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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (10:00 - 11:00)

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“Ele tinha que ganhar desta vez. É por isso que me juntei... para ter certeza de que poderia ajudá-lo. Mas o jogo... O jogo sabia o que estávamos tramando. Não sei como, mas sabia!"

Essa foi a última coisa que Melissa me disse antes de voltarmos a nos mexer. Heather e Celeste estavam certas de que não era mais seguro ficar perto do bosque onde encontramos os três homens.

Posso dizer que Melissa mal tinha forças para andar, quanto mais responder ao resto das perguntas que eu tinha.

Mas eu sabia que algumas dessas respostas deviam que estar no pen drive que acabáramos de extrair do estômago de seu pai morto.

Expressei essas preocupações em voz alta e murmurei: "O que você acha que tem no pen drive?"

"Não sei", Celeste respondeu, olhando para Melissa por uma resposta.

"É quase 10h30. Precisamos tirar um minuto para descansar antes de começarmos nosso próximo desafio", Heather disse quando paramos perto de um riacho murmurante.

Nenhum de nós se opôs e fiquei de joelhos, pegando a água limpa e fresca com as mãos enquanto lavava o sangue dos meus braços e depois bebia.

O celular que tínhamos pego do piloto do helicóptero tocou enquanto eu continuava me lavando.

"O que tá dizendo?" Wayne perguntou.

"Merda." Heather respondeu, e isso me preocupou imediatamente.


Levantei e verifiquei a mensagem por mim mesmo. 

XI. CORRA.

"Não quero nem saber o que isso significa", murmurei.

Nós cinco olhamos novamente ao redor da floresta silenciosa, tentando antecipar algum tipo de perigo.

"Para onde temos que ir?" Perguntou Wayne.

Eu estava prestes a fazer uma sugestão quando ouvi um barulho vindo do leste, de onde tínhamos originalmente vindo. Soava como um ronronar suave, e então vi fumaça subindo lentamente sobre o topo das árvores. Haviam helicópteros se distanciando à distância.

"É um incêndio!" Celeste entendeu.

Heather pegou a mochila enquanto Wayne e eu pegamos a caixa de suprimentos.

Melissa apenas ficou lá parada, ainda entorpecida pela perda repentina de seu pai.

Larguei a caixa quando ouvi o rugido das chamas se aproximando e segurei o braço dela.

"Temos que ir."

"Por quê? Do que vale?" Disse com raiva.

"Não faça isso de novo, não agora!" Eu insisti com ela.

O fogo se aproximava rapidamente de nós.

"Eu não tenho nenhum motivo para continuar. A mesma coisa que antes, na verdade. É irônico... Esperei seis meses para trazer meu pai de volta... e só o vi por alguns minutos até vê-lo morrer", Melissa riu.


"Deixe ela aí", Wayne resmungou.

Balancei a cabeça e olhei para Heather, que já estava distante.

"Seu pai não iria querer que você morresse aqui neste lugar. Ele iria querer que continuasse. Lutar contra isso o máximo que pudesse!" Eu disse a ela.

Ela estava olhando para o inferno furioso de fogo como se estivesse seduzida pela morte que lhe oferecia. Mas assim que uma árvore caiu perto de seu rosto, ela saiu de seu devaneio e agarrou meu braço.

Nós tínhamos perdido bastante tempo, e as chamas estavam nos cercando quando eu peguei o engradado de suprimentos ao lado de Wayne. Nós avançamos para o norte, meus olhos procurando na floresta por Celeste e sua parceira.


O fogaréu ficou mais forte, nos empurrando em direção ao exterior da nossa trilha. Em algum lugar acima, ouvi o barulho de motores. Mais helicópteros? Talvez parte da equipe que o jovem soldado participava? Eram eles que jogavam as bombas de fogo em cima de nós e à medida que nosso pequeno grupo ia em direção de uma nova cordilheira, me perguntei quantas pessoas haviam sido manipuladas para começar a jogar esse jogo.

"Nós vamos ter que escalar", Heather notificou o grupo quando enfiou a mochila em seu braço bom e lentamente foi subindo pela encosta rochosa.

Celeste estava bem ao lado dela, fazendo o melhor que podia para ajudar sua parceira a cada passo precário que davam, enquanto o inferno nos rodeava pelo chão.

"Não vamos conseguir levar esse caixote lá para cima", percebi e comecei a vasculhar os suprimentos para ver o que restava e o que conseguiríamos levar por conta própria.

Peguei uma corda e outra faca e, em seguida, fiz sinal para Melissa subir ao meu lado. Então eu passei a corda para Wayne, pois ele parecia o mais ágil para chegar ao topo primeiro.

Eu podia sentir o fogo chamuscando minha pele enquanto subíamos. Ouvi Heather gritar quando ela quase perdeu o equilíbrio. Então Wayne chegou ao topo e jogou a corda para o resto de nós.

Celeste se certificou de que sua parceira fosse a primeiro. Então eu ergui Melissa acima de mim enquanto o inferno furioso chamuscava minhas costas.

Fechei meus olhos, flashes de Marcy e Michael cruzando minha mente enquanto pensava que este era o meu fim. Foi a pura força de vontade que me fez continuar. Subi por causa deles. Suas vidas dependiam do meu sucesso.

Tropecei na borda quando cheguei à superfície plana da face da rocha e Heather me ajudou o resto do caminho, nós dois desmoronando quando recuperamos o fôlego.


Ninguém disse uma palavra por um longo momento enquanto nos recuperávamos e observamos a loucura lá debaixo. 

Então o telefone apitou novamente.

Outra missão impossível.

"Porra. Não podemos nunca ter uma folga?" Perguntei quando me virei para os outros me perguntando o que seria agora.

Mas nenhum deles parecia disposto a nem sequer dar um pio.

"Bem? O que é desta vez? Por favor, alguém fale!" Gritei.

"Passo 12. Parabéns por chegar na metade do dia. Agora é hora de levar as coisas para o próximo nível. Elimine alguém da competição," Celeste disse lendo a mensagem em voz alta.


Fiquei ali, olhando para eles, e soube imediatamente o que a mensagem significava. Um de nós não sairia com vida daquele cume.



PRÓXIMA PARTE: 03/04/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Encontro online

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"Ding!"

Meu celular vibrou e olhei com animação. Uma nova mensagem do Peter. Enquanto lia, podia sentir minhas bochechas ficarem vermelhas.

"Vamos nos encontrar na terça?"

