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Post #5
Já chega! Já chega! Nunca mais vou por os pés naquela ilha. Já decidi viajar de volta para minha casa. Pensei muito antes de digitar esse post, por honra à minha sanidade. Mas tenho que explicar o que aconteceu. Eu devo explicar para vocês.
Eu acordei no meu quarto no hotel, e não me lembrava de nada. Meu amigo estava lá, e me explicou sobre o que aconteceu comigo. Conversamos um pouco, e ele teve que sair para trabalhar. Deitei confortavelmente na cama e liguei a TV. A TV iluminou o quarto e percebi a câmera que meu amigo tinha me emprestado. Pulei da cama para pega-la e decidi ligar para verificar se deveria por para recarregar. Assim que liguei percebi que tinham apenas alguns minutos sobrando para gravação. Quando aceitei a câmera emprestada, ela tinha quase duas horas livre para gravação. O que significava que eu tinha gravado alguma coisa. Mas era impossível! Eu fiquei na ilha por menos de meia hora. Uma mórbida curiosidade tomou conta de mim, e decidi conecta-la à TV para assistir.
O vídeo iniciava no momento em que eu acenava me despedindo do meu amigo e começava a minha caminhada pela ilha. Depois de algum tempo de caminhada percebi que eu estava seguindo para a seção das aves.
Saibam que eu não me lembro de nada disso.
Eu estava procurando por alguma coisa que pudesse responder algumas dúvidas. Segui para a área da manutenção atrás dos grandes viveiros, e fui burro o suficiente para entrar e fechar a porta. Lá dentro não estava tão escuro. Havia luz o suficiente para enxergar, mas também havia escuridão o suficiente para deixa-lo desconfortável. Era um quarto cheio de sacos de sementes para aves; alguns sacos abertos espalhando sementes pelo chão. Em um canto iluminado, havia um balde com algumas navalhas ao lado.
Imagino as coisas que faziam com aquilo.
Eu continuava andando pelo local mal iluminado quando encontrei uma sala com várias placas espalhadas pelo chão. Parecia que foram arrancadas por alguém e jogadas de qualquer jeito no quarto dos fundos. Apoiei a câmera em algum lugar e pude me ver enquanto apanhava uma das placas e a olhava surpreso. Depois de algum tempo analisando, virei a placa para a câmera mostrando que era uma das placas que exibiam informações sobre os pássaros, porém nessa havia um pentagrama entalhado.
Nesse momento eu tive que parar de assistir para por as ideias em ordem. Depois de me acalmar continuei o vídeo, preparado para o pior.
Continuei o vídeo no momento em que eu pegava outra placa para mostrar para a câmera. Nessa placa havia uma cruz invertida com um tipo de Mickey Mouse muito mal feito pregado nela. Pus a placa lentamente no chão e um estouro me fez pular. Fiquei parado ali por uns 10 segundos antes de algo me fazer agarrar a câmera e sair correndo. O vídeo cortava para mim, andando pelo parque que agora já estava bastante escuro. Eu andava rapidamente, usando uma lanterna para me guiar. Estava tudo estranhamente quieto. Os únicos sons eram os de passos leves e provavelmente o da minha respiração ofegante. O vídeo continuava assim por uns 10 minutos antes de cortar, dessa vez para o que parecia um banheiro. Eu estava ajoelhado no chão, encarando a parede de lona. Eu estava ali ajoelhado como se estivesse sem forças. Me virei para a câmera e comecei a soluçar.
Era desconfortável assistir isso.
Depois de alguns segundos soluçando, uma voz distante e feminina exclamou “pare!”. Fiz como ela comandou. Hesitei por um instante e de repente comecei a gritar e rasgar a grossa parede de plástico.
De repente o vídeo cortou para uma nova cena.
--------------------radionick.wav----------------------------------------
Dessa vez eu estava em um tipo de quarto de segurança. Todas as TV´s estavam funcionando perfeitamente. Todas mostravam partes diferentes da ilha. Vários visitantes agitados se moviam pelo parque. A minha câmera focava a data no canto de uma das telas, “1999”.
Acredito que seja a data em que o parque foi fechado.
Logo a minha câmera mudou o foco para uma TV que mostrava um homem pulando uma cerca e seguindo para a floresta. O vídeo de segurança começou acelerar e parou na cena que jamais esquecerei.
Todos os visitantes do parque que apareciam em todas as TVs começaram a tapar os ouvidos e se dobrar em agonia.
