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A noite em que a criatura respondeu

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Todas as noite, antes de meu irmão mais velho e eu irmos dormir, chamávamos as criaturas que vagavam pela noite. Claro que não pensávamos que funcionaria, mas era um ótimo momento em que passávamos juntos.

Ficávamos na cama, com as luzes desligadas, janela aberta para que a lua iluminasse o quarto, nossas mãos nos ombros um do outro, e nossas cabeças abaixadas, chamávamos:

"Ubi sunt vobis?"

Nunca respondiam… mas naquela noite… naquela noite foi, para dizer no mínimo, diferente. Quando chamamos, uma súbita explosão de energia subiu por nossos corpos, quase fazendo com que gritássemos de dor. Nos seguramos com mais força, tentando lutar contra a vontade de gritar em agonia.

A dor parou.

Tudo ficou estranhamente quieto, parecia que não existia nenhum tipo de som. Soltei meu irmão e olhei para trás dele, pronto para dormir, pensando que o estranho evento já tinha acabado. Mas eu estava muito errado...

Quando olhei para trás dele, vi uma grande figura, mas era difícil descrevê-la, já que o quarto estava escuro. Ele deveria ter uns 2 metros. De pé com as patas traseiras, ele era negro, quase como como o sangue escuro, veias pulsavam em seus braços e peito, como se ele fosse feito apenas de músculos. O que mais me perturbou foi o rosto da criatura... ele se parecia muito com o de um cachorro, mas seus dentes... eram dentes humanos, esticados em um sorriso maníaco. Ele tinha pequenos e redondos olhos amarelos e brilhantes que pareciam queimar em sua alma.

Ele ficou ali parado…

Alcancei meu irmão, abraçando com força, e ele respondeu com um abraço ainda mais forte, percebendo que algo estava errado. Fechei os olhos, não me atrevendo a olhar para a criatura que estava de pé em nosso quarto.

Ouvimos ela se aproximar, e ambos nos sentamos ali, tremendo, apenas esperando que a coisa acabasse com nossas vidas.

Resolvi chamar uma última vez...

"Ubi sunt vobis...?"

E ele respondeu com uma voz fria e rouca, fazendo com que eu me arrepiasse.

Sum ius hic..."

A resposta pela qual estávamos sempre esperando… desabei em choro, sabendo que ele nos mataria a qualquer momento. Voltei a olhar para a criatura demoníaca, esperando pelo meu destino.

Ela gritou, desdobrando suas assas enormes, e voou pela janela que ainda estava aberta, nos deixando tremendo de medo. Até hoje não sei o que era aquela criatura, mas sei que eu e o meu irmão não voltaremos a chama-la.

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A vida e o amor podem acabar com um bang (PARTE 2)

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ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE (EROTISMO/CONTEÚDO SEXUAL).


NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

"Quero que você me foda como se me odiasse." Marla me disse enquanto estávamos no quarto do Motel vagabundo. 
Antes de pararmos lá, tinha estado pensando até que ponto eu poderia ser considerado um cúmplice nos crimes de Marla, e quanto minha vida estava em risco. Mas quando pedi para que me deixasse em casa, ela pediu para que eu segurasse o volante e sua cabeça foi em direção do meu colo. Viemos para o Motel logo em seguida. 
"Como se fode alguém que se odeia?" Perguntei. 
Marla bufou. 
"Você claramente nunca foi casado. "
O que aconteceu a seguir pode ser apenas descrito como uma profanação do ato de amar fisicamente. A recepção até mandou um funcionário para investigar pois um hóspede havia feito uma reclamação de que parecia que estávamos torturando uma cabra. 
Quando terminamos, Marla sentou no pé da cama e fumou um cigarro. 
"Existe algo reconfortante em perder todas as esperanças." Falou. "Você quase não liga mais que sua vida está em pedaços. De qualquer forma, não se foca nisso com tanta veemência."
"Nunca pensei nisso dessa forma."
"Alguma vez você já perdeu todas as esperanças?" Me perguntou.
"Não sei."
"Bem, deixe-me colocar dessa forma: alguma vez você já assassinou umas vinte pessoas com tanques de propano e uma espingarda?" 
"Não, não posso dizer que já."
"Poisé... Bem, de qualquer forma, temos algumas pessoas para matar." 
"Sobre isso... alguém faz ideia de que você ainda está viva? Você pode ser qualquer uma daquelas pessoas que explodiu pelo que sabem. Talvez fosse melhor só... fugir." 
Marla pegou sua espingarda e apontou para a TV. 
"Meu marido tinha muita pornografia infantil em seu computador." Falou. "Se é que você não entendeu o que eu disse aquela hora. Um dos vídeos era de alguém que conheço. Um amigo da família e sua filha. Quero fugir. Mas antes vou matar Terry."
"Ele é um é da polícia também?" 
"Ele é um carteiro." 
"...Tá bom. Ele merece." 
Marla sorriu. 
"Só deixa eu retocar minha maquiagem." Falou. "Se eles nos pegarem, quero estar linda na foto da cadeia. Quer trepar antes de irmos?" 
"Uhn... Acho que não tenho capacidade física para transar por pelo menos algumas horas." 
Me olhou de cima a baixo. 

