçãoes quando ele tentou explicar a meu irmão que o projeto de nosso pai no subsolo era bastante anormal.

Saí da sala porque eu ouvi um choro vindo do porão. Eu sabia que meu irmão tinha trazido um amigo, então estava me preparando para o pior.

Os dois garotos estavam parados à porta do porão, que ainda estava aberta. Meu irmão olhou pra mim quando me aproximei, sem saber como consolar seu amigo.

"Você vai para o inferno", nosso visitante me disse, assim que ele olhou pra mim.

"É isso que ele está escavando aí em baixo", o garoto disse, olhando de mim para meu irmão. "Ele está cavando para o inferno, e vocês todos vão com ele".

Meu irmão parou de levar tantos amigos para nossa casa, e não creio que tenha convidado um único deles para ver "as renovações" outra vez.

"Nós vamos mesmo para o inferno?" ele me perguntou uma noite, deitado ao meu lado após um pesadelo.

Eu disse que não sabia.

"Mas é pra lá que papai está cavando?", ele perguntou.

Eu disse que não existia nenhum lugar assim.

"Então por que papai está cavando?"

No começo, quando eu sentava nas escadas e observava seu trabalho, meu pai me dava diferentes motivos para seu estranho projeto: procurando ossos de dinossauros, aumentando o porão para criar um quarto extra, procurando um tesouro enterrado, procurando petróleo, a suspeita de que uma corrente estava fluindo por baixo da casa.

Agora nenhuma de suas desculpas funcionava, e quando perguntado sobre o que estava fazendo - o que, de acordo com meu irmão, foi o que o garoto religioso fez - ele tinha outras coisas para dizer.

"Esse não é o mundo real", meu pai disse, ou algo parecido com isso.

"O que nós achamos que é o mundo real é só uma camada de poeira em torno do verdadeiro núcleo do universo. E o que é poeira? Matéria inerte! Peso morto! As sobras daqueles que vieram e se foram antes de nós, algo apenas para nos afastar cada vez mais da verdadeira criação. Houve um tempo em que os homens eram gigantes caminhando por uma Terra pequena, mas agora a Terra cresceu e inchou, enquanto nós encolhemos. Começando aqui, eu estou removendo esse sedimento, nossa inmundície coagulada, e retornando para nossa glória original".

Lembro desse manifesto apenas de cabeça, depois de várias variantes que meu pai recitou ao longo dos anos, e certamente foi isso que ofendeu o amigo de meu irmão.

Ainda assim, não havia resposta satisfatória, e menos ainda para meu irmão, enquanto ele se encolhia de medo do inferno, em minha cama.

Mas eu certamente não tinha uma única resposta a oferecer, e deixei que o assunto morresse em silêncio.

Talvez por isso que, após todos esses anos, ele me convidou para ir com ele de volta para a casa de nosso pai.

É verdade que minhas experiências foram fundamentais na minha decisão.

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Um ano antes de saírmos de lá, fui ao porão pela última vez.

Meu irmão estava com seus amigos. Havia atingido a idade que fazia com que percebesse o quanto aquilo tudo era estranho e pertubador para visitantes, e minha mãe já estava trancada no quarto, provavelmente dormindo.

Meu pai estava, é claro, escavando o porão, e eu estava fazendo meu dever de casa enquanto assistia TV.

Ouvi alguém bater na porta.

Ao abrir a porta, vi um homem atarracado, mas muito bem vestido, de terno, gravata e chapéu. Um par de óculos  bem pequeno estava apoiado na ponta de seu nariz, e parecia minúsculo em seu rosto enorme e redondo.

"Olá, minha jovem", ele me disse em uma voz rebuscada. "Seu pai está em casa agora?"

"Quem é você?" eu perguntei.

O homem ajeitou o chapéu, sorrindo para mim. "Você não tem motivo para me conhecer, é claro" ele disse, "mas eu sou seu tio".

Deixei o homem esperando na porta e fui procurar minha mãe. Mas ela não respondia, o que era normal naqueles tempos.

Isso me deixava uma única opção: procurar meu pai.

Ele não respondeu quando eu abri a porta e o chamei, embora eu pudesse ouvir o som débil e distante de sua escavação.

Olhei para a porta e vi, através do vidro translúcido na porta, a figura do homem que dizia ser meu tio. Desci pelas escadas de madeira até o porão.

A única luz, como sempre, era de uma única lâmpada pendendo do teto.