As únicas pessoas que não pareciam afetadas eram os funcionários que aparentavam não acreditar no que estavam vendo e logo tentaram acudir os visitantes. Tentavam sacudir as pessoas, ou até mesmo bater nelas. Mas os visitantes continuavam dobrados e gemendo com as mãos nos ouvidos. Um dos funcionários apontou para cima gritando algo para os outros funcionários, e logo todos os funcionários começaram a correr, fugindo de alguma coisa. Então percebi algo que parecia um grande nevoeiro negro cobrindo os visitantes com uma velocidade surpreendente. A coisa nem parecia realmente um nevoeiro; parecia um tipo de massa negra que obscureceu todas as câmeras de segurança. E nesse momento, uma leve voz falou por trás da minha câmera.
A câmera virou para trás, mostrando... uma mulher fantasiada de branca de neve encarando a câmera!
“Já encontrou o Nick?” Ela falou com um leve toque de ironia.
Nesse momento ela se distorceu em uma transformação terrível! Suas órbitas ficaram escuras, seus olhos saltaram e ficaram brancos e a cabeça dela se inclinou violentamente para o lado com um estalo muito alto. Sua mandíbula se deslocou e quase tocou no ombro quando ela soltou um grito. Foi um grito tão alto que distorceu o áudio. Ela esticou os braços para frente e avançou para a câmera, antes do vídeo cortar.
Eu estava andando no que parecia um tipo de praça. De vez em quando eu espiava dentro de alguma barraca ou tenda; e em todas eu encontrava um pentagrama invertido desenhado com o que parecia sangue no chão ou na parede. O meu silêncio me preocupava. Sussurros se tornaram audíveis, eram muitas vozes. Logo começaram a surgir mais e mais sons de passos acompanhando os meus. Meus passos aceleraram e eu tinha parado de checar as cabanas.
Eu já estava me preparando para parar definitivamente de assistir ao meu próprio vídeo, mas reuni coragem o suficiente para continuar.
No vídeo, eu parava de repente, enquanto os sussurros e passos se aproximavam mais. A câmera virou rapidamente para trás, mas não captou nada e os sussurros e passos pararam. Eu soltava um suspiro de alívio, ou pelo menos era o que parecia. A câmera virou para trás outra vez, mas dessa vez já tinha uma coisa ali, era um...
não
eu não posso estar louco
Era um Mickey Mouse! Agora era uma droga de Mickey que estava ali! Em pé no meio de uma praça abandonada olhando para minha câmera! E ele falou!
“Já encontrou o Nick?”
Aquele Mickey bizarro começou a tremer violentamente e seus olhos explodiram, espalhando sangue para fora de suas órbitas. Surgiu um grito desconhecido, e ainda no meio da explosão o vídeo cortou outra vez.
Agora a lente da câmera estava manchada com sangue. Eu estava soluçando outra vez enquanto carregava a câmera e andava pela floresta. A câmera tombou para frente e quase a deixei cair. A câmera abaixou para mostrar um braço que estava saindo do meio de uma moita e tentava agarrar meu tornozelo. Me afastei rapidamente bem na hora em que o resto do corpo que pertencia ao braço se arrastava para fora da moita.
Eu conhecia muito bem aquela coisa. Ele poderia ser uma versão mais doentia, mais magra e pálida. Mas eu já tinha visto aquela coisa em minha infância.
Mogli! O protagonista do Livro da Selva!
Mas esse Mogli era pálido, e mostrava estranhamente mais contraste que o resto do ambiente. Seu cabelo tinha caído deixando apenas alguns fios pendurados. Eu começava a gritar histericamente por ajuda.
Larguei a câmera e ela caiu com a lente virada para cima, mostrando vários Moglis pulando pelas árvores.
Meu Deus! Eles rugiam e gritavam como animais selvagens atacando em bando.
Meus pés saíram da visão da câmera enquanto os Moglis pulavam em minha direção, também sumindo da vista da câmera.
Depois tudo ficou silencioso, e a câmera ficou no chão por uns trinta segundos.
Reapareci na frente da câmera e a peguei. Andei pela floresta por um tempo ate chegar a um penhasco. Tive que pular uma cerca para chegar lá. Agora a imagem gravada pela câmera só mostrava o penhasco. A imagem continuava chegando para frente, se aproximando da beira e descendo. Não, descendo não. Caindo!
Chega! Chega! Não quero saber de mais nada. Já chega de ser curioso. Já chega de procurar respostas. Já chega! Me recuso a analisar tudo o que foi gravado. Me recuso a me aprofundar nisso. Estou acabando com esse blog. Esse será meu último post. Sei que esse pode ser um fim muito anti climático, mas eu sinceramente não dou a mínima!
Sintam-se livres para me chamarem de louco ou discutir teorias; apenas saibam que não responderei nenhuma pergunta. E não! Não vou postar o vídeo. Eu já digitei tudo o que eu queria que vocês soubessem. Não posso posta-lo e nem quero esse vídeo na internet. A única coisa que vou postar é essa imagem que achei em minha câmera.