"Não se preocupe, sei que Terry usa Viagra. Podemos assaltar a caixinha de remédios dele. 


Não demorou muito para chegarmos a casa de Terry. Era uma casa branca em um enorme terreno de esquina em um bairro rico. 


"Não achei que um carteiro pudesse ter uma casa tão chique." Falei. 


"A esposa dele é médica."


"Ah."


Marla e eu saímos do carro, ela carregando a espingarda apoiada no ombro, eu escaneando os arredores obcecadamente com os olhos, vendo se havia algum vizinho por perto que poderia chamar a polícia por causa de dois estranhos andando por aí com uma espingarda em plena luz do dia. Marla tinha retocado seu batom no espelho do carro no caminho enquanto dirigia, o resultado disso era que não tinha acertado totalmente as linhas dos lábios, agora parecia um palhaço louco, mas ainda assim sexy.


"Ele deve estar sozinho em casa essa hora." Ela falou.


"Bom, mas como vamos entrar?'


"Caramba, não faço ideia." Marla disse, levantando uma pedra falsa de plástico que estava no chão perto da porta de entrada. 


E então de um fundo falso, abriu um compartimento e tirou uma chave lá de dentro.


"Sempre achei muito idiota da parte dele ter isso aqui. Por que não usar uma pedra real ao invés de gastar dinheiro com essa porra que é obviamente um esconde-chaves?" 


Marla colocou a chave na fechadura e girou, empurrando a porta para abri-la, depois colocando um dedo sobre seus lábios vermelhos borrados para que eu ficasse quieto. 


Encontramos Terry em seu escritório pessoal, usando fones de ouvido enquanto assistia clipes da Taylor Swift. Marla e eu fomos nos aproximando silenciosamente; Estávamos atrás dele com a espingarda a cinco centímetros de sua cabeça quando o vídeo terminou. A tela ficou preta e Terry nos viu no reflexo. Lentamente levantou seus braços para cima. 


"Vocês não pode atirar em mim." Falou. "Os vizinhos vão ouvir. Não vão conseguir fugir antes da polícia aparecer." 


Olhei para Marla. 


"Ele está certo." Ela falou. "Não podemos atirar nele."


Marla arrancou os fones de ouvido do plug in e a próxima música começou a tocar no último volume pelas caixas de som. Pegou o cano da arma como se fosse um taco de beisebol e deu com tudo na parte de trás da cabeça dele, fazendo-o bater com a cara na tela do computador. O grito foi abafado pela voz estridente de Taylor Swift cantando "Shake it Off". Marla continuou a bater na cabeça de Terry como se estivesse jogando "Acerte a Marmota" contra apenas uma marmota que acabara de chamá-la de vagabunda. Os gritos dele não duraram mais do que cinco segundos antes de serem silenciados e apenas o som úmido das batidas ecoarem pelo escritório. Apenas trinta segundos depois essas batidas foram substituídas pelo silêncio absoluto. 


"Isso," Marla falou, arfando. "foi muito mais satisfatório do que atirar nele. É uma pena que temos que ir. Eu adoro essa música." 


"Hm, tenho no meu celular."

"Ah. Legal."

Logo estávamos de novo na autoestrada e Marla estava cantando Shake it Off a plenos pulmões no meu carro. 