Meu pai havia se acostumado a trabalhar naquelas condições, mas para mim, a pouca iluminação tornava aquele labirinto extremamente confuso, onde os caminhos de terra e as sombras pareciam não ter grande diferença entre si.

Meu pai havia tentado cavar em linha reta, mas conforme os anos passaram ele reelaborou seus planos, desviando do centro do porão em pelo menos quatro metros e meio.

Dali ele começou a escavar o porão em um longo caminho em espiral,  enroscado e torcido em torno de si mesmo como uma víscera de tamanho monstruoso, enquanto continuava marchando para baixo.

Parei no último degrau da escada de madeira que, pelo que eu pensava, ainda era parte da nossa casa.

A meus pés estava uma pilha de livros estranhos. Eram velhos, com capas brancas porém manchadas de marrom. Ao lado havia um chocalho bastante antigo, cheio de sujeira, e diversas pedras trabalhadas em formas incomuns mas que lembravam, de longe, instrumentos de trabalho.

Me virei para aquele vazio e chamei meu pai novamente.

Não houve nenhuma resposta, mas eu tinha certeza de que podia ouvir, embora distante, o som do escavamento.

Chamei novamente, e dessa vez expliquei os motivos. "Tem um homem aqui na porta!" eu disse. "Ele disse que é meu tio".

Esperei, e então o som do escavamento parou.

Um minuto depois, meu pai emergiu. Sua pele estava pálida, coberta apenas por sua roupa completamente rasgada e sujo da cabeça aos pés - incluindo até mesmo sua boca, que parecia bem mais escura.

"Seu tio", ele murmurou, sem perguntar nada. "Meu irmão".

Acenei com a cabeça.

"Traga-o aqui", ele ordenou.

O homem atarracado - meu tio, que pelo que me lembro cheirava a leite azedo - parecia exultante.

Levei-o até o porão, sua agitação crescendo até que ele viu meu pai, que agora estava incrivelmente alto (acho que ele estava com pelo menos 2,40 metros de altura ) e parado na "entrada" de seu túnel.

Eu sabia que devia sair, e conforme subi as escadas eu ouvi o visitante dizer que meu pai estava fazendo "um ótimo trabalho" para si mesmo, "considerando todas as circunstâncias".

Nunca mais vi esse homem que dizia ser meu tio, nem nesse nem em nenhum outro dia.

Talvez não por coincidência, essa é a última memória que eu tenho de meu pai, e foi a que retornou com tudo para minha mente quando meu irmão, muitos anos depois, sugeriu que voltássemos para a casa de nosso pai.

Parecia que meu irmão queria visitá-lo por puro desencargo de consciência, já que nosso pai estava sozinho há anos.

Por um lado, eu apreciava a preocupação de meu irmão, mesmo parecendo deslocada. Por outro, eu sabia que não podia pará-lo. Seus sentimentos quanto a nosso pai eram brandos.

A única dúvida era: eu iria com meu irmão, ou deixaria que ele fizesse a visita sozinho?

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Decidimos ir em um dia marcado para nossa antiga casa, onde achávamos que nosso pai ainda vivia, e nos encontraríamos dali a uma semana pela tarde.

Mas deve ter ocorrido algum engano.

Cheguei tarde.

Eu devo ter me atrasado - a única outra possibilidade seria a de meu irmão ter chegado mais cedo por algum motivo, para ver nosso pai antes de mim.

E eu não quero nem pensar por que ele teria feito isso.

A cidade estava menos industrial do que costumava ser, embora ainda houvesse um toque das indústrias no ar e na água. A velha vizinhança, que mesmo nos velhos tempos nunca foi abundante, havia caído em desgraça ainda maior.

As casas estavam caindo aos pedaços e, aparentemente, vazias. As calçadas tinham protuberâncias causadas pelas raízes de antigas árvores que ainda resistiam.

A única evidência de habitação era um carro. O carro de meu irmão, estacionado na frente de nossa velha casa.

As portas estavam trancadas, os vidros fechados. Ao tocar o capô, notei que não estava quente, mas fora isso eu não tinha como saber quanto tempo o carro ficou sem assistência.

À minha frente, a casa esperava.

Não parecia diferente do resto dos prédios.

As janelas haviam sumido, até mesmo as molduras haviam sido levadas, e a varanda estava destroçada, com uma poça de água da chuva.

A porta da frente estava aberta em um certo ângulo, sua dobradiça inferior quebrada ao meio.