Adeus a todos, e já chega.
Não quero mais isso.
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Creepypasta original escrita por TheZayxe
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25/03/2014
20/03/2014
Explorando a Ilha do Tesouro (Parte 4)
Post #1
Post #2
Post #3
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Post #4
Ei pessoal, aqui é o amigo do “Delmar”. Sou eu que to levando ele de barco até a ilha e tenho uma péssima noticia pra vocês. No momento Delmar ta incapacitado, e não pode postar nada. Agora mesmo ele tá deitado e super gelado, e tava tendo alguns pesadelos. Estou preocupado com o que ele anda fazendo naquela ilha. Tudo que sei é que a cada vez que vou leva-lo ele parece mais assustado, e na última vez que levei, ele tava usando uma daquelas câmeras descartáveis horríveis. Fiquei com pena dele então ofereci a minha filmadora emprestada, e ele aceitou gentilmente. Depois eu deixei ele por lá e voltei pra minha casa. Fiquei em minha casa por uns quinze minutos antes de receber uma mensagem de texto dele. A mensagem dizia “venha. agora.” E eu corri pra lá.
Quando cheguei na ilha, eu encontrei ele no chão desmaiado, tava completamente apagado. Não consegui acordar ele, então resolvi carregar ele pro barco e ir no hospital. O doutor disse que ele tava bem. De primeira pensaram que ele tinha sofrido alguma coisa muito séria no cérebro, mas examinaram e não descobriram nada de errado. Disseram que ele precisava apenas de repouso. E eu trouxe ele de volta pro hotel.
Eu sei que esse blog é importante pra ele, então achei que seria o certo postar alguma coisa enquanto ele não pode. Eu só queria explicar pra vocês, que são seguidores dele, sobre a situação em que ele tá agora.
Ele deve melhorar logo.
Post #2
Post #3
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Post #4
Ei pessoal, aqui é o amigo do “Delmar”. Sou eu que to levando ele de barco até a ilha e tenho uma péssima noticia pra vocês. No momento Delmar ta incapacitado, e não pode postar nada. Agora mesmo ele tá deitado e super gelado, e tava tendo alguns pesadelos. Estou preocupado com o que ele anda fazendo naquela ilha. Tudo que sei é que a cada vez que vou leva-lo ele parece mais assustado, e na última vez que levei, ele tava usando uma daquelas câmeras descartáveis horríveis. Fiquei com pena dele então ofereci a minha filmadora emprestada, e ele aceitou gentilmente. Depois eu deixei ele por lá e voltei pra minha casa. Fiquei em minha casa por uns quinze minutos antes de receber uma mensagem de texto dele. A mensagem dizia “venha. agora.” E eu corri pra lá.
Quando cheguei na ilha, eu encontrei ele no chão desmaiado, tava completamente apagado. Não consegui acordar ele, então resolvi carregar ele pro barco e ir no hospital. O doutor disse que ele tava bem. De primeira pensaram que ele tinha sofrido alguma coisa muito séria no cérebro, mas examinaram e não descobriram nada de errado. Disseram que ele precisava apenas de repouso. E eu trouxe ele de volta pro hotel.
Eu sei que esse blog é importante pra ele, então achei que seria o certo postar alguma coisa enquanto ele não pode. Eu só queria explicar pra vocês, que são seguidores dele, sobre a situação em que ele tá agora.
Ele deve melhorar logo.
Explorando a Ilha do Tesouro (Parte 3)
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Post #3
Galera esse vai ser um post bem curto, mas tenho que contar a informação que obtive. Ela bate perfeitamente com os fatos que ocorreram ontem. Eu estava analisando os arquivos dos funcionários, e as minhas suspeitas se confirmaram. Aquele tal de Radio Nick era um GRANDE satanista. Os registros de funcionários mostram que após a venda da ilha para a Disney, Radio Nick, vamos chama-lo de Nicholson, foi admitido como um empregado depois que a construção do parque foi concluída. A equipe do parque acreditava que o motivo pelo qual o cara virou um empregado foi que “ele não aguentaria deixar a sua amada ilha”. Nos primeiros anos ele agiu normalmente.
Mas nos últimos anos logo antes do parque fechar, os outros empregados perceberam uma mudança em seu comportamento. Todos os dias, no mesmo horário, ele seguia para a floresta na seção das aves da América do Sul, e desaparecia por algumas horas. Seus superiores continuavam o advertindo que esse hábito poderia afetar o fluxo do trabalho. E esse hábito eventualmente resultou na sua demissão. O registro acaba abruptamente nesse momento. Mas escrito à mão após a síntese estava um tipo de frase em Russo. Levei meia hora para juntar os símbolos e finalmente traduzi-lo online para ‘Lucifer’s Fowl Game’. Isso me surpreendeu, e me deixou um pouco confuso.