"Posso fazer uma pergunta pessoal?" Perguntei depois que ela terminou sua performance. 

"Claro, marujo."

"Você falou que Henry te batia, certo?"

"Falei."

"Então porque você continuou lá? Por que não ir embora na primeira vez que ele te bateu?"

Marla franziu os lábios. 

"Por que você veio comigo?" Falou.

"Honestamente? Acho que só parecia mais fácil ir com a onda. E achei que talvez você atirasse em mim caso eu não fosse." 

Marla assentiu com a cabeça. 

"Eu não atiraria em você." Respirou fundo. "Acho que fiquei porque, quando Henry não estava com raiva, se sentia muito culpado e era um doce comigo. Era mais fácil eu me deitar e acreditar que não aconteceria de novo. Naqueles momentos em que era bom para mim, parecia exatamente o homem por quem eu me apaixonara. Era de novo o homem que um dia achei que fosse, não o monstro que eu conhecia." 

Houve silêncio por um momento. 

"Acho que é sempre difícil mudar." Falei. "Mesmo que seja uma mudança necessária." 

"É..." Marla olhou pela janela. 

"Bem, ele era a última pessoa que você precisava matar, certo?" Perguntei. "Para onde vamos?"  

"É muito clichê se formos para o México?" 

"Sim, provavelmente."

"Bem, podíamos matar mais algumas pessoas. Tenho certeza que existe muitos que merecem."

"Nós podíamos..." Falei. "É estranho que eu estou pegando gosto pela coisa?" 

Marla se virou e olhou para mim. Com a maquiagem preta dos olhos escorrendo pelas bochechas, algumas gotas de sangue pelo rosto, os lábios vermelhos borrados se viraram em um largo sorriso. 

"Você é um doente filho da puta." 
Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

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Relâmpago

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ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE .

NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

Nós tínhamos acabado de nos mudar para uma casa de fazenda nos subúrbios. Um bairro digno de livro de histórias - vizinhos amigáveis, silenciosos, cercas de piquete e tudo mais. Basta dizer que isso deveria ser um novo começo para mim, um pai solteiro e meu filho de três anos. Um bom lugar para deixar o drama e estresse do ano anterior no passado.

Vi a tempestade como uma metáfora para este novo começo: um último show de teatro antes da sujeira do ano passado ser lavada. Meu filho adorou mesmo assim, mesmo tendo sido tão intensa. Foi a primeira grande tempestade que viu na vida. Flashes de relâmpagos inundaram os quartos vazios de nossa casa, transmitindo caixas descompactadas com longas sombras rastejantes nas paredes, e ele pulava e gritava quando os trovões rugiam. Já tinha passado da hora de dormir quando ele finalmente se sentiu confortável para ir pra cama.

Na manhã seguinte, encontrei-o acordado na cama e sorrindo. "Eu assisti o relâmpago da minha janela!", Anunciou com orgulho.

Algumas manhãs depois, me disse o mesmo. "Você é bobo", falei. "Não houve tempestade na noite passada, você estava sonhando!" "Oh..." Ele pareceu um tanto desanimado. Afaguei-lhe os cabelos e disse para não se preocupar, deveria haver outra tempestade em breve.

Então, tornou-se um padrão. Me contava como assistia o relâmpago ao lado da janela pelo menos duas vezes por semana, apesar de não haver tempestades. Sonhos recorrentes daquela primeira tempestade memorável, imaginei.

É fácil me odiar em retrospectiva. Todo mundo me assegura que não havia nada que eu pudesse ter feito, de jeito nenhum que eu pudesse saber. Mas eu deveria ser o protetor do meu filho, e essas são palavras inúteis de conforto. Revivo constantemente naquela manhã: fazendo meu café, despejando leite sobre meu cereal e pegando o jornal para ler sobre o pedófilo, as autoridades locais tinham acabado de prendê-lo. Era coisa de primeira página. Aparentemente, esse cara selecionava uma criança-alvo (geralmente um menino), vigiava sua casa por um tempo e tirava fotos instantâneas deles através da janela enquanto dormiam. Às vezes fazia mais. Meu estômago se embrulhou quando a conexão em minha cabeça foi feita.