Fiz uma dancinha e respondi imediatamente. Estava esperando ele me chamar pra sair desde que começamos a conversar. Eu sei que eu poderia ter chamado, mas eu era muito tímida. Tive sorte que ele teve coragem de me chamar.

"Sim, eu adoraria!" respondi. Nós trocamos mensagens sobre onde nos encontraríamos e o que faríamos. Concordamos em tomar um café e talvez sair pra jantar, se nos déssemos bem.

Liguei para minha melhor amiga, Sarah, e contei a ela tudo sobre meu novo pretendente. "Estou tão animada, Sarah, mal posso esperar para conhecê-lo", disse a ela pelo telefone. Ela parecia muito mais cética do que eu.

"Há quanto tempo vocês estão trocando mensagens? Você sabe algo sobre ele? E se ele não for quem diz ser?"

"Eu sei que está preocupada de ele ser um louco, mas também foi você quem me disse para conhecer alguém depois que terminei com Brian. Então por favor, estou só fazendo o que me pediu. Além do mais, é tão clichê assassinar alguém que conheceu online", eu ri.

"É, eu sei o que disse, mas eu não quis dizer conhecer alguém online. Eu te chamei várias vezes pra sair nos fins de semana, mas você nunca aceitou."

"Eu prometo mandar mensagem quando encontrá-lo e te manterei atualizada, então você saberá que ainda estou viva", ri novamente.

"Certo. Só se lembre de se cuidar e não fazer nada do qual não está confortável."

Nos despedimos e passei o resto do dia pensando no que vestir no encontro e lendo nossas mensagens antigas para lembrar qual era sua banda favorita, seu filme favorito, e o quanto eu o contei sobre mim.

Eu estava tão nervosa antes do encontro que não consegui comer nada o dia todo. Coloquei um vestido fofo, que não era sexy demais e nem chato demais. Uma hora e meia antes de nos encontrarmos, caminhei pelo parque e comecei a esperar por ele. Fiquei olhando o celular o tempo todo e sentindo a necessidade de fugir. E se ele realmente era um psicopata? Ou pior, e se nós não tivéssemos nenhuma química na vida real?"

Tentei colocar as preocupações de lado, e então vi um rapaz da minha faixa etária com cabelos marrons e óculos se aproximando.

"Oi, você é a Cassie?" ele me perguntou nervosamente.

"Sim, você é o Peter? Prazer em conhecê-lo!"

Demos um abraço desajeitado e decidimos caminhar pelo parque um pouco. Não era difícil conversar com Peter e rapidamente comecei a relaxar em sua compania. Ele era muito engraçado e me perguntou se eu estava preocupada sobre ele ser um maníaco. Eu disse a ele sobre os avisos de Sarah sobre encontrar alguém da internet.

"Não se preocupe, eu não trouxe meu machado - Não cabia no porta-malas do meu carro", ele riu e olhou para mim.

Depois de tomarmos café decidimos pular o jantar e beber umas cervejas. Peter rapidamente dicou bêbado e falava coisas sem sentido, eu rindo dizendo que ele era o mais fraco com bebidas que já conheci.

"Eu juro", ele divagou, "normalmente eu nçao fico bêbado com uma cerveja. Eu acho que porque foi um longo dia. Sabe, estava ansioso em conhecê-la, então o trabalho parecia demorar uma eternidade hoje."

Eu sorri e disse a ele que me sentia da mesma forma. Logo ficou claro que eu tinha que levar Peter para casa depois de ele ter tomado algumas cervejas. Eu não me importava em ajudá-lo a chegar em casa, e não é como se eu fosse dormir com ele ou algo do tipo. Eu só sentia que era a coisa certa a se fazer.

Ele morava a algumas ruas do bar, e comigo aguentando a maior parte de seu peso, finalmente chegamos lá.

Peter teve dificuldades pra acertar o buraco da fechadura, então peguei as chaves dele e abri a porta. Ele quase caiu no chão, mas conseguiu ir tropeçando pelo pequeno apartamento e cair na cama.

Não pude evitar rir um pouco e fechei a porta. Me certifiquei de que estava trancada, antes de ir para o quarto.

Peter não conseguia manter os olhos abertos, mas tenho certeza de que ele me viu tirar a corda e o canivete borboleta da minha bolsa. Suas sobrancelhas quase desapareciam sob seu cabelo enquanto me via me preparar para os negócios.

"Eu sei que não esperava isso. A maioria dos caras nunca esperam. Mas é que é muito mais fácil achar pessoas online. Além do mais, quem teria medo de uma pequena mulher em um vestido fofo florido? Agora você aprendeu que provavelmente deveria ter, mas é muito tarde pra isso."

Eu sorri para ele com meus dentes brancos de pérola, enquanto ele tentava gritar em seu estado sedado; Só conseguia rir de sua insignificância e comecei a trabalhar.


Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

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URL

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Isso é o que estava no fim do enigma que havia criado aqui no site algum tempo atrás, para quem ainda estiver curioso. :3

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Você já leu isso antes

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 Sei que parece estranho, mas essa não é a primeira vez que você lê isso. Não é a segunda, nem a terceira, nem a centésima vez. Você já leu esse mesmo texto várias e várias vezes. Mas obviamente, você nunca lembra disso, não é?

Estou postando isso aqui por uma questão de sigilo. Não vai parecer fora do lugar, devido à algumas das coisas que já vi por aqui. Ser notado, bem... Não é algo que eu queira. Estou andando em uma linha tênue entre tentar te fazer lembrar e ser pego.

Talvez você tenha pequenas lembranças. Talvez eles tenham cometido um erro. Talvez uma onda aleatória de náusea que sumiu tão rápido quanto surgiu, ou uma repentina sensação de vertigem mesmo enquanto você estava em terra firme. Isso soa familiar? Espero que sim. Se sim, talvez funcione dessa vez.

Não consigo te dizer o quão difícil é fazer isso. Esgueirar-se sob seus narizes? Fácil. Falar com você? Absolutamente impossível. Infelizmente, parece que mantive algum tipo de empatia apesar de tudo que já vi. Por isso estou falando com você. Mas estou perdendo tempo.

Vou direto ao ponto. Você não está realmente... vivo. Você está apenas revivendo sua vida num ciclo constante, do dia em que nasceu até o dia da sua morte. Eles te fazem esquecer todas as vezes, pra que você continue cometendo os mesmos erros repetidamente. Essas sensações estranhas que te falei anteriormente surgem quando você toma uma decisão que eles não planejavam que você fizesse. É, de certa forma, como um apito de cachorro. De qualquer maneira, essa não é a parte importante.