Com cuidado, entrei e me vi na antiga sala de estar.

O chão estava cheio de lixo e pedaços da casa caídos do teto. A televisão havia sumido, mas ainda havia um espaço mais claro no papel de parede indicando onde ela ficava. O sofá agora era uma pilha de fungos e mofo.

Eu pude ver que a porta que levava ao porão havia sido completamente removida.

Chamei meu irmão e esperei por um momento, olhando para a mais completa escuridão.

É claro que não havia mais luz. Provavelmente desligaram tudo anos atrás.

Mas uma lanterna estava caída exatamente na entrada do porão.

Seria de meu irmão?

Era quase nova. Liguei-a e apontei para o porão, mas não era possível ver mais do que o fim da escada.

Chamei meu irmão novamente, e esperei.

Ainda não havia nenhuma resposta.

Presumindo que o porão ainda era exatamente como da última vez que eu tinha visto, meu irmão podia ter muito bem se machucado se ele tivesse descido as escadas sem a lanterna.

Ele podia estar caído ali, pouco depois da escada, inconsciente.

Eu tinha que ter certeza.

Com a lanterna pronta, desci para o porão.

Os degraus estalaram aos meus pés.

Cheguei ao fim da escada,

e quando a lanterna não pôde iluminar muito mais do que um declive indo cada vez mais para as profundezas da casa,

eu soube que meu pai havia feito um trabalho significativo na última década.

Eu desci.

Eu chamei meu irmão outra vez.

Virei à direita.

O cheiro mofado de terra encheu minhas narinas.

Ao meu redor não havia nada além de escuridão.

Continuei andando.

Chamei meu irmão outra vez, e não houve resposta.

O caminho se dividia agora, esquerda e direita.

Segui o som de escavamento.

Os caminhos que meu pai havia escavado pela terra se dividiam em todas as direções possíveis.

Ainda não havia sinal de meu irmão.

Ao longe, o som continuava, como se quem estivesse escavando não soubesse que eu estava ali - ou não ligasse.

Onde estava meu irmão?

Eu virei à direita.







Eu não encontrei meu irmão.

Eu não sei o que dizer para nossa mãe. Eu não sei o que fazer, para onde ir.

É verdade que eu desisti de minha busca, mas quando eu vi o que vivia ali, ou melhor, o que havia crescido ali, eu corri pra fora do porão.

Por pura sorte, ou talvez por destino, eu saí da escuridão, embora meu irmão não tenha conseguido.

Há uma chance, eu acho, de que ele esteja vivo.

Minha culpa é enorme, não duvide disso.

Mas ela é englobada pelo medo que eu senti quando fiquei frente a frente com o terrível resultado da tentativa de meu pai de restaurar um mundo apodrecido.

Uma vez eu disse a meu irmão que não existia inferno.

Ainda acho que isso é verdade.

Mas onde quer que meu irmão esteja agora...


Será que agora ele está tão alto quanto nosso pai?

45 comentários:

  1. "As longas pernas de meu pai"
    ( ͡° ͜ʖ ͡°)

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    1. Papai Tripé ( ͡° ͜ʖ ͡°)‎

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    2. Papai fafadenho( ͡° ͜ʖ ͡°)


      Adeus , Manolinho

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  2. Se cavar mais vai chegar na China.
    "o frágil equilíbrio da casa seria quebrando"quebrado.

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  3. MASOQ!?
    O que aconteceu? Porque aconteceu? :s

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    1. Acho que o pai era muito viciado em minecraft ele fico com mania de cavar no porão pra ver se achava diamante mas ele acabo virando o enderman rss

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  4. Que merda foi essa????? oque aconteceu nessa bagaça???? meio sei la duvidosa, mais sera que alguem pode me explicar

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  5. Creepy bem legal. Continuem postando creepys assim

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  6. Quem sabe o pai num era o cave Johnson fazendo o inicio das construções da aperture science kkkkkk

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  7. E a atualização do app para Windows Phone emm cpb

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  8. Preciso entender esta história. O que houve no final? Deixaram o final sem uma explicação.

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    1. Ele só estava procurando diamantes.....mas acabou virando enderman

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  9. Pálido, alto, magro, esses escritores tem tara pelo Slender ._. LOL
    E aí, se a menina correr e trancar o porão, o monstro vai tentar alcançar ela? Ou vai dar um foda-se e continuar a saltitar pelo labirinto?
    Algum asiático pode me dizer o que acontece D: ?