Na época, era apenas algo da imaginação de uma criança. Em retrospectiva, é a coisa mais assustadora que já ouvi. Cerca de uma semana antes que o predador fosse pego, meu filho veio até mim usando seus pijamas. "Adivinha?", Perguntou ele.

"O que?"

"Não tem mais relâmpagos na minha janela!"

Eu entrei na dele. "Oh, isso é legal, ele finalmente foi embora, hein?"

"Não! Agora está no meu armário!"

Ainda não vi as fotos que a polícia coletou.

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

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Entediado?

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Talvez seja tarde da noite, mas você não consegue dormir. Está entediado, ou não consegue parar os milhares de pensamentos que correm pelo seu cérebro, ou talvez tenha tomado muito café, ou esteja um pouco bêbado. Seja como for, eu estive lá, meu amigo. Sei como é sentar lá e perceber que você realmente não está vivendo o agora. Está apenas existindo. Certamente há algo que você pode fazer, não é mesmo?

Mas não importa o quê, nenhuma opção apresentada parece algo certo. Definitivamente, não é uma noite notável. Assistir TV ou jogar videogames parece ser uma tentação mental e você provavelmente esteve navegando na internet a noite toda e percebeu quão pouca satisfação está tendo disso também.

Bem, boas notícias, porque tenho uma solução. Esta opção pode exigir que você coloque calças e caminhe para algum lugar, mas vale a pena, te garanto isso.

Veja, há um prédio a nem mesmo um quarteirão de onde você mora, e a qualquer hora da noite você encontrará a entrada traseira desbloqueada. Durante o dia, o lugar é bloqueado por uma caçamba, mas por algum motivo, assim que a noite cai, a qualquer hora que caia em qualquer época do ano, você verá que a entrada traseira está aberta e aguardando por você.

O que você está esperando? O Natal? Pegue suas calças, coloque seus sapatos e levante este maldito traseiro daí. Não prometi que valeria a pena?

Apenas uma coisa. Você deve seguir minhas instruções na carta. Isso é muito importante. Entendeu? Ok, ótimo. Você está pronto? Então vamos.

O prédio está à frente. Está vendo? É um antigo complexo de escritórios que atualmente está desocupado. Não tenho certeza de quais empresas já passaram por aqui, mas, por enquanto, está vazio. Já faz anos e não me lembro de um momento em que havia um negócio real aberto lá.

Sim, claro, tenho certeza de que a entrada traseira está desbloqueada. Não disse isso? Vamos dar uma volta até lá atrás. Não se preocupe, eu sei que as luzes estão apagadas. Não é assim que este edifício anuncia ao público em geral. Apenas alguns selecionados tentaram o que você está prestes a tentar. Pare de se preocupar, ok? Vai ficar tudo bem, desde que você siga minhas instruções.

Há a entrada. Continue e tente a porta. Viu? Ela abre, assim como eu disse que abriria. Agora, vá para o primeiro elevador que ver. Como assim "está muito escuro para ver"? Apenas use sua lanterna. Você não trouxe uma lanterna? Não te disse? Ah não. Minha culpa. Bem, você já começou. Não pode mais voltar. Você não vai querer saber o que acontece se me ignorar e voltar agora. Você só precisará usar a luz da lua para continuar. 

Ok, o elevador está a dez passos à frente e à direita. Este prédio tem dez andares. Você vai ao décimo primeiro andar. O que você... cala a boca, estou explicando. O que você precisa fazer é entrar no elevador e imediatamente pressionar e manter pressionado o botão para o décimo andar. Quando começar a piscar, solte-o imediatamente e toque o botão no primeiro andar...

Ufa. Você fez um bom trabalho lá. Agora o elevador está no décimo primeiro andar. Se você tivesse pressionado esses botões de forma diferente, poderia ter acabado em um andar diferente, e acredite em mim, você não quer isso.

As portas do elevador abrem em um corredor que leva direto para um sinal de SAÍDA brilhantemente iluminado. Este não é o nosso caminho. Se correr para essa saída, provavelmente nunca vai chegar lá. Se fizer isso, descobrirá que o sinal está mentindo. Em vez disso, você precisa virar para a esquerda e entrar na primeira porta que ver.