A parte importante é que você está em perigo imediato.

Não importa quais escolhas você faça, hoje é o dia da sua morte.

Não posso te dizer um tempo ou local exato, mas definitivamente posso dizer que eles não querem que você viva além de hoje. Você sempre morre hoje, independente do que eu tente fazer pra ajudar. Já enviei cartas, emails, droga, até tentei enviar mensagens, mas nada funcionou. Você sempre morre. O ciclo sempre reinicia. Sempre tenho que ver você crescer e morrer novamente. É uma tortura, mas nem consigo imaginar como é pra você.

Porém, dessa vez, acho que consigo pará-los.

Vai ser perigoso, e o pior, talvez nem funcione. Bem, nenhum de nós tem muito a perder. De qualquer forma, qualquer destino é melhor do que ver você passar por tudo isso outra vez. Você vai precisar ser esperto. Precisará ser discreto. Acima de tudo, precisará ser corajoso. Se você acredita ser capaz disso, então, por favor, siga meu conselho.

Tudo que você precisa fazer é ignorar a passagem anterior, era apenas uma brincadeira, uma piada cruel na verdade, entretanto, uma piada. Hahahaha engraçado, não é? Hahahaha você pode seguir suas atividades cotidianas normalmente

Não aja anormalmente

Não há nada errado

Não há nenhum loop temporal

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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (09:00 - 10:00)

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Já faz quase dez horas desde que comecei a jogar.

Faltam quatorze. 

Sei bem o que acontecerá a seguir. E não estou preparado. Sei que não vai ser mais fácil.

A única coisa que me mantém são é a esperança de que minha família esteja viva em algum lugar, sendo mantida em cativeiro e esperando para se reunir comigo depois que eu terminar todas essas malditas tarefas.

Mas agora... depois do que aconteceu lá no sol matinal em uma floresta isolada nas montanhas do Apalaches... Não tenho certeza se será tão fácil assim.

Não que alguma coisa tenha sido fácil até aqui, para ser justo. 


Pelo menos três pessoas morreram desde que comecei. Nem se quer posso imaginar qual será a contagens de corpo no final do dia.

Você provavelmente deveria parar de acompanhar esses posts, para ser honesto. Não há motivos para que você compartilhe dessa jornada comigo.

Ou talvez isso seja uma parte do jogo? Talvez isso já estivesse amarrando desde o começo, como uma cenoura que incentiva um burro a continuar andando.

Eu já não sei de mais nada. Só sei que tive que ajudar a fazer uma cirurgia em um homem semi-morto no meio de uma floresta em menos de trinta e cinco minutos.

"Não podemos fazer isso, não temos nenhum dos equipamentos certos", Celeste argumentou primeiro.

"Nós vamos ter que usar o equipamento de caça", Wayne sugeriu.

"Era melhor a gente colocá-lo para dormir antes..." Heather disse, lembrando a todos que o homem estava prestes a morrer.

"Deixe-o ter esses últimos momentos em paz", soluçou Melissa.

Mas eu já sabia muito bem. O jogo estava nos forçando a completar outra tarefa impossível.


Eu estava prestes a tomar uma decisão final quando o pai dela cuspiu mais sangue e tocou a bochecha de Melissa.

"Faça logo..." disse, com uma voz frágil. Ela segurou a mão dele e chorou enquanto nos aproximávamos dele.

Então Celeste se ajoelhou ao lado dele e fez algumas perguntas simples.

"Há quanto tempo você engoliu?" 

"Cer-cerca de ... u-uma hora e meia atrás",gaguejou.

"Onde dói mais? Onde dói menos?"

Então ela respirou fundo algumas vezes e fez sinal para Melissa e eu segurá-lo.


"Provavelmente ainda está em seu estômago", pensou em voz alta quando pressionou suavemente a área, tentando sentir em volta.

"Esse tipo de coisa não é tipo dissolvido pelo ácido estomacal?" Wayne perguntou de longe. Parecia mais desconfortável do que todos nós quando Celeste fez a primeira pequena incisão logo abaixo do umbigo do homem.

"Isso é pouco provável. Se passasse para os intestinos, provavelmente teria ficado preso lá", disse Celeste quando ela começou a cortar mais fundo.

Não quero nem lembrar dos gritos dele. Estavam baixos por causa de seu pulmão em colapso, mas ainda assim cada corte que ela fazia causava uma dor cada vez mais excruciante ao homem. Melissa apertou a mão de seu pai o mais forte que pôde enquanto Celeste se aprofundava na cirurgia.

Ele parou de gritar, seu corpo tendo crises de espasmos quando começou a entrar em choque.

"Pare! Por favor, pare!" Melissa implorou. Heather se moveu para afastar a ruiva.

"Você está matando ele!" Melissa gritou. Heather não conseguiu segurar a garota, mas Celeste já havia o aberto com sucesso.

Uma poça do ácido estomacal escorreu pela palma da mão dela quando começou a enfiar o punho na cavidade aberta do corpo.


Novamente o pai de Melissa gemeu quando Celeste procurou lá dentro. Mais do ácido se derramou, como se estivesse destrinchando um animal selvagem que acabara de caçar. 

Melissa continuou gritando quando os olhos de seu pai rolaram nas cavidades e Wayne começou a segurá-la também.

"Ele já se foi! Pare! Ele já não está mais aqui!" Wayne insistiu. Olhei para ele e o encarei enquanto dava seu último suspiro.

Ainda assim, Celeste não parou sua busca. Na verdade,começou a procurar mais fervorosamente que antes, agora que sabia que não estava mais causando dor ao homem.

Melissa soluçou impotente enquanto a enfermeira vasculhava completamente o estômago do pai dela e então eu ouvi uma costela se partir quando ela o abriu completamente e todo o ácido se espalhou no chão da floresta.

Não muito depois, Celeste finalmente encontrou o que procurava, e arrebatou o pequeno pendrive; segurando-o para cima como se fosse um troféu.

Mas nenhum de nós tinha muito a dizer enquanto ficávamos ali olhando para o homem que mal conhecíamos e que havia perdido a vida por causa daquilo.

"Podemos..." Melissa perguntou quando finalmente se deu conta da realidade da situação.


"Podemos fazer um enterro?"