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  10. Nads! O cara so estava crescendo pra entrar na NBA, pra poder sustentar a familia e acabou preso no porão e tentou cavar um tunel pra poder sair e n deu certo. Super normal

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Não compreendi muito bem o que raios aconteceu aeuhaiedidu Sem piadinhas de minecraft, nba, ou sei lá o que, mas o cara virou tipo o Slender? Vai ter continuação? Porque eu não tenho a menor ideia do que pensar dessa creepy uaheuaheua

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    1. Falando serio mesmo acho que eles estão sendo manipulados pelo slender ou algo fo tipo pra cavarem porque lá deve ter alguma coisa que o manipulador quer e talvez seja o próprio tio que esta manipulando

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  13. O irmao dela começou cavar tambem por isso cresceu.
    E porisso ela abandonou o irmao.

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  14. Okay, vamos raciocinar.
    A menina viu um ser assustador no final, tá.
    Alto... Pálido... Só falta usar um terno. Mas tudo bem.
    Ela disse algo sobre o irmão estar do tamanho do pai, ok.
    E o tio dela nunca mais voltou.
    E o tio dela é o irmão do pai.
    E a menina tinha um irmão, também.
    E ele ficou lá.

    O que posso concluir: o pai dela usou seu irmão e seu filho para ajudar nas escavações, o que resultou na transformação igual de ambos.

    Mas... Onde está o irmão dele nessa hora?

    Terá ele virado papá?

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    1. Exato. Está tudo confuso.
      Quando ela diz no final "onde quer que meu irmão esteja agora" dá a entender que eles chegaram ao objetivo. Porém alguma coisa cresceu no túnel, uma coisa viva, que não foi especificada (pode ser o pai dele, ou uma criatura qualquer).
      Só dá para concluir que:
      1-A história tem continuação.
      2-Quem escreveu não sabia que final dar a história.
      3-Quem escreveu é retardado.
      4-Quem escreveu tava fumando uma erva da boa.

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    2. enquanto o suposto tio da protagonista, eu duvido muito que ele seja de fato o irmão do pai, pois quando ela diz que o tio dela quer velo ele diz 'seu tio' e depois de um tempo ele diz 'meu irmão', tá na cara que eles estavam mentindo. e a propósito, quando o cara começou a escavação ele simplesmente chegou do trabalho com uma pá novinha. E este 'tio' estava bem vestido, pode ser que na verdade este sujeito seja o patrão dele que lhe deu uma pá e contou esta teoria dos gigantes.Isto é só uma teoria, talvez esse sujeito bem vestido seja um parente desta família problemática, mas é bem impossível, pois o sujeito é ricaço enquanto o irmão é um pobre miserável.

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    3. enquanto o suposto tio da protagonista, eu duvido muito que ele seja de fato o irmão do pai, pois quando ela diz que o tio dela quer velo ele diz 'seu tio' e depois de um tempo ele diz 'meu irmão', tá na cara que eles estavam mentindo. e a propósito, quando o cara começou a escavação ele simplesmente chegou do trabalho com uma pá novinha. E este 'tio' estava bem vestido, pode ser que na verdade este sujeito seja o patrão dele que lhe deu uma pá e contou esta teoria dos gigantes.Isto é só uma teoria, talvez esse sujeito bem vestido seja um parente desta família problemática, mas é bem impossível, pois o sujeito é ricaço enquanto o irmão é um pobre miserável.

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    4. "3) quem escreveu é retardado/4)quem escreveu tava fumando uma erva da boa' AUHEUHEAUHEUA
      Acho que essa creepy realmente não tinha uma intenção de ter sentido. Adoro esse tipo de creepy que joga pro leitor pensar em um final, mas essa acabou de um jeito meio confuso e meio que não deu certo, acho... Mas a história em si é manera.

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  15. Não consegui parar de pensar no titio Slender durante toda a creepy ;-;

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  16. Este comentário foi removido pelo autor.