Espere! Essa é realmente a primeira porta que você viu? Você estava prestes a entrar nela sem sequer perceber que não era a primeira porta que viu. Foi a segunda. A primeira porta que você viu foi aquela que seus olhos lançaram quando estava girando. É a segunda porta à esquerda, verdade, mas foi a primeira porta que você viu depois de eu dar as instruções.

Entende o que eu quero dizer? Você deve seguir exatamente as minhas instruções que estão nessa carta. Essa é a última vez que aviso que você está escolhendo erroneamente. Preste muita atenção a partir de agora ou quem sabe o que pode acontecer?

Entre pela porta e sente-se imediatamente.

Bom trabalho. Você aparentemente entende agora. Faça o que eu digo, e apenas como eu digo, se espera passar por isso com sua sanidade e/ou vida intacta. Ignore esse suor frio no seu couro cabeludo e felicite-se por não ter fechado a porta, mas sim sentar-se imediatamente como mandei.

A sala diante de você é preta. Mais preta do que qualquer coisa que já viu. Você não consegue ver suas mãos diante de seu rosto. Precisa sentar-se lá, perfeitamente imóvel, sem mover um músculo, até eu dizer que sim.

Conte seus batimentos cardíacos. Quando chegar a vinte, levante-se. Um... dois... Lembre-se de contar batimentos cardíacos, não segundos.

Certo. Você contou vinte e está de pé. Agora, anuncie à sala: "Aquilo que é mais escuro sempre está mais perto. Aquilo que está mais perto sempre está te observando. Aquilo que está te observando, sempre está mais longe".

Você falou? Não hesitou depois de ficar de pé, não é? Você falou conforme eu ia lhe dizendo as palavras ou esperou até ouvir todas? Se esperou, você está prestes a sofrer.

Ok, parece que estão satisfeitos. Essa é uma boa notícia. Pode prosseguir. Dê um passo em frente e depois vire à direita. Avance até chegar a uma porta. Abra, feche imediatamente e fique de costas para a sala. Este quarto será tão escuro quanto o primeiro.

Pare de respirar. Mantenha o fôlego e não importa o quanto doa, não deixe sair. O que está nesta sala segue o som da respiração, e se ele ouvir algo, bem, não vou te dizer o que ele vai fazer, ou você vai liberar a respiração e correr. Continue mantendo o fôlego e conte outros vinte batimentos cardíacos.

Agora, prender a respiração deve estar realmente machucando seus pulmões. Eu já entendi. Fique de frente para a porta, mas caminhe para trás até sua parte traseira pressionar contra a parede distante. Continue prendendo a respiração. Ande devagar. Ooh, eu aposto que você simplesmente não aguenta mais, não é? Você simplesmente vai soltar a respiração. Não posso te parar. Tudo o que posso fazer é lembrá-lo de que você não está sozinho nesta sala, e respirar seria muito pior do que simplesmente segurar a respiração...

Há a parede mais distante. Sem olhar, tateia uma maçaneta. Abra. Atravesse e feche-a. Agora você pode liberar o fôlego. Parece bem agora, não é? Você está cerca de um quarto do caminho e ainda está vivo e ainda é o mesmo de quando saiu de casa. Está indo muito bem até agora.

O quarto em que você está agora não está escuro, como os outros. É iluminado por uma pequena fogueira na extremidade mais distante. Uma figura amontoada está sentada junto a esse fogo. Não vire! Pelo menos, não faça isso, até você ficar em pé e anunciar com uma voz clara: "Posso compartilhar do seu fogo por um momento?"

Agora aguarde. Conte seus batimentos cardíacos novamente. Se você chegar a dez e não ouvir nada, prenda sua respiração novamente e corra de volta através da porta que você entrou sem olhar para trás.

Certo. Foi um grunhido suave? Isso veio da figura? Seja cuidadoso. Pense muito sobre isso. Se você decidir que foi realmente um suave grunhido de ascensão, vire e vá até fogo e se agache. Ao caminhar, provavelmente percebeu que há cinco portas nesta sala, incluindo a que você encontrou.

Adormeça no lado oposto do fogo em que a criatura está, mas certifique-se de aconchegar-se na mesma posição. Nunca olhe diretamente para ele. Não vai gostar do que vai ver. Agora pode fazer qualquer pergunta que você queira. Mas tem um problema. Se for a pergunta errada, você ficará preso nessa posição, enquanto ele pode se levantar e sair. A maioria das pessoas pergunta qual porta seguir.