Heather assentiu lentamente, deixando que Celeste e eu usássemos algumas das ferramentas maiores para fazer uma cova rasa.

Eu sabia que não era um enterro adequado, deixando-o nu e exposto ao relento.

Olhei para os cadáveres balançando na árvore, percebendo que talvez aquele fosse um destino um pouco melhor do que o de seus companheiros e que talvez nenhum animal aparecesse e estripasse seu corpo mais do que nós já tínhamos.

Celeste recitou um verso bíblico e depois foi até Heather.

Wayne não disse uma palavra, ele apenas lentamente e silenciosamente fez o símbolo da cruz sobre o peito e se afastou.

Melissa apenas ficou lá sentada, olhando para o homem que a criara.

Ajoelhei-me ao seu lado, deixando o silêncio falar.

Mas por motivos que desconheço, que veio a falar foi a própria moça.


E eu escutei.

"Era aniversário dele quando sugerimos que ele se inscrevesse para... ele... ele sempre teve um espírito aventureiro..."

"Subiu o Monte Mitchell no ano passado... um total de dois mil e trinta e sete metros de altura... achei que... Achei que ele poderia conquistar qualquer coisa..."

"É minha culpa que ele tenha começado a joga este jogo... minha culpa por não ter desistido também..." ela balançou a cabeça.

"Melissa ... não é..." eu disse a ela.

"É sim! Ele chegou à 12ª desafio da última vez. E ele teve que desistir de causa de uma maldita infecção no estômago. Perdemos nossa casa! Perdemos tudo por causa desse maldito jogo idiota..." disse amargamente.

Sentei-me em um silêncio desconcertado, percebendo que a ganância deles os afundaram nessa confusão. E a ganância o colocou de volta. 


Vou ficar aqui sentado ao lado dela por enquanto. Até a hora de nos mexer novamente.


PRÓXIMA PARTE: 31/03/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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BLACK HOLE (Parte 1 de 12)

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1. Anna Harrolds ( 28 de Março de 2016 )

-- Você não pode vir comigo Anna-- Disse o irmão mais velho. Jeffrey Harrolds, de 15 anos, não era exatamente uma pessoa apropriada para cuidar de sua irmã caçula, Anna Harrolds, de apenas 8 anos. Porém essa não foi escolha dele e sim de seus pais, como uma forma de castigo pelo que o garoto Harrolds fez na manhã de 28 de março. Jeffrey foi flagrado com Jessica Mavis ingerindo bebidas alcoólicas atras da quadra pela Professora Barbara Poompkis, de Educação fisica. A partir disso, seus planos de ir a uma festa à noite na Rua Main, que cruzava com a Farris ( que era a sua rua ) foram arruinadas pois seus pais fariam um turno a mais no BLACK HOLE HOSPITAL, aonde trabalhavam, e por isso disseram para Jeffrey cuidar de sua irmã.

-- Por quê não ? Não quero ficar sozinha aqui-- disse Anna
-- Anna, eu combinei com meus amigos que iria, e não posso recusar, além do mais, a Jessica vai ta lá.
-- A garota que você namora, não é ?

-- Essa mesma, cara de cu -- disse Jeffrey

Anna estava reciosa em ficar sozinha em casa, por dois motivos: a chuva forte que estava acontecendo naquela noite e o recente caso de assassinato que ela viu no jornal, meu deus, quem imaginaria que deixariam um garoto de 16 anos na floresta pendurado e aberto no meio ?! Ela estava com medo de que algo assim acontecesse com ela mas cedeu ao irmão pois ele disse que ela poderia assistir até tarde os programas que ela não podia ver, ate aquele desenho do dinossauro roxo que ela não lembrava o nome, mas que adorava ver ele. Se ela estivesse viva dois dias depois de 28 de março, ela se lembraria de Barney o dinossauro, pois passaria uma maratona no canal, ela era uma prodígio para alguém da idade dela.

-- Só volta rápido, ok ?
-- Pode deixar cara de cu ! Volto antes das 23 hs.
-- Vejo você em breve !

Eles deram um longo abraço, seguido de um beijo na testa de Jeffrey, o mesmo franziu um pouco a testa e saiu. Anna fechou a porta da casa, enquanto Jeffrey seguia para a festa. Ele nunca mais a viu.

Agora estava ela, aqui, sozinha em casa, correndo para ligar a Televisão e colocar o programas de culinária que sua mãe via antes de fazer algo com o seu pai que Anna não sabia exatamente, mas devia doer muito, já que mamãe sempre gritava, baixinho, mas gritava. Já perto das 22hs, Anna lembrou que tinha que arrumar seu quarto, que ficou uma bagunça por causa de uma guerra de travesseiros que Jeffrey e ela tiveram alguns minutos antes dele ir a tal festa. Ela se levantou e começou a subir as escadas e enquanto subia, ela ouviu um som que ela sempre gosta de ouvir : o som de sua porta de vidro no seu quarto, que dava na varanda, onde ano passado ela viu os fogos de artificio do Ano novo com sua Família com a bela vista do bosque, que ficava atras da casa deles. Enquanto subia os degraus um a um, Anna parou de ouvir a porta abrir, como se ela não fosse aberta totalmente. Chegando no seu quarto, não viu nada, nada alem da bagunça que ela e seu irmão fizeram algumas horas antes e... a porta de vidro da varanda entreaberta, com vento soprando na bela cortina branca que cobria toda a porta. Anna decidiu arrumar os brinquedos que estavam perto da porta da varanda, pois alguns deles poderiam emperrar a porta, fazendo mais chuva entre no piso de madeira barulhento. O que ela veria minutos depois era algo pior que seus maiores pesadelos, pior que uma prova do BLACK HOLE SCHOOL ou pior que os seus pais com raiva. Ela veria algo que acabaria com seus sonhos e esperanças, algo que a faria ter as entranhas arrancadas e devoradas lentamente.
O cheiro da "imundação" na varanda era horrível, como folhas molhas e secas, madeira velha e principalmente, um cheiro que ela não sabia de onde vinha. Tinha cheiro de chocolate, panquecas, mas cheirava também a algo podre, algo que ela não sabia descrever, e que por um momento, não tinha certeza se vinha do bosque ou da porta da varanda.

-- Você consegue.. so não respire enquanto arrume os brinquedos.