Analisei o que poderia significar, e cheguei à conclusão de que a coisa toda tem há ver com pássaros. Os abutres eram a chave. Descobri que em algumas culturas, o abutre é considerado um símbolo sagrado. O que me faz acreditar que aquele abutre estava tentando me proteger de algo, e também tentando expor a verdade. Também li que ocorreram alguns problemas em relação aos abutres quando o parque ainda era ativo. Os funcionários da Disney estavam matando os abutres com a desculpa de que “eles estavam prejudicando as outras aves da ilha”. Acho que os abutres estavam tentando acabar com os outros pássaros por que os outros pássaros com certeza estavam conectados com algo maligno. Ou alguém, alguém chamado Radio Nick.
É tudo que tenho ate agora em termo de teorias, então se algum de vocês tiver alguma crítica quanto a minha teoria ou alguma informação que possa me ajudar, por favor, não hesite em me contatar.
Por fim, devo informa-los que gastei o meu dinheiro da comida em uma câmera digital. Não é muito sofisticada, mas estarei enviando fotos, se puder. Estarei saindo para a ilha daqui a pouco. Desejem-me sorte.
Continua...
13/03/2014
Explorando a Ilha do Tesouro (Parte 2)
Post #1
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Post #2
Essa ilha esconde alguma coisa. Algo GRANDE. Não consigo pensar em uma explicação lógica para o que presenciei hoje. Me sinto, impuro. Essa é a única palavra que me vem na mente quando tento descrever como me sinto. Algo profano deve ter ocorrido nessa ilha, e sinto que é meu dever descobrir. Ok, antes vou contar o que aconteceu, devo atualizar vocês com algo novo que descobri. Lembram do meu primeiro post quando pedi que me chamassem de Delmar? Vocês pensaram que esse era um nome qualquer, e eu sinceramente também pensei. Lembram o nome do misterioso sinal wi-fi que recebi? Era “Radio Nick”.
Esses dois nomes estão conectados. Cavei um pouco mais na história da ilha e descobri que o proprietário original da ilha era um homem chamado Delmar Nicholson. Seu apelido era “Radio Nick”. Não pude encontrar entrevistas com ele, mas consegui algumas informações através da população local. Eles dizem que o cara era do tipo recluso. Era antissocial e não falava com ninguém. Até ouvi alguns dizendo que ele era, vejam só, um satanista. Um doido satanista. Uma ótima coisa para pensar enquanto anda por uma ilha abandonada. Mas também ouvi outros dizendo que ele era Wicca. Outros disseram que ele era uma combinação dos dois; ou como alguns descrevem, um Wicca que acredita nos poderes de Satan. Pensem nisso enquanto estiverem lendo o que aconteceu comigo.
Digamos que eu estava um pouco apreensivo, armado com a minha nova “descoberta”. Eu ainda sentia o mesmo temor que senti na primeira ida de barco ate a ilha. Só que dessa vez eu me sentia bem mais triste. Mesmo assim entrei no parque determinado a encontrar algo sobre esse tal de “Radio Nick”. Eu já tinha planejado toda a minha rota na noite passada. Minha primeira parada seria no “Explorers Outpost”. Julgando pelo nome, era algum tipo de área dos empregados. Eu poderia não encontrar informações por lá, mas eu tentaria arriscar. Atravessei a doca e segui pela esquerda. Havia uma construção com teto de palha que já estava bastante bagunçado pelas tempestades, e paredes construídas com varas, a maioria já partidas ao meio. Um pequeno letreiro na frente indicava; “Explorers Outpost”. Era o lugar certo.
Antes de entrar, chequei e gravei a posição do sol. Atravessei o que restou da porta principal e entrei em um tipo de sala tropical. Tinha um balcão de informações, e alguns bancos. A maioria dos cabos usados para alinhar a construção estavam caídos, e a porta que levava para a sala atrás do balcão estava completamente destruída, assim como a maior parte do lugar. Era como se algo tivesse forçado a entrada por ali. Prossegui com cautela entrando na sala dos fundos. Era uma sala com vários armários. Muitos estavam abertos, e outros caídos.