Bom, você está perguntando a ele qual porta seguir. E se você ouvir, ele irá dizer-lhe que é a porta direita mais próxima da que você veio.

Não levante ainda! Considere o fato de que essa figura não é sua amiga. Não conhece você, e provavelmente não gosta muito de ti. Poderia ele ter mentido? Talvez você devesse pegar exatamente a porta oposta que ele sugeriu. Ou talvez essa criatura não possa mentir, e você deva ouvi-la.

Não, não me pergunte. Eu realmente não sei. Uma dessas portas é a certa, mas nunca é a mesma porta. Você deve escolher se acredita nele ou não.

Parece que você escolheu ouvi-lo. Vamos ver o que acontece…

Uau. Parece que hoje é o seu dia de sorte. Você está indo muito bem até agora.

Você se encontra em outro longo corredor. Este é mais longo e muito, muito mais escuro. Há duas portas no final. Se você caminhar diretamente para aquelas portas, será forçado a escolher uma, e nenhuma delas está marcada. Você consegue sentir essa presença, não consegue? Aquilo que está logo atrás de você. Você pode sentir sua respiração em seu pescoço. Pode sentir o quão perto está. Os pelos do pescoço se arrepiam.

Ele vai segui-lo. Se você olhar ao redor, vai se arrepender. Não fale com ele. Não mostre que o sente de forma alguma. Apenas ande. Caminhe até ouvi-lo sussurrar. Se eu fosse você, eu daria atenção a esse sussurro. Não só o que está sendo dito como a porta de onde vem.

Você o ouve agora, não é? Sim, apenas à direita, à direita. Você parou logo que o ouviu. Ainda está ouvindo. Você está indo tão bem. Sim, ainda está lá, e sim, você ainda precisa ignorá-lo. Volte para a porta da qual ouve e ande direto para ela. Coloque a mão na maçaneta.

Agora, aqui é onde as coisas ficam complicadas. Do outro lado da porta é o que você está imaginando na sua cabeça quando segurou a maçaneta. Portanto, é de vital importância que você não pense no que mais teme. Sabe essa coisa que às vezes o mantém acordado à noite porque está certo de que, se você fechar os olhos, virá para você? Esse sentimento rastejante quando você acha que alguém está te observando? Essa ideia ou pensamento que seus pesadelos mais profundos tentam esconder de você?

Estou te avisando, se está pensando sobre isso, pare. Não gire essa maçaneta até que você tenha esvaziado sua mente. Ainda está pensando nisso? Está, não está? A presença atrás de você está se aproximando. Você tem três maneiras de sair disso. Você pode correr para as duas portas no final e aceitar o que o destino lhe reserva além delas, você pode deixar a presença atrás de você te pegar e fazer o que quer que seja, ou você pode parar de pensar sobre seu medo agora e abrir essa porta!

Seja qual for sua escolha, você não está mais entediado. Eu te disse que valia a pena.


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O Homem Lá Fora

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Aconteceu comigo e minha esposa duas noites atrás e só tem piorado. Antes que alguém diga para chamar a polícia ou atirar no bastardo, eu aviso que a polícia não pode ajudar, nós tentamos. Tenho uma arma, mas não quero acabar na prisão por assassinato. As leis são tão fodidas nesse país que nem sequer vou tentar e correr o risco de ir preso. Tendo dito isso, continuarei contando o que tem acontecido e ver se mais alguém teve alguma experiência como essa que possa, talvez, nos ajudar.

Lá pelas 22:00, nós decidimos assistir a um filme antes de ir para a cama, nossa filha estava adormecida e pensamos que não seríamos interrompidos dessa vez. Fizemos pipoca e eu fumei alguns cigarros, para que quando eu saísse no meio do filme não demorasse uma eternidade para voltar. De qualquer forma, já tínhamos assistido uma meia hora quando decidi sair para fumar novamente.

A noite estava especialmente escura, sem lua devido às nuvens, nem mesmo estrelas eu conseguia ver. Havia uma brisa fraca e parecia que todos os animais estavam dormindo. Estava um silêncio absoluto. Na metade do meu cigarro, ouvi uma risadinha. Minha cabeça se virou para o bosque logo atrás da nossa garagem. Não vi nada, então permaneci em silêncio e tentei ouvir concentradamente. Juro que poderia ouvir até mesmo se uma gota tocasse o chão, de tão quieto.