E foi isso que fez. Prendeu a respiração o máximo que pudesse, enquanto arrumava os brinquedos... um pato de borracha, uma boneca Barbie, um boné de Jeffrey... e enquanto arrumava, ela ficou percebendo que os brinquedos estavam manchados com lama, ou pelo menos, algo parecido com lama. Pensou que era por causa da forte chuva, que de tão forte, quase não conseguia ouvir sua própria voz, pensou que devia ser por que eles eram muito velhos, ela ja estava a quase 3 anos com eles. Mas se a garotinha tivesse olhado com atenção, perceberia uma marca de dedo no boné de Jeffrey, um dedo maior que o dele e com certeza maior que o dela e talvez essa tragedia pudesse ter sido evitada.

Um urso de pelúcia, o quadro de desenho e ...

( o que é isso ? )

Ela se deparou com algo que ela nunca tinha visto. Ainda coberto de alguns brinquedos, o objeto no qual se deparou parecia um braço... enorme..

( Deve ser de um urso... mas e rígido demais....... para ser de pelúcia..... )

Ela continuou a olhar aquele braço, e percebeu que as unhas daquele braço, eram amareladas com manchas avermelhadas nelas, e a vestimenta daquele braço parecia de algum terno velho.

Anna estava querendo correr, mas seu corpo se paralisou de medo quando ela viu algo similar a um rosto na brecha ente a cortina e a porta do seu quarto.

( Mamãe.... Deus.... socor.... )

Ela nem teve tempo de concluir seu pensamento. Aquele braço horrendo agarrou o dela e enquanto o vento batia nas cortinas, ela viu de relance algo que parecia um homem com uma mascara de tigre, mas branco. Um homem magro, com terno, usando uma mascara de tigre branco que enquanto segurava o braço da garota, começava a babar e rosnar, como um animal encontrando sua presa. O que ela viu foi destruiu sua sanidade e fez a garota sentir puro terror. Ele segurou o braço de Anna em um abraço grosso e serpenteante.

-- Amiguinha-- disse o homem de mascara, com uma voz rouca e rindo

Anna virou seu rosto para longe daquela visão e começou a gritar na chuva, gritando para o céu escuro e tempestuoso de 28 de março de 2016. Seus gritos eram altos e agudos, o suficiente para que todos da rua Farris pudessem ouvir, porem ninguém saiu de casa, todos ouviram, mas ninguém saiu..

Enquanto a coisa puxava Anna para varanda pelo braço, o rosto da garota bateu na porta de vidro, fazendo o vidro quebrar no rosto de Anna.

-- VENHA AQUI AMIGUINHA !-- rosnou o homem que para Anna parecia mais um animal do que um homem.

Anna consegue se segurar na porta de vidro e consegue resistir um pouco, mas a coisa gira seu braço em um movimento forte e rápido, como um golpe forte e Anna sente uma onda de dor fumegante de dor no seu braço, agora torto, e com cacos de vidro que foram quebrados com seu rosto.

VOCÊ É MINHA AGORA !! --- gritou a coisa que deslocou seu braço e feriu seu rosto com cacos da porta da varanda e Anna sente uma onda terrível e horripilante de dor e um rasgo vindo de seu pescoço.

A coisa-homem tinha arrancado uma parte do pescoço de Anna com apenas uma mordida na garota, uma mordida que fez um pedaço de osso horrivelmente branco ficar exposto e aparecer no tecido rasgado. O chão molhado da varanda estava vermelho-vivo, sangue fluía para fora da varanda pelo buraco esfarrapado aonde ficava uma parte do pescoço.

Os olhos da garota estavam direcionadas para o céu escuro e chuvoso, enquanto a coisa-homem abria a barriga da garota com os dentes e devorava as entranhas da garota, lentamente...

Você sera minha para sempre -- sussurrou a voz podre que ria..

Anna Harolds se foi, enquanto a coisa-homem descrita por ela se alimentava.

Em algum lugar embaixo da varanda, um pouco das entranhas rasgadas da garota saiu flutuando por um córrego que se formou perto da casa. Por um tempo, ele se alinhou a um rato morto que estava apodrecendo a uma semana. O rato foi levado para a esquerda aonde daria em um esgoto a 300 metros da casa dos Harolds e o pedaço da garota pararia em um lago próximo ao bosque, aonde estaria ligado a esta historia, ainda. Quando se passa vinte minutos depois da gritaria que provocou um silencio na rua Farris, e 20 minutos apos o coisa-homem ter terminado sua refeição e indo direto para o bosque, o vizinho dos Harolds, Charles perry, resolve chamar a policia relatando os gritos. Uma hora depois, com a mãe de Anna sendo sedada no hospital aonde trabalha com o marido e aonde o mesmo estava com a esposa chorando roucamente, ouvindo ao fundo, Jeffrey estava sentado silenciosamente na sala de espera pensativo.

( Eu a matei... foi minha culpa )

A pacata rotina da pequena cidade de BLACK HOLE foi abalada por esses dois últimos incidentes, mas os cidadãos da cidadezinha não imaginavam que isso era apenas o começo de um mal que so acabaria um mês e meio desde Anna Harolds.....

CONTINUA...

Autor: João Silva

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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (08:00 - 09:00)

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Celeste e Heather correram em direção do tronco da enorme árvore de bordo e até nossa destemida líder segurou a respiração em um silêncio surpreso enquanto observava os homens que respiravam com dificuldade. 

Imediatamente ficou claro que o trio havia escalado a base da árvore, amarrado a corda nas pernas e no pescoço e depois saltado da altura para ficar pendurado como bonecas de pano. A forma como os nós tinham sido amarrados evitava o estrangulamento imediato, mas providenciaria uma morte lenta e dolorosa.

Melissa foi a primeira a se locomover até a base da árvore e dar uma boa olhada em um dos homens. Então começou a gritar. "Pai? Papai?!"

O homem se engasgou ao tentar falar algo e Melissa se virou para olhar os mantimentos que Celeste e Heather tinham conseguido. Entre esses, havia uma machadinha afiada junto com outras ferramentas. Ela pegou sem nem pensar uma segunda vez.

"Pare!" Heather gritou, enquanto a ruiva tentava escalar a árvore. 

"Eu não estou nem aí para suas regras! É meu pai que está ali!" A moça gritou de volta. 

Ela continuava escorregando sem conseguir um apoio adequado e eu a empurrei para o lado e disse: "Me dá a machadinha. Trabalhei podando árvores por três anos. Posso escalar essa coisa num piscar de olhos."

Heather fechou os punhos, murmurando "Você sabe que não posso deixar você fazer isso, Daniel."