Um canto em particular estava muito escuro, uma escuridão quase sobrenatural. Enquanto eu observava, algo quase fez o meu coração parar. Tinha alguma coisa me observando com olhos brilhantes no meio da escuridão. Os olhos começaram a se aproximar de mim, e logo a coisa alcançou a área iluminada; era um abutre. Ele parou bem perto de mim, e ao invés de me atacar ele começou a bater as asas como se estivesse me espantando dali. Comecei a me afastar, mas logo o abutre voou para perto de um armário e começou a bicar a porta e olhar para mim. Meu coração estava acelerado, de algum modo eu sentia que o abutre queria que eu abrisse aquele armário. O abutre continuava a bicar a porta do armário e olha para mim.
Reuni coragem o suficiente para me aproximar do abutre e abrir o armário. Lá dentro havia umas cinco pastas. Peguei-as e o abutre voltou a bater as asas. Certo, ele queria chamar a minha atenção. Me aproximei dele e ele começou a bicar a porta de outro armário. Lá dentro encontrei os arquivos dos funcionários. Também os peguei. Me virei para o abutre esperando mais algum sinal e para minha surpresa ele já não estava mas lá. Eu não diria que saí “voando” daquela ilha, eu simplesmente andei em um ritmo mais acelerado, sentei na doca e esperei que meu amigo viesse me pegar. Quando ele chegou eu pude me sentir realmente aliviado. Mas assim que entrei no barco, todo aquele sentimento de temor e apreensão recaíram sobre mim, me deixando completamente tonto. Acabei desmaiando no barco e o meu amigo me levou imediatamente para o hotel. Ele é mesmo uma boa pessoa. Agora estou um pouco melhor, mas ainda me sinto apreensivo e triste por, sei lá, eu não sei o que deu em mim. Sinto um peso por alguma razão, como se algo pairasse sobre mim, algo que eu não pudesse controlar. Bom, apesar da minha condição, ainda continuo pesquisando o passado daquela ilha. Devo provavelmente começar a procurar algo nessas pastas e arquivos. Falo com vocês em breve!
continua...
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Post #2
Essa ilha esconde alguma coisa. Algo GRANDE. Não consigo pensar em uma explicação lógica para o que presenciei hoje. Me sinto, impuro. Essa é a única palavra que me vem na mente quando tento descrever como me sinto. Algo profano deve ter ocorrido nessa ilha, e sinto que é meu dever descobrir. Ok, antes vou contar o que aconteceu, devo atualizar vocês com algo novo que descobri. Lembram do meu primeiro post quando pedi que me chamassem de Delmar? Vocês pensaram que esse era um nome qualquer, e eu sinceramente também pensei. Lembram o nome do misterioso sinal wi-fi que recebi? Era “Radio Nick”.
Esses dois nomes estão conectados. Cavei um pouco mais na história da ilha e descobri que o proprietário original da ilha era um homem chamado Delmar Nicholson. Seu apelido era “Radio Nick”. Não pude encontrar entrevistas com ele, mas consegui algumas informações através da população local. Eles dizem que o cara era do tipo recluso. Era antissocial e não falava com ninguém. Até ouvi alguns dizendo que ele era, vejam só, um satanista. Um doido satanista. Uma ótima coisa para pensar enquanto anda por uma ilha abandonada. Mas também ouvi outros dizendo que ele era Wicca. Outros disseram que ele era uma combinação dos dois; ou como alguns descrevem, um Wicca que acredita nos poderes de Satan. Pensem nisso enquanto estiverem lendo o que aconteceu comigo.
Digamos que eu estava um pouco apreensivo, armado com a minha nova “descoberta”. Eu ainda sentia o mesmo temor que senti na primeira ida de barco ate a ilha. Só que dessa vez eu me sentia bem mais triste. Mesmo assim entrei no parque determinado a encontrar algo sobre esse tal de “Radio Nick”. Eu já tinha planejado toda a minha rota na noite passada. Minha primeira parada seria no “Explorers Outpost”. Julgando pelo nome, era algum tipo de área dos empregados. Eu poderia não encontrar informações por lá, mas eu tentaria arriscar. Atravessei a doca e segui pela esquerda. Havia uma construção com teto de palha que já estava bastante bagunçado pelas tempestades, e paredes construídas com varas, a maioria já partidas ao meio. Um pequeno letreiro na frente indicava; “Explorers Outpost”. Era o lugar certo.
Antes de entrar, chequei e gravei a posição do sol. Atravessei o que restou da porta principal e entrei em um tipo de sala tropical. Tinha um balcão de informações, e alguns bancos. A maioria dos cabos usados para alinhar a construção estavam caídos, e a porta que levava para a sala atrás do balcão estava completamente destruída, assim como a maior parte do lugar. Era como se algo tivesse forçado a entrada por ali. Prossegui com cautela entrando na sala dos fundos. Era uma sala com vários armários. Muitos estavam abertos, e outros caídos.