 “Anda logo, querido!”, minha esposa gritou da janela.

Eu pulei uns 3 metros no ar e gritei como um cãozinho machucado.

“Jesus Cristo, Carol! Me assustou pra porra!"

Ela riu histericamente e acredito que se eu tivesse visto minha reação, eu teria rido muito também.
Soltei a fumaça e entrei em casa rindo de mim mesmo, enquanto meu coração ainda batia acelerado pelo susto.

Então continuamos o filme. Um pouco depois, escutei batidinhas ou alguma coisa se chocando no vidro.

 “Que merda é essa?”, pausei  filme.

 “O quê?”, Carol ficou emburrada por eu ter parado em uma parte interessada.

Ficamos lá parados por bons 30 segundos até que ouvimos de novo. Nos olhamos confusos e escutamos atentamente. Dessa vez o barulho estava um pouco mais alto e nós dois fomos o investigar
Parecia estar vindo da nossa janela lateral, atrás da garagem. O mesmo lugar de onde ouvi a risadinha. Desligamos as luzes para enxergar lá fora e foi aí que meu coração caiu para o meu estômago.

 “Dan.. Dan, mas que porra...?” Carol estava tão assustada quanto eu.

"Ssshhh."

Tinha um homem sem camisa apoiado em suas mãos, de ponta cabeça (n/t: “plantando bananeira”), sorrindo enormemente. Quer dizer, o sorriso dele era tão grande que seus lábios poderiam se partir. Seus dentes eram bizarramente grandes e não pareciam humanos por serem tão quadrados. E lá estavam seus olhos, arregalados como se ele estivesse muito chapado. Aliás, eu não sentia que ele estava drogado, ele só parecia completamente insano e era a coisa mais estranha que eu já vira.

 “Rápido Carol, liga pra polícia pelo amor de Deus” sussurrei o mais baixo que pude.

Ela assentiu e lentamente saiu do quarto. Não havia como o homem nos ver, estávamos no quarto escuro e tinha uma luz acesa lá fora. Mas parecia que ele tinha ouvido e fez que não com a cabeça bem devagar. Sem tirar aquele sorriso gigante.

 “Vai Carol!” sussurrei mais impaciente.

Ela se apressou até o celular e eu fiquei lá parado assistindo o homem louco. Como diabos ele permanecia em suas mãos daquele jeito sem se desequilibrar ou algo assim. Eu me virei para ver minha mulher no telefone e me senti aliviado.

Quando voltei para a janela quase caguei minhas calças. Ele estava à centímetros do vidro, ainda de ponta cabeça e ainda sorrindo.

 “Puta merda!” Gritei e caí no chão, pelo susto.

Eu me virei por 5 segundos e de alguma maneira ele fez todo aquele percurso sobre suas mãos até a janela. Então ele negou com a cabeça novamente e falou. Mas não era uma voz humana. Soava como uma mistura de criança com gato, da melhor forma que posso descrever.

“Eles não podem ajudar vocês hehehe”, e mais rápido que qualquer um conseguiria, ele voltou para o bosque plantando bananeira.

Corri para a sala onde Carol estava e a vi sentada chorando com o rosto entre as mãos.

 “Por favor me diga que eles chegarão logo”, implorei.

“Vão chegar em menos de 10 minutos”, ela respondeu soluçando incontrolavelmente.

A abracei apertado e esperamos...

Pouco depois vimos as luzes vindos e ouvimos a sirene antes dos policiais invadirem. Os contamos o que aconteceu e eles nos olharam como se estivéssemos pregando uma peça. Ainda assim, conferiram tudo e não encontraram nada, saindo rapidamente.

O que quer que aquele homem fosse espero que nunca volte à minha casa. O temos visto desde aquele dia, mas ele só nos assiste. Postarei uma atualização caso algo aconteça, o que acredito que irá. Acho que esse homem tem algo sinistro para minha família e preciso encontrar um meio de nos proteger.

FONTE

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

P.S: postarei a continuidade caso venha a ter uma. 

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