"Caralho, você pode parar de pensar nessa merda de jogo uma vez na vida?!" Rebati. Celeste não disse uma palavra quando ficamos lá em outro impasse.

"Se você os ajudar, sua família morrerá!" Heather argumentou.
  
Eu comecei a subir a árvore, dando o meu melhor para subir de um jeito seguro enquanto  segurava a machadinha entre meus dentes.

Heather veio em minha direção, usando toda a sua força para me puxar.


Me virei e bati com o punho na cara dela, soltando a faca enquanto nós brigávamos no chão da floresta.

Os outros assistiram em um silêncio atordoado enquanto nós lutávamos por alguns minutos e, de alguma forma, mesmo sem um braço, Heather me superou, me prendendo ao chão com a faca diretamente no meu pescoço.

"Se você tentar de novo, que Deus me perdoe, mas eu vou te matar",  rosnou.

Não falei uma palavra. Eu estava olhando para trás dela, em direção à árvore onde Celeste já estava na metade do caminho.

Heather se virou e olhou para ver sua parceira já perto de onde as cordas estavam amarradas e começou a gritar, implorando para ela descer.

"Celeste! Meu Deus, por que ninguém me ouve?"


Eu segurei Heather quando Celeste começou os trabalhos, dando seu melhor para cortar a corda enquanto Melissa e Wayne iam até os suprimentos. 

"Tem um cobertor aqui, podemos usá-lo para pegá-los quando caírem", sugeriu Wayne.

"Uma queda dessa altura pode quebrar alguns ossos", Heather pontuou. 

"Pelo menos estarão vivos", retruquei, enquanto a empurrava para longe e me movia para ajudar os outros dois a esticar o cobertor.

Ela só ficou parada olhando exasperada, enquanto Celeste continuava a cortar, os homens já mal estavam conscientes. 

Finalmente a corda se rompeu e o pai de Melissa caiu em nossa direção em três breves segundos.

Agarrei o lençol o melhor que pude para ajudar a suavizar a queda, mas, exatamente como Heather previra, todos ouvimos um som de ossos quebrando quando o corpo dele bateu contra o chão.

Melissa gritou novamente e correu para o lado do pai, tentando ver se estava mesmo consciente.

Por um segundo não houve resposta dele e então o homem machucado e detonado começou a expelir sangue.


"Ele está vivo! Ele está vivo!" Melissa gaguejou.

Celeste estava ocupada tentando cortar as outras cordas quando Heather se aproximou do segundo homem e disse: "Esse já está morto".

Sua parceira verificou o último homem e confirmou o mesmo, depois desceu para onde o pai de Melissa lutava para respirar.

"Sou enfermeira, deixe-me vê-lo", disse Celeste ao se aproximar.

Pegando o pequeno kit médico que tínhamos disponível, checou seus pulmões primeiro e murmurou: "Não acho que ele vá durar muito tempo".

Melissa agarrou a mão dele, o pai dela começou a soluçar enquanto se deitavam perto um do outro.

"Não há nada mais que possamos fazer além de poupá-lo da dor," Wayne sugeriu quando se virou para Heather para pedir a arma.

Pela primeira vez desde que a conheci, vi hesitação em seus olhos.

"Ele vai morrer de qualquer maneira", argumentou Wayne.


"Dá para vocês nos darem um minuto em paz?!" Melissa implorou.

Heather assentiu com a cabeça e o resto de nós se afastou enquanto ela ficava lá deitada, soluçando e embalando o corpo todo quebrado de seu pai.

Alguns pensamentos dispersos dançaram em minha mente enquanto eu observava os dois.

Não havia como esse homem estar ali por acidente. Ele devia ser outro competidor do jogo.

Mas Melissa tinha dito que seu pai desaparecera há quase seis meses atrás para jogar. Como que poderia ainda estar jogando depois de todo esse tempo?

Observei enquanto ele apontava para o celular que ela segurava e Melissa parecia olhar através dele aparentemente surpresa com o que estava vendo.


Então, um momento depois, o apito familiar ressoou e o resto de nós se dirigiu até Heather para ver o que era.

Um videoclipe rodava, mostrando o pai de Melissa e seu grupo marcando as árvores. Seus dedos estavam sangrando e muito machucados por serem forçados a usar apenas as próprias unhas.

"Este é o sargento Jack Walker. Cumprindo o pré-requisito número nove do jogo de vinte e quatro horas", disse.

Então seu pai gesticulou em direção ao seu companheiro e pegou o que parecia ser um pequeno pen drive.

O homem passou para Jack e ele abriu a boca e engoliu antes de dar o próximo conjunto de instruções.

"Passo dez... me abram e procurem. Vocês tem uma hora."

A imagem cortou para preto e eu olhei para os outros enquanto uma contagem regressiva aparecia na tela.


Mais uma vez o relógio corria sem parar. 




FONTE

PRÓXIMA PARTE: 27/03/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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A Bruxa Elétrica

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Bom dia/Boa tarde/Boa noite! @anon, obrigado pela sugestão! Apreciem essa creepy, e se quiserem, podem deixar novas sugestões nos comentários!
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Nós deveríamos ter ficado longe.

Mas olha, éramos crianças. Nós pensávamos que éramos imortais. Estávamos errados.

A bruxa elétrica morava numa cabana quase um quilômetro adentro na floresta, na periferia da cidade. Ela ocasionalmente podia ser caminhando orgulhosa entre as árvores, murmurando coisas sem sentido para si mesma. Ela ganhou o apelido de "bruxa elétrica" por causa de suas roupas.

Sobre seu ralo e fino cabelo loiro, ela usava um capacete de plástico com dúzias de fios multicoloridos que se projetavam do topo e pendiam como cabelos.

Ela vestia um colete preto, no qual havia embutido um recorte do raio-X das costelas de alguém. Naturalmente, isso atraia o fascínio e, às vezes, a ira das crianças na vizinhança. O principal delas foi Sam Westom.

Ele era uma daquelas crianças nascidas com um instinto natural de procurar os diferentes do bando e puni-los. Foi ideia dele invadir a casa da bruxa elétrica.

"Só quero olhar em volta
," ele disse, entre mordidas da batata assada de outra criança. "Talvez tirar algumas fotos."

O refeitório era barulhento mas, mesmo assim, Sam falava alto demais.

"Não seja idiota," disse eu, mais discretamente. "Você vai ser preso."