Um canto em particular estava muito escuro, uma escuridão quase sobrenatural. Enquanto eu observava, algo quase fez o meu coração parar. Tinha alguma coisa me observando com olhos brilhantes no meio da escuridão. Os olhos começaram a se aproximar de mim, e logo a coisa alcançou a área iluminada; era um abutre. Ele parou bem perto de mim, e ao invés de me atacar ele começou a bater as asas como se estivesse me espantando dali. Comecei a me afastar, mas logo o abutre voou para perto de um armário e começou a bicar a porta e olhar para mim. Meu coração estava acelerado, de algum modo eu sentia que o abutre queria que eu abrisse aquele armário. O abutre continuava a bicar a porta do armário e olha para mim.
Reuni coragem o suficiente para me aproximar do abutre e abrir o armário. Lá dentro havia umas cinco pastas. Peguei-as e o abutre voltou a bater as asas. Certo, ele queria chamar a minha atenção. Me aproximei dele e ele começou a bicar a porta de outro armário. Lá dentro encontrei os arquivos dos funcionários. Também os peguei. Me virei para o abutre esperando mais algum sinal e para minha surpresa ele já não estava mas lá. Eu não diria que saí “voando” daquela ilha, eu simplesmente andei em um ritmo mais acelerado, sentei na doca e esperei que meu amigo viesse me pegar. Quando ele chegou eu pude me sentir realmente aliviado. Mas assim que entrei no barco, todo aquele sentimento de temor e apreensão recaíram sobre mim, me deixando completamente tonto. Acabei desmaiando no barco e o meu amigo me levou imediatamente para o hotel. Ele é mesmo uma boa pessoa. Agora estou um pouco melhor, mas ainda me sinto apreensivo e triste por, sei lá, eu não sei o que deu em mim. Sinto um peso por alguma razão, como se algo pairasse sobre mim, algo que eu não pudesse controlar. Bom, apesar da minha condição, ainda continuo pesquisando o passado daquela ilha. Devo provavelmente começar a procurar algo nessas pastas e arquivos. Falo com vocês em breve!
continua...
11/03/2014
Explorando a Ilha do Tesouro (Parte 1)
Olá pessoal, comecei a traduzir essa creepy e ela é dividida em cinco posts. A creepy é grande e é a primeira em série que vou postar aqui, tentarei acelerar a tradução e a revisão para não deixa-los esperando muito pela próxima parte.
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Post #1
Olá galera, Hoje parti em uma viagem interessante. Levei algum tempo juntando grana para as passagens, mas valeu a pena. Antes de entrar em muitos detalhes, devo me apresentar. Bom, como sou um pouco paranoico com essa coisa de internet não vou expor o meu nome real, então podem me chamar apenas de Delmar. Não sei o que há nesse nome, mas ele me veio na mente agora.
Certo pessoal, vamos ao que importa. Consegui passagens para Florida, e fiz uma reserva em um pequeno hotel próximo a um local especial. As seis horas dentro de um avião valeram a pena para o local onde estou indo. Se ainda não ouviu falar dele, estou planejando visitar um resort abandonado pela Disney chamado “Discovery Island”. Fiz algumas pesquisas e descobri que o local era originalmente conhecido como “Treasure Island” em meados dos anos 70. O mistério acerca da ilha é bem intrigante para mim, já que o local foi fechado de forma repentina em 1999. Havia muita polémica envolvendo a ilha, e acredita-se que essa seja a razão por trás do abandono. Eu, no entanto não aceito essa história tão facilmente quanto os outros. Acredito que não há provas o suficiente que indiquem os reais motivos do abandono da ilha.
Não havia transporte publico para a ilha, então tive que chamar um amigo que me deixasse por lá. Já completava um dia desde a minha chegada à Florida, e todos os meus equipamentos já estavam prontos. Trouxe um caderno para anotações, um laptop, um mapa da ilha (que baixei da internet), um GPS, e um geocache. Se eu estava indo para um parque abandonado da Disney, então eu deveria esconder um geocache por lá. Eu traria uma câmera, mas já tinha esgotado todo o meu dinheiro com as passagens e a reserva no hotel.
Entramos no barco e partimos. O ar morno da florida soprava em meu rosto sacudindo meu cabelo e me deixando relaxado. Toda essa sensação de tranquilidade evaporou-se assim que a ilha surgiu em meu campo de visão. Não consigo explicar. Era uma mistura de felicidade, excitação, e temor. Não consigo explicar o motivo por estar temeroso, mas eu estava. Também percebi que o ar se tornava mais denso quanto mais próximo chegávamos da ilha. Tentei pensar que era apenas a umidade. Mas no fundo não fazia muito sentido. A mudança foi muito repentina. Não foi gradual o suficiente para ser natural. Ignorando isso, meu amigo continuava seguindo para a ilha. Estranho; ele não aparentava ter sentindo o mesmo que senti.