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  17. Pessoa que escreveu este texto, o senhor fumou oregano?
    Okay, vamos ver.
    1- O suposto tio dele nunca mais apareceu, oque deve ser.. ele ter ajudado o pai do garoto na escavação.
    2- O irmão drogado chegou antes e, já que estava drogado, entrou na casa mesmo.E pelo que foi dito, ele deve ter se juntado a escavação.
    3-
    Pai do garoto > Irmão dele
    e esde garoto também tem um irmão , oque pode ser que ele vai ser igual ao pai no futuro, e continuar a escavação
    4- Ele só viu algum 'mostro' oque pode deixar claro que o irmão do garoto ou o pai/tio dele não estavam lá . Então eles chegaram ao objetivo? ou será que os corpos dos três se juntaram? (Tipo a centopeia humana kaka)

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    1. Eu já tinha entendido que o ciclo se repetiria (entre pais e filhos), mas não tinha pensado na possibilidade dos três terem se juntado. Muito boa sua teoria.
      Porém, mesmo assim, o final ficou vazio e quase sem lógica.

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  18. Acho q no final juntou o tio, o menino, e o pai e viraram um megazord. pq ta uma confusao essa creepy

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  19. " Depois de percorrer o caminho todoe eu me deparo com aquilo. Agora eu sabia porque meu pai escavava. Vi milhares de chineses daçando uma dança escrota e dizendo:"o siÔ que flango, clane ou keso?" e meti o pé. Laque-se meu irmão, não posso ficar em um lugar onde o pastel é R$666,66 " FIM.

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  20. CARALHO!!! Que história de merda, sem explicaçao pra porra nenhuma... Alguém parou pra pensar pra onde foi toda a porra da terra retirada pra cavar o buraco?

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    1. O pai usou pra se alimentar

      Adeus , Manolinho

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    2. O pai usou pra se alimentar

      Adeus , Manolinho

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  21. Oi?! Li isso 3 vezes e continuei atolada na mesmo buraco (Ba dum ts). Das três vezes que li me surgiram três diferentes explicações... Mas num dá pra saber qual é a certa, pois todas "Fazem sentido", afinal, essa creepy toda num tem sentido algum!

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    1. É, tenho trabalhado em dobro pra conseguir ganhar um premio acolá que se eu ganhar, iria elevar minha carreira e talz, ai fiquei meio que sem tempo, MAS eu voltei! =D

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  22. Olha assim,talvez o pai morreu e o irmão se interessou a ver a escavação e viu algo que n devia,entao ele continua o trabalho de seu pai.Ótima creepy se vc entender,uma das melhores q ja li.

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  23. Gostaria de fazer uns comentários referentes a história e as teorias.

    1- O personagem principal não se indentifica como homem ou mulher - ou gay ou sei-lá-o-que. Talvez seja para quem está lendo se sentir mais "por dentro" da história.

    2- A dúvida que o autor deixa no ar é: O irmão do protagonista se juntou ao pai ou não?
    Nosso personagem principal clama que não encontrou o irmão, mas ao mesmo e tempo espera que ele não tenha ficado como o pai. Isso pra mim é mistério, mas eu acho que o pai teria avançado no estado e ficou meio louco ou feroz, atacando o irmão do protagonista ou algo do tipo e ele ficou debilitado sem conseguir escapar e se ferrou no final das contas.

    3- O suposto "tio" na verdade seria o cara que iniciou isso da escavação, eu acho. Talvez ele tenha feito o cara sair do trabalho e começar esse projeto, sendo ele quem entregou a pá. Concordo também com a teoria do Guilherme Hübner lá em cima.

    4- A mãe foi contra o projeto. Por quê? E ela não contou pro protagonista, mesmo depois de um certo tempo. Qual a necessidade de esconder? Bem, lembrem disso.

    5- O cara começou cavando reto, depois desviou um pouco o caminho. No final da história, o cara fez um labirinto. Será que, por mundo novo, ele procurava encontrar alguém ou alguma pessoa fazendo o mesmo? Ou então haveriam outros participantes nesse projeto?

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    1. Na verdade o protagonista se identifica sim, como mulher, Repare quando o tio fala "olá minha jovem"

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  24. Acredito existir a possibilidade de o pai do protagonista ter se tornado em um humano primitivo (Gigante antigo), e que era esse o objetivo da escavação, chegar a uma camada da terra onde supostamente vivia os gigantes quando aquilo ainda não fazia parte de uma camada subterrânea.Em fim, hoje em dia tem se tornado modinha deixar o leitor sem pelo menos uma resposta

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  25. http://correlatedcontents.com/misc/Father.html

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  26. é um jogo, tu tem que selecionar aprtes da historia, deve ter varios finais possiveis, emc ada um deles um pedaço da historia, o link para o jogo é o que postei acima

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