"Preso?" Sam disse. "Isso nem ilegal é. Não é como se aquela bruxa louca fosse dona da cabana, ela só mora lá. Nós temos tanto direito de entrar lá quanto ela."

"Continua sendo uma ideia estúpida. E se ela te pegar? Ela é maluca, não sabemos o que ela vai fazer com você."

"É," ele respondeu. "Por isso eu não vou sozinho. Você vai comigo."

Eu atirei uma das batatas fritas empapadas da cantina nele, mas ele desviou.

"Com certeza," falei, ironicamente. "Se minha mãe descobrir isso, fico de castigo até o apocalipse, e mais um pouco."

"Hm," Sam começou. "Você não acha que ela ficaria mais chateada por ter um franguinho como filho?"

A mesa ficou em silêncio. Os olhos observadores dos meus colegas se voltaram pra mim, e eu soube que não havia nada a fazer. Sam invocara a "palavra com f", então agora eu não teria outra escolha além de segui-lo em sua jornada imbecil. Era isso ou encarar a zombaria dos meus amigos pra sempre. Timothy Jenkins uma vez havia se recusado a comer uma pimenta no segundo ano. Nós estávamos na quinta série agora, e as pessoas ainda caçoavam dele pelos corredores.

"Tudo bem," disse entre dentes cerrados. Então joguei outra batata nele. Dessa vez, acertando em cheio seu rosto.

Anos depois, eu me arrependeria de fazer isso. Deveria ter sido mais gentil, eu diria a mim mesmo. Mas claro, não tinha como saber o que estava por vir.

Nós estávamos na beira da floresta, e eu já me arrependia da decisão. O céu era de um cinza metálico, e o cheiro de chuva pairava no ar. A atmosfera se agitava com eletricidade - uma tempestade estava a caminho.

De perto as árvores eram tão grandes que tentar olhar suas copas fazia o chão se mover e girar sob mim.

"Assustado, hein?" comentou Sam.

"Não," eu menti. Meu coração saltitando como um peixe tentando voltar à água. Não olhei pras outras crianças, com medo deles verem o medo em meu rosto.

Não sou um franguinho.

"Sim, claro," disse Sam, rolando os olhos. "Continue suando assim e logo você vai estar de pé em uma poça."

"Você vai estar numa poça quando dermos de cara com a bruxa," devolvi. "Mas não vai ser suor."

Pra minha surpresa, Sam riu.

"Beleza," respondeu. "Essa foi muito boa. Mas estamos perdendo tempo. Vamos."

Ele bateu forte nas minhas costas e eu tropecei em direção às árvores. Tinha acabado de retomar meu equilíbrio quando vi ele correndo na minha frente.

"Você vem?" ele gritou pra mim, seguido de outros dois gritos.

Eu suspirei, engolindo meu medo, e o segui.


Chegamos à cabana da bruxa em quinze minutos. O vento já havia se agitado nessa altura, e a floresta ganhava vida com o farfalhar dos galhos de árvores balançando.

"E se ela estiver em casa?" eu sussurrei, alto o bastante apenas pra ser ouvido entre o assoviar do vento.

"Então talvez ela nos faça alguns biscoitos," disse Sam.

Ele não esperou pela minha réplica, caminhando confiantemente até a porta.

"Oláá, Sra. Bruxa Louca," falou. "Estamos aqui pelos seus mundialmente famosos biscoitos de chocolate."

Minha respiração congelada na garganta enquanto assistia. Lentamente, a porta abriu com um rangido, revelando a bruxa elétrica.

Ela não disse nada, apenas piscou duas vezes. Sua boca se contorceu. Ela olhou pra mim, murmurou alguma bobagem baixinho.

Finalmente, ela se afastou para nos deixar entrar. Relutantemente, eu segui Sam até a cabana.

O interior era como num sonho bizarro. As paredes eram de ferro corrugado, manchado pela ferrugem, assim como o teto, e a coisa toda parecia prestes a colapsar a qualquer momento. Mas você mal podia ver as paredes através de todo o lixo que as cobria.

Havia microscópios, prateleiras de tubos de ensaio, um tambor plástico de uns duzentos litros cheio de agulhas hipodérmicas sujas.

Havia jarros de animais em conserva: sapos, ouriços-do-mar e fetos de porcos, e potes de órgãos em conserva: corações, fígados e dois cérebros.

Filmes de Raios-X pendiam como retratos, em molduras caseiras feitas com galhos de árvores mortas, cobertas por liquens. Um em particular chamou minha atenção - era uma imagem de um cérebro com uma massa do tamanho de uma bola de golfe no meio do lado esquerdo.

A bruxa me pegou olhando. Ela bateu no lado de sua cabeça, e então apontou pra um dos jarros de órgãos. Dentro, suspenso num fluido verde escuro, estava uma massa cinzenta de tecido cerebral. Apertei minha mandíbula com feroz determinação, para não vomitar. A bruxa sorriu.

Então, ela falou.

"Sentem," disse enquanto gesticulava para uma mesa de damas dobrável feita de papelão no centro da sala, com quatro cadeiras de plástico diferentes entre si ao redor. Sam e eu nos sentamos. A bruxa sentou também, nos mostrando um sorriso amarelado e quase desdentado.

"É tão bom ter visitas," ela disse. "Vocês gostariam de um pouco de chá?"

Olhei ao redor, mas não encontrei uma chaleira em lugar nenhum. Ou um fogão, pra começar.

"Não, obrigado," respondi.

A bruxa balançou a cabeça, ratificando.

"Bem, o que posso fazer por dois jovenzinhos tão charmosos?"

Antes que eu pudesse responder, Sam soltou um suspiro de irritação.

"Você só pode estar brincando comigo," ele disse.

"Perdão?" perguntou a bruxa.

"Viemos aqui ver a velha bruxa louca e tudo que conseguimos é uma velha chata? O que eu deveria contar pros meus amigos?"

O sorriso da bruxa esmoreceu, e uma expressão de dor atravessou seu rosto. Ela se foi por um momento, substituída outra vez por um sorriso. Dessa vez, no entanto, havia algo diferente sobre seu sorriso. Ele não alcançava os olhos dela. Ela se inclinou pra frente, e falou em voz baixa.

"Bem, acontece" disse ela, "que eu sou uma bruxa."

"Ah, é?" disse Sam. "Prove."

O sorriso da bruxa se alargou, e seus olhos assumiram um brilho desagradável.