Chegamos à ilha. Finalmente, depois de tantas pesquisas e preparações eu finalmente poderia expor ao mundo o que realmente aconteceu nessa misteriosa ilha (Claro, se eu realmente encontrasse algo para expor)! Depois de sair do barco, senti uma certa satisfação. Todo o meu trabalho me guiou para isso. Acenei uma despedida para o meu amigo enquanto ele se afastava me deixando sozinho com meus equipamentos. Dei uma olhada ao redor procurando algum ponto de referência.
Depois de encontrar um, pude descobrir onde eu estava através do mapa, e segui para os locais onde eu teria mais probabilidades de encontrar informações. O primeiro local que eu tinha em mente era a cabine de informações. Pelo o aspecto da entrada, esse era definitivamente um parque da Disney. Era tudo muito bem construído e detalhado. A maior parte da decoração estava gasta pelo sol, outras destruídas pelo tempo. Bom, acho que os anos de uso e o implacável clima da Florida acabaram com o parque. Continuei andando até encontrar o que parecia a cabine de informações. O letreiro estava bem desbotando e pendurado apenas por um prego, obscurecendo o interior da cabine. Lá dentro tudo estava perfeitamente normal. Havia uma mesa branca com vários tickets e panfletos espalhados sobre ela. Tomando a liberdade para pegar um dos panfletos, corri para a bancada mais próxima e o estiquei para analisa-lo. Também estava muito gasto e molhado, consegui ler o máximo que pude e digitei em um documento no Word. Então percebi algo engraçado.
Eu estava conectado à internet.
O parque estava fechado desde os anos 90, por que teria uma rede Wi-fi por aqui? E mesmo que houvesse uma explicação para o wi-fi, por que eu me conectaria automaticamente? A minha conexão automática nem estava ligada. Verifiquei o nome do roteador e o IP. O nome era “Radio Nick”. E não mostrava um IP. Parecia estar funcionando bem. Meu navegador estava funcionando perfeitamente. Decidi esquecer sobre o wi-fi por um momento e aproveitar a oportunidade para fazer mais algumas pesquisas. Não consegui encontrar nada que eu não tivesse visto antes. Continuei a digitar todo o conteúdo do panfleto. Acabei de copiar, fechei meu laptop e continuei com a minha jornada.
Já estava começando a escurecer, e isso era estranho. Ainda era muito cedo de acordo com o relógio em meu laptop. Chamei meu amigo e ele veio me buscar. Perguntei para ele o horário em que geralmente começava a escurecer na Florida. Ele me disse que nessa época do ano (que era junho) o começava a escurecer entre as oito e oito e meia. Perplexo, abri meu laptop e vi que de fato já era oito e meia. Como poderia? Uns minutos atrás o laptop indicava que ainda era duas horas!
Não vai se exaltar agora, falei comigo mesmo. Provavelmente foi aquela estranha conexão wi-fi que bugou o laptop. Provavelmente mudou para alguma zona com horário diferente. Chegamos na praia e pequei meu carro alugado para voltar ao hotel.
Digitar esse post e relembrar tudo o que aconteceu por lá me fez sentir uma sensação esquisita ao pensar no quão estranho foi.
Continuarei com a minha exploração amanhã. Ainda tenho mais cinco dias por aqui, e planejo
torna-los os melhores.
Continua...
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Post #1
Olá galera, Hoje parti em uma viagem interessante. Levei algum tempo juntando grana para as passagens, mas valeu a pena. Antes de entrar em muitos detalhes, devo me apresentar. Bom, como sou um pouco paranoico com essa coisa de internet não vou expor o meu nome real, então podem me chamar apenas de Delmar. Não sei o que há nesse nome, mas ele me veio na mente agora.
Certo pessoal, vamos ao que importa. Consegui passagens para Florida, e fiz uma reserva em um pequeno hotel próximo a um local especial. As seis horas dentro de um avião valeram a pena para o local onde estou indo. Se ainda não ouviu falar dele, estou planejando visitar um resort abandonado pela Disney chamado “Discovery Island”. Fiz algumas pesquisas e descobri que o local era originalmente conhecido como “Treasure Island” em meados dos anos 70. O mistério acerca da ilha é bem intrigante para mim, já que o local foi fechado de forma repentina em 1999. Havia muita polémica envolvendo a ilha, e acredita-se que essa seja a razão por trás do abandono. Eu, no entanto não aceito essa história tão facilmente quanto os outros. Acredito que não há provas o suficiente que indiquem os reais motivos do abandono da ilha.
Não havia transporte publico para a ilha, então tive que chamar um amigo que me deixasse por lá. Já completava um dia desde a minha chegada à Florida, e todos os meus equipamentos já estavam prontos. Trouxe um caderno para anotações, um laptop, um mapa da ilha (que baixei da internet), um GPS, e um geocache. Se eu estava indo para um parque abandonado da Disney, então eu deveria esconder um geocache por lá. Eu traria uma câmera, mas já tinha esgotado todo o meu dinheiro com as passagens e a reserva no hotel.
Entramos no barco e partimos. O ar morno da florida soprava em meu rosto sacudindo meu cabelo e me deixando relaxado. Toda essa sensação de tranquilidade evaporou-se assim que a ilha surgiu em meu campo de visão. Não consigo explicar. Era uma mistura de felicidade, excitação, e temor. Não consigo explicar o motivo por estar temeroso, mas eu estava. Também percebi que o ar se tornava mais denso quanto mais próximo chegávamos da ilha. Tentei pensar que era apenas a umidade. Mas no fundo não fazia muito sentido. A mudança foi muito repentina. Não foi gradual o suficiente para ser natural. Ignorando isso, meu amigo continuava seguindo para a ilha. Estranho; ele não aparentava ter sentindo o mesmo que senti.
Chegamos à ilha. Finalmente, depois de tantas pesquisas e preparações eu finalmente poderia expor ao mundo o que realmente aconteceu nessa misteriosa ilha (Claro, se eu realmente encontrasse algo para expor)! Depois de sair do barco, senti uma certa satisfação. Todo o meu trabalho me guiou para isso. Acenei uma despedida para o meu amigo enquanto ele se afastava me deixando sozinho com meus equipamentos. Dei uma olhada ao redor procurando algum ponto de referência.
Depois de encontrar um, pude descobrir onde eu estava através do mapa, e segui para os locais onde eu teria mais probabilidades de encontrar informações. O primeiro local que eu tinha em mente era a cabine de informações. Pelo o aspecto da entrada, esse era definitivamente um parque da Disney. Era tudo muito bem construído e detalhado. A maior parte da decoração estava gasta pelo sol, outras destruídas pelo tempo. Bom, acho que os anos de uso e o implacável clima da Florida acabaram com o parque. Continuei andando até encontrar o que parecia a cabine de informações. O letreiro estava bem desbotando e pendurado apenas por um prego, obscurecendo o interior da cabine. Lá dentro tudo estava perfeitamente normal. Havia uma mesa branca com vários tickets e panfletos espalhados sobre ela. Tomando a liberdade para pegar um dos panfletos, corri para a bancada mais próxima e o estiquei para analisa-lo. Também estava muito gasto e molhado, consegui ler o máximo que pude e digitei em um documento no Word. Então percebi algo engraçado.
Eu estava conectado à internet.
O parque estava fechado desde os anos 90, por que teria uma rede Wi-fi por aqui? E mesmo que houvesse uma explicação para o wi-fi, por que eu me conectaria automaticamente? A minha conexão automática nem estava ligada. Verifiquei o nome do roteador e o IP. O nome era “Radio Nick”. E não mostrava um IP. Parecia estar funcionando bem. Meu navegador estava funcionando perfeitamente. Decidi esquecer sobre o wi-fi por um momento e aproveitar a oportunidade para fazer mais algumas pesquisas. Não consegui encontrar nada que eu não tivesse visto antes. Continuei a digitar todo o conteúdo do panfleto. Acabei de copiar, fechei meu laptop e continuei com a minha jornada.
Já estava começando a escurecer, e isso era estranho. Ainda era muito cedo de acordo com o relógio em meu laptop. Chamei meu amigo e ele veio me buscar. Perguntei para ele o horário em que geralmente começava a escurecer na Florida. Ele me disse que nessa época do ano (que era junho) o começava a escurecer entre as oito e oito e meia. Perplexo, abri meu laptop e vi que de fato já era oito e meia. Como poderia? Uns minutos atrás o laptop indicava que ainda era duas horas!
Não vai se exaltar agora, falei comigo mesmo. Provavelmente foi aquela estranha conexão wi-fi que bugou o laptop. Provavelmente mudou para alguma zona com horário diferente. Chegamos na praia e pequei meu carro alugado para voltar ao hotel.
Digitar esse post e relembrar tudo o que aconteceu por lá me fez sentir uma sensação esquisita ao pensar no quão estranho foi.
Continuarei com a minha exploração amanhã. Ainda tenho mais cinco dias por aqui, e planejo
torna-los os melhores.
Continua...
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