"Sam," comecei, "eu não acho que nós deveríamos-"

"Cala boca, cagão," respondeu Sam.

A bruxa gargalhou.

"Não há com o que se preocupar, jovenzinho," ela disse. "Na verdade, seu amigo deve estar animado. Tenho um presente muito especial pra ele."

"Você tem?" disse Sam. Sua expressão era cautelosa, mas a ansiedade em sua voz o traiu.

"Ah, sim," disse a bruxa. "Vou te mostrar."

Ela se levantou, e foi até o canto do barraco. Ela se agachou ao lado de um caldeirão de ferro preto que parecia pesado, e removeu a tampa. Abaixando-se, ela tirou algo, antes de recolocar a pesada tampa de metal, que fez um baque. Quando ela se virou vimos - um pequeno cristal que emitia um brilho azul na escuridão do barraco.

Ela vasculhou uma gaveta e tirou de lá um velho medalhão. Destravando o pingente, ela colocou o cristal dentro, então se virou e o deu pro Sam, que apanhou aquilo com seus dedos gananciosos.

"Esse é um amuleto muito especial," disse a bruxa. "Trará boa sorte ao portador. Com ele, você poderia governar o mundo algum dia."

"É mesmo?" disse Sam. "Qual é o truque?"

"Sem truques," respondeu a bruxa. "Apenas regras. A primeira regra é que toda noite, antes de dormir, você precisa tirar o cristal e beijá-lo. Tenha em mente de o fazer muito gentilmente, ou ele vai quebrar. A segunda regra é que você não pode deixar ninguém usar, ou sua sorte será transferida pra quem usar. A terceira regra é que você nunca deve tirá-lo."

Quando ela terminou as regras, Sam já havia colocado o medalhão no pescoço.

"Ei, acho que você não é tão ruim assim," disse ele.

Ele não fazia ideia.


No dia seguinte, no intervalo, éramos astros do rock. Não só havíamos nos aventuramos na floresta e conhecido a bruxa elétrica, mas também voltamos com um souvenir. O medalhão foi passado da mão esbaforida para a mão ansiosa, pra que todos pudessem ver o cristal azul brilhante dentro dele. Sam não deixava ninguém usá-lo, assim como a bruxa havia aconselhado, mas ele estava cobrando dois dólares por vez para deixar as crianças beijá-lo pra dar sorte.

Assisti a coisa toda com uma sensação crescente de desconforto.

"Você tem certeza de que devia estar fazendo isso?" perguntei.

Ele deu de ombros.

"A bruxa não disse que não podia."

Balancei a cabeça e fui embora - eu não queria fazer parte daquilo.

O dia seguinte foi quando as coisas começaram a dar errado.


A primeira coisa que notei foi que estavam faltando dois alunos na nossa mesa no almoço, Randall Evans e Jacob Culver. Na verdade, o refeitório parecia bem menos barulhento que o normal e, quando olhei em volta, percebi que era porque nossa mesa não era a única com estudantes em falta - quase todas estavam.

Sam estava aqui, mas parecia que não havia dormido a noite toda. Sua pele estava pálida e enrugada, e pesadas olheiras descansavam sob seus cansados olhos.

"Ei, você está bem?" perguntei.

"Estou," ele retrucou, soando mais cansado do que com raiva.

"Sério? Porque você não parece-"

Fui interrompido por uma torrente de vômito esverdeado que irrompeu de sua boca, cobrindo toda a mesa. Todos na mesa se levantaram e ficaram boquiabertos diante de Sam, que se levantara e agora cambaleava perigosamente pra frente e pra trás.

"Eu disse," falou ele. "Nunca me senti melhor."

Isso foi a última coisa que ele disse antes de seu corpo despencar no chão como um lenço de papel molhado.

"Enfermeira!" Eu chamei, sem pensar. "Enfermeira!" gritei até que a Sra. Hutch, a enfermeira da escola, viesse apressada, ofegando enquanto suas gordas bochechas coravam. Ela se inclinou sobre a figura prostrada de Sam. Ele estava gemendo baixinho, e apertando o medalhão, que estava sob a camisa. Sra. Hutch levantou a camisa. Ela engoliu a própria respiração num som agudo, e disse "Ah meu Deus."

O medalhão descansava sobre o peito de Sam. Atrás dele e ao redor, a pele havia se tornado preta. Sra. Hutch arrancou ele do pescoço, quebrando a corrente. Ela abriu o medalhão, e pela primeira vez, a ouvi xingar.


Sam estava morto.

Depois que ele desmaiou na escola, a enfermeira ligou pra emergência, e uma ambulância o levou correndo pro hospital. Ele sucumbiu à sua doença três dias depois. A causa da morte foi registrada como envenenamento por radiação, e o cristal brilhante azul foi enviado pro departamento de física da universidade local, sendo positivamente identificado como Cloreto de Césio.

A polícia procurou o barraco da bruxa, mas não havia sinal dela. Eles disseram que, a julgar pelo lixo hospitalar na cabana, ela provavelmente pegou o césio em alguma clínica de câncer abandonada, onde as máquinas de radioterapia não haviam sido corretamente descartadas.

Na semana seguinte, mais dezessete crianças foram hospitalizadas. Quatro morreram. O resto de nós foi posto em quarentena e analisado para prevenir efeitos da radiação. Após alguns dias, nos deixaram ir.

A bruxa nunca foi encontrada.

O prefeito e os vereadores da cidade todos concordaram que a história não deveria ser retratada publicamente, em respeito às famílias, e que qualquer jornalista que violasse o acordo de silêncio se provaria um "inimigo da decência."

Tenho certeza que eles simplesmente não queriam aquela publicidade negativa.

Eu realmente queria que houvesse um fim mais satisfatório pra essa história, que a bruxa fosse pega e punida pelo que fez. Queria que Sam não tivesse deixado mais ninguém tocar no medalhão.

Acima de tudo, queria que eu nunca tivesse visto essa maldita bruxa elétrica em primeiro lugar. Talvez então eu tivesse levado uma vida normal.

Em vez disso, tenho vinte e quatro anos e estou no hospital pra minha terceira cirurgia de câncer de pulmão. Se há uma moral nessa história, tenho certeza pra caralho que não sei qual é, exceto talvez que o mundo é cruel, um lugar perigoso no qual sofremos pelos pecados dos outros.

De qualquer forma, não tenho mais nada a dizer, exceto:

Fim.
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FONTE  AUTOR
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